grazi Crueldade e desespero fazem público fugir de O Outro Lado do Paraíso
A personagem de Grazi roubou o filho da cunhada. Levinho, né? (Foto: Divulgação/Globo)
A Globo teve um pico de audiência com A Força do Querer, que tinha histórias trágicas e até meio pesadinhas, mas que sabia dosar isso tudo com momentos mais leves e outros divertidos. A questão agora é que O Outro Lado do Paraíso não sabe — ou não quer — fazer esta equação.
Esta nova novela está pesadíssima de se acompanhar e isso se reflete na audiência, que vem numa queda grande em relação à anterior. O motivo é fácil de entender: é muita tragédia, muita desgraceira e muita maldade juntas. Clara, a protagonista, agora é considerada louca e foi afastada de seu filho. A personagem de Glória Pires matou sem querer seu ex-amante e teve de sumir no mundo. Eriberto Leão interpreta um gay que não pode se assumir e que é chantageado. Nádia (Eliane Giardini) é uma racista que ataque fortemente a namorada negra do filho, sempre com termos muito pesados. Gael, até uns capítulos atrás, espancava Clara sem dó. E não acabou por aí, não. Já teve morte, humilhação de anã, morte por explosão etc e tal.
Sim, é verdade, tudo é bem feito, com ótimas imagens e atores. Esse conteúdo todo nos dá a impressão de que estamos vendo uma minissérie daquelas que a Globo exibe às 23hs. Ou seja, é algo mais adulto, mais denso, mais série e com menos cara de novela. Isso causa uma estranheza natural nas pessoas. Muita gente pode não estar a fim de chegar em casa após um dia de trabalho e dar de cara com uma desgraceira sem fim como esta que está no ar na Globo.
O Outro Lado do Paraíso terá uma virada e as coisas podem mudar um pouco. Mas do jeito que está, não parece que esta novela segue os passos acertados de A Força do Querer. O que talvez seja um erro.

 R7

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