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25 de maio de 2015

Presos tomam chá alucinógeno em projeto social polêmico em Rondônia

Instituição oferece massagens, banhos de lama e meditação a detentos. 

Para algumas famílias de vítimas, eles não deveriam ter esse direito.


Uma folha misturada a um cipó, em uma noite de lua nova. É assim que se prepara um chá alucinógeno, descoberto pelos índios, e usado até hoje em rituais religiosos: o Daime.
Em Rondônia, no Norte do Brasil, uma instituição de ajuda a presidiários começou a oferecer o Daime a presos do regime fechado. E também massagens, banhos de lama, meditação. Esta experiência radical, e polêmica, é o tema da reportagem especial do Fantástico.
Eles são presos, mas não estão presos. Frequentam uma instituição de ajuda a condenados. Trabalham com ferramentas potencialmente perigosas. Passam o dia e alguns até dormem na instituição. Para esses, à noite, não existem guardas, só câmeras. A chave fica com eles mesmos. “A única forma de vigilância é através da nossa própria consciência “, afirma um detento.
Em Porto Velho, a capital de Rondônia, em um bairro onde existem nada menos que oito presídios. Nele fica também uma organização não-governamental chamada Acuda, uma ONG que há 15 anos oferece terapias alternativas para presos do regime fechado: assassinos, traficantes, estupradores, pedófilos. Um trabalho tão fora do comum que chamou a atenção até de um dos jornais mais importantes do mundo, o New York Times.
“Muitos perguntam assim: por que vocês não fizeram com idosos? Com idosos já tem muito. Por que não fizeram com criança? Porque já tem bastante gente fazendo com criança. E por que com detentos? Porque com detentos ninguém quer fazer”, afirma o diretor-geral da ONG Acuda, Rogério Araújo.
As práticas da Acuda juntam elementos do espiritismo, da filosofia hippie e da chamada cultura da Nova Era. “Nós acreditamos na recuperação de todo mundo”, conta diretor-geral da ONG Acuda.
Quem passa o dia no local são cerca de 100 presos, os 13 que moram na Acuda, mais os outros que vêm de três cadeias da região e voltam no final da tarde. Para começar, meditação, ao som da Sinfonia Heroica, de Beethoven. Depois, massagem ayurvédica, uma modalidade indiana feita com óleos. Um preso aplica no outro, e depois recebe.
E mais: a terapia do cone chinês, para purificar os ouvidos e as vias respiratórias.Também o Reiki, que os praticantes acreditam ser uma cura pelas mãos. E, no fim do dia. De todas as terapias alternativas que acontecem, a mais alternativa é o banho de lama. A ideia é que as coisas ruins saiam pelos poros.
Durante o dia, os agentes montam guarda do lado de fora da ONG, porque presos muito perigosos participam das atividades, como Marco Antônio Chaves. Em março do ano passado, ele foi condenado a 24 anos pelo estupro e morte da estudante de jornalismo Naiara Karine, em 2013. Foi um caso de enorme repercussão em Rondônia. “Não queria dar entrevista não. Não gosto de falar disso não”, diz Marco Antônio Chaves.
Ele frequenta a ONG há oito meses. Fez o pedido para direção da cadeia, que o recomendou aos coordenadores da Acuda. “Todo mundo tem direito a uma segunda chance”, diz Marco Antônio Chaves.
O Fantástico procurou Dona Linara, a mãe da vítima.

Fantástico: O que a senhora acha disso?
Linara da Costa Freitas, mãe de Naiara: Eu acho ridículo. Acho que isso não está certo. Até hoje ninguém veio nos dizer: vocês querem um apoio, vocês tão precisando de um psicólogo? Alguma coisa assim, nesse sentido. E ele, um ano de condenação já tem esses benefícios aí. Não acho certo isso.
Marco e os outros presos, que vão e voltam da cadeia, participam de todas as atividades, menos uma. Uma iniciativa mais recente, que incluiu entre as terapias um chá alucinógeno: o Daime. Todos os presos que moram na Acuda mais alguns do regime semiaberto passaram a tomar a bebida. Para quê? “Eles têm conseguido observar o mal que se fizeram, que fizeram em suas vítimas e que provocaram na sociedade”, explica o diretor-geral da ONG Acuda, Rogério Araújo.
As alucinações do Daime são causadas por uma substância de uma folha, a chacrona. O Fantástico acompanhou a preparação do chá no sítio no interior de Rondônia feita por um grupo independente da ONG. A planta é colhida com reverência e muito cuidado. As folhas são colocadas em um caldeirão. Mas elas, sozinhas, não funcionam. Como explica o cientista da USP.
Fantástico: Tem uma substancia que está na folha. Se você tomar diretamente.
Jaime Hallak: Ela não vai fazer efeito.  
A nossa digestão destrói muito rapidamente o componente ativo da folha. Por isso, para mistura funcionar, é preciso mais um ingrediente. “Você precisa do cipó para poder absorver. Por isso que eles fazem esse chá”, explica o psiquiatra Jaime Hallak.
O cipó é conhecido por Mariri ou Jagube. Depois de retirado da floresta, é lavado, cortado em tiras e posto para ferver com água e as folhas da chacrona.
A preparação acontece quatro vezes por ano. Sempre na Lua nova, sempre durante a noite. “Isso existe há milhares de anos. Os índios que perceberam isso. Você não sabe exatamente como começou”, conta Jaime Hallak.
Na língua dos índios da Cordilheira dos Andes, o Daime é chamado de ayahuasca, o cipó dos espíritos. “Ela tem uma ação que dura cerca de 40 a 50 minutos. O quadro alucinatório. Depois vem uma sensação de bem estar, um sentimento de tranquilidade, de que as coisas fazem sentido, muito bom”, afirma Jaime Hallak.
O chá aumenta a atividade em regiões muito específicas do cérebro, os pontos vermelhos que você vê no vídeo. “São áreas relacionadas à depressão.  O sujeito que está com isso funcionando pouco, ele tem pouca iniciativa”, explica Jaime Hallak.
O grupo da USP faz estudos, ainda iniciais, sobre o uso da ayahuasca como antidepressivo. E uma nova pesquisa, junto com a Federal do Rio Grande do Norte, avalia efeitos também contra a ansiedade. “Todos aqueles que não melhoravam com o antidepressivo anteriormente, passaram a melhorar”, conta Jaime Hallak.  
Muito longe dos laboratórios, mas também em busca de paz interior, os presidiários de Rondônia se preparam para viajar. O grupo vai até um sítio onde a ayahuasca, já preparada, espera por eles. Fica em Ji-Paraná, a 360 quilômetros de Porto Velho.
Em uma manhã de sábado, vão os 13 condenados que são do regime fechado, mas moram na ONG Acuda. Outros presos se unem ao grupo. Eles não moram dentro da instituição. Estão presos em regime semiaberto, mas também vão tomar o chá. Eles saem em vários carros. Eles vão sem nenhum tipo de escolta. Só os presos, a psicóloga e os diretores da ONG.
Para participar da viagem só com autorização do juiz corregedor dos presídios. Ele tem fama de linha dura, mas apoia a iniciativa. “Nós somos tão carentes de métodos de ressocialização, que a gente tem que correr esse risco”, afirma Renato Bonifácio de Melo Dias, juiz corregedor dos presídios.
Nos dois anos em que o juiz está no cargo, houve uma fuga no grupo que toma Daime, e o homem foi recapturado no dia seguinte. “Só que pessoas que estão sob grades, que estão dentro de muros, dentro de cadeias, fogem muito mais do que aquelas pessoas que estavam sem essa vigilância”, afirma o juiz.
Depois de quase cinco horas de viagem, o grupo de presos finalmente chega à chácara Divina Luz. Falta pouco para começar a cerimônia do Daime. Alzimar é um dos participantes.
Fantástico: Sua pena total de quanto tempo é, Alzimar?
Alzimar Dantas Coelho, presidiário: Minha pena total é 34 anos.
Fantástico: Quantas pessoas você matou?
Alzimar: Dois, um duplo homicídio.
Foi por uma dívida de R$ 50. As duas vítimas eram menores de idade. “São vidas, né? Duas vidas que eu tirei. Me sinto muito culpado por isso e pretendo não fazer mais isso”, conta Alzimar. 
Alzimar e os outros condenados têm as portas abertas na chácara do Daime, segundo o dirigente da religião.
“Eu parto do princípio do cristianismo universalista em que Jesus aceitou os gentios e ele veio para os criminosos. Então, se eu sou cristão e digo que sou cristão, eu tenho que exercer essa tarefa. Apenado é para mim uma condição temporária. Ele é apenado hoje e amanhã pode ser livre”, afirma Edílson Fernandes da Silva, dirigente da religião.
Na área coberta, cerca de 150 pessoas. Entre elas médicos, autoridades do judiciário, policiais, boa parte da elite de Ji-Paraná. Todo mundo de branco como é regra no Daime. No meio disso, os presos. Todos vão tomar o chá alucinógeno, que no Brasil é legal, se usado em rituais religiosos.
Um momento chave da cerimônia é quando o dirigente da religião faz a distribuição do Daime para as pessoas. E entre os que estão na fila, está o pessoal que está preso. As orações são repetidas como mantras. Só a equipe do Fantástico não tomou a ayahuasca. Todos os outros estão em transe.
Algumas cadeiras ficam vazias porque as pessoas saem para vomitar, um efeito colateral comum do Daime. São horas e horas de orações, cânticos e mais orações.
Os cânticos e as orações vão se sucedendo, o tempo vai passando, e o Daime faz cada vez mais efeito e nota-se que a maioria das pessoas está de olhos fechados. Elas dizem que dessa maneira, de olhos fechados, as alucinações ficam mais intensas.
Depois, uma segunda dose do chá. Mais um longo período de cânticos. Uma terceira dose. E, finalmente, a dança, quando a religião do Daime encontra a umbanda. A festa vara a madrugada.
Fantástico: Alzimar, falamos com você antes e agora está acabando, quase cinco horas depois. Como é que foi hoje para você?
Alzimar: Foi bom. Foi bom.
Fim da experiência. Já é manhã de domingo. Os presos se preparam para voltar, em um clima de leveza e tranquilidade. Mas para algumas famílias de vítimas, eles não deveriam ter esse direito.
Dona Lucimar e Dona Clélia são as mães dos jovens assassinados por um dos presos, o Alzimar. “Eu acho errado, porque ele era para estar no fechado, no fechado mesmo. Porque, olha, ele não matou dois cachorros, não. Duas pessoas de menor. Na maior crueldade do mundo”, afirma Lucimar Alvez de Carvalho, mãe de vítima.
“Ele tinha que pagar pelo que ele fez. Isso nunca que eu vou concordar. Não acho certo, não. Leva boa vida. Quer dizer, aqueles que morreu, foi, mas agora ele que está vivo fica aí na vida boa”, diz Clélia Maria dos Santos, mãe de uma das vítimas.
“A gente já sabe que muitos vão nos bater: vocês estão passando a mão na cabeça de bandido. Por que vocês não cuidam das vítimas? Não estamos aqui para fazer apologia ao crime. Não estamos aqui para defender criminosos. Querendo ou não essas pessoas vão voltar para sociedade. E aí a grande pergunta é: nós queremos que elas voltem como?”, questiona diretor-geral da ONG Acuda, Rogério Araújo.
O comboio sem escolta toma o rumo de volta a Porto Velho. No dia seguinte, logo cedo, meditação. Vai começar tudo de novo.

G 1

24 de maio de 2015

Senador Magno Malta contesta críticas do ex-presidente Lula contra Evangélicos...

Realmente os evangélicos culpam o diabo, e o PT   sempre culpa alguém ou seja, o "Eles" (PSDB, Igreja, crise Mundial, elite branca, militares os de olhos azuis e etc...)




Para jornal mexicano, Dilma diz que não tem medo de impeachment

dilma

Presidente afirma que Petrobras ‘é a pátria com as mãos sujas de óleo’ e troca as cores da bandeira do México
por Maria Lima. O Globo
Em uma longa entrevista concedida ao jornal mexicano “La Jornada”, a presidente Dilma Rousseff falou sobre as manifestações recentes contra o seu governo e pelo impeachment. Na entrevista publicada neste domingo, na véspera de sua primeira visita de chefe de estado ao México, Dilma diz não temer enfrentar um processo de impedimento, que na sua opinião não tem base real. Ela disse que essas ameaças foram recorrentes nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, o impeachment está institucionalizado no Brasil e tem um caráter muito mais de luta política.
— Ou seja, é muito mais esgrimido como uma arma política, não é? Uma espécie de espada política, mistura de espada e de drama que querem impor ao Brasil. Agora, a mim não atemorizam com isso. Eu não tenho temor disso, eu respondo pelos meus atos. E eu tenho clareza dos meus atos — garantiu a presidente.
O jornalista do “La Jornada” quis saber se as iniciativas eram uma atitude de direita muito radical, “que não era vista há tempos no Brasil”. Dilma respondeu que, de uma certa forma, todos os presidentes no Brasil passaram por esse processo, sem sofrer o impedimento.
— Collor foi tirado. O Itamar eu não lembro (se houve pressão pelo impeachment), acho que não. Mas eu estou te falando dos últimos tempos. Vira e mexe tem essa… — disse Dilma, repetindo que “era praxe”.
Na abertura da entrevista publicada, o jornal cita que Dilma e Lula se reuniram na sexta-feira “presumivelmente para abordar a situação política conturbada”. E aborda a diplomacia independente de Washington e focada para a América Latina.
— Brasil estava de costas para os seus vizinhos e para o seu continente e achava que tanto a Europa como os Estados Unidos era o que nós devíamos nos relacionar. Não que não devamos, pelo contrário, devemos. Mas nós temos um compromisso — e eu acho que isso mudou a política externa do Brasil —, nós temos um compromisso com a América Latina e com a África — disse Dilma, acrescentando que sua ida ao México abre um novo capítulo nesta relação.
— Eu acredito que essa relação é uma relação especial. Eu sei de todas as histórias da relação do México com os Estados Unidos, que na Revolução de 1910 diziam: “Ah, pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos”.
O jornalista mexicano insistiu sobre um eventual interesse do governo brasileiro numa parceria das petroleiras Petrobras e Pemex, mas lembrou que o marco regulatório brasileiro é muito rígido. Dilma reafirmou a intenção de manter as regras de partilha, mas disse que há sim um grande interesse na vinda da Pemex.
— Mas não tenha dúvida (que há interesse). E acredito que para a Pemex é bom, porque a Petrobras detém a tecnologia de exploração em águas profundas. Mas sem dúvida, não tenha dúvida disso. Nós veríamos com imensa simpatia. Afinal de contas, a Pemex é uma das maiores national oil companies do mundo. A Pemex é uma empresa absolutamente conceituada, por trás dela está o povo do México. Nós achamos perfeitamente possível que a Petrobras mantenha a sua importância, o Brasil mantenha a sua soberania e eles, ao mesmo tempo, participem — disse Dilma, que prosseguiu:
— Então, a Petrobras é uma empresa… é uma S/A, com todas as características da S/A. Agora, obviamente a gente reconhece na Petrobras um papel estratégico no Brasil. Ela, hoje, tem uma coisa que ninguém tira dela, nem competição nenhuma, pode vir quem quiser: nós conhecemos a bacia sedimentar continental brasileira como poucos conhecem — completou Dilma.
Logo após falar sobre as petroleiras, Dilma confundiu as cores da bandeira do México e da seleção de futebol mexicana. A presidente lembrou que, quando se referia à Seleção Brasileira, o dramaturgo Nélson Rodrigues dizia que a Seleção Brasileira era a pátria de chuteiras.
— Dizia que era a pátria verde e amarela de chuteiras, Lá, no México, a Seleção Mexicana é a pátria azul, branca e verde…
— Não, a camisa é verde, a camisa da seleção. Sim, é verde — corrigiu o jornalista do.
— Então, eu sempre disse o seguinte: se a Seleção Brasileira é a pátria de chuteiras, a Petrobras é a pátria com as mãos sujas de óleo — prosseguiu Dilma.
— Ah, isso é muito bom, Presidente, é uma frase muito boa — disse o jornalista do “La Jornada”.
— E vocês têm também a pátria suja de óleo lá, a mão suja de óleo — prosseguiu Dilma.

22 de maio de 2015

Pr. Silas Malafaia Responde a Ironia de Lula Contra Pastores “Jesus liberta da cachaça”




Na quarta-feira, em um encontro com sindicalistas, Lula ironizou os pastores evangélicos dizendo que, para eles, se “você está desempregado, é o diabo, está doente é o diabo”. Silas Malafaia, como já era de se esperar, nem esperou muito para rebater as críticas do ex-presidente às lideranças evangélicas.
Malafaia acaba de publicar um vídeo em que diz que o mensalão, o petrolão, a roubalheira na refinaria de Pasadena e outros desvios “escondidos”, além do “estelionato eleitoral”, não são culpa do diabo, e sim do PT. O líder da Assembleia de Deus diz que só a mentira vem do demônio, pede que Lula “pare de mentir” e assuma que “sabia de toda a roubalheira do seu partido”.
Antes do “Deus abençoe a todos” final, Malafaia dá outro conselho ao ex-presidente:
- Lula, você vai entender. Você sabia que Jesus liberta da cachaça?
Por Lauro Jardim

Por que Youssef assinou o atestado de óbito de José Janene?


Morte do ex-parlamentar é cercada de fatos suspeitos que serão investigados após a viúva dizer que não tem certeza se Janene está morto



A morte do deputado José Janene (PP), em 2010, vem provocando tumulto na CPI da Petrobras. Após a viúva do ex-parlamentar dizer que tem dúvidas sobre a morte do marido e o presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), dizer que pedirá a exumação do cadáver, um novo fato aumenta a suspeita sobre o caso. O nome que consta como declarante na certidão de óbito de Janene é o do doleiro Alberto Youssef e não o de um familiar, como é comum.
egundo uma reportagem da Folha, a informação de que o ex-deputado poderia estar vivo teria partido de sua viúva, Stael Fernanda, que teria dito que o caixão chegou lacrado e ninguém viu o corpo do marido. Horas depois do anúncio do pedido de exumação, Fernanda mudou o tom e disse que a proposta era “desrespeitosa” e “absurda”.
De acordo com a filha do falecido deputado, Danielle Janene, o doleiro é amigo da família de longa data e participou do reconhecimento do cadáver, ficando responsável pelos trâmites burocráticos. Danielle afirmou também que o velório foi feito com o caixão aberto e que os membros da CPI querem apenas “cinco minutos de fama”.
José Janene seria julgado pelo mensalão em 2012, mas morreu dois anos antes. De acordo com a delação premiada de Alberto Youssef, o ex-parlamentar também era um dos envolvidos nos casos de corrupção da Petrobras.
Amizade de longa data
Segundo informações de Stael Fernanda, Youssef passou a frequentar a casa da família Janene ainda em 2004 e foi convidado para ser padrinho do filho mais novo do casal. Fernanda disse não ter certeza de quando os dois iniciaram os “negócios”.
Um ex-funcionário do falecido deputado afirmou que os dois já se conheciam em 1996. No ano de 2003, um cheque de R$ 150 mil, no nome de Janene, foi encontrado na casa do doleiro, quando ele foi preso por envolvimento no caso do Banestado.



21 de maio de 2015

Lula zomba dos evangélicos diante do fracasso do PT

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu completamente 
a noção de limite. Durante uma palestra a sindicalistas na noite
 desta quarta-feira (20), em um hotel no centro de São Paulo, 
ele ironizou em tom de deboche os pastores evangélicos por 
culparem o diabo quando algo está errado.
Ao tentar justificar os erros do governo petista o ex-presidente
 explicou aos sindicalistas que nas ocasiões em que não é possível 
atender às reivindicações da categoria a melhor saída é colocar a
 culpa no governo, passando a ofender os evangélicos.

“Os pastores evangélicos jogam a culpa em cima do diabo.
 Acho fantástico isso. Você está desempregado é o diabo, está 
doente é o diabo, tomou um tombo é o diabo, roubaram o seu 
carro é o diabo”, disparou Lula.

“ Os pastores mete o pau na gente, mas os fiéis deles votam 
na gente, nem na bíblia a gente acredita e eles vota em nóis. 
Tudo por causa de um grão de arroz na mesa ”

Como a plateia foi receptiva ao tom de intolerância promovido
 pelo ex-presidente, Lula passou a debochar dos dízimos entregue
 as igrejas. “E a solução também está ali. É Deus. Pague o seu dízimo
 que Jesus te salvará”, disse em tom eloquente, imitando uma pregação religiosa.

Lula aconselhou os dirigentes sindicalistas a assimilar os métodos
 dos pastores, sugerindo que a culpa pela crise é do diabo. 
O ex-presidente usou os evangélicos para tentar aliviar o clima 
de tensão do ambiente, pois os sindicalistas estão pessimistas
 com os rumos do governo Dilma.

Os que participaram do Seminário Nacional de Estratégia promovido
pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
 (Contraf) ficaram empolgados com as piadas de Lula sobre os
 evangélicos.

A ironia de Lula se dá justamente em um momento em que líderes
 evangélicos conquistam espaço na Câmara dos Deputados presidida
 pelo evangélico Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Cunha tem pautado
 grandes derrotas para o governo Dilma com o apoio da bancada 
religiosa no Congresso.

Fonte SBT e MSN 

Delegado Eder Mauro humilha Jean Wyllys e faz sucesso na internet; veja o Vídeo.







Rô Moreira



 O deputado jean Willys como sempre com as suas argumentações incoerentes querendo se transformar no paladino da justiça em favor dos pobres negros oprimidos moradores da periferias das cidades. Com um discurso vazio de esquerdopata os comparou com jovens brancos da classe média para colocá-los como coitadinhos, só que eles esqueceu que as comunidades estão cheias de jovens brancos pobres.
Essa argumentação de que morar na favela e ser negro não é justificável para se entrar no crime, até porque, para quem quer estudar as escolas municipais e estaduais oferecem vagas e dão materiais e uniformes independente de onde as crianças morarem ou da cor suas pele. Os negros menores que não estudam tem como responsáveis diretos os seus pais e não a sociedade. As escolas técnicas estaduais e federais estão a disposição de qualquer jovem independente da cor de sua pele, vai quem quer, é só se dedicar aos estudos quem quer. Agora, essa pratica esquerdista de vitimizar as tais "minorias" acusando sempre o outro lado, já está cansando. Qual a culpa que tem um determinada família branca de classe média se uma determinada família negra e pobre não coloca os seus filhos na escola? Qual a culpa dos brancos se um determinado grupo de negros entram no crime e morrem nele? Será que estão dando a sugestão de exterminar os brancos sem razão para igualar os números dos homicídios entre as cores de pele ou estão sugerindo ignorar os crimes cometidos pelos negros para poder igualar os números?
Esse papo de liberar as drogas sem responsabilidade alguma é mais criminoso do que o combate a elas, até hoje não vi uma campanha desses esquerdopatas contra as drogas, não vi nenhuma ação desse governo nas fronteiras e nem sobre o contrabando de armas e não endurecem as penas para os homicidas, mas falar bobagens, há, isso eles são craques!!!



Com este  discurso fácil , indignou o delegado e com razão.

20 de maio de 2015

CPI da Petrobras decide exumar corpo de José Janene por suspeitar que político esteja vivo


A CPI da Petrobras decidiu fazer a exumação do corpo do ex-dirigente do PP José Janene, que se envolveu nos escândalos do mensalão e também no que apura os desvio de recursos da estatal. Janene, cuja morte foi anunciada em 2010, pode estar vivo. A suspeita é da própria viúva, Stael Fernanda Janene, que vive no Paraná e que, segundo Motta, teria dito a várias pessoas que não viu seu marido morto. Janene morreu em São Paulo, onde estava internado, no Incor, e teve o caixão lacrado. Hugo Motta, que é médico, irá enviar uma equipe de parlamentares ao Paraná e pedirá ajuda do Instituto Médico Legal (IML) do estado nessa apuração.
— A informação que temos é que a viúva (Stael Janene) não tem certeza que ele morreu. Ele faleceu de infarto e ninguém viu o corpo. O caixão chegou lacrado. A suspeita é que ele possa estar vivo. Seria um personagem a ser trazido na CPI. Ele foi responsável por todo esse escândalo, que tornou Alberto Youssef (delator do esquema) peça principal. Se é verdade ou não, não sei — disse Hugo Motta.
— A CPI não perde nada com isso (em exumar o corpo). Se estivessem no meu lugar vocês fariam o quê? Todo mundo que tem senso de responsabilidade acha essa a melhor saída. Se ele estiver vivo, será feito busca e apreensão. Tem gente que diz que ele vive hoje na América Central.
O Globo

Igrejas Batistas passam a permitir que seus missionários manifestem o dom de línguas


Igrejas Batistas passam a permitir que seus missionários manifestem o dom de línguas
A Convenção Batista do Sul, nos Estados Unidos, decidiu derrubar a proibição a seus líderes de orarem e/ou falarem em línguas. A medida estava em voga desde 2005, quando uma diretriz da Junta de Missões Mundiais proibiu a prática para missionários.
A discussão teológica em torno do assunto é antiga e controversa. Entre muitas igrejas protestantes históricas, o entendimento é que a manifestação do dom de línguas foi limitada aos apóstolos que viveram nos anos posteriores à ascensão de Jesus ressurreto aos céus. Para estes, o derramar do Espírito Santo em Atos foi um evento específico para aquela época.
A partir desse entendimento, a Convenção Batista do Sul resolveu proibir a prática do que chamam de glossolalia em suas igrejas, como forma de se diferenciar de outras denominações pentecostais e carismáticas.
Na última quarta-feira, 13 de maio, foi decidido que vocacionados para missões que se candidatarem à função não serão mais desclassificados se afirmarem que oram em línguas espirituais.
“Em muitas partes do mundo, essas experiências carismáticas são normativas”, disse Bill Leonard, professor de história da igreja em Wake Forest Divinity School, justificando o porquê da mudança de postura. “Os grupos religiosos que se opõem a eles ficam para trás evangelisticamente”, acrescentou, em entrevista ao Religion News Service.
“Se alguém dissesse que orou em línguas, era automaticamente desclassificado, para ser honesto”, disse o pastor Wade Burleson, um dos que se opunham à proibição.
No entanto, a revisão da regra não significa que os missionários que não recebem o dom não serão mais selecionados para o campo. O Conselho de Missões ressaltou que continuará reprovando os missionários que apresentam “ênfase persistente em um dom específico do Espírito como normativa para todos ou para a extensão”, pois essa doutrina “se torna perturbadora”. Não é raro encontrar igrejas pentecostais ou neopentecostais que condicionam o reconhecimento do batismo com o Espírito Santo à manifestação do dom de línguas.

Gosple Mais

19 de maio de 2015

Programa do PSDB usa "panelaços" e ataques de FHC a Lula

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,desvios-comecaram-com-lula-diz-fhc-em-programa-partidario,1690359O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,desvios-comecaram-com-lula-diz-fhc-em-programa-partidario,1690359

"Nunca antes nesse país se roubou tanto", diz tucano, ironizando conhecido bordão do petista



O PSDB usou as redes sociais para lançar, na tarde desta terça-feira (19), um novo programa político - previsto para ir ao ar também durante a noite na rede aberta de rádio e televisão. Além de explorar imagens dos recentes "panelaços", a peça é focada em discursos do ex-presidente e líder do partido Fernando Henrique Cardoso e do senador e ex-candidato à presidência Aécio Neves.



Ela começa com trechos de falas da presidente Dilma Rousseff (PT) gravadas durante o processo eleitoral de 2014 em que ela afirma que "a conta de luz ficará mais barata" no Brasil, garante que não vai "arrochar salários, desempregar e tirar direitos dos trabalhadores" e ressalta que a "inflação está sob controle".

Em seguida, um apresentador questiona essas informações citando aumento em impostos, juros, gasolina, remédios, luz e cortes em investimentos e seguro-desemprego.
 Foto: Reprodução
Os enganos e os desvios começaram no governo Lula, diz tucanoFoto: Reprodução

"Mentir é errado. Falar uma coisa e fazer outra é errado. Se quem faz isso é a presidente de um país, mais errado ainda", diz ele. Quem aparece, então, é FHC, que ataca diretamente o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"A raiz da crise atual foi plantada bem antes da atual presidente. Os enganos e os desvios começaram no governo Lula. Nunca antes nesse país se roubou tanto ou se errou tanto em nome de uma causa", declara, ironizando um conhecido bordão do petista.

Carlos Sampaio, líder tucano na Câmara, Cassio Cunha Lima, lider no Senado, e o senador Aécio Neves são os próximos. Este último foca nos "erros gravíssimos" que o governo Dilma cometeu e "escondeu para conseguir vencer as eleições", além de repetir mais uma vez seu já conhecido discurso "contra a corrupção".

"Contra um governo que é favor de um partido, uma oposição que é favor de um país", finaliza o programa.



Terra

PSOL expulsa Cabo Daciolo do partido

Parlamentar contrariou estatuto da legenda ao fazer declarações e protocolar projetos de cunho religioso

O Diretório Nacional do PSOL decidiu, neste sábado 16, expulsar o deputado federal Cabo Daciolo (RJ) do partido, por 54 votos a um. A decisão saiu dois meses depois do parlamentar ser suspenso por decisão da Executiva Nacional, quando teve oportunidade de fazer sua defesa. O motivo foi infidelidade partidária, já que odeputado contrariou o programa e o estatuto do partido tanto em declarações polêmicas como na atividade parlamentar. A legenda não divulgou, no entanto, se irá reivindicar o mandato na Justiça.
 O processo de expulsão começou depois que o militar apresentou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), apelidada por ele de "PEC dos Apóstolos", que sugere alterar um parágrafo na Carta Magna: em vez de determinar que “todo o poder emana do povo”, como é atualmente, estabeleceria que “todo o poder emana de Deus”. O que fere a concepção do PSOL na defesa do Estado laico. Mas o ápice foi o discurso do deputado, no Plenário, em defesa dos PMs  que estariam envolvidos com o sumiço, tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013.
De acordo com o parecer da comissão de ética, a posição do deputado Cabo Daciolo de defender os policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) "vai na contramão do engajamento de militância do partido na campanha Cadê Amarildo? e na luta contra a criminalização dos moradores das periferias". Com a expulsão do Cabo Daciolo, a bancada do PSOL na Câmara passa dos atuais cinco para quatro deputados federais.
Cabo Daciolo foi eleito, pela primeira vez, em 2014, quando iniciou sua carreira política. Ele foi convidado para se filiar ao partido porque havia liderado a greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, em 2011. Na ocasião, ele comandou a invasão do Quartel General da corporação e o acampamento nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O partido, no entanto, parece não ter percebido que o militar não era tão progressista como dizia.
Antes mesmo de assumir o mandato, Cabo Daciolo já havia criado constrangimento ao partido. Na época da diplomação dos deputados eleitos, ainda no ano passado, ele ‘tietou’ o deputado Jair Bolsonaro e seu filho depois da cerimônia e posou para uma foto com os dois. Depois, divulgou um vídeo na sua página em que dava a entender que Brasil vive “falsa democracia” e pedia a nomeação de um general para o Ministério da Defesa.
Após a expulsão, Daciolo divulgou um texto em sua rede social, no qual acusa o PSOL de desrespeitar sua liberdade e religiosa e persegui-lo.  “Fui discriminado. Mesmo assim, eu os perdoo. Não levo mágoas comigo”. Leia o texto na íntegra:

“TODO O PODER EMANA DE DEUS!
Não recebi com alegria a notícia de minha expulsão pelo Diretório Nacional do PSOL. Fui eleito com 49.831 votos, numa campanha desacreditada pela maioria dos militantes psolistas. Não tive tempo de TV e os recursos financeiros foram escassos. Mesmo assim, diante da especulação negativa de que seria derrotado nas ruas, Deus, o Todo-poderoso, honrou a nossa fé e o empenho voluntário, aguerrido, das pessoas que acreditaram genuinamente em nossa proposta.
O meu desejo é permanecer no PSOL. Sempre foi. Quando fui suspenso, apresentei minha defesa, sem abrir mão dos pontos que defendo, mas expressando a minha sincera vontade de continuar filiado. Hoje não é um dia para se comemorar. Todavia, a minha confiança está no Senhor e nos seus desígnios. A vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). A Bíblia, o meu único manual de fé e prática, diz que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus. Nunca me envergonharei em declarar que Deus vem em primeiro lugar na minha vida. Todo o poder emana de Deus.
O PSOL me perseguiu, desrespeitou a minha liberdade religiosa e não permitiu que eu pudesse discutir as minhas propostas junto ao partido. Fui discriminado. Mesmo assim, eu os perdoo. Não levo mágoas comigo. Jesus me ensinou a perdoar. Para encerrar, quero reiterar que em qualquer partido político irei honrar a minha fé e defender os militares. Militar também é cidadão.
Sigo em frente, de cabeça erguida, sabendo que Deus está no controle. O trabalho não vai parar. Vamos honrar cada voto. Juntos somos mais fortes.
Abraços fraternos,
Cabo Daciolo
Deputado Federal”
*Com informações da Agência Brasil

17 de maio de 2015

VERGONHA DE SER VIRGEM


 

Alguns anos passados fiquei estarrecido com uma estatística publicada por uma revista evangélica após entrevistas feitas com jovens evangélicos de 22 denominações. Estes jovens, a grande maioria composta de solteiros, haviam nascido em lar evangélico e eram freqüentadores regulares de igrejas. De acordo com a pesquisa, 52% deles já haviam tido sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças.

Essa reportagem foi publicada em setembro de 2002. Desconfio que os números são ainda mais estarrecedores se forem atualizados para 2015.

Não vou aqui gastar muito tempo defendendo o que, acredito, a maioria dos nossos leitores já sabe que é nossa posição: sexo é uma bênção a ser desfrutada somente no casamento. Namorados que praticam relações sexuais estão pecando contra a Palavra de Deus. Mesmo que não tenhamos um versículo que diga "é proibido o sexo pré-marital" (desnecessário à época em que a Bíblia foi escrita, visto que na cultura do antigo Oriente não existia namoro, noivado, ficar, etc.), é evidente que a visão bíblica do casamento é de uma instituição divina da qual o sexo é uma parte integrante e essencial.

Alguns textos que mostram que contrair matrimônio e casar era uma instituição oficial entre o povo de Deus, e o ambiente próprio para desfrutar o sexo:

"...nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações" (Dt 7.3).

"...Majorai de muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirdes; dai-me, porém, a jovem por esposa" (Gn 34.12).
"... e lhe dará uma jovem em casamento..." (Dn 11.17).

"... Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?" (Mt 9.15).

"... nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento" (Mt 24.38).

"... Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento" (Jo 2.1-2).

"... Estás livre de mulher? Não procures casamento" (1Cor 7.27).

"... Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento..." (1Tim 4.1-3).

"... Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer, e lhe atribuir atos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem..." (Dt 22.13-14)

"... qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério" (Mt 5.32).

"... Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar" (Mt 19.10).

"... Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado" (1Cor 7.9).

"... Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca" (1Cor 7.28).

"... A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor" (1Cor 7.39).

"... ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade" (Jo 4.17-18).

"... alguém (o presbítero e/ou pastor) que seja irrepreensível, marido de uma só mulher..." (Tito 1.6).

"... quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido." (1Cor 7:1-2)

"... Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Heb 13.4).

"... que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação" (1Tes 4.4-7).

As passagens acima (e haveriam muitas outras) mostram que casar, ter esposa, contrair matrimônio é o caminho prescrito por Deus para quem não quer ficar solteiro ou permanecer viúvo. O casamento era, sim, uma instituição oficial em meio ao povo de Deus. As relações sexuais fora do casamento nunca foram aceitas, quer em Israel, quer na Igreja Primitiva, a julgar pela quantidade de leis contra a fornicação e a impureza sexual e pelas leis e exemplos que fortalecem o casamento como instituição para o povo de Deus em todas as épocas.

O ônus de provar que namorados podem ter relações sexuais como uma coisa normal é dos libertinos. Posso me justificar biblicamente diante de Deus por viver com minha namorada como se ela fosse minha esposa, não sendo casados? Como eu lido com essa evidência massiva de que o casamento é a alternativa bíblica para quem não quer ficar solteiro ou viúvo?

O que existe na verdade é aquilo que Judas menciona em sua carta, sobre pessoas ímpias que transformam a graça de Deus em libertinagem (Judas 4). Os argumentos do tipo, "quem casou Adão e Eva" demonstram o grau de má vontade e a disposição do coração de continuar na prática da fornicação, mesmo diante da resposta: "O caso de Adão e Eva não é nosso paradigma, a não ser que você tenha sido feito diretamente do barro por Deus e sua namorada tenha sido tirada de sua costela. Se não foi, então você deve se sujeitar ao paradigma que Deus estabeleceu para toda a raça humana, para os descendentes de Adão e Eva, que é contrair matrimônio, casar-se, um compromisso público diante das autoridades civis".

Os demais argumentos - "é melhor que os namorados cristãos tenham sexo responsável entre si do que procurar prostitutas, etc." nem merecem resposta. O que falta realmente é domínio próprio, castidade, submissão à vontade de Deus, amor à santificação.

Chegamos ao ponto em que os rapazes e as moças cristãos têm vergonha de dizer, até mesmo em reuniões de mocidade e de adolescentes, que são virgens.

Tenho compaixão dos jovens e adolescentes de nossas igrejas. Mas sinto uma santa ira contra os libertinos, que pervertem a graça de Deus, pessoas ímpias, que desviam nossa juventude para este caminho. "A vingança pertence ao Senhor" (Rom 12.19).


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16 de maio de 2015

Segue a briga...3º round (detonando o Fachin) Pr. SILAS MALAFAIA: Aprovar Fachin é se dobrar ao PT - Assista o vídeo






O nome do jurista Luiz Fachin foi aprovado pela CCJ por 20 votos a favor e 7 contra. Agora, o nome dele vai ter que passar pelo plenário do Senado no dia 19/05. Pr. Silas Malafaia pede para que todas as pessoas de bom senso exerçam seu direito de cidadania enviando e-mail para os senadores pedindo que eles não aprovem a escolha de Luiz Edson Fachin.






 Mais informações: www.verdadegospel.com

15 de maio de 2015

Um Lobo em Pele de Ovelha – Philip R. Johnson




- Como a Teologia de Charles Finney Assaltou o Movimento Evangélico -

É irônico que Charles Grandison Finney tenha se tornado um garoto propaganda para muitos evangélicos modernos. Sua teologia estava longe da evangélica. Como um líder cristão, ele dificilmente foi modelo de humildade ou espiritualidade. Mesmo a autobiografia de Finney retrata um caráter questionável. Em sua própria revisão da história de sua vida, Finney admite-se como obstinado, arrogante – e algumas vezes mesmo um pouco desonesto.

Jogando com Fraude desde o Princípio
O ministério de Finney foi fundamentado em duplicidade desde o princípio. Ele obteve sua licença para pregar como ministro Presbiteriano professando fidelidade à Confissão de Fé de Westminster. Mas ele mais tarde admitiu que ele era quase totalmente ignorante do que o documento ensinava. Aqui, nas próprias palavras de Finney, está a descrição do que ocorreu quando ele esteve diante do concílio cuja tarefa era determinar se ele estava espiritualmente qualificado e doutrinariamente são:

“Inesperadamente eles me perguntaram se eu recebia a Confissão de Fé de Westminster. Eu não a tinha examinado, - Ela é uma grande obra... Isto não tinha feito parte de meu estudo. Eu repliquei que a recebia pela substância da doutrina, tanto quanto eu a entendia. Mas eu falei de uma maneira que claramente implicava, eu acho, que eu não fingia conhecer muito sobre ela. Contudo, eu respondi honestamente, como eu entendia naquela época” [Charles Finney, The Memoirs of Charles Finney: The Complete Restored Text (Grand Rapids: Academie, 1989), 53-54].

A despeito de sua insistência Clintoniana em que “respondeu honestamente,” está claro que Finney deliberadamente enganou seus examinadores. (Sua capacidade para analisar termos legais lhe teria servido bem tivesse ele sido um político no final do século vinte. Mas ele denuncia uma espantosa falta de pudor para um pastor em sua própria era). Ao invés de admitir que ele era totalmente ignorante dos padrões doutrinários de sua denominação, ele diz que “falou de uma maneira” que implicava (“eu acho”) que ele não conhecia “muito” sobre aqueles documentos. A verdade é que ele jamais tinha sequer examinado a Confissão de Fé e não sabia absolutamente nada sobre ela. Ele estava deploravelmente despreparado para a ordenação, e ele não tinha nenhum direito de solicitar uma licença para pregar sob os auspícios do presbitério. “Eu não estava informado de que as regras do presbitério requeriam que eles questionassem um candidato se ele aceitava a Confissão de Fé Presbiteriana,” escreveu Finney. “Por isso eu nunca a li” [Memoirs, 60]. Assim quando ele disse a seu concílio de ordenação que recebia a Confissão “pela substância da doutrina,” nada poderia estar mais longe da verdade! Entretanto, o concílio ingenuamente (e também totalmente condescendente) aceitou Finney por sua palavra e o licenciou para pregar.

A credibilidade de Finney é além disso desfigurada pelo fato de que quando ele, mais tarde, leu as Símbolos de Westminster e constatou sua discordância em quase todos os pontos cruciais, ele não renunciou a comissão que ele tinha recebido sob falsas pretensões. Ao invés disso, ele admitiu a posição que ele tinha enganado aqueles homens ao darem-lhe – então usou isso pelo resto de sua vida para atacar suas convicções doutrinárias. “Tão logo eu aprendi quais eram os claros ensinos da Confissão de Fé sobre estes pontos, eu não hesitei, sob qualquer condição em toda ocasião conveniente, em declarar meu dissentimento deles,” ele ostentava. “Eu os rejeitei e os expus. Onde quer que eu descobrisse que qualquer classe de pessoas estava escondida atrás desses dogmas, eu não hesitava em demoli-los, o que eu era capaz” [Memoirs, 60]. O fato de que Finney tinha obtido suas próprias credenciais professar lealdade a Confissão de Fé não o perturbavam de modo algum. “Quando eu vim a ler a Confissão de Fé, e vi as passagens que eram citadas para sustentar aquelas posições peculiares, eu fiquei absolutamente envergonhado dela,” ele declara francamente. “Eu não podia sentir qualquer respeito por um documento que empreendesse impor sobre a humanidade tais dogmas como aqueles” [Memoirs 61].

Bagagem de Anos de Incredulidade

As discordâncias de Finney com os padrões doutrinários denominacionais claramente não foram opiniões formadas após seu exame pelo concílio. Como ele próprio admite, ele tinha conscientemente rejeitado o quadro teológico básico da confissão Presbiteriana muito antes de estar diante daqueles homens. Ele escreve sobre o debate doutrinário que ele tinha provocado com seu pastor, George W. Gale: “Eu não pude aceitar sua concepção em matéria expiação, regeneração, fé, arrependimento, escravidão da vontade, ou qualquer de suas doutrinas afins” [Memoirs, 46].

Mesmo antes de sua conversão, Finney tinha levantado muitas das mesmas discussões e objetado fortemente o ensino de Gale naqueles pontos. Ele escreveu:

“Eu agora acho que algumas vezes critiquei seus sermões imerecidamente. Eu levantei tais objeções contra suas posições quando elas mesma forçaram minha atenção... O que ele entendia por arrependimento? Era um simples sentimento de tristeza pelo pecado? Era um completamente passivo estado da mente? Ou envolvia um elemento voluntário? Se era uma mudança de mente, em que respeito era uma mudança de mente? O que ele entendia pelo termo regeneração? O que tal linguagem significava quando se fala de tal mudança espiritual? O que ele entendia por fé? Era simplesmente um estado intelectual? Era simplesmente uma convicção, ou persuasão, de que as coisas declaradas no Evangelho eram verdade?” [Memoirs, 10 – 12].

A “conversão” de Finney parece não ter alterado seu ceticismo sobre o ponto de vista de sua denominação sobre qualquer destas cruciais doutrinas evangélicas. Após sua crise experimental, estas foram as verdadeiras questões sobre as quais ele discordou da Confissão Presbiteriana – só que então com mais vigor do que nunca. A intensa experiência emocional que Finney considerou como seu novo nascimento parece simplesmente ter confirmado seu sentimento que ele estava certo sobre cristianismo e Escritura – e que a maioria dos líderes de sua denominação eram ou estúpidos ou iludidos.

De fato, em seu próprio relato de sua conversão e “treinamento”teológico,” Finney confessa-se totalmente indócil. Ele meticulosamente reconta as questões sobre as quais ele e o pastor Gale discordavam. Elas são em sua maior parte sobre os mesmos pontos que Finney diz ter objetado antes de sua conversão. Nem mesmo uma vez Finney admite conceder qualquer ponto a Gale (ou a qualquer outro, por aquele assunto). Ele obviamente acreditava que sua compreensão intuitiva da verdade espiritual, combinada com seu treinamento legal, automaticamente faziam-no mais doutrinariamente habilitado do que todos os pregadores Presbiterianos, treinados em seminários, reunidos. Ele constantemente retratava os líderes da igreja que seguiam a Confissão de Fé como ingênuos e estúpidos. Ele estava convencido que eles não tinham nada a ensiná-lo, e do ponto de sua conversão em diante, ele lança a si mesmo numa função superior, como um reformador de suas obsoletas e indefensáveis doutrinas. Ele escreve:

“O fato é que a educação do irmão Gale para o ministério tinha sido totalmente defeituosa. Ele tinha absorvido um conjunto de opiniões, ambos teológicas e práticas, que eram uma camisa de força para ele. Ele poderia realizar muito pouco ou nada se levasse a cabo seus próprios princípios. Eu usufruía de sua biblioteca, e explorava-a totalmente sobre todas as questões de teologia que surgiam para exame; e quanto mais eu examinava os livros, mais eu ficava insatisfeito". [Memoirs, 55].

Assim sendo, convencido que seu tutor (pastor Gale) e todos os livros Reformados e Puritanos na biblioteca de Gale eram totalmente inúteis, Finney partiu para a criação de um sistema teológico mais para sua própria preferência.
“Em primeiro lugar, não sendo nenhum teólogo, minha atitude com respeito a peculiar concepção [de Gale] foi mais propriamente aquela de negação ou rejeição, do que de oposição a qualquer concepção concreta para ele. Eu dizia, ‘suas posições não são provadas.’ Eu freqüentemente dizia, ‘Elas não são suscetíveis de provas’. Assim eu pensava então, e assim eu penso agora.... Eu não tinha nenhum lugar para ir senão diretamente à Bíblia, e à filosofia e articulações de minha própria mente como elas eram reveladas na consciência. Minhas concepções adquiriram uma forma concreta, mas lentamente. Eu, primeiro achei-me incapaz de aceitar sua concepção peculiar; e segundo, gradualmente formei concepções de mim próprio em oposição às dele, as quais pareceram-me ser inequivocadamente ensinadas na Bíblia.” [Memoirs, 55, ênfases adicionadas].

Em outras palavras, as primeiras opiniões de Finney sobre “o[s] tema[s] pecado, regeneração, fé, arrependimento, escravidão da vontade, [e] doutrinas afins” tornaram-se a bagagem que ele arrastou adiante para dentro de sua própria teologia sistemática peculiar. Tendo contestado a posição doutrinária do pastor Gale nestes pontos desde antes de sua conversão – e especialmente agora que Finney compreendeu que estas idéias vinham da própria Confissão – ele cresceu em desprezo pelos padrões doutrinários da “Velha Escola”. Ele não estava interessado em estudar livros que defendessem tais doutrinas.

Sem qualquer “concepção concreta” propriamente sua (exceto seu obvio desprezo pela doutrina Reformada), ele estava satisfeito por enquanto em rejeitar o ensino de Galé com “negação ou rejeição.” Mas Finney logo perceberia que necessitava algo mais do que rejeição para responder às doutrinas da Confissão Presbiteriana. Assim ele determinou trabalhar explorando as páginas da Escritura em busca de argumentos contra a doutrina menosprezada, enquanto delineava novas doutrinas mais apropriadas às “filosofias e articulações da [sua] própria mente.” Idéias com as quais Finney tinha brincado desde seus dias pré-conversão tornaram assim o coração da teologia que ele esposou até o fim de sua vida. Em outras palavras, como um novo “convertido,” Finney simplesmente delineou uma teologia que se amoldasse ao seu já estabelecido preconceito.

Em suas Memórias, suas Cartas sobre o Reavivamento, e sua Teologia Sistemática, o que aparece, francamente, não é um homem com uma alta consideração pela Escritura, mas um homem com uma enfatuada concepção de si mesmo. Onde a Escritura não se adapta a ele, Finney recorre a sofismas para interpretá-la ao contrário. Todas as seções de sua Teologia Sistemática contém parágrafos após parágrafos de filosofia e moralização – algumas vezes sem uma única referência a Escritura por muitas páginas. [1]

Finney versus Hiper-Calvinismo

Finney é freqüentemente retratado como um moderado que lutou contra as influências do hiper-Calvinismo. É verdade que o hiper-Calvinismo (uma corrupção da doutrina calvinista que anula ou minimiza a responsabilidade humana) estava em alta na Nova Inglaterra, e Finney tinha provavelmente exposto a ela. De fato, é justo dizer que o hiper-Calvinismo teve uma maior participação em provocar o clima de frieza espiritual no qual os erros de Finney floresceram. A recepção popular do ensino de Finney foi certamente em grande parte uma forte reação contra os erros do hiper-Calvinismo.

Finney considerava sua própria teologia como um antídoto necessário ao hiper-Calvinismo. Ele escreveu:

“Eu tenho em toda parte achado que as peculiaridades do hiper-Calvinismo têm sido o impedimento para ambos a igreja e o mundo. Uma natureza pecaminosa em si mesma, uma total incapacidade para aceitar a Cristo e para obedecer a Deus, condenação para a morte eterna pelo pecado de Adão e por uma natureza pecaminosa – e todos os dogmas resultantes e afins daquela escola peculiar, têm sido o impedimento de crentes e a ruína de pecadores.” [Memoirs,444].

Mas Finney era novato demais para distinguir entre o bíblico e ortodoxo Calvinismo e o hiper-Calvinismo. Ele embolava-os juntos e acabava rejeitando muita doutrina sã junto com o que ele pensava ser “hiper-Calvinismo.” Longe de ser um “moderado,” Finney contestava o hiper-Calvinismo pela mudança para o extremo oposto – Pelagianismo.

Note que sob a guisa de condenar o “hiper-Calvinismo,” Finney atacou expressamente a idéia de que as pessoas estão caídas e depravadas por causa de pecaminosidade natural herdada de Adão. Que é a doutrina do pecado original, não um dogma hiper-calvinista, mas um princípio padrão da doutrina cristã – e reconhecida como tal por todas as correntes cristãs desde a heresia Pelagiana do quinto século. Note, também, que Finney rejeitou a idéia que pecadores são totalmente incapazes de agradar a Deus (contra Rom 8.7-8). Novamente, total incapacidade não é uma noção hiper-calvinista, mas uma verdade bíblica defendida por Agostinho e semelhantemente pelos Reformadores Protestantes.

Muitas das doutrinas que Finney rejeitou eram centrais ao próprio Evangelho. Lembra-se de seu comentário sobre a concepção de seu próprio pastor? ( “Eu não pude aceitar sua concepção em matéria de expiação, regeneração, fé, arrependimento, a escravidão da vontade, ou qualquer de sua doutrinas afins.”) De novo, nenhuma das questões que ele lista relaciona-se a qualquer erro que origina-se do hiper-Calvinismo. Em lugar disso, o que Finney estava rejeitando eram as doutrinas bíblicas básicas e princípios de longa data da ortodoxia cristã. Ele lançou fora diversos dos aspectos essenciais da doutrina Protestante e Reformada relacionadas a “expiação, regeneração, fé, arrependimento, escravidão da vontade.” Muitas das doutrinas contra as quais ele argüiu mais veementemente são, de fato, verdades bíblicas centrais.

Em outras palavras, não era meramente hiper-Calvinismo – ou mesmo simples Calvinismo – que Finney rejeitou, mas os princípios básicos bíblicos da sola fide e sola gratia (justificação pela somente fé através da graça somente). De fato, Finney abandonou também a sola scriptura (a autoridade e suficiência da Escritura), como demonstrado pelo seu constante apelo ao racionalismo em defesa de sua nova teologia. O movimento que ele liderou portanto representa o indiscriminado abandono de históricos princípios Protestantes.

Finney versus Justificação pela Fé

Especificamente, qual foi o erro mais sério de Finney? No topo da lista fica sua rejeição da doutrina da justificação pela fé. Finney negou que a justiça de Cristo é a única base da nossa justificação, ensinando em vez disso que pecadores devem corrigir seus próprios corações a fim de ser aceitáveis a Deus. (Sua ênfase sobre a auto-correção à parte da divina capacitação é de novo um forte eco do Pelagianismo).

Finney gasta uma considerável quantidade de tempo em diversas obras argüindo contra “aquela ficção teológica da imputação”[Memoirs, 58]. Aqueles que têm qualquer compreensão da doutrina Protestante verá imediatamente que seu ataque a este ponto é uma escandalosa rejeição da doutrina da justificação somente pela fé (sola fide). Isto o coloca além do limite do verdadeiro Protestantismo evangélico. A doutrina da justiça imputada é a mais central da histórica diferença entre o Protestantismo e o Catolicismo Romano. A totalidade da doutrina da justificação pela fé depende deste conceito. Mas Finney ingenuamente a rejeitou. Ele ridicularizou o conceito da imputação como justiça: “Eu não posso considerar e tratar esta completa questão da imputação exceto como uma ficção teológica, alguma coisa relacionada a nossa ficção legal de John Doe e Richard Roe”[Memoirs, 60]. Repudiando a multidão de textos bíblicos que expressamente dizem que a justiça é imputada aos crentes para sua justificação, ele escreveu:

“Estas e passagens similares são contadas, como ensinando a doutrina de uma justiça imputada; e tal como estas: “O Senhor nossa justiça” (Fp 3.9). . . 

 “Cristo nossa justiça” Cristo é o autor ou provedor de nossa justificação. Mas isto não implica que ele provê nossa justificação imputando Sua obediência a nós. . .” [Charles Finney, Systematic Theology (Minneapolis: Bethany), 372-73].

Aqui Finney não oferece nenhuma explicação convincente do que ele imagina que a Escritura quer dizer quando ela fala repetidamente da imputação de justiça aos crentes (e.g., Gn 15.6; Rm 4.4-6). Mas do começo ao fim de toda sua discussão da imputação Finney freqüentemente insiste que nenhum mérito nem culpa pode justamente ser imputado de uma pessoa a outra. Portanto, Finney argumenta, a justiça de Cristo não pode prover nenhuma base para a justificação de pecadores. Além disso, ele continua:

“[subtítulo:] Fundamento da justificação dos crentes penitentes em Cristo. Qual é a base fundamental ou razão de sua justificação?

1. Ela não está fundamentada em Cristo sofrer literalmente a exata penalidade da lei por eles, e neste senso literalmente comprar sua justificação e eterna salvação” [Systematic Theology, 373]

Pelo emprego de termos tais como “exato”e “literal,” Finney caricaturou a posição a que ele estava se opondo. (O contexto imediato desta citação deixa claro que ele estava argumentando contra a posição delineada na Confissão de Westminster, que concorda com todos os maiores credos e teologias Protestantes em matéria de justificação). Mas Finney não podia turvar sua própria posição: Tendo decidido que a doutrina da imputação era uma “ficção teológica,” ele foi forçado a negar não somente a imputação da justiça de Cristo aos crentes, mas também a imputação da culpa do pecador a Cristo na cruz. Sob o sistema de Finney, Cristo não podia ter realmente carregado o pecado de qualquer pessoa mais ou sofrido a completa punição em seu lugar e por eles (contra Isaías 53.6; 1 Pedro 2.24; 1 João 2.2). Finney portanto rejeitou a doutrina da redenção substitutiva. (nós trataremos isto com mais detalhes abaixo).

A posição de Finney nestes assuntos também induziu-o a definir justificação em termos subjetivos, ao invés de objetivos. Os Protestantes têm historicamente insistido que justificação é uma declaração puramente forense, dando ao pecador penitente uma imediata posição de justiça diante de Deus sobre os méritos da justiça de Cristo, não a sua própria (cf. Rm 10.3; Fp 3.9). Por forense nós entendemos que ela é uma declaração legal, como um veredito do tribunal ou um pronunciamento de casamento (“Eu vos declaro marido e mulher”). Ela muda o status externo da pessoa em lugar de simular alguma espécie de mudança interna, ela é uma realidade completamente objetiva.

A transformação subjetiva do pecador que conforma-nos à imagem Cristo é a santificação – uma realidade subseqüente e separada, distinta da justificação. Desde o alvorecer da Reforma, o consenso Protestante virtualmente unânime tinha sido que a justificação não é em nenhum senso fundamentada ou condicionada a nossa santificação. O Catolicismo, por outro lado, mistura justificação e santificação, fazendo a santificação um pré-requisito para a justificação final.

Finney junta-se a Roma neste ponto. Sua rejeição da doutrina da imputação não lhe deixa alternativa: “A justificação do Evangelho não é para ser considerada um procedimento forense ou judicial” [Systematic Theology,360].

Finney aparta-se mais ainda do Protestantismo histórico por negar expressamente que a justiça de Cristo é o único alicerce da justificação do crente, sustentando em lugar disto que a justificação está fundamentada somente na benevolência de Deus. (Esta posição é idêntica àquela dos Socinianos e teólogos liberais).

Ofuscando o problema ainda mais, Finney listou diversas “condições necessárias” (insistindo que estas não são tecnicamente, fundamentos) da justificação. Estas “condições necessárias” incluem a morte expiatória de Cristo, a fé própria do cristão, arrependimento, santificação, e – o mais sinistro – a contínua obediência do crente à lei. Finney escreveu:

“Não pode haver justificação em um senso legal ou forense, mas sobre o fundamento[2] da universal, perfeita, e ininterrupta obediência a lei. Isto é naturalmente negado por aqueles que defendem que a justificação do Evangelho, ou a justificação de pecadores penitentes, é da natureza de uma forense ou judicial justificação. Eles se apegam à máxima legal, que o que um homem faz por outro ele faz por si mesmo, e portanto a lei considera a obediência de Cristo como nossa, sobre o fundamento que Ele obedeceu por nós” [Systematic Theology, 362].

Naturalmente, Finney negava que Cristo “obedeceu por nós,” alegando que desde que Cristo foi ele próprio obrigado a render total obediência a lei, Sua obediência poderia justificar somente Ele mesmo. “Ela nunca pode ser imputada a nós,” entoa Finney [Systematic Theology, 362].

A clara implicação da concepção de Finney é que a justificação no final das contas depende da própria obediência do crente, e Deus não perdoará verdadeira e finalmente o pecador arrependido até que penitente, ele complete uma vida de completa obediência. O próprio Finney disse outro tanto, empregando a pura linguagem do perfeccionismo. Ele escreveu:

“Sendo a santificação uma condição da justificação, as seguintes coisas são pretendidas:

(1.) Que a presente, total e inteira consagração do coração e vida a Deus e Seu serviço, é uma inalterável condição do presente perdão dos pecados passados, e da presente aceitação de Deus. (2.) Que a alma penitente permanece justificada enquanto esta total consagração do coração perdurar. Se cai de seu primeiro amor no espírito de auto-satisfação, ela cai novamente na escravidão do pecado e da lei, é condenada, e deve arrepender-se e fazer sua ‘primeira obra,’ deve voltar a Cristo, e renovar sua fé e amor, como uma condição de sua salvação....
Perseverança em fé e obediência, ou em consagração a Deus, é também uma inalterável condição de justificação, ou de perdão e aceitação por Deus. Por esta linguagem nesta conexão, você naturalmente entenderá o que eu digo, que a perseverança em fé e obediência é a condição, não da presente, mas da final ou derradeira aceitação e salvação” [Systematic Theology, 368-69].

Assim Finney insistiu que a justificação é basicamente sustentada sobre a performance do próprio pecador, não de Cristo. Aqui Finney mais uma vez volta suas armas contra a doutrina da imputação:

“Aqueles que defendem que a justificação pela justiça imputada é um procedimento forense, tomam a concepção da final ou derradeira justificação, de acordo com sua concepção da natureza da transação. Para eles, fé recebe uma justiça imputada, e uma justificação judicial. O primeiro ato de fé, de acordo com eles, introduz o pecador nesta relação, e obtém para ele uma perpétua justificação. Eles mantém que depois deste primeiro ato de fé é impossível para o pecador entrar em condenação” [Systematic Theology, 369].

Mas não é precisamente isto que a Escritura ensina? João 3.18: “Aquele que nele crê não é condenado.” João 5.24: “Aquele que ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para vida.” Gálatas 3.13: “Cristo nos redimiu da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós.” Foi imediatamente depois de seu grande discurso sobre a justificação pela fé que o apóstolo Paulo escreveu: “Agora pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”(Romanos 8.1). Mas Charles Finney estava relutante em deixar os cristãos descansarem na promessa de “não condenação,” e ele ridicularizou a idéia da segurança em Cristo com uma noção de que conduziria a um viver licencioso. Ele continua, novamente caricaturando a posição de seus opositores:

“porque, uma vez sendo justificado, ele está perpetuamente depois disto justificado, o que quer que ele faça; certamente que ele nunca é justificado pela graça, como para pecados que são passados, sob a condição que ele cesse de pecar; porque a justiça de Cristo é o fundamento, e porque sua própria presente obediência não é mesmo uma condição de sua justificação, assim que, de fato, sua própria presente ou futura obediência a lei de Deus não é, em nenhum caso, e em nenhum senso, um sine qua non de sua justificação, presente ou derradeira.

Agora este é certamente evangelho diferente daquele que eu estou apontando. Esta não é meramente uma diferença sobre alguns pontos especulativos ou pontos teóricos. É um ponto fundamental para o Evangelho e para a salvação, se qualquer um pode ser" [Systematic Theology, 369].

Como o parágrafo final deste excerto deixa claro, o próprio Finney claramente entendeu que o que ele proclamou era um evangelho diferente daquele do Protestantismo histórico. Por negar a natureza forense da justificação, não restou a Finney nenhuma opção senão considerar a justificação como uma coisa subjetiva fundamentada não na obra redentiva de Cristo mas na obediência do próprio crente – e portanto questão de obras, não de fé somente.

Finney versus Pecado Original

Como observado acima, Finney rejeitou a noção que pela culpa de Adão, a pecaminosidade natural é herdada por toda sua descendência. Fazendo isso, ele estava repudiando o claro ensino da Escritura:

“O julgamento derivou de uma só ofensa [pecado de Adão], para condenação... pela ofensa de um [Adão], reinou a morte... por uma só ofensa [pecado de Adão] veio juízo sobre todos os homens... Pela desobediência de um só homem [pecado de Adão] muitos se tornaram pecadores” (Romanos 5.16-19).

Como era de se prever, Finney apelou para a sabedoria humana para justificar sua rejeição do claro ensino bíblico: ”Que lei temos nós violado herdando esta natureza [de pecado]? Que lei requer que nós tenhamos uma natureza diferente daquela que nós possuímos? A razão afirma que nós somos merecedores da ira e maldição de Deus para sempre, porque herdamos de Adão uma pecaminosidade natural?” [Systematic Theology, 320].

Naturalmente, a negação de Finney do pecado original também levou-o a rejeitar a doutrina da depravação humana. Ele ingenuamente negou que a humanidade caída sofre de qualquer “pecaminosidade natural” ou corrupção pecaminosa da natureza humana.

“Depravação moral não pode consistir em qualquer atributo da natureza ou constituição, nem em qualquer estado desviado ou caído da natureza... Depravação moral, como eu uso o termo, não consiste em, nem implica uma natureza pecaminosa, no senso que a alma humana é pecaminosa em si mesma. Ela não é uma pecaminosidade constitucional” [Systematic Theology, 245].

Em lugar disto Finney insistia, “depravação” é uma condição puramente voluntária, e portanto, os pecadores têm o poder de simplesmente desejar de outro modo. Em outra palavras, Finney estava insistindo que todos os homens e mulheres têm uma capacidade natural para obedecer a Deus. Pecados resultam de escolhas erradas, não de uma natureza caída. De acordo com Finney, pecadores podem livremente reformar seus próprios corações, e eles próprios devem fazer assim se são futuros redimidos. Uma vez mais, isto é puro Pelagianismo.

“[Pecadores] estão sob a necessidade de primeiros mudar seus corações, ou sua escolha de objetivo, antes que eles possam expor qualquer vontade de guardar qualquer coisa exceto o próprio objetivo. E isto é claramente a filosofia assumida em toda parte da Bíblia. Que uniformemente representa o não regenerado como totalmente depravado, [3] e chama-os ao arrependimento, para fazer eles mesmos um novo coração” [Systematic Theology, 249].

Finney não estava portanto envergonhado de obter os créditos por sua própria conversão. Tendo rejeitado a sola gratia, Finney tinha destruído a salvaguarda do Evangelho contra a exaltação (Efésios 2.9). Como John MacArthur aponta:
“Finney ao contar a história de sua conversão, deixa claro que ela cria que sua própria vontade foi o fator determinante que efetuou sua salvação: “Num sábado à noite [no outono de 1821], eu tomei uma decisão que determinou a questão da salvação de minha alma de uma vez, que se fosse possível eu faria minha paz com Deus” [Memoirs, 16, emphasis added]. Evidentemente sob intensa convicção, Finney entrou no bosque, onde ele fez uma promessa “que eu daria o meu coração a Deus [naquele dia] ou morreria tentando [Memoirs, 16].” [John MacArthur, Ashamed of the Gospel, (Wheaton, IL: Crossway, 1993), 236.]

Finney versus Expiação Substitutiva

O que mais parecia irritar Finney acerca do cristianismo evangélico era a fé que a expiação de Cristo é uma satisfação penal oferecida a Deus. Finney escreveu: “Eu não tenho lido nada sobre o assunto [da expiação] exceto minha Bíblia, e o que eu achei ali sobre ele eu interpretei como eu teria entendido o mesmo ou passagens similares num livro de leis”[Memoirs, 42].

Assim aplicando os padrões legais americanos do século dezenove à doutrina bíblica da expiação, ele concluiu que seria legalmente injusto imputar a culpa do pecador a Cristo ou imputar a justiça de Cristo ao pecador. Como observado acima, Finney denominou a imputação uma “ficção teológica” [Memoirs, 58-61. Em essência, esta era uma negação da essência da teologia evangélica, repudiando o argumento central de Paulo sobre justificação pela fé em Romanos 3-5 (veja especialmente Romanos 4.5) – de fato anulando todo o evangelho!

Além disso, por descartar a imputação da culpa e justiça, Finney foi forçado argumentar que a morte de Cristo não deveria ser considerada como um real expiação pelos pecados dos outros. Finney trocou a doutrina da expiação substitutiva pela versão da “teoria governamental” de Grotius (a mesma concepção sendo revivida por aqueles que hoje defendem a “teologia do governo moral”).

A concepção Grotiana da expiação está carregada com forte tendência pelagiana. Por excluir o pecador da imputação da justiça de Cristo, esta concepção automaticamente requer que os pecadores obtenham uma justiça de si próprios (contra Romanos 10.3). Quando abraçou tal concepção da expiação, Finney não teve nenhuma escolha a não ser adotar uma teologia que magnífica a capacidade humana e minimiza o papel de Deus na mudança do coração humano. Ele, por exemplo, escreveu:

“Não há nada em religião além dos poderes ordinários da natureza. Um reavivamento não é um milagre, nem depende de um milagre, em qualquer sentido. Ele é puramente um resultado filosófico do uso correto dos meios constituídos – Tanto quanto qualquer outro efeito produzido pela aplicação dos meios... Um reavivamento é assim naturalmente um resultado do uso dos meios como uma colheita é resultante do uso apropriado dos meios” [Charles Finney, Lectures on Revivals of Religion (Old Tappan, NJ: Revell, n.d.), 4-5].

Assim Finney constantemente deprecia a obra de Deus em nossa salvação, minimizando a condição desesperadora do pecador, e superestimando o poder dos pecadores em mudar seu próprio coração. Quando estes erros são traçados de sua fonte, o que nós encontramos é uma concepção deficiente da expiação. De fato, a negação de Finney a expiação vicária está por baixo e virtualmente explica toda sua aberração teológica.

O Resultado das Doutrinas de Finney

Previsivelmente, a maioria dos herdeiros espirituais de Finney decaem na apostasia, Socianismo, moralismo puro, culto ao perfeccionismo, e outro erros relacionados. Em resumo, o principal legado de Finney foi confusão e comprometimento doutrinário. Cristianismo evangélico virtualmente desapareceu da Nova Iorque ocidental durante a própria vida de Finney. A despeito do cômputo de Finney de gloriosos “reavivamentos,” a maioria da vasta região da Nova Inglaterra onde ele manteve suas campanhas de reavivamento caíram em uma permanente frieza espiritual durante a vida de Finney e mais de cem anos depois ainda não emergiram daquele mal-estar. Esta é diretamente devido a influência de Finney e outros que estavam simultaneamente promovendo idéias similares.

A metade ocidental de Nova Iorque tornou-se conhecida como “o distrito destruído pelo fogo,” por causa do efeito negativo do movimento reavivalista que culminou no trabalho de Finney ali. Estes fatos estão freqüentemente obscurecidos no conhecimento popular sobre Finney. Mas o próprio Finney falou de “um distrito queimado” [Memoirs, 78], e lamentou a ausência de qualquer fruto permanente de seus esforços evangelísticos. Ele escreveu:

“Eu freqüentemente fui instrumento em persuadir cristãos a grande convicção, e para um estado de temporário arrependimento e fé.... [Mas] logo cessando de impulsionar-lhes até o ponto onde eles se tornassem tão familiarizados com Cristo como subsistissem nele, eles naturalmente logo recairiam ao seu primeiro estado” [citado em B. B. Warfield. Studies in Perfeccionism, 2 vols: Oxford, 1932), 2:24].

Um dos contemporâneo da Finney registra uma avaliação similar, mas mais asperamente:

“Durante dez anos, centenas, e talvez milhares, foram anualmente relatados serem convertidos de todos os lados; mas agora é admitido, que conversões reais são comparativamente poucas. É declarado pelo próprio [Finney], que “a grande maioria deles são uma desgraça para a religião” [citado em Warfield, 2.23].

B. B. Warfield citou o testemunho de Asa Mahan, um dos companheiros mais próximos de Finney:

“... que nos diz – expressando resumidamente – que todos os que foram participantes destes reavivamentos sofreram uma triste subseqüente apostasia: as pessoas foram deixadas como um carvão apagado que não poderia ser reaceso; os pastores foram tosados de todo o seu poder espiritual; e os evangelistas – ‘entre todos eles,’ ele diz, ‘e eu conhecia pessoalmente com proximidade cada um deles – Eu não posso relembrar um único homem, exceto o irmão Finney e pai Nash, que não tivessem após uns poucos anos perdido sua unção, e se tornado igualmente desqualificado para o ofício de evangelista e de pastor.”

Assim o grande “Reavivamento Ocidental” terminou em desastre.... Repetidas vezes novamente, quando ele propunha revisitar as igrejas, delegações eram enviadas a ele ou outros expedientes usados, para evitar o que era lembrado como uma aflição... Mesmo depois de uma geração ter passado, essas crianças queimadas não tinham gosto pelo fogo [Warfield, 2.26-28].

Finney tornou-se desencorajado com as campanhas de reavivamento e experimentou sua habilidade pastoreando na cidade de Nova Iorque antes de aceitar a presidência do Oberlin College. Durante aqueles anos pós-reavivalistas ele voltou sua atenção para delinear a doutrina do perfeccionismo Cristão. Idéias perfecionistas, em voga neste tempo, eram um playground completamente novo para sérias heresias na periferia do evangelicalismo – e Finney tornou-se um dos mais conhecidos advogados do perfeccionismo. O nocivo legado do perfeccionismo ensinado por Finney e amigos em meados do século dezenove tem sido completamente criticado por B. B. Warfield em seu importante trabalho “Estudos no Perfeccionismo.”

Perfeccionismo foi a conseqüência lógica do Pelagianismo de Finney, e seu previsível resultado foi o desastre espiritual.

Com Fogo não se Brinca

Charles Grandison Finney foi um herege. Esta linguagem não é forte demais. Ainda que ele primasse em disfarçar sua opinião em uma linguagem ambígua e expressões que soam como bíblicas, suas concepções são quase puro Pelagianismo. Os argumentos que ele emprega para sustentar estas concepções foram quase sempre racionalistas e filosóficas, não bíblicas. Canonizar este homem como um herói evangélico é ignorar os fatos do que ele sustentava.

Não seja enganado pelas saneadas edições do século XX das obras de Finney. Leia a "Complete and Newly Expanded" edição de 1878 da “Systematic Theology” de Finney publicada recentemente pela Bethany house Publishers (a versão de 1878 integral com algumas preleções posteriores de Finney adicionadas). Este volume mostra o real caráter da doutrina de Finney. (A versão completa de 1851 já está on-line, e ela também expõe os erros de Finney em uma linguagem não amenizada por redatores posteriores). Por não forçar a imaginação Finney merece ser considerado como um evangélico. Por corromper a doutrina da justificação pela fé; por negar as doutrinas do pecado original e total depravação; por minimizar a soberania de Deus enquanto entroniza o poder da vontade humana; e acima de tudo, por solapar a doutrina da expiação substitutiva, Finney encheu a circulação sanguínea do evangelicalismo americano com poções que têm mantido o movimento mutilado mesmo nestes dias.

Isto é porque você encontrará Finney listado na categoria "Really Bad Theology" de meus bookmarks, e na ala "Unorthodox" do The Hall of Church History.


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Notas:

1. Veja por exemplo, Preleção 16, “Depravação Moral.” Finney segue falando desconexamente sobre depravação “física” versus “moral” por diversas páginas (cerca de 5 na edição Bethany) antes de citar sequer um único verso da Escritura. Toda sua polêmica sobre “depravação física” é, de qualquer modo , desperdiçada, porque nenhum do oponentes teológicos de Finney sequer argumentou que a depravação humana é uma questão física. Novamente, em toda a Preleção 10 (“O que Constitui a Desobediência a Lei Moral?”) Finney cita fragmentos de somente dois versos da Escritura – um total de onze palavras citadas da bíblia na preleção inteira. De qualquer modo, muitas – talvez a maioria – das páginas não contém nenhuma referência à Escritura. Por contraste o padrão de livros de teologia sistemática evangélica contém dúzias de referências por página. A completa característica da “teologia sistemática” é começar com a Escritura e sistematizar um teologia abrangente ponto a ponto. Um teologia sistemática sadia é portanto inicialmente bíblica. Por contraste, Finney construiu um sistema filosófico baseado em argumentos lógicos e legais e confiando mais em seu próprio instinto e especulação do que na Bíblia.

2. Note que Finney misturou muitos termos que ele ostensivamente guardava distinção, essencialmente admitindo que ele considerava a obediência do crente como fundamento da justificação.

3. Embora Finney empregue a expressão “totalmente depravado”, ele deixa claro que está falando de uma condição puramente voluntária, não uma depravação constitucional.


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