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23 de outubro de 2014

Irmã de Lula critica Dilma e pede voto em Aécio

  Na reta final da campanha presidencial, o candidato Aécio Neves (PSDB) ganhou um apoio improvável. Lindinalva Silva, 58, tomou as redes sociais de Mato Grosso ao protagonizar um vídeo caseiro com pedidos de “consciência” aos brasileiros e votos ao tucano.
Quem é Lindinalva? É a sexta de dez irmãos do ex-presidente Lula. Em entrevista à Folha, diz que seguiu os ensinamentos deixados pelo irmão ilustre para referendar seu posicionamento político nestas eleições.
“Não me sinto incomodada pensando desta forma. Lula lutou pela democracia e liberdade de opinião. Ele sempre deixou claro que não queria forçar nenhum irmão a seguir o que ele acreditava”, afirma.
A escolha em fazer as vezes de cabo eleitoral de Aécio ganhou força, segundo Lindinalva, a partir do desempenho do primeiro governo de Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição.
“Dilma já teve a chance dela. Em quatro anos não fez o que prometeu.”
Lindinalva só diminui o tom da crítica quando analisa a gestão do irmão (2003-2010). “Nunca falei mal do meu irmão porque ele foi ótimo para o Brasil. O problema é que a Dilma não acompanhou o que Lula fez”, afirma.
Lindinalva Silva, 58, irmã de Lula que declara voto em Aécio - Foto de divulgação
Lindinalva Silva, 58, irmã de Lula que declara voto em Aécio – Foto de divulgação
No vídeo, Lindinalva opta por Aécio ao entender que ele seria “o melhor para o Brasil neste momento”.
“Eu não estou pensando em familiar nenhum, mas no Brasil todo, principalmente, nos cristãos”, disse no vídeo que circula na internet.
Lindinalva reside em Cuiabá, a capital de Mato Grosso, desde 1989. Ela se diz evangélica pertencente à Comunidade Pão da Vida.
Afirma que a maior parte dos fiéis de sua igreja tem medo “do comunismo” e que, por lá, “tucanos são maioria”. Para reforçar seu posicionamento, estampa no vídeo a cópia do Decreto 8.243, que ganhou de um pastor.
O decreto, sancionado por Dilma, instituiu neste ano a Política Nacional de Participação Social, que incorporou os conselhos sociais no debate sobre as políticas públicas do país.
A lei, no entanto, é questionada pela oposição que quer sustar seus efeitos legais. “Achei arbitrário”, diz Lindinalva.
NÃO DECOLOU
Lindinalva, a exemplo de Lula, tentou seguir carreira política, mas não decolou no seu primeiro voo.
Em 2012, ela disputou uma vaga na Câmara Municipal de Cuiabá, mas anotou apenas 188 votos nas urnas.
Naquelas eleições, chegou a ser detida sob suspeita de fazer boca de urna. Foi liberada logo depois.
Nesse mesmo ano, ela diz ter visto Lula pela última vez. Na ocasião, perguntou ao irmão se ele voltaria a disputar uma eleição e ouviu: “Não está nos meus planos. É a vez dela [Dilma]“.
Ainda filiada ao PTB, Lindinalva afirma ter desistido dos palanques, mas, não das próprias convicções, mesmo que para isso continue a discordar de seu maior professor.

Folha Online

FHC: AMBIÇÃO FAZ DILMA DIZER COISAS QUE NÃO CRÊ

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Na reta final da disputa pela Presidência, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso critica o “excesso de ambição pelo poder” de Dilma Rousseff.
'Ela não pode acreditar no que está dizendo. É verdade que fizemos a estabilização, que iniciamos os programas sociais. Dizer que não, para ganhar a eleição, me entristece', afirmou. o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o "excesso de ambição pelo poder" de Dilma Rousseff; ele culpa o "bombardeio" do PT pela queda no desempenho do presidenciável Aécio Neves e elogia sua "lealdade" ao defender seu governo (1995-2002), algo que José Serra e Geraldo Alckmin não fizeram.

“Dizem que ele decidiu enfrentar as questões [críticas do PT à gestão de FHC]. Não acho que seja tanto isso. O que foi feito por mim, pertence à história. Agora, ele mostrou uma coisa que o povo valoriza: lealdade. Não fugiu da briga. E isso mostra caráter: esse cara tem lado”, disse.

No entanto, FHC não recrimina os ex-presidenciáveis, falando que é tudo uma questão de circunstância.

Quanto às declarações de Lula, que comparou o PSDB a nazistas, ele resgatou entrevista que o ex-presidente petista deu à Playboy em 1979 dizendo que tinha admiração pelo Hitler: “Vou chamar o Lula de nazista por isso? Ele é inconsequente, diz qualquer coisa”.

 Lula passou dez anos tentando destruir o que fiz. Neste momento, como a situação piorou, as pessoas abriram os ouvidos”, terminou.


Lei a entrevista  aqui 

















Vi na Folha deS. Paulo

22 de outubro de 2014

“Eu não levo desaforo para casa. Se alguém mente, eu tenho que responder”, diz Aécio Neves



Da Rádio Jornal

Senador participou de debate com Geraldo Freire em Junho. Foto: Luiza Falcão/Rádio Jornal
Senador participou de debate com Geraldo Freire em Junho. Foto: Luiza Falcão/Rádio Jornal
Nesta quarta-feira (22), o senador e candidato a Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, conversou com o comunicador da Rádio Jornal, Geraldo Freire, sobre a reta final da campanha eleitoral. O tucano reforçou a importância da parceria com o PSB e afirmou que faria o mesmo se Eduardo Campos estivesse vivo e fosse o candidato a disputar o segundo turno com a petista Dilma Rousseff.
Aécio Neves afirmou que a campanha que realiza é propositiva e que não realiza ataques à campanha adversária, apenas responde às críticas feitas a ele.



Esta semana, a campanha do tucano em Pernambuco se mobiliza em busca dos votos de indecisos. Nesta quarta-feira (22), haverá uma caminhada das mulheres, seguida do ato “vem pra rua”, organizado pela militância. Na quinta, caminhada “muda Brasil” é feita por partidários da Praça Maciel Pinheiro com destino à Praça Da Independência, no Centro do Recife. Já na sexta-feira, o comitê da Juventude pró-Aécio realiza um adesivaço, na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, nos Aflitos.
Veja algumas das frases destacadas na entrevista de Aécio a Geraldo Freire.
CAMPANHA POLÍTICA
“Estamos na reta final, confiantes. Agora é com eleitor, temos que aguardar a decisão dele.”
“Lula não está fazendo uma campanha de quem está tranquilo, quem está vitorioso. Respeito o Lula, mas faço campanha olhando para frente”
“Sou candidato para falar do futuro e quero ser lembrado como o presidente da república que mais fez pelo Nordeste”
REPASSE DE RECURSOS FEDERAIS
“O dinheiro das verbas não é deles (PT), é de todos e tem que ser liberado. Era o que dizia o Eduardo Campos”
PARCERIA COM O PSB
“Sem dúvida, se Eduardo estivesse vivo, estaríamos juntos. O Eduardo foi muito agredido pelo PT”
“Quero levar as experiências de Eduardo Campos para a área da segurança”
RELAÇÃO COM ADVERSÁRIOS
“Esses ataques do PT são típicos de quem não quer deixar o poder”
“A minha campanha é a campanha propositiva. De cada 22 comerciais do PT, 19 eram me atacando”
“Eu não levo desaforo para casa. Se alguém mente, fala da minha família, eu respondo. Eu tenho 30 anos de vida pública”
“A presidente Dilma dizia anos atrás que eu era um dos melhores governadores do país. Depois muda o discurso”
PROPOSTAS
“Vamos investir em infra-estrutura. No meu governo as obras serão concluídas”
“Nós vamos manter o Bolsa Família e fazer o Brasil crescer controlando a inflação”
FIAT EM GOIANA (PE)
“Sempre fui a favor da descentralização do polo industrial. Mas eu era governador de Minas Gerais. Essa discussão fica pequena porque parece que foi um favor”
>> Debate da Super Manhã
Em 18 de junho, Aécio Neves esteve em Pernambuco e convsersou com Geraldo Freire e os jornalistas Fernando Castilho e Gilvandro Filho. Foi a primeira entrevista após a oficialização da candidatura.

Uol

20 de outubro de 2014

Candidatos evitam "baixaria" e discutem propostas em penúltimo debate



Do UOL, em São Paulo 19/10/2014


A expectativa em relação aos ataques que Dilma e Aécio poderiam fazer um ao outro era grande, sobretudo depois do debate da última quinta-feira (16), realizado pelo UOL, SBT e Jovem Pan. Na ocasião, os dois trocaram ofensas pessoais e citaram supostos casos de nepotismo envolvendo parentes de ambos.

No debate deste domingo, o tom foi bem menos agressivo e o encontro foi marcado por uma vasta apresentação de dados estatísticos sobre inflação, crescimento econômico e criminalidade.

O primeiro bloco do debate, o mais longo, com quatro perguntas para cada lado, foi marcado pela discussão de três temas: segurança pública, economia e corrupção na Petrobras. O segundo e terceiro blocos foram marcados por questionamentos sobre o Bolsa-Família, o papel dos bancos públicos na economia e obras inacabadas.

Segurança pública
Aécio criticou a política de segurança pública do governo federal afirmando que ela teria "falhado" citando dados do Unicef de que, no Brasil, 24 jovens morrem por dia.
"Onde falhou o seu governo no enfrentamento da criminalidade e do avanço das drogas no Brasil?", indagou.

Dilma respondeu afirmando que a segurança pública não é responsabilidade do governo federal, mas que, mesmo assim, investiu R$ 17,7 bilhões no setor. A candidata voltou a afirmar que, se reeleita, tentará mudar a constituição e atribuir parte da responsabilidade pela segurança pública à esfera federal.

"Todo mundo sabe que o governo federal não tem a responsabilidade constitucional da segurança. Nós queremos ter esta responsabilidade. Tanto é assim, mesmo não tendo, gastamos do nosso orçamento R$ 17,7 bilhões", afirmou.

Dilma ressaltou ainda que a criminalidade em Minas Gerais aumentou entre 2002 e 2012 --Aécio foi governador entre 2003 e 2010-- enquanto os demais Estados da região Sudeste teriam observado queda nos índices.

"O mapa da violência demonstra que de 2002 a 2012, houve um crescimento de 52% nos homicídios em Minas Gerais, enquanto no Sudeste, como um todo, houve uma queda de 37% dos homicídios", afirmou.
conomia
O candidato do PSDB à Presidência criticou o ritmo de crescimento da economia brasileira e a taxa de inflação no país, e comparou os dados do Brasil aos de outros países latino-americanos.

"Por que isso não acontece em países vizinhos nossos? Cito o exemplo do Chile, que consegue crescer bem mais do que o Brasil controlando sua inflação. Onde está o erro, candidata?", indagou.

A candidata à reeleição, Dilma Rousseff respondeu destacando que o Brasil tem uma taxa de 5% de desemprego que, segundo ela, é o menor nível da história, e disse que a proposta tucana de levar a inflação para 3% elevaria o desemprego para 15%. "Para ter 3% de inflação, o senhor vai triplicar o desemprego, ele vai para 15%, e o senhor vai elevar a taxa de juros, como já fizeram antes, a 25%, porque esse é o receituário", disse Dilma.
Petrobras
A corrupção na Petrobras voltou à tona durante o debate. Aécio perguntou se Dilma confiava no tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, apontado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como um dos operadores do esquema de desvio de recursos da estatal.

"A senhora reconhece agora que houve desvios. Aquele que é denunciado, para recebimento dessa propina, o tesoureiro João Vacari Neto, continuará como presidente do partido e continuará também como membro do Conselho de Itaipu. A senhora confia nele, candidata?", perguntou Aécio.

Em sua resposta, Dilma devolveu a pergunta ao tucano. "O senhor confia em todos aqueles que segundo as mesmas fontes que acusam o Vaccari dizem que o seu partido, o presidente dele, que lamentavelmente está morto (Sérgio Guerra), recebeu recursos para acabar com a CPI? O senhor acredita, candidato?", questionou Dilma.

Na réplica, Aécio voltou ao ataque. "Porque se na Petrobras, onde ele não tinha, pelo menos qualquer acesso formal, 2/3 da propina segundo o delator, eram transferidas para ele, eu fico imaginando em Itaipu, onde ele tem um crachá, que assina documentos, que pode estar acontecendo lá", disse o tucano.

Bancos públicos
No segundo bloco, os bancos públicos ocuparam parte da pauta, com os candidatos confrontando dados que já haviam debatido em oportunidades anteriores.

Aécio acusou Dilma de fazer "terrorismo eleitoral" com os funcionários de Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Segundo Aécio, seu plano de governo não prevê demissões nem redução das funções dos bancos públicos. "Apenas não deixaremos que os bancos entrem na cota política do governo, a gestão será profissionalizada", disse o tucano.

A candidata do PT respondeu dizendo que quem faz "terrorismo eleitoral é o seu candidato a ministro da Fazenda (Armínio Fraga), que diz que os bancos públicos terão seu papel reduzido. Eu, se fosse funcionária de um desses bancos, iria ficar com três pulgas atrás da orelha com o senhor".

No último bloco, Dilma enfatizou as "conquistas" obtidas pelo país nos últimos anos. "Ninguém mais do que você que me escuta sabe o quanto foi difícil melhorar a vida da sua família. A vitória é sua, de mais ninguém. A vitória é sua", disse.

Aécio Neves voltou a dizer que é o candidato da mudança. "Eu sou candidato a presidência da República para mudar de verdade o Brasil, não apenas no slogan", disse.

Reta final
Este foi o terceiro debate entre Aécio e Dilma no segundo turno das eleições presidenciais. O primeiro foi realizado pela Band, no dia 14 de outubro, e foi marcado pela troca de ataques entre os adversários. O segundo pelo UOL, SBT e Jovem Pan, no dia 16 de outubro, em que o tom dos ataques aumentou.

O confronto derradeiro entre os concorrentes ocorrerá no dia 24, sexta-feira, na Globo.

Aécio e Dilma estão empatados tecnicamente nas intenções de voto segundo as últimas pesquisas do Datafolha e do Ibope, divulgadas no dia 15 de outubro. O tucano está com 51% dos votos válidos, contra 49% da petista.

18 de outubro de 2014

Sai novo manifesto em apoio a Aécio — desta vez, de ex-eleitores do PT

Manifesto em apoio ao tucano tem assinaturas coletadas com intelectuais e ativistas de esquerda que afirmam não se sentirem representados pelo PT

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, chega para o debate promovido pelo SBT, nesta quinta-feira (16), em São Paulo
O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, recebe apoio de ex-petistas (Felipe Cotrim/VEJA.com)
A mobilização virtual de eleitores tem ido muito além dos compartilhamentos de virais em redes sociais. Manifestos têm sido produzidos por grupos intelectuais como forma de defender candidaturas e ideias. No início da semana, 164 economistas se mobilizaram para explicar detalhadamente por que a crise internacional — principal argumento usado pela presidente Dilma para explicar o fracasso econômico — é, na verdade, uma falácia. Agora, 246 intelectuais e profissionais liberais também redigiram um texto de apoio ao tucano Aécio Neves. Aqueles que assinaram afirmam, inclusive, terem sido ativistas de esquerda e/ou eleitores de candidatos petistas. "Sempre respeitamos o PT, em cujos candidatos muitos de nós já votaram. Pensamos que o rico pluralismo da esquerda deve se combinar com a recusa a qualquer posicionamento inflexível, submisso a princípios abstratos ou comandos partidários. Não aceitamos que nenhum partido atue como se fosse o único representante coerente da esquerda ou da democracia", afirma o texto, cujo título é 'Esquerda Democrática com Aécio Neves'.

Os signatários da lista se dizem decepcionados com o PT, sobretudo após a campanha eleitoral deste ano, em que o partido dizimou a candidatura de Marina Silva à presidência. "A campanha petista no primeiro turno valeu-se de táticas e subterfúgios que desonram o bom debate. Caluniou, difamou e agrediu moralmente a candidatura de Marina Silva, sob o pretexto de que seria preciso fazer um 'aguerrido' confronto político. Atropelou regras procedimentais e parâmetros éticos preciosos para a esquerda e a democracia", afirmam os autores.
Segundo o texto, o tucano Aécio Neves poderá dar seguimento às políticas sociais dos últimos anos, além de ampliar os programas já existentes. "O capitalismo brasileiro se consolidou sob os governos do PSDB e do PT, tendo sido modelado pelas mesmas elites econômicas e pela predominância do capital financeiro. Agora, temos de avançar para um novo patamar de modernização e superar o padrão de liberalismo que presidiu àquela consolidação. Não dá para aceitar que os setores mais pobres da população sejam abandonados à própria sorte ou transformados em consumidores, em vez de cidadãos", dizem os autores.
Entre os que assinaram a lista estão o ator Marcos Palmeira, o economista José Eli da Veiga, da USP, o ex-presidente do IBGE, Sergio Besserman Vianna, e o cientista político Luiz Eduardo Soares, que foi secretário de Segurança Pública no governo Lula.
Manifesto petista — No seio do PT, também houve um manifesto. A militância conseguiu, com grande esforço, coletar uma lista de onze nomes encabeçada por Maria da Conceição Tavares, que adotou com desfaçatez o slogan da campanha petista "O Brasil não pode parar" para veicular um texto de apoio à candidatura de Dilma Rousseff. O documento, que mais parece uma peça publicitária escrita pelo marqueteiro João Santana, tamanho alinhamento retórico com o texto discursado por Dilma em sua campanha, afirma que as conquistas econômicas são mérito do atual governo e que a "crise" não pode servir de argumento "para um retorno às políticas econômicas do passado". Outros dois nomes que endossam o texto são Luiz Gonzaga Belluzzo e Nelson Barbosa. O primeiro é conselheiro econômico de Dilma. O segundo foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e tem operado junto ao PT para ser indicado ao cargo de Ministro , caso Dilma se reeleja.

Veja Abril

Evo Morales, reeleito na Bolívia com ajuda da Petrobras e do governo do PT, agradece a Chávez e Fidel

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Evo Morales, reeleito na Bolívia com ajuda da Petrobras e do governo do PT, agradece a Chávez e Fidel

O atual presidente da Bolívia, Evo Morales, conquistou nova vitória nas eleições presidenciais, e assumirá seu terceiro mandato consecutivo à frente do governo daquele país. Morales, de etnia indígena uru-aimará, recebeu 60% dos votos contra 25% do segundo colocado, o empresário Samuel Doria Medina, o mais votado entre os quatro adversários na eleição de domingo, de acordo com uma contagem rápida de estações de voto pela empresa de pesquisas Ipsos para rede de TV ATB. Em seu discurso de vitória, na varanda do palácio presidencial em La Paz, Morales dedicou a conquista ao cubano Fidel Castro e ao ex-presidente venezuelano Hugo Chávez. “É um triunfo dos anti-colonialistas e anti-imperialistas”, disse Morales. “Nós vamos continuar crescendo e vamos continuar o processo de libertação econômica”.
No seu discurso, Evo Morales não citou a ajuda recebida do governo brasileiro, sem a qual seu país viveria situação de penúria maior do que a que vive atualmente o povo boliviano. Apesar de a economia boliviana crescer a um ritmo de 5% ao ano, o país ainda é o mais pobre da América do Sul. Quase um em cada quatro bolivianos vivem com 2 dólares por dia, ou aproximadamente cinco reais, segundo o Banco Mundial. Não se sabe, por exemplo, se os programas sociais de Evo estão sendo abastecidos com os US$ 434 milhões pagos pela Petrobras ao país, em nome de indenização por uso do gás boliviano. De acordo com editorial do “Estadão”, o governo do PT cedeu às pressões de Evo Morales para o pagamento da indenização, com efeito retroativo, considerada “esdrúxula” por especialistas do setor energético.
“É nefasta a submissão do governo brasileiro às pressões da Bolívia. Pode-se compreender a tentativa de assegurar o fornecimento de gás para evitar o racionamento, mas não por meio de uma negociação nebulosa. Contratos bilaterais devem atender aos interesses das partes e basear-se em critérios técnicos. Reivindicar pagamento retroativo assemelha-se mais a uma extorsão. Em 2006, o Brasil aceitou um valor simbólico na expropriação de ativos da Petrobras pelo governo Morales, invocando razões diplomáticas. Hoje, não há diplomacia que justifique o saque no caixa da Petrobras”, diz o “Estadão” em seu editorial.
Recentemente, o governo Dilma editou medida provisória em que liberava R$ 60 milhões para contratar, sem licitação, uma estatal para prestar serviços de recuperação e transporte de equipamentos de geração de energia elétrica. Os equipamentos serão cedidos à Bolívia, em um programa de cooperação energética entre os dois países. O Palácio do Planalto alega que o governo de Evo Morales pediu ajuda ao Brasil para enfrentar o déficit energético do País, que enfrenta racionamento de eletricidade. A medida provisória não foi aprovada, mas o dinheiro foi liberado para atender a Bolívia.

Fonte

Baixaria prossegue: PT quer colocar mulheres contra Aécio

O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), concedem entrevista em São Paulo
O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) e a candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), concedem entrevista em São Paulo (Joel Silva/Folhapress)
As baixarias da campanha petista vão ser reforçadas na televisão: a equipe de marketing da presidente-candidata Dilma Rousseff vai exibir inserções com cortes em que o candidato tucano Aécio Neves aparece com o dedo em riste nos debates entre presidenciáveis – sobretudo em respostas a Dilma, Luciana Genro (PSOL) e Marina Silva. Os petistas, que passaram a fazer ataques ao caráter de Aécio, agora querem sugerir que o candidato é agressivo com as mulheres. O público-alvo dos vídeos é bem específico: mulheres das periferias das grandes cidades, geralmente mais vulneráveis à violência doméstica. A campanha de Dilma tenta conter o avanço do tucano nessas regiões. (Felipe Frazão, de Florianópolis)

Veja Abril

17 de outubro de 2014

Aécio e Marina têm primeiro encontro oficial em SP

 É a primeira vez que os dois se reúnem, no segundo turno, após o anúncio de Marina de apoio à candidatura de Aécio, que classificou o encontro como histórico para a política nacional



Marina e Aécio cumprimentam lideranças políticas na chegada à coletiva de imprensa
"Um encontro histórico para a política nacional". Com esta frase, o candidato do PSDB a presidente da República, Aécio Neves, classificou nesta sexta-feira, em entrevista à imprensa, em São Paulo, o encontro com a ex-ministra Marina Silva (PSB). De acordo com Aécio, Marina confirma nesta reunião de hoje adesão “a um projeto para o Brasil”. É a primeira vez que os dois se reúnem após Marina anunciar, no último domingo (12),  apoio à candidatura do tucano.

Na abertura da entrevista à imprensa, Aécio destacou também que o encontro é o exercício "da boa política e de postura ao desafio que temos pela frente".  O candidato enfatizou ainda que nesta disputa eleitoral “o que está em jogo é a nossa libertação desse modelo político que está aí”. Ele acrescentou ainda que “o Brasil quer uma mudança qualificada". Estavam presentes ao evento correligionários e apoiadores do PSDB, PSB, Rede e PPS, entre outros representantes de lideranças partidárias.

Debate de propostas

Aécio disse lamentar “profundamente o tom do debate “ dessa quinta-feira (16), do SBT/Alterosa. “Propus o debate de ideias. Mas essa não é a estratégia da outra campanha”, reclamou. O tucano aproveitou a deixa para propor à presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff  (PT) debater propostas para o país. “Não posso aceitar as calúnias que são feitas. Ninguém ganha eleição destruindo o outro”, dissse.

Cabelos de Marina

No evento com o candidato Aécio Neves, o novo visual de Marina Silva causou reações. Em vez do tradicional coque, ela apareceu com um rabo de cavalo, deixando à mostra seus cabelos cacheados. "Você está linda, Marina", "fica muito melhor de cabelo solto", foram os elogios que ela ouviu, sorridente, trajando uma blusa verde bandeira. 


Fonte

14 de outubro de 2014

Hangout com Caio Fabio, Olavo de Carvalho e Danilo Gentili






Documento do Vaticano defende mudança da Igreja em relação a gays



Homossexuais têm 'dons e qualidades a oferecer', diz texto.

Documento foi preparado após uma semana de discussões com 200 bispos.

Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13) (Foto: Gregorio Borgia/AP)Bispos em reunião matinal do sínodo da família, no Vaticano, nesta segunda-feira (13) (Foto: Gregorio Borgia/AP)
Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira (13) que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer” e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo.
O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar “um espaço fraternal” para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.


Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas.
A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem.
"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor”, afirma o documento, conhecido pelo nome latino de “relatio”.
“Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?”, indagou.
John Thavis, vaticanista e autor do bem-sucedido livro “Os Diários do Vaticano”, classificou o comunicado como “um terremoto” na atitude da Igreja em relação aos gays.
“O documento reflete claramente o desejo do papa Francisco de adotar uma abordagem pastoral mais clemente no tocante ao casamento e aos temas da família”, disse.
Vários participantes na reunião a portas fechadas afirmaram que a Igreja deveria amenizar sua linguagem condenatória em referência aos casais gays e evitar frases como “intrinsecamente desordenados” ao falar sobre os homossexuais.
Essa foi a frase usada pelo ex-papa Bento 16 em um documento escrito antes de sua eleição, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger e chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.


G1

13 de outubro de 2014

Silas Mafalaia chama Crivella de mentiroso e ataca Edir Macedo


Rô Moreira 

Analisando a pergunta e resposta entre Silas Malafaia e Marcelo Crivela.

O contexto da pergunta visa influenciar o voto dos evangélicos, e assim, fazer esse povo desistir de votar no candidato em questão. Silas diz: "como vocês considerarão  o povo, se vocês não consideram  nem mesmo os seus irmãos?" Vejo esta pergunta como uma controvérsia de Silas, como se o mesmo considerasse algum  irmão em Cristo com tantos ataques a irmãos que estão em evidência e  na política.

Bom, apesar de parte da pergunta ser bem verdadeira e coerente, mas no que tange a ser bispo licenciado, realmente isto não existe, muito embora eu achar isso menos grave. Pois o que mais me incomoda é ver esse candidato fazer da antiga obra de Deus sua plataforma política atual (A fazenda Canaã, na cidade de Irece, BA). Quanto aos canais de televisão, é prática das igrejas neopentecostais oferecerem valores muito além dos valores reais para retirar programas evangélicos do ar, por considerarem outras igrejas como concorrentes de suas intenções de arrecadações. Porém, o Pastor mais uma vez se mostra infeliz ao se dirigir com tanta rigorosidade a um candidato evangélico, foi assim com Marina Silva e agora, se mostrando como sempre arrogante, com o candidato Marcelo Crivela. E por incrível que parça é sempre complacente com candidatos considerados "ímpios", como foi com o ex. governador Sergio Cabral, o atual prefeito Eduardo Paes e o candidato derrotado ao governo do estado Lindiberg Farias, e até, com o presidenciável Aécio Neves. As atitudes do pastor Silas Malafaia demonstram que o mesmo se sente como a voz do povo evangélico no Brasil, uma espécie da "Papa", algo muito longe de ser uma realidade. E quanto a perda do seu horário semanal para a igreja Universal parece lhe incomodar até a presente data, mas isso não pode ser motivo para apequenar um debate tão importante para o povo carioca como é o debate dos candidatos ao governo do Estado. Já a resposta do candidato Crivela foi a altura ou profundidade da pergunta, logo de início mostrou a que veio o Pastor, o mesmo é quase um cabo eleitoral do candidato Pezão e ao mesmo tempo disse que sua trajetória política anda em paralelo a igreja, ou seja: continua bispo atuante, pois prega e visita igrejas como autoridade da Universal. Oras, bolas... Um vive a defender os seus interesses particulares dizendo que são da igreja, o outro vai na contramão da igreja, mas não larga osso para se favorecer dela.

12 de outubro de 2014

Ministro determina imediata suspensão de vídeo de Silas Malafaia contra Dilma

 Pastor faz montagem com imagens do discurso da presidente na ONU e de ações de grupos terroristas
 
BRASÍLIA - O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu liminar determinando a retirada imediata da internet de vídeo do pastor Silas Malafaia. O ministro atendeu pedido da coligação que apoia a presidente Dilma Rousseff contra Malafaia e o a Google Brasil Internet Ltda. Na representação, a defesa de Dilma acusa o vídeo de fazer propaganda supostamente ilegal, de abuso do direito de liberdade e ofensa a diretos fundamentais. O ministro ainda analisará a representação para emitir uma decisão final.
Segundo a representação “o Sr. Silas Malafaia, no vídeo, sugere que a Presidente da República, Sra. Dilma Vana Rousseff, estaria a apoiar ações de grupos armados terroristas voltados ao assassinato de cristãos.” Os advogados de Dilma afirmam ainda que, “fazendo alusão à candidata Representante, o vídeo exibe uma montagem que contém cenas cruéis e degradantes, o que teria sido reconhecido pelo próprio Sr. Silas Malafaia” e sustentam também a finalidade eleitoral do conteúdo veiculado. O vídeo se refere a fala por Dilma, na véspera da assembleia geral da ONU, no último dia 24, em que condenou o ataque dos EUA ao Estado Islâmico, na Síria.
Ao conceder a liminar, o ministro concorda que há conotação eleitoral no caso, uma vez que o vídeo veicula discurso da candidata Dilma e explora sua imagem. “O País está a praticamente 48 horas das eleições, e esse tipo de veiculação na rede mundial de computadores tem nítido viés de propaganda eleitoral”, justificou o ministro na decisão. Segundo Herman, houve “excesso por parte do Sr. Silas Malafaia, uma vez que não se tem conhecimento algum de que a candidata Dilma Rousseff apoie qualquer grupo terrorista”.
O ministro afirmou ainda em seu voto: “O discurso da Presidenta na sede da ONU em 2012, ao contrário de referendar atos de terror, orientou-se no sentido de repudiar a ‘escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais’. Ou seja, de uma maneira ou de outra, Sua Excelência se manifestava de forma contrária a qualquer forma de violência. Por isso, não pode agora ter contra si a utilização de seu pronunciamento em sentido nitidamente inverso”.
Para o ministro do TSE, “ao utilizar de tal fala para a vincular, no ‘período eleitoral crítico’, a suposto apoio a grupos islâmicos terroristas, que infelizmente praticam verdadeiros de guerra ‘em nome da fé’, o Sr. Silas Malafaia degrada a imagem da Sra. Dilma Vana Rousseff, bem como incita, direta ou indiretamente, animosidade entre grupos que professam religiões ou crenças diversas (na hipótese, cristianismo x islamismo).”
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O ministro Herman Benjamim sustentou ainda que há grande distância entre o uso informativo, para fins eleitorais, de falas e discursos de pessoas – o que é legítimo, e a distorção ou a infidelidade proposital às palavras e ao pensamento de que se ataca, o que considera ilegítimo e ilegal.
“As palavras do Sr. Silas Malafaia – especialmente quando relata a tragédia por que passam milhares de cristãos mundo afora, retirados à força de suas casas, impedidos de professar a sua fé ou condenados à morte por apostasia, confrontados com a destruição de igrejas e assassinato de sacerdotes e pastores – isoladamente se inserem no âmbito da liberdade de expressão e, paralelamente, de culto”, acrescentou o ministro do TSE.
Segundo o ministro, a lei eleitoral veda propaganda que termine por degradar, caluniar, difamar ou injuriar qualquer candidato e também proíbe propaganda de guerra. “E no vídeo há veiculação de imagens violentíssimas de verdadeiros atos de guerra praticados por supostos grupos extremistas”, ressaltou.



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Marina Silva anuncia apoio à candidatura de Aécio Neves Candidata do PSB, derrotada no primeiro turno, nega que tucano tenha lançado documento apenas para ter seu apoio



SÃO PAULO - Candidata derrotada no primeiro turno da corrida presidencial, Marina Silva (PSB) anunciou na manhã deste domingo apoio ao tucano Aécio Neves. O anúncio já era esperado e foi feito em São Paulo. A definição do apoio se deu depois de Aécio divulgar, no sábado, uma carta na qual se compromete com a incorporação em seu programa de governo tópicos que envolvem reforma agrária, questões indígenas e ambientalismo, consideradas cruciais por Marina.
— Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito que é melhor para o Brasil — disse, ao lado de seu vice Beto Albuquerque, citando os tópicos do documento de Aécio alinhadas às suas ideias para justificar o apoio. — Declaro meu voto e meu apoio à sua candidatura. Faço essa declaração como cidadã brasileira — completou, descartando que o anúncio é “acordo ou aliança para governar”.
Já quando saiu o resultado do primeiro turno, Marina sinalizou que anunciaria apoio Aécio, desde que ele se comprometesse com propostas defendidas por ela nas áreas social e de sustentabilidade. Na carta apresentada neste sábado, o tucano faz referência à candidata que se lançou pelo PSB ao dizer que “é natural que contemos, nesta etapa, com as sugestões dos que, comprometidos com a mudança, se lançaram à campanha e, mesmo não obtendo votos suficientes para chegar ao segundo turno, contribuíram com suas ideias, propostas e debates para melhorar a qualidade de nossa democracia”.
Uma das bandeiras do PSDB, a redução da maioridade penal para 16 anos em caso de reincidência por crimes considerados graves, chegou a ser citada como um entrave para a oficialização do acordo, já que a Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentou criar ano passado, é contra a proposta. Na sexta-feira, aliados de Marina já haviam mostrado que poderiam flexibilizar essa exigência.
A carta-compromisso do tucano caminha no sentindo de um meio-termo, ao propor que a sociedade seja convocada para “debater e encontrar soluções generosas para nossa juventude”. Diz o texto: “podemos, juntos, evitar que os problemas relacionados aos jovens sejam encarados apenas sob a ótica da punição. Essa seria uma forma injusta de penalizá-los, nas ponta do processo, por erros e omissões que são de todos nós”.
Fontes próximas a Marina, que esteve reunida com seu grupo político, a Rede Sustentabilidade, afirmaram que a ex-ministra considerou "satisfatório" o gesto de Aécio de divulgar um documento no qual assume compromissos da plataforma da Rede, condição imposta por Marina para apoiá-lo no segundo turno.
O coordenador-geral da campanha de Marina, Walter Feldman, considerou o documento de Aécio um "avanço".
Um dos pontos mais importantes, segundo o deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ), é o que trata da demarcação de terras indígenas. No texto divulgado hoje, Aécio diz que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) "tem sido negligente" e afirma que vai se posicionar pela manutenção da prerrogativa do Poder Executivo de demarcar as terras indígenas, o que já é assegurado pela Constituição Federal.

Outros pontos considerados essenciais para Marina foram a manutenção da política social e o avanço na política de sustentabilidade.
Embora Marina tenha se posicionado firmemente contra a redução da maioridade penal, hoje seus aliados afirmavam que esse ponto não era inegociável.
- Não vejo divergências reais em torno dessa questão - disse Sirkis.
No texto, Aécio não diz se, em um eventual governo, vai reduzir ou garantir a maioridade a partir dos 18 anos, mas fala que vai "convocar a sociedade brasileira a debater soluções generosas" para a juventude e "evitar que os problemas sejam encarados apenas sob a ótica da punição".


ADESÃO A AÉCIO DIVIDE POLÍTICOS DA REDE
Políticos ligados à Rede passaram a última semana debatendo se oferecer apoio a um candidato à Presidência no segundo turno está dentro do programa do grupo, que tenta combater a polarização entre PT e PSDB. Algumas pessoas dentro do partido acham que seria melhor manter a neutralidade, segundo interlocutores.
-A Rede é uma proposta de nova política, mas o segundo turno leva necessariamente a uma polarização. Tentamos ser uma terceira via a essa polarização; não deu certo. E como o partido fica neste segundo turno? — disse Feldman, após reunião no apartamento de Marina em São Paulo.
Segundo Feldman, apesar das opiniões divergentes, a possibilidade de apoiar Aécio não provocou crise dentro do partido:
- Não há crise. Alguns acham que deve continuar batalhando a despolarização e não participar (do segundo turno). Outros acham que, dada a dramaticidade da desconstrução democrática e do retrocesso ambiental, social e econômico do governo Dilma, você não tem muita escolha a não ser tomar uma opção.

Em 2010, quando disputou a eleição presidencial pelo PV, Marina não anunciou apoio a nenhum dos dois candidatos que disputavam o segundo turno: Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Ao lado de outros políticos próximos a Marina, Feldman passou a tarde discutindo com a ex-ministra como seria o pronunciamento programado para a manhã de hoje. Dizendo que não poderia falar em nome de todos, o ex-deputado afirmou que os compromissos assumidos pelo tucano são “substanciais”:
- Não dá para se imaginar que o programa do Aécio seja o mesmo que o da Marina ou da Rede, mas, na minha avaliação, é uma carta-compromisso de forte cunho social. Foram garantidas questões da democracia, da sustentabilidade e dos programas sociais. Me parece bastante relevante.

Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem sobre Dilma, mostra pesquisa Istoé/Sensus


Primeiro levantamento após divulgação de áudios da Petrobrás mostra que escândalo atingiu em cheio campanha da petistaMário Simas Filho
Primeira pesquisa ISTOÉ\Sensus realizada depois do primeiro turno da sucessão presidencial mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff com 41,2%. Uma diferença de 17,6 pontos percentuais. O levantamento feito entre a quarta-feira 7 e o sábado 10 é o primeiro a captar parte dos efeitos provocados pelas revelações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o detalhamento do esquema de corrupção na estatal. “Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. “O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma, torna praticamente impossível a reeleição da presidenta”, diz Guedes. A pesquisa também capta, segundo o diretor do Sensus, os apoios políticos que Aécio recebeu durante a semana, entre eles o do PSB, PV e PPS.
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As 2000 entrevistas feitas em 24 Estados e 136 municípios mostra que houve uma migração do eleitorado à candidatura tucana mais rápida do que as manifestações oficiais dos líderes políticos. No levantamento sobre o total dos votos, Aécio soma 52,4%, Dilma 36,7% e os indecisos, brancos e nulos são 11%, tudo com margem de erro de 2,2% e índice de confiança de 95%. Nos votos espontâneos, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, Aécio soma 52,1%, Dilma fica 35,4% e os indecisos são 12,6%. “A analise de todos esses dados permite afirmar que onda a favor de Aécio detectada nas duas semanas que antecederam o primeiro turno continua muito forte”, diz Guedes. O tucano, segundo a pesquisa ISTOÉ\Sensus, vence em todas as regiões do País, menos no Nordeste. No PSDB, a espectativa é a de que a diferença a favor de Dilma no Nordeste caia nas próximas pesquisas, principalmente em Pernambuco, na Bahia e no Ceará. Em Pernambuco devido o engajamento da família de Eduardo Campos na campanha, oficializado na manhã do sábado 10. Na Bahia em função da presença mais forte do prefeito de Salvador, ACM Neto, no palanque tucano. E, no Ceará, com a participação do senador eleito Tasso Jereissati.
Além da vantagem regional, Aécio, de acordo com o levantamento, supera Dilma em todas as categorias socioeconômicas, o que, segudo a análise de Guedes, indica que a estratégia petista de apostar na divisão do País entre pobres e ricos não tem dado resultado.

PESQUISA ISTOÉ|Sensus
Realização – Sensus
Registro na Justiça Eleitoral – BR-01076/2014
Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 Estados e 136 municípios do País
Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
Campo – de 07 a 10 de Outubro de 2014
Margem de erro - +/- 2,2%
Confiança – 95%
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