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17 de setembro de 2014

Luciana Genro manda Danilo Gentili estudar mais sobre socialismo



A entrevista já virou meme na internet
A candidata do Psol à presidência da República, Luciana Genro, travou um debate com o apresentador do SBT, Danilo Gentili, sobre as experiências de comunismo e socialismo.  Convidada dessa segunda-feira (15) do programa The Noite, comandado pelo humorista, a ex-deputada recomendou ao ex-integrante do CQC que estudasse mais sobre o assunto antes de emitir suas opiniões. Rapidamente, a discussão ganhou as redes sociais, com provocações ao apresentador.
“Você disse que não se viu ainda o socialismo ser colocado em prática embora China, Cuba, Camboja, Coréia do Norte, todos esses lugares horríveis estavam ali seguindo Marx”, disse Danilo Gentili. Luciana Genro imediatamente rebateu. “Não, não estavam. Não estavam seguindo Marx. Coitado do Marx. Ele se vira na tumba a cada vez que seu nome é falado”, respondeu.
Danilo Gentili seguiu com a provocação. “Que homem horrível para se comunicar então! Pessoal sempre interpreta ele errado, hein?” Nesse momento, a candidata do Psol demonstrou certa ironia e irritação. “E o capitalismo, tu acha que acertou? Só acha que sim porque tu estás numa situação privilegiada. Se tu estivesse hoje na ocupação Anchieta, em que estive hoje, tu ia achar que o capitalismo fracassou também”, disparou.
“Mas se fosse no socialismo eles não estariam morando no barraco, estariam sendo fuzilados nos barracos”, complementou o apresentador. “Isso não é comunismo, Danilo! Se tu estudasses um pouco mais ia conhecer o assunto”, retrucou Luciana, deixando o humorista desconcertado. “Eu acho que em nenhum lugar do mundo nós temos um modelo de sociedade a seguir. Nós precisamos construir o nosso próprio modelo com democracia e com liberdade”, disse a ex-deputada, que também respondeu perguntas de integrantes da banda Ultraje a Rigor presentes ao estúdio. Veja a entrevista:

Uol

Na CNBB, face diabólica da sucessão apareceu




Foi ao ar na noite passada o debate presidencial promovido pela CNBB, entidade máxima da Igreja Católica no Brasil. Deus esteve no controle até o terceiro bloco. Zelou para que as regras engessadas inibissem as possibilidades de confronto. No quarto bloco, Ele, que já não é full time, foi dormir. E o Diabo assumiu, ateando fogo no evento. O Coisa-Ruim proporcionou à platéia alguns dos mais eletrizantes momentos da atual temporada eleitoral. Passou a impressão de estar fechado com a evangélica Marina Silva.

Cavalgando a língua do Pastor Everaldo, o Tinhoso endereçou a Aécio uma açucarada pergunta sobre a Petrobras. O tucano alçou voo: “Os brasileiros estão envergonhados, indignados com aquilo que vem acontecendo com a nossa mais importante empresa pública, submetida à sanha de um grupo político que, para se manter no poder, permitiu que um vale-tudo fosse feito na nossa maior empresa.”

Aécio bicou: “…Uma gravíssima denúncia surgiu, que fez com que o mensalão parecesse coisa pequena. Denúncia feita pela Polícia Federal, que disse que existe uma organização criminosa atuando no seio da nossa maior empresa. A partir daí, um diretor nomeado pelo governo do PT e confirmado pela atual presidente da República disse que, durante todos esses últimos anos, financiava com propinas, com parcelas de recursos das obras sob sua alçada, a base de sustentação do governo.”

Sob olhares atendos de Marina, Aécio retorceu o bico: “…Não é possível que o Brasil continue a ser administrado com tanto descompromisso com a ética, com a decência, com os valores cirstãos. A vida pública não é para ser exercida dessa forma. Quem não teve condições de administrar nossa maior empresa não tem condições de administrar o país.”

Abespinhada, Dilma solicitou direito de resposta. E Marina só de olho. Enquanto o pedido era analisado, o mediador sorteou o nome do candidato que faria a indagação seguinte. O Capiroto guiou a escolha: Aécio Neves pergunta para Luciana Genro. Quais são as suas propostas, candidata, para melhorar a educação no Brasil? Como que tomada pelo Cramulhão, a candidata do PSOL preferiu dizer a Aécio que sabia o que o tucanato fizera no verão passado.

“O senhor fala como se no governo do PSDB nunca tivesse havido corrupção”, disse Luciana Genro. “Na realidade, nós sabemos que o PSDB foi precursor do mensalão, com seu correligionário e conterrâneo Eduardo Azeredo. E o PT deu continuidade a essa prática de aparelhamento do Estado, que o PSDB já havia implementado durante o governo Fernando Henrique.”

A filha de Tarso Genro, o governador petista do Rio Grande do Sul, prosseguiu: “Também foi público e notório o processo de corrurpção que ocorreu durante a compra da [emenda] da reeleição… E a corrupção nas empresas públicas que foram privatizadas, num processo que ficou conhecido como privataria tucana…”

Luciana chutou o balde: “Então, o senhor, Aécio, falando do PT, é como o sujo falando do mal lavado. Porque o senhor é de um partido que tem promovido a corrupção… As empreiteiras que fizeram o escândalo de corrupção da Petrobras são as mesmas que financiam a sua campanha, a da Marina e a da Dilma… Fale do PT, mas fale do seu partido também.”

Na tréplica, Aécio saudou o retorno da ex-petista Luciana Genro “às suas origens, atuando como linha auxiliar do PT”. Ignorando-a, pôs-se a falar bem de si mesmo, enaltecendo a obra educacional que realizara como governador de Minas. Mas Lúcifer reservara uma tréplica para Luciana: “Com todo o respeito, linha auxiliar é uma ova, candidato Aécio… O senhor não tem resposta para debater comigo a corrupção, até porque foi protagonista de um dos últimos escândalos…”

O Rabudo, definitivamente, apossara-se dos lábios de Luciana Genro. Ela recordou o caso do aeroporto da cidade mineira de Cláudio. “…O senhor é tão fanático pela corrupção que consegue usar dinheiro público para construir um aeroporto beneficiando exclusivamente a sua família. É realmente escandaloso o que o PSDB faz no Brasil.” Aécio requereu direito de resposta.

A essa altura, o Pata-Rachada já havia decidido que Dilma teria direito de responder aos petro-ataques do rival tucano. O Chifrudo concedeu-lhe um minuto. E ela: “Ao longo da minha vida, eu tive sempre tolerância zero com a corrupção.” No que se refere ao convívio com malfeitores, não teve a mesma intolerância.

“No caso da Petrobras, eu quero lembrar ao candidato Aécio que quem investigou e descobriu todos os crimes foi um integrante do governo.” Um integrante do governo? Imaginou-se que Dilma anunciaria ao país o nome de um investigador secreto. Mas ela se equivocara. Quisera dizer não um integrante, mas um órgão do governo, a Polícia Federal.

Expressando-se num idioma muito parecido com o português, Dilma afirmou: “Fica claro que não é fácil descobrir um sistema daquele tamanho, na medida em que está metida a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário.” Quem ouviu ficou com a sensação de que a presidente acusava os investigadores de estarem metidos nos crimes. Mas ela queria dizer o oposto.

“Quero dizer que nós fortalecemos a Polícia Federal, criamos o Portal da Transparência… Nunca escolhemos engavetador-geral da República. Se hoje descobrem atos de corrupção e ilícitos é porque nós não varremos para baixo do tapete…” Dilma se absteve de mencionar que o governo testa permanentemente os órgãos de controle do Estado, fornecendo-lhes escândalos em série. O tapete ficou pequeno.

Antes de encerrar o penúltimo bloco, o Demo autorizou Aécio a usufruir do direito de responder aos ataques de Luciana Genro. “Política é isso: aquele que se propõe a governar o Brasil tem que ouvir impropérios. E aqueles que são irrelevantes fazem acusações absolutamente irresponsáveis e levianas.” Falou de sua infância católica, de sua formação cristã, do seu apreço pela ética, de sua obra no governo mineiro. Nada que pudesse suscitar um novo pedido de resposta de Luciana Genro.

No último bloco do debate, dedicado às considerações finais, Marina Silva, que observara calada a troca de ofensas, caminhou sobre o mar de lama. “Tenho dito que quem vai ganhar essas eleições não são as estruturas dos partidos da polarização: PT e PSDB, que acabaram de aqui se digladiar. Quem vai ganhar as eleições é uma nova postura, principalmente do cidadão brasileiro, que está disposto a fazer a mudança, blá, blá blá…”

Eis as duas grandes mensagens que o Príncipe das Trevas passou por meio do debate da CNBB: 1) o que o país está assistindo nos últimos 20 anos é apenas uma sucessão de exemplos de tucanos e petistas distraídos sendo usados, vendo sua respeitabilidade e sua boa imagem exploradas por gatunos. 2) se Aécio e Dilma estiverem corretos, Marina é apenas uma biografia imaculada que ainda não teve de negociar um projeto de lei com a bancada do PMDB.

 

 

Uol

16 de setembro de 2014

Reeleição é "a mãe de todas as corrupções", diz Barbosa

  
Na primeira palestra após ter se aposentado, o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa fez duras críticas à reeleição para cargos executivos no Brasil.
"A possibilidade real de mudança periódica dos agentes políticos, como voto universal e livre, é um elemento essencial de frenagem e de calibração democrática, mas essa possibilidade real de mudança periódica fica prejudicada quando se tem o instituto da reeleição para os cargos executivos", disse Barbosa.
A palestra foi dada na manhã desta terça-feira (16), em São Paulo, no 13º Congresso Internacional de Shopping Centers, evento organizado pela Abrasce, entidade representativa dos shoppings do Brasil.
Sem citar casos concretos, Barbosa afirmou que é necessário acabar com a reeleição, tratada por ele como a "mãe de todas as corrupções" nos países em que as instituições ainda não estão consolidadas.
"Ressalto veementemente que estou falando em termos puramente hipotéticos, sem nenhuma relação a qualquer caso concreto da atualidade", afirmou Barbosa, que foi o relator do caso do mensalão no STF.
No julgamento, ele foi protagonista de uma série de polêmicas com outros ministros. Barbosa aposentou-se em 1º de julho, após 11 anos no Supremo.
"Em países ainda em fase de consolidação institucional, ou que tenham instituições débeis, a reeleição funciona como o carro-chefe, a mãe de todas as corrupções de toda a espécie. Ela condiciona tudo: de projetos essenciais à coletividade à pauta diária do governo e até mesmo a projetos individuais e pessoais daqueles que se associam ao governante que busca se manter perene no poder", disse o ex-ministro do Supremo.
O ex-presidente do Supremo afirmou também que o os mandatos no Executivo tem de durar cinco anos e defendeu o voto distrital para representantes do Legislativo em contraposição ao modelo atual. "A grande vantagem é você saber em quem está votando."
Para Barbosa, o instituto da reeleição favorece o "toma lá da cá" entre o Executivo e o Legislativo. "Consiste em concessões reciprocas nas matérias submetidas à aprovação legislativa ou executiva. É o nosso toma-lá-da-cá."
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Relembre polêmicas e bate-bocas de Joaquim Barbosa no STF15 fotos

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JOAQUIM BARBOSA X GILMAR MENDES - Em abril de 2009, uma dura troca de ofensas entre Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, presidente do Supremo na época, ganhou destaque na imprensa. Barbosa se irritou quando Mendes disse que ele não tinha condições de dar lição a ninguém e retrucou dizendo que o colega "não estava falando com os seus capangas do Mato Grosso" Gervásio Baptista/STF

Campanhas "longas" e caras

O ex-ministro provocou risos da plateia ao criticar o tempo de duração e os gastos das campanhas eleitorais. "Há necessidade de campanhas tão longas? Não poderiam ser reduzidas pela metade, sem televisão? O que encarece as campanhas são os custos de produção dos programas, do marketing eleitoral. Não vejo a necessidade de uma campanha durar três meses. Somos obrigados a se submeter a essa cacofonia durante meses."
O discurso de Barbosa durou quase uma hora. O ex-ministro fez críticas ao excesso de impostos e atribuiu a existência do "jeitinho brasileiro" às falhas do sistema tributário e à fragilidades institucionais. Em vários momentos o magistrado elegeu a desigualdade como um dos piores problemas do país e apontou a melhoria da educação como caminho para reduzi-la.
Ainda assim, o ex-ministro disse muito "otimista" com o momento atual do país, comparando as circunstâncias de hoje com as que viveu na infância e adolescência. "Vivo em uma das mais vibrantes democracias do nosso planeta", disse.
"Não obstante todas as nossas mazelas, hoje o Brasil figura entre as sete ou oito economias do mundo. Obtivemos avanços tecnológicos importantes. Grandes empresas brasileiras tornaram-se players econômicos importantes. Fabricamos aviões, bens duráveis, somos exportadores de alimentos", afirmou Barbosa.

Futuro e eleições

Ao responder a uma pergunta enviada por escrito por alguém da plateia, cujo autor questionava o que "precisaria ser feito" para que ele retornasse à vida pública e a qual partido ele poderia se filiar, Barbosa afirmou: "vocês tem muito pouco a fazer. Está tão bom aqui fora. Estou começando a gostar. Bem melhor, né? Quanto a partido, acho que não escolheria nenhum."
Na saída do evento, Barbosa recusou-se a comentar a disputa eleitoral, com o argumento de que não está a acompanhando. "Não quero falar sobre a disputa eleitoral. Não estou vendo, não vejo, não vi nenhum debate, eu não estava no Brasil. Eu cheguei na semana passada. Não quero falar nesse momento, nenhum intenção de influenciar o debate eleitoral."
Sobre as expectativas para 2015, o ex-ministro afirmou que o ano que vem marcará o "início de nova jornada". "Novos governantes, reformas que certamente deverão ser feitas especialmente no campo econômico."
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Veja frases de Joaquim Barbosa47 fotos

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20.mai.2013 - O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, criticou os partidos políticos no Brasil, dizendo que eles são de "mentirinha" e só "querem o poder pelo poder", durante palestra no IESB (Instituto de Educação Superior de Brasília) Agência CNJ/Arte UOL

14 de setembro de 2014

Por que não há mais apóstolos hoje?


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Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes


Em sua polêmica contra os escribas e fariseus, Jesus de certa feita se referiu a seus apóstolos como aqueles que, à semelhança dos profetas, sábios e escribas enviados por Deus ao antigo Israel, seriam igualmente enviados, rejeitados, perseguidos e mortos (Lc 11.49 com Mt 23.34). Desta forma, ele estabelece o paralelo entre os apóstolos e os profetas como enviados de Deus ao seu povo.

Tem sido observado que os sucessores dos profetas do Antigo Testamento, como Isaias, Jeremias, Ezequiel, Daniel e Amós, por exemplo, não foram os profetas do Novo Testamento, que tinham ministério nas igrejas locais, mas os apóstolos de Jesus Cristo, mais especificamente os doze e Paulo.[1]

Conforme já vimos acima, os profetas foram diretamente vocacionados e chamados por Deus (cf. Is 6.1-9; Jr 1.4-10; Ez 2.1-7; Am 7.14-15). A palavra mais usada para “profeta” no Antigo Testamento  (nabi), que transmite o conceito de alguém que fala por outro, como “sua boca” (Ex 4.16; 7.1; cf. ainda Dt 18.14-22). O profeta era, então, primariamente, alguém que falava da parte de Deus, inspirado e orientado por ele. Os profetas falaram ousadamente da parte dele sua mensagem ao povo de Israel (Lc 1.70; Hb 1.1-2). Parte destas profecias veio a ser escrita e registrada no Antigo Testamento, que é chamado por Paulo de “escrituras proféticas” (Rm 16.26, cf. ainda 2Pe 1.21; 2Tm 3.16).[2] Notemos que a mensagem dos profetas não consistia apenas da predição de eventos futuros relacionados com a ação de Deus na história, os quais se cumpriram infalivelmente (Dt 18.20-22; cf. 1Rs 13.3,5; 2Rs 23.15-16). A mensagem deles consistia, em grande parte, na exposição desses eventos e sua aplicação aos seus dias. Os profetas introduziam suas palavras com as fórmulas “assim diz o Senhor” e “veio a mim a Palavra do Senhor dizendo,” o que identificava sua mensagem como inspirada e infalível. Como tal, deveria ser recebida pelo povo de Deus como a própria palavra do Senhor.

A literatura intertestamentária produzida pelos judeus nos séculos depois de Malaquias considerava que o ministério desses profetas encerrou-se com Malaquias.[3] Da mesma forma, os escritores do Novo Testamento se referem aos profetas antigos como um grupo fechado e definido (cf. Mt 23.29-31; Mc 8.28; etc.). A pergunta é: através de quem Deus continuou a se revelar? Quem foram os sucessores dos profetas do Antigo Testamento como receptores e transmissores da Palavra de Deus? Resta pouca dúvida de que foram os doze apóstolos e o apóstolo Paulo, e não os profetas cristãos das igrejas locais, como aqueles que haviam em Jerusalém, Antioquia e Corinto, por exemplo (At 11.27; 13.1; 1Co 14.29). Ao contrário do que ocorria no Antigo Testamento, profetizar, na igreja cristã nascente, era um dom que todos os cristãos poderiam exercer no culto, desde que seguindo uma determinada ordem (1Co 12.10; 14.29-32). E, diferentemente dos grandes profetas de Israel, as palavras dos profetas cristãos tinham de ser julgadas pelos demais (1Co 14.29) e eles estavam debaixo da autoridade apostólica (1Co 14.37).

Em contraste com os profetas cristãos, os apóstolos  do Novo Testamento, isto é, os doze e Paulo, receberam uma chamada específica de Jesus Cristo, receberam revelações diretas da parte de Deus, como os antigos profetas (At 5.19-20; 10.9-16; 23.11; 27.23; 2Co 12.1), e assim predisseram futuros eventos relacionados com a história da salvação, entre os quais a segunda vinda do Senhor, a ressurreição dos mortos e o juízo final – isso não quer dizer que sua chamada se deu porque tinham o “dom” de apóstolo. (1Co 15.51-52; 2Ts 2.1-12; 2Pe 3.10-13).[4] Lembremos que o livro de Apocalipse é uma profecia (ver Ap 1.3; 22.18-19) escrita por um apóstolo.[5] Ao contrário dos profetas cristãos das igrejas locais, que não deixaram nada escrito, os apóstolos foram inspirados para escrever o Novo Testamento (1Ts 2.13; 2Pe 3.16) e a palavra deles deveria ser recebida, à semelhança dos profetas antigos, como Palavra de Deus, sem questionamentos, ao contrários dos profetas das igrejas locais (Gl 1.8-9; 1Co 14.37). Os autores neotestamentários que não foram apóstolos, como Marcos, Lucas, Tiago e Judas eram, todavia, parte do círculo apostólico e associados aos apóstolos, escrevendo a partir do testemunho deles.[6]

Como sucessores dos profetas de Israel e canais da revelação, os apóstolos aparecem juntos com eles na base da igreja. Nas palavras de Jesus, “Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e a alguns deles matarão e a outros perseguirão” (Lc 11.49). Paulo junta os dois grupos duas vezes na carta aos Efésios como aqueles designados por Deus para lançar as bases da igreja; “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas” (Ef 2.20); “o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito” (Ef 3.5). Muitos estudiosos entendem que os “profetas” mencionados nestas duas passagens de Efésios são profetas das igrejas neotestamentárias, que vieram depois dos apóstolos. Todavia, mesmo estando numa sequência temporal invertida, “profetas” se entende melhor como os grandes profetas de Israel, que vieram antes dos apóstolos. A sequência “apóstolos e profetas” não precisa ser entendida como uma sequência temporal. Os apóstolos são mencionados primeiro por estarem no foco do contexto.[7]

Em sua segunda carta, Pedro admoesta seus leitores a se recordarem tanto das palavras que foram ditas pelos “santos profetas” como do mandamento ensinado por “vossos apóstolos” (2Pe 3.2). Alguns entendem que “vossos apóstolos” aqui é uma referência aos missionários pioneiros que haviam fundado as igrejas às quais Pedro escreve. Contudo, a carta de Pedro não foi destinada a igrejas locais específicas e sim aos cristãos em geral (cf. 2Pe 1.1). O único grupo de “apóstolos” que se encaixaria como “vossos apóstolos” seriam os doze, que eram apóstolos para todas as igrejas.[8] A carta de Judas, cuja similaridade com a segunda carta de Pedro tem levado estudiosos a acreditarem numa dependência literária entre elas,[9] ao se referir aos apóstolos neste mesmo contexto, designa-os como “os apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo,” numa clara referência ao grupo dos doze (Jd 17).[10] Estas passagens refletem a consciência de que os apóstolos de Jesus Cristo foram os continuadores dos profetas do Antigo Testamento como canais pelos quais Deus revelou sua vontade.[11]

Uma vez que a revelação de Deus quanto ao plano da salvação foi totalmente escrita e registrada de maneira final, completa e infalível pelos apóstolos, no Novo Testamento, completando assim a revelação dada através dos profetas de Israel no Antigo Testamento, encerrou-se o ministério de ambos os grupos.

Já que os apóstolos foram os sucessores dos profetas do Antigo Testamento, não há, pois, hoje, possibilidade de haver apóstolos como os doze e Paulo, pois eles foram recipientes e transmissores da revelação final de Deus para seu povo, que se encontra registrada no Novo Testamento.

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Notas:
[1] Cf. Heber Carlos de Campos, “Profecia Ontem e Hoje” em Misticismo e Fé Cristã (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2013), pp. 63-126; Christiaan J. Beker, Paul the Apostle - The Triumph of God in Life and Thought (Philadelphia: Fortress Press, 1980), p. 113.
[2] Alguns estudiosos, como E. E. Ellis, sugerem que “escrituras proféticas” é uma alusão de Paulo a escrituras que haviam sido produzidas por profetas neotestamentários, escritos estes que haviam circulado pelas igrejas, mas nunca foram preservados (E. Earle Ellis, The Old Testament in Early Christianity em WUNT, 54 [Tübingen: Mohr/Siebeck, 1991], 4-5; E. Earle Ellis, Pauline Theology: Ministry and Society [Grand Rapids: Eerdmans; Exeter: Paternoster Press, 1989], 138 n. 79). Todavia, Cranfield corretamente considera esta interpretação de Ellis como “desesperada” (C. E. B. Cranfield, A Critical and Exegetical Commentary on the Epistle to the Romans, 2 vols, em International Critical Commentary [Edinburgh: T. & T. Clark, 1979], 2:811, n.8).
[3] “Desde que os últimos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias morreram, o Espirito Santo cessou em Israel” (T. Sota, 13, 2). Cf. πνε?μα no TDNT.
[4] O livro de Atos registra duas ocasiões em que Ágabo, um profeta de Jerusalém, anunciou acontecimentos futuros, relacionados com uma fome que veio a acontecer nos dias do imperador Cláudio (At 11.27-30) e com a prisão de Paulo em Jerusalém (At 21.10-11). O fato de que somente estes dois casos de profecias predictivas (e feitas por um único profeta) estão registrados pode indicar que a previsão do futuro não era comum fora do círculo apostólico, especialmente ainda se considerarmos que ambas as profecias de Ágabo estavam relacionadas com o ministério de Paulo. White tenta colocar estas profecias de Ágabo no mesmo nível daquelas revelações fundacionais que foram dadas aos apóstolos (Ef 3.5; cf. R. Fowler White, "Gaffin and Grudem on Eph 2:20: In Defense of Gaffin's Cessationist Exegesis," em Westminster Theological Seminary, 54 [1992], 309-310), mas é evidente que elas estavam relacionadas com a vida pessoal do apóstolo Paulo, tanto sua em ida a Jerusalém levando ajuda para os crentes da Judeia, como em sua posterior prisão naquela cidade.
[5] Assumimos aqui que foi o apóstolo João quem escreveu o livro de Apocalipse.
[6] Marcos escreveu a partir do testemunho de Pedro. Lucas foi companheiro de Paulo. Tiago era o irmão de Jesus, líder da igreja de Jerusalém e próximo do círculo (Gl 1.19). Judas era outro irmão de Jesus e também relacionado com o círculo apostólico. Lembremos por fim que Hebreus entrou no cânon porque sua autoria era atribuída ao apóstolo Paulo, como até hoje é defendido por vários estudiosos.
[7] Que Ef 3.5 se refere aos profetas do Antigo Testamento é também defendido por F. Mussner, Christus, das All und die Kirche: Studien zur Theologie der Epheserbriefes (Trierer: Paulinus, 1955), 108. Deve-se admitir, contudo, que grande parte dos comentaristas pensa que Paulo está se referindo aos profetas neotestamentários, como Andrew T. Lincoln, por exemplo. (Ephesians em Word Biblical Commentary, vol. 42, eds. D. Hubbard, et al. [Dallas, TX: Word Books, 1990], 153. Tanto Gaffin (Richard B. Gaffin, Jr. Perspectives on Pentecost: New Testament Teaching on the Gifts of the Holy Spirit [Grand Rapids: Baker, 1979], 93) quanto Grudem (Wayne Grudem, The Gift of Prophecy in 1 Corinthians [Washington: University Press of America, 1982], 47) entendem que “profetas” em Efésios 2.20 se refere aos do Novo Testamento, mas eles fazem esta defesa no contexto do debate cessacionismo-continuismo. Um dos principais argumentos contra o entendimento de que Paulo aqui se refere aos profetas do Antigo Testamento é a ordem “apóstolos e profetas,” o que tornaria isto cronologicamente impossível. Entretanto, a menção que Paulo faz dos profetas do Antigo Testamento, depois de Jesus em 1Ts 2.15, “os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram” certamente inverte a sequência histórica dos eventos e mostra que Paulo nem sempre está preocupado com a cronologia, como estudiosos modernos estão. Cf. F. F Bruce, 1 & 2 Thessalonians, WBC, vol. 45, eds. D. Hubbard, et al. (Dallas, TX: Word Books, 1982), 47; Robert Jamieson, A. R. Fausset, e David Brown, Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible (Oak Harbor, WA: Logos Research Systems, Inc., 1997).
[8] Cf. A. T. Robertson, Word Pictures in the New Testament (Nashville, TN: Broadman Press, 1933) in loco; D. A. Carson, R. T. France, J. A. Motyer, e G. J. Wenham, orgs. New Bible commentary: 21st century edition. 4th ed. (Leicester, England; Downers Grove, IL: Inter-Varsity Press, 1994) in loco.
[9] Veja Augustus Lopes, II e III de João e Judas (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2009).
[10] Cf. Jamieson, Commentary, in loco.
[11] É preciso observer que a declaração de Jesus de que “todos os Profetas e a Lei profetizaram até João” (Mt 11.13) significa o encerramento do ministério dos profetas do Antigo Testamento, mas não o término da revelação que começou a ser dada através deles. Os apóstolos do Novo Testamento – e não os profetas do Novo Testamento – foram os canais pelos quais esta revelação continuou a ser dada. É neste sentido que os consideramos como sucessores dos profetas de Israel.

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Fonte: Trecho do livro “Apóstolos”, futuro lançamento da Editora Fiel.
Via: Ministério Fiel
Imagem: Valentin de Boulogne (ca 1594-1632), Saint Paul Writing His Epistles (c. 1618-20), oil on canvas, 39-1/8 x 52-3/8", Blaffer Foundation Collection, Museum of Fine Arts, Houston, TX. Adaptada ao blog Bereianos.
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13 de setembro de 2014

Na TV, Marina cobra Lula e diz que PT usa “preconceitos” e “mentiras”




A candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva, faz hoje sua resposta mais emocionada na TV contra as críticas que vem recebendo nos comerciais de sua adversária, Dilma Rousseff (PT). A pessebista acusa o petismo de usar contra ela “os mesmos preconceitos, as mesmas mentiras” das quais no passado Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo.
Na prática, Marina afirma que hoje Lula e o PT mentem e são preconceituosos contra ela. No programa eleitoral do PSB que vai ao ar hoje, às 13h na TV, Marina começa dizendo que no passado, ajudou a combater os ataques a Lula (pois foi filiada ao PT nos anos 80 e 90).
Eis a fala inicial da candidata do PSB em seu programa:
Eu colocava a camisa do Lula e ia combater cada preconceito que era lançado contra ele: ‘Não tem experiência administrativa, não tem como governar o Brasil, é analfabeto”… Tudo o que é defeito. E a gente ia pra frente de batalha para defender…. Olhe, eu nunca imaginei que eles iriam usar os mesmos preconceitos, as mesma mentiras. Nem criativos são. Não me abalo. O povo brasileiro vai fazer a sua escolha”.
Em seguida vem uma biografia da candidata, exaltando o fato de ela ter sido alfabetizada aos 16 anos. O programa termina com um coro de militantes cantando e batendo palmas: “Olha a Marina chegando, olha a Dilma saindo. Ela tá chegando pra mudar nosso destino. Ela tá chegando pra mudar nosso destino”.


A campanha do PSB está começando a se estruturar mais. O programa de TV deste sábado foi testado em grupos de eleitores antes de ser aprovado para ir ao ar. O impacto sobre as pessoas que assistiram foi considerado bem positivo para reforçar a imagem de Marina nesta fase do processo eleitoral.



Uol Noticias

12 de setembro de 2014

PASTOR AGRADECENDO A DEUS POR AGORA TER UMA BÍBLIA.





Enquanto muitos relativizam a palavra de Deus, estes se alegram e oram agradecendo por receber exemplares da Biblia.

 Diz: "Senhor tu   confirmas  o plano que Deus tinha desde o pricípio que ja existia em  teu Espirito.

 O DIA QUE DEUS PREPARASTE CHEGOU, da promessa que fizeste a Simeão que ele veria Jesus e segura-lo em seus braços antes de morrer, e continua dizendo que ele espera por diversas promessas e uma delas é de que Deus olharia para as diversas linguas e escolheria quais delas teriam a sua

palavra, e Deus decidiste que eles teriam a sua palavra em sua lingua.

Lindo demais!!

 




Datafolha: altos e baixos de Dilma, Marina e Aécio nos Estados


POR BRASIL

11/09/14  11:29

Pesquisa Datafolha feita no início desta semana mostrou empate técnico entre Marina Silva e Dilma Rousseff no primeiro e segundo turnos. Aécio Neves apareceu mais atrás, na terceira colocação.
Recortes estaduais nesse mesmo levantamento mostram altos e baixos desses três candidatos em diferentes situações.
O blog apresenta alguns deles abaixo:
1

SÃO PAULO (Marina, 40%; Dilma, 26%; e Aécio, 16%)
Altos
Marina: 48% entre jovens de 16 a 24 anos
Dilma: 34% entre aqueles apenas com ensino fundamental
Aécio: 35% entre aqueles com renda acima de 10 salários mínimos
Baixos
Marina: rejeição de 22% entre eleitores de 45 a 59 anos
Dilma: rejeição de 44% na capital
Aécio: rejeição de 29% em municípios entre 50 mil e 200 mil habitantes

RIO DE JANEIRO (Marina, 36%; Dilma, 30%; e Aécio, 12%)
Altos
Marina: 44% entre jovens de 16 a 24 anos
Dilma: 40% entre eleitores sem ensino fundamental
Aécio: 17% entre jovens de 16 a 24 anos
Baixos
Marina: 25% em pequenos municípios (menos de 50 mil habitantes)
Dilma: 25% na capital
Aécio: 10% em pequenos municípios (menos de 50 mil habitantes)

MINAS GERAIS (Dilma, 33%; Aécio, 26%; e Marina, 25%)
Altos
Dilma: 36% no interior
Aécio: 31% na capital
Marina: 27% em municípios com mais de 500 mil habitantes
Baixos
Dilma: 22% na capital
Aécio: 18% em municípios entre 200 mil e 500 mil habitantes
Marina: 17% de rejeição em municípios com mais de 500 mil habitantes

RIO GRANDE DO SUL (Dilma, 40%; Marina, 26%; e Aécio, 15%)
Altos
Dilma: 47% entre aqueles apenas com ensino fundamental
Marina: 30% entre eleitores de 25 a 34 anos
Aécio: 22% entre eleitores com ensino fundamental
Baixos
Dilma: 34% de rejeição entre aqueles com ensino superior
Marina: 21% de rejeição na capital
Aécio: 21% de rejeição entre com renda familiar mensal acima de 10 salários mínimos

PARANÁ (Dilma, 32%; Marina, 28%; e Aécio, 22%)
Altos
Dilma: 36% no interior
Marina: 33% na capital
Aécio: 24% em municípios com mais de 500 mil habitantes
Baixos
Dilma: rejeição de 51% em municípios com mais de 500 mil habitantes
Marina: 21% de rejeição no interior
Aécio: 18% de rejeição na capital

PERNAMBUCO (Marina, 45%; Dilma, 38%; e Aécio, 2%)
Altos
Marina: 50% em municípios de 200 mil a 500 mil habitantes
Dilma: 41% no interior
Aécio: 4% na capital
Baixos
Marina: 38% entre aqueles apenas com ensino fundamental
Dilma: 29% entre jovens de 16 a 24 anos
Aécio: 1% em pequenos municípios (de até 50 mil habitantes)

DISTRITO FEDERAL (Marina, 43%; Dilma, 22%; e Aécio, 17%)
Altos
Marina: 52% entre jovens de 16 a 24 anos
Dilma: 30% entre aqueles com mais de 60 anos
Aécio: 24% entre aqueles com ensino superior
Baixos
Marina: 24% entre aqueles com mais de 60 anos
Dilma: 64% de rejeição entre aqueles com ensino superior
Aécio: 24% de rejeição entre os homens

Uol Folha de S.Paulo

Obs da Rô

Pelo que podemos vê, a Dilma é mais aceita entre os beneficiarios do bolsa familia a camada mais pobre e sem consciencia politica, aqueles que são manipulados pelo governo populista do PT que, distribui migalhas pela porta principal, mas pelas portas dos fundos sangram a Petrobrás e outras instituiçoes públicas que não temos conhecimentos ainda. :( 

11 de setembro de 2014

Os absurdos que os crentes falam



Vida cristã além dos jargões e clichês
A vida cristã necessita ir além dos jargões e clichês que são produzidos e reproduzidos ao longo da história eclesiológica. Os jargões são terminologias técnicas ou dialetos comuns a uma atividade ou grupo específico, e são normalmente utilizados em grupos profissionais ou socioculturais. Nos guetos evangélicos não é diferente. Temos nossos jargões, expressões ou frases que são sempre utilizadas para aconselhar, confortar ou encorajar alguém. No entanto, esses jargões que utilizamos e falamos a torto e a direito por aí, não resolvem e nem sequer colaboram para a resolução dos problemas da vida moderna. Os crentes adoram utilizar essas expressões para tratar dos problemas dos outros, mas têm certeza de que essas expressões de nada valem e sempre ficam irritados quando esses jargões são ditos a eles. Para bem da verdade, o grande problema desses jargões é que, em sua maioria, denotam a falta de profundidade teológica, as heresias e egoísmo presentes no ambiente evangélico. Particularmente, tenho um sério problema com os jargões evangélicos. É como se meu ouvido doesse cada vez que um jargão evangélico fosse pronunciado. É por isso que considero importante analisar e porque não criticar o absurdo que denotam alguns desses jargões evangélicos. Vamos lá!
“A oração é alavanca que move a mão de Deus”
Também tem sua variação como sendo “a fé a alavanca que move a mão de Deus”. Esse jargão parece verdadeiro e inofensivo, mas basta uma análise um pouco mais minuciosa para ver como ele é falso e até satânico. Em primeiro lugar, se há algo que um ser humano possa fazer para que Deus se lembre ou faça algo em seu favor, isso anula a graça de Deus e exalta a meritocracia. Não é por causa de uma oração, um sacrifício ou uma oferta que Deus abençoa o homem. Ele o faz por causa da sua graça, da sua misericórdia e do seu amor.  Em segundo lugar, esse jargão é herético uma vez que pressupõe uma posição estática em Deus. É praticamente como dizer que Deus está sentado, quase cochilando no trono, apenas esperando que alguém manifeste fé, para que ele aja em favor daquela pessoa. Oramos nunca para mover a mão de Deus, mas sempre para sermos por ela movidos. Deus não é relutante nem vagaroso em responder orações, muitas vezes Ele está apenas aperfeiçoando o nosso caráter.
“Tomar posse da benção”
Isso é um típico jargão da confissão positiva, parte da teologia da prosperidade. É uma interpretação totalmente equivocada do texto de Hebreus 11, onde os teólogos dessa teologia sustentam que a benção deve ser visualizada e em seguida deve-se tomar posse da benção, que já foi concedida e está incubada ou arquivada, esperando apenas a movimentação do crente. Uma enorme heresia que não tem base nenhuma no antigo e muito menos no novo testamento. Você não precisa “tomar posse da benção”, afinal, “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12). Ou seja, Ele é quem outorga poder.
“Buscar a face do Senhor”
Esta é uma expressão complicada e ao mesmo tempo muito utilizada. É praticamente impossível alguém que seja cristão evangélico a mais de dois meses e nunca a escutou. Lembro-me de, certa vez, ter perguntado a um amigo neopentecostal como se fazia para buscar a face de Deus. Ele me explicou de uma maneira muito simples: “eu me tranco no quarto, coloco um louvor pra tocar e fico ali orando por horas se preciso for”. No final tive vontade de perguntar a ele: “e assim você consegue achar?”. Sinceramente, a leitura dos evangelhos nos mostra que Jesus deixou uma lição muito bonita e singela, de que a melhor maneira de buscar a face de Deus é olhando para o próximo. Se não descobrirmos a face de Deus no rosto de nossos familiares, amigos, irmãos, patrões, moradores de rua e etc., jamais a encontraremos dentro de nós ou em outro lugar. Deus não existe fora do outro. (Gênesis 33:10 – 1 João 4:20)
“O melhor de Deus ainda está por vir” 
Eu não sei o quê esse povo ainda espera de melhor, sendo que Deus “não poupou a seu próprio Filho, antes o entregou por todos nós” (Romanos 8:32b). O melhor de Deus é Jesus Cristo e, portanto, o melhor de Deus já veio. Muitos declaram/cantam essas palavras pensando em bênçãos terrenas, materiais e um conforto que ainda está por vir da parte de Deus, quando, na realidade, Deus já “nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1:3). O melhor de Deus já veio, Cristo Jesus, e se buscarmos nele alegria e satisfação, viveremos também contentes em toda e qualquer situação.
“Entrar na presença de Deus”
Fico a pensar qual é o ser humano que não esteja na presença de Deus e que por isso seja necessário “adentrá-la”. Seria o ateu? O agnóstico?  O muçulmano? Ou o crente que está em pecado? O que define isso? De onde arrancaram essa ideia? Se de fato cremos que Deus é onipresente, é evidente que tudo e todos estão na presença Dele.
“Dar base legal para o inimigo agir”
“Cuidado, fazendo isso você vai estar dando base legal para o inimigo agir na sua vida!” Já perdi as contas de quantas vezes ouvi isso, exatamente assim, com todos os gerúndios que escrevi.  Confesso que durante um breve tempo da minha vida tomei todos os cuidados para que minhas ações fossem sempre extremamente e moralmente corretas, para de maneira nenhuma dar brecha para o diabo. Até que finalmente compreendi que o sangue de Cristo me purifica de todo o pecado e mais, que toda maldição que veio ou poderia vir sobre minha vida foi cravada na Cruz. A suficiência da cruz de Cristo é a simples verdade que pode modificar nosso modo de viver.
Com esses apontamentos, minha intenção não é ridicularizar ou menosprezar quem utiliza essas expressões. Na verdade, minha intenção é alertar para que de maneira nenhuma o nosso modo de seguir a Cristo se resuma a expressões vazias e sem sentido nenhum, mas sim que o dia a dia de discípulo se transfigure em espiritualidade voltada para o amor, a paz e a justiça do Reino de Deus. Insisto ao dizer que a vida cristã necessita ir além dos jargões e clichês que são produzidos e reproduzidos ao longo da história eclesiológica. Que vivamos todos os dias para honrar e glorificar o nome de Deus e para sinalizar o reino Dele de maneira efetiva no mundo!
Fonte:http://minhavidacrista.com/

A TRAJETÓRIA DO PT NO CONGRESSO NACIONAL



1985 - O PT é contra a eleição de Tancredo Neves e expulsa os deputados que votaram nele.

1988 - O PT vota contra a Nova Constituição que mudou o rumo do Brasil.

1989 - O PT defende o não pagamento da dívida brasileira, o que transformaria o Brasil num caloteiro mundial.

1993 - Itamar Franco convoca todos os partidos para um governo de coalizão pelo bem do país. O PT foi contra e não participou.

1994 - O PT vota contra o Plano Real e diz que a medida é eleitoreira.

1996 - O PT vota contra a reeleição. Hoje defende.

1998 - O PT vota contra a privatização da telefonia, medida que hoje nos permite ter acesso à internet e mais de 150 milhões de linhas telefônicas.

1999 - O PT vota contra a adoção do câmbio flutuante.

1999 - O PT vota contra a adoção das metas de inflação.

2000 - O PT luta ferozmente foi contra a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadarem, ou seja, o óbvio que não era feito no Brasil.

2001 - O PT vota contra a criação dos programas sociais no governo Fernando Henrique: Bolsa Escola e Vale Alimentação, Vale Gás, PETI e outras bolsas são classificadas como esmolas eleitoreiras e insuficientes. 

ATENÇÃO:

Quase toda atual estrutura socioeconômica do Brasil foi construída no período listado acima. O PT foi contra tudo e contra todos. Hoje roubam todos os avanços que os outros partidos promoveram e posam como os únicos construtores de um país democrático e igualitário. E já que o PT foi contra tudo e contra todos desde a sua fundação, fica uma pergunta para que os leitores respondam: em 12 anos de governo, quais as reformas que o PT promoveu no Brasil para mudar e o que os seus antecessores deixaram?
O perigo de termos o silêncio como resposta é real e muito triste.

Infelizmente parece que o povo brasileiro se encontra numa inércia sem sentido, o atual governo tratou os condenados do Mensalão de 2005 como herói e agora no Petrolão finge surpresa a cada notícia a respeito do fato. O seu novo programa de governo é feito em cima do plano de governo da Marina Silva, que está sendo demonizado por eles, agora prometem tudo o que já deveriam ter feito. Eles se mostram como os únicos capazes de resolver todos os problemas da nação, mas só os agravaram em todas as áreas. Todos os dias têm más notícias, seja na economia, na educação, na violência que se encontra numa crescente e na crescente corrupção. Controlam todos os mecanismos que medem a nossa real situação nos impedindo de sabermos a verdade, que por sinal é muito diferente daquela que presenciamos no seu programa de “mentiras eleitorais”. O país está em recessão e desempregando em massa, mas os controles dos mecanismos não deixam que saibamos dos números reais.

Pensando bem, vejamos; O slogan de Aécio Neves é “MUDA BRASIL”, o de Marina Silva é “NOVA POLÍTICA”, já o de Dilma Rousseff é o mesmo do Lula e dos políticos do PT envolvidos em corrupção, EU NÃO SABIA. “Inocentes sabe de nada!”


10 de setembro de 2014

Malafaia rejeita influência e diz que Marina não é candidata evangélica


Apontado como pivô de uma mudança no programa de governo da candidata Marina Silva (PSB), o pastor Silas Malafaia negou sua influência sobre a ex-senadora, que também é evangélica.
Após Marina lançar seu programa de governo com uma ampla plataforma de defesa dos direitos dos LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), houve uma manifestação de repúdio por parte do pastor no Twitter. A campanha da candidata então suprimiu diversos itens da pauta como o casamento igualitário e o projeto de lei que pune a homofobia.
"Marina não é candidata dos evangélicos. Marina é a candidata do brasileiro que quer mudança no país. Tem evangélico que vai votar em Aécio. Tem evangélico que vai votar na Dilma. Ela é a candidata de todo mundo que está de saco cheio do PT", disse o pastor em entrevista exclusiva ao UOL.
Na maior parte da entrevista --que durou quase uma hora--, Malafaia parecia estar pregando. Repetia diversas frases de efeito em voz alta e começava a responder às questões antes de a reportagem terminar de formulá-las, sempre com tom de voz elevado. Diz ser defensor do estado democrático de direito, mas quando questionado por que gays e evangélicos não podem coexistir na mesma sociedade tendo os mesmos direitos, ironiza: "Que coexistir?!"
Ao ser questionado em que dar direitos aos LGBT prejudica os evangélicos ou que solução daria à questão caso fosse presidente, negou-se a responder: "Ora, eu não tenho que te convencer de porcaria nenhuma! Eu não sou presidente e não posso responder isso pra você e nunca vou poder responder."
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15.nov.2011 - O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, José Serra, o pastor Wellington e o governador Geraldo Alckmin durante show de aniversário de 100 anos realizado no estádio do Pacaembu Adriano Vizoni/Folhapress

Menor que Edir Macedo

Embora não seja político nem nunca tenha se candidatado a nenhum cargo, Silas Malafaia se tornou uma figura política ruidosa.
Atualmente, ele tem uma base de cerca de 13 mil fieis na igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, segundo dados do site da entidade, 784 mil seguidores no Twitter, além de ser vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil, entidade que agrega mais de 8.500 pastores brasileiros.
Mesmo assim, Malafaia está longe de ser uma unanimidade no meio. A reportagem entrevistou os pastores Ricardo Gondim, da igreja Betesda (5.000 fieis em SP e 50 igrejas pelo Brasil), e o pastor Egon Kopereck, presidente da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (240.855 membros e 532 paróquias), que criticaram seus métodos e questionaram sua influência entre cristãos.
Kopereck diz que, embora Malafaia diga aquilo que muitos pastores gostariam de dizer, seu posicionamento é radical e cria uma imagem negativa do evangélico.
"Não é assim que se implanta a fé cristã. Gostaria que o país todo fosse cristão, mas uma coisa é querer. Não posso voltar às Cruzadas e obrigar as pessoas a seguirem uma religião."
Além disso, diz que, em sua igreja, se um pastor resolve seguir a carreira política, é encorajado a deixar o ministério. "Não apoiamos nenhum pastor que queira exercer a política partidária."
Já Gondim, autor do artigo "Deus nos Livre de um Brasil Evangélico" e cuja igreja se distancia do "evangélico fundamentalista por questões éticas", diz que a ideia de democracia propagada pelo pastor tem um viés ditatorial, já que despreza a inclusão das minorias.
Para ele, Malafaia tem bem menos influência que gosta de propagar.
"Ele não tem toda essa força que alardeia. O Edir Macedo tem bem mais cacife político. Já elegeu ministro e agora pode até eleger um governador, o bispo Crivella, no Rio de Janeiro. Além disso, se ele tivesse tanta influência a ponto de mudar as eleições, seu candidato não teria apenas 1% das intenções de voto."
Durante a entrevista ao UOL, o pastor Silas Malafaia minimizou as críticas dos outros pastores dizendo que eles representam "0,000001% do pensamento evangélico". "E esses caras aí [os pastores] falam isso de mim porque têm dor de cotovelo e porque tomam o maior sarrafo da minha teoria teológica. Só um idiota babaca pra falar o que essas caras falaram. Nunca falei que sou melhor que os outros. Não me dou essa importância."

Malafaia diz que Dilma o persegue por pedir cadeia aos mensaleiros

  • Roberto Jayme/UOL
    Manifestação organizada pelo pastor evangélico Silas Malafaia em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, reúne multidão em favor da liberdade religiosa, da vida e da família tradicional em Brasília
    Manifestação organizada pelo pastor evangélico Silas Malafaia em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, reúne multidão em favor da liberdade religiosa, da vida e da família tradicional em Brasília
O pastor Silas Malafaia disse durante entrevista ao UOL o motivo pelo qual votaria em qualquer candidato ("até em Levy Fidelix") contra a presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, a candidata petista e seu partido o perseguem desde que ele fez uma manifestação no ano passado, em frente ao Palácio do Planalto, pedindo cadeia aos mensaleiros.
Leia abaixo a íntegra da entrevista:
UOL – Entrevistamos dois pastores, um da igreja Betesda e outro da igreja Anglicana, e perguntei a eles sobre sua influência política entre evangélicos. Eles disseram que o senhor tem menos influência do que gosta de propagar. O que o senhor acha disso?
Silas Malafaia – Olha, quem fala isso deve ter dor de cotovelo de mim. Todas as vezes que me posicionei sobre isso, eu disse que não existe líder evangélico máximo no Brasil. Todos os líderes evangélicos têm uma certa influência. E não fui eu que falei, que me posicionei [sobre a mudança no programa de governo de Marina Silva], foi Jean Wyllys. Foi o ativismo gay. Eu apenas me dirigi a quem me segue. E isso é um direito meu. Aí ele quem disse que por minha causa a Marina mudou. E esses caras aí [os pastores] falam isso de mim por dor de cotovelo. Porque tomam o maior sarrafo da minha teoria teológica. Só um idiota babaca pra falar o que essas caras falaram! Olha o termo que eu vou usar: Idiota babaca!!! Nunca falei que sou melhor que os outros. Não me dou essa importância.
O senhor disse em várias ocasiões que não apoiaria Marina porque ela, como cristã, não era muito assertiva. Por que o senhor mudou de opinião?
Eu falei isso quatro anos atrás. Lembra que na eleição presidencial passada o negócio ficou acirrado por causa de aborto? Então, aí a Marina chegou a disse assim: "Eu faço um plebiscito sobre o aborto." Para mim ela tinha que dizer o seguinte: "Eu sou contra o aborto, mas apoio um plebiscito." Achei hipocrisia. Aí eu deixei de apoiá-la e fui até o Serra. Usei a seguinte frase: "Pior que um ímpio é o cristão que dissimula." Fiquei indignado na época. Mas usar uma coisa de quatro anos atrás não tá valendo pra agora.
O senhor acha que ela muda muito de opinião como Aécio e Dilma estão dizendo?
Acho que ela muda menos de opinião que eles. O que Aécio e Dilma dizem está no campo do debate político. Interesse eleitoral.
Por que o senhor diz em seu Twitter que a presidente Dilma o ataca?
Meu filho, eu estou sofrendo a maior perseguição que nenhum pastor, padre ou igreja já sofreu até hoje. Em junho do ano passado nós fizemos uma manifestação em Brasília, com 70 mil pessoas às quatro horas da tarde em que eu pedi cadeia aos mensaleiros. Botei pra arrebentar! Um mês depois, olha que coincidência incrível, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo e a Associação Vitória em Cristo, em que eu trabalho com obras sociais e programas de televisão, entraram em procedimento fiscal. Estou há 14 meses com várias equipes de auditores para fazer uma devassa nas minhas contas. Eu disse: "Eu não sou ladrão, vão quebrar a cara." Fiquei quieto na época senão iam dizer que eu estava com medo. Eles usam a prática nazista, comunista, fascista para detonar a credibilidade de pessoas! É a prática deles meu irmão! Agora tem a eleição e eu estou em cima! E eu te digo uma coisa: Se o Levy Fidélix fosse para segundo turno contra a Dilma eu votaria nele. E deixa eu te falar outra coisa que eu acho importante dizer: Marina não é candidata dos evangélicos. Marina é a candidata do brasileiro que quer mudança no país. Tem evangélico que vota em Aécio. Tem evangélico que vai votar na Dilma. Ela é a candidata de todo mundo que está de saco cheio do PT. O PT trata bandido como exemplo! Chega de PT! 12 anos do partido que mais roubou na história!
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15.nov.2011 - O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, José Serra, o pastor Wellington e o governador Geraldo Alckmin durante show de aniversário de 100 anos realizado no estádio do Pacaembu Leia mais Adriano Vizoni/Folhapress
Quanto o senhor acha que seu twitaço influenciou na decisão de Marina Silva em mudar seu programa de governo?
Se os meus tuítes tivessem influenciado Marina, ela teria modificado um monte de coisa do seu programa que eu continuo sem concordar. Os meus tuítes deram alerta para que o pessoal da campanha verificasse o que os ativistas LGBT da campanha fizeram. E o ativismo gay quer tudo e dane-se o que os outros pensam. E eu não estou falando dos homossexuais, estou falando do ativismo gay. Agora, o programa da Marina não tem uma linha que contemple a ideologia cristã...
O que o senhor gostaria que tivesse contemplado da ideologia cristã no programa?
Nada! Não quero privilégios para evangélicos! O que eu disse foi que tem muitos pontos ali que eu não concordo, como adoção de crianças por homossexuais. Não concordo.
Mas o senhor discorda, por exemplo, que outros 29 direitos civis que são negados aos homossexuais sejam regulamentados, como o direito a herança, por exemplo...
Quem disse que precisa de união civil para ter herança? Herança o cara deixa para qualquer um. Isso é falácia...
Na verdade não é bem assim. Segundo o Código Civil brasileiro, 50% da herança, por lei, tem que ir para seus herdeiros necessários, que são os filhos, depois os pais e em terceiro o cônjuge. Você só pode dispor dos outros 50%...
Então, aí vai para os pais dos homossexuais também. É igual para todo mundo...
Sim, mas os homossexuais nem sempre querem deixar sua herança para seus pais, que na maioria das vezes renegam esses filhos ou os expulsam de casa...
E o cara que quer deixar para a mulher e o pai também não quer? A sociedade tem mais união hétero ou união gay? É a lei meu irmão! Então, meu amigo, isso tudo é falácia para poder ter privilégios...Outra que vocês da imprensa colocaram: cura gay. Meu irmão, eu sou psicólogo. Em nenhuma instância de psicologia no mundo o terapeuta pode impor nada a ninguém. Em qualquer escola das ciências humanas é o paciente quem decide. O ativismo gay é tão violento que está decidindo pelos outros homossexuais. O cara tem a orientação que ele quiser. Se o cara é hétero e aparece dizendo: "Eu tô com uma confusão, eu sou hétero, mas acho que tenho que ser homossexual..." Agora vou fazer uma lei dizendo que o hétero não pode ir para o psicólogo?
Mas o senhor acha que uma pessoa pode mudar de orientação sexual?
Claro! É comportamento...Onde que na ciência alguém diz que nasce gay? Me diga quem é o gênio que provou que é genético?
Não existe comprovação nem que sim nem que não. Vários estudos dizem que sim, outros vários dizem que não...
Ahn? Querido, deixa eu falar uma coisa: tem um cara chamado Francis Collins. Ele é o geneticista que comandou o grupo do genoma humano. Ele disse que não existe nenhum indício de gene homossexual. A casa caiu...
Filho... Filho... Suposição filho... Teoria filho... Não fala isso não... Quem determina é a genética. Eu estou falando de um dos maiores caras da genética do mundo. O maior cientista vivo da atualidade. Não tô falando de pastor de igreja evangélica. Eu vou falar de ciência com você. A criança quando nasce tem uma predisposição de herdar características psicológicas do sexo que tem em seu nascimento. Homossexualismo é um comportamento. Qual é a prova de que é um comportamento? Ele pode deixar de ser. Na minha igreja tem vários casos. Quantos você quer que eu te apresente? Eu atendo gente, não como psicólogo, mas como pastor. Então, o cristianismo é uma ideologia. A sociedade ocidental vive no modelo judaico cristão. Mas quem criou a monogamia? O cristianismo. Quem criou o casamento? O cristianismo. Uma coisa é a igreja, a outra coisa é a ideologia cristã...
Se uma coisa é igreja, outra coisa é ideologia cristã e outra coisa é o Estado, o senhor acha adequado pedir que seus fieis elejam deputados que vão defender os interesses da igreja?
Primeiro que eu não elejo deputado para defender interesse de igreja! Eu elejo deputado para defender a ideologia cristã! Michael Sandall é um professor de Harvard que diz o seguinte: "Não se tira do debate político a questão de moral e de princípios, nem a questão religiosa, porque o Estado é laico, mas as pessoas não." Você já viu comunista ser comunista só na política? Comunista é comunista em casa, no trabalho, na rua...
Mas o comunismo não é uma religião...
É uma ideologia, assim como o cristianismo. Nem tudo que vem do cristão é religião. É o pensamento cristão que está na sociedade ocidental. Família de homem, mulher e criança. Eu posso defender isso, assim como outro pode defender que família são dois homens ou duas mulheres...
E por que os dois não podem coexistir no mesmo Estado e com os mesmos direitos?
Que coexistir!? Querido, deixa eu te contar uma coisa: um dos pilares do Estado democrático de direito é a liberdade de se expressar. Quando você quer que todo mundo pense a mesma coisa é a ditadura da opinião. E eu sou livre para dizer: "eu não concordo com isso".




Pastor, vou repetir a pergunta: por que a nossa sociedade chegou a um ponto em que os evangélicos, os LGBT, as feministas não podem coexistir e ter os mesmos direitos civis?
E quem disse que não estão coexistindo?
Não em paz. Está acontecendo uma batalha ideológica que está pautando as eleições...
Qual batalha ideológica, meu amigo? Que batalha ideológica?
Os candidatos estão usando as reivindicações dos LGBT, dos evangélicos e das mulheres como moeda de troca por votos...
A única coisa que Marina tirou foi o casamento gay. De resto, a pauta mais avançada para o ativismo gay está no programa dela. E os caras fizeram um estardalhaço. E não tem uma linha de pensamento cristão. E nem eu estou pedindo. Agora a Dilma é outro caso. Ficou quase quatro anos no poder, com maioria absoluta no Congresso e agora vem dizer que vai fazer alguma coisa para a igreja evangélica? Só pensando que nós somos otários! Agora vem dizer que vai lançar programa de governo... Eu vou rir. Se eles colocarem qualquer coisa [pauta para evangélicos] nós vamos lamber de pau. Porque tiveram quatro anos e maioria e não fizeram. Agora esse negócio de cobrar imposto de igreja? Em países com Suíça, Inglaterra, Holanda, as igrejas ainda recebem dinheiro do governo...
Mas as críticas que existem sobre igrejas como a sua e a Universal do Reino de Deus é a de que elas se tornaram instituições financeiras...
Posso falar uma coisa com você? Se tem um cara de que tem discordância do Edir Macedo sou eu. Tenho discordâncias profundas dos métodos dele. Mas eu sei ver outro lado. Se não é a igreja, essa sociedade aqui era um buraco, com drogas...Nego fala de cobrança de tributo porque tem na mídia um preconceito por causa de alguns maus exemplos. Dão uma ênfase a isso porque a igreja evangélica tem crescido assustadoramente e isso incomoda alguns setores da sociedade. Agora, chamei uma vez o Jean Wyllys e disse pra ele: Vamos fazer um plebiscito para ver se a sociedade aceita o casamento gay? Ele não aceitou!
Mas o senhor acha que casamento gay é assunto para plebiscito? Em que o casamento gay afeta o casamento hetero?
Querido! Querido! Não é afetar. Você querer dar status a um comportamento arrasto (sic) como eles querem...
Mas o senhor não acha que essas pessoas constroem vidas? Elas têm laços afetivos e financeiros em comum...
Querido! Querido! Eu não acredito em casamento gay! Eu não acredito que dois homens e duas mulheres possam criar uma criança! Você fale o que você quiser! É o que eu penso. E você não pode me impedir de pensar assim!
Mas o senhor acredita que o senhor pode impedir que duas pessoas que acreditam em casamento gay vivam assim?
O que é impedir?
Impedir a votação dessas pautas no Congresso. Pressionar candidatos...
Ué, manda os gays colocarem seus representantes lá para defender suas causas!
Este é um raciocínio distorcido, afinal a população LGBT tem menos representação que a população evangélica, certo?
Nós não somos maioria no país, amigo...
Mas o número de evangélicos é maior que o de LGBTs, certo?
Mas claro que somos!
Então, voltamos à pergunta: por que impedir que quem pense diferente viva diferente tendo os mesmos direitos, já que o senhor exalta tanto a liberdade de expressão?
Cada um viva o que quiser e dê o nome que quiser! Casamento para nós é o sacramento entre o homem e a mulher! Isso é conversa para boi dormir e eu não sou boi! Isso é conversa para boi dormir e eu não sou boi! Ora, eu não tenho que te convencer de porcaria nenhuma! Você como jornalista está errado! Você está perguntando para defender uma causa! Eu não tenho que te convencer de coisíssima nenhuma!
O que eu quero saber é em que dar direitos aos homossexuais prejudica o senhor e os seus fieis...
A história aqui não é essa! E eu vou te provar que não é...O que eles querem é ensinar homossexualidade na escola.
A proposta, na verdade, é de ensinar a tolerância na escola.
Não senhor. Uma banana! Cartilha para ensinar homossexualidade? É uma aberração! Eles querem estabelecer uma anormalidade na sociedade!
Uma anormalidade em sua opinião, certo?
Não. É uma anormalidade na real. Na pesquisa. Se você fizer uma pesquisa profunda, você colocaria assim: "Cuidado que gayzismo pode fazer mal à saúde. Doenças...Problemas...Um dos menos consistentes entre os relacionamentos..." Vamos fazer o seguinte? Vamos deixar todo mundo ser gay. Estamos falando de sustentação da civilização, rapaz! Junta dez mil casais gays e manda pra uma ilha pra ver o que acontece.
Do jeito que o senhor fala, parece que todo mundo quer ser gay. E em países onde os direitos dos LGBT são amplamente reconhecidos os héteros não desapareceram nem os gays aumentaram de número...
Aumentou, sim! Tem vários dados...E retira isso aí que eu não disse isso! Você está botando palavras na minha boca! Eu estou defendendo uma tese com você. Se colocar 10 mil casais gays em uma ilha eles vão desaparecer.
Sim, mas nas sociedades onde os direitos dos LGBT são reconhecidos os heterossexuais não despareceram...
Tudo o que vem bombardear a família tradicional eu sou contra! Agora, eu estou impedindo alguém de ser gay, rapaz?
Se o senhor fosse presidente da República, que solução o senhor daria a essa questão dos direitos dos LGBT?
Eu não sou presidente e não posso responder isso pra você e nunca vou poder responder!

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