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29 de novembro de 2011

Manifesto Evangelista no Festival Promessas


Descrição


"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério".
2 Timóteo 4:1-5

Conclamamos os inconformados com as atuais distorções do Evangelho do Reino e da Salvação para o ato público no dia 10/12/2011, durante o Festival Promessas, realizado pela Rede Globo no Aterro do Flamengo. Sabemos que a aproximação dessa emissora com os evangélicos trata-se de uma questão mercadológica e não tem nenhuma ligação com a real proposta das Escrituras Sagradas. Seremos as vozes que clamam no deserto, estaremos aproveitando a oportunidade para pregar o Evangelho Puro e Simples que tem sido negligenciado dos púlpitos da maioria das igrejas brasileiras. Aproveite essa oportunidade para fazer mais do que reclamar na internet.

Que Deus cruze os caminhos dos sete mil que não se dobram diante de Baal. 1 Reis 19:18.

Que os Joãos Batistas do século XXI sejam recompensados de acordo com a vontade do Pai.

n'Ele, que renova nossas forças e nos tira da zona de conforto.

Mais informações na página do evento no facebook.

Nosso trabalho está sendo inspirado pela labuta dos irmãos que tem pregado o verdadeiro evangelho nas Marchas para Gizus. Leia sobre isso clicando no link;

Abraços fraternos,

Justiça condena pastor Caio Fabio por dossiê contra PSDB em 98



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DE SÃO PAULO

Hoje na FolhaA Justiça Eleitoral condenou o pastor evangélico Caio Fábio D'Araújo Filho a quatro anos de prisão por seu envolvimento no chamado "dossiê Cayman", informa reportagem de José Ernesto Credencio, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O conjunto de papéis comprovadamente falso surgiu como tentativa de incriminar a cúpula do PSDB na campanha de 1998.

Caio Fábio, o único condenado pelo episódio até agora, foi considerado responsável por elaborar e divulgar o dossiê, incorrendo em crime de calúnia, agravado por ter envolvido o então presidente da, Fernando Henrique Cardoso. Ele pode recorrer.

A sentença, da juíza de primeira instância Léa Maria Barreiros Duarte, é baseada em uma investigação da qual participou também o FBI, a polícia federal norte-americana.

OUTRO LADO

O pastor nega participação na elaboração e na divulgação do dossiê. "Tenho a consciência absolutamente tranquila. Não estou nem um pouco preocupado com isso."

Ele afirmou que os papéis apenas passaram por suas mãos. "Nunca vou mudar minha versão. Não tenho nada mais a falar do caso."

Seu advogado, Edi Varela, disse que entrou com recurso e nega crime eleitoral. "Esse assunto só surgiu depois das eleições, não entrou na campanha, ninguém usou."

Editoria de Arte/Folhapress

Leia m

27 de novembro de 2011

Polêmica entre Baianas e Evangélicos - Acarajé Pentecostal - Esquenta 01...



Brigar com uma pobre coitada é uma coisa. Então porque não brigam com os supermercados que vendem acarajé? isso é intolerância, pois associam comida a religião.

Psicóloga Ana Caetano e o acompanhante de luxo - Psicologia marxista continua a validar comportamentos inferiores.




Escrito por MaxV2

Há alguns dias atrás um amigo meu envio-me um link de um vídeo [colocado no final do texto] onde era dito algo bastante grave. Igualmente grave foi a passividade de todos os que ouviram tal obscenidade e a falta de qualquer tipo de manifestação em torno dessas afirmações. Ou o país está a ser adormecido ou estamos a ficar totalmente ignorantes.
Mas falemos um pouco do vídeo:

O vídeo fala de um "acompanhante de luxo" (eufemismo para prostituto ou gigolo) que quer abandonar essa vida e passar a ter uma vida dita normal.

O motivo que o move a querer sair desta "profissão" não é a realização de que a prostituição é um "estilo de vida" inferior, clinicamente auto-destrutivo e degradante, mas sim a inevitável perda de beleza física que ocorre com o avançar da idade.

Segundo o prostituto "acompanhante de luxo", que chega a fazer comparação entre a sua perca de beleza com a perda de vigor físico dos atletas de alta competição, os seus clientes preferem rapazes mais novos. Como ele está a ficar velho, os homossexuais que lhe buscavam focam-se em rapazes pertencentes a outra faixa etária.

Após o individuo em questão expor o seu dilema, entra em cena uma psicóloga que diz que ele precisa de "integrar" aquilo que viveu e que filosoficamente falando já há "estudos". Ela faz referências ao trabalho de Michel Foucalt dizendo:

Nós como seres humanos apaixona-mo-nos por outros seres humanos . . . . há um grande peso da sociedade em relação aquilo que é aceite ou não.
Para além disto ser totalmente irrelevante, é perfeitamente ridículo o que a psicóloga disse. Sim, as pessoas apaixonam-se por outros seres humanos (homens por mulheres e vice-versa); de que forma é que isso suporta a noção de que ele deve "aceitar" aquilo que foi?
Além disso, ela baseou a sua afirmação no "trabalho" de um sodomita pedófilo (Michel Foucalt). Acresce-se que ela afirma que a sociedade está "errada" e que por causa deste "erro", os sodomitas e os pedófilos não podem ser "felizes".

A psicóloga continua o seu comentário e diz coisas como "aceite aquilo que viveu" (que remédio), "eu acredito que ganhou muitas capacidades para relacionar-se com pessoas", (incrível, viver uma vida dupla enganando a mulher com quem vive prostituindo-se e degenerando-se cada vez mais ao longo dos anos é "ganhar capacidades para relacionar-se com as pessoas"), "sempre a ver o lado positivo (mesmo quando não exista) no meio da desgraça", (eis um bom exemplo de Psicologia Positiva) "o que importa é aquilo que fazemos com aquilo que fizemos, isso, que é importante", "se esteve tanto tempo durante 14 anos com tanta gente a procurá-lo é porque há gente interessada", "não tenha vergonha, aceite, é ser humano".

Vamos então analisar as seguintes afirmações da psicóloga Ana Caetano:

Nós como seres humanos apaixona-mo-nos por outros seres humanos" de Michel Foucalt.

Este escritor era um homossexual defensor da pedofilia que chegou a defender publicamente tal "causa" nos seus livros e nos média com uma petição para baixar a idade de consentimento. Sem surpresa alguma morreu de complicações relacionadas com SIDA.
Aqui estão alguns factos sobre esse mesmo escritor:




{Foucault defendia também a descriminalização de todo tipo de sexo incluindo: incesto, pedofilia e estupro. Tudo com o objectivo, segundo ele, de suprimir a culpa, e reinventar o corpo e seus prazeres.}

{Muitos intelectuais franceses – incluindo Foucault, Danet e Hocquenghem – tinham assinado uma petição endereçada ao Parlamento em 1977 defendendo a descriminalização de todas as relações consentidas entre adultos e menores de quinze anos (a idade de consentimento na França), sem limite de idade, ou seja, a eliminação da presunção legal de violência nas relações sexuais abaixo daquela idade.}

{Foucault admitia abertamente e com naturalidade a idéia de uma pedofilia não abusiva, isto é, com crianças que consentem.}
Ora ao citar este escritor na sua argumentação, e conhecendo aquilo que ele defendia, podemos sub-entender que esta psicóloga defende uma espécie de "vale tudo" sexual; o que importa é que sejas feliz, doa a quem doer (mesmo a ti próprio). Ela esquece-se que há regras que devem ser observadas para um funcionamento equilibrado do ser humano em sociedade.
Será que a psicóloga Ana Caetano estava implicitamente a defender a pedofilia ao usar o trabalho deste escritor para fundamentar as suas afirmações (mostrando concordância)? Será que ela defende a visão da sexualidade promovida por Michel Foucalt - e por conseguinte o seu trabalho - dando-nos assim a entender que realmente estava a defender as mesmas ideias do referido escritor?

Se esta psicóloga desconhece pormenorizadamente o que Michel Foucault defendia, então podemos afirmar que é ignorante e incompetente. Se, por outro lado, conhece, então estamos perante alguém que é imoral e perigoso capaz de enganar e manipular as pessoas para servir os seus (dela) intentos.

há um grande peso da sociedade em relação aquilo que é aceite ou não.


Claro que há. Ou será que esta psicóloga defende que deveríamos ter a liberdade para fazer tudo aquilo que determinássemos, sem sofrer as consequências? Até as sociedades mais liberais têm regras e uma noção bem presente do certo e do errado.
Foucault não propunha nada menos que a total renúncia às noções de razão e desrazão, de verdade e falsidade.

Aceite aquilo que viveu
.

Quanto a isto, ele não tem alternativa. A questão agora é saber se ele se arrependeu suficientemente para mudar de vida.

Eu acredito que ganhou muitas capacidades para relacionar-se com pessoas.

Não se entende como é que a prostituição confere ao prostituto capacidades de relacionamento nunca antes possuídas. Se se ganham capacidades de relacionamento com a prostituição, e como o trabalho da Ana Caetano depende da sua capacidade em se relacionar profissionalmente com os pacientes, será que podemos sugerir que ela enverede por essa vida por alguns anos como forma de pós-graduação?
Não há NADA de positivo que a sexo desenfreado traga a quem esteja envolvido nesse estilo de vida inferior. Ter relações sexuais com vários parceiros (ou parceiras), a troco de dinheiro - ou mesmo sem haver dinheiro envolvido - não é forma de se ganhar "capacidades na área de relacionamentos".

Pelo contrário, se a tua capacidade de ter pessoas perto de ti depende daquilo que tu fazes sobre uma cama, então algo grave se passa contigo.

A "psicóloga" Ana Caetano, infelizmente, considera que viver uma vida dupla, enganando a mulher com quem vive, prostituindo-se e degenerando-se cada vez mais ao longo dos anos, é "ganhar capacidades para relacionar-se com as pessoas". Esta tendência de se ver o lado positivo no meio da desgraça (mesmo quando não exista lado positivo) é um bom exemplo de Psicologia Positiva.

O que importa é aquilo que fazemos com aquilo que fizemos; isso é que é importante.

Claro que aquilo que fazemos é importante, mas o ponto não é o que foi feito mas sim o estatuto moral de quem vive uma vida de engano (o prostituto) e de quem usa uma psicologia invertida para validar esse estilo de vida auto-destrutivo.
{No niilismo de Foucault deve ser eliminado cada vestígio de nós mesmos moldado pelos outros: nossas identidades políticas, culturais e sexuais, nossas idéias de certo e errado, sanidade e loucura, até mesmo o que é verdadeiro e falso, tudo desaparece}

Citando Olavo de Carvalho:

[O filósofo francês Michel Foucault [1926/1984] deu uma grande contribuição para a formação da ideologia anti-psiquiátrica com seus livros iconoclastas: História da Loucura na Idade Clássica [1961], As Palavras e As Coisas [1966], Arqueologia do Saber [1969].
Esse indivíduo é suspeito, pois em 1948, tentou suicídio e foi internado em hospital psiquiátrico. Outro facto de conhecimento público e notório era o de que ele era pederasta e morreu de SIDA [AIDS] em 1984.

Os apologistas da anti-psiquiatria classificam esses argumentos de mesquinhez e alegam que seu passado psiquiátrico e sua “opção” [SIC] sexual não têm relação com o que escreveu. Pensamos que sim, pois ele denegriu vários saberes e institutos que salvaguardam os valores morais da sociedade.]

Devido a isto, basear uma defesa no trabalho de Michel Foucault parece-me sinistro.
Se esteve tanto tempo durante 14 anos com tanta gente a procurá-lo é porque há gente interessada.
Interesse numa práctica não valida a mesma. Há milhares de pessoas que buscam sexo com menores, mas nem por isso essa práctica se torna moralmente aceitável. (Mas pode ser que com mais psicólogos marxistas a aceitação da pedofilia esteja a por alguns anos.)
Sim, houve muitas pessoas que o procuraram. Mas também há muitas pessoas que buscam urinóis públicos. A "procura" em si é moralmente irrelevante.

Não tenha vergonha, aceite, é ser humano.
Sim, ele não tinha vergonha; ele apenas tinha a máscara e as luvas durante a entrevista porque estava tímido e tinha frio.
Obviamente que ele tinha vergonha da vida dupla que viveu durante anos - enganando tudo e todos, incluindo a namorada com quem vive. Desde quando que viver de forma degenerada é ser humano? Mentir às pessoas em nosso redor é "ser humano"?

Este gigolo bissexual viveu uma vida de forma sub-humana - fazendo coisas que eu nem consigo imaginar - mas esta psicóloga não só diz que ele nada tem que se envergonhar, como diz que isto é "ser humano".

Para se ver como esta psicóloga não tem aderência com a verdade, repare-se no incidente no final do vídeo. No fim da conversa a psicóloga é questionada sobre se o gigolo deveria ou não contar à namorada a verdade. A psicóloga, referência moral do programa, diz que "não sabe".

Entre dizer a verdade e continuar com a vida dupla, a psicóloga não tem opinião formada. Que dizer de tal "psicóloga"?

Mas vendo bem as coisas. ela não tinha outra forma de se evadir a questão:

Se dissesse que não, estaria dizer que não faz mal mentir e continuar a perpetuar a mentira.
Se dissesse que sim estaria possivelmente a condenar indirectamente o comportamento do sujeito em questão. Portanto podemos assumir que ela sabe (?) o que está a fazer ao citar Michel Foucault (?).
Não quero nem imaginar quando uma minoria de degenerados começar a "apaixonar-se por seres humanos" menores de quinze anos. Aí é que vai ser engraçado (de forma negativa) ver essa gente a defender as suas ideias das formas mais mirabolantes que possamos imaginar. Afinal eles julgam-se no direito de fazer o que bem entendem. Ninguém vai poder dizer nada uma vez que a ingaysição vai activamente andar a caçar qualquer voz discordante.

Conclusão:
No vídeo vemos duas formas de prostituição:
Uma em que, um vende o corpo a troco de dinheiro
Outra em que uma pessoa defende o indefensável para ganhar visibilidade profissional, usando malabarismos filosóficos baratos, enganando toda a gente e subvertendo a área da psicologia para servir interesses obscuros.

[Meu comentário]: Uma das coisas mais irónicas do vídeo é ver um homem que vive uma vida dupla a apontar o dedo a outros homens que vivem uma vida dupla. Aparentemente nem todas as vidas duplas foram criadas iguais.
Esta psicologia marxista, defendida por vários profissionais um pouco por todo o mundo, existe mesmo para destruir as normas sociais existentes no mundo ocidental. Nenhum profissional psicólogo sério diria que a prostituição é um veículo válido para o incremento das nossas capacidades de relacionamento com outras pessoas.

Qual é o propósito destas palavras da Ana Caetano? Porque é que ela tem dificuldades entre escolher entre a verdade e mentira? Quem no seu juízo levaria o que ela diz a sério, uma vez que ela aparentemente não tem opinião formada entre dizer a verdade e viver uma mentira?


Obs da Rô.
Realmente existem psicólogos e psicólogos!

25 de novembro de 2011

O Business do Evangelho.



Por Rô Moreira

Estava lendo a notícia de que as gravadoras seculares não andam nada bem, e por isso estão investindo no meio gospel. Ao levantar o pefil desse povo, perceberam uma fonte de lucro muito grande, os evangelicos depreciam a pirataria ao comprarem os seus produtos originais, podemos ver isso claramente na expo-cristã e na quantidade de cds vendidos pela cantora Aline Barros, que já ganhou disco de diamante, conquistado pelas mais de 360 mil cópias vendidas, em menos de dez meses, do álbum "Extraordinário Amor de Deus" (2011). .
É notório que os cristãos também lêem muito por ano, abrindo possibilidades para futuros contratos, só que agora na área editorial. E quanto as rádios do segmento gospel na maioria são líderes do tempo médio de audiência.

Essa notícia deve ser vista com bons olhos pelos evangélicos em geral, pois assim os cartéis existentes em nosso meio serão desfeitos ou pelo menos sofrerão grandes perdas como a já percebida pelo Bispo Macedo que num momento de desespero, viu a Globo ocupar o espaço que teoricamente era seu, mas que desprezou ao longo dos anos em não fazer o uso adequado dele. Portanto o bispo resolveu falar mal dos cantores evangélicos tentando prejudicar os que estão indo para Globo, tudo isso é concorrência, briga de ibope.

A Record surgiu como uma emissora evangelica e logo foi mudando a natureza da mesma, como esta fatia do mecado cresceu muito, a Globo resolveu entrar com a mesma intenção de fazer business com o Evangélho. Sabemos que ninguém é bonzinho, essa decisão da Rede Globo é inteiramente de interesse financeiro, eles querem abocanhar também essa parcela da sociedade que não para de crescer.

O selo da Som Livre tem nomes como o da Ana Paula Valadão (7 milhões de CDs e DVDs vendidos).
A Globo pensa em tudo, nada passa desapercebido, ela sabe que os cristãos são bons consumidores de produtos evangelicos, então, pensa comigo: Você acha que ela ficaria de fora??

Tenham um bom final de semana. Paz!

Por que, eventualmente, acredito no Papa Bento XVI?


Penúltimo artigo desta nossa série em que estamos comemorando o aniversário de 1 ano do nosso blog pró-família, publicando artigos escritos por nós e que foram muito importantes na nossa formação, porque foram textos escritos na ebulição de ideias que nos apaixonam. 

Abraços sempre afetuosos. Casal 20.
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Quantas vezes entrávamos na capela dos orionitas para nos curvar diante da presença do sagrado naquele lugar? Mas não naquela manhã de outubro. Estávamos ali há quase 10 horas e, à medida que se arrastavam os minutos, estes iam diluindo o sagrado que eu julgava haver ali. Por fim, alguém trouxe o rádio que usávamos em nossas devocionais e o colocou ali para tocar "a mais bonita das noites" de Chitãozinho e Xororó, sucesso nacional daquela época.

Chegou a minha vez de subir com os padres. Todas as portas dos armários dos meus colegas de quarto estavam abertas e todas as roupas e pertences deles jogados bem no meio do quarto. Pegaram meus livros, cadernos e roupas e os jogaram junto às outras coisas que já estavam no chão. Eles estavam procurando alguma coisa, eu sei. A secretaria do seminário havia sido roubada e certamente um de nós seria o ladrão. Estavam procurando pelo dinheiro… Não! Soubemos depois que eles já sabiam qual seminarista havia roubado o dinheiro, mas eles aproveitaram a oportunidade para nos devassar, descobrir sujeiras, fotos, revistas, outras possíveis perversidades juvenis que poderíamos esconder deles. Voltei à capela. Abaixei a cabeça. Fechei os olhos… o sagrado morria para mim naquele dia.

Depois daquela experiência da morte do sagrado, muitos foram embora do Seminário. Eu ainda tentei insistir num outro ano, mas o rasgo havia sido feito: a experiência do sagrado já era morta. E se pudesse tentar explicar o que considero a mais importante diferença entre Barth e Tillich diria que este avançou sobre essa ideia da experiência do Sagrado Universal como revelação salvífica, enquanto Barth permaneceu compreendendo que o Cristianismo é o único detentor da revelação especial. Para Tillich, o caminho natural das religiões mostrava nelas a revelação salvífica de Deus, enquanto para Barth existia a cisão entre a verdadeira religião e as falsas religiões, ou melhor, entre revelação e religião. Todas as religiões possuem a experiência do sagrado (Tillich, Rahner, etc), mas somente no Cristianismo é possível a experiência da fé (Barth). Assim, naquele dia na capela, o que morria em mim era a experiência do sagrado, já que ainda não conhecia a experiência da fé.

Ao ler a reportagem da Revista Ultimato, cujo título é “A coragem de dizer aos que querem mudanças na igreja que eles, eventualmente, têm razão”, percebi por que Bento XVI (colega de Karl Barth na juventude) continua a achar que homens como Pedro Casaldáglia, Hans Küng e Frei Betto não têm razão. Estes compactuam tão somente do pluralismo da experiência do sagrado e não da experiência da fé revelacional e salvífica em Cristo Jesus. Eles fazem do Cristianismo apenas um espaço para a manifestação dos deuses de seus ventres. É claro que Bento XVI nunca achará que eles têm razão. É evidente também que acusarão Bento XVI de retrógrado. A discussão sobre o casamento dos padres é fachada para esses homens. O assunto do fim do celibato é apenas uma desculpa de apelo populista, porque o que eles querem mesmo é o nivelamento do cristianismo com todas as demais religiões. O que resultará numa grande apoteose de um panenteísmo universal (Tillich, Boff).

Pedro Casaldáliga é a favor das invasões de terra e da luta armada, compôs poema para elogiar Che Guevara, um terrorista e comunista. Bento XVI não vai ser contraditório com Pio XI. Este condenou o comunismo (Divini Redemptoris) dizendo que o sistema marxista era "intrinsecamente mau". Este mesmo Papa declarou ainda que ninguém poderia ser verdadeiro católico e verdadeiro socialista.

Frei Betto participa do mesmo ambiente de Pedro Casaldáliga e se coloca como amigo de Fidel Castro, o ditador cubano. Em seu texto “Raízes éticas da minha esperança”, Frei Betto confessa a quem ainda tenha dúvidas de suas aspirações: “Experimentei muitas derrotas: a morte de Che na Bolívia, o fracasso dos grupos armados contra a ditadura militar brasileira, o terror da Revolução Cultural chinesa, a falência da Revolução Sandinista, acrescida de casos escabrosos de corrupção, a queda do Muro de Berlim, o fim do eurocomunismo”.

Hans Küng, outro personagem controverso citado na reportagem da Ultimato, é um teólogo liberal que não crê na ressurreição literal de Jesus. Bem, como o comunismo também não crê, é louvável pensar que nem Frei Betto e nem Casaldáliga creiam também, se juntando ao também já declarado descrente Leonardo Boff.

Por tudo isso, digo mais uma vez que homens como esses não estão interessados que padres casem ou não. Não estão interessados em questões como paz, amor, fraternidade, embora estas palavras abundem em seus textos. Eles tão somente erguem essas bandeiras por crerem que elas terão um apelo mais popular. O que está por trás deles é o fim do cristianismo bíblico e da salvação somente em Jesus. Karl Barth percebe este desenvolvimento da Teologia Natural nas teologias modernas e pós-modernas e reage teologicamente: “a possibilidade do conhecimento de Deus encontra-se na Palavra de Deus e em nenhum outro lugar” e “o Deus eterno deve ser conhecido em Jesus Cristo e não em outro lugar.” Tillich cria que haveria revelação salvífica em outras religiões. Barth não. Frei Betto já expressou sua fé no socialismo. Bento XVI não. 

Assim, quando se juntam pessoas de interesses tão diversos (e excludentes) debaixo de um único guarda-chuva: descrentes comunistas, descrentes liberais, padres que querem casar, Reformadores do século 16, Concílio Vaticano II e até Simonton, o missionário presbiteriano que trouxe sua Denominação ao Brasil, acaba-se por nivelar por baixo causas nobres juntamente com aquelas causas escusas. Sem falar que colocar Frei Betto, Casaldáliga e Hans Küng ao lado dos Reformadores do Século 16 e de Simonton é dar aqueles uma envergadura teológica e moral que jamais tiveram. Finalmente, desenha-se uma caricatura de Bento XVI e o coloca isolado de um lado, enquanto do outro estariam “os heróis da resistência”. Mas isto não é cristianismo, é maniqueísmo. E apresentar ao leitor estas controvérsias de modo tão parcial é ruinoso para a Cristandade. É isto o que faz a reportagem da Revista evangélica Ultimato, uma revista fundada por um pastor presbiteriano. É neste contexto, portanto, que afirmo que, certamente, Bento XVI tem discernimento e coragem de dizer NÃO às verdadeiras intenções dos seus inquisidores que o acusam de reacionário.

Título original deste post:  
"A coragem de Bento XVI em dizer...                                                                                           ... eventualmente, não!"

Leia, também, os outros posts desta série:

Teologia Negra?! (ou "Onde nascem os discursos equivocados")
Deus é pobre?!
A mui piedosa esquerda cristã?!                                                                                              E o que é que eu tenho com isso?!


24 de novembro de 2011

Parada Gay do Acre Blasfema ao som de 'Faz um milagre em Mim'


A Parada Gay no Acre, que reuniu milhares de pessoas neste domingo (20), em Rio Branco, será o principal tema dos debates da terça na Assembléia Legislativa. Deputados da bancada evangélica já manifestaram descontentamento ao líder do governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB), por causa de uma performance registrada durante o evento.
Enquanto um trio elétrico tocava o hino evangélico “Faz um milagre em mim”, um homem fazia “boquete” (felação) no pênis de borracha usado por outro homem, quando os manifestantes caminhavam na Via Chico Mendes, em direção ao estacionamento do estádio Arena da Floresta.
A performance, fotografada pelo blogueiro Marcos Venícius, está tendo enorme repercussão nas redes sociais do Acre.
- Eu nunca tinha visto algo tão escancarado. Os dois homens não são um casal. Eu percebi a movimentação desde o início. O homem de camisa verde era o mais atrevido, enquanto o outro só dançava. O velhinho se aproximou e permitiu o flagrante - relata Venícius.
O governo do Acre é o principal patrocinador da Parada Gay, mas o deputado Moisés Diniz não concorda com a perfomance.
- O detalhe mata o conjunto. Vou fazer a defesa do conjunto e vou condenar a irresponsabilidade. A coordenação do evento deveria ter retirado os dois manifestantes. Existem regras de convivência na sociedade. O que fizeram é abominável e se tornou um tiro no pé do movimento - afirma Diniz, autor de uma lei estadual do Dia da Diversidade.
Segundo o líder do governo, a reação que está havendo não é uma reação moral dos evangélicos, mas uma reação da sociedade. Diniz disse que nenhuma pessoa, em pleno juízo discorda, que o que fizeram depõe contra a bandeira da diversidade sexual.
- O estado não deveria ajudar nenhuma manifestação desse tipo. Minha divergência nesse nesse campo abrange o meu governo, os evangélicos e católicos. Manifestação religiosa, de gênero e cor, o estado tem que ficar à margem. A pornografia depõe contra o movimento. Além disso, entoar o hino evangélico foi uma provocação descabida. Há fundamentalistas nas religiões, mas esse tipo de provocação também tem cunho fundamentalista. Isso é intolerância - acrescentou o líder do governo.
O ativista Germano Marino, presidente da Associação de Homossexuais do Acre, considera “mentira absurda” que o “boquete” tenha ocorrido enquanto estava sendo cantado o hino evangélico.
- É só prestar atenção na foto para perceber que as pessoas estavam caminhando. A interpretação do hino estava sendo realizada na concentração, no Calçadão da Gameleira, com as pessoas paradas. Sobre a apresentação do hino, este foi interpretado fantasticamente bem pelo cantor Gentil Quimel, que por muitos anos participou da Assembleia de Deus, e que por ela mesma foi expulso por ser homossexual - afirma Marino.
Para o presidente da Associação de Homossexuais do Acre, o que impera é o preconceito e a homofobia. No entendimento dele, como a foto foi tirada na Parada Gay, os “militantes fervorosos da discriminação, da homofobia, do racismo, do machismo e do fundamentalismo, se aproveitam para reafirmar os seus posicionamentos retrógrados e falsos moralistas”.
- No Carnaval, cenas como estas não são tão provocativas. Não é que a Parada Gay seja um carnaval fora de época, mas é a expressão da população participar de um evento que vem somar com o gosto e a cultura popular. É quem disse que fazer sexo oral com preservativo não é uma política de estado oriunda do Ministério da Saúde? - indaga Marino.
O presidente da Associação dos Homossexuais do Acre disse que o governo estadual “gastou apenas” R$ 30 mil com a organização do evento.



Fonte: Terra

Desculpa aí, ta?




Nos últimos dias temos visto nos noticiários tímidas matérias sobre o vazamento de petróleo no campo de Frade, Estado do Riode Janeiro, envolvendo uma subsidiária da empresa Chevron, sem querer entrar em detalhes técnicos gostaria de tecer alguns comentários que acho pertinentes.
É de se destacar a fala do Presidenteda subsidiária brasileira da Chevron, George Buck, perante a Comissão do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, na tarde de ontem: “Peço sinceras desculpas à população e ao governo brasileiro”.
Se não bastasse esta, algumas agências de noticia dão conta de que o Presidente chegou a audiência pública com atraso de duas horas (agora por minha conta: mostrando todo o respeito e interesse com as autoridades de nosso país).
Este episódio só traz a tona uma verdade que está escondida e que poucos têm coragem de trazer à discussão com relação a falta de preparo do nosso governo de lidar com situações como esta.
Até então os problemas ambientais que o governo vinha enfrentado, e na minha opinião de forma irresponsável, não tinham um fim aceitável, tudo era questionado, vamos cobrar isso, vamos multar,vamos rever isso e aquilo e com o passar dos dias tudo voltava ao ‘normal’.
Um país como o nosso deveria ter um excelente sistema de fiscalização, as Agências Reguladoras, que deveriam trabalhar em favor da população, não fazem praticamente nada.
O despreparo do governo é tamanho que as informações são desencontradas, muitas vezes minimizadas, sendo que quem quiser investigar o que realmente aconteceu para responsabilizar os culpados acabará saindo da condição de mocinho, para ocupar a condição de ‘bandido’.Lembram do caso do Delegado da PF que investigou um certo banqueiro?
Problemas ambientais como este, e até piores, são rotina em nosso país, basta dar uma pesquisada nos Estados que possuem estes projetos, o meu estado do Pará, por exemplo, é vítima constante das mineradoras e madeireiras, o Estado do Amapá também e tantos outros. As consequências de um progresso, que justifica a exploração sob um argumento de prosperidade, agora bem sabemos quem fica próspero com esta forma de exploração.
Nossos governantes não irão fazer absolutamente nada, não podem perder este ‘negócio’, todo político sonha que seja encontrado em seu Estado alguma reserva mineral, algo que possa ser explorado, pois muita coisa está em jogo, e a população deve se acostumar, pois,com relação ao petróleo é só o começo.
O Brasil carece de uma organização,aqui deixamos a porteira arrebentar para depois pensar em fazer alguma coisa, o problema maior é que se discute muito e acaba sendo aprovado aquilo que satisfaz os interesses políticos dos ‘donos da situação’.
Falta interesse do governo em fiscalizar, falta interesse em controlar as coisas, pois a falta de fiscalização gera a oportunidade da corrupção e esta, está no DNA da maioria dos governantes e políticos que montam seus feudos na máquina pública que passam a rodar a roda da fortuna.
Os representantes do governo podem falar o quando quiserem que irão processar, irão multar e aplicar todas as penalidades a empresa responsável, mas sabemos que isso não dará em nada, muito antes disso tivemos autuações, processo e tantas outras coisas que aconteceram praticadas por empresar mineradoras e madeireiras que ficaram caladas, não se manifestaram e nada aconteceu, agora pelo menos o Presidente da Empresa já pediu desculpas...
É mole?
Na certeza de dias melhores.
Por Fábio José Lima.

22 de novembro de 2011

Evangelho: Aprecie Sem Moderação!


Radicalismo. Essa palavra tem borbulhado dentro do meu peito nos últimos dias. Dias atrás escrevi o texto "Um convite a Bandeja de Prata -Consequências de uma Juventude SemRadicalismo" e ainda continuo com o desejo de dizer algumas coisas sobre esse assunto.

Quero deixar claro que não falo de um radicalismo nocivo, infantil, intolerante e cruel como dos fanáticos religiosos, ditadores políticos ou até mesmo de jovens mimados como os boyzinhos da USP. Falo de uma paixão pelo correto, de uma energia que é característica nos jovens, da motivação alavancada pela justiça e pelo bem comum.  

Clamo que nossa juventude abandone sua moderação excessiva, sua passividade letárgica, seu egoísmo e seu individualismo. Clamo que nossos jovens estejam dispostos a darem suas vidas pelo Evangelho do Reino de Deus.  Dar a vida pelo evangelho é doar-se pelo bem e pela justiça. Morrer para que outros possam viver. Muitos homens que não tiveram a revelação do Reino de Deus morreram em revoluções sociais - morreram apaixonados por justiça. Observamos isso recentemente no Oriente Médio. Recentemente, nas avenidas de Wall Street, até os jovens americanos estão manifestando contra o capitalismo selvagem do seu país, clamando contra a concentração de riquezas que resultou nesse fiasco global. Jovens que enfrentam armas por liberdade e igualdade.

Eles gritam: Liberdade ou morte! Justiça ou morte! Igualdade ou morte!

E eles não creem no evangelho. Eles não creem no Reino de Jesus, porém demonstram a fome e sede de justiça que os cristãos deveriam ter.  O Evangelho genuíno é radical. Como diria C. S. Lewis: “Não recomendo o evangelho para qualquer pessoa que esteja buscando uma religião confortável”. 

Mas, o fato é que hoje, no Brasil, deturparam tanto o evangelho, importaram tanto as fórmulas americanas, que o resultado foi a criação de outra religião, um neopentecostalismo que obscenamente usa a bíblia como plataforma para suas orgias espirituais. Essa religião é a versão “espiritual” do capitalismo; alienando, seduzindo e deteriorando a força intrínseca de uma juventude que poderia mudar a situação do nosso país e da igreja brasileira.

Jovens que se isolam cada vez mais da realidade sob o pretexto de serem separados (santificados), de não “serem” do mundo, de serem super espirituais, quando na verdade, a única coisa que conseguem é ser irrelevantes para a sociedade, para o bem comum. Eles não conseguem compreender que ser santificado por Deus não significa estar isolado do mundo, mas sim estar inserido no mundo sem contaminar-se, como Daniel na Babilônia, transformando, influenciando e subvertendo. A batalha começa no campo espiritual, em oração, e conclui-se no campo físico com atitudes de amor e paixão radical por justiça.

Jesus disse: “Pai, não peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal”.

Minha crítica vai aos homens hipócritas que fazem da religião apenas uma cortina de fumaça para camuflarem seus pecados. Homens que oram pelos pobres, mas não repartem o pão. Ricos que filosofam sobre sociologia sentados atrás da mesa, saboreando seu vinho tinto com queijo gorgonzola. Inclusive alguns pobres metidos à classe média. Covardes demagogos. São como nuvens carregadas que só trazem ventos, mas não derramam chuvas.

Enquanto isso, cada vez mais aumenta o número dos bons samaritanos da parábola de Jesus. Espíritas samaritanos, ateus samaritanos, socialistas samaritanos, maçons samaritanos. E o povo de Deus, onde está? Onde você está?!

Os cristãos primitivos, baseados nos ensinamentos de Jesus fundaram uma seita que foi denominada pelos  judeus de cristianismo. Os primeiros seguidores dessa seita eram radicais, apaixonados, encantadores, servis, piedosos e valentes. Confessar ser discípulo de Jesus significava morrer violentamente. Muito, muito diferente da maioria dos autointitulados cristãos do século XXI.

Contudo, ainda há uma esperança. Hoje, nós que somos os remanescentes do evangelho puro e simples devemos pedir ao Pai para reavivar o sentimento que permeava os corações dos nossos primeiros irmãos. Devemos ser uma minoria relevante como a igreja primitiva foi em Roma e Jerusalém. Devemos virar o mundo de cabeça para baixo! Devemos estar prontos para pagar o preço de sermos famintos por justiça e inconformados dentro desse mundo que padece na mão do Mal.

Que vergonhoso é o nosso caminhar comparado aos nossos irmãos primitivos, nossos irmãos contemporâneos espalhados pelos países onde o cristianismo continua sendo uma seita e seus seguidores são perseguidos e mortos.

Que Deus nos perdoe e nos coloque de pé, nos encha com sua coragem e amor para sermos relevantes nesse mundo.

Que o Espírito Santo convença a todos nós. Que Deus nos perdoe por nossa covardia rotulada de moderação. 
Amém?!

Belo monte anúncio de uma guerra

BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA from André Vilela D'Elia on Vimeo.

20 de novembro de 2011

A PLURALIDADE MUSICAL ASSEMBLEIANA: UM CLARO RETRATO DO DISCURSO UTÓPICO POR UMA "IDENTIDADE PADRÃO"








"Marcha irmão, marcha pastor, marcha igreja do Senhor... A ordem é pra marchar." (Alice Maciel) "A Deus seja a glória, por tudo que fez por mim." (Victorino Silva)
"Então eu direi oh oh, abra-se o mar, e eu passarei pulando e dançando em sua presença." (Ministério Hebrom) O que estes três vídeos possuem em comum? São todos cantores contratados pela PATMOS MUSIC, gravadora oficial das Assembleias de Deus no Brasil. No que diferenciam? Estilo musical. A música de uma igreja expressa e manifesta a sua teologia, e no caso aqui, a sua identidade denominacional. A musica assembleiana é o puro retrato de uma igreja que não possue uniformidade de identidade, ou seja, não manifesta um padrão único de usos e costumes, e nem doutrinário. Há igrejas Assembleias de Deus no Brasil onde os três cantores acima terão livre acesso para louvar a Deus, enquanto que em outras, haverá algumas restrições. Tudo vai depender das preferências musicais do pastor e da igreja. Victorino Silva representa um estilo musical mais clássico, que expressa bem a influência européia e americana nas Assembleias de Deus. Alice Maciel, é pura cultura nordestina musicalizada no forró "rasgado", com direito a sanfona e tudo mais. A novidade fica por conta do Ministério Hebrom, que inova trazendo "oficialmente" para o meio assembleiano a possibilidade de pular, correr, gritar e dançar na presença do rei (no culto??!!!), com uma característica musical pop, peculiar das comunidades, e com um toque neopentecostal.
No caso do Ministério Hebrom, que radicaliza no sentido de promover uma "adoração contextualizada", as palavras do Gerente da Patmos Music, Geziel Damasceno, merecem ser consideradas: “Encontramos no Ministério Hebrom um diferencial que foi além das melodias harmoniosas: está no conteúdo das letras que pregam verdadeiramente a Palavra de Deus. Os jovens e adolescentes de nossa denominação possuem identidade pentecostal e buscavam um grupo que entendesse a linguagem de sua faixa etária, sem perder essa característica ou deixar o estilo congregacional. Com isso preenchemos uma lacuna existente há algum tempo na gravadora e abrimos portas para novos investimentos na área” (Fonte: patmosmusic.com.br)
O problema é que em algumas igrejas Assembleias de Deus no Brasil, o povo já pode pular, correr e dançar no culto, enquanto que em outras, tais comportamentos são absolutamente repudiados, tidos como carnais, mundanos e até demoníacos.
A pluralidade musical, teológica e litúrgica é uma realidade que ultrapassa os limites assembleianos, e que tem causado discussões (e divisões) em outras denominações.
A música na Assembleia de Deus (e em outras denominações) é o claro retrato da frustante busca e do utópico discurso em torno de um "padrão de identidade denominacional", não apenas pela diversidade de ritmos e gêneros, mas, inclusive, pelo conteúdo das letras, cada vez mais voltadas para o "homem emocional", e menos comprometida com a ortodoxia bíblica e/ou denominacional.
Aproveitando a deixa da pluralidade musical aqui tratada, que tal juntarmos as letras:
"Marcha irmão, marcha pastor, pula, grita, corre, canta e dança, dando a Deus toda glória oh oh".
O gênero e ritmo você escolhe.

Abraços,

Ás seis da tarde





Ás seis da Tarde
as mulheres choravam
no banheiro.
Não choravam por isso
ou por aquilo
choravam porque o pranto subia
garganta acima
mesmo se os filhos cresciam
com boa saúde
se havia comida no fogo
e se o marido lhes dava
do bom
e do melhor
choravam porque no céu
além do basculante
o dia se punha
porque uma ânsia
uma dor
uma gastura
era só o que sobrava
dos seus sonhos.
Agora
às seis da tarde
as mulheres regressam do trabalho
o dia se põe
os filhos crescem
o fogo espera
e elas não podem
não querem
chorar na condução (Marina Colasanti)

19 de novembro de 2011

Psicóloga Marisa Lobo pede união entre Silas Malafaia, Magno Malta e Marco Feliciano



MICHAEL CACERES

Nesta quinta-feira (17), a doutora Marisa Lobo, que tem militado contra o que chama de “privilégios gays”, pediu união dos pastores e parlamentares cristãos. Marisa pediu que eles deixem de lado o “ego e a vaidade e se unam, em ações contra o preconceito cristão” que está se instaurando no país.

Alvo de duras críticas de ativistas gays, que usaram o Twitter para se manifestar contra a posição da psicóloga, que cobra uma postura séria do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que para ela tem sido partidário ao apoiar e se manifestar em defesa do movimento LGBT.

Marisa teve sua foto estampada por mais de duas semanas no maior site gay do país, Gay1. Com uma matéria criticando a postura da psicóloga e questionando o fato de ela ser conhecida como “Psicóloga Cristã”.

Comparada com o pastor Silas Malafaia – a versão “feminina do Mala” – como é chamado entre os ativistas gays. Marisa tem sido ridicularizada no Twitter, além de estar sendo acusada de homofobia, por sua posição contrária ao movimento LGBT.

Marisa é parceira do Fenasp, Fórum Evangélico Nacional de Ação Social, além de ajudar em campanhas contra as drogas, questionando privilégios e questões ligadas a educação infantil, abusos, temas que degradam a família. Em sua última ação, entrou de cabeça apoiando o Plebiscito pedido pelo deputado Marco Feliciano, onde o povo possa decidir se concorda ou não com o casamento gay.

Marco Feliciano respondeu o apoio da psicóloga em um culto da UMADC, de Santa Catarina, promovido pelo Gideões Missionários da Última Hora. Ele elogiou o trabalho da psicóloga Marisa Lobo, que se solidarizou com sua luta, e reclamou da falta de apoio, de pastores e líderes de renome, como também de deputados em todo o Brasil. Feliciano pediu apoio das comissões e garantiu que se os deputados não ajudarem, a esclarecer a sociedade, a importância deste Plebiscito, só Deus sabe o que isso pode acarretar.

Marisa tem pedido aos deputados, pastores e líderes que se unam em torno desse Plebiscito. Ela também contatou o presidente do FENASP, Wilton Acosta, que garantiu que passará no gabinete do pastor Marco Feliciano, na próxima semana, oferecendo total apoio do FENASP. Acosta entende que por se tratar da família brasileira o FENASP deve dar total apoio ao Plebiscito. Ele também se comprometeu em pedir apoio em todas as comissões.

Marisa também acredita que se o senador Magno Malta se empenhar no apoio ao Plebiscito, como também o pastor Silas Malafaia, que em sua opinião, “tem lutado sozinho, sofrendo perseguições”, comentou Marisa, “ficando desgastado. Ele precisa de apoio e poderá apoiar todas as ações em conjunto, pois esse não é mais um projeto do Marco, é de todo aquele que luta para defender direitos éticos e moral de toda a família brasileira”, o resultado poderá ser favorável ao Plebiscito.

Marisa chamou a atenção de todos, pedindo para todo povo cristão, “que peçam aos seus deputados, de sua região, que apoiem este projeto, e aos líderes e pastores, que façam corrente de oração, e lutem pela família brasileira”, comentou.

“A questão não é negar direitos civis, pois todos nós temos, em igualdade, porém não podemos casar pessoas do mesmo sexo, com o nome de casamento igualitário, pois isso abre precedentes para algo muito pior, a obrigatoriedade de se fazer casamento no religioso, com o perigo de um pastor, por exemplo, ou padre, ser criminalizado, por descumprir a lei”, esclarece Marisa.

Para ela com a cobrança popular, do povo e dos pastores, pode sim, haver uma mudança em relação ao rumo que as leis têm tomado e permitir que o povo decida, através de Plebiscito, leis polêmicas, como a do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Fonte

18 de novembro de 2011

Jesus é o caminho




Por Rô Moreira

"Não se turbe o vosso coração" - João 14:1
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Disse Jesus
Na casa de meu pai há muitas moradas. Se não assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vos preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também. E vós sabeis o caminho para onde eu vou. Disse-lhe tomé: Senhor, não sabemos para onde vai; como saber o caminho?
Respondeu-lhe jesus: eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim...
Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, fará também as boas obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou junto ao pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no filho.
me pedirdes alguma cousa em meu nome, eu o farei... Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. Ainda por um pouco e o mundo não me verá mais: vós porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis. Naquele dia vós conhecereis que eu estou em meu pai e vós em Mim e eu em vós. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama, será amado por meu pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele...
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize...

Essa passagem é emocionante para quem lê. Mas como vê o Pai dentro de si mesmo? Como saber que o Pai já preparou essa morada?

"Não se turbe o vosso coração". Jesus usou de uma palavra promissora para confortar e consolar os seus discípulos, pois sabia o que haveria de vir e que eles ainda não compreendiam a sua verdadeira missão e ainda sim os consolava. O seu sofrimento era um prenúncio de vitória, que mais tarde seria compreendida por eles.
Ao afirmar que na casa de seu pai há muitas moradas e que quando para lá fosse, iria preparar lugar para os seus seguidores, ele mostra uma sintonia com o Pai jamais antes vista ou declarada entre os profetas judeus, mostrando a sua condição de sumo sacerdote, diferente de tudo e de todos.

Disse Jesus. E vós sabeis o caminho para onde eu vou.
Respondeu-lhe, tomé: Senhor, não sabemos para onde vai; como saber o caminho?
Afirmou-lhe Jesus: eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim...
Na continuação do diálogo ficou claro a falta da compreensão da missão de Jesus por parte dos seus discípulos, e por isso, Jesus foi além, afirmando que no mundo eles teriam aflições, mas que mantivessem o bom ânimo, pois Ele venceu o mundo" (João 16:33).
"Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei; tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas" (Mt. 11:28-30). Como vê o Pai dentro de si mesmo? Jesus está a porta e bate, aquele que estiver atento e abrir o seu coração, ele entrará e fará morada. A única forma de ver Jesus dentro si mesmo, é mudando as atitudes, assumindo assim ao caráter de Cristo em sua totalidade, agindo com humildade e amor com o próximo.
Como saber que o Pai já preparou essa morada? Basta que tenhais ânimo, confiança nEle, porque Ele vive e vós vivereis também! Ele venceu, vós vencereis também, porque não é dos fortes a vitória, nem dos que correm melhor, mas dos que confiam no Senhor.

Bom final de semana. Paz!

E o que é que eu tenho com isso?!


Neste mês, todas as sextas-feiras no blog da Rô, estamos comemorando o aniversário de 1 ano do nosso blog pró-família, publicando uma série de artigos escritos por nós e que foram muito importantes na nossa formação, porque foram textos escritos na ebulição de ideias que nos apaixonam. Abraços sempre afetuosos. Casal 20.
____________________________

Eu não creio que o romanismo necessite ser reformado, pelo menos não com as reformas propostas por Dom Isnard nas páginas da Revista Evangélica Ultimato (março-abril/2009), que, por mais de uma edição, já gastou páginas e páginas para expor "o drama dos padres celibatários".

Sucumbo, portanto, à perplexidade diante de tantos protestantes e evangélicos que "investem" horas preciosas numa discussão fútil sobre se padres podem ou não casar! Duvido que católicos percam tempo discutindo se presbiterianos deveriam ou não abandonar a prática do batismo infantil dentro dos seus templos. Duvido também que católicos publiquem em suas revistas seus palpites sobre se batistas deveriam ser pastoreados apenas por celibatários ou por mulheres e adotar o batismo por aspersão...

Eu não creio que o romanismo necessite daquelas reformas ali propostas por D. Isnard. Muito menos creio que os protestantes e evangélicos deveriam se preocupar com as reflexões de D. Isnard. Segundo seus próprios pares romanos, pessoas como D. Isnard são homens que confessam seus crimes na intenção de serem aplaudidos (ver: http://oblatvs.blogspot.com/2009/01/dom-clemente-isnard.html).

Como ex-seminarista católico, entendo que as regras institucionais são previamente estabelecidas: o celibato é prerrogativa do sacerdócio romano. Em outras palavras: só é padre quem quer e ninguém tem nada haver com isso! Fico perplexo de tantos protestantes e evangélicos discutirem e darem espaço a questões como essa.

Mas eu não creio que o romanismo necessite dessas tais mudanças
, por isso não discuto sobre “o celibato voluntário dos sacerdotes e a ordenação de homens casados” ou sobre “a importância da ordenação feminina” e “a participação popular nas nomeações episcopais” ou “missões católicas”. Não sei quem escreveu o artigo em questão na revista (não foi assinado), mas a frase “as denominações protestantes precisam tomar cuidado para que não aconteça o mesmo problema em seu seio” revela um desconhecimento de quem seja o historicamente insubordinado Dom Isnard ou demonstra cumplicidade com o Bispo.

“Muitos querem falar, mas não podem”, diz o artigo da revista. Não podem por quê? A América Latina sempre produziu bispos que nestas últimas quatro décadas se levantaram pelas mesmas bandeiras de Dom Isnard. Este sempre falou o que quis e nunca foi censurado, basta ver o currículo dele apresentado no próprio artigo.

Aliás, aquela historinha sobre um superior eclesiástico que teria “orientado” uma editora católica a não publicar o livro de D. Isnard só pode ser devaneio, por favor! Dom Isnard foi presidente da Comissão de Liturgia da CNBB por mais de vinte anos, foi membro (nomeado pelo Papa Paulo VI) do Conselho para Execução da Constituição de Liturgia e membro da Congregação para o Culto Divino, será que alguém sabe o poder eclesiástico que estes cargos oferecem?

Eu não creio que o romanismo necessite das reformas de D. Isnard.
As reformas imprescindíveis são muito mais profundas e essenciais. Entretanto as Reformas Bíblicas o romanismo não quer (e muito menos fazem parte das reflexões de D. Isnard sobre as instituições eclesiásticas atuais): o Papa continua a ostentar o seu Primado e o título de Vigário de Cristo, Maria permanece sendo mediadora entre os homens e Jesus e as “aparições” dela pelo mundo seguem incontestadas a despeito das verdades bíblicas, assim como seguem o culto aos santos e a missa aos mortos, e as tão escandalosas indulgências nunca deixaram de acontecer até os dias de hoje, só para citar alguns exemplos. É o romanismo de sempre que ainda hoje sofre das mesmas mazelas denunciadas pela Reforma Protestante há mais de 500 anos. Roma não foi reformada, mas parece que muitos protestantes e evangélicos se conformaram a isso.

Além do mais, os Papas Bento XVI, João Paulo II e Paulo VI já declararam inúmeras vezes que os protestantes não podem ser chamados de igreja, pois a Igreja de Cristo só pode subsistir na Igreja Romana (ver a declaração Mysterium Ecclesiae de Paulo 6º, de 1973, e em 2000, a Dominus Iesus, aprovada por João Paulo 2º). Os três Papas citados nada mais fizeram do que corrigir erros de interpretação surgidos com o Vaticano II, que não alterou uma vírgula da sessão XXII do Concílio de Trento em que todos os protestantes já estão excomungados! Está errada a Igreja Católica Romana? Não! O romanismo não está errado, está apenas sendo coerente com suas tradições. 

Eu creio que cada um de nós necessita ser reformado sempre
, mesmo os que se denominam protestantes e evangélicos, mas reformados pelas Sagradas Escrituras somente e não por teologias oriundas de pressupostos ateístas e antropocêntricos, que somente geram pessoas como D. Isnard! Devemos rever nossos discursos para não sermos mais uma voz num coro que fala apenas para não ficar calado (já que Jesus também soube ficar em silêncio e se submeter à vontade do Pai diante do erro dos nossos pecados, Isaías 53: 7), porque, para vergonha nossa, o Evangelho da Graça, a primazia da Palavra e a fé salvadora sem obras meritórias ainda se conservam desconhecidos por milhares de católicos e protestantes de nossa Cristandade, ao mesmo tempo em que muitos se contentam em ficar brincando de ver quem vai ser a mulher do padre. Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

Título original deste artigo: A voz de D. Isnard e o silêncio de Jesus

Outros posts desta série:
 Teologia Negra?! (ou "Onde nascem os discursos equivocados")
Deus é pobre?!
A mui piedosa esquerda cristã?!

Dilma é criticada em evento gay por se aproximar de evangélicos


A presidente Dilma Rousseff foi criticada na abertura da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT por não se posicionar abertamente sobre a homofobia e por se aproximar de segmentos evangélicos.

"Nossa presidente esteve na ONU e não teve coragem de falar de homofobia (...) Enquanto acordo com evangélicos for feito nas cortinas do palácio, o sangue das travetis vai continuar correndo", disse a travesti Jovanna Baby, durante seu discurso, na presença dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Maria do Rosário (Direitos Humanos).

Pouco depois, quando Jovanna Baby citou o ex-presidente Lula, a plateia de cerca de 800 pessoas se levantou e começou a gritar "Lula! Lula! Lula!". Ao final do discurso da travesti, o público cantou "Ô, Dilma, que papelão, não se governa com religião", o que deixou constrangidos os dois ministros.

O então presidente Lula participou, em 2008, da 1ª conferência.

Ao tomar a palavra, Maria do Rosário afirmou que não é justo esquecer que o trabalho da Secretaria dos Direitos Humanos, responsável pela conferência e por outras iniciativas para o segmento, é respaldado pela presidente Dilma.

À Folha, Gilberto Carvalho disse que "o governo age em conjunto. A publicidade [campanha de TV de combate ao preconceito contra gays, lançada ali] é financiada pelo governo".

O evento homenageou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto, relator da ação que reconheceu a união homoafetiva em maio deste ano. O ministro arrancou aplausos da plateia cada vez que defendia a total igualdade entre homossexuais e heterossexuais.

"Procurei estudar a Constituição por todos os ângulos, por todos os aspectos, desde o seu preâmbulo até seu último artigo, para ver se era juridicamente acertado, irretocável, correto, reconhecer às pessoas homoafetivas os mesmos direitos --mas todos os direitos, todos, sem exceção-- das pessoas heteroafetivas (...) para felicidade minha, surpresa agradabilíssima, quanto mais eu desfilava pela passarela da Constituição com a minha alma totalmente aberta, eu só encontrava confirmação de que é um absurdo, é uma violência, é fundamentalismo dizer que a pessoa é mais ou menos digna pelo fato da sua orientação sexual. Não há como fazer distinção", disse ele.
Folha.com

Estes gays pensam que se governa com imposição. Lamentável. (Rô)

17 de novembro de 2011

Chegaram tarde, mas...





Uma das maiores reivindicações dequalquer cidadão brasileiro, sem dúvida alguma, é com relação a segurançapública, sem segurança as coisas não fluem normalmente. Sem segurança você podeter problemas econômicos, psicológicos, de saúde, etc., não esquecendo que édever do Estado garantir esta segurança púbica de forma eficiente e contínua.
A Constituição Federal de 1988 nosdiz o seguinte:

Art. 5º Todos são iguaisperante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Paísa inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termosseguintes: (Negritei).

A realidade das ruas nos mostra queo Estado tem sido bem negligente neste ponto (será que é só neste ponto?Risos), pois todos nós, não nos sentimos seguros, mesmo que estejamos em umcarro blindado, pois uma hora teremos que descer dele e enfrentar uma situaçãoque nos coloca em vulnerabilidade.
No último final de semana tivemosum fato que atraiu os olhares da população brasileira que foi a invasão pelapolícia – que representa o Estado- na região conhecida como Rocinha, no Estadodo Rio de Janeiro, onde sem resistência retomou a área e para simbolizar apresença do Estado no lugar hasteou as bandeiras do Brasil e do Estado do Riode Janeiro.
Respeito os posicionamentoscontrários, mas para mim eles realmente Chegaramtarde, pois por anos de inércia do poder público que foi omisso no seudever de proporcionar a população mais carente condições dignas de moradia, porfalta de uma política pública de habitação é que aquelas pessoas foram morarlá, naquelas condições. O mesmo Estado que foi omisso durante todos estes anosnas áreas de periferia, não só no Estado do Rio, mas em todo país. Um Estadoomisso no que diz respeito a política educacional do nosso país que formaverdadeiros analfabetos, que sequer entendem aquilo que está sendo pedido em umaprova.
O mesmo Estado que é omisso naquestão da saúde pública, onde a grande maioria dos hospitais públicos estáfuncionando em condições precárias, existe exceção, e um dia eu trarei aqui umexemplo concreto. Este Estado que é voraz em cobrar impostos e tão lento emliberar e aplicar os recursos públicos em benefício da população.
Este é o Estado que tenta passar umaesperança para o povo sofrido daquela região da Rocinha e de diversas outras doRio e do Brasil a fora, que foi incapaz de estar presente no dia a dia durantetodos estes anos, sendo que milhões de brasileiros sofreram e sofrem na pele asconsequências de sua omissão.
Não sou um cara cético, costumo serbem realista, mas não acredito que o Estado possa, como em um passe de mágica,resolver anos e mais anos de omissão com uma simples ocupação, uma ocupação quemais parece algo ‘arquitetado para dar certo’. É bem comum dizer que o Estadosó prende alguém quando realmente tem interesse, do contrário ele só monitora,não sei se foi o caso do Rio, mas...
Por outro lado, o que pude perceberdas entrevistas de alguns moradores da região da Rocinha é que eles sonham coma presença efetiva do Estado na região, não só eles, mas todos os menosfavorecidos sonham com este dia, não querem paliativo, querem o Estado ali,presente e funcionando.
O Estado que se ocupa tanto comcoisas que não merece sequer atenção, o Estado que não se esforça para liberarverbas públicas para beneficiar os mais necessitados, o Estado que é tãopermissivo com os corruptos, as vezes até conivente e complacente, não pode termudado de uma hora para outra, me perdoem os que não pensam assim.
Como somos brasileiros, um povo quesempre tem esperança, um povo que suporta toda esta verdadeira agressão estatale sempre brinca com a situação, querendo ver o lado bom da coisa, poderíamosarrematar o título deste postdizendo: antes tarde, do que nunca...
É mole?
Na certeza de dias melhores.
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