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14 de outubro de 2011

INDÍGENAS SOFREM COM PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA




Acusação de "Cárcere Privado"

Por favor, orem pela situação de famílias indígenas atendidas pela ATINI, que estão sofrendo pressões de todo tipo para se afastarem dos missionários. A ATINI é uma ONG fundada por missionários, que atende famílias indígenas que decidiram sair de suas tribos para preservar a vida de crianças que corriam risco de infanticído ou de forte discriminação e suas aldeias de origem.

Algumas destas famílias atendidas pela ONG estão sob forte ameaça de serem forçadas a voltar para suas tribos de origem. Algumas mães entram em desespero, pois afirmam que se voltarem, sabem que suas crianças vão acabar morrendo, sem tratamento médico e num ambiente de rejeição devido às suas necessidades especiais.

Uma das mães inclusive diz que se for forçada a voltar, sua tristeza vai ser tão grande que ela vai tomar veneno. Ela sabe que a tribo não aceita a deficiência de sua filha e quer ter o direito de continuar na cidade para que ela continue recebendo acompamento médico. Essas famílias se mudaram para lá voluntariamente, amam a chácara da ATINI, que chamam de "Casa das Nações". São livres para voltar para a aldeia no momento que desejarem, mas elas afirmam que não se sentem seguras para voltar, e temem pela vida de seus filhos.

Mesmo assim, algumas pessoas ligadas a setores que não aceitam o trabalho da ATINI, por ter sido formada por missionários evangélicos, estão acusando a ONG de manter famílias indígenas em "cárcere privado", e estão se articulando na justiça para "libertá-las" desta suposta prisão.

Interrogatórios e ofertas de propina

Orem também por firmeza e coragem para alguns indígenas que têm sido interrogados sobre suas relações com os missionários ligados à ATINI. Alguns destes indígenas tem inclusive recebido ofertas de "benefícios financeiros" para depor contra a organização. Temos tudo isto documentado, relatado pelos próprios indígenas envolvidos.

Algumas famílias atendidas não vivem na chácara, mas recebem mensalmente uma contribuição financeira do programa de apadrinhamento da ATINI. Essas famílias moram em seus estados de origem, próximos de suas comunidades indígenas. Precisam desta pequena ajuda mensal para que possam criar seus filhos fora da aldeia, crianças que foram rejeitadas por serem gêmeos ou por outras razões. Acontece que algumas destas família tem sido "aconselhadas" a desisitrem de receber essa ajuda mensal da ATINI. São famílias que sempre contaram com nossa ajuda financeira, mas que subitamente começam a dispensá-la. Quem estaria por trás disto?

Enquanto isso, muitas crianças continuam morrendo

A índia Hakani em dois momemntos. Na foto maior, abraça a mãe adotiva, Márcia, no seu aniversário de 12 anos.  Ao lado, aos 5 anos, em sua tribo: altura e peso de 7 meses.
Orem pela vida das crianças em aldeias onde ainda se pratica o infanticídio. Segundo informações de enfermeiras que coordenam a saúde indígena em Roraima, em cada grupo de 50 crianças que morrem antes de completar 1 ano de idade, 40 delas teriam sido sufocadas com folhas logo depois do parto. Nestas comunidades são rejeitadas crianças deficientes, gêmeas, e também crianças que nascem antes do intervalo desejado de 2 a 3 anos entre as gestações.

Recentemente a ATINI recebeu a denúncia sobre uma criança de uma tribo de Minas Gerais de 1 ano, que deu entrada num hospital de BH com gravíssimo traumatismo craniano. A denúncia foi feita pela médica que atendeu a criança. O acompanhante da criança relatou que o bebê tinha nascido de parto gemelar e que tinha sido espancado pela família. Este mesmo acompanhante alertou a médica que se a criança retornasse para a aldeia com certeza seria morta. Orem pelo bebê que continua internado em estado grave, e por uma intervenção das autoridades mineiras para que ele não seja levado de volta para a aldeia.

Por fim, orem por recursos financeiros e obreiros para a ATINI para que possamos ajudar um número maior de crianças. A ATINI não pode parar, precisamos construir mais casas para receber outras famílias em situação de risco. Precisamos de profissionais missionários que possam cuidar delas. A vida é um dom de Deus e toda criança tem o direito de desfrutar deste dom, com dignidade e em segurança. Independente da origem étnica, criança é criança. E a Palavra de Deus nos exorta a "abrir a boca a favor daqueles que não tem voz" (PV 31.8)
  

 Kaiti, Iganani e Kaluanã são alguns dos muitos que agradecem sua ajuda. E nós, continuamos contando com suas orações e apoio, 

Edson e Marcia Suzuki
13/10/2011


DOAÇÕES PARA A ATINI PODEM SER FEITAS ATRAVÉS DA SEGUINTE CONTA BANCÁRIA:

ATINI - VOZ PELA VIDA
AG. 2727-8
CONTA CORRENTE 13.645-X
BANCO DO BRASIL
CNPJ 08.580.772/0001-51


 ATINI – VOZ PELA VIDA  é uma organização social, sem fins lucrativos,  formada por índios e não-índios, que atua na defesa dos direitos das crianças indígenas em situação de risco e na busca de um modelo indigenista mais humano.

SCRN 714/715 Bloco F Loja 18 
70 761-660  Brasília - DF

Telefones: (61) 8116 0638  (falar com Simone ou Vagner)
www.atini.org 

6 comentários:

disse...

Espero que todos do blog Mulheres Sábias, leiam se sensibilizem e façam sua doações ou apadrinhem uma criança indígena. As vezes semeamos em pastos que não precisam mais ser semeados, ou então, semeamos em pastos secos, em terra que não nascerá nada. Eis aí um lugar que precisa da sua semente. Vamos lá povo de Deus. Vamos contribuir!
Fabio Obrigada pelo artigo. Muito bom!

Casal 20 disse...

Rô, minha amiga, sigamos salgando!

Abraços sempre afetuosos.

Mulher de Deus disse...

Sabe Rô, nós falamos tanto em fazer missões, e as vezes não fazemos nem 5% do que poderíamos fazer. Temos que ouvir esse grito de socorro sim, pelo amor de Deus! não vamos só nos sensibilizar e não fazer mais nada, vamos começar orando e depois contribuindo, essas crianças estão pedindo socorro! gosto muito dessa reflexão que diz:
“Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um náufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não iria prestar-lhe socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado?” (Leonard Ravenhill)
Parabéns ao Fabio pelo post, um grande abraço!

disse...

Helena seu comentário é dez. Paz mana!

Donizete disse...

Rô,

Como sempre seus posts tem o "dom" de nos despertar para temas que são esquecidos por nós. Aí está uma pequena parcela da humanidade que merece mais do que nunca da nossa atenção.

Continue com esta proposta amiga!

Abração!

Suely Rezende disse...

Olá Rô,

Nossa! Fiquei comovida com essa postagem e todo trabalho desenvolvido p/ salvar as crianças indígenas.

Missão é aqui! Missão é no Brasil.

beijos
Suely

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