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19 de janeiro de 2012

Evangelho: O dedo na Goela.



"Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: "Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel".
Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo".
Apocalipse 10:9-10

A palavra entra suave e depois arrebenta com o EU corrompido dentro de nós. Depois vem a transformação de caráter expelindo o mal através do vômito. É como se o evangelho (ou Cristo) pusesse o dedo em nossa goela e nos fizesse vomitar nossa podridão.

"Vômito é a expulsão violenta do conteúdo gástrico pela boca, acompanhada em geral de contração violenta na musculatura abdominal".¹

É violento, é incomodo e é amargo. Mas a sensação pós vômito é de intenso alívio. 

É esse rebuliço que o evangelho genuíno provoca no nosso ser. Mexe com o profundo da alma, invade as câmaras da nossa consciência pecaminosa e impulsiona tudo para fora.

Mas como algo pode ser doce em nossos lábios e amargo em nosso estômago? Penso que não poderia haver descrição melhor para o efeito que o evangelho provoca no homem. No meu último texto; Evangelho - A grande Lupa, abordei esse efeito provocado pela "verdade que liberta". Inicialmente o Evangelho consola os sofredores (doçura), posteriormente os leva para o CTI para tratamentos intensivos (amargura).

Essa verdade liberta nosso interior dos lodos pecaminosos agarrados em nossos corações. É como se toda vez que o radar das Escrituras detectam algo podre em nosso estômago (coração - mente), Jesus viesse e nos induzisse a vomitar.

Nós somos convidados a ter uma vida de vômitos. Devemos vomitar nossa inveja, avareza, egoísmo, hipocrisia, promiscuidade e tantas outras mazelas que nos pesam o estômago, a alma, o espírito. Ou será que não foi isso que o salmista queira dizer quando orou assim: "Sonda meu coração Senhor e vê se há nele algum mau caminho" Salmo 139.23

Deus abençoe.

4 comentários:

Zilton Alencar disse...

Se não for assim, não é Evangelho: é religião, e nada mais além disto...

disse...

Costumo dizer, que quanto mais nos aproximamos da Luz, mas nossas sujeiras ficam mais visíveis, e conseguimos detectar o estado de miséria que nos encontramos. Assim é quando nos deparamos com a verdade do evangelho, que mostra o homem morto em seu pecado sem condições alguma de se levantar sem a sua intervenção. O evangelho é poder de Deus que convence os ouvintes, é poder para Salvação. Paz!

Cesar M. R. disse...

A Lei é que mostra o pecado, para que o ser humano perceba seu estado de miséria.

O Evangelho é que anuncia o perdão por meio do sacrifício de Cristo.

Lei e Evangelho, juntos, compõem o que chamamos de Palavra de Deus.

Com muita humildade, convido aos que queiram entender um pouco dessa visão que se tem do Evangelho na teologia luterana ortodoxa confessional a visitarem a mais recente postagem do

www.abuscadosaborososaber.blogspot.com

Não espero que muitos concordem. Mas gostaria que todos conhecessem.

Abraço!

Cesar

Conceição Franchin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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