Subscribe:

23 de setembro de 2011

Porque o amor é mais forte do que a morte!


Eu estava assistindo ao ótimo filme “Compromisso precioso”, quando me dei conta de que conhecia algumas outras histórias também verídicas de casais que superaram situações de dificuldade no casamento. Casais que decidiram continuar amando tanto na saúde como também na doença, tanto na alegria como na tristeza, tanto no amor como na dor. Estou aqui hoje para compartilhar 3 dessas histórias.

Eles estavam na banheira e conversavam, enquanto ele declarava o seu amor por ela. Ele a acariciava e distribuía seus carinhos pelo corpo de sua amada. Estava tudo perfeito naquela noite. As palestras daquele Encontro para Casais da Igreja tinham sido muito boas. O tema naquele dia fora: verdade no casamento. Agora, era chegado o “momento do quarto”. Evidentemente que as crianças estavam na casa dos avós, assim aquelas noites do Encontro de Casais prometiam ser uma gostosa nova lua de mel. Contudo, inesperadamente, ela abaixou a cabeça e começou a chorar. “O que foi, meu amor? Disse alguma coisa que você não gostou?" - perguntou o marido. “Eu não posso continuar... eu estou mentindo para você...”, respondeu ela. Ali, sem entender bem o que estava acontecendo, ele a virou para limpar as lágrimas da sua esposa. Então, olhando nos olhos dele, ela confessou: “Eu me apaixonei por outro homem... e você sabe quem é ele! Foi durante o curso que fizemos e eu quis largar tudo por causa dele. Ah! Como eu desejei estar com ele!...”. Aí ela contou ao marido como que ela achava que aquilo havia sido algo mútuo entre ela e o outro. Ao fim de tudo, ela disse: “Mas eu não quis seguir adiante... Eu sabia que era apenas uma paixão... e eu também pensei em tudo o que temos, em tudo o que podemos ser, nós dois, nossos filhos... Querido, eu decidi que não queria continuar, mas eu preciso do teu perdão”. Sim, naquela noite, ele a perdoou e eles também renovaram os votos que fizeram um ao outro no dia em que casaram e estão juntos até hoje.

Há muito tempo, eu estava trabalhando no serviço de aconselhamento cristão por telefone. Era na época da minha faculdade. Toda sexta-feira, eu passava a madrugada ali, ao lado do telefone, atendendo as chamadas de pessoas desesperadas, depressivas, pessoas que queriam cometer suicídio, etc. Mas foi uma daquelas ligações que me marcou profundamente a caminhada cristã, porque naquela chamada tive a plena convicção de que não era eu quem falava, mas o Espírito Santo falou em mim. Na ligação, ela disse que o marido havia tido um caso e ela, então, havia colocado ele para fora de casa. Mas, já havia certo tempo, ele se arrependera e desejava voltar. Ela me disse: “Mas não há mais nada aqui dentro. Eu não tenho dúvida de que ele se arrependeu... mas eu não o amo mais, está tudo morto dentro do meu peito. Ele matou tudo o que eu sentia por ele. Mesmo que eu voltasse para ele, eu não tenho mais nada aqui”. Naquele momento, eu pedi para orar por ela. Oramos e durante a oração Deus me mostrou o que eu deveria falar para ela: “Você acredita na Bíblia”? “Sim”, ela disse. “Você acredita que Jesus realmente ressuscitou Lázaro que já estava morto há 4 dias”? “Sim, claro que eu acredito”, disse ela. “Então, me responde, o que é mais difícil: ressuscitar um morto de quatro dias, que até já cheira mal, ou ressuscitar sentimentos? O que é mais difícil?”. Neste momento, ela começou a chorar do outro lado da linha. “Se você crê que Jesus ressuscitou Lázaro, porque você não pede para Deus ressuscitar seus sentimentos mortos”? Choramos os dois, ali naquela madrugada, dois estranhos que nunca haviam se falado ou se visto antes. Mas éramos dois cristãos que críamos no poder de Deus. Oramos especificadamente pela ressurreição dos sentimentos dela, porque na ressurreição da carne ambos já acreditávamos. Antes de desligar o telefone, ela disse que iria ligar para o marido, pedindo para que ele voltasse.

Ronald J. Sider talvez seja mais conhecido no Brasil pelo seu livro “O Escândalo do Comportamento Evangélico - Por que os evangélicos estão vivendo exatamente como o resto do mundo?” - mas, na verdade, eu o conheci pela leitura do “Cristianismo Genuíno”, em que ele afirma que “somos responsáveis pelos casamentos uns dos outros”. E lembrei-me deste livro, nesta semana, por causa do filme do qual falei no primeiro parágrafo. Não me recordo dos detalhes e nem dos nomes reais dos envolvidos (são mais de 10 anos que o li!), contudo você verá como que uma simples história pode nos marcar tanto. Diz assim: Carlos e Beatriz viveram anos de um feliz casamento até que Beatriz começou a apresentar sinais do mal de Alzheimer. A família toda se uniu em torno da mãe e sabiam que iriam superar essa luta no final das contas. Mas a doença evoluiu, mesmo após uma cirurgia de lobotomia, e Carlos viu que não haveria mais nada a fazer senão se adaptar aquela situação. Então ele reformou toda a casa para que sua esposa pudesse viver ali de modo mais seguro. Além disso, Carlos pediu a diminuição nas horas de trabalho, porque queria ficar mais tempo com Beatriz. A doença era alternada entre momentos de lucidez e de total apatia de sua esposa. Os filhos e o marido foram vendo, com o correr dos anos, que Beatriz já não os reconhecia e nem mais os chamava pelo nome. A situação ficou tão delicada que Carlos teve que interná-la no hospital para investir em novos tratamentos. Um dia, Beatriz morreu. E no dia de seu velório, o melhor amigo de Carlos finalmente lhe disse: “Carlos, eu nunca entendi por que você insistiu nestes anos todos em estar ao lado de Beatriz. Tudo bem os primeiros anos, mas ela nem mais sabia o que estava acontecendo a sua volta e, mesmo assim, por todos estes anos você percorria quilômetros para vê-la e estar ao lado dela no hospital. Você era novo e podia ter se dado uma nova chance"... Neste momento, Carlos interrompeu as palavras do amigo: “Ela nunca foi um peso para mim. Ela foi a mulher com quem me casei e a quem eu prometi cuidar fosse na alegria ou na tristeza, fosse na saúde ou na doença. Toda vez que eu olhava nos olhos dela, eu sabia que ela ainda estava lá, aquela jovenzinha a quem, um dia, eu pedi em casamento ao pai dela. Eu a amava naqueles dias e decidi continuar a amá-la até que a morte nos separasse”.

“Compromisso precioso” é mais uma dessas histórias de crente. Dessas histórias de gente como a gente: pecadores de carne e osso que, de uma hora para a outra, se veem em situações de limite, situações em que só a fé em Jesus pode superar obstáculos. A esposa do filme, Helen, sofre de Alzheimer e, claro, é sempre nessas horas que aparece a outra: linda, cheia de saúde e valorizando o bom marido que você é (no caso do filme, John). Nestas horas, precisamos decidir amar a aliança na qual um dia empenhamos nossa palavra, amor, corpo e alma. 

Na cena abaixo, é neste momento de crise que John é chamado por um amigo a ouvir uma pregação de Billy Gran. Depois disso, John resolve voltar para casa e "conversar" com sua esposa Helen. Depois dessa conversa, ele ainda irá até a casa da "quase outra". E esta diz para John uma frase emocionante para as nossas vidas: "Não é estranho? Foi a sua fidelidade que me atraiu e é ela que te leva embora agora". Não deixe de assistir ao video abaixo. Certamente, Deus irá abençoar a tua vida. 
 
Abraços sempre afetuosos do Casal 20.


19 comentários:

disse...

O demônio tem sempre um barco pronto para quando o homem quer estar longe de Deus. Eu já havia assistido este filme, ele é tremendo e fala muito com todos. Paz e bom final de semana Fabio. Paz querido!

Casal 20 disse...

Rô, essa frase realmente é demais, não? Também fiquei impressionado com ela.

Abraços, minha amiga, abraços sempre muito afetuosos.

disse...

Sim, é muito forte, e é verdade Fabio. Pode acreditar nisso. jss!

Eduardo Medeiros disse...

oi fábio, beleza?

o filme é muito bom mesmo; e ele se repete aqui mesmo, na minha familia, pois minha mãe tem Alzheimer e meu pai cuida dela com muita paciência e amor. é um exemplo para todos.

eu acredito no casamento; acredito que um lar com marido e mulher vivendo em harmonia, amor, carinho mas também com problemas e stress é o melhor lugar para se criar filhos mais equilibrados, mas como tudo que se refere ao ser humano, isso não é matemática.

como vocês sabem, não coloco o diabo nessa conta; acredito na responsabilidade e na autonomia humana, e todos os acertos e erros que cometemos na vida vieram de nós mesmos e não de influência externa de um suposto ente demoníaco que fica dando pitaco no teu ouvido a todo momento.

não que não exista influência externa nenhuma em nossas decisões (liberdade absoluta é algo impossível), mas todas essas influências têm origem no mundo dos homens, em suas motivações, em seus desejos, em seu desamparo, em sua visão de mundo, e até da sua fé religiosa.

mas não sacralizo o casamento. fui divorciado e hoje sou casado com a pessoa certa; existem situações limites cujo mal menor é a separação definitiva.

abraços,

sempre gosto muito dos seus textos.

disse...

Concordo contigo em parte Edu, mas o mal ele vem assim, sem que você perceba que é ele que causa as influencias externa, faz até você pensar que não é ele que esta por trás de toda situação que esta vivendo no momento.
Até porque, o momento e a hora em que você vive a situação é vibrante e emocionante. Então, "que diabo o caramba, eu amo, eu sinto isso". rsssss

Talvez se a pessoa olhasse com outros olhos jamais confundiria amor com paixão, talvez se olhasse com outros olhos, tentaria mais uma vez, e tentaria outras vezes com a mesma pessoa, quem sabe?? Mas também sei, que a relacionamentos que não vão longe mesmo, até porque, nunca foi amor. Edu, o que seu pai faz por sua mãe é amor verdadeiro, este é o verdadeiro amor, aquele que se doa, que anula sua vida pela outra e cumpre com sua palavra diante de Deus e os homens, em estar junto na saúde e na doença. Hoje, é raro este sentimento. Pois muitos confundem paixão com amor. Hoje se conhece uma pessoa em um mês ou dois, e já dizem que amam, que é a pessoa que sempre sonhou que é sua "cara metade" e "alma gêmea" rss diz ser a pessoa da vida dela rs.A coisa é séria maninho!

Casal 20 disse...

Rô e Edu, vejo que vocês dois tocaram num ponto que também concordo ser chave: a construção da relação. Concordo que não é matemática, assim como concordo que seja responsabilidade humana a construção de algo que se quer para a vida inteira. Assim, creio que essa construção passa pelo "tipo" de namoro superficial, desrespeitoso e defraudador que a maioria dos namorados vivem hoje.

Casamento não é algo que você entre lagarta e saia borboleta no momento da benção matrimonial.

Namoro é coisa séria, até porque nem toda lagarta vira borboleta. Umas viram mariposas e outras não viram nada, porque já foram infectadas por larvas de moscas.

Educamos nossos filhos para escolher amizades certas, bons empregos, gastar e poupar dinheiro, etc. Precisávamos também educar nossos filhos para escolher certo no que concerne a vida a dois, há critérios mínimos para essa ecolha (embora concorde que não é promessa de 100% de garantia, mas, pelo menos, fica a certeza de que, no que tange a nossa responsabilidade, fizemos conforme manda o figurino).

Rô, e, certamente, como você bem disse, estaremos mais atentos e maduros espiritiualmente quando nos for oferecido esse "barco" de Satanás.

Edu, muito obrigado por ter compartilhado o lindo testemunho dos seus pais. Certamente, vamos orar por vocês.

Abraços sempre afetuosos.

disse...

Concordo contigo Fabio!

Donizete disse...

Há momentos em nossas vidas, que percebemos que muitas frases de efeito que são pronunciadas em um sermão, numa palestra, ou até mesmo numa seção de aconselhamento, só tem efeito para quem diz. Por exemplo: "o que os olhos não vêem o coração não sente", contudo, ninguém consegue negar a dor da saudade de alguém que está longe do seu alcance visual. Estes mesmos momentos por serem vivenciais, nos leva também aquela inevitável constatação de que a teoria para quase nada serviu, no sentido de nos preparar no enfrentamento das contingências da vida. Só quando a tragédia nos abate, é que temos a noção empírica da dimensão que ela ganha.


Abraços.

Mariani Lima disse...

Amiga, é preciso ter cuidado com o amor já conquistado. Quando se deseja conquistar a gente se esmera, se esforça, depois de um tempo deixa pra lá, é território garantido.
Casar até que não dificil. O mais dificil é continuar encontrando razões para continuar juntos.
Um beijo!
Amei o texto.

disse...

Verdade Donizete.Paz querido!

disse...

Também acho Mariani. E uma destas razões, ou seja, a principal razão para se manter casado, se chama amor. Paz!

Zilton Alencar disse...

Lindo, Rô! Esta deve ser a visão de cada um no casamento. Estou na luta para amar sempre, cada vez mais, a minha esposa, de conformidade com a óptica divina, e jamais pela minha óptica. Até porque uso óculos, sou míope e hipermétrrope... Avalie o que seria seguir um casamento com uma visão distorcida como a minha! Deus te abençoe!

disse...

Pois é, e com a minha?? rss Paz Zilton!

Alessandra Santos. disse...

Esse filme é simplesmente emocionante! Um história de um amor verdadeiro que não busca seus próprios interesses... na saúde e na doença... Simplesmente lindo! Beijos querida. Bom fim de semana.

Celina disse...

Oi, Ro,
gostei de seu artigo.
Estou querendo ver o filme,deve ser interessante assisti-lo com meu marido. Afinal estou perto de comemorar 40 anos de casada.
Bom fim de semana.
Deseja a
Celina

Pr. Emerson disse...

Amei tanto o filme como seu blog.

Estamos divulgando-o no nosso. Coloque-nos em seu blog tamb´m

verdadexpressa.blogspot.com

Cida Kuntze disse...

Oi querido casal 20!!!
Belíssimo texto, quando amamos de verdade, quando temos um compromisso com Deus e com a outra pessoa, esse amor supera os obstáculos do caminho. Seja doença, problemas externos, falta de dinheiro, enfim... Deus estando no centro, vemos o amor crescer e se fortalecer.
O filme não o assisti por completo, só vi o final, pois estava passando esses tempos na TV, senão me engano foi na TV Novo Tempo e eu não vi o início, mas gostei muito e vou pegar na locadora pra ver tudo.
Beijos carinhosos e fiquem na paz!

Olá Rô!!!
Um beijo e um ótimo final de semana.

Dc. Carlos Torres disse...

Que frase! Isso é tremendo! O filme é muito bom.

Minha mãe teve Alzheimer e partiu com 83 Anos e era lindo ver meu pai cuidando dela até o fim! Um exemplo de amor e dedicação. Eu vi a fidelidade de meu pai.
Isso são coisas de DEUS.

Uma pena que hoje casais crentes separam antes das bodas de Estanho (10).

Creio no casamento! Ele é eterno.

Paz! Rô e parabéns ao Casal 20.

disse...

Paz Doc.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...