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31 de agosto de 2014

Eleições 2014 - Por "Uma Nova Política".




Rô Moreira

Depois da pesquisa Datafolha que colocou a candidata Marina Silva empatada com a atual presidente, os ataques dos adversários se voltaram para ela. E dentre as questões que mais chamaram atenção são a de interesses dos grupos LGBTs, como se eles fossem à última bolacha do pacote (seres especiais) e assim, fossem prioridade para a nação voltar a crescer. Mas todos nós sabemos que o que eles buscam ultrapassa a normalidade da convivência humana. Até porque, casamento religioso (família) é só entre homem e mulher (como diz a Constituição), e quanto à relação de dois homens ou duas mulheres, o STF já garantiu os direitos dentro de uma união civil estável e junto a isso adoção de crianças, além de igrejas tidas como “inclusiva” que já realizam a cerimônia religiosa. Essa pressão é covarde e oportuna, até porque, a candidata já falou que os direitos civis eles terão.
No outro lado da moeda nos deparamos com um famoso pastor agindo com um destempero desproporcional querendo fazer valer dos seus pensamentos, como se o país fosse governado pela igreja (governo teocrático) caso a candidata vença as eleições.  Esse mesmo pastor não respeita a candidata e não entende que Marina Silva tem que governar para o povo e não para grupo e não por sua fé. Ela tem o direito de ter o seu plano de governo sem interferência do grupo LGBT e religiosos, e por isso, ela não pode dar ouvido a esses grupos, pois isso fará com que ela perca toda credibilidade que ela mesma conquistou a duras penas sem ajuda desses grupos, um dos quais ela pertence, (religiosos) e nunca fez uso dele para se beneficiar, enquanto os seus adversários políticos sempre usam a igreja como curral eleitoral em seus benefícios. O que este pastor estar fazendo é perturbar a campanha de Marina Silva, como já fez nas eleições passada ao abandoná-la em favor do então candidato José Serra, com questões que só o congresso pode legislar. Não é função do executivo tratar desses assuntos, pois a sua preocupação central é a de levar o Brasil a patamares mais altos na economia. Porém, sabemos que a realidade é outra, vivemos numa nação muito diversificada em relação a tudo, até porque, por aqui tudo é em excesso, e o estado é laico, mas essa laicidade também não quer dizer estado Ateu, mas sim, igualdade para todos os seguimentos. Igualdade nos relacionamento do Estado com a sua população. O resto é picuinha! 
Quando nos referimos a Marina Silva, entendemos ser ela a terceira via (não do PT como dizem por aí) mas algo de novo como ela mesma, diz: “Uma Nova Política!” Tudo o que é novo só poderá sair dela, pois já conhecemos o Aécio Neves, que deixou claro, que se eleito teremos um governo muito parecido como o governo FHC (arrocho) e quanto a Dilma Rousseff, será uma repetição do seu próprio governo num momento claro de recessão, que o PT nos colocou.
Devemos também reconhecer que o governo atual fez muitas obras, mas não seria com o pretexto de desvio de dinheiro? O país quebrou, não pagamos a divida externa como dizem por aí, a divida interna chegou a 2,2 tri, o país só faz acordo ideológico e as grandes nações se afastaram do Brasil, a nossa economia esse ano é pífia, perto do PIB 0. Segundo os economistas a Eletrobrás e a Petrobras quebraram por conta dessa forma corrupta de se governar. Empréstimos do BNDES para países de governos ditadores, somos do grupo do BRICS que menos cresce, o desmatamento é evidente por conta da ganância dos Ruralistas com apoio deste partido que se encontra no poder, mas toda logística brasileira está comprometida pela falta de grandes ferrovias, portos precários, falta de uma política aquaviária e aeroviária sólida para podermos escoar a nossa produção e esvaziar as estradas desses caminhoneiros que provocam diversos acidentes por causa da precariedade das estradas, matando milhares de brasileiros todos os anos.
E por isso, eu afirmo sem medo de errar, A Marina Silva é a única opção de momento, é de origem pobre, negra, de um estado esquecido da maioria dos brasileiros (ACRE), e junto a Chico Mendes teve a coragem de lutar contra os Ruralistas e, é firme nas suas propostas. Vejo em seu falar algo verdadeiro, o que não vejo em Dilma Rousseff que nada fala a respeito do grupo LGBT, aborto e liberação da maconha, depois fica o segundo escalão do PT perturbando a Comissão dos Direitos Humanos, como aconteceu durante 3 anos quando o pastor Marcos Feliciano a presidiu.  Em relação aos Evangélicos, esse grupo está fragmentado também, pois tem uma parcela que votará na Dilma Rousseff mesmo sabendo que depois serão perseguidos pela onda bolivariana que estão tentando consolidar com o Decreto dos Conselhos.
Por fim, para o Brasil de hoje, só nos resta uma saída: "Uma Nova Política”, o resto nós já conhecemos, arrochos, mentiras, recessão, controle da mídia, perseguição e ditadura bolivariana.  
Oremos para que Marina Silva possa dar continuidade a seu plano de governo sem a interferência de grupos, seja ele qual for. E que ela venha governar para toda sociedade como um todo, respeitando  o que o diz o capitulo 5º da nossa Constituição Federal.

Pressionada por Malafaia, Marina recua na causa gay



Menos de 24 horas depois de divulgar seu programa de governo, que contemplava a defesa dos direitos do público LGBT, Marina Silva volta atrás e solta nota para explicar que não era bem assim; o motivo foi a reação irada de Silas Malafaia, evangélico como Marina, que disse que o programa da candidata do PSB conseguia ser "pior do que o de PT e PSDB"; "O texto do capítulo “LGBT”, do eixo “Cidadania e Identidades”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo", diz a nota divulgada por Marina
30 de Agosto de 2014 às 13:49
247 - O programa de governo de Marina Silva, divulgado ontem, não durou um dia e já começa a ser modificado no que tange aos direitos dos homossexuais.
O motivo foi a gritaria de setores evangélicos liderados pelo pastor Silas Malafaia. “O programa de governo do partido de Marina é pior que o PT e o PSDB, no que tange aos direitos dos gays. Apóia descaradamente o casamento gay e pede, inclusive, a aprovação do extinto PLC 122, que, entre outras coisas, põe pastor na cadeia. É uma vergonha que prevê casamento, adoção de crianças e etc”, disse ontem o religioso.
O resultado foi que Marina recuou e voltou atrás. Neste sábado, ela divulgou nota para dizer que seu programa não estava ainda fechado. Leia, abaixo, o texto divulgado pelo PSB:
Nota de esclarecimento sobre o capítulo “LGBT”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil
O texto do capítulo “LGBT”, do eixo “Cidadania e Identidades”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo (comentários pela internet sobre as diretrizes do programa, encontros regionais e as dinâmicas de escuta da sociedade civil promovidas pela Coordenação de Programa de Governo e pelos candidatos à Presidência pela Coligação).
Em razão de falha processual na editoração, a versão do Programa de Governo divulgada pela internet até então e a que consta em alguns exemplares impressos distribuídos aos veículos de comunicação incorporou uma redação do referido capítulo que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT.
Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejável, tanto no texto com alguns equívocos como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.
Os brasileiros e as brasileiras interessados em conhecer as verdadeiras ideias defendidas pelos candidatos da Coligação Unidos pelo Brasil para a Presidência da República, Marina Silva e Beto Albuquerque, já o podem fazer por meio do site marinasilva.org.br ou pelos exemplares impressos que serão distribuídos a partir de hoje.
O documento que expressa as reais propostas da chapa para o capítulo “LGBT” também pode ser lido abaixo:
LGBT
Ainda que tenhamos dificuldade para admitir, vivemos em uma sociedade que tem muita dificuldade de lidar com as diferenças de visão de mundo, de forma de viver e de escolhas feitas em cada área da vida. Essa dificuldade chega a assumir formas agressivas e sem amparo em qualquer princípio que remeta a relações pacíficas, democráticas e fraternas entre as pessoas.
Nossa cultura tem traços que refletem interesses de grupos que acumularam poder enquanto os que são considerados minoria não encontram espaços de expressão de seus interesses. A democracia só avança se superar a forma tradicional de supremacia da maioria sobre a minoria e passar a buscar que todos tenham formas dignas de se expressar e ter atendidos seus interesses. Os grupos LGBT estão entre essas minorias que têm direitos civis que precisam ser respeitados, defendidos e reconhecidos, pois a Constituição Federal diz que todos são iguais perante a lei, independentemente de idade, sexo, raça, classe social. Assim como em relação às mulheres, aos idosos e às crianças, algumas políticas públicas precisam ser desenvolvidas para atender a especificidade das populações LGBT.
A violência que chega ao assassinato, vitima muitos dos membros dos grupos LGBT. Dados oficiais indicam que, entre 2011 e 2012, os crimes contra esse grupo aumentaram em 11% em nosso país. Outros sofrem tanto preconceito que abandonam a escola e abrem mão de toda a oportunidade que a educação pode dar, o que também, de certa forma, corresponde a uma expressão simbólica de morte.
É preciso desenvolver ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.
Para assegurar direitos e combater a discriminação:
  • Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
  • Aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira – conhecida como a Lei João W. Nery – que regulamenta o direito ao reconhecimento da identidade de gênero das “pessoas trans”, com base no modo como se sentem e veem, dispensar a morosa autorização judicial, os laudos médicos e psicológicos, as cirurgias e as hormonioterapias.
  • Como nos processos de adoção interessa o bem-estar da criança que será adotada, dar tratamento igual aos casais adotantes, com todas as exigências e cuidados iguais para ambas as modalidades de união, homo ou heterossexual.
  • Normatizar e especificar o conceito de homofobia no âmbito da administração pública e criar mecanismos para aferir os crimes de natureza homofóbica.
  • Incluir o combate ao bullying, à homofobia e ao preconceito no Plano Nacional de Educação.
  • Garantir e ampliar  a oferta de tratamentos e serviços de saúde para que atendam as necessidades especiais da população LGBT no SUS.
  • Assegurar que os cursos e oportunidades de educação e capacitação formal considerem  os anseios de formação da população LGBT para garantir ingresso no mercado de trabalho.
  • Considerar as proposições do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT na elaboração de políticas públicas específicas para populações LGBT.
BRASIL 247

30 de agosto de 2014

Direitos LGBT: "Marina, você brincou com a esperança de milhões de pessoas"

Jean Wyllys, que havia elogiado a primeira versão do programa de governo, critica a candidatada por ceder a pressão de evangélicos fundamentalistas
por Jean Wyllys — publicado 30/08/2014 14:48, última modificação 30/08/2014 16:06


Em "nota de esclarecimento",Marina Silva desmente seu próprio programa de governo e afirma que não apoia o casamento civil igualitário, mas uma lei segregacionista de "união civil". Vocês já imaginaram um candidato presidencial dizendo que é contra o direito dos negros ao casamento civil, mas apoiaria uma "lei de união de negros"? A nova política da Marina é tão velha que lembra os argumentos dos racistas americanos de meados do século XX. Contudo, o pior é que ela brincou com as esperanças de milhões de pessoas! E isso é cruel, Marina!
Bastaram quatro tuítes do pastor Malafaia para que, em apenas 24 horas, a candidata se esquecesse dos compromissos de ontem, anunciados em um ato público transmitido por televisão, e desmentisse seu próprio programa de governo, impresso em cores e divulgado pelas redes.
Marina também retirou do programa o compromisso com a aprovação da lei João Nery, a elaboração de materiais didáticos sobre diversidade sexual e outras propostas. Só deixou frases bonitas, mas deletou todas as propostas realmente importantes. E ela ainda nem se elegeu! O que esperar então dela se eleita presidenta quando a bancada fundamentalista, a bancada ruralista e outros grupos de pressão começarem a condicionar o apoio a seu governo? Tem políticos que renunciam a seus compromissos de campanha e descumprem suas promessas depois de eleitos. Marina já fez isso mais de um mês antes do primeiro turno. Que medo!
Como todos sabem, minha candidata presidencial é Luciana Genro. Ela SEMPRE defendeu todos os direitos da comunidade LGBT e foi a primeira candidata na história do Brasil que teve a coragem de pautar esses temas no debate presidencial da Band. Contudo, na sexta-feira, 29, quando consultado pela imprensa, apesar da minha desconfiança com relação à Marina, elogiei o programa apresentado pelo PSB (apenas no que dizia respeito aos direitos da população LGBT,  já que discordo profundamente de muitas outras propostas neoliberais e regressivas nele contidas). Fiz isso porque acho que os posicionamentos corretos devem ser reconhecidos, mesmo que provenham de um(a) adversário(a).
É com essa autoridade, de quem agiu de boa fé,  que agora digo: Marina, você não merece a confiança do povo brasileiro! Você mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas.

Carta Capital

29 de agosto de 2014

Economia encolhe 0,6% no segundo trimestre, e Brasil entra em recessão

A economia brasileira, medida pelo PIB (Produto Interno Bruto), encolheu 0,6% no 2º trimestre em relação aos três meses anteriores. Além disso, os resultados do 1º trimestre foram revisados de alta de 0,2% para queda de 0,2%.
Com dois trimestres seguidos de resultado negativo, considera-se tecnicamente que o país está em recessão. Isso não acontecia desde a crise financeira global de 2008 e 2009.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em valores correntes, o PIB do 2º trimestre alcançou R$ 1,27 trilhão.
Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi ainda maior: de 0,9%.
No acumulado do 1º semestre, houve crescimento de 0,5% em relação a igual período de 2013.
O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2014 teve crescimento de 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
Após a divulgação do resultado do 1º trimestre, no final de maio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tinha dito que a Copa do Mundo ajudaria a impulsionar os setores de comércio e serviços, e que o resultado do PIB no 2º trimestre provavelmente seria melhor.





Agropecuária cresceu 0,2%; indústria e serviços encolheram

A agropecuária foi o único setor que cresceu no 2º trimestre em relação ao trimestre anterior, com leve alta de 0,2%.
A indústria encolheu 1,5%. Dentro dos subsetores, apenas a extrativa mineral registrou expansão: 3,2%. A indústria de transformação encolheu 2,4%, a de construção civil recuou 2,9%, e a de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana caiu 1%.
Os serviços encolheram 0,5%, puxados pelo desempenho negativo do comércio, que recuou 2,2%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2013, a agropecuária permaneceu estável, a indústria encolheu 3,4% e os serviços cresceram 0,2%.
No acumulado do 1º semestre em relação a igual período de 2013, a agropecuária cresceu 1,2% e os serviços, 1,1%. A Indústria, por sua vez, encolheu 1,4%.

Previsões para o PIB têm sido cortadas

O governo federal cortou sua projeção de crescimento econômico de 2,5% para 1,8%, segundo relatório bimestral de Receitas e Despesas divulgado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento em julho. Ainda assim, a previsão está otimista em relação às demais.
O Banco Central diminuiu sua previsão para o PIB neste ano de 2% para 1,6%, de acordo com o relatório trimestral de inflação divulgado em junho.
Já o FMI (Fundo Monetário Internacional) cortou sua previsão pela quinta vez seguida, em julho, e agora estima um crescimento de 1,3% do Brasil neste ano.
Os economistas das principais instituições financeiras, por sua vez, falam em PIB de 0,7% em 2014. A informação aparece no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (25). Foi a 13ª semana seguida em que a previsão foi cortada.

Dado do BC apontou queda de 1,2% no acumulado do trimestre

A estimativa do Banco Central, mostrada por meio do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), era de recuo de 1,2% em relação ao 1º trimestre.
O índice é elaborado mensalmente pelo BC e é considerado pelo mercado uma prévia do PIB, embora o Banco Central oficialmente não reconheça que seja uma previsão do PIB.
Mesmo assim, o indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB, e serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.
Em entrevista, um diretor do BC justificou a diferença, dizendo que o IBC-Br não tem a pretensão de medir o PIB, apesar de o mercado o usar como um balizamento.
(Com Reuters)

Uol Noticias

28 de agosto de 2014

Evangélicos turbinam projeto da 'terceira via'

Qui, 28/08/2014 às 07:26

José Roberto de Toledo


Se o 2.º turno da eleição fosse hoje, Marina Silva (PSB) seria eleita presidente graças, sobretudo, ao voto dos eleitores evangélicos. É o que revela a pesquisa Ibope divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Há empate técnico entre Marina e Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, entre os católicos: 42% a 40%, respectivamente, na simulação de 2.º turno. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro. Ou seja, apesar de serem o maior contingente do eleitorado (63%), os católicos teriam impacto quase insignificante no resultado da eleição, pois dilmistas católicos anulariam marinistas da mesma fé.
O voto decisivo seria dos evangélicos. Com 22% do eleitorado, eles têm praticamente o dobro de preferência por Marina. Na média, 53% dos eleitores pentecostais, de missão e de outras denominações evangélicas declaram voto na candidata do PSB, ante apenas 27% que dizem preferir a atual presidente.
Os 15% de eleitores que não são católicos nem evangélicos (ateus, agnósticos, outras religiões) também pendem mais para o lado de Marina. Mas, além de terem um peso menor, a distância que separa Dilma da sua principal adversária é menor entre eles: 27% a 45%. É um grupo heterogêneo e, entre eles, não há líderes com a influência de pastores e bispos entre os evangélicos.
Não é novidade a preferência do eleitorado evangélico por Marina. Em 2010, Dilma não venceu no 1.º turno por causa de campanha movida por pastores e seguida por padres. O motivo: a hipotética defesa da legalização do aborto pela petista. A maior parte dos eleitores que abandonaram Dilma migrou para Marina, dobrando seu eleitorado na reta final.
Dilma negou defender o aborto, mas não adiantou. Só foi recuperar parte dos eleitores evangélicos quando se revelou que a mulher de seu adversário no 2.º turno, José Serra (PSDB), fizera um aborto quando jovem.
O eleitor evangélico sempre desconfiou da presidente. Em maio, uma nova onda tomou a internet quando o governo Dilma regulamentou a execução de abortos autorizados pela lei (casos de estupro, por exemplo) na rede de hospitais públicos do SUS. A reação foi tão grande que o governo voltou atrás.
A intenção de voto em Dilma entre os evangélicos cai desde então. Era 39% em maio, é 27% agora. Entre os católicos, no mesmo período, a intenção de voto na presidente oscilou muito menos, de 42% para 39%.
Já a entrada de Marina na corrida eleitoral provocou uma revolução no eleitorado evangélico. No começo de agosto, Eduardo Campos, então candidato do PSB, tinha 8% de intenções de voto entre eleitores dessa fé - a mesma taxa do Pastor Everaldo (PSC). Marina já entrou com 37%, abrindo uma vantagem de 10 pontos sobre Dilma.
O impacto foi tão grande que pulverizou as intenções de voto no até então mais notável candidato evangélico. O pastor caiu de 3% para 1% no eleitorado total, e de 8% para 3% entre evangélicos. Everaldo é líder religioso e tem o apoio de outros pastores, como Silas Malafaia.
Em nenhum outro segmento do eleitorado Marina tem uma vantagem tão grande sobre Dilma do que entre os evangélicos. Nem entre os jovens, nem no Sudeste, nem entre os mais escolarizados, nem entre os mais ricos. Isso não significa que a maioria dos eleitores de Marina seja evangélica - tem 56% de católicos. Mas Marina está abaixo da média nesse segmento, e fica sete pontos acima entre os evangélicos.
A candidata do PSB trocou a Igreja Católica pela Assembleia de Deus em 1997. Ela costuma evitar a mistura religião e política no seu discurso, mas às vezes derrapa. Questionada no Jornal Nacional sobre seu fraco desempenho eleitoral no Estado de origem, o Acre, Marina disse: "Ninguém é profeta em sua própria terra". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

27 de agosto de 2014

Duelo em 10 rounds: 1º debate tem ataques entre Dilma, Marina e Aécio





O segundo bloco do debate entre presidenciáveis na Band colocou os candidatos frente a frente. Os candidatos podiam perguntar para os adversários - a ordem das perguntas foi definida por sorteio e cada candidato só podia ser perguntado duas vezes.
A candidata Marina Silva abriu o bloco perguntando para a presidente Dilma Rousseff sobre os pactos apresentados por ocasião das manifestações de junho. "Nada disso funcionou. O que deu errado?", questionou Marina. "Eu considero que tudo deu certo, veja você". Dilma mencionou os cinco pactos - educação, em que citou a lei que dedica o dinheiro dos royalties do pré-sal para a área; saúde, em que ela mencionou o programa Mais Médico, que atende a 50 milhões de pessoas, segundo a presidente; estabilidade econômica, que a presidente afirmou que é atendida com a redução da inflação; e reforma política, que o projeto enviado pela presidência não foi aprovado pelo Congresso. "Acredito que reforma política no Brasil precisará da participação popular, de um plebiscito". O último pacto foi mobilidade e a presidente citou investimentos em BRT e outros meios de transporte.
"Esse Brasil que a presidente Dilma acaba de mostrar, colorido, quase cinematográfico, não existe na vida das pessoas", atacou Marina Silva, dizendo que o cidadão vive preso em engarrafamentos e na penúria da saúde. Dilma rebateu falando sobre a reforma política. "Só a força do povo brasileiro é capaz de transformar as instituições políticas que tanto precisamos", defendeu. "No que se refere a educação, eu considero que nós tivemos um grande salto. Por exemplo, vou citar o Pronatec. Oito milhões de jovens adultos fazendo cursos".
Dilma questiona Aécio
A presidente então questionou o candidato tucano, citando o governo de Fernando Henrique Cardoso, que deixou a presidência com alta de taxa de desemprego, e quis saber que "medidas impopulares" ele tomaria caso eleito. "Estamos preparados para fazer o Brasil voltar a crescer (...) Durante o governo da senhora, presidente 1 milhão e 200 mil vagas foram embora porque a indústria brasileira foi sucateada", afirmou. Ele usou dados do Caged para dizer que o país parou de crescer. "Tivemos mais uma vez um dos piores crescimentos entre todos os nossos vizinhos". Ele afirmou que "intervencionismo absurdo" em setores como energia atrapalham o crescimento. "A grande verdade é que o governo do PT surfou e se valeu de reformas do governo do presidente Fernando Henrique".
"A verdade, candidato, é que o governo do PSDB, que parece que o senhor não vai adotar, quebrou o Brasil três vezes", contra-atacou Dilma. "Na verdade, nós geramos mais empregos do que vocês em oito anos (...) Os número não podem ser enganosos". Dilma falou ainda em 'tarifaço' e 'arrocho' em governos do PSDB.
"Me permito ficar com a primeira presidente Dilma, que no início do seu mandato escreveu uma carta cumprimentando a estabilidade econômica do governo Fernando Henrique (...) Foram os programas sociais inciados no governo Fernando Henrique que levaram hoje ao Bolsa Família".
Pastor Everaldo ataca Dilma
Logo em seguida, o candidato Pastor Everaldo optou por questionar a presidente Dilma e atacou a proximidade do governo petista com Cuba. "Seu governo favorece a ditadura cubana, que não respeita os direitos humanos. Investiu na construção de um porto em Cuba. É justo fazer isso com o dinheiro, o suor, o sangue do trabalhador brasileiro?", quis saber o candidato.
Dilma afirmou que o governo financia empresas brasileiras. "O Brasil que antes só olhava para países desenvolvidos hoje olha para todo o mundo, países na África, vizinhos, e tem uma relação muito desenvolvida com os países BRICs (...) E isso permitiu que criássemos o banco BRIC", respondeu Dilma. 
"No meu governo, o dinheiro do trabalhador brasileiro vai ficar no Brasil", rebateu Pastor Everaldo. "Quando se financia empresa no exterior assegura empregos aqui. A mesa do trabalhador brasileiro tem padrão de consumo que nunca teve", afirmou Dilma, na tréplica. 
Cenário de debate na Band, antes da chegada de candidatos (Foto: Band)

Eduardo Jorge questiona Aécio
O candidato do PV quis saber de Aécio Neves se ele concorda com a legislação atual do país sobre aborto, que reduz as mulheres brasileiras a criminosas quando passam pelo procedimento. "Eu concordo com a política atual. Mas acredito que podemos aumentar o conhecimento, a educação", respondeu Aécio, "sobretudo para adolescentes de baixa-renda, e mesmo políticas preventivas para evitar a gravidez indesejada". "Eu tenho as minhas convicções, as defendo de forma absolutamente clara e nessa questão eu prefiro manter a legislação como ela está.
"A legislação é cruel. Ela coloca 700, 800 mil mulheres a sua própria sorte. Buscando clínicas clandestinas (...) É possível, senador Aécio, que o Brasil vai repetir sua posição como em relação à escravidão, quando foi o último país a abolir?", rebateu Eduardo Jorge, classificando de "reacionária" a lei atual do país.
Aécio usou sua fala então para atacar a diminuição do investimento do governo federal em saúde pública. 
Aécio Neves pergunta a Marina Silva
O candidato tucano questionou Marina Silva sobre a frase em que ela disse que não subiria em alguns palanques, mas depois voltou atrás e afirmou que gostaria do apoio de José Serra futuramente. "Candidata você tem falado sobre nova política. Quando foi lançada como candidata, apressou-se que não subiria a outros palanques, como do íntegro Geraldo Alckmin, depois disse gostaria de ter José Serra em seu governo. A nova política também não deveria ter uma boa dose de coerência?"
"Confesso, candidata, que sinto dificuldade em entender o que seria essa nova política (...) A boa política, senhora candidata, pressupõe coerência. Eu estou aqui acreditando no que sempre acreditei", afirmou Aécio. 
"Vejo que a sua fala, candidato, reforça exatamente o meu argumento. Eu acredito na política que pratiquei por 16 anos no senado federal", rebateu Marina. 
Levy questiona Marina sobre bancos
O candidato Levy Fidelix escolheu "bombardear politicamente" a candidata Marina, querendo saber sobre a "relação íntima" dela com os bancos e perguntando se iria governar para a agropecuária. "Eu quero combater essa visão de que devemos apartar o Brasil. Com essa visão que temos que combater as elites. O problema do Brasil não é a elite, é a falta da elite". Ela afirmou que a "visão tacanha" de que devemos dividir as pessoas por rótulos deve ser combatida no país. "É assim que eu quero governar o Brasil, unindo o Brasil, não apartando".
Levy então afirmou que Guilherme Leal, da Natura, que apoia Marina, "deve bilhões de impostos. E o Itaú/Unibanco não quer pagar R$ 18 bilhões (por conta da fusão". Marina disse não ver contradição em seu discurso ou parcerias. "Quem responde pelos interesses privados e empresariais são as pessoas que estão com os interesses citados pelos candidatos", disse. "Eu dialogo com pessoas", argumentou. Sobre o agronegócio, a candidata respondeu: "o agronegócio é importante para a balança comercial, mas deve ser feito com responsabilidade econômica e social".
Luciana Genro pergunta ao Pastor EveraldoA candidata do PSTU perguntou se Pastor Everaldo se sente responsável pela morte de homossexuais por conta do preconceito no país. "Vou perguntar para o Everaldo. Permita-me chamá-lo de Everaldo porque não costumo misturar política com religião. O senhor era da base do governo quando o governo suspendeu o programa "Escola sem homofobia". Isso gerou uma situação em que os professores não receberam os materiais. O senhor não se sente responsável pelas mortes devido a preconceitos?".
"Nunca tive preconceito. Nunca tive responsabilidade por morte nenhuma (...) Meu compromisso é com o restabelecimento da dignidade do professor", afirmou o pastor. "Não existe povo mais tolerante que o cristão. O cristão é um tolerante. É um ensinamento que Jesus no ensinou (...) Não discriminamos ninguém. Agora, para mim, a escola pública tem que cuidar da educação do cidadão brasileiro".

26 de agosto de 2014

Um foguete chamado Marina



Natura Nery

Por: Folha de S.Paulo

Quem olha as pesquisas internas dos partidos, os chamados "trackings", normalmente solta um palavrão, tamanha é a surpresa com o rápido crescimento de Marina Silva nas sondagens.

Para manter o nível desta coluna, melhor descrever como "susto" a reação dos generais das campanhas ao ver a escalada da nova candidata.

Mais do que a disparada, Marina Silva reorganiza a identidade da campanha. As pesquisas qualitativas sinalizam isso: Marina tem cara de povo, quase um Lula de saias; Aécio é, por vezes, associado a "doutor". Dilma, em diversas referências, é descrita como uma "patroa brava".

É nas chamadas salas de espelho (aquele formato no qual um grupo de eleitores analisa o perfil dos candidatos com uma equipe a monitorá-los secretamente por detrás do vidro) que essas percepções são flagradas.

O método não tem valor científico, mas costuma mostrar tendência e capturar sentimentos difusos. Tanto é assim que até mesmo os programas do horário eleitoral gratuito passam pelo crivo desses grupos.

O slogan "deixa o homem trabalhar", usado em 2006 para reeleger Lula, foi criado após uma sala de espelho.

Nas qualitativas, quase não há resistências à imagem de Marina. Tudo o que ela fala, mesmo que não diga religiosamente nada, soa bonito e honesto. Um desafio para PT e PSDB.

Desconstruir esse personagem será a obsessão dos adversários. Mas se um deixar para o outro o trabalho sujo de atacar a concorrente da terceira via, o foguete chamado Marina corre o risco de romper a estratosfera.

Tudo indica, porém, que que ela não desfilará, solene e protegida, pela passarela da eleição. Haverá petardos e muitas caneladas.

E é bom um alerta: que a presidenciável não confunda sua popularidade com escudo ao contraditório.

Marina Silva foi candidata em 2010, mas seu estilo de vida, suas ideias e suas relações ainda precisam ser escrutinados. Há quatro anos, a ex-senadora não era alvo dos demais. Agora, está no jogo.

Os números mostram que ela veio para competir como gente grande.

24 de agosto de 2014

Dilma vence primeiro turno, mas perde para Marina no segundo.

Somente Marina tem poder pra vencer Aécio em segundo turno. Pesquisa feita pelo Datafolha para o jornal "Folha de S.Paulo" divulgada na edição desta segunda-feira (18) mostra Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto para presidente, seguida de Marina Silva (PSB), com 21%, e Aécio Neves (PSDB), com 20%.
É a primeira pesquisa que inclui um cenário em que a ex-senadora Marina Silva é o possível nome do PSB no lugar do ex-governador Eduardo Campos, que morreu na quarta-feira (13), em um acidente de avião. O PSB ainda não definiu se Marina será a candidata substituta, mas lideranças dão a escolha como certa.
No levantamento anterior do Datafolha, realizado nos dias 15 e 16 de julho e divulgado no dia 17,Dilma tinha 36%, Aécio, 20%, e Eduardo Campos, 8%.
O percentual de entrevistados que disseram não saber em quem votar ou que não responderam foi de 14% em julho e agora atingiu 9%. Brancos e nulos eram 13%; agora são 8%. O quarto colocado na pesquisa, pastor Everaldo (PSC), aparece com 3% das intenções de voto; no levantamento anterior, tinha os mesmos 3%.
A pesquisa mostra que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno: Dilma teria 36% contra 46% da soma dos demais candidatos. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 36% contra 36% dos demais, o que indicava uma incerteza sobre a necessidade de segundo turno.
O resultado da atual pesquisa mostra que, se for confirmada candidata do PSB no lugar de Campos, Marina começa a campanha em situação de empate técnico com Aécio Neves, numericamente à frente do tucano: 21% a 20%, dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.
Marina larga também em situação de empate técnico com Dilma na simulação de segundo turno: Marina com 47% e Dilma com 43%. O Datafolha não pesquisou um cenário entre Marina e Aécio. No cenário entre Dilma e Aécio, a petista tem 47%, e o tucano, 39%.
O levantamento foi encomendado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios nos dias 14 e 15 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00386/2014.
Veja os números do Datafolha para a pesquisa estimulada (em que a relação dos candidatos é apresentada ao entrevistado):
Dilma Rousseff (PT): 36%
Marina Silva (PSB): 21%
Aécio Neves (PSDB): 20%
Pastor Everaldo (PSC): 3%
José Maria (PSTU): 1%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Luciana Genro (PSOL): 0%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
Eymael (PSDC): 0%
Levy Fidelix (PRTB): 0%
Mauro Iasi (PCB): 0%
- Brancos/nulos/nenhum: 8%
- Não sabe: 9%
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, o Datafolha avaliou os seguintes cenários:
- Marina Silva: 47%
- Dilma Rousseff: 43%
- Dilma Rousseff: 47%
- Aécio Neves: 39%
O Datafolha não realizou a simulação de uma disputa entre Aécio Neves e Marina Silva.
Rejeição
A presidente Dilma tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Confira abaixo:
- Dilma Roussef: 34%
- Aécio Neves: 18%
- Pastor Everaldo: 17%
- Zé Maria: 16%
- Eymael e Levy Fidelix e Rui Costa: 13%
- Marina Silva, Luciana Genro e Mauro Iasi: 11%
- Eduardo Jorge: 10%
Avaliação da presidente
A pesquisa mostra que a administração da presidente Dilma tem a aprovação de 38% dos eleitores – no levantamento anterior, divulgado em 17 de julho, o índice era de 32%. O percentual de aprovação considera os entrevistados que avaliaram o governo como "bom" ou "ótimo". A pesquisa mostra ainda que o índice dos que desaprovam a gestão, ou seja, consideraram o governo "ruim" ou "péssimo", foi de 23% (era 29%). Dos ouvidos, 38% consideram o governo como "regular" (mesmo percentual anterior).
O resultado da pesquisa de avaliação do governo Dilma foi o seguinte:
- Ótimo/bom: 38%
- Regular: 38%
- Ruim/péssimo: 23%

Jornal do Estado

23 de agosto de 2014

Mulher ganha dentes novos para sorrir para a foto com Dilma

 

 Em agenda no Nordeste nesta quinta-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff visitou obras da transposição do rio São Francisco, em Pernambuco, e também a cidade de Paulo Afonso, na Bahia. No sertão baiano, gravou imagens para sua campanha na casa de Dona Nalvinha, moradora da Comunidade Batatinha e beneficiária do programa federal Água para Todos. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa nesta sexta-feira que, antes de receber a presidente, Nalvinha, ou Marinalva Gomes Filha, de 46 anos, foi contemplada com uma prótese dentária. “Tudo o que tenho aqui foi a Dilma que me deu”, afirmou a baiana ao jornal – inclusive, a prótese dentária, segundo ela.


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Para sorrir na propaganda presidencial, Nalvinha recebeu dois dentes da frente. E não só isso: sua casa ganhou duas cisternas e o fogão a lenha foi ampliado, segundo o jornal. As reformas na residência são fruto de um programa firmado pelos governos federal e da Bahia com uma ONG local. Na Comunidade Batatinha, só Dona Nalvinha foi contemplada com os benefícios até agora. Pouco depois de o jornal questionar a campanha petista sobre a prótese de Nalvinha, a moradora mudou sua versão: afirmou ter sido chamada por um dentista da prefeitura. Segundo disse à Folha, ela ouviu do profissional que colocaria os dentes "para receber a presidente Dilma".

Veja
Editado por Folha Política
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21 de agosto de 2014

Pastor Silas Malafaia apoiará Marina Silva no segundo turno, diz jornalista



O pastor Silas Malafaia já teria decidido quem apoiar no segundo turno da eleição para a presidência, e a escolhida seria Marina Silva (PSB).
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) está apoiando o pastor Everaldo (PSC) neste primeiro turno, “para marcar posição”, como tem repetido diversas vezes.
A informação sobre a decisão de Malafaia sobre o apoio a Marina Silva foi divulgado pelo jornalista Lauro Jardim, da revista Veja: “Se Marina Silva for para o segundo turno, Silas Malafaia – que pedirá votos para o pastor Everaldo Dias no primeiro turno – decidiu que irá apoiá-la”, escreveu Jardim.
Se confirmada a informação, a decisão de Malafaia condiz com a postura adotada por ele de ir contra o PT em todos os cenários. Recentemente, o pastor havia dito que apoiaria qualquer um que fosse para o segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Em 2010, Malafaia já havia apoiado Marina Silva (à época no PV) no começo da campanha, porém mudou seu voto para José Serra (PSDB), porque considerava reticente a postura da candidata sobre o aborto.
Posteriormente, Marina afirmou que pessoalmente é contra a prática, e defendeu que se for necessário uma mudança na legislação, que ela aconteça através de um plebiscito, onde o povo decide.

PT na mira

Enquanto o segundo turno não chega, Malafaia continuará disparando contra o PT, segundo Jardim. “A propósito, Malafaia gravou vídeos para Everaldo usar no programa eleitoral. Em um deles, chamará o governo petista de responsável pela ‘maior corrupção da história do país’”, escreveu o jornalista da revista Veja.
Na última segunda-feira, quando a presidente Dilma concedeu entrevista ao Jornal Nacional, o pastor Silas Malafaia usou seu perfil no Twitter para tecer duras críticas contra a candidata à reeleição, dizendo que o fato de ela se omitir sobre o processo do mensalão era uma “vergonha”.

20 de agosto de 2014

Marcelo Paiva e Roger travam duelo sobre a ditadura militar



Na semana passada, o vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira, 57, apagou do Twitter mensagens (reproduzidas abaixo) em que atacava o jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, 55. "Era melhor do que essa ditadura disfarçada que vivemos hoje."Roger diz que a lavagem cerebral é "um processo de anos e anos" praticado por militantes da esquerda.Para o cantor, é mais difícil "lavar o cérebro" de quem, como ele, pertence à Mensa, organização que reúne pessoas com QI alto.
Na semana passada, o vocalista da banda Ultraje a Rigor,Roger Moreira, 57, apagou do Twitter mensagens (reproduzidas abaixo) em que atacava o jornalista e escritorMarcelo Rubens Paiva, 55. Mas isso não quer dizer que tenha se arrependido.
À Folha, o autor da canção "Inútil" admitiu ter sido "extremamente grosso", mas reiterou suas declarações e disse que o jornalista "pode ter sofrido lavagem cerebral". Paiva não quis comentar as declarações.
FLIP
O imbróglio começou durante a Flip, em 2/8, quando Paiva, em mesa sobre o golpe militar no Brasil, usou Roger como exemplo de alguém que desconhece aquele período histórico.
Como resposta, Roger escreveu as mensagens no Twitter, e as apagou em seguida.
Paiva causou comoção ao chorar quando falou do pai, o deputado Rubens Paiva, morto sob tortura na ditadura militar.
"Não sofri na ditadura porque não estava fazendo merda. A pessoa tem que saber quais são os riscos do que está fazendo", afirmaRoger. O cantor diz ter vivido "uma vida absolutamente normal" durante o período. "Era melhor do que essa ditadura disfarçada que vivemos hoje."
Roger diz que a lavagem cerebral é "um processo de anos e anos" praticado por militantes da esquerda.
Para o cantor, é mais difícil "lavar o cérebro" de quem, como ele, pertence à Mensa, organização que reúne pessoas com QI alto. "Você pode ser uma peneira ou uma esponja. Nós somos peneiras."
Questionado sobre se suas preferências políticas são de direita, afirmou que a repórter também estava "com o cérebro lavadinho". Respondeu que votará em quem "tirar o PT do poder", Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (provável candidata do PSB).
INÚTIL
O humorista do "Porta dos Fundos" João Vicente de Castro, filho do jornalista Tarso de Castro, um dos fundadores do jornal "O Pasquim", entrou na briga na sexta (15).
Ele escreveu uma mensagem no Instagram a Roger. "Quem estava fazendo merda era o seu pai, que criou um homem simplista, preconceituoso como você (...) Você é realmente inútil", diz o texto.
Roger contra-atacou: "Uma pena que o filho de um escritor tão brilhante seja tão tapado. Resultado de anos de lavagem cerebral. Ele acha que o pai dele é um herói que lutou por mim. Uma mentira repetida tantas vezes".
Atualmente, Roger toca no "talk show" do SBT "The Noite", e também faz "comentários inteligentes" (segundo o site do programa) no quadro "O Homem do QI 200".
O QUE ELES DISSERAM
"Vou dar um exemplo de uma pessoa que vai ficar muito chateada (...), o Roger, que é meu amigo (...), que escreveu músicas ícones da minha geração e de combate à ditadura. Hoje ele tem reações completamente opostas, acusa a Dilma de terrorista, faz uma confusão", MARCELO RUBENS PAIVA, em debate na Flip, em 2/8.
"Sinto muito seu pai ter morrido defendendo o comunismo. Não é motivo para eu ser igualmente perseguido agora por esquerdistas"
"E equivocado está você. Lula é um canalha e vc sabe disso. Babaca"
"E tem mais, seu bosta: minha família não foi perseguida pela ditadura. Porque não estava fazendo merda", ROGER MOREIRA, no Twitter, em 11/8
em mensagens a Marcelo Rubens Paiva,
EMBATES RECENTES NO TWITTER
LOBÃO x MANO BROWN
À Folha, em maio de 2013, Lobão acusou os Racionais MCs de serem "o braço armado do governo". Pelo Twitter, Mano Brown chamou Lobão para a briga: "Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui".
NX ZERO x DETONAUTAS
Em janeiro de 2014, Di Ferrero, do NX Zero, sugeriu no Twitter que o líder do Detonautas promovia-se às custas de Chorão, morto em 2013. Tico Santa Cruz respondeu: "Então é o seguinte @ferrerodi se vc tiver algo a ajudar, ajude, e se tiver algo pra falar, fale na minha cara. Falou? To no seu aguardo".




Um brevíssimo conselho aos militantes anti-calvinistas da internet


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Por Leonardo Gonçalves


Existe um movimento pequeno, mas irritante, que tem ecoado na web e redes sociais, acerca do qual eu gostaria de comentar. Trata-se da "apologética anti-calvinista" ou ainda, arminianismo militante. Sua agenda consiste em falar mal de Calvino e dos calvinistas, manipular fatos históricos para desmerecer o esforço dos grandes teólogos do passado, hostilizar a tradição reformada, fazer guerra de versículos e ojerizar a CPAD por publicar livros de autores calvinistas como J.I. Packer, D.A. Carson e John MacArthur.
  
Nos últimos dias, tenho lido algumas refutações ao calvinismo que, para ser honesto, são no mínimo infantis. Penso que para refutar uma doutrina histórica tão importante é preciso ao menos ter conhecimento da sua doutrina e ter lido ao menos algumas das principais obras reformadas para, a partir de então, refutar o que o calvinismo/teologia reformada diz, e não o que alguém supõe que ela diz. 

Conheço os dois lados da moeda, tendo lido as principais sistemáticas arminianas em português e espanhol. Além disso, fui arminiano e dispensacionalista no passado. Apesar disso, poucas vezes em minha vida me levantei contra o arminianismo e quando o fiz, foi a minha imaturidade falando por mim (e ainda me envergonho disso). Há muito do arminianismo que me falta conhecer, como por exemplo, a obra de John Wesley, a qual tenho me esforçado por estudar nos últimos anos. Creia-me, o conhecimento que tenho como estudioso do arminianismo ("in loco", e não lendo referências cruzadas em minhas obras calvinistas prediletas) não me faz especialista no assunto!

Eu não me dedico a fazer propaganda contra o arminianismo. Prefiro anunciar as verdades que creio, reverberando as maravilhosas doutrinas da graça. Talvez por isso mesmo não entenda a petulância disfarçada de apologética de alguns "mestres" arminianos em falar daquilo que não entendem, de que nunca leram (in loco), apenas ouviram falar.

Meu conselho a estes é: Estudem. Leiam obras reformadas (Mattew Henry, Berkhof, Hodge, Bavink, Ryrie, Montgomery, Grudem, Sproul, Carson, etc), dialoguem com o texto destes autores e depois, se ainda discordarem, tragam suas argumentações ao debate! Uma apologética assim é bonita de se ver! Se não puder fazer isso, então melhor não falar nada. DEIXE O ESPANTALHO NO ARMÁRIO e resista a tentação de parecer o intelectual que você não é.

Quem escreve é um leitor de Wesley, Guy P. Duffield, Nathaniel M. Van Cleave, A.W. Tozer. C.S. Lewis, D.L. Moody, Myer Pearlman, Stanley Horton, Norman Geisler e William Menzies, entre outros, e que nem por isso se acha especialista em coisa nenhuma e nem perde tempo dizendo que arminianismo é coisa do demônio.

Leonardo Gonçalves é um pecador salvo pela graça. Só isso.

***
Fonte: Púlpito Cristão

19 de agosto de 2014

Rachel Sheherazade entrevistará Dilma Rousseff



Crítica ferrenha da forma com a qual o PT governa o Brasil, a jornalista Rachel Sheherazade terá a oportunidade de ficar frente a frente com Dilma Rousseff.
Entre os dias 15 e 19 de setembro, o “SBT Brasil” promoverá entrevistas com os candidatos à presidência, a exemplo do que está fazendo o “Jornal Nacional”. Esta será a primeira vez em que Rachel e Dilma se encontrarão pessoalmente.
Nas redes sociais, Rachel não poupa críticas à presidente e costuma divulgar links de notícias que mostram o atual cenário econômico do Brasil, além de denúncias de corrupção. Dilma, por sua vez, é a representante maior do governo, que teria ameaçado cortar as verbas de publicidade do SBT caso Sheherazade não deixasse de emitir suas opiniões na bancada do telejornal.
Além das entrevistas, o SBT também realizará debates entre os candidatos à presidência nos dias 1° de setembro e 22 de outubro. Ambos serão mediados pelo jornalista Carlos Nascimento.

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