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30 de novembro de 2010

Deus é amor












Por Rô
O amor, a mercê e a bondade sem fim, estas são as palavras que definem a personalidade do Criador. Definição do Pai bom que se preocupa constantemente pelas suas crianças. Um Pai que nós temos próximo, que escuta, e nos ajuda se pedimos.
Quanto maior o amor, mais vida, mais vitalidade, mais realização e mais felicidade.
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Ora, Deus é amor (1Jo 4,8.16). Se Deus é amor e nós fomos criados à sua imagem e semelhança, então fomos criados “para sermos amor”. Não apenas para “termos” amor, mas para “sermos” amor. Personificações do amor.
Essa é uma verdade existencial da maior significação e importância para o ser humano, para sua realização e felicidade. Essa verdade diz que se a pessoa humana chega a “ser amor adulto”, que se chega a se realizar no amor, ela se realiza na vida, ela encontra a felicidade pessoal. Mas se o ser humano não se realiza no amor, se não chega a “ser amor adulto”, também não se realizará e não será feliz. O que realiza e faz o coração sentir-se feliz é o amor.
O segredo da verdadeira realização humana está na vivência de um amor consciente, adulto, cultivado, para o outro e acolhedor do amor do outro, em relação a si próprio (amar-se plenamente!) em relação à família de origem e àquela constituída por matrimônio, em relação ao próximo e em relação a Deus. Aquele que chega a viver esse amor de forma amadurecida e adulta encontra a verdadeira realização pessoal. Mesmo que no caminho de sua vida encontre barreiras, dificuldades e problemas de toda sorte, ele se realiza e vive a felicidade do coração.
O amor é a essência do coração humano. O coração se sente realizado e feliz quando ama e se sente amado.
A faculdade humana mais importante é a do amor. Desenvolver essa faculdade é criar as melhores condições para ser realizado e feliz. Paz!
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Como manter um relacionamento



Por Rô


Todo Relacionamento e movido por necessidades, e pessoas só se relacionam movidas por amor e necessidades. em Toda relação em que o amor é deixado em segundo plano, às necessidades aumentam progressivamente. Por mais que seu parceiro ou parceira te ame, ninguém ama ininterruptamente, salvo a pessoa se case com um avatar, há momentos que o outro (ou outra) não será carinhoso, compreensivo, amigo e amoroso.
E Quando isso acontece, quando o amor do outro falha, é hora de estar pronto a agir, compreender, ser paciente e permanecer amando. Você ja reparou que no início da relação todos somos surpreendentemente fantásticos e ficamos abismados de nós mesmos de como podemos ser tão bons?? então, a segurança da relação estabilizada faz a pessoa maravilhosa daquele romântico início, se perder na memória. O que éramos antes de conhecer nosso parceiro ou parceira volta à realidade e a beleza da relação a dois se perde. O amor transforma as pessoas. A manutenção de qualquer relação homem e mulher reside na manutenção de continuar a ser maravilhoso para o parceiro ou parceira que está conosco. Este permanecer maravilhoso é um trabalho diário, deve ser sempre refrescado na memória. A gratidão ajuda a sermos o melhor diariamente. Um obrigado sincero dito a si mesmo pela maravilha de estar se relacionando, ajuda a manter a mente nesta memória. Dizer a si mesmo, como é bom estar casado, obrigado por estar casado, obrigado por ter um companheiro ou companheira para trocar amor, a beleza da relação quando percebida no fundo da alma não pode ser reproduzida por palavras.
A relação provoca um mau hábito, o de sempre vermos o que o outro não fez, o que o outro fez de ruim, o que o outro nunca deveria ter feito. Quem está neste período é necessário lembrar que para a relação ter durado anos o outro tem que ter feito muitas coisas maravilhosas. Por um dia apenas, toda vez que se lembrar do que o outro não fez procure lembrar de tudo o que ele fez, ao se lembrar de tudo o que ele ou ela fez de ruim, lembre-se também de tudo o que o cônjuge fez de bom, ao se lembrar do que é despresível no ato do outro, lembre-se de que também houve atos de generosidade desprendida e amor ilimitado. O amor igual a cuidar da terra. O ciúme, a indelicadeza, a insegurança são ervas daninhas, devem ser retiradas.
A terra se rega e se aduba, as sementes que jogamos não nascem em poucas horas. Depois de anos de cara amarrada, não é um sorriso que vai provocar o imediato sorriso no cônjuge e sim a permanência desse sorriso sempre estampado no rosto e no coração vai contagiar o sorriso no outro. Sabemos que é difícil se manter assim com um sorriso no rosto e sempre dispostos a ir mais em frente, mas todas as experiências humanas são válidas, mas a experiência de amar supera todas elas. Paz!!

29 de novembro de 2010

Renasce a esperança





Por Rô

Após expectativa de um banho de sangue no complexo do alemão, houve uma ocupação das autoridades policiais juntos as forças federais com certa facilidade, houve também apreensão de grande quantidade de drogas no local, carros e principalmente motos, além é claro, de dezenas de armamentos, mesmo que bem abaixo do esperado.

Essa ocupação reflete de maneira bem positiva para toda sociedade carioca, principalmente para aqueles que moram nas proximidades dessas favelas da área da Leopoldina, pois os assaltos deixarão de ocorrer com a velocidade de antes, onde traziam grandes prejuízos materiais e psicológicos para suas vítimas. Eu sei que muita gente se frustrou, pois após aquela debandada de cerca de duas centenas de meliantes se esperava mais das forças constituídas no quesito abate dos nossos inimigos, mas as coisas não funcionam bem assim. Sabemos que muitos não têm antecedentes criminais e são moradores, o que facilita as suas fugas e quanto aos seus grandes comandantes, eles já escaparam de lá, há tempos. Mas naturalmente eles serão presos, é só questão de tempo.

Quanto ao legado deixado por essa investida em conjunto das diversas instituições de segurança estaduais e federais, eu posso dizer, que eles são promissores para nossa posteridade e uma melhora ao longo prazo para nós. Os jogos esportivos são importantíssimos nesse processo, eles foram os maiores responsáveis para certas autoridades tirarem os seus traseiros das cadeiras e tomarem atitudes nobre e corajosas como essas implantadas recentemente pelas autoridades de segurança no nosso estado.Renasce a esperança de um povo alegre e sofrido, que antes não conseguia sequer levar os seus filhos pequenos as praças públicas para brincar, famílias que não conseguiam mais colocar cadeiras de praias nas suas portas em noites estreladas de verão e juntas aos seus vizinhos baterem aquele papo gostoso. Haviam perdido a esperança de um futuro promissor de paz, não tinham mais onde se amparar nos momentos de aflições, viam os seus filhos sendo massacrados pelo simples fato de cobrar os seus direitos de ir e vir viam as suas filhas ainda adolescentes sendo confiscadas para serem companheiras de marginais e viam jovens rapazes com suas vidas destruídas pelo glamour da vida bandida.

Essa conquista da sociedade tem uma dimensão inimaginável para quem não conhece essa realidade de perto. Eu conheço, os cariocas conhecem, e por isso, agradecem em primeiro lugar a Deus que tem ouvido as orações dos seus profetas, que ainda não se dobraram a factóides evangélicos, mas que estão unidos em orações mostrando que ainda há profeta no Rio de Janeiro, em segundo lugar a escolha da nossa cidade para sediar os jogos e por fim as autoridades de todas as esferas que corroboraram para essa conquista, que foi só a primeira de tantas outras que ainda virão. Paz

27 de novembro de 2010

Mulheres sábias






"A mulher foi criada para ser a perfeita contraparte do homem,
não sendo inferior nem superior,
mas equivalente e igual ao homem em sua pessoalidade,
enquanto diferente e única em sua função".

Quando Deus fez o primeiro homem, disse que não era bom que ele ficasse só, da mesma forma que nunca quis que a mulher ficasse em segundo plano em absolutamente nada. No casamento então, nem dois seriam, mas "uma só carne”, PORÉM, sempre exaltando a individualidade da mulher, dando-lhe valor e responsabilidade ao longo da existência humana.

A esposa virtuosa de Provérbios 31 tem todos os elementos que agradam a Deus:

Razoável independência (v16)

Confiabilidade (v11)

Capacidade de assumir responsabilidade (v13)

Bom gosto (v22)

E determinação para ser digna de honra e elogios (v 28 a 31)

(Bíblia da Mulher, pg 830- Ed Mundo Cristão-SBB)


No AT vemos o exemplo de Débora que era profetisa e uma simples dona-de-casa sendo escolhida por Deus para liderar uma nação, tornando-se juíza e líder militar, libertando seu povo em tempos de guerra.
Tem também Ester, a quem Deus concedeu enorme coragem e grande sabedoria para livrar Israel da destruição; tem a incrível história de Rute, a moabita, de cuja descendência veio O Salvador! Miriã, que desde criança mostrou-se inteligente ao conduzir e vigiar o irmãozinho, tornando-se mais tarde grande líder; considerada a mais notável mulher hebraica da sua época, foi ainda grande musicista e profetisa.

Havia ainda tantas outras mulheres expressivas tais como Ana, mãe de Samuel, e Abigail, que ao usar de grande habilidade mudou o rumo da vida do futuro rei Davi.

Tempos depois, em Sua perfeita Soberania, Deus não precisaria de uma mulher para realizar Sua obra salvífica, mas escolheu uma menina-mulher - Maria - como instrumento, fazendo triunfar a fé sobre o dogmatismo . Esta, por sua vez, compreendendo que o foco era Jesus, disse:

"Que se cumpra em mim conforme a Tua Palavra"

Isabel, parenta e mãe espiritual de Maria, destacou-se duplamente: como sua mentora extraordinária e como mãe do pregador que viria a ser o portador da mensagem de arrependimento, preparando o caminho para o Messias.

Quando Jesus nasceu, outra Ana servia no templo e vivia ajudando no serviço religioso oficializado naquele local (Lc 2:36.38)

Nos tempos do NT, Jesus sempre enfatizou o ministério das mulheres no evangelismo, ficando bem evidente sua atitude revolucionária quando apareceu para a mulher no poço de Sicar, já que por razões culturais era considerado impróprio para um rabino abordar uma mulher, principalmente uma mulher com aquele perfil. Enquanto ela era discriminada, Jesus a restaurou fazendo-a evangelizadora, com o dom de exortação, persuadindo e incentivando outras pessoas a conhecerem-NO.

" Muitos samaritanos daquela cidade creram nele em virtude do testemunho da mulher"
(Cf. Jo 4.39)

Observe-se que no Sermão do Monte, onde Jesus deixou a todos maravilhados com Sua doutrina, não existe nenhuma alusão-proibição no que concerne à atuação da mulher evangelizadora. (Mt caps : 5-6-7) Ao contrário, exaltou o fato de Maria de Betânia ficar aos seus pés, ouvindo seus ensinamentos e repreendeu Marta, sua irmã, que queria que a mesma a ajudasse nos afazeres domésticos, numa reação típica de uma cultura que achava que uma mulher não devia receber ensino sobre as verdades espirituais. Jesus rebateu com o intuito de ensinar-lhe e encorajá-la a aprender.

Disse Jesus: “Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.

Se Ele discriminasse mulher – e principalmente naquela cultura judaica à época - certamente ele diria:

- Ela tem razão, Maria. Por que você não vai p´ra cozinha, ajudar sua irmã?

A bíblia relata também a passagem da mulher que, em silêncio, estava prestes a ser apedrejada e Jesus dirige a palavra justamente a ela - ignorando questões culturais hipócritas que responsabilizavam a mulher pela luxúria (ora, ela transou sozinha?!) e por isso deveria estar isolada do homem – sendo essa mulher particularmente discriminada não apenas pela sua condição feminina, mas ainda pela sua conduta.

Ressalte-se também a permissão de Jesus para que Maria Madalena fosse a primeira mulher a vê-Lo e a falar com Ele, tendo sido a primeira pessoa a contar as Novas aos outros, ainda que nos moldes da época o testemunho de uma mulher fosse considerado inválido.

E muitas outras mulheres cooperaram das mais diversas formas, no ministério de Jesus... (Lc 8:1.2.3).

O Evangelho se propagou e, mais tarde, Paulo começou a enviar cartas específicas para as localidades.

Há certa confusão em interpretações doutrinárias devido a uma suposta discriminação feita por Paulo às mulheres de Corinto, quando na verdade tratava-se de um meio disciplinador, uma vez que as mulheres da alta sociedade manipulavam grande parte do poder econômico e faziam valer suas vontades. Era comum elas usarem de capricho para com seus maridos, influenciando-os sobre o que deveriam ou não fazer. Esse era um costume feminino quase generalizado permanecendo por muito tempo na igreja primitiva.

Epístola tem caráter específico e principalmente todo um contexto. E naquele contexto em Corinto, ele foi radical porque as mulheres de homens influentes, de grandes líderes locais, achavam que poderiam tratar as coisas espirituais como elas tratavam as outras questões, se achando no direito de tomar iniciativa e tomar as rédeas da situação. Isso pra citar um caso, mas certamente havia outras desordens no comportamento, como em relação a serem tagarelas, empolgadas demais (leia-se "sem noção") e dispararem a falar em línguas estranhas e fazendo uso indiscriminado da língua - falando o que não deviam, confiantes no poder das próprias palavras - daí a admoestação ao refrear da língua, sempre primando pela ordem e decência.

Na carta que escreve ao povo de Filipos (4.3) fica claro que Paulo não dispensa a ajuda das mulheres, lembrando ainda de Lídia e Priscila que eram cooperadoras em seu ministério de evangelização.

Aos gálatas (3.28), ele diz que não há distinção de sexos. Em Tito 2:3.5 as mulheres recebem ordem para ensinar na igreja. Quando ele diz aos efésios para a mulher ser submissa ao marido, deixa claro que o marido AME a mulher, comparando à relação de Cristo com a Igreja (Ef 5.23), numa alusão ao que Deus requer numa relação conjugal, pois ELE não quer submissão em detrimento da responsabilidade da esposa de andar em santidade e retidão diante dEle. Afinal, o marido não é Salvador e sim, protetor. Dessa forma, na submissão voluntária, a esposa serve a seu marido, com liberdade e dignidade, assim como, a Igreja serve a Cristo.

Se a gente atentar para as cartas sem os olhos religiosos da proibição, percebe que Paulo contou com a participação efetiva de algumas mulheres, para as quais ele deu a devida atenção e elogios. Na carta aos romanos isso fica muito claro e simples de entender. É suficiente que se faça uma leitura com atenção.

Vejamos como ele se refere a Febe (16:1.2)

Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo.

Quando ele pede pra recomendar a Priscila e Áquila, ele diz "meus cooperadores em Cristo Jesus", citando o casal, não somente o marido.(v.3) Inclusive esse mesmo casal instruiu Apolo acerca do Caminho por terem visto que ele tinha profundo conhecimento acerca das Escrituras (Atos 18.26)

Tem o caso típico de Evódia e Sínteque (Fp 4) que eram reconhecidas por ele devido ao seu estilo de liderança, mas que ele também deu seu puxaõzinho deorelha porque pintou uma competitividade, um ciuminho que estava afastando uma da outra e o cuidado de Paulo era que elas focassem o pensamento no Corpo de Cristo.

O objetivo de Paulo era impor uma nova concepção conforme o que Jesus havia pregado sobre a vida espiritual, desfazendo conceitos, erradicando costumes, mudando a visão e o pensamento dos novos convertidos.

E esse continua sendo o nosso objetivo – nós, mulheres cristãs – quando precisamos estar cada vez mais atentas ao papel que nos foi confiado, pois mesmo tendo passado mais de dois mil anos, ainda existe enorme disputa e grandes equívocos em nome de Jesus. E nós, mulheres, nos tornamos vítimas da nossa própria influência no meio em que vivemos.

Mas existe uma fórmula simples: colocar Deus no comando que sempre foi Dele.

Enfim...

Mulher atrás, apenas em situações específicas. Como, por exemplo, se o marido é paraplégico.

No mais, lado a lado com todos aqueles -homens e mulheres- que se dispõem a ser luz do mundo.

RF.
Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse:

Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado.

(Mt 28.5)



E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse:

Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.

AfroReggae diz que já há rendições no Complexo do Alemão


O mediador de conflitos e coordenador do AfroReggae José Júnior publicou em seu Twitter que "Já tem gente se entregando espontaneamente" no Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte do Rio.


No final da manhã deste sábado, os traficantes que estão cercados no Complexo do Alemão, enviaram mensagens ao coordenador do Afroreggae, para iniciar algum tipo de conversação antes da invasão da polícia.

Na sua página do Twitter, José Júnior também postou que está "com o pastor Rogério, Chechena, JB, Cristiano, Bororo e equipe. Viemos por livre e espontânea vontade. Todos os riscos são da nossa responsabilidade".

Ele acrescentou que também conversou com alguns policiais e que todos querem resolver da melhor maneira possível.

O comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, disse neste sábado que a polícia pode invadir o Complexo do Alemão "a qualquer momento". Segundo o oficial, a decisão já está tomada e não há possibilidade de se voltar atrás.

"Temos toda a superioridade. Não há hipótese de os traficantes serem bem sucedidos. Eles devem se entregar, essa é a hora. Depois que entrarmos, as coisas serão complicadas", afirmou.


Fonte

26 de novembro de 2010

Violência contra a mulher não é só dar porrada


por Leonardo Sakamoto

Muitas mulheres são vítimas de violência doméstica, preconceito no trabalho, enfrentam jornadas triplas (trabalhadora, mãe e esposa), não têm direito à autonomia do seu corpo – que dirá de sua vida, pressionadas não só por pais e companheiros ignorantes mas também por uma sociedade que vive com um pé no futuro e o corpo no passado. A qual todos nós pertencemos e, portanto, somos atores da perpetuação de suas bizarrices. Discutimos muito sobre as mudanças estruturais pelas quais o país tem que passar, citando saúde, educação, transporte, segurança, mas esquecemos dos problemas ligados aos grupos que sofrem com o desrespeito aos seus direitos fundamentais. Que não conhecem classe social, cor ou idade. Como as mulheres que são maioria – e minoria.
Nesta quinta (25), celebra-se o Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta contra a Violência à Mulher. Trouxe algumas ponderações que reuni nos últimos tempos sobre diversas formas de violência que praticamos diariamente para relembrar a data: (e para uma leitura mais aprofundada, recomendo sempre o blog Viva Mulher, da jornalista Maíra Kubik Mano)
- Dado Dolabella, que ficou conhecido por agressão e por ser enquadrado na Lei Maria da Penha, ganhou um R$ 1 milhão em um reality show após voto maciço de internautas e telespectadores. Um povo que premia um agressor de mulheres tem moral para reclamar de corrupção na política?
- Mesmo em cargo de chefia, mulheres têm que provar que são melhores do que os homens. Néstor morreu e houve gente que perguntou se Cristina teria capacidade de tocar o governo argentino sem os conselhos dele na cama. Fino…
- Temos uma mulher presidenta. Simbolicamente relevante, politicamente insuficiente. São poucas as governadoras, prefeitas, senadoras, deputadas, vereadoras. Mas também CEOs, executivas, gerentes, síndicas de condomínios. Falta criar condições para que elas cheguem lá. Ou alguém acha que isso vai ocorrer por geração espontânea?
- A Suprema Corte tem 11 assentos. Só dois deles pertencem a mulheres, infelizmente. Já ligaram a TV Justiça em horário de transmissão do STF? Testosterona demais, sabe?
- Mulheres são maioria nas redações, mas não em cargos de alta chefia – muitos menos entre os editorialistas, que redigem a opinião de veículo de comunicação.
Pesquisas apontam que a violência doméstica não é monopólio de determinada classe social e nível de escolaridade. Homofobia e machismo são problemas que ocorrem em todo o continente, da mexicana à chilena, passando pela brasileira. OK, no nosso caso é melhor colocar a culpa no processo de formação do Brasil, na herança do patriarcalismo português, nas imposições religiosas, no Jardim do Éden e por aí vai. É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos de primeira classe (homens, ricos, brancos, heterossexuais) e segunda classe (mulheres, pobres, negras e índias, homossexuais etc). Tem sido uma luta inglória, mas necessária, tentar abrir a cabeça da sociedade.
- Para muita “gente de bem”, pior que prostituição infantil é mulher adulta ter direito ao seu próprio corpo. Até porque, cada coisa no seu lugar: mulher é historicamente objeto e menina com peito e bunda já é mulher. Mesmo que brinque de boneca.
- Lembram o que aquele juiz tosco, de Sete Lagoas (MG), disse ao rejeitar punições baseadas na Lei Maria da Penha?: “Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (…) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!”(…) Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões.” Se a mãe dele era viva, nesse momento, morreu de desgosto.
- Pau-a-pau com o arcebispo de Olinda e Recife José Cardoso Sobrinho, que excomungou, no ano passado, os médicos envolvidos em um aborto legal realizado em uma menina de nove anos, grávida de gêmeos do padrastro que a estuprava desde os seis anos de idade. Ela tinha 1,36 m e 33 quilos. Deus Pai!
Em 1983, o ex-marido de Maria da Penha atirou nas costas da esposa e depois tentou eletrocultá-la. Não conseguiu matá-la, mas a deixou paraplégica. Muitos anos de impunidade depois, pegou seis anos de prisão, mas ficou pouco tempo atrás das grades. A sua busca por justiça tornou-a símbolo da luta contra a violência doméstica. A Lei Maria da Penha, aprovada em 2006 para combater a violência doméstica contra a mulher, sofre constantes ataques. Interpretações distorcidas de juízes, falta de orçamento para colocar políticas de prevenção em prática, tentativas de diminuir a força dessa legislação. Inacreditável? Que nada! Viva o Brasil chauvinista e patriarcal, que usa a justificativa da “defesa da honra” para honrar a própria ignorância e covardia.
- A opressão realmente adota formas diferentes. Muitas vezes travestidas de um simples costume. Por exemplo, forçar a namorada a adotar o sobrenome após o casamento é bisonho. Uns vão chamar de tradição – esquecendo que tradição é algo construído, muitas vezes pela classe (ou gênero) dominante. Mas, pense pelo outro lado, se for para trocar, que tal invertermos e os homens começarem a adotar os sobrenomes de suas esposas?
- Uma pesquisa identificou que homens que trabalham no Brasil gastam 9,2 horas semanais com afazeres domésticos, enquanto que as mulheres que trabalham dedicam 20,9 horas semanais para o mesmo fim. Com isso, apesar da jornada semanal média das mulheres no mercado ser inferior a dos homens (34,8 contra 42,7 horas, em termos apenas da produção econômica), a jornada média semanal das mulheres alcança 57,1 horas e ultrapassa em quase cinco horas a dos homens – 52,3 horas – somando com a jornada doméstica. E os caras ainda dizem que trampam mais do que elas, vejam só.
- No Brasil, cantar um “tapinha não dói” tornou-se hit cult.
É o que eu já disse aqui antes: todos nós, homens, somos sim inimigos até que sejamos educados para o contrário. E tendo em vista a formação que tivemos, é um longo caminho até alcançarmos um mínimo de decência para com o sexo oposto.

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Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Já foi professor de jornalismo na USP e, hoje, ministra aulas na pós-graduação da PUC-SP. Trabalhou em diversos veículos de comunicação, cobrindo os problemas sociais brasileiros. É coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

Postado por Familia meu maior patrimonio Pr. Josué Gonçalves

25 de novembro de 2010

Rio 40º Cidade Maravilha na beleza e no caos.









Por Rô

Depois de 30 anos de criminalidade no Estado do Rio de Janeiro, enfim as autoridades resolveram tomar atitudes que dissolvem o crime principalmente na cidade, pois só a política do enfrentamento não estava sendo capaz de resolver por si só. Mas com isso eu não quero dizer que esse governo venha ser melhor que os anteriores, os interesses é que levaram a essa política de ocupação.

A estrutura desse plano é rever áreas antes dominadas por bandidos ou milícias, que já mostraram ao governo serem áreas muito lucrativas, desde que os tirem da informalidade. Até porque, os moradores das comunidades do Rio, já somam algo em torno de 1 milhão de pessoas, ou seja, cerca de 16% dos habitantes da cidade. Num estudo preliminar as autoridades calcularam arrecadar quase 10 vezes mais de impostos e serviços, do que irão investir ao médio prazo nestes locais.

Os eventos esportivos têm também influenciado bastante para a busca de uma solução rápida e duradoura para esse grave problema que assola os cariocas a pelo menos 3 décadas, pois grandes entidades esportivas como a FIFA (Federação Internacional de Futebol) e o COI (Comitê Olímpico Internacional), além de grandes empresas estão investindo pesado na cidade por conta de tais eventos.

Nessas últimas semanas, porém de forma mais agressiva nos últimos 5 dias os ataques criminosos contra o Estado do Rio de Janeiro teve um balanço geral de 27 mortos e 45 veículos incendiados, nove deles apenas entre as 20h da noite de quarta-feira (24) e o início da madrugada de hoje. Das 19 mortes registradas somente nesta quarta-feira, quatro ocorreram durante ação do Bope na Vila Cruzeiro (zona norte do Rio), considerada o principal reduto de traficantes na cidade.

Nas 13 operações realizadas na quarta, que abrangeram 28 favelas, 15 pessoas morreram no confronto com a polícia. Os ataques de criminosos a veículos se intensificaram na noite de quarta e madrugada de quinta-feira.

No fim da noite de quarta, por volta das 23h40, criminosos balearam o motorista de um ônibus e atearam fogo no veículo que passava pela avenida Brasil, na altura de Cordovil, zona norte do Rio. Teve ataques em Mesquita, no Fonseca, em Niterói, além de diversos bairros da zona norte do Rio,

O governo do estado garantiu que a polícia não vai recuar um milímetro se quer no seu plano de combate a criminalidade e o que de fato está ocorrendo é um desespero por parte da malandragem por estar perdendo territórios importantes para práticas dos seus crimes.

Neste momento acabo de receber um telefonema de minha filha, pedindo para busca-la pois os bandidos disseram para fecharem a Faculdade. E assim caminha, a nossa Cidade Maravilhosa. Paz!



23 de novembro de 2010

A Mìdia e os novos demônios. — O caso Universal!....












Desde ontem as televisões do Brasil andam atrás de mim querendo uma entrevista; ou melhor: uma “sonora” [que é a entrevista “de corpo presente e falada”] sobre o Macedo e a Universal.

Hoje cedo foi a Globo...

Queriam uma sonora sobre o escândalo de lavagem de dinheiro da IURD; e mais: queriam que contasse como o bicho é muito mais feio..., considerando o que eu dissera durante toda década de 90, bem como acerca do que eu já disse no site: que a ponta desse negócio vem de longe... e de modos mais que ilícitos.

Era isto que queriam de mim...

Disse “não”...

E expliquei a razão:

Na década de 90 eu falei muito e falei através da mídia o que não era Evangelho; era apenas o interesse da mídia. Hoje, eu disse, não há nenhum tema da mídia que, por mais que eu o conheça, eu deseje falar acerca dele, a menos que seja sobre o Evangelho.

Então perguntei:

Vocês querem uma sonora dizendo o que é Igreja em relação ao que não é Igreja? Ou querem saber o que o Evangelho diz sobre esta loucura que se instalou entre nós na “igreja”?...

Silencio...

Então concluí:

Não concordo com nada do que ensinam, pregam e fazem... Nada é bom ali. Mas não sou Promotor de Justiça e, muito menos, Satanás; pois, o que vocês me pedem é para ser o Satanás dessa história; e não há na terra quem me leve para este lugar no qual Jesus não estaria!...

A resposta foi silenciosa...

A seguir um educado “muito bom pastor, que o senhor continue em paz e entre flores...”.

Eu disse Amém; e a conversa acabou...

É claro que sei que o que está aparecendo é a ponta “legal” da ilegalidade, e que o buraco fundo está cavado no tempo antes do período investigado. Mas esta é uma informação minha, contada a mim, por pessoas que hoje temem pela própria vida; sem falar que outras aceitaram dinheiro para sumir e viver bem...

Quanto mim, tudo o que digo, digo pelo Evangelho, na esperança de que a Luz acenda, mas não estou disponível para reforçar o papel de ninguém no seu desejo de encontrar carniça...

Sei que as coisas são reais e são ainda piores. Mas o Senhor não me constitui juiz entre os homens, e, menos ainda constituiu-me Profeta de Mídia.

A mídia eu conheço hoje muito bem...

Muitas vezes faz bons serviços... Mas a maioria das vezes apenas usa você a fim de atingir seus objetivos, e, no fim, quem segura a onda é você; você sozinho...

Ou seja:

Hoje cedo um dos Novos Demônios, segundo Jaques Elull, a Mídia, me visitou oferecendo-me “vingança”.

Sim, porque acusar é sempre coisa do diabo... Especialmente quando o seu chamado é para anunciar a Boa Nova, ou, no máximo, denunciar ao povo de Deus, por meios próprios e não contaminados, o que seja a verdade do Evangelho, ainda que isto incida sobre movimentos religiosos, políticos ou de qualquer outra natureza.

Concluí dizendo que não desejo nenhuma retaliação, e que não serei usado sob a bandeira da denuncia e da verdade, a fim de cumprir a “pauta” de uma redação que, no fundo, também faz parte do mesmo intestino grosso que hoje se dispõe a investigar...

Quase todos, nessas horas, depois de 1998, chegam dizendo que chegou a hora de todo mundo saber que eu estava certo!...

Minha resposta:

E eu lá estou preocupado com o fato de o mundo pensar qualquer coisa a meu respeito?!

A mim somente interessa a opinião de Deus sobre mim!

O mais é lixo...

Nele, que perguntou: “Quem me constituiu juiz e partidor entre vós?”,

Caio


Fonte

22 de novembro de 2010

"Expectativas"

Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Quando tentou espantá-lo novamente, foi que viu que o animal trazia um bilhete na boca. Ele pegou o bilhete e leu:


- Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado....

Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 reais. Então pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.

O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, decidiu seguir o animal. O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua. O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro. O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:

- Por Deus do céu,o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!

A pessoa respondeu:

- Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido esquece a chave!!!

Moral da história: você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado. Qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder.

Quem conhece os outros é inteligente. Quem conhece a si mesmo é iluminado. Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível!


Autor Desconhecido




vi na Alma

O AI-5 Gay já começa satanizar Pessoas; Se aprovado, vai provocar o contrário do que pretende: Acabará isolando os gays.


Por Reinaldo Azevedo

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler a Universidade Mackenzie — homem inteligente, capaz, disciplinado na sua fé e respeitador das leis do país; sim, eu o conheço — está sendo alvo de uma violenta campanha de difamação na Internet. Na próxima quarta, grupos gays anunciam um protesto nas imediações da universidade que ele dirige com zelo exemplar. Por quê? Ele teve a “ousadia”, vejam só, de publicar, num cantinho que lhe cabe no site da instituição trecho de uma resolução da Igreja Presbiteriana do Brasil contra a descriminação do aborto e contra aprovação do PL 122/2006 — a tal lei que criminaliza a homofobia (aqui). O texto nem era seu, mas do reverendo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. A íntegra do documento está aqui. Pode-se ler lá o que segue:
“Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica (…), a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos”.
Respondam: o que há de errado ou discriminatório nesse texto? A PL 122 nem foi aprovada ainda, e as perseguições já começaram. Vamos tornar ainda mais séria essa conversa. Há gente que gosta das soluções simples e erradas para problemas difíceis. Eu estou aqui para mostrar que há coisas que, simples na aparência, são muito complicadas na essência. Afirmei certa feita que o verdadeiro negro do mundo era o branco, pobre, heterossexual e católico. Era um exagero, claro!, uma expressão de mordacidade. A minha ironia começa a se transformar numa referência da realidade. A PL 122 é flagrantemente inconstitucional; provocará, se aprovada, efeitos contrários àqueles pretendidos e agride a liberdade religiosa. É simples assim. Mas vamos por partes, complicando sempre, como anunciei.
Homofóbico?
Repudio o pensamento politicamente correto, porque burro, e o pensamento nem-nem — aquele da turma do “nem isso nem aquilo”. Não raro, é coisa de covardes, de quem quer ficar em cima do muro. Procuro ser claro sobre qualquer assunto. Leitores habituais deste blog já me deram algumas bordoadas porque não vejo nada de mal, por exemplo, na união civil de homossexuais — que não é “casamento”. Alguns diriam que penso coisa ainda “pior”: se tiverem condições materiais e psicológicas para tanto, e não havendo heterossexuais que o façam, acho aceitável que gays adotem crianças. Minhas opiniões nascem da convicção, que considero cientificamente embasada, de que “homossexualidade não pega”, isto é, nem é transmissível nem é “curável”. Não sendo uma “opção” (se fosse, todos escolheriam ser héteros), tampouco é uma doença. Mais: não me parece que a promiscuidade seja apanágio dos gays, em que pese a face visível de certas correntes contribuir para a má fama do conjunto.
“Que diabo de católico é você?”, podem indagar alguns. Um católico disciplinado. É o que eu penso, mas respeito e compreendo a posição da minha igreja. Tampouco acho que ela deva ficar mudando de idéia ao sabor da pressão deste ou daqueles grupos católicos. Disciplina e hierarquia são libertadoras e garantem o que tem de ser preservado. Não tentem ensinar a Igreja Católica a sobreviver. Ela sabe como fazer. Outra hora volto a esse particular. Não destaco as minhas opiniões “polêmicas” para evitar que me rotulem disso ou daquilo. Eu estou me lixando para o que pensam a meu respeito. Escrevo o que acho que tem de ser escrito.
Aberração e militânciaTer tais opiniões não me impede de considerar que o tal PL 122 é uma aberração, que busca criar uma categoria especial de pessoas. E aqui cabe uma pequena história. Tudo começou com o Projeto de Lei nº 5003/2001, na Câmara, de autoria da deputada Iara Bernardes, do PT. Ele alterava a Lei nº 7716, de 1989, que pune preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (íntegra aqui) acrescentando ao texto a chamada discriminação de gênero. Para amenizar o caráter de “pogrom gay”, o senador Marcelo Crivella acrescentou também a discriminação contra idoso e contra deficientes como passível de punição. Só acrescentou absurdos novos.
Antes que me atenha a eles, algumas outras considerações. À esteira do ataque contra três rapazes perpetrados por cinco delinqüentes na Avenida Paulista, que deveriam estar recolhidos (já escrevi a respeito), grupos gays se manifestaram. E voltou a circular a tal informação de que o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. É mesmo? Este também é um dos países que mais matam heterossexuais no mundo!!! São 50 mil assassinatos por ano. Se os gays catalogados não chegam a 200 — e digamos que eles sejam 5% da população; há quem fale em 9%; não importa —, há certamente subnotificação, certo? “Ah, mas estamos falando dos crimes da homofobia…” Sei. Michês que matam seus clientes são ou não considerados “gays”? Há crimes que não estão associados à “orientação sexual” ou à “identidade de gênero”, mas a um modo de vida. Cumpre não mistificar. Mas vamos ao tal PL.
DisparatesA Lei nº 7716 é uma lei contra o racismo. Sexualidade, agora, é raça? Ora, nem a raça é “raça”, não é mesmo? Salvo melhor juízo, somos todos da “raça humana”. O racismo é um crime imprescritível e inafiançável, e entrariam nessa categoria os cometidos contra “gênero, orientação sexual e identidade de gênero.” Que diabo vem a ser “identidade de gênero”. Suponho que é o homem que se identifica como mulher e também o contrário. Ok. A lei não proíbe ninguém de se transvestir. Mas vamos seguir então.
Leiam um trecho do PL 122:Art. 4º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passa a vigorar acrescida do seguinte Art. 4º-A:
“Art. 4º-A Praticar o empregador ou seu preposto atos de dispensa direta ou indireta: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco)anos.”
Art. 5º Os arts. 5º, 6º e 7º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 5º Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”
Para demitir um homossexual, um empregador terá de pensar duas vezes. E cinco para contratar — caso essa homossexualidade seja aparente. Por quê? Ora, fica decretado que todos os gays são competentes. Aliás, na forma como está a lei, só mesmo os brancos, machos, heterossexuais e eventualmente cristãos não terão a que recorrer em caso de dispensa. Jamais poderão dizer: “Pô, fui demitido só porque sou hétero e branco! Quanta injustiça!”. O corolário óbvio dessa lei será, então, a imposição posterior de uma cota de “gênero”, “orientação” e “identidade” nas empresas. Avancemos.
“Art. 6º Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: Pena - reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos. Cristãos, muçulmanos, judeus etc têm as suas escolas infantis, por exemplo. Sejamos óbvios, claros, práticos: terão de ignorar o que pensam a respeito da homossexualidade, da “orientação sexual” ou da “identidade de gênero” — e a Constituição lhes assegura a liberdade religiosa — e contratar, por exemplo, alguém que, sendo João, se identifique como Joana? Ou isso ou cana?
Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e 8º-B:
“Art. 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”
Pastores, padres, rabinos etc. estariam impedidos de coibir a manifestação de “afetividade”, ainda que os fundamentos de sua religião a condenem. O PL 122 não apenas iguala a orientação sexual a raça como também declara nulos alguns fundamentos religiosos. É o fim da picada! Aliás, dada a redação, estaríamos diante de uma situação interessante: o homossexual reprimido por um pastor, por exemplo, acusaria o religioso de homofobia, e o religioso acusaria o homossexual de discriminação religiosa, já que estaria impedido de dizer o que pensa. Um confronto de idéias e posturas que poderia ser exercido em liberdade acaba na cadeia. Mas o Ai-5 mesmo vem agora:
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:
§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.
Não há meio-termo: uma simples pregação contra a prática homossexual pode mandar um religioso para a cadeia: crime inafiançável e imprescritível. Se for servidor público, perderá o cargo. Não poderá fazer contratos com órgãos oficiais ou fundações, pagará multa… Enfim, sua vida estará desgraçada para sempre. Afinal, alguém sempre poderá alegar que um simples sermão o expôs a uma situação “psicologicamente vexatória”. A lei é explícita: um “processo administrativo e penal terá início”, entre outras situações, se houver um simples “comunicado de organizações não governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.” Não precisa nem ser o “ofendido” a reclamar: basta que uma ONG tome as suas dores.
A PL 122 institui o estado policial gay! E o chanceler no Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, já é alvo dessa patrulha antes mesmo de essa lei ser aprovada.
O que querem os proponentes dessa aberração? Proteger os gays? Não há o risco de que aconteça o contrário? A simples altercação com um homossexual, por motivo absolutamente alheio à sua sexualidade, poderia expor um indivíduo qualquer a um risco considerável. Se o sujeito — no caso, o gay — for honesto, bem: não vai apelar à sua condição de “minoria especialmente protegida”; se desonesto — e os há, não? —, pode decidir infernizar a vida do outro. Assim, haverá certamente quem considere que o melhor é se resguardar. É possível que os empregadores se protejam de futuros dissabores, preferindo não arriscar. Esse PL empurra os gays de volta para o gueto.
Linchamento moral
O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. À diferença de suas “boas intenções”, pode é contribuir para a discriminação, à medida que transforma os gays numa espécie de “perigo legal”. Os homossexuais nunca tiveram tanta visibilidade. Um gay assumido venceu, por exemplo, uma das jornadas do BBB. Cito o caso porque houve ampla votação popular. A “causa” está nas novelas. Programas de TV exibem abertamente o “beijo gay”. Existe preconceito? Certamente! Mas não será vencido com uma lei que acirra as contradições e as diferenças em vez de apontar para um pacto civilizado de convivência. Segundo as regras da democracia, há, sim, quem não goste dessa exposição e se mobiliza contra ela. É do jogo.
Ninguém precisa de uma “lei” especial para punir aqueles delinqüentes da Paulista. Eles não estão fora da cadeia (ou da Fundação Casa) porque são heterossexuais, e sua vítima, homossexual. A questão, nesse caso, infelizmente, é muito mais profunda e diz muito mais sobre o Brasil profundo: estão soltos por causa de um preconceito social. Os homossexuais que foram protestar na Paulista movidos pela causa da “orientação sexual” reduziram a gravidade do problema.
Um bom caminho para a liberdade é não linchar nem física nem moralmente aqueles de quem não gostamos ou com quem não concordamos. Seria conveniente que os grupos gays parassem de quebrar lâmpadas na cabeça de Augustus Nicodemus Lopes, o chanceler do Mackenzie. E que não colocassem com tanta vontade uma corda no próprio pescoço sob o pretexto de se proteger. Mas como iluminar minimamente a mentalidade de quem troca o pensamento pela militância?
Quando trato de temas como esse, petralhas costumam invadir o blog com grosserias homofóbicas na esperança de que sejam publicadas para que possam, depois, sair satanizando o blog por aí. Aviso: a tática é inútil. Não serão! Este blog é contra o PL 122 porque preza os valores universais da democracia, que protegem até os que não são gays…
Por Reinaldo Azevedo
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"Auto Ajuda" Nem sempre ajuda


















Fonte

O Espírito da LEI









Por Pr Alex Oliveira

Avessos, ao que nos diz o estudo do Direito: “o espírito da lei”, querendo, assim, nos fazer atentar para o que a LEI quer dizer; ao contrário do que pode parecer, ou ocultar, a “letra”; Alguns se empenham em seguir, apenas, “a letra da Lei”.

É sobre isto que o apóstolo Paulo assevera, quando diz: “a letra mata” (2 Coríntios 3.6,7). Ele se refere aos que fazem uso equivocado da “letra da lei”, pois esta (lei de Deus, a Torá), como outras, não legislam pormenorizadamente sobre alguns assuntos, deixando omissões, lacunas e diferentes possibilidades de interpretação. Por isso, no mundo secular, surgem várias “escolas” e tratados que visam interpretar a Letra da Lei. Mas, de igual forma, surgiram várias escolas de interpretação da Lei de Deus, das quais surgiu a “tradição oral” que fora criticada duramente pelo Senhor Jesus (Sobre ela, falaremos em outra oportunidade). Interpretações de interpretações, e mais interpretações!! Destas, surgiram muitas “DISTORÇÕES”. Esqueceram-se, e, esquecemos, muitas vezes, Deuteronômio 29.29. Esquecemos que há questões que, simplesmente, não compete a nós saber. (Atos 1.7)

Este fato é muito interessante, pois, sempre houve os curiosos que gostam de ir além do que é permitido, não só, nas coisas que não nos compete saber, mas, também, indo além da interpretação razoável, ou seja, introduzindo no texto algo que não está nele. Isto é perigoso, primeiro, porque é uma desobediência velada a palavra; segundo, porque podemos (e seremos) enganados. Tendo em vista Atos 1.7, lembremos o que Jesus disse aos seus discípulos, quando estes quiseram saber “tempos e épocas” que não lhes competiam saber. As palavras de Jesus nos advertem a que sejamos prudentes em nossa preocupação (e interpretação) não só naquele contexto, mas, creio eu, em toda bíblia: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane…” (Mateus 24)

Ao contrário de muitos, o Mestre Jesus, captou e incentivou “o espírito da LEI”, combatendo, também, todo desvio dela. Para os apreciadores, apenas, da “Letra” (os fariseus e “doutores da lei”), os ensinos de Jesus eram “petulante de mais”. Pensavam: “Como pode este dizer estas coisas; donde vem esta sabedoria?”. Para eles, Jesus, queria ensinar, como se diz na gíria popular: “O padeiro a fazer pão; o médico a consultar”, etc.

Apesar de serem os mais estudiosos e “exímios interpretadores da lei” (isto é mais uma crítica do que um elogio), esquecem-se que, o apenas estudar e/ou o interpretar, não garantem, necessariamente, a ortodoxia ou o real significado, seja da Lei ou dos Escritos. É preciso muita cautela, boa dose de hermenêutica e estar atento as evidências, para não nos acharmos cauterizados, anestesiados ou até obstinados em nossas interpretações e visões. Jesus veio cumprir a Lei, não endossá-la para os gentios (Falo da lei cerimonial, dietética)! Agora, o que Jesus ensinou para a posteridade foi, na verdade, o verdadeiro entendimento, o “espírito da lei” moral e das escrituras sagradas. Exemplo disto é o “Velho novo mandamento” (Mateus 22.37-39/ Gálatas 5.14).

A interpretação das leis de Deus e de toda a bíblica, diferente da Lei secular, preza pela ortodoxia das escrituras completa. (Altamente recomendado é o artigo/palestra de Solano Portela: Os Três Aspectos da Lei de Deus vale à pena dar uma olhada).

A expressão – “O espírito da Lei” – alerta-nos para o cuidado que devemos ter ao interpretar, aplicar e ensinar essa “Lei”, pois, facilmente e constantemente podemos sair do “espírito da lei” e da sua abrangência real.

Um dos pilares dos reformadores antes e depois da Reforma Protestante, no século XVI, era, e ainda é, a possibilidade e necessidade de o povo ter e ler as escrituras sagradas em sua língua materna. Martinho Lutero, e muitos outros, se esforçaram para tal. Pensavam, corretamente, que o ser humano, auxiliado pelo professor dos professores – O Espírito Santo –, é capaz de interpretar e de captar o “espírito da Lei e das sagradas escrituras”. Criam na suficiência da bíblia para libertar e salvar o pecador. Ademais, o ensino religioso da época “era” pronto, tendencioso e, em certos aspectos, anti-bíblico (Qualquer semelhança com os dias atuais, não é mera coincidência).

Apesar disto, podemos nos questionar: “Mas, em decorrência da livre interpretação, não surgiram correntes de interpretações variadas, doutrinas diversas e divergentes, Seitas e heresias, idem?” Infelizmente tenho de responder, sim! Mas isto se deu, e se dá, julgo eu, por causa de dois fatores que listarei a baixo (pode ser que exista mais, mas listarei só estes):

1. A Ignorância e/ou o desprezo pelas regras Hermenêuticas, de interpretação. A importância da hermenêutica encontra-se na seguinte situação: Imagina que você diga algo a alguém, mas, essa pessoa interprete de forma equivocada suas palavras. E não só isto! Essa pessoa começa a espalhar o que você disse, de uma forma que você não disse. O resultado é a deturpação do que você quis dizer, e às vezes, as conseqüências são desesperadoras. É exatamente assim, creio eu, que Deus se sente quando alguém resolve ignorar a hermenêutica e, assim, deturpar suas palavras.

No que tange as Escrituras Sagradas, Deus disse o que disse; nós é que muitas vezes não alcançamos o que ele quis dizer. Para evitar esta situação precisamos observar um dos pilares das regras de interpretação, a Hermenêutica Bíblica que diz: “A Bíblia interpreta-se a si mesma”. Isto quer dizer que encontramos as respostas para todas as dificuldades de interpretação na própria Bíblia, se o buscarmos sem pré-conceitos ou pré-visões estabelecidas.

Pior que a interpretação equivocada é a interpretação tendenciosa, equivocada e feita deliberadamente.

Segundo o curso de teologia do IMP – Instituto de Metodologia e Pesquisa, “a hermenêutica é a ciência que nos ensina as leis e os métodos para a interpretação das comunicações… Referimo-nos as regras que as pessoas têm usado durante milhares de anos para a compreensão e a transmissão de todas as formas da comunicação entre elas”.

Dentro do tema de interpretação bíblica, temos também a EXEGESE que significa “conduzir para fora… assim, a exegese é o processo de ir até o texto a fim de determinar o seu sentido e ‘trazer para fora’ a interpretação correta”. (IMP, Hermenêutica, p. 133). Em outras palavras, é o que este estudo se propõe: Alcançar o “Espírito da Lei”.

Além da exegese temos também, a EISEGESE que, podemos dizer, é o contrário da exegese: “a eisegese ocorre quando a pessoa aborda o texto com preconceito e torce a mensagem da bíblia, extraindo dela um sentido que o estudante deseja de antemão… Usualmente acontece quando o intérprete desconsidera qualquer regra de interpretação”. (IMP, Hermenêutica, p. 134).

2. ORGULHO! Uma vez criada, enfatizada e, pior, ensinada uma interpretação errada ou heresia, muitos não tem a capacidade de admitir o seu erro. Fico pensando se não há aqueles que o fizeram e fazem de propósito!! Vejamos o que diz Provérbios 16.18: “A soberba precede a ruína; a altivez de espírito precede a queda“. O orgulho, pois, nos impede de reconhecermos os nossos erros; e nos faz ir até as últimas consequencias com estes erros.

Todavia, não devemos deixar de incentivar a liberdade de consciência, interpretação; lógico, respeitada as regras da hermenêutica e uma exegese genuína; aliado, a um coração sincero e desejoso de conhecer as escrituras sagradas, e isto com muita oração a Deus. Outrossim, devemos ter HUMILDADE para aprendermos uns com os outros, a semelhança e exemplo do Bereanos (Atos 17.11).

E aqui vai um conselho: Estude sempre, com mais afinco, procurando “ver se as coisas são mesmo assim” (At 17.11), e não passivamente. É preocupante quando uma instituição toma o monopólio do ensino religioso e que se encontra acima da crítica, acima da bíblia, acima de qualquer questionamento. Uma lição, um estudo, um livro não podem estar acima da leitura devocional das Escrituras Sagradas. Uma interpretação ou uma paráfrase, não está, de maneira nenhuma, acima da Bíblia.

Por fim, lembre-se que o mais interessado em querer que você alcance o “espírito da Lei”, a exegese genuína, é quem fez essa lei. O mais interessado em querer que você conheça a verdade, foi quem a estabeleceu - Deus!

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. (João 14:26)

20 de novembro de 2010

O Revide











Eu porém,vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra!(Mt 5.39).
Um soldado cristão tinha o hábito de finalizar o dia
com a leitura da Bíblia e oração. À noite, quando
seus companheiros se reuniam na caverna para dormir, ele se ajoelhava
ao lado de seu beliche e orava a Deus. Os outros soldados, quando o viram fazer isso, começaram a fazer piadinhas sobre ele e a atormentá-lo.
Um dia, quando estava ajoelhado diante do Senhor, um antagonista
jogou a bota nele e o acertou no rosto. Os outros soldados riram e zombaram, à espera de uma briga. Mas não houve revide algum.
Na manhã seguinte, quando o soldado que agrediu esse cristão
acordou, ficou surpreso ao descobrir algo ao pé de sua cama.
E todos também viram - ali estavam as botas do agressor, alinhadas e engraxadas.

Bom Domingo a todos. Paz!

18 de novembro de 2010

Carta de apoio ao Reverendo Augustus Nicodemus- Universidade Presbiteriana Mackenzie

Nicodemus

Postado em 18. nov, 2010 por iPródigo in Textos

Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Há algum tempo, o Rev. Augustus Nicodemus divulgou no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie um manifesto contra a PLC-122, a chamada “lei da homofobia”. Entretanto, o texto foi retirado ontem do ar devido à grande confusão que foi causada por grupos e alunos da instituição pró-PLC-122. Não é necessário detalhar exatamente como ocorreu todo o problema, mas se você ainda não leu sobre o assunto, veja aqui (a carta do Reverendo Augustus está no fim do post também).

O que pretendemos neste texto é formalmente apoiar a Reverendo Augustus, não fazer uma exposição bíblica e apologética contra a homossexualidade. Partimos do mesmo pressuposto que o Chanceler da Universidade Presbiterana Mackenzie. (Se quiser ver uma defesa brm elaborada da visão bíblica de casamento e relacionamento sexual diante do PLC-122 entre aqui). Com isso em mente, afirmamos que não é possível que, em um país que ostenta de forma tão clara a liberdade de pensamento em sua Carta Magna, sofrermos, como cristãos, cortes abruptos em nossa manifestação de pensamento.

Essa censura não vem apenas de uma possível aprovação da lei, mas também da própria mídia. Muitos veículos, longe de apresentarem os diferentes lados da questão, divulgam suas notícias de maneira parcial. Por exemplo, um blog da Folha de Pernambuco divulgou a matéria com o título “Universidade em São Paulo quer ter o direito de ser homofóbica”.

O que vemos aqui é uma tentativa de demonizar qualquer um que se levante contra a agenda das organizações e movimentos que se declaram representantes dos direitos dos homossexuais. Sutilmente, coloca-se o texto de um pastor e acadêmico na mesma categoria de grupos movidos pelo ódio, que espancam e matam aqueles que não se aplicam a seus padrões. Há uma diferença, mas não há desejo de mostrá-la. Devemos tomar cuidado com a expressão homofóbico e homofobia, recusando-nos a entrar em um debate se esse termo não for bem definido, sob o risco de aceitarmos padrões que não são nossos.

Porém, sabemos que Deus torna o que era intentado para o mal em bem (Gn 50.20; Rm 8.28). E talvez o que se tentou fazer (silenciando o Dr. Nicodemus) foi causar uma movimentação ainda maior. Sim, não está mais no site do Mackenzie a carta dele, mas será que nós, cristãos reformados, ficaremos parados diante desta censura legalizada? Sabemos que seremos perseguidos, mas Jesus disse que esse seria um dos sinais de seus verdadeiros seguidores. O problema é que muitas vezes queremos mais o conforto de nosso dinheiro e do elogio dos homens.

Uma coisa é certa: sempre que o cristão se posicionar fielmente a sua fé, ele será ridicularizado. Por isso, saudamos o Rev. Nicodemus que não se calou e não teve temor ao homem. Nos alegramos com alguém que está refletindo os preceitos cristãos, contra uma sociedade secularizada.

O que vemos aqui é um modelo para ficarmos firmes, e firmes numa sociedade “mole”. Vivemos em um mundo onde a fluidez da sexualidade é considerada tão boa quanto uma troca de veículo – quando este não serve, passo para outra opção. Será que queremos nos render a esse pensamento? Será que o relativismo moral já ganhou as batalhas na nossa mente? Queremos juntamente com o Rev. Augustus ter o direito de dizer o que a Bíblia diz. Não queremos nos render ao tempo presente, ao discurso pós-moderno que, dizendo-se tolerante, não tolera aqueles que não aceitam sua excessiva permissividade.

É preciso deixar bem claro que nós não nos consideramos melhores do que os homossexuais. De fato acreditamos que não existe distinção, tanto judeus, quanto gentios, quanto homens e mulheres estão naturalmente debaixo de condenação: “não há distinção, pois todos pecaram estão destituídos da glória de Deus”. Também cremos que se Deus nos revelou que ele é santo e justo, e isto significa que ele abomina ações e atitudes que vão contra sua santidade. Mais uma vez: homossexualismo é um pecado aos olhos de Deus, mas isso não nos leva a odiar pessoas. Odiamos o pecado.

Nossa constituição nos garante o direito de expressão, mas mesmo que não fosse nosso direito, se fossemos censurados pela sociedade, permaneceríamos de pé, com a Bíblia na mão, anunciando “TODO bom conselho de Deus” – sem deixar nenhum de seus ensinamentos e mandamentos de fora. “Pregando em hora e fora de hora”.

Abaixo o evangelicalismo interesseiro e apático, que está mais preocupado em eleger políticos para defenderem os interesses de um suposto grupo evangélico e não em defender o Evangelho puro e simples do Senhor. Não colocamos nossas esperanças em transformações políticas, pois nossa esperança está em um mover do Senhor Jesus. Sabemos que, se Ele quiser, a suposta “lei da homofobia” será aprovada e seremos perseguidos, mas podemos ganhar muito mais com isso.

Nosso consolo é saber que jamais ganharemos mais quando vencermos na esfera política. Muitas vezes, na história do Cristianismo, Deus usou a perseguição para que a Palavra fosse semeada com profundidade e amor verdadeiros. Por isso, nós do iPródigo convocamos todos a unirem sua vozes simbolicamente e declarar que Deus é santo, sua Palavra é inerrante e que não concordamos com nada que é contra esta Palavra e o caráter deste Deus. E isso inclui a falta de liberdade – mesmo que ela venha do governo.

Em Cristo,

Equipe iPródigo.

Carta do Rev. Augustus

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia
Leitura: salmo 1
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.
Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.
A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:
“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.
Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).
A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.
Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.
Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes

Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

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