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28 de janeiro de 2015

BOLIVIANOS PEDEM A LULA DIREITO DE VOTAR NO BRASIL.



O ex. presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi bastante festejado neste sábado, 24, durante a visita que fez à III Feira da Alasita, promovida pela comunidade boliviana em São Paulo. Entre muitos pedidos de fotos e discursos em defesa dos bolivianos, o ex. presidente foi chamado de "pai da integração social da América Latina" e ouviu os bolivianos pedirem direito de voto no Brasil. O rápido discurso de Lula no pequeno palanque foi precedido por diversos elogios do apresentador da festa, que o chamou de "o imigrante mais famoso do Brasil" e "pai da integração social da América Latina". Após término do discurso o apresentador retomou a palavra e puxou o protesto dos bolivianos. "Aqui vivo, aqui voto", gritava o público debaixo de chuva.

A DOUTRINA DA PREDESTINAÇÃO DECLARADA E ESTABELECIDA À LUZ DAS ESCRITURAS POR JOHN GILL EM 1752 EM OPOSIÇÃO A OBRA DE JOHN WESLEY

"PREDESTINAÇÃO CALMAMENTE CONSIDERADA", COM UMA RÉPLICA PARA AS OBJEÇÕES DO DITO ESCRITOR EM "A DOUTRINA DA PRESERVAÇÃO DOS SANTOS" 

Vejam irmãos, esta é uma refutação de Jonh Guill ao que Jonh Wesley havia escrito sobre a predestinação, é tido como histórico, como um clássico, os teólogos reformados sempre em toda a história se colocou biblicamente e teologicamente mas aptos que os arminianos.
Não precisamos defender Calvino.Precisamos somente confirmar nossa convicção e de forma Bíblica. Leiam queridos

"O senhor Wesley declarou-se o autor de "Sérios Pensamentos sobre a Perseverança dos Santos", o qual eu mais tarde retornei uma resposta; foi agradável vê-lo trocar a controvérsia da perseverança pela predestinação, vendo-o debater-se com alguns poucos, simples e impertinentes objeções de algumas coisas que escrevi sobre o assunto da perseverança e não tentando responder a qualquer argumento mais elaborado de minha parte na defesa deles; e, no entanto, ele tem a certeza em folhetos públicos, de chamar esta miserável obra de sua, principalmente o que foi escrito em outro assunto, "Uma Resposta Plena ao panfleto do Dr. Gill sobre a perseverança"; qualquer outro homem não, mas o senhor Wesley estaria, sob reflexão, coberto de vergonha e confusão; porém, no que compete a ele, em sua grande modéstia, acabou deixando de fora todo o conteúdo em alguns de seus escritos posteriores, como sendo consciente para consigo mesmo; que era uma imposição ao público e intencionava na verdade grandemente expor a si mesmo e sua causa; desde que ele me deixou em total possessão de todos os meus argumentos os quais eu não digo que são "irrespondíveis", porém diante do acontecido eu penso que eles sejam, e vejo como se o senhor Wesley pense assim também, pois ele não tentou responder a qualquer uma delas; e até agora eu posso dizer, que ele não tentou responder a tudo e muito menos uma resposta plena deu a elas".

[A citação acima foi feita por John Gill no folheto "Final Perseverance" que foi escrito para refutar o primeiro esforço de John Wesley em"Serious Thoughts on Perseverance of the Saints", que negava a eterna segurança do eleito].

E agora, eu posso estar muito bem justificado lidando com ele nesta desvairada perseguição contra a predestinação, uma vez que ele não interferiu em meu argumento sobre a perseverança dos santos; antes ele não abordou este assunto, como seu título promete; e desde que por tudo o que ele não argumentou, somente arengou sobre isto, e que somente uma parte, a reprovação, o qual pensou ele, serviria melhor ao seu propósito, porém, com o motivo de atingir frágeis e honestas mentes, a fim de que através de sua sutileza, fossem elas corrompidas da simplicidade que está em Cristo, é que eu me empenharei em declarar a doutrina da predestinação e estabelecê-la à luz verdadeira de acordo com as Escrituras, com as provas que estão nelas; e mencionar as principais objeções levantadas pelo senhor Wesley em sua arenga na parte em que diz respeito a reprovação; e então concluirei este tratado com uma réplica para as suas levianas objeções do que tenho escrito sobre o assunto da perseverança dos santos.

Sobre a doutrina da predestinação, pode ser considerada igualmente, em geral, relativa a TODAS AS COISAS que foram, são e que haverão de ser, ou feitas no mundo; todas as coisas acontecem sob a determinação e desígnio de Deus; "Ele fez", como a assembleia de ministros diz em sua confissão, "de toda a eternidade, imutavelmente ordenou tudo quanto vem a suceder"; ou, como eles expressam em seu catecismo, "os decretos de Deus são sábios, livres e santos atos do conselho de Sua vontade"; como, de toda a eternidade, Ele tem, pela Sua própria glória, imutavelmente pré-ordenado tudo o que vem a acontecer ao longo dos tempos: e esta predestinação e pré-desígnio de todas as coisas, podem ser deduzidos do pré-conhecimento de Deus. "Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras" (do grego aion, "desde a eternidade") Atos 15:18. Elas são conhecidas por Ele como futuras, como haverão de ser, os quais vieram a ser assim pela Sua determinação em relação a elas. A razão porque Ele sabe como elas haverão de ser, é por causa que Ele determinou como elas deveriam de ser: da providência divina e Seu domínio sobre o mundo, que é "segundo o conselho da sua vontade" (Ef 1:11).  Ele fez todas as coisas de acordo com o que ou como determinou em Sua mente. A predestinação neste sentido não é outra coisa senão a eterna providência, no qual a atual é a sua execução.

Negar isto é negar a providência de Deus e Seu domínio sobre o mundo, o que deístas e ateístas fazem; pensar e falar menos que isto é desprezar a Deus, como Ele não tendo toda a sabedoria e conhecimento e soberania sobre o mundo. Uma vez mais, a verdadeira maravilha, profecia ou predição das coisas que estão por vir, não poderia ser sem uma predestinação delas; dos quais há muitos exemplos nas Escrituras; como o tempo de permanência dos israelitas no Egito exatamente 430 anos como fora profetizado, e sua saída daquele lugar; os setenta anos de cativeiro deles em Babilônia como foi predito e seu retorno ao fim deste tempo; o exato tempo da vinda do Messias como foi profetizado; e muitos outros mais, e alguns em sua maior parte aparentemente casuais e inesperados; como o nascimento de pessoas pelo nome uma centena ou várias centenas de anos antes deles nascerem, como Josias e Ciro; e de um homem carregando um cântaro de água em tal tempo para tal lugar (1 Reis 13:2) como poderiam esssas coisas serem anunciadas com exatidão, senão por determinação e desígnio?
Nada vem a suceder da parte de Deus por casualidade, nada é feito sem Seu conhecimento, nem sem a Sua vontade e nada sem a Sua determinação. Todas as coisas, mesmo as mais diminutas em relação as Suas criaturas e o que é feito neste mundo em todos os períodos e eras é pelo Seu desígnio. Como prova vejamos as seguintes Escrituras:
Eclesiastes 3:1-2: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;"
Jó 14:5: "Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles".
Daniel 4:35: "E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?"
Efésios 1:11: "Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade;"
Atos 17:26: "E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;"
Mateus 10:29-30: "Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados".

Predestinação pode ser considerada como especial em relação a pessoas em particular e para coisas espirituais e eternas; ao passo que predestinação em geral diz respeito a todas as criaturas e coisas, mesmo sendo temporais e públicas.
Primeiro, o próprio Senhor Jesus Cristo é o objeto da predestinação; Ele foi preordenado para ser o mediador entre Deus e o homem; para ser propiciação pelo pecado; para ser o Redentor e Salvador de Seu povo; para ser o cabeça da Igreja, Rei dos santos e Juiz da Terra: por isso Ele foi chamado, eleito de Deus e Sua escolha foi única; e tudo o que aconteceu por Ele ou foi feito por Ele, foi pelo determinado conselho e preconhecimento de Deus; mesmo todas as coisas relativas aos Seus sofrimentos e morte: como prova disto, eis as seguintes Escrituras:
Romanos 3:25: "Ao qual Deus propôs (do grego preordenado) para propiciação;"
I Pedro 1:20: "O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo"; que é o Cordeiro (veja também o capítulo 2:4).
Lucas 22:29 : "E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou"
Atos 17:31: "Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos". (Veja também capítulo 10:42).
Isaías 42:1: "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma"; (veja também Mateus 12:18).
Lucas 22:22: "E, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!" (Veja também Salmos 109).
Atos 2:23: "A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos;"
Atos 4:28: "Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer".

Segundo, anjos também são objetos da predestinação, tanto os bons quantos os maus; os santos anjos foram os escolhidos para a vida e para continuarem em seu estado de felicidade por toda a eternidade: e sua perseverança nisto e eterna felicidade são devido a eterna escolha deles em Cristo, seu cabeça; "Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas," (I Tm 5:21). Os anjos maus são os rejeitados de Deus e deixados neste estado miserável que sua apostasia os trouxe, sem qualquer provisão de graça e misericórdia para com eles: eles estão entregues "às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;" (ou então, de acordo com o determinado conselho e vontade de Deus) (II Pedro 2:4, Mateus 25:41).

Terceiro, predestinação que as Escrituras especialmente tratam, é o que diz respeito ao homem e consiste de duas partes, eleição e reprovação; uma é a predestinação para a vida, a outra para a morte.

Primeiro. Eleição é uma predestinção para a vida, é um ato da livre graça de Deus, de Sua soberana e imutável vontade, pelo qual desde toda a eternidade Ele escolheu em Cristo da multidão de todo o gênero humano, alguns homens, ou um certo número deles, para serem participantes das bençãos espirituais aqui e felicidade futura, para a glória de Sua graça.

Segundo. Os objetos da eleição são alguns homens, não todos que uma escolha supõe; tomar todos não seria uma escolha; chamou, portanto, um "remanescente, segundo a eleição da graça" (Romanos 11:5). Estes são um certo número, que embora desconhecido para nós, em relação a quantidade e quem eles sejam, são conhecidos por Deus: "O Senhor conhece os que são seus" (II Timóteo 2:19). E ainda que eles sejam "uma multidão, a qual ninguém podia contar" (Apocalipse 7:9), no entanto, quando comparados com os que não foram escolhidos, eles são poucos; "muitos são chamados, mas poucos escolhidos". (Mateus 20:16). Estes são os tirados fora da mesma multidão do gênero humano, não importanto o estado desta multidão, se considerada pura ou corrupta, todos estavam em um mesmo nível quando a escolha foi feita: "Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Romanos 9:21). Estes não são todas as nações, igrejas e comunidades, mas indivíduos em particular, cujos nomes estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro; "Amei a Jacó" & etc, "Saudai a Rufo, eleito no Senhor" (Romanos 9:13 e Romanos 16:13). Eleição não é um conjunto de proposições ou de características, mas de pessoas; ou um homem sob tais e tais características, como crença, santidade, etc, mas pessoas, como "nem tendo feito bem ou mal" (Romanos 9:11); antes eles não tinham feito nenhum nem outro.

1. Este ato de eleição é um ato da graça livre de Deus, pelo qual Ele não é movido por qualquer motivo ou condição no objeto escolhido, nem pela Sua presciência sobre eles: razão porque é chamada de "eleição da graça"; concernente com o que o Apóstolo raciocina de forma forte e invencível; "...se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra" (Romanos 11:6). Está de acordo com a soberana e imutável vontade de Deus e não de acordo com a vontade ou obras do homem; "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade," (Efésios 1:5 e verso 11), "havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade"; consequentemente permanece imutavelmente firme e indubitável, mesmo "o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama", (Romanos 9:11).

2. Este ato de eleição independe de fé, santidade e boas obras, como as causas ou condições; a fé provém dela; é um fruto e efeito dela, é garantido por ela, e teve consequência dela: "e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna" (Atos 13:48), por esta razão é chamada de "a fé dos eleitos de Deus" (Tito 1:1) e embora santidade seja um meio provado no ato da eleição, não é causa dela; nós não somos escolhidos porque somos santos, mas "para que fôssemos santos" (Efésios 1:4); boas obras não aparecem primeiro, mas vem após a eleição; isto é negado a eles, como antes observado, e isto foi aprovado antes de tudo ser feito (Romanos 9:11 e 11:5,6) eles são os efeitos dos decretos de Deus e não a causa deles; "as quais Deus preparou para que andássemos nelas". (Efésios 2:10).

3. O ato da eleição foi feito EM Cristo, (não em Adão) como o cabeça, em quem todos os eleitos foram escolhidos e em cujas mãos por este ato de graça foram colocados como Seu povo, graça e glória e isto em eterno ato de Deus nEle; "Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo" (Efésios 1:4) e dessa maneira, o apóstolo diz aos tessalonicenses que "por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação" (II Tessalonicenses 2:13) não da primeira pregação do evangelho a eles, ou do tempo de sua conversão por ele, mas do começo dos tempos, até mesmo de toda a eternidade. Consequentemente, nada que foi feito no tempo poderia ser a causa ou condição dela. Os homens são escolhidos neste ato pela graça e para glória futura; todas as bençãos espirituais, adoção, justificação, santificação, fé na verdade e salvação por Jesus Cristo. Salvação é o fim proposto em relação ao homem; santificação do Espírito e fé na verdade são os meios apontados e preparados para este fim. "... nos elegeu nele", "para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;" "E nos predestinou para filhos de adoção", etc
 (Efésios 1:4,5). "Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade;" (II Tessalonicenses 2:13). "Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo" (I Pedro 1:2). "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo". (I Tessalonicenses 5:9).
Ambos, modos e fins são sem dúvida para escolhas individuais – desde que este é um ato da imutável vontade de Deus; esses são os redimidos pelo sangue de Cristo. Ele morreu por seus pecados e ficou satisfeito por eles: eles são justificados pela Sua retidão e nenhuma acusação pode ser feita contra eles; eles são efetivamente chamados pela graça de Deus; eles são justificados pelo Seu Espírito; eles perseverarão até o fim e finalmente não poderão ser enganados nem perecer, mas serão eternamente glorificados. "Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena?" Este é o eleito (Romanos 8:33)."Pois é Cristo quem morreu" (vers. 34). "E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou" (Romanos 8:30). "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mateus 24:24); mas isto não é possível.

4. O resultado final de tudo isto em relação a Deus, é a Sua própria glória; a glória de toda a Sua divina perfeição; a glória de Sua sabedoria em formar tal plano, em fixar começo e fim e preparar os meios para isto; a glória de Sua justiça e santidade, na redenção e salvação dos que escolheu, através do sangue, retidão e sacrifício de Seu Filho; e a glória da riqueza de Sua graça e misericórdia exibida em Sua bondade para eles através de Seu Filho; e o conjunto total de tudo isto é "Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado" (Efésios 1:6).

Esta é agora a doutrina bíblica da predestinação, ou essa parte dela que é chamada de eleição; de onde aparece para ser ABSOLUTA E INCONDICIONAL, sem restrições de qualquer coisa no homem como a causa e condição dela no tempo ou eternidade. O senhor Wesley acredita que "eleição é como uma divina designação de alguns homens para a felicidade eterna"; assim ele reconhece uma eleição particular e pessoal e chama isto de eterno decreto; mas acredita que é algo condicional: mas se isto é condicional, a condição é para ser citada; ele deixou de citar a condição; ele deixou de citar este ponto para nós, e em qual passagem da Escritura ela está; isto faz dele um enganador, e eu insisto sobre isto, ou senão ele nos daria sua noção não bíblica de eleição condicional. Marcos 16:16 não é a manifestação deste decreto, mas uma declaração da revelada vontade de Deus: e não cita para nós qual será o estado eterno dos crentes e descrentes: mas crentes, como tais, que são crentes verdadeiros, são os eleitos de Deus; mas por conseguinte a razão porque eles são os eleitos de Deus não é causa ou condição de sua eleição, mas sua eleição é a causa de sua fé; eles foram escolhidos quando não tinham feito nem o bem nem o mal e assim antes de crerem: e eles creram em tempo, em consequência de serem ordenados para a vida eterna, desde a eternidade passada: fé no tempo propício, eleição antes do mundo existir; nenhuma circunstância temporal pode ser a causa ou condição do que é eterno. Isto é a doutrina das Escrituras. Se o senhor Wesley não observa isso, deixe-o ouvir os artigos de fé de sua própria igreja [A Igreja da Inglaterra, ou Igreja Episcopal]; o sétimo, do qual segue:

"Predestinação para a vida é o eterno propósito de Deus por meio do qual (antes da fundação do mundo) Ele desde sempre decretou pelo Seu conselho, secretos para nós, salvar da desgraça e danação os que Ele escolheu em Cristo dentre toda a espécie humana e os trouxe a Cristo para perpétua salvação como vasos de honra. Para que eles sejam investidos com tão excelente benefício de Deus, ser chamado de acordo com o propósito de Deus pelo Seu Espírito trabalhando no tempo devido: eles através da graça obedeceram ao chamado: eles são justificados livremente: eles são feitos filhos de Deus por adoção: eles são feitos a imagem de Seu único primogênito o Filho de Deus, Jesus Cristo: eles andam religiosamente em boas obras e na longanimidade e misericórdia de Deus, eles obtem eterna felicidade". Este é um artigo em conformidade com as Escrituras; um artigo em que ele como um verdadeiro filho da igreja traiçoeiramente se afastou; um artigo no qual o senhor Wesley deve ter subscrito e concordado; um artigo que deve ser proeminente diante de seus olhos, contanto que subscrições e juramentos oficiais representem qualquer coisa para ele.
                                               
A doutrina da eleição como acima declarada e estabelecida de forma tão clara à luz das Escrituras e mostrada com tal evidência que é impossível para toda sabedoria e sofisma humano pôr de lado; o outro ramo da predestinação necessariamente segue, o qual não negamos, mas mantemos. O senhor Wesley alega ter encontrado uma eleição em que não implique em uma reprovação; mas que eleição pode ser essa, que a inteligência humana não pode delinear; se alguns foram escolhidos, outros foram rejeitados; e a noção de eleição do senhor Wesley em si mesma implica nisto;

I. O outro ramo da predestinação é comumente chamado de reprovação; o qual é segundo um imutável decreto de Deus, de acordo com Sua soberana vontade, pelo qual Ele determinou tomar alguns homens de toda a raça humana, do qual ele escolheu outros para legitimamente puni-los em relação ao pecado com eterna danação, para a glória de Seu poder e justiça. Este decreto consiste de duas partes, uma negativa e uma positiva; a primeira é chamada por alguns de preterição ou abandono, uma desistência de alguns quando outros são escolhidos; o qual não é outra coisa senão uma não-eleição; esta é chamada de pré-danação, sendo o decreto de Deus para condenar ou rejeitar os homens pelo pecado.

II. Primeiro, preterição é um ato de abandonar ou de deixar alguns homens quando Ele escolheu outros, de acordo com Sua soberana vontade e satisfação; do qual ato está em clara evidência na Sagrada Escritura; bem como necessariamente implica no ato eletivo de Deus o qual há incontestável prova. Estes são "o resto", os que permaneceram como não-eleitos enquanto que outros o foram; "os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos". (Rm 11:7), ou pessoas eleitas que obtem justiça, vida e salvação em consequência de serem escolhidas e o resto delas foram deixadas e permanecerão em seu estado de ignorância e trevas e por seus pecados entregam-se a cegueira e dureza de coração. Esses são os que foram deixados de fora do livro da vida enquanto que outros tem seus nomes escritos desde a fundação do mundo; do qual se diz: "esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo". (Ap 13:8 e capítulo 17:8)

Segundo, pré-danação é o decreto de Deus para condenar o homem por causa do pecado, ou puni-lo com eterna danação por causa dele; e este é o sentido das Escrituras; e esta é a visão que elas nos dão desta doutrina. "O SENHOR fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal". (Pv 16:4). Não que Deus tenha feito o homem para condená-lo; as Escrituras não dizem tal coisa, nem nós; nem é este o sentido da doutrina que defendemos; nem inferimos tal coisa disto. Deus não fez o homem nem para condenená-lo nem para salvá-lo, mas para Sua própria glória, que é Seu objetivo final em nos criar, o qual é respondido se ele é salvo ou perdido: mas o significado é, que Deus designou o homem mau para o dia ruim e destruição por sua perversidade. "... homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo",(Jd 4). Por esta razão os objetos deste decreto são chamados "vasos da ira" (Rm 9:22), que é pelo pecado. E agora o que há de chocante nesta doutrina ou desagradével às perfeições de Deus? Deus não condena nenhum homem, mas por causa do pecado, e Ele decretou condenar nenhum, mas por causa do pecado [assim ele o fez].

Terceiro, este decreto, dizemos, está de acordo com a soberana vontade de Deus, nada pode ser a causa de Seu decreto senão Sua própria vontade: deixe o objeto desta parte do decreto que é chamada preterição, que considerou nem corrupto ou puro todo o gênero humano, como criaturas caídas ou não, eles são considerados na mesma visão e em igual nível com os escolhidos; e portanto, nenhuma outra razão pode ser dada, mas a vontade de Deus, que Ele deveria tomar alguns e deixar outros. E embora neste ramo que é um desígnio do homem para a condenação, o pecado é a causa deste decreto, a condenação; no entanto, isto é a vontade de Deus que a causa do decreto em si mesmo, por esta invencível razão ou de outro modo Ele deveria ter designado todos os homens para a condenção, desde que todos os homens são pecadores; deixe qualquer outra razão ser designada se isto puder ser, porque Ele decidiu condenar alguns homens pelos seus pecados e não outros,

Quarto, o propósito de Deus nisto tudo é glorificar a Si mesmo, Seu poder e Sua justiça; Seus desígnios são "por Si mesmo", para Sua própria glória e isto entre o resto, "Deus, querendo mostrar a sua ira", Sua justiça vingativa, "e dar a conhecer o seu poder", na punição dos pecadores pelo pecado, "suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição", (Rm 9:22).

A doutrina da reprovação, considerada nesta luz, nada tem em contrário a natureza e perfeições de Deus. Expressões ásperas e frases descuidadas que alguns podem ter usado ao falar ou escrever sobre esta doutrina eu não defenderei: mas como está neste caso declarada, eu penso que seja algo defensável, igualmente como a doutrina da eleição e é demonstrável por ela.
As Escrituras são de fato mais esparsas em uma do que em outra e tem nos permitido concluir uma de outra, em grande medida, ainda que não nos dê clara e plena evidência: ainda que a reprovação não seja tão abundantemente falada, contudo é claramente citada nos escritos sagrados; o porquê, sobre esta consideração julgamos ser mais apropriado e prudente, não é demais insistir neste assunto em nossos discursos e escritos; não de qualquer percepção de necessidade de evidência, mas por causa da importância do assunto.
Nossos oponentes são conscios disto; e por esta razão neste assunto nos pressionam, no intuito de trazer a doutrina da eleição ao deprezo e ao débil entendimento do homem carnal; e fazem seu primeiro ataque sobre este ramo da predestinação, o qual começam errando, desde a reprovação que não é outra coisa senão a não-eleição, ou que é oposta a eleição; deixe a doutrina da eleição ser demolida e a outra cairá, naturalmente; mas de modo a custar esforço excessivo; e eles encontraram uma melhor razão em mentes fracas em tomar o outro método; um método o qual os Remonstrantes [seguidores de Armínio] formalmente eram desejosos, que no sínodo de Dort, puderam ser reconhecidos, um método pelo qual o doutor Whitby tomou em seu discurso dos Cincos Pontos do Calvinismo; e este é o método que o senhor Wesley tem pensado ser conveniente em tomar, e, de fato ele limita a si mesmo totalmente neste assunto: ainda quando ele chama seu panfleto, "Predestinação Calmamente Considerada"; porém considera somente uma parte dela, a reprovação, e isto não é um modo de argumentar, mas de arengar, não tomando conhecimento de nossos argumentos da Escritura ou explicação, somente fazendo algumas observações irônicas; desta maneira como estando a face a face com uma objeção, eu junto meus argumentos, bem como eu posso, deste inculto e imetódico desempenho dele e faço minha resposta.

E,
Primeiro, o senhor Wesley deseja poder ser considerado imparcial. Como é possível reconciliar reprovação com as seguintes Escrituras: Gênesis 3:17 e capítulo 4:7; Deuteronômio 7:9, 12 e capítulo 12: 26-28, e capítulo 30: 15, II Crônicas 15: 1, Ezra 9:12,14, Jó 36: 5, Salmos 145:9, Provérbios 1:23; Isaías 65:2, Ezequiel 18:26, Mateus 7:26 e capítulo 11:20, e capítulo 12:41, e capítulo 13: 11, 12, e capítulo 22:8, e capítulo 25. João 3:18 e capítulo 5:44, Atos 8:20, Romanos 1:20, II Tessalonicensses 2:10?
Nisso tudo não há uma única palavra que milite contra a doutrina da reprovação; nem em qualquer coisa tida como digna de consideração. Sabemos muito bem, nem é contrário a esta doutrina, que a maldição vem sobre todo homem pelo pecado; e que é isto que o torna inaceitável para Deus, e é a razão porque eles finalmente serão julgados por Ele, ou aceitos. Há um arrependimento que pode ser encontrado nos não eleitos; instâncias do tipo que não enfraquecem a doutrina. Mateus 8:11-12 prova isto. A palavra "ninguém" não está no texto original em Jó 36:5. Certamente há alguns que Deus despreza (Sl 53:5 e 63:20). É lamentável, mas ele trascreveu duas ou três centenas mais de passagens quando sua mão o fazia; mesmo todos os livros de Crônicas e todo o livro de Ester, que eram muito para seu propósito como esses que ele tem produzido.
Segundo, o senhor Wesley propõe as seguintes Escrituras que declaram que Deus tem a disposição de salvar a todos oss homens, para reconciliá-las com a doutrina da reprovação: (Mt 21:9, Mc 16:15; Jo 5:34; At 17:24, Rm 5:18 e capítulo 10: 12, I Tm 2:3,4, Tiago 1:5, II Pe 3:9, e I Jo 4:14.). Algumas não dizem respeito a eterna salvação, mas a salvação temporal dos judeus; e outras nada tem a ver com a salvação em qualquer sentido; algumas falam somente da vontade de Deus de salvar o Seu eleito, para quem Ele é longânimo; e outros de Sua vontade, que gentios bem como judeus devem ser salvos; e que é Seu prazer que todos os tipos de pessoas devem ser salvas por Cristo; nenhuma do qual milita contra a doutrina da reprovação.

Terceiro, ele pensa que esta doutrina é irreconciliável com as seguintes Escrituras que declaram que Deus veio salvar todos os homens; que Ele morreu por todos; que Ele perdoou a todos, até mesmo aqueles que no fim perecem! (Mt 17:11, Jo 1:29, e capítulo 3:17, e capítulo 12:47, Rm 14:15, I Co 8:11, II Co 5:14, I Tm 2:6, Hb 2:9, II Pe 2:1, e I Jo 2:1,2). Mas estas Escrituras não dizem que Cristo veio salvar a todos os que estão perdidos; ou que Ele veio para salvar todos os homens, ou que morreu por todos os homens, por todos os indivíduos da natureza humana; não há um texto em toda a Escritura que diga isto: que todos são aceitáveis, a que mais parece se aproximar disto é Hebreus 2:9: "provasse a morte por todos", mas a palavra por "por todos" não está no texto original, isto é somente (do grego para) para cada um dos filhos de Deus, dos filhos, dos irmãos de Cristo e semente de Abraão em um sentido espiritual, como o contexto determina.
Como as passagens citadas acima, elas consideram cada um dos eleitos de Deus; ou os gentios, como distintos dos judeus; ou todos os tipos de homens ["todos" é um pronome indefinido]; mas não todos os indivíduos do gênero humano: e os que são representados como tais que deverão perecer, ou em perigo e perecer, são ou os que somente professam ser comprados por Cristo; ou cristãos verdadeiros cuja paz e conforto estão em perigo de ser destruídos, mas não seu povo e nenhum das passagens militam contra a doutrina da reprovação.

Quarto, esta doutrina é representada como contrária e irreconciliável com a justiça de Deus e com as Escrituras que a declaram, particularmente Ezequiel 18. Este capítulo de Ezequiel é relativo ao povo de Israel somente, não a todo o gênero humano; e considera somente a conduta providencial de Deus com eles, com respeito a coisas civis e temporais, uma defesa deles da desigualdade e injustiça; e não de coisas espirituais e eternas: ou a salvação e danação do homem; e portanto é esta uma coisa grosseiramente feita pelo senhor Wesley. Se qualquer um seriamente e imparcialmente considerar a doutrina acima declarada, não verá razão para considerar Deus injusto ou achar dificuldade em reconciliar isto com a Sua justiça.

O primeiro ramo deste decreto, chamado preterição, deixa os objetos serem criaturas caídas ou não, isto não é imputado a eles; os deixa como estão, por esta razão não há injustiça: no outro ramo do decreto, desígnio para condenação, é somente pelo pecado; "há injustiça da parte de Deus"
 nessa causa? Certamentte não; se isto não é injustiça da parte dEle para condenar o homem pelo pecado certamente não pode haver injustiça nEle em decretá-lo para condenação pelo pecado: e se isto não foi injustiça da parte dEle em condenar todos os homens pelo pecado e de ter determinado fazer isto, como Ele indubitavelmente pode, isto não é um modo contrário a Sua justiça condenar alguns homens, e determinar assim fazer;  razão do que tudo o que é dito sobre este assunto é totalmente desprezível, mera tolice e para nada serve. 
Deixe o argumento acima ser refutado se puder ser. 
  
Quinto, esta doutrina da reprovação é representada como contrária ao julgamento geral; e que sobre este esquema não pode haver julgamento no porvir, nem qualquer estado futuro de recompensa e punição: mas porque assim? Como isto surgiu? Porque de acordo com nossa visão, "já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios" (Jd 4) mas então foi pelo pecado e se foi pelo pecado, como isto evita um julgamento futuro? Antes o mesmo se faz necessário; e certamente é, que um julgamento futuro é adequado a isto e totalmente inegável; Deus decretou condenar o homem pelo pecado; e através do julgamento do trono de Deus e são justamente condenados. 
O julgamento de Deus toma lugar e a justa retribuição da punição conforme o Seu justo propósito e de acordo com as regras de justiça. 
  
Mas o senhor Wesley tem a certeza em afirmar que nós dissemos que "Deus logrou ao homem lidar com a perversidade, mesmo desde o ventre de sua mãe; e deu a ele uma mente reprovável, ou mesmo duvidar do sentimento de suas mães". Isto é inteiramente falso. Não dissemos tal coisa. Dissemos o que está nas Escrituras, que o homem "entregou-se a sim mesmo para a perversidade" como vemos no desenvolvimento de sua pessoa; e que Deus dá ao homem uma mente reprovável após uma longa trilha e curso de pecados; e isto deve ser uma justa coisa com que Deus traz tais pessoas ao julgamento e as condena por sua perversidade. 
  
Mas então é dito que eles são condenados "por não terem esta graça, com que Deus decretou que eles nunca haveriam de ter". Isto é novamente falso; não dissemos tal coisa, nem a doutrina fez com que nos sentíssemos obrigados a isto; dissemos de fato que a graça de Deus pertence a Ele somente; e se este é o sentido do texto em Mateus ou não, o assunto não é, isto é uma verdade que "Ele pode fazer o que desejar com Sua própria vontade", graça: nós temos o que Ele determinou dar a alguns e não a outros, como verificamos que de fato Ele fez. Isto é auto-evidência de tudo a nossa volta. Mas então ele diz que Deus não condena o homem por querer esta graça. Ele não pensa corretamente ao dar a eles; ou por sua não crença que Cristo morreu por eles; mas por seus pecados e transgressões. Sua justa lei.    
  
E não é suficiente expor o justo julgamento e o proceder sobre isto? Ademais, os soberanos decretos de Deus em relação ao estado final do homem, estão até aqui executando o julgamento futuro que procederá de acordo com eles, junto a outras coisas: para com outros livros que serão então abertos, o Livro da Vida será um, no qual os nomes de alguns homens estarão escritos e outros não; "e a morte" será julgada fora dessas coisas os quais estão escritas nos livros de acordo com suas obras. - E quem quer que não tiver seu nome escrito no livro da vida, será "lançado no lago de fogo". (Ap 20:12,15). "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade", (Mt 7;23). 
  
Sexto, da doutrina é dito concordar de forma ruim com a verdade e sinceridade de Deus, em milhares de declarações, como essas: Ezequiel 18:23, e capítulo 32:32, Deuteronômio 5: 29, Salmos 81: 12, Atos 17: 30, Marcos 16: 15. 
Para o qual eu respondo que algumas dessas passagens são referentes aos judeus somente e não a toda a humanidade; e são somente indagados compassivamente e veementemente após seu civil e temporal bem-estar: e a maior parte mostra o que é agradável a Deus e aprovado por Ele e o que Era necessário neles; com os quais eles são admoestados, entretanto sua vã jactância leva ao contrário. Outras somente mostram qual é a vontade de Deus em ordenar ou o que Ele tem feito em relação ao homem; não que seja Seu propósito deva fazer, ou que Deus conceda a ele; e nenhuma delas sugere qualquer insinceridade da parte de Deus, supondo a doutrina da reprovação. 
  
É ordenado de fato pregar o evangelho "a toda criatura" a quem é enviado e a quem vem; porém, nunca foi trazido a todos os indivíduos da humanidade; houve multidões em todas as épocas que não o ouviram. E esta oferta universal de graça e salvação feita a todos os homens eu nego totalmente; não, eu nego que são feitas a qualquer; não, não para quem é eleito de Deus; graça e salvação são providos para eles no pacto eterno, alcançado por eles em Cristo, publicado e revelado no evangelho e aplicado pelo Espírito; muito menos eles são feitos para outros; razão porque esta doutrina não é acusada de falta de sinceridade neste assunto. Deixe os patrocinadores da oferta universal defenderem a si mesmos desta objeção; eu não tenho nada para fazer com isto; até que isto seja provado, que há uma oferta universal na Bíblia, então o raciocínio do doutor Watt’s neste ponto irá requerer atenção, mas até agora não terá.  
  
Sétimo, o senhor Wesley disse que as doutrinas da eleição e reprovação são as que menos concordam com a importância do amor e bondade de Deus. A doutrina da eleição certamente nunca pode discordar do amor e bondade de Deus; desde a escolha do homem a salvação é o fruto e o efeito de Seu eterno amor e graça; a razão porque qualquer um pode ser escolhido é porque eles são amados de Deus; eleição pré-supõe amor: e é o que o Apóstolo demonstra claramente para nós, quando diz: "Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade", (II Ts 2:13). 
E a bondade de Deus aparece grandemente em consequência deste decreto na redenção dos que Ele escolheu em Cristo, na regeneração e santificação deles no Espírito, e em trazê-los por fim a eterna glória e felicidade de acordo com Seu desígnio original. Mas pode ser que esta doutrina da reprovação somente, embora ambas são juntadas pelo senhor Wesley, que assim impropriamente concorda com o amor e bondade de Deus. Isto não é consistente com Sua providencial bondade; no qual o sentido de "O SENHOR é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras", e não obstante este decreto, todo homem tem uma porção desta bondade de Deus; e entretanto, eles abusam desta bondade, o que será um agravante para sua condenação; este é o seu próprio pecado e falha, e não é contra o decreto de Deus, como este escrito falsamente diz; que Deus, conforme a nós, concede ao homem ser bem sucedido com o propósito de aumentar sua danação; e todo seu conforto é por um eterno decreto de Deus, para provocar neles milhares de tormentos no inferno; ao passo que o abuso das misericórdias dadas, que irão aumentar sua danação, não seguem do decreto, mas de sua própria perversidade. A misericórdia especial e bondade de Deus aos tais é de fato negada, os quais é em Sua soberana vontade dada a quem Ele quiser; "compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer". Ele é "misericordioso e piedoso" (Rm 9:18 e Ex 34:6-7), o ato de eleição é um ato do amor de Deus e flui Dele; a reprovação de fato vem de Sua aversão, o qual é um desígnio da ira; mas então é de Sua aversão ao pecado, o que não é contrário ao Seu ser como Deus de amor e bondade: além disso, há muito maior mostra do amor, graça, misericórdia e bondade de Deus em escolher alguns homens para a salvação e infalivelmente os manter assim e os trazer seguramente a bem-aventurança, do que no sistema contrário: de acordo com o qual nenhum homem é absoutamente escolhido para a salvação; salvação não é assegurada por qualquer pessoa em particular; deixada para a instável e falível vontade humana: e é possível, que de acordo com este esquema, que nenhum homem pode estar seguramente salvo; não, é impossível que qualquer homem deva ser salvo pelo poder de sua própria vontade. Deixe ser julgado então, que este esquema é mais misericordioso e complacente para o homem, contendo todo o amor, bondade e honra de Deus. Sobre tudo, a doutrina da reprovação ainda que definida assim em uma tão fraca luz e representada em tal maneira odiosa, é uma doutrina defensável quando declarada e esclarecida; não temos temor em reconhecê-la e defendê-la. 
  
Esta má indole não nos assusta; assim, o senhor Wesley chama, como ele pensa, belamente, mas deve ser de blasfêmia, um ato da vontade divina; nem é isto uma "pedra de moinho amarrada ao pescoço", ou "hipóteses", como ele sem dúvida muito elegantemente a expressa; mas deixe-me dizer a ele, esta vontade é Sua misericórdia característica, se isto não é uma pedra de moinho sobre seu próprio pescoço. Longe daqui ele vagueará para o livre-arbítrio e graça resistível: as vezes ele é livre-arbítrio, as vezes ele é livre graça; as vezes resistível e as vezes irresistível graça. Quando ele puder concordar consigo mesmo, ele irá aparecer em uma melhor luz e poderá ser mais digno de atenção. O que ele disse do livre-arbítrio de um lado e reprovação de outro como concordando ou discordando das perfeições de Deus, pode ser reduzido para uma ou outra das objeções acima, onde elas tem sua resposta.   

Eu raramente gasto meu tempo a observar o que ele diz do pacto da graça; o que ele próprio admite não ter conhecimento; e eu acredito nele, "Deus, o pai, fez um pacto com Seu Filho antes do começo do mundo, em que o Filho concordou sofrer tais e tais coisas; e o Pai deu a Ele tais e tais almas por uma recompensa, em conseqüência desses que devem ser salvos". E então o senhor Wesley pergunta onde está escrito? E em que parte da Escritura este pacto pode ser encontrado? 
Agora, não para informar ou instruir o senhor Wesley, mas com a finalidade que desta maneira quem estiver disposto a ser informado e instruído, leia Salmos 40:6-8; Isaías 49:1-6 e capítulo 53:10-12; Salmos 89:3,4,28,36; no qual irá aparecer plenos traços e pegadas de um pacto, ou conformidade, de uma estipulação e reestipulação, entre o Pai e o Filho; no qual o Pai propõe uma obra para Seu Filho e o chama para isto, mesmo a total redenção de Seu povo, no qual o Filho concorda, e diz: "farei Tua vontade, meu Deus!" e por uma recompensa de Seu ser em oferta pelo pecado e emanando Sua alma na morte; é prometido que Ele "verá a sua posteridade, prolongará os seus dias" e teria uma porção dividida com Ele com o grande e um espólio com o forte. Este foi em tal grau um pacto subsistindo antes do mundo ser feito por Cristo e posto em Suas mãos e todas as bênçãos espirituais providas e toda a graça dada a Seu povo nEle, antes da fundação do mundo; e não há um pacto nisto? Veja Provérbios 8:23, Tito 1:2, II Timóteo 1:9 e Efésios 1:3.  

O pacto da circuncisão feito com Abraão e com os israelitas no monte Sinai não são exemplos do pacto da graça; mas são pactos que se envelheceram e desapareceram para sempre e não dizem respeito a nós hoje que não estamos sob a lei mas sob a graça; mas todavia esses pactos foram condicionais para os judeus que estavam sob eles; o pacto da graça é absoluto e incondicional para nós, que temos cumprido todas as condições dele.
FIM

Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte: Providence Baptist Ministries

Andressa Urach revela que fez pacto com pombagira para conseguir dinheiro e fama




Andressa Urach revelou que esteve muito perto da morte durante os 25 dias que passou internada no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, no fim de 2014, após sofrer complicações causadas pela aplicação de hidrogel nas pernas.Sensitiva, a vice Miss Bumbum 2012 garantiu que sentiu a presença de espíritos próximos a ela nos dias mais críticos.“No hospital vi espíritos da morte querendo levar a minha alma. Eram a alma da morte. Eles me rondavam porque queriam a minha alma de qualquer jeito. Isso tudo porque eu não agradeci a Deus. Foi a fé da minha mãe, que foi um elo com Deus, que fez com que as almas fossem embora. Eu estava perturbada”, declarou ao “Ego”.A modelo explicou ainda, em detalhes, como eram essas tais almas que a rondavam.Eram feito nuvens escuras. Me davam um sentimento de medo e faziam barulhos assustadores como espíritos sofredores. Pareciam vultos escuros como se fossem fumaças. O vulto mais forte deles era um bem escuro que passava dentro do meu corpo. Pedi para suspenderem a morfina porque eles achavam que era ela que me fazia delirar. Mas eu acredito nessa coisa de espírito e achava que a substância me deixava entre esses dois mundos. Minha mãe chamou pastores que rezaram por mim. Os médicos retiraram a morfina e as visões pararam”, esclareceu.Atualmente com 6kg a menos, a loira contou também que sofreu uma sepse, seus rins pararam de funcionar e ela viu seu corpo inchado, com quase 150kg.E ainda tem mais! Andressa admitiu ter vivido um passado pecaminoso. Além de ter usufruído, durante cinco anos, do trabalho de uma senhora para obter fama e dinheiro, ela ainda fazia pactos com orixás e uma pombagira.“Tinha consulta com uma senhora que comandava um centro. Ela me dava banhos de perfume, de sal para me limpar. Pedia para os orixás tudo que queria: o sucesso, o bom carro, o apartamento, consegui tudo. Eu paguei muito caro por isso. A promessa que fiz com a minha pombagira na época foi que, para cada R$ 1 mil que eu ganhasse, eu daria uma champanhe a ela. Fora os R$ 5 mil da festa de final de ano do centro espírita que eu também dava. Para celebrar os trabalhos que conquistava na televisão, doava R$ 3 mil. Também fiz mal para algumas pessoas, fazendo trabalhos para elas se afastarem de mim. A senhora que comandava o centro dizia o nome da pessoa, e eu fazia o trabalho para mantê-la longe.”E completou: “Também fiz muito sexo por interesse, nunca por amor. Sempre me envolvi com homens de bom poder aquisitivo, comprometidos, casados, para conseguir deles boas viagens e bons jantares. Não tenho vergonha de contar, porque isso faz parte do meu passado”. O problema de saúde de Andressa UrachEm 29 de novembro de 2014, Andressa Urach foi internada no Hospital Conceição, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com quadro de sepse por conta de aplicações exageradas de hidrogel nas pernas.A partir daí, o quadro da jovem se agravou e ela chegou a correr risco de vida.Andressa Urach colocou a boca no trombone e revelou detalhes sobre seu relacionamento com o pai, Carlos Alberto, em entrevista ao “Muito Show”, da RedeTV!.A vice Miss Bumbum 2012 disse que além de nunca ter se dado bem com o veterano, ele só reconheceu sua paternidade por uma atitude machista."Ele me registrou para dar uma de macho, mas nunca assumiu", declarou.A modelo afirmou ainda que quando nasceu foi morar com sua mãe e seu padrasto em outra cidade. Quando soube que o atual marido de sua mãe iria registrá-la como sua filha, Carlos Alberto resolveu assumi-la no papel.E ainda tem mais! Andressa ainda o chamou de "aproveitador" e garantiu que ele foi visitá-la no período em que esteve internada no hospital por conta de uma "armação" feita por uma emissora de televisão."Ele só foi ao hospital porque uma emissora o buscou em casa e pediu que ele contasse tudo o que viu no hospital para eles. Ele quis se promover às minhas custas e me magoou muito", desabafou. O problema de saúde de Andressa Urach Em 29 de novembro de 2014, Andressa Urach foi internada no Hospital Conceição, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com quadro de sepse por conta de aplicações exageradas de hidrogel nas pernas.A partir daí, o quadro da jovem se agravou e ela chegou a correr risco de vida.Um mês após quase ter morrido por conta de uma infecção causada pelo uso indevido de hidrogel, Andressa Urach deu sua primeira entrevista para comentar os momentos delicados que passou na UTI do Hospital Conceição, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.Em entrevista exclusiva ao "Muito Show", programa da Rede TV! onde trabalha como apresentadora, a loira revelou que foi submetida a 15 cirurgias para retirar a substância de suas coxas."Me arrependo de ter botado esse veneno no meu corpo. Infelizmente, a sociedade impõe um padrão de beleza onde você tem que ser perfeito", afirmou.A moça contou ainda que o quadro de sepse se instalou porque a bactéria que entrou no hidrogel aplicado em suas pernas foi parar na corrente sanguínea. "Isso que deu a parada nos meus órgãos. Foi muito rápido. Não imaginei que iria passar por isso", disse, fazendo menção ao quadro de insuficiência renal.A apresentadora garantiu também que morreu e ressuscitou. E, nesse meio tempo, esteve com Deus. "Era um lugar vazio, muito claro. Senti a presença de Deus em cima de mim. Não o vi, mas senti sua presença sobre mim. Sabia que aquilo era um juízo final, que tinha morrido. Me senti envergonhada diante de Deus pela pessoa que eu era", relatou.Urach começou a sentir as primeiras dores na perna após intensificar sua rotina de exercícios na academia, há cerca de um ano. "Com o tempo, passou a doer no dia a dia. Se colocasse a mão, eu gritava de dor. Além disso, o produto começou a se deslocar e criou uma bola. Nesse tempo, fiz quatro lipos para tirar o produto das pernas."A beldade disse que jornalistas tentaram convencer funcionários do hospital a fazerem fotos dela internada. "Chegaram a oferecer R$ 20 mil por uma foto minha inchada na UTI."Modelo negou ter vendido fotos chocantes em UTI O caso piorou no final de novembro. Na época, a vice Miss Bumbum estava gravando uma matéria para o "Muito Show" em Brasília. Assustada com as dores, Andressa ligou para o diretor da atração, pediu dispensa e voltei para Porto Alegre para se tratar. "Entrei no hospital no colo do meu padrasto. Lembro de vomitar bastante, desmaiar e acordar em uma maca."A modelo negou que tenha vendido suas fotos na UTI do hospital para uma agência internacional. A ex-Fazenda explicou que apareceu maquiada nos cliques porque uma técnica de enfermagem cuidava para que ela estivesse sempre arrumada durante o tempo em que ficou internada. Andressa destacou que as imagens foram feitas a seu pedido por familiares para que ela guardasse como arquivo. "As fotos ficaram no meu notebook. Foram pessoas da minha família que venderam as fotos. Sei quem foi, mas não vou expor porque é família. O castigo vai vir de Deus."Vice-Miss Bumbum não conseguiu tirar PMMA do corpo Andressa ainda está com dreno nas pernas, que provocam sangramento. Há dois dias, a loira conseguiu se livrar da cadeira de rodas e se locomove devagar por conta dos pontos.Apesar da recuperação, a apresentadora está preocupada com as aplicações de PMMA, um produto composto por microesferas de um material parecido com plástico, que fez nas pernas."O PMMA foi o que começou a dor no meu músculo. Ele está necrosado dentro do músculo. Ele gruda e não solta, fica ali para sempre. Só sai se arrancar o músculo. Não posso mexer. É como um vulcão que pode explodir a qualquer momento", assumiu.Feliz com as demonstrações de carinho do público, Andressa confessou que teve medo de perder o emprego na Rede TV! e que não sabe como lidará com as cicatrizes nas pernas depois que tudo estiver resolvido. "Tem dias que eu acordo bem. Tem dias que acordo mal. Para quem é vaidosa, é difícil pensar que vão ficar cicatrizes. Não sei como lidar com o fato de as pessoas saberem que existiram aqueles buracos", disse, aos prantos.O problema de saúde de Andressa Urach Em 29 de novembro de 2014, Andressa Urach foi internada no Hospital Conceição, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com quadro de sepse por conta de aplicações exageradas de hidrogel nas pernas.A partir daí, o quadro da jovem se agravou e ela chegou a correr risco de vida.Se recuperando de uma bactéria na perna, Andressa Urah teve melhora clínica e interrompeu o uso de antibióticos no dia 24 de janeiro. A assessoria da Vice Miss Bumbum 2012 enviou um comunicado à imprensa para relatar seu estado de saúde."A apresentadora Andressa Urach teve alta clínica do acompanhamento clínico ambulatorial e interrompeu o uso de antibióticos. Faltam aproximadamente dez sessões diárias de oxigenioterapia. Alta cirúrgica será provável até o final da próxima semana, quando serão removidos o restante dos pontos”, informou a nota.O representante da loira continuou: “A paciente fará reparos e refinamentos das cicatrizes e irregularidades de contorno ao longo do ano, em procedimentos menores e ambulatoriais. Se necessitar, ainda pode-se ampliar o período da hiperbarica. Complementando isso tudo segue com fisioterapia e nutrição adequada”.


MSN

‘Relógio do Apocalipse’ é adiantado para 23h57m e humanidade fica mais perto da extinção


É o mais perto da meia-noite que o mundo esteve desde Guerra Fria, mas perigo agora são as mudanças climáticas.

Integrantes do Boletim dos Cientistas Atômicos durante coletiva de imprensa sobre ajuste do relógio do fim do mundo - WIN MCNAMEE / AFP
O fim do mundo está próximo! A depender do alerta emitido nesta quinta-feira pelo Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) ao adiantar em dois minutos o “Relógio do Apocalipse”, que agora marca três para meia-noite, vivemos uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria. A última vez em que a situação esteve tão crítica foi em 1984, num momento em que o recrudescimento das hostilidades entre os EUA e a então União Soviética ameaçavam a humanidade com uma guerra nuclear. Desta vez, a principal ameaça vem do clima.
— Isto é sobre o fim da civilização como nós a conhecemos — disse Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS. — A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite.
A emissão de dióxido de carbono e outros gases está transformando o clima do planeta de forma perigosa, alertou Kennette, o que deixa milhões de pessoas vulneráveis ao aumento do nível do mar e a tragédias climáticas. Em comunicado, o BAS faz duras críticas aos líderes globais, que “falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.
O consultor e ambientalista Fabio Feldmann considera o alerta “bastante razoável” e destaca a falta de mobilização de governos e sociedades como o principal entrave.
— Se há um ano eu falasse sobre os riscos da crise hídrica em São Paulo, seria tachado de apocalíptico, mas veja a situação agora — disse Feldmann. — A realidade está superando as previsões científicas, mas não está colocando o tema na agenda. Esse é o drama.
ARMAS NUCLEARES AINDA ASSUSTAM
Além da questão climática, o BAS alerta sobre a modernização dos arsenais nucleares, principalmente nos EUA e na Rússia, quando o movimento ideal seria o de redução no número de ogivas. Estimativas mostram a existência de 16.300 armas atômicas no mundo, sendo que apenas cem seriam suficientes para causar danos de longo prazo na atmosfera do planeta.
“O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas — minando os tratados de armas nucleares — e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, informou o BAS.
A organização pede que lideranças globais assumam o compromisso de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e de reduzir os gastos com armamentos nucleares.
— Não estamos dizendo que é muito tarde, mas a janela para ações está se fechando rapidamente — alertou Kennette. — O mundo precisa acordar da atual letargia. acreditamos que adiantar o relógio pode inspirar mudanças que ajudem nesse processo.
O BAS foi fundado em 1945 por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) que participaram no desenvolvimento da primeira arma atômica, dentro do Projeto Manhattan. Dois anos depois, eles decidiram criar a iniciativa do relógio, para “prever” quão perto a humanidade estaria da aniquilação. Na época, a principal preocupação era com o holocausto nuclear, mas, a partir de 2007, a questão climática passou a ser considerada pelo grupo. As decisões de ajustar ou não o relógio são tomadas com base em consultas a especialistas, incluindo 18 vencedores do Prêmio Nobel.
Desde a criação, o “Relógio do Apocalipse” foi ajustado apenas 22 vezes. O momento mais crítico aconteceu em 1953, com o horário marcando 23h58m, por causa dos testes soviéticos e americanos com a bomba de hidrogênio. A assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, em 1991, fez o relógio marcar 17 minutos para a meia-noite, a situação mais confortável até hoje.
O último ajuste do relógio aconteceu em 2012, para 23h55m, com o BAS alertando sobre os riscos do uso de armas nucleares nos conflitos do Oriente Médio e o aumento na incidência de tragédias naturais.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/relogio-do-apocalipse-adiantado-para-23h57m-humanidade-fica-mais-perto-da-extincao-15123391#ixzz3Q7NHi12n
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27 de janeiro de 2015

Líder da Igreja Batista na Nigéria diz: “o mundo assiste cristãos morrerem como animais

“A mesma seriedade com que está se intervendo contra os ataques do ISIS (Estado Islâmico) na Síria e no Iraque, ou com os problemas causados pelo Taliban no Afeganistão… não está sendo demostrado no caso da Nigéria” – disse Samson.



O presidente da Convenção Batista da Nigéria
(NBC) diz, se referindo aos cristãos:
 “O meu povo esta sendo morto como animais 
e todo o mundo está apenas assistindo”.
 E faz apelo para que haja intervenção
 internacional urgente para parar a violência 
do grupo radical islâmico Boko Haram, que
 aterroriza o país.

O presidente da 
Convenção Batista da Nigéria(NBC) fez um apelo apaixonado para que

 o mundo intervir contra os insurgentes do BokoRev. Samson Ayohunle-lider-da
 Convençao Batista da Nigeria Haram que assolam o norte e leste do país.

Em uma entrevista para Baptist World Alliance (Aliança Batista Mundial), o Rev. Samson 

Ayohunle expressou “consternação” com a atitude da comunidade internacional ante
 a face da tamanha destruição e desumanidade cometida contra o povo nigeriano, 
mais especificamente aos cristãos no país.

“A mesma seriedade com que está se intervendo contra os ataques do ISIS 

(Estado Islâmico) na Síria e no Iraque, ou com os problemas causados pelo Taliban
 no Afeganistão… não está sendo demostrado no caso da Nigéria” – disse Samson.

Ele acusou a comunidade mundial de desvalorizar as vidas dos nigerianos, dizendo:

” “Isso não importa para o resto do mundo se Boko Haram continua a matar centenas
 de pessoas todas as semanas? São essas pessoas menos humana do que aqueles que
 estão sendo mortas em outro lugar onde eles passaram a intervir diretamente? 
O meu povo está sendo mortos como animais e todo o mundo está apenas assistindo.”

Ayokunle estava respondendo ao mais recente surto de ataques de Boko Haram,

um grupo jihadista que busca estabelecer a lei islâmica na Nigéria.

Boko Haram realizou o massacre em Baga no estado nigeriano do nordeste de Borno, 

no início de janeiro deste ano, fazendo com que um lider-cristao-nigeriano-faz-apelo-por-
intervençao-contra-boko-haram-cidade-baga-corpos número desconhecido de mortos, 
embora estimativas variam de dezenas a mais de 2.000. Em abril de 2013, mais de 185
 pessoas foram mortas e mais de 2.000 casas em Baga foram destruídos como resultado de combates entre as forças armadas nigerianas e Boko Haram.

Até 2014, o grupo matou mais de 5.000 civis em ataques que ocorrem principalmente no

 nordeste, centro norte e centro da Nigéria. Desde 2009, o Boko Haram raptou mais de
 500 pessoas, incluindo o sequestro de 276 estudantes de Chibok em abril de 2014. 
Estima-se que 1,5 milhão fugiram de suas casas por causa de ameaças e ataques.

“A situação é patético.” Ayokunle declarou. “As principais metas em todos estes ataques 

são os cristãos primeiros e qualquer outra pessoa que se oponha a eles. Qualquer cidade
 que entrar, depois de matar os cristãos lá, eles vão em frente para derrubar todas as 
igrejas não poupando as mesquitas. Grandes cidades cristãs, tais como Gwoza e Mubi
 entre outros caíram para eles. cristãos em cidades como Michika e Baga também estão
 na corrida. “

O líder Batista nigeriano disse que “a igreja está sob o cerco de severa perseguição.”

 Batistas foramgrupo radical islamico-boko-nigeria-suspostos autores diretamente afetadas.
 “Nenhuma igreja cristã está de pé mais em Mubi, onde mais de 2.000 batistas fugiram da
 cidade através dos Camarões quando Boko Haram atacaram.”

Estes cristãos batistas, disse ele, voltou para a Nigéria através de uma outra cidade

 chamada Yola no Estado de Adamawa, mas nunca paralider-cristao-nigeriano-faz-apelo-
por
-intervençao-contra-boko-haram suas casas novamente. “Eles tornaram-se deslocado 
e agora estão vivendo em campos de refugiados correndo por comida, sem alojamento 
decente e nu.”

Ayokunle disse edifícios Batista, incluindo os gabinetes das secretarias de Fellowship 

Baptist Conferência da NBC, foi queimado em Mubi, e na casa do presidente da 
conferência foi vandalizado. O presidente da conferência e pastores batistas fugiram
 para a cidade de Jos, no estado Plateau, outra região que tem sido atacado por Boko 
Haram. “Nossa Baptist High School, em Mubi foi fechado enquanto Escola nossos Pastores
 Batistas ‘em outra cidade vizinha, Gombi, foi indefinidamente desligado.”

Ele agradeceu o apoio da oração dos batistas e outros cristãos e solicitou apoio 

financeiro para ajudar aqueles que foram deslocadas pelos ataques terroristas. 
“Continue a se juntar a nós em oração para que as portas do inferno não pode
 prevalecer contra a Igreja de Cristo na Nigéria.”

Fonte: Baptist World Alliance 

26 de janeiro de 2015

Estudantes detidas por beijo gay pedem indenização de R$ 2 mi a Feliciano




Duas jovens que se beijaram, foram retiradas de um culto evangélico ministrado
pelo deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e depois detidas em setembro
de 2013, entraram com uma ação na Justiça de São Paulo contra o parlamentar.
Elas pedem uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais.

Na ocasião, Feliciano mandou prender as duas estudantes após o beijo, durante
culto em São Sebastião, no litoral paulista. "Essas duas precisam sair daqui
algemadas", disse Feliciano, sob aplausos dos evangélicos, que assistiam à cena
por meio de dois telões instalados no local.

Joana Palhares, de 18 anos, e Yunka Mihura, de 20, foram detidas, algemadas
por agentes da Guarda Civil Municipal e levadas ao 1º Distrito Policial de
São Sebastião. O beijo, segundo elas, era uma forma de protesto contra a homofobia.

A assessoria de imprensa afirmou que o deputado já foi informado sobre o processo
e está tranquilo. "Elas alegaram homofobia, mas isso não existe nem na Constituição
e nem no Código Penal. Elas estavam seminuas montadas nas costas de dois rapazes,
foi ridículo. Elas estão fazendo o Judiciário perder tempo. Estamos tranquilos, serenos.
A ação carece de fundamento. É mais um absurdo", disse o chefe de gabinete do deputado,

Talma Bauer.

Na época, Joana afirmou ter sido agredida. "Eles (guardas) me jogaram na grade e depois
nos levaram para debaixo do palco, onde fui agredida por três guardas. E ainda levei dois
tapas na cara", disse Joana. Yunka disse não ter apanhado. "Me senti impotente enquanto
a Joana apanhava e eu não podia fazer nada". Ela reclamou que o mesmo não foi feito
com casais heterossexuais que se beijaram durante a pregação.
Depois que elas foram levadas pela polícia, o deputado comparou as estudantes a um
"cachorrinho". "Ignorem, ignorem. Cachorrinho que está latindo é assim, você ignorou,
ele para de latir", disse aos fiéis.

Na delegacia, Joana passou por exame de corpo delito. Ela tinha hematomas nos braços
e pernas. O advogado das estudantes, Daniel Galani, disse que vai formalizar denúncia
contra Feliciano. "Foi uma afronta gravíssima aos direitos humanos e ao direito à livre
expressão." As estudantes fizeram boletim de ocorrência contra os guardas.




Uol

Marieta Severo faz sucesso nas redes sociais por ter se recusado a participar do filme de Dilma




Severo vem fazendo sucesso nas redes Sociais em virtude de ter se recusado a participar de um filme a respeito da vida da Presidente Dilma Rousseff.

A atriz Marieta Severo foi convidada, ainda em 2011, para interpretar a presidente Dilma Rousseff nos cinemas, mas, para a surpresa de todos, ela recusou o convite. O motivo é que ela estava com outros compromissos profissionais.

Com o retorno do assunto nas redes sociais, tal notícia ganhou uma grande repercussão.

Apesar de ter afirmado estar feliz com o convite, sua decisão acabou sendo bastante elogiada nas redes sociais. Dirigido por Leandro Neri e produzido por Antônio de Assis, o longa A Primeira Presidenta contará a história da vida de Dilma.

A trama contará toda a história do livro homônimo, que fala desde a infância, passando pelo período da ditadura, até o o momento que ela assumiu a presidência do Brasil.

24 de janeiro de 2015

A controvérsia Arminiana e o Sínodo de Dort

Juliano Heyse

Os famosos cinco pontos do Calvinismo foram propostos originalmente por João Calvino, o grande reformador francês, certo? Errado. Se você pudesse voltar no tempo e perguntasse a Calvino quais são os 5 pontos, ele não teria a menor chance de acertar. Afinal os 5 pontos foram estabelecidos mais de 50 anos após sua morte. E isso não ocorreu em Genebra, nem na França, e sim na Holanda. E é para lá que temos que voltar nossa atenção, mais precisamente para a cidade de Dordrecht.
dort (24K)

Contexto histórico

Antes, porém, convém nos situarmos no tempo. Em 1517, Lutero publica as 95 teses (o início da Reforma Protestante). Quatro anos depois ele é "convidado" a se retratar na Dieta de Worms e lá ele faz o rompimento definitivo com a igreja católica, atrelando sua consciência à Palavra de Deus. Mais tarde, em 1536, na cidade de Genebra, Calvino publica a primeira edição das Institutas da Religião Cristã -  a melhor e mais completa sistematização da doutrina protestante até então. Aperfeiçoamentos ocorreram e a edição definitiva só foi fechada 23 anos depois, em 1559. Em 1564, Calvino morreu. Lutero já havia morrido, antes, em 1546. Os dois mais importantes reformadores já não viviam mais sobre a terra quando a nossa história começou.
Quanto a Armínio, muitas pessoas pensam que ele e Calvino travaram calorosos debates em que se digladiavam ferozmente em defesa das suas respectivas posições. Não seria totalmente impossível, mas considerando-se que Armínio tinha quatro anos de idade quando Calvino morreu, não parece razoável imaginar tal quadro. A verdade é que eles jamais se conheceram.

Igreja Reformada Holandesa

Mas vamos à nossa história. Voltamos a nossa atenção para a Holanda, que na época era conhecida como Países Baixos (o território que hoje é ocupado por Bélgica, Holanda e Luxemburgo). É lá que toda a trama acontece. Na época da Reforma o Rei da Espanha, Filipe II, governava os países baixos. O crescimento do protestantismo foi severamente coibido com fortíssimas perseguições e mortes. Estima-se que dezenas de milhares de protestantes foram mortos pelos dirigentes católicos que governavam o país.
A revolta contra os espanhóis foi crescendo até que Guilherme de Orange conseguiu, depois de muitas tentativas, conquistar a tão sonhada independência, mais tarde consolidada por seu filho Maurício de Nassau. Surgia uma nova nação protestante já que o país era, naquela época, de maioria calvinista. Os novos líderes resolveram adotar a religião reformada como religião oficial, utilizando-a como elemento de integração e estabilidade do novo país. Todos os oficiais da igreja reformada holandesa tinham que jurar seguir a Confissão Belga e o Catecismo de Heidelberg.
É importante ter em mente a forte ligação entre o estado e a igreja, comum nos tempos da reforma. Só que na Holanda as igrejas tinham uma autonomia relativamente grande, podendo nomear seus oficiais e exercer disciplina sobre os membros. Isso perturbava alguns membros do Estado. Em 1591, uma comissão, presidida por Johannes van Oldenbarnevelt e James Arminius, propôs uma estrutura mais ao gosto do poder secular: a escolha de oficiais da igreja passaria a ser feita por um grupo de representantes (quatro do Estado e quatro da igreja). Isso permitiu uma ingerência muito maior do Estado nos assuntos da igreja. Esta situação - a história mostra - costuma causar problemas. Levando-se em conta que outras religiões eram meramente toleradas (mas não tinham nem o direito de ter seus próprios templos), muitas pessoas vieram para a igreja, cuja vinda não teria ocorrido caso a igreja não fosse oficial do Estado holandês. Repetia-se algo como nos tempos do imperador romano Constantino - a igreja passava a atrair pessoas não regeneradas, muitas vezes com segundas intenções.

A Controvérsia Arminiana

Nessas condições, favoráveis por um lado, mas perigosas por outro, é que surgiu a Controvérsia Arminiana. Duas questões foram levantadas na época - uma doutrinária e outra de política eclesiástica. Primeiro: O ensino de James Arminius era compatível com a Confissão Belga e com o Catecismo de Heidelberg? Afinal, todos os oficiais da igreja haviam se comprometido a permanecerem fiéis a ambos os credos. Segundo: Caso o ensino não estivesse de acordo, a igreja reformada teria poder para destituir aqueles que pregavam doutrinas que conflitavam com aqueles credos?
A questão da autoridade tornou-se problemática porque o governo insistia em manter nos ofícios eclesiásticos pessoas que a igreja considerava que deviam ser destituídas. Dessa forma, entre 1586 e 1618 aumentou muito o número de ministros que permaneciam nas igrejas contra a vontade da congregação e das assembléias eclesiásticas. As igrejas, intranqüilas, exigiam a convocação de um sínodo nacional para esclarecer a situação. Mas o governo central temia o crescente poder das igrejas reformadas e insistia em não permitir a convocação do sínodo.
Foi em meio a tudo isso que James Arminius surgiu - um personagem controverso. Era considerado até pelos seus opositores como sendo um pastor fiel, bom cristão, sóbrio, moderado, homem sincero e de raras habilidades intelectuais. Mas é difícil não concordar com a principal acusação que ele sempre carregou: era um homem que sofria de uma certa "duplicidade". Isso ficará claro quando analisarmos a sua história nos próximos parágrafos.

James Arminius

Armínio nasceu em 1560, no sul da Holanda. Estudou em Genebra com Beza, o sucessor de Calvino. Tornou-se ministro em Amsterdam em 1588. Não foram seus escritos, mas sim sua pregação que começou a chamar a atenção por não parecer muito ortodoxa. Ele decidiu fazer uma pregação expositiva no livro de Romanos. Sua interpretação de boa parte dos primeiros textos do livro surpreendeu seus ouvintes. Mas foi no capítulo 7 que ele trouxe sobre si uma avalanche de protestos. O texto de Romanos 7:14-15 diz: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.". Armínio propôs que esse texto se referia a uma pessoa não regenerada, contrariando o que os principais exegetas reformados sempre defenderam, ou seja, que Paulo falava sobre si mesmo, na condição de cristão. Ao pregar em Romanos de 8 a 11, ele enfatizou o tempo todo o livre arbítrio do homem e ao chegar a Romanos 13, afirmou que o Estado tinha a suprema autoridade em assuntos eclesiásticos e religiosos.
Por conta de tudo isso, um de seus colegas, Petrus Plancius, registrou denúncia contra ele para que ele fosse investigado pelo consistório. Havia rumores sobre o novo ensino em todo o país. Armínio, no entanto, confirmava pleno compromisso com a Confissão Belga e com o Catecismo de Heidelberg. No entanto, ficava cada vez mais evidente que ele tinha problemas com o artigo 16 da confissão, o qual afirmava a doutrina da eleição.
Em 1602 surgiu uma vaga na famosa Universidade de Leiden, para suceder um de seus principais professores de teologia, morto pela praga que assolava a Holanda naquele ano. Alguém indicou o nome de James Arminius para sucedê-lo. Havia uma preocupação quanto à ortodoxia de Armínio, e portanto a sua aceitação foi condicionada a uma entrevista com o Dr. Franciscus Gomarus sobre os pontos chaves da doutrina. Gomarus era um famoso Calvinista, profundo conhecedor da Palavra. Diante de diversos comissários, Armínio rejeitou publicamente diversas doutrinas pelagianas quanto a graça natural, livre arbítrio, pecado original e predestinação. Também prometeu jamais ensinar qualquer coisa em desacordo com a doutrina oficial das igrejas. Assim sendo, ele foi aceito como Professor de Teologia da Universidade de Leiden.
Em suas aulas públicas, Armínio permaneceu firme nas suas promessas. Mas em aulas particulares, a alunos selecionados, ele expressava francamente suas dúvidas e questionamentos. Esses alunos foram fortemente influenciados por ele e começaram a propagar alguns desses ensinamentos. Por onde iam, questionavam a doutrina reformada, atacando-a de diversas formas.
Armínio permanecia afirmando estar em pleno acordo com a doutrina reformada enquanto disseminava seus novos pontos de vista nos bastidores. Seus adversários o condenam fortemente por demonstrar absoluta falta de caráter fazendo um tipo de "jogo-duplo". Ao mesmo tempo, seus defensores o elogiam dizendo que tudo o que ele fez foi pensando sempre na unidade da universidade e das igrejas. O leitor pode decidir por si mesmo.

Arminius versus Gomarus

A intranqüilidade aumentava e em 1607 o sínodo da Holanda do Sul recebeu queixas contra os ensinamentos de Armínio. O sínodo convocou James Arminius e o colocou mais uma vez frente a frente com Franciscus Gomarus e os dois expuseram e compararam seus pontos de vista. Mais uma vez Armínio alegou total fidelidade à Confissão Belga e como os delegados não conseguiram perceber grandes diferenças entre o que foi exposto por Arminius e por Gomarus, recomendaram que houvesse tolerância mútua. Outra conferência foi convocada em 1609, também não redundando em avanços. Naquele mesmo ano Armínio morreu de tuberculose.

Os Cinco Artigos do Arminianismo

Com a morte de Armínio, sua causa passou a ser liderada por Johannes Uitenbogaard e Simon Episcopius. Em 1610, sob a liderança de Uitenbogaard, os arminianos se reuniram e elaboraram uma representação (remonstrance - por isso são conhecidos até hoje como os remonstrantes). Nela os arminianos atacavam algumas doutrinas calvinistas e estabeleceram 5 artigos com suas próprias posições:
1. A eleição está condicionada à previsão da fé.
2. Expiação universal (Cristo morreu por todos os homens e por cada homem, de forma que ele conquistou reconciliação e perdão para todos por sua morte na cruz, mas só os que exercem a fé podem gozar desse benefício).
3. Necessária a regeneração para que alguém seja salvo (aparentemente, uma visão perfeitamente ortodoxa, mas mais tarde ficou claro que a visão deles era tal que negava fortemente a depravação da natureza humana).
4. A possibilidade de resistir à graça.
5. A incerteza quanto à perseverança dos crentes (mais tarde eles deixaram claro que não criam de forma alguma na garantia da perseverança).
Os artigos foram assinados por 46 ministros.
Os calvinistas responderam com uma reafirmação da doutrina calvinista. Formou-se o grupo conhecido na história como os contra-remonstrantes. Isso ocorreu em 1611.

A convocação do Sínodo

O poder público não ficou indiferente à controvérsia que ganhava contornos cada vez mais perigosos. Havia pessoas que estavam utilizando a controvérsia religiosa para incitar rebeliões e outras formas de ação política. Assim, em 11 de novembro de 1617, Maurício de Nassau decidiu que um sínodo nacional deveria ser convocado em 1 de novembro de 1618. Estava criado o quadro para o surgimento do famoso Sínodo de Dort.
Encorajado pelo Rei Tiago I da Inglaterra, o governo central holandês enviou convites a diversos representantes de países reformados para que enviassem delegados para participarem do sínodo. O governo holandês requisitava a cada país que fossem enviados alguns de seus teólogos mais renomados, de proeminente erudição, santidade e sabedoria, que com seu conselho e juízo pudessem trabalhar diligentemente para apaziguar as diferenças que tinham surgido nas igrejas da Holanda, trazendo paz àquelas igrejas.
Outro motivo para convidar os teólogos estrangeiros, foi a tentativa de garantir a isenção que os remonstrantes alegavam que a igreja da Holanda não possuia. Uma terceira razão estava ligada ao fato dos remonstrantes alegarem continuamento ao povo que as demais igrejas protestantes compartilhavam da mesma visão que eles. A presença dos delegados estrangeiros poderia dirimir esta e outras dúvidas.

O Sínodo de Dort

Em 13 de novembro de 1618 o Sínodo Nacional de Dort foi estabelecido. Todas as despesas seriam pagas pelo governo holandês. O sínodo era composto de 84 membros e 18 comissários seculares. Dos 84 membros, 58 eram holandeses, oriundos dos sínodos das províncias, e os demais (26) eram estrangeiros. Todos tinham direito a voto.
Após um culto de oração todos foram para o local das reuniões. O moderador era Johannes Bogerman. A primeira atividade foi o pronunciamento do juramento:
"Prometo, diante de Deus em quem creio e a quem adoro, que está presente neste lugar, e que é o Perscrutador de nossos corações, que durante o curso dos trabalhos deste Sínodo, que examinará não só os cinco pontos e as diferenças resultantes deles mas também qualquer outra doutrina, não utilizarei nenhum escrito humano, mas apenas e tão somente a Palavra de Deus, que é a infalível regra de fé. E durante todas estas discussões, buscarei apenas a glória de Deus, a paz da Igreja, e especialmente a preservação da pureza da doutrina. Assim, que me ajude Jesus Cristo, meu Salvador! Rogo para que ele me assista por meio do seu Espírito Santo!"
Os membros foram divididos em 18 comitês. A cada questão proposta ao sínodo, cada um dos comitês formulava sua própria resposta que era depois apresentada ao Sínodo como um todo. O material escrito era entregue aos moderadores que compilavam um texto único. Esse texto era aprovado pelos próprios moderadores ou ia a voto.
O tema principal do Sínodo era o arminianismo. Foram convocados para comparecer diversos teólogos arminianos. Estes se reuniram antes em Rotterdam e nomearam oficiais para representá-los. A estratégia deles era atacar os contra-remonstrantes como sendo fanáticos religiosos. A idéia era centrar forças contra o supralapsarianismo de Gomarus.
Simon Episcopius foi escolhido para ser o orador dos remonstrantes. Logo na segunda reunião, ele já se indispôs com todos e usou de uma artimanha típica dos arminianos. Fez críticas ao Sínodo, ao governo e ao príncipe Maurício. Quando instado a fornecer uma cópia do discurso, alegou que esta estava ilegível. Mais tarde concordou em fornecer uma cópia, mas esta não continha as críticas aos governantes.
A batalha era severa. Os remonstrantes alegavam que o sínodo não tinha competência para julgá-los. Bogerman, o moderador, retrucava dizendo que o sínodo havia sido legalmente constituído pelo poder público. Os remonstrantes deveriam ter aceitado esse argumento, já que sempre defenderam que o estado é a autoridade máxima nas questões religiosas e eclesiásticas. Ao serem convidados a colocar no papel suas divergências em relação à Confissão Belga, os remonstrantes negaram-se a obedecer. Quando Bogerman perguntou se eles reconheciam os artigos da representação de 1610, permaneceram calados.
Como os remonstrantes dificultavam demais os trabalhos, em 14 de janeiro de 1619 Bogerman perguntou a eles definitivamente se eles iriam comportar-se e submeter-se ao Sínodo. Eles responderam que não se submeteriam ao Sínodo. Irritado, Bogerman precipitou-se e mandou-os embora sem consultar os demais membros. As mesas e cadeiras dos arminianos foram retiradas e passou-se a analisar suas opiniões através de seus escritos. O principal documento analisado foi a representação de 1610 com seus 5 artigos.

Os Cânones de Dort

O documento final, os Cânones de Dort, foi formulado em 93 artigos, separados em 5 pontos de doutrina. O documento foi assinado por todos os delegados em 23 de Abril de 1619. Foram ao todo 154 reuniões ao longo de sete meses. Prevaleceu a interpretação ortodoxa.
Muitos consideram injustas as medidas tomadas após o sínodo. Afinal, mais de 200 ministros remonstrantes foram depostos de seus cargos. Alguns se retrataram e retornaram às suas funções, mas boa parte foi definitivamente banida. Mas é bom lembrar que o que hoje seria considerado, talvez, indevida perseguição religiosa, era uma prática absolutamente comum a todas as religiões e países da época.
É importante entender também que os ministros remonstrantes eram muitas vezes mantidos em seus cargos apesar de estarem violando o juramento que fizeram de manterem-se fiéis à confissão belga e ao catecismo de Heidelberg. Isso era conseguido por meio do apoio de políticos poderosos. Enquanto isso, os mesmos políticos perseguiam os contra-remonstrantes chegando ao ponto, em algumas situações, de impedir-lhes o acesso ao local de culto. A religião e a controvérsia eram freqüentemente usadas para fins políticos.
Pode-se dizer que ocorreu com os arminianos o que já aconteceu centenas de vezes na história da igreja. Nas palavras de Johns R. de Witt:
"um homem raramente é honesto o suficiente para sair de sua igreja, se suas convicções são incompatíveis com as daquela igreja. Normalmente ele tenta, por meio de uma estranha linha de argumentação casuística, converter a igreja ao seu próprio entendimento da verdade".
Os arminianos, ao romperem suas promessas e no entanto permanecerem atuando na igreja, encaixaram-se perfeitamente nessa descrição.
É bom lembrar que outras religiões eram toleradas na Holanda naquele período, apesar de não poderem construir templos próprios. Entre estes haviam peregrinos, luteranos, anabatistas e até mesmo católicos romanos. Mas nenhum deles ameaçava a igreja "de dentro" como faziam os arminianos.

Conclusão

O Sínodo de Dort foi importante por ter mostrado a tentativa dos arminianos de diminuírem a soberania de Deus na salvação, engrandecendo o papel do homem na sua própria salvação.
Mais tarde, os cinco pontos de divergência em relação aos artigos arminianos passaram a ser conhecidos como os "cinco pontos do calvinismo" e um acróstico foi criado para facilitar a lembrança de cada ponto. A esse acróstico deu-se o nome de TULIP:
T  otal depravação
U  ma eleição incondicional
L  imitada expiação
I  rresistível graça
P  erseverança dos santos
É importante frisar que os cinco pontos e os cânones de Dort não são uma exposição da doutrina reformada. Esta é muito mais abrangente. Longe de serem uma exposição do calvinismo, os cinco pontos servem muito mais para enfatizar diferenças entre o calvinismo e o arminianismo, principalmente na relação da soberania de Deus com a salvação. O ensino de Calvino é muito mais amplo e abrangente e, no que se refere aos cinco pontos, alguns deles ele nem sequer tratou em profundidade, como é o caso, por exemplo, da expiação limitada.
Acreditamos firmemente que é importante conhecer as origens daquilo em que cremos e perceber que, tal qual ocorreu com outras doutrinas como a Trindade e a dupla natureza de Cristo, a verdade de Deus esteve sempre sob ataque e homens corajosos sempre se levantaram para batalhar "diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (Jd 3). Graças a Deus.

Bibliografia

Seaton, W. J., Os Cinco Pontos do Calvinismo (São Paulo - Editora PES)
Wikipedia, Synod of Dort, http://en.wikipedia.org/wiki/Synod_of_Dort
Vandergugten, S., The Arminian Controversy and the Synod of Dort,
http://www.spindleworks.com/library/vandergugten/arminian_c.htm
Wikipedia, Five Points of Calvinism,
http://en.wikipedia.org/wiki/Five_points_of_Calvinism
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