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28 de dezembro de 2010

Os Excluídos!



Repostando
A missão de Jesus consiste em acolher os excluídos. Será que nós acolhemos a todos, ou excluímos alguém? Quais os motivos que nos levam a excluir certas pessoas?

Será que estamos cumprindo realmente a missão como a de Jesus?? Quais os excluídos que deveríamos acolher melhor na nossa comunidade? O que ou quem nos dá força para realizar a missão que Jesus nos deu?

Evangelho de Lucas. 4,16-30


O evangelho de hoje traz a visita de Jesus a Nazaré e a apresentação do seu programa ao povo na sinagoga. Num primeiro momento, o povo ficou admirado. Mas, em seguida, quando perceberam que Jesus queria acolher a todos, sem excluir ninguém, ficaram revoltados e quiseram matá-lo.

Animado pelo Espírito Santo, Jesus tinha voltado para a Galiléia (Lc 4,14) e começou a anunciar a Boa Nova do Reino de Deus. Andando pelas comunidades e ensinando nas sinagogas, ele chegou a Nazaré, onde tinha sido criado. Estava de volta na comunidade, onde, desde pequeno, tinha participado durante quase trinta anos. No sábado seguinte, conforme o seu costume, Jesus foi à sinagoga para participar da celebração e levantou-se para fazer a leitura. Escolheu o texto de Isaías que falava dos pobres, presos, cegos e oprimidos (Is 61,1-2). Este texto refletia a situação do povo da Galiléia no tempo de Jesus. A experiência que Jesus tinha de Deus como Pai amoroso dava a ele um novo olhar para avaliar a realidade. Em nome de Deus, Jesus toma posição em defesa da vida do seu povo e, com as palavras de Isaías, define a sua missão: anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos presos, a recuperação da vista aos cegos, restituir a liberdade aos oprimidos e, retomando a antiga tradição dos profetas, proclama “um ano de graça da parte do Senhor”. Proclama o ano do jubileu!

Na Bíblia, o “Ano Jubileu” era uma lei importante. Inicialmente, a cada sete anos (Dt 15,1; Lev 25,3), as terras deviam voltar ao clã de origem. Cada um devia poder voltar à sua propriedade. Assim impediam a formação de latifúndio e garantiam às famílias a sobrevivência. Também deviam perdoar as dívidas e resgatar as pessoas escravizadas (Dt 15,1-18). Não foi fácil realizar o ano jubileu cada sete anos (Jer 34,8-16). Depois do exílio, decidiram realiza-lo cada sete vezes sete anos (Lev 25,8-12), isto é, cada cinqüenta anos. O objetivo do Ano Jubileu era e continua sendo: restabelecer os direitos dos pobres, acolher os excluídos e reintegrá-los na convivência. O jubileu era um instrumento legal para voltar ao sentido original da Lei de Deus. Era uma oportunidade oferecida por Deus para fazer uma revisão da caminhada, descobrir e corrigir os erros e recomeçar tudo de novo. Jesus inicia a sua pregação proclamando um jubileu, um “Ano de Graça da parte do Senhor”.
Terminada a leitura, Jesus atualiza o texto de Isaías dizendo: “Hoje se cumpriu esta escritura nos ouvidos de vocês!” Assumindo as palavras de Isaías como suas próprias palavras, Jesus lhes dá o seu pleno e definitivo sentido e se declara messias que veio realizar a profecia. Esta maneira de atualizar o texto provocou uma reação de descrédito por parte dos que estavam na sinagoga. Ficaram escandalizados e já não queriam saber dele. Não aceitaram Jesus como o messias anunciado por Isaías. Diziam: “Não é este o filho de José?” Ficaram escandalizados porque Jesus falou em acolher os pobres, os cegos e os oprimidos. O povo de Nazaré não aceitou a proposta de Jesus. E assim, no momento em que apresentou o seu projeto de acolher os excluídos, ele mesmo foi excluído. É importante notar os detalhes no uso do Antigo Testamento. Jesus cita o texto de Isaías até onde diz: "proclamar um ano de graça da parte do Senhor". Cortou o resto da frase que dizia: "e um dia de vingança do nosso Deus". O povo de Nazaré ficou bravo com Jesus por ele pretender ser o messias, por querer acolher os excluídos e por ter omitido a frase sobre a vingança. Eles queriam que o Dia de Javé fosse um dia de vingança contra os opressores do povo. Neste caso, a vinda do Reino seria apenas uma virada da mesa e não uma mudança ou conversão do sistema. Jesus não aceita este modo de pensar, não aceita a vingança (Mt 5,44-48). A sua nova experiência de Deus como Pai, ajudava-o a entender melhor o sentido das profecias.

Torno a perguntar
Será que nós acolhemos a todos, ou excluímos alguém? Quais os motivos que nos levam a excluir certas pessoas? Deus nos abençoe.

16 comentários:

Rodrigo A. Oliveira disse...

A inclusão é algo difícil e só saberemos o que isso significa quando deixarmos realmente Jesus reinar em nossos corações e eliminar assim todo resquício de preconceito vivo em nós.

Um frase do Talmud que li recentemente nos dá a idéia do que somos: "Não vemos as coisas como elas são. Nós as vemos como nós somos.

Abraço e obrigado pela reflexão!!

HBC HD disse...

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Sergio disse...

Hola Rô,

es verdad... acogemos o los que nos necesitan?
O miramos al otro lado?

Saludos,

Sergio.

Wendel Bernardes disse...

Faço minhas as palavras do Rodrigo, principalmente as do talmud.

É isso!

Mariani Lima disse...

PRA PENSAR!!
BJS...

Vivendo pela Palavra de Deus!!! disse...

Boa noite minha amada, acredito que os excluídos são vitimas dos que só pensam em si mesmo. Acredito que muitas igreja tem ensinadas a viver dentro de um campo que é o templo e isso gera uma visão Limitada do que realmente esta acontecendo e quem esta precisando. Se começarmos a sair mais começaremos a ver os que excluídos que muitas vezes estão dentro da nossas própria casa, ao, nosso lado, na escola, no bairro. Uma boa noite amiga.

HBC HD disse...

Obrigado por seguir o HBC HD, pois já estamos te seguindo. Não deixe de nos visitar.

Adriano Lima disse...

Olá amiga Rô!

Ninguém pode negar que alguns "evangélicos, crentes, cristãos, irmãos, etc..." estão se entregando cada vez mais para os males que levam à exclusão; o capitalismo, o egoísmo, o preconceito, a presunção e a soberba. Esquecem porém do que disse o apóstolo Paulo: "Miserável homem que sou!

Que O Amor De Deus preencha os nossos corações.

ah! depois veja o presente do presidente Lula para os evangélicos lá no blog.
adrianoeaeducacao.blogspot.com

Adriano Lima.

Cláudio Nunes Horácio disse...

A questão do diferente é complicada, pois acolhemos os iguais e tendemos a excluir os diferentes. Infelizmente pra nós, pois o ensino de Jesus é o acolhimento a todos. Oremos para nos alinharmos a Jesus e deletar todo o resto. Bj

Rita disse...

Paz Rô,
Muito bom esse texto,para pensar mesmo,particularmente conheço os dois lados dessa moeda,ja deixei de acolher infelizmente por falta de conhecimento,hoje me sinto excluída por algumas pessoas por ser cristã,e não me curvar ao erro e a vontade dos homens,creio que essa é a realidade de muitas pessoas,assim como excluir também,e sabemos que muitos que não aceitam nossa fé,acabam nos isolando mesmo que tentemos evitar.
Acolher a todos é prova de nossa fé e amor,mas,ainda há os que resistem...
PAZ, graça e bem!!

disse...

Rita te entendo. E como entendo mana. Paz.

Pr. Carlos Roberto disse...

Prezada Rô,

Graça e Paz!

Acolher os excluídos ou deixar de excluir, implica em renúncia, infelizmente coisa fora de moda no presente tempo.

Reflitamos e repensemos nossas atitudes!

Que o Eterno tenha misericórdia de nós!

Um grande abraço!

Seu conservo,
Pr. Carlos Roberto

Ricardo Miñana disse...

Que la esperanza y la ilusión siga latente en este nuevo año que llega y se cumplan tus deseos.
¡¡Feliz Año 2011!!

Un abrazo.

juarez disse...

Paz do Senhor irmã Rô. Seu blog encontra-se em minha lista de favoritos "blog que eu recomendo".

Se desejar adicionar-me em sua lista de favoritos, ficarei muito feliz.
Deus o abenço ricamente.
http//:juarez-shalomadonai.blogspot.com

Vivian disse...

Olá Rô!!

Vim deixar meu carinho e trazer meus votos de um 2011 de muita Paz,Amor,Saúde e muitas Realizações!!
Obrigada pela companhia!!
*Belo texto amiga!!Ajuda a refletir!!Vale sempre lembrar, de fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem por nós!
Beijos

René disse...

Rô,

Você captou muito bem o motivo da rejeição do povo a Jesus: "Ficaram escandalizados e já não queriam saber dele. Não aceitaram Jesus como o messias anunciado por Isaías. Diziam: 'Não é este o filho de José?'”.

Esta também é a nossa reação, diante das pessoas, nos levando a rejeitá-las. Nós também olhamos para os outros, como se eles fossem coisa sem importância, sem valor. E a frase que o Rodrigo citou demonstra isto mesmo!

Pela aparência, formamos juízos e estabelecemos valores que, em sua maioria, são totalmente equivocados! E assim, por não nos identificarmos com as pessoas sobre as quais formamos tais juízos, as rejeitamos sumariamente!

E tudo o que Jesus nos diz é: "A partir de agora, olhem através de Mim, para que as aparências não lhes sirvam mais de pedra de tropeço. Através de Mim, vocês verão o que o Pai vê: o coração! Este é que importa!".

Belo texto, amiga!

Paz!

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