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26 de maio de 2018

Governo promete multas e apela a caminhoneiros por fim de greve

Marun: "Diálogo com caminhoneiros não está interrompido"
© Getty Images/AFP/S. Lima Marun: "Diálogo com caminhoneiros não está interrompido"

Em meio a paralisação que já dura dias, ministro afirma que transportadoras serão multadas em R$ 100 mil por hora parada e que PF já emitiu pedidos de prisão contra empresários suspeitos de estar por trás do movimento.
No sexto dia da greve dos caminhoneiros que parou o Brasil, o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, apelou neste sábado (26/05), após reunião com o presidente Michel Temer, para que os manifestantes encerrem a paralisação em nome da população.
Temer e ministros do gabinete de crise criado para monitorar a paralisação se reuniram para avaliar a efetividade das medidas adotadas para liberar as rodovias e reabastecer o país com os produtos retidos nos caminhões. Entre as medidas está o decreto assinado por Temer nesta sexta-feira que permite o uso de forças federais para liberar estradas.
Marun afirmou que o governo começará a aplicar multas de 100 mil reais por hora às entidades que mantiverem o bloqueio das vias públicas. A medida foi autorizada, a pedido do governo, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também aprovou multas de 10 mil reais por dia aos motoristas que se recusarem a mover seus caminhões.
Marun afirmou também que a Polícia Federal está investigando e já emitiu pedidos de prisão para patrões que estariam por trás da paralisação de caminhoneiros, impedindo os motoristas de trabalhar. A lei proíbe prática, conhecida como locaute.
Na quinta-feira, o governo federal anunciou um acordo com lideranças de algumas associações da categoria, mas várias estradas continuaram obstruídas, ainda que parcialmente.
Em pronunciamento nesta sexta-feira, Temer afirmou que uma "minoria radical" está impedindo que muitos grevistas cumpram o acordo e voltem a transportar mercadorias.
Ao ser questionado sobre a existência de tal minoria radical, Marun disse que vários trabalhadores foram constrangidos para que não retornassem ao trabalho. O ministro não forneceu novos números sobre a paralisação.
Segundo Marun, Temer está particularmente preocupado com a situação da saúde. O presidente já havia declarado no dia anterior que o governo não permitira que "os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas".
"Não obstante nós tenhamos os principais hospitais do país em funcionamento, abastecidos, os seus estoques são de minutos, e nesse momento há uma grande preocupação", afirmou Marun. O ministro disse que caminhões de transporte de insumos de saúde que estiverem parados serão multados.
Marun sinalizou que o governo federal trabalha com a hipótese de contratar temporários para manter a produção nacional. Acrescentou, porém, que o objetivo é que todos retornem ao trabalho. Segundo ele, o diálogo com os caminhoneiros "não está interrompido".
A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) divulgou uma nota para pedir que os caminhoneiros retirem as interdições nas rodovias, mas bloqueios foram mantidos.

A greve

Desde o início da semana, caminhoneiros em vários estados do Brasil suspenderam os transportes e bloquearam parcialmente as rodovias. Caminhões carregados ocupam gramados e postos de combustíveis em protesto aos sucessivos reajustes do preço do diesel.
O setor de transporte de carga rodoviário representa mais de 60% de tudo o que circula no país, incluindo itens essenciais, como alimentos e combustíveis.
É difícil estimar quantos caminhoneiros deixaram de trabalhar desde o início da paralisação, mas os reflexos estão por toda parte, de postos de gasolina, a aeroportos, supermercados e universidades.
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Anistia Internacional: uso das Forças Armadas pode desencadear violência A ONG de defesa dos direitos humanos considera o uso dos militares "extremamente preocupante"

Soldado do Exército no Rio de Janeiro
Rio – O emprego das Forças Armadas para liberar estradas ocupadas por caminhoneiros, determinado na sexta-feira, 25, pelo governo Michel Temer (MDB), é “inadmissível”, para a Anistia Internacional. A ONG de defesa dos direitos humanos considera o uso dos militares “extremamente preocupante”. A atuação, acredita, cerceia a “liberdade de expressão e manifestação” dos grevistas e pode desencadear ações violentas.

“O papel das Forças Armadas não é atuar em protestos, manifestações e greves. A liberdade de expressão e manifestação são um direito humano. As partes envolvidas em uma manifestação e as autoridades relevantes devem encontrar um caminho de negociação e uma saída pacífica para os eventuais impasses encontrados”, diz nota da Anistia.

“Enviar as Forças Armadas é grave erro e pode levar a uma escalada da violência. Além disso, o precedente de convocação e autorização para que as Forças Armadas atuem nacionalmente é mais um passo inadmissível no caminho da militarização da gestão das políticas públicas,” afirma a diretora da Anistia no Brasil, Jurema Werneck, em nota.

Temer solicitou que governadores tomem a mesma medida em seus estados, como forma de liberar a passagem nas rodovias de cargas como combustíveis e alimentos. “A Anistia Internacional reivindica que o governo federal recue na sua decisão e que os governos estaduais não lancem mão das Forças Armadas para atuar em protestos e manifestações”, afirma a nota da ONG.


BRT e barcas param totalmente no Rio por falta de combustível O consórcio informou que ficou totalmente sem combustível para alimentar os veículos articulados

RJ: os estoques de diesel das empresas consorciadas estão zerados (Fernando Frazão/Agência Brasil)




Todas as três linhas do BRT, o sistema de ônibus expresso por corredores, foram suspensas neste sábado (26), no Rio. Em comunicado, o consórcio informou que ficou totalmente sem combustível para alimentar os veículos articulados, responsáveis por transportar 450 mil passageiros por dia.

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“Sem ter como abastecer seus articulados, pela falta de combustível nos postos e garagens, o BRT Rio, apesar de todos os esforços, não conseguirá manter o sistema operando na manhã deste sábado. Todos os serviços, nos três corredores expressos – Transoeste, Transcarioca e Transolímpica -, serão suspensos por tempo indeterminado. Neste momento, os estoques de diesel das empresas consorciadas estão zerados. Os articulados voltarão a circular tão logo se restabeleça a distribuição de combustível no estado e o Consórcio consiga abastecer o número de veículos necessário para normalizar a operação”, informou o consórcio.

As 125 estações foram fechadas e os 440 ônibus articulados ficaram parados. São 125 quilômetros de corredores exclusivos, responsáveis por fazer a ligação entre as linhas de ônibus locais e também com o metrô. O BRT Transcarioca liga o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca e também ao campus da Universidade Federal do Rio. O Transoeste liga Santa Cruz e Campo Grande com a Barra e o metrô. E a Transolímpica liga Deodoro ao Recreio dos Bandeirantes.
Barcas e trens

Também por falta de combustível, o transporte de barcas entre o Rio e Niterói foi totalmente suspenso neste sábado. A linha Paquetá está operando com menos viagens. As barcas transportam diariamente, em média, 73 mil passageiros, em seis linhas e 19 embarcações.

Nos trens, duas extensões que funcionam com locomotivas a diesel também estão sem operação neste final de semana, Vila Inhomirim e Guapimirim.

* Colaborou Raquel Júnia, do Radiojornalismo EBC

Usar Exército é “coisa de governo fraco”, diz Maia a blog “Forças Armadas devem ser deixadas para o final. Mas o presidente parece gostar do simbolismo”, disse o presidente da Câmara ao blog de Josias de Souza







São Paulo – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está criticando
publicamente o uso das Forças Armadas na greve dos caminhoneiros.
“A decisão foi errada”, disse ao blog de Josias de Souza, na Folha de São Paulo, na noite de
sexta-feira. E completa: “Isso é coisa típica de governo fraco”.
Foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite desta sexta-feira


Elas incluem a remoção ou a condução de veículos que estiverem obstruindo a via pública 
e a escolta de veículos que prestem serviços essenciais ou transportem produtos considerados
essenciais.

Para Maia, o governo não deveria ter ido além do que foi autorizado por Alexandre de Moraes, 
Do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Advocacia-Geral da União.
Moraes permitiu que a força fosse usada para desbloquear estradas, mas não mencionou 
Exército, apenas Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militares e Força Nacional de 
Segurança.

“Foi o que o governo pediu. E seria suficiente”, avaliou Maia. “As Forças Armadas devem 
ser deixadas para o final, para situações extremas. Mas o presidente parece gostar do 
simbolismo.”


Maia é pré-candidato à Presidência da República pelo DEM e sua atuação na greve dos
caminhoneiros foi marcada por um erro de cálculo.

Ele defendeu que alíquota do PIS/PASEP e do Cofins fosse zerada para o óleo diesel, o que
acabou sendo incluído na proposta de reoneração da folha de pagamento aprovada pela 
Câmara.
Os deputados divulgaram que a previsão de perda de arrecadação seria da ordem de
R$ 3 bilhões, enquanto o governo falava em R$ 12 bilhões.


Exame Abril

Rodovias ainda têm 387 pontos com bloqueios; 132 locais foram liberados Muitas manifestações seguem pelo acostamento das estradas

Greve nacional de caminhoneiros



São Paulo – Caminhoneiros continuam com mobilizações em rodovias de todo o Brasil neste sábado, 26, no sexto dia de protestos. No balanço mais recente feito pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, 387 pontos permanecem bloqueados e 132 foram liberados.


Muitas manifestações seguem pelo acostamento das estradas. Na sexta-feira, 25, o presidente Michel Temer acionou as forças de segurança nacionais para desbloquear rodovias.

O decreto, publicado no Diário Oficial da União, autoriza o emprego das Forças Armadas no contexto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) até o dia 4 de junho.

De acordo com a Ecovias, a situação é tranquila neste momento no sistema Anchieta-Imigrantes. Mais cedo, caminhoneiros faziam uma manifestação na rodovia Anchieta, nos dois sentidos, entre o km 22 e 24, em São Bernardo do Campo. O trânsito, porém, está liberado para veículos de passeio, motos, ambulâncias e coletivos.

Na rodovia Fernão Dias, ocorre um protesto sem interdição na altura do km 37, na região de Atibaia.

De acordo com a concessionária Nova Dutra, os caminhoneiros também permanecem na rodovia Presidente Dutra nas regiões de Santa Isabel, São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Pindamonhangaba, Lorena, Barra Mansa e Piraí.

Na Régis Bittencourt, a manifestação ocupa uma faixa e o acostamento, em ambos os sentidos, na altura do km 279, em Embu das Artes, e também na altura do km 385, em Miracatu, no sentido de Curitiba. Também há bloqueio no km 477, em Jacupiranga.

No Rodoanel não há interdições, mas a via tem lentidão no trecho de Embu das Artes, em razão dos protestos na Régis Bittencourt.

De acordo com a Autoban, a rodovia Anhanguera permanece com bloqueio na região de Limeira. A concessionária orienta o motorista a utilizar a rodovia dos Bandeirantes.

As rodovias Imigrantes, Raposo Tavares, Castelo Branco, Ayrton Senna e Bandeirantes seguem sem mobilizações.

Governo ignorou pedidos do movimento dos caminhoneiros Quando a negociação foi iniciada, nesta semana, o governo ofereceu parte dos pedidos, mas o movimento já era maior que os líderes

Motoristas de caminhão bloqueiam rodovia BR-116 em Curitiba com seus veículos durante greve 21/05/2018 REUTERS/Rodolfo Buhrer
Greve dos caminhoneiros: caminhoneiros dizem que foram ignorados (Rodolfo Buhrer/Reuters)

Brasília – Uma sequência de reclamações ignoradas pelo governo e um acordo costurado 
de última hora em meio a trapalhadas políticas pararam o Brasil. Desde outubro de 2017
 os caminhoneiros têm se queixado ao Planalto, mas, sem dinheiro e com outras
 preocupações, o governo deixou o tema de lado até que a paralisação começou.
 Quando a negociação foi iniciada, nesta semana, o governo ofereceu parte dos 
pedidos, mas o movimento já era maior que os líderes, e o acordo foi ignorado 
pelas estradas.



Com os preços do combustível ajustados quase diariamente pela Petrobras, que segue 
a cotação do petróleo no mercado internacional (em alta constante), os mais de 
1 milhão de autônomos começaram a sofrer achatamento da renda. O ministro da 
Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu a primeira reclamação formal de duas entidades
 em 5 de outubro. Caminhoneiros dizem que foram ignorados.

Para piorar, a desvalorização do real potencializou o fenômeno. Assim, em 14 de maio,
 Padilha e o presidente Michel Temer receberam nova carta. Dessa vez, com ameaça: 
“Caso não tenhamos apoio deste governo federal, uma paralisação será inevitável”. 
Sem resposta, caminhoneiros convocaram greve para a última segunda-feira.

O movimento começou forte e teve mais de 100 pontos de manifestação naquele dia.
 O governo reagiu e convocou uma reunião com as principais entidades um dia depois
 do início do movimento.

No Planalto, a avaliação é que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) falhou ao
 não prever o alcance da greve, que instalou caos no País. Sob condição de anonimato, 
fontes criticaram o fato de a agência não ter informado Temer de que o movimento, 
ao contrário dos anteriores, vinha com tanta força.

A agência não alertou sobre a previsão de desabastecimento. O governo avaliou que o
 diferencial, neste caso, e que também não foi detectado pela inteligência, foi o apoio 
dos empresários do setor aos caminhoneiros.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio
 Etchegoyen, refuta que a Abin tenha falhado.

Os mais de dez grupos de caminhoneiros chegaram sem um discurso único.
 Havia a reclamação comum do diesel, mas muitos traziam pautas distintas.
 Para o governo, essa pauta sem foco era um sinal de alerta do problema da 
pulverização dos trabalhadores.

Para tentar mostrar protagonismo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ),
 pré-candidato à Presidência, correu e aprovou na Câmara, na quarta-feira, um projeto
 para zerar a alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel, com projeções erradas do custo 
aos cofres públicos. Maia contrariou Temer e irritou o presidente do Senado,
 Eunício Oliveira (MDB-CE).

“Infelizmente, as palavras do presidente Temer estão tendo pouca credibilidade com
 a sociedade”, disse Maia na sexta-feira sobre o não cumprimento do acordo.

Apesar da dificuldade financeira, o governo conseguiu costurar um pacote de medidas.
 Não houve dinheiro para reduzir o preço do diesel em até R$ 0,80, como pedido. 
O governo acenou com a redução de alguns impostos para reduzir o preço, mas muitas
 das medidas ainda precisam de aprovação do Congresso.

A Petrobras concedeu um desconto de 10% no diesel por 15 dias. O governo ampliou 
esse prazo por mais 15 dias, e criou uma câmara de compensação para subsidiar o
 preço até o fim do ano.

Mesmo com governo, Petrobras e Câmara cedendo aos pedidos dos caminhoneiros,
 eles mantiveram a paralisação e coagiram o Planalto em busca de uma redução 
ainda maior no preço do diesel.


No Chile, greve de caminhões durou 26 dias – e derrubou o governo


Paralisação de 1972 agravou a crise econômica pela qual passava o país e culminou no que seria o golpe de Estado que retirou do poder Salvador Allende

Salvador Allende, ex-presidente chileno
Salvador Allende, ex-presidente chileno (Luigi Mamprin/Divulgação)

Há 5 dias o Brasil está parado pela greve dos caminhoneiros, que já afeta o abastecimento de alimentos, combustíveis e da indústria. A situação, que fica mais caótica a cada dia que passa, pode ficar ainda pior, a julgar pelo histórico: em 1972, no Chile, uma greve de caminhoneiros que durou 26 dias agravou a crise econômica pela qual passava o país, incendiou diversos outros movimentos grevistas e culminou no que seria o golpe de Estado que retirou do poder o então presidente Salvador Allende.

Greves de caminhoneiros são notórias em outros países, como na França, por justamente ameaçar toda a cadeia de distribuição de um país. No Brasil, onde quase 80% dos serviços de transporte de carga utilizados são rodoviários, o exemplo chileno merece ser lembrado.

Em outubro de 1972, os caminhoneiros paralisaram o país pela primeira vez, protestando contra a criação de uma autoridade nacional de transporte, e ativando o gatilho do que seria uma crise trabalhista no país. Estimativas do governo apontam que aquela paralisação inicial custou ao país 200 milhões de dólares na época. Hoje, esse valor seria de mais de 1,2 bilhão de dólares. O governo de Allende resolveu a situação sentando para conversar com os caminhoneiros no final de outubro, mas já era tarde.

Salvador Allende, então presidente de um governo de esquerda, havia sido eleito em 1970 com uma plataforma de nacionalização de serviços, como o sistema de saúde, e da indústria mineral, além de propor a redistribuição de terras. Um ano depois, em agosto de 1973, 40.000 caminhoneiros voltariam a paralisar o país, ao lado de outros 210.000 donos de pequenos negócios e empresários.

A instabilidade e a crise econômica levariam o governo de Allende a ser deposto pelo exército e pela força nacional em 11 de setembro de 1973, numa tomada de poder que incluiria o bombardeio do palácio presidencial de La Moneda e o suicídio de Allende, em um dos episódios mais sangrentos da democracia chilena.

Em agosto de 1973, nos momentos derradeiros do governo, a paralisação dos caminhoneiros foi tão catastrófica para a economia que o ministério do Planejamento Nacional emitiu um comunicado sobre as consequências econômicas da paralisação. “A agricultura está seriamente ameaça, a indústria desacelerou e o suprimento de commodities atingiu um ponto crítico”, afirmava o relatório, depois de 23 dias da segunda greve de caminhoneiros.

“Esta é uma greve política, com o objetivo de derrubar o governo com a ajuda do imperialismo”, afirmou Gonzalo Martner, então ministro da pasta. A segunda paralisação foi mais intensa porque o Chile ainda não havia sequer se recuperado integralmente da que havia acontecido um ano antes.

25 de maio de 2018

Associação de caminhoneiros diz que vai manter a paralisação sem bloqueio de rodovias


Imagem: ABr





















Após a autorização do governo federal para que o Exército retire bloqueios das estradas,
 a Associação Brasileira dos Caminhoneiros divulgou um comunicado pedindo aos 
caminhoneiros para desbloquearem as estradas, mantendo as manifestações de forma 
pacífica. 


Leia abaixo o comunicado aos caminhoneiros: 



Leia nota à imprensa: 



Joesley pede que PGR se manifeste sobre ‘omissões’ de Delcídio e da Hypermarcas

Imagem: Dida Sampaio / Estadão


















A defesa do empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&F, pediu nesta sexta-feira,
25, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre supostas omissões
 nas colaborações premiadas do ex-senador Delcídio do Amaral e do ex-diretor de
 Relações Institucionais da Hypera Pharma, antiga Hypermarcas, Nelson Mello, no
 âmbito da Operação Lava Jato. A petição foi enviada ao ministro Edson Fachin, do
 Supremo Tribunal Federal, responsável pela operação na Corte.


A Coluna do Estadão informou na quinta-feira que a defesa de Joesley estava fazendo
um pente-fino para buscar evidências de que seus clientes estariam recebendo tratamento
 mais duro.Os advogados do empresário, André Luís Callegari e Ariel Barazzetti, que
assinam o documento, consideram a medida indispensável para que se verifique se o
tratamento dado ‘é isonômico ao dispensado ao colaborador Joesley’.


Desta forma, na avaliação da defesa, será garantida segurança jurídica ‘a todos os
signatários de acordos de colaboração premiada’.


“Em razão da inexistência de previsão legal acerca do trâmite de eventual pedido de
 rescisão de um acordo de colaboração premiada, há de ser adotado, ao menos,
procedimento idêntico a todos os colaboradores, sob pena de quebra do princípio
 da isonomia. Não é possível que seja dispensado tratamento diverso a indivíduos
que estão na mesma condição jurídica”, alega a defesa.


O pedido da defesa foi feito após a publicação de reportagens que noticiavam alegadas
omissões dos colaboradores. Uma delas, do Estado, aponta que a Polícia Federal
investiga se o delator Nelson Mello omitiu informações em seu acordo de colaboração
 premiada para proteger o maior acionista e o presidente da empresa. João Alves de
 Queiroz Filho, maior acionista da farmacêutica, e o executivo Cláudio Bergamo
foram alvos de busca e apreensão na operação Tira-Teima. “No ponto específico,
observa-se a deflagração de operação da Polícia Federal com o sugestivo nome de
 ‘Tira-Teima’”, diz a defesa.


Caso fique comprovada a omissão de informações, o acordo de colaboração de Mello
 poderá ser rescindido. A PGR suspendeu os acordos de colaboração de Joesley Batista
 e outros executivos de seu grupo por suposta omissão de informações nos depoimentos.
 Cabe agora ao ministro Edson Fachin validar o pedido da PGR.


“Assim, faz-se necessário que Vossa Excelência, para o bom andamento do feito e para
que seja assegurado o respeito aos princípios da isonomia e, principalmente, da
segurança jurídica dos acordos de colaboração premiada, determine à Procuradoria-Geral
 da República que se manifeste acerca dos procedimentos adotados em relação a tais
supostas omissões, eis que de amplo conhecimento, reforçado pela matéria
inicialmente mencionada.” Os advogados também pedem que após a PGR se manifeste
 quanto ao pedido seja concedido o prazo de 15 dias para que a defesa se posicione.


COM A PALAVRA, O ADVOGADO ANTONIO FIGUEIREDO BASTO, QUE
DEFENDE DELCÍDIO


Advogado de Delcídio, Antonio Figueiredo Basto afirmou que não vai comentar.
 A defesa de Nelson Mello não atendeu as ligações da reportagem.

Folha Política

Comandante do Exército se manifesta sobre GLO: 'Como sempre, agiremos com base na CF, em apoio às instituições e pela democracia'


Imagem: Reprodução / Redes Sociais




















O Comandante do Exército, General Villas Bôas, falou sobre a operação de Garantia da 
Lei e da Ordem e pediu a cooperação da população: "Mais uma vez, o Exército Brasileiro
 será empregado em uma operação de garantia da lei e da ordem (GLO), a fim de atender
 às necessidades da população afetada pela 'greve dos caminhoneiros'. Como sempre, 
agiremos com base na CF, em apoio às instituições e pela democracia. É necessário
 que todos os setores da sociedade brasileira atuem para uma solução rápida dessa
 crise".

Folha Política

Delação de Palocci entrega Lula, Dilma e Gleisi e deve 'explodir' o PT








Imagem: André Dusek / Estadão 
Na primeira vez em que ficou frente a frente com o juiz Sergio Moro, em abril de 2017, o ex-ministro e ex-todo-poderoso do PT Antônio Palocci já completava sete meses na cadeia. Foi quando resolveu dar o primeiro passo em busca de um acordo de delação premiada. Ao final de seu interrogatório como réu da Lava Jato, Palocci mandou um recado: “Eu tenho informações para mais de um ano de Lava Jato e entrego tudo: operações realizadas, nomes, endereços”. Desde então, Palocci foi condenado a 12 anos de prisão, denunciado mais três vezes pelo Ministério Público Federal e teve sucessivos pedidos de habeas corpus negados pela Justiça. 


Agora, Palocci já está preso há 20 meses. A perspectiva de não sair tão cedo da cadeia levou-o ao desespero: emagreceu dez quilos e mergulhou em depressão profunda. Por isso, resolveu escancarar seu explosivo baú de confidências à Polícia Federal. A revista IstoÉ apurou que a delação contém elementos suficientes para dinamitar o PT, partido que ele ajudou a fundar. Suas revelações, feitas em longos depoimentos à PF em abril, envolvem principalmente os ex-presidentes Lula e Dilma, a quem acusa de práticas de corrupção estratosféricas. “A delação de Palocci destrói o PT”, diz um delegado da PF que participou das oitivas do ex-ministro. O roteiro está concluído e deve servir de base, nas próximas semanas, para novas condenações dos protagonistas do esquema. Como coordenador das campanhas que elegeram Lula e Dilma, Palocci detalhou à PF como eles usaram e abusaram de recursos das empreiteiras, desviados da Petrobras, para financiar as milionárias campanhas eleitorais e também utilizar o dinheiro sujo para o enriquecimento pessoal. E tudo armado dentro do gabinete presidencial no Palácio do Planalto.
A rota da propina

No depoimento, Palocci indicou a rota da propina, não se limitando a revelar como funcionava o esquema de corrupção. Ele citou valores, as empresas que pagavam as propinas e explicou como o dinheiro chegava às mãos dos petistas. Detalhadamente. Forneceu até o nome do motorista que fazia o transporte do dinheiro e as senhas que Lula usava na hora de se referir ao pagamento da propina. Como não dirigia seu próprio carro, Palocci mandava seu motorista particular levar os valores. Na delação, o ex-ministro apresentou datas, horários e locais onde o dinheiro era entregue. Um pacote chegou a ser deixado na sede do Instituto Lula em São Paulo por “Brani” ou Branislav Kontic, assessor direto do ex-ministro, num final de semana, fora do horário do expediente. No total, o ex-presidente, segundo Palocci, recebeu mais de R$ 10 milhões em dinheiro vivo das mãos de Brani. No apagar das luzes de 2010, quando Lula estava na iminência de deixar o Palácio do Planalto, o assessor transportou várias remessas de dinheiro vivo ao petista, em quantias que somavam R$ 50 mil cada pacote. Lula demonstrava discrição. Às vezes, mandava deixar o malote num local previamente combinado. Em outras ocasiões, escalava Paulo Okamotto para o serviço sujo.

As necessidades de lula

Esse dinheiro, de acordo com o depoimento de Palocci, servia para o ex-presidente custear suas próprias despesas. Todos os valores milionários estavam “depositados” na conta “Amigo”, mantida no departamento de propinas da Odebrecht. A conta chegou a ter R$ 40 milhões para atender as necessidades do ex-presidente. Os valores só podiam ser movimentados com autorização de Palocci, o “italiano”. O dinheiro era uma contrapartida à facilitação das operações da Odebrecht no governo Dilma, com quem Marcelo não tinha boa relação. Na delação, Palocci conta que, entre o final de 2013 e início de 2014, sacou da conta “Amigo” R$ 4 milhões para cobrir um rombo nas contas do Instituto Lula. Dessa vez, o ex-presidente designou Okamotto para cumprir a tarefa. Não teria sido a primeira nem a última. As expressões “resolve com o Okamotto” ou “o Okamotto vai lhe procurar” eram a senha para o recebimento da propina.“O Paulo Okamotto (presidente do instituto) me disse que tinha um buraco nas contas e me pediu ajuda para resolver”, explicou Palocci. Okamotto falava em nome de Lula. Autorizado por ele. Sempre.

Além desses valores, o ex-ministro revelou que Lula fechou com o patriarca da empreiteira, Emílio Odebrecht, um “pacote de propinas” no valor de R$ 300 milhões para que o ex-presidente e Dilma utilizassem sempre que fosse preciso. O dinheiro foi usado nas campanhas petistas, sobretudo na de 2014. Os recursos eram usados ainda para pagar palestras fictícias de Lula. Sua empresa de palestras, a LILS, recebeu pelo menos R$ 30 milhões de empreiteiras a título de conferências não realizadas.

Somente durante a criação da Sete Brasil, em 2010, foram desviados R$ 153 milhões, dos quais 50% foram para atender Lula. O esquema foi discutido dentro do Palácio do Planalto, no gabinete presidencial, de acordo com a delação de Palocci. A Sete Brasil foi constituída para produzir sondas de exploração de petróleo para a Petrobras, com a participação da Odebrecht, OAS e UTC. Somente seis sondas da Sete Brasil custariam US$ 4,8 bilhões, com o pagamento de 1% dos contratos em propinas, inclusive para o bolso de Lula, identificado nessa operação como “sapo barbudo” por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras e dirigente da Sete Brasil. Já tornada pública, a chamada operação Kadafi foi confirmada por Palocci, segundo apurou a revista. O ex-ministro ratificou que o líder líbio Muamar Kadafi, morto em 2011, enviou ilegalmente R$ 1 milhão para a campanha de Lula em 2002.

A ex-presidente Dilma mereceu um capítulo especial na memória infalível de Palocci. Depois de Lula, a ex-presidente deposta foi a mais implicada na delação. O ex-ministro confessou ter participado de um esquema que escoou R$ 50 milhões da Braskem (empresa do grupo Odebrecht), no processo de renegociação de dívidas com a União. A propina foi acertada em 2009, num negócio envolvendo o então presidente Lula e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, nos gabinetes palacianos. O dinheiro foi usado na campanha que elegeu Dilma em 2010. Palocci disse que o acerto foi detalhado num encontro, com a presença de Dilma, no qual Lula teria falado abertamente sobre a arrecadação de valores ilícitos para a campanha da sua sucessora. Dilma não impunha resistência. Agia naturalmente. Dava aval aos ilícitos. Lula também pediu propinas do pré-sal para campanha de Dilma, segundo Palocci “Ele (Lula) disse: ‘o Palocci está aqui, Gabrielli, porque ele vai lhe acompanhar nesse projeto, porque ele vai ter total sucesso e para que garanta que uma parcela desses projetos financie a campanha da Dilma’.
Outro “projeto” fora montado para irrigar propina para a atual presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT), segundo a delação de Palocci. De acordo com o ex-ministro, o PT havia recebido R$ 50 milhões para ajudar na anulação das provas da Operação Castelo de Areia no Superior Tribunal de Justiça. O dinheiro foi repassado ao partido pela empreiteira Camargo Corrêa, a principal encrencada na operação. Parte da propina foi destinada à campanha da senadora Gleisi.

Além da delação, para obter a redução de pena e deixar a cadeia, Palocci se compromete a devolver pelo menos R$ 50 milhões dos R$ 81 milhões que sua empresa, a Projeto, teria recebido irregularmente entre 2007 e 2015. Nesse período, a empresa faturou mais de R$ 200 milhões junto a 47 clientes. A delação foi acertada com os delegados da PF sem qualquer participação do Ministério Público Federal, o que provocou uma crise entre as instituições. O MPF considerou os relatos de Palocci insuficientes. A PF, contudo, considerou que a delação estava estruturada em fatos consistentes, com provas substanciais e caminhos percorridos pelo dinheiro da propina.

Relaxantes

Agora, o destino de Palocci está nas mãos do desembargador Gebran Neto, que está prestes a dizer se homologa ou não a delação. Antes de tomar uma decisão, o desembargador submeteu o acordo ao MPF de Porto Alegre, sob a coordenação da procuradora Maria Emília Corrêa Dick. O prazo para o MPF emitir seu parecer terminou na quinta-feira 24. A perspectiva de liberdade fez Palocci melhorar o humor. Foi autorizado pelos agentes da PF a manter um pequeno jardim numa das floreiras perto de sua cela, onde há sol e chuva. Lá, o ex-ministro cultiva plantas como lavanda e alecrim, essências que exalam um aroma agradável e possuem substâncias relaxantes. É o que muita gente do PT vai precisar ingerir, depois que a delação de Palocci vir à tona.

Imagem: Reprodução / IstoÉ


As malas de diamantes de Cabral

Ao contrário dos corruptos convencionais, acostumados a guardar propina em mala de dinheiro, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral criou um esquema ainda mais sofisticado para camuflar o dinheiro sujo da corrupção. Como os árabes, Cabral cultivava o hábito de usar os bilionários recursos desviados para adquirir malas e malas de diamantes. A Polícia Federal suspeita que as maletas contendo as pedras preciosas estejam depositadas numa instituição financeira norte-americana dentro de um cofre. Eram recorrentes as viagens de Cabral para Nova York a bordo de dois jatinhos: um de propriedade de Eike Batista e outro cujo dono era Andre Esteves, do BTG. Há indícios de que o dinheiro para compra de diamantes teria sido transportado pelas duas aeronaves. Quando pousava em Nova York acompanhado de sua entourage, Cabral invariavelmente se hospedava no luxuoso St. Regis localizado na 55th street. Segundo apurou ISTOÉ, o ex-ministro Antonio Palocci era um dos que tinham conhecimento do esquema. E poderá esclarecê-lo caso haja interesse por parte do Ministério Público e da PF.

Como se sabe, cerca de 90% dos diamantes nos Estados Unidos entram por Nova York. A capital norte-americana dos diamantes, que abriga em Manhattan o Diamond District, entre a quinta e a sexta avenida, só perde em importância para Antuérpia, na Bélgica, onde são comercializados 80% dos diamantes brutos e 50% dos lapidados no mundo. O bairro cresceu em importância quando os nazistas alemães invadiram a Holanda e a Bélgica, forçando milhares de judeus ortodoxos a seguirem pelo caminho dos negócios de diamantes, no intuito de fugir de Antuérpia e Amsterdã e se estabelecer em Nova York.

A maioria deles permaneceu após a Segunda Guerra Mundial, e continuam a ser uma influência dominante. Com a investigação, que pode contar com a contribuição de Palocci, a PF espera encaixar a última peça do quebra-cabeças do bilionário esquema de Cabral: para onde ele mandou a maior parte da propina que amealhou. A cada avanço na apuração, a PF reforça a convicção de que o dinheiro lapidado por Cabral acabou convertido em reluzentes diamantes.

Folha Política












Ao estilo Maduro, Temer vai usar Exército contra caminhoneiros

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Diante da proporção que está tomando o movimento de paralisação dos caminhoneiros, o governo decidiu endurecer nesta sexta-feira, 25. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, já está autorizado o uso das Forças Armadas para a desobstrução das estradas. O presidente Michel Temer deve fazer um pronunciamento a qualquer momento para falar sobre a greve e fazer uma avaliação da situação.

Forças federais entram em refinaria no RJ; caminhoneiros protestam na porta


Imagem: Reprodução / TV Globo


















Militares do Exército e policiais rodoviários federais chegaram à Refinaria de Duque
 de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, na tarde desta sexta-feira (25). No comboio
 havia dois carros da PRF e dois carros da Polícia do Exército. Os veículos estacionaram 
no pátio da refinaria.


Em nota, o Comando Militar do Leste comunicou que as viaturas que foram à Reduc 
estão lá para "escoltar um caminhão-tanque". O veículo de combustível, segundo o texto,
 irá "garantir o fluxo de abastecimento do Exército". A mensagem reforça que o caso não
 tem relação com a decreto do presidente Michel Temer.

O helicóptero Globocop registrou o momento da chegada dos veículos. De acordo com 
o Ministério da Defesa, as Forças Armadas vão atuar para desbloquear vias ocupadas
 por caminhoneiros grevistas. Mais cedo, o grupo de manifestantes causou transtornos
 na Rodovia Washington Luís.


Na manhã desta sexta, os caminhoneiros grevistas tentavam ocupar as quatro pistas 
da via para bloquear o trânsito na região. Por volta das 11h50, a situação começou a 
se normalizar após a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).


Em nota, o Gabinete de Intervenção Federal (GIF) no RJ informou que monitora a
 greve dos caminhoneiros. Também segundo o texto, o planejamento do GIF prevê 
a atuação das forças seguranças estaduais e, caso necessário, das forças federais.


O gabinete informou que a Polícia Militar está fazendo escoltas "em beneficio da
 manutenção de setores essenciais, como saúde, transporte de químicos para tratamento
 da água e funcionamento de aeroportos".


A nota ressalta que "não há racionamento de combustível nas instituições policiais e 
as operações previstas seguem seu curso normal".


O interventor federal no RJ, general Braga Netto, reforçou que "todas as providências
 necessárias estão sendo tomadas. "Minha principal preocupação é com a população, 
para que não haja desabastecimento", disse o interventor.

Folha Política

Unanimidade no TSE contra a candidatura de Lula


Na semana que vem, o TSE pode desmontar a farsa da candidatura de Lula.

Segundo a Folha de S. Paulo, o ministro Napoleão Maia Filho “reviu seu voto e decidiu admitir a discussão sobre a possibilidade de um réu condenado ser candidato a presidente da República (…).

A questão será levada por Maia ao plenário do TSE na terça-feira. A aposta é que a afirmação de que um condenado não pode concorrer será aprovada por unanimidade, antecipando, na prática, o veredicto sobre a candidatura do petista.”

O Antagonista
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