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29 de janeiro de 2012

Antropologia da amizade



Casal 20

Shrek: Pra sua informação, há mais do se imagina nos ogros.
Burro: Exemplo?
Shrek: Exemplo? Ok… Ah… Nós somos como cebolas.
Burro: Fedem?
Shrek: Sim. Não!
Burro: Oh. Fazem você chorar.
Shrek: Não.
Burro: Oh, deixa eles no sol e eles ficam marrons e soltam aqueles cabelinhos…
Shrek: Não! Camadas! As cebolas têm camadas, os ogros têm camadas. A cebola tem camadas, entendeu? Nós dois temos camadas.
Burro: Oh, vocês dois têm camadas. Oh. Sabe, nem todo mundo gosta de cebolas. Bolo! Todo mundo adora bolo! E tem camadas.
Shrek: Eu não ligo pro que todo mundo gosta! Ogros não são como bolos.
Burro: Sabe do que todo mundo gosta? Pavê! já conheceu alguém que você falasse: “Ei, vamos comer pavê?” e ele dissesse: “Céus, não gosto de pavê”? Pavê é delicioso!
Shrek: Não! Sua besta ambulante de irritação constante! Os ogros são como cebola! Fim da história, bye bye, tchauzinho.”

Do filme Shrek 1



Inevitavelmente, avaliamos o outro pela mesma régua de nossa cultura. Entretanto, nesta trajetória a que chamamos “vida”, as minhas descobertas mais fascinantes nunca se deram propriamente por essa régua (que, indubitavelmente, também carrego na mochila de minhas experiências), mas, antes, minhas mais maravilhosas descobertas se deram pelo que descobri a partir do olhar do outro.


Explico-me. Por exemplo, frequento uma igreja pequenininha de uma cidadezinha do interior do Brasil. Nesta igrejinha, embora de poucos membros, há nela estrangeiros, brasileiros e indígenas. Há pobres e ricos. Há bêbados e sóbrios também. Entre os brasileiros, há os mato-grossenses, goianos e sulistas (pelo menos). Entre os indígenas, há pelo menos três culturas de línguas diferentes. Na cidade, esbarramos sempre com pessoas do mundo todo: franceses, alemães, japoneses (pelo menos). Há indígenas de mais de dez povos de línguas e culturas diferentes passeando pela cidade. Assim, estar com pessoas e comunidades tão diversas da sua própria cultura nativa é uma aventura que se desenvolve em algumas etapas (ou “camadas” nas palavras do Shrek). Vejamos.


A primeira camada dessa cebola, como já disse, é quando descobrimos o outro medindo-o por nós mesmos. Você avalia, enquadra, supõe, inquire o outro pela régua que você trouxe dentro da sua própria bagagem. E é tola presunção iluminista quem não assume isto: que, primeiramente, sempre olhamos o outro com os nossos próprios olhos.



Corta-se um pouco mais a cebola e há a troca, camada mais profunda na construção de qualquer conhecimento sobre o outro. O outro, então, passa a perceber a si mesmo e à própria cultura como algo interessantíssimo, uma vez que ele percebe que há alguém tão interessado nas opiniões e crenças dele acerca de quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Nesta altura do encontro, revelamos ao outro os detalhes maravilhosos que ele mesmo nunca antes se dera conta sobre si mesmo. Ao nos encontrarmos com alguém, levamos esse alguém a encontrar-se consigo mesmo, esta é a grande e maravilhosa verdade. O mais intrigante nessa segunda etapa é que ela nos coloca diante da próxima camada e é aqui, neste ponto de decisão, que a maioria de nós volta atrás, desiste, fecha-se novamente. É que aquilo que vemos acontecer com o outro acontece conosco também, pois revelar ao outro os detalhes da cultura dele nos chama a atenção para a nossa própria cultura. Assim, encontramo-nos conosco. É uma auto-descoberta. Uma auto-avaliação.



Mas há ainda uma camada mais profunda. É quando o outro passa a avaliar a minha cultura! Então, nos vemos como objetos da pesquisa do outro, do olhar do outro. Poucos se deram a oportunidade de alcançar e saborear este momento de encontro, porque é exatamente neste estágio que ferimos a nossa egocentricidade e nos colocamos à deriva, à mercê do outro. É aqui que, finalmente, entrega-mo-nos e nos deixamos inverter os papéis: o pesquisador-pesquisado, o "olheiro-olhado". A despeito das ferramentas técnicas que o outro não possua, desde a nossa chegada, ele já estava ali nos observando e aprendendo como nos observar também. Todavia, agora, ele somará o que aprendeu do nosso jeito de ver com a sua própria maneira de observar o outro (veja, agora já me apresento como o outro de alguém!). Aqui, e somente aqui, neste encontro entre outros, é que finalmente se dá o ambiente propício para trocarmos nossos corações: a amizade. A amizade é e será sempre só aos que se permitem um ao outro. A amizade é um contrato, um rito, uma promessa, uma aliança, mas, antes de tudo, é a decisão de se expôr ao outro, de ser cortado desde a camada mais superficial até o centro dessa nossa cebola.



Ouso chamar tudo isso que estou escrevendo de antropologia da amizade. É a trajetória persistente do amor e da paixão, sentimentos inevitáveis aos que se permitem “coletar, elicitar, organizar e se analisar” pelo olhar do outro. Evidentemente, sei que tudo isso é uma experiência que poucos, muito poucos, viverão plenamente. A verdadeira amizade é um exercício diário, uma decisão constante, uma perseverança insistida entre um burro e um ogro. Sim, no fim da última camada, a conclusão é que o outro, o amigo, será aquele que me amará sabendo quem verdadeiramente eu sou: burro ou ogro (ou um pouquinho dos dois!). E eu a ele o amarei também, seja ele um burro ou um ogro. Não esquecendo que burros podem ser "uma besta ambulante de irritação constante" e ogros podem ser mesmo, em todos os sentidos, como cebolas. E, sim, cebolas fedem! E, cedo ou tarde, por algum descuido nosso ou simplesmente pelo fato de serem cebolas, é inevitável que nossos amigos nos façam chorar (e nós a eles).



Assim, nesta antropologia da amizade, preciso compreender que descascar cebolas é uma arte e ter amigos burros também. O problema é que somos todos muito impacientes uns com os outros. Vivemos tempos em que o amor de muitos já se esfria. Mas, como eu disse acima, fugimos do outro, porque não queremos nos encontrar com nós mesmos. Contudo, ainda há uns poucos que ficam e que insistem em nos ver umas duas ou três camadas a mais por dentro. Acho que é a estes que o tempo, enfim, nos leva a chamar de amigos.


Casal 20

28 de janeiro de 2012

MENTIRAS SINCERAS TE INTERESSAM?


O cantor Cazuza, em sua música MAIOR ABANDONADO, afirmou que mentiras sinceras interessavam a ele... A música, analisada à óptica da Música Popular Brasileira é até boa, mas a sua mensagem, se levada ao pé da letra, é questionável. Espero que tais “mentiras sinceras!” não interessem a você, pois tais mentiras, mesmo as mais sinceras e bem intencionadas, não são tão saudáveis quanto se pensa.

Entendo como mentira sincera aquela mentira, ou meia verdade, que é contada para aliviar o peso da verdade. Nem toda verdade é boa de ser ouvida, e muitas pessoas crêem piamente que contando uma “mentirinha sincera” fará mais bem ao ouvinte, pois levantará seu ânimo e o poupará das dores e inconvenientes da verdade. Na maioria dos casos, são excelentes para quem as conta, pois lhes concede ares de espiritualidade ou inteligência que não possuem, e para quem as ouve, pois lhes servem como frases de efeito, chavões e mantras de auto-ajuda.

Não sei se algum de vocês já conheceu alguma pessoa realmente mentirosa... Eu já! Um conhecido meu era um mentiroso tão fino que contava histórias completas e mirabolantes sobre sua vida, emprego, posses, relacionamentos etc. Diante das “histórias” contadas, muitas pessoas crédulas acreditavam piamente se tratar de verdades, e creio que até ele mesmo passava a acreditar nas suas próprias mentiras, pois lutava e “rebolava” para mantê-las vivas. O problema é que sempre e inexoravelmente ele era desmascarado, a verdade vinha à tona e prevalecia sobre a mentira... Sem problemas! Poucos dias depois ele aparecia com nova mentira...

A igreja evangélica está cheia de “mentiras sinceras”. São mentiras tão bem criadas e tão bem disseminadas que até seus propagadores crêem firmemente que estão divulgando uma informação verídica. Ouvem uma frase, expressão ou informação da boca de alguém, às vezes um pregador famoso, e repassam, crendo que tal pregador não passaria adiante uma inverdade. E ninguém se dá ao trabalho de verificar a fonte da informação e a veracidade do fato, antes se encarregam de passar a informação adiante...

É exatamente neste aspecto (e em outros!) que os cristãos de Bereia foram elogiados, e são dignos de serem imitados por todos nós: eles não acreditavam em tudo o que lhes diziam, mesmo quando seus interlocutores eram o próprio Paulo apóstolo e/ou seu companheiro missionário, Silas; antes, iam às Escrituras para ver se as coisas eram mesmo assim (At 17:10-11), ou seja, buscavam a veracidade das informações. Afinal, uma mentira pode ser terrivelmente perigosa, pois inexoravelmente, por mais inocentes e sinceras que sejam, nos afastam da verdade.

Muitas vezes tais mentiras são oriundas de pessoas boas, bem intencionadas e até zelosas da fé. É o caso, por exemplo, de uma divulgação muito comum em minha adolescência e juventude por parte de um famoso pastor, que em livro afirmava que a NASA havia descoberto alguns vestígios de “um dia que não existiu”, que justificava e explicava o dia quase completo onde o sol ficou parado por ordem de Josué (Js 10:12-15), mais a fração de tempo em que sombra retrocedeu no relógio de Acaz (2 Rs 20:11). Hoje, sabe-se que tal informação não procede da agência espacial americana, mas foi fruto do zelo deste pregador, com a melhor das intenções. Mas nem mesmo a melhor das intenções transforma esta mentira, e nenhuma outra, em verdade. Os fins não justificam os meios!

Há uma infinidade de “mentiras sinceras” sendo pregadas em nosso meio, e muitas vezes nós mesmos somos seus propagadores. Permitam-me citar quatro delas, correntes em nossas igrejas na atualidade, e provavelmente você irá reconhecê-las rapidamente, e quem sabe até se ver como propagador das mesmas:

1. ZAQUEU ERA LADRÃO - Esta mentira é quase uma unanimidade na igreja, e são poucas as pessoas que nunca a ouviram. A Bíblia, porém, ao nos relatar o encontro de Jesus com Zaqueu, não menciona tal coisa: “Tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus...” (Lc 19:1-3 – grifo meu). A Escritura apenas menciona que ele era rico, e as pessoas que lêem o texto ENTENDEM e CONCLUEM que ele era um desonesto. Ao término de seu encontro com o Mestre, encontro este que mudou a sua vida, ele afirma: “Senhor, eis que dou aos pobres metade dos meus bens; e, ‘SE’ nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado” (Lc 19:8 – grifo meu). Zaqueu não está confessando ser desonesto, mas está se comprometendo a rever suas anotações, seus registros de contabilidade, apurar denúncias e reclamações, verificar se houve em sua carreira fiscal qualquer indício de desonestidade; se comprovados tais indícios, ele se compromete a devolver quatro vezes mais, em obediência à Lei (Ex 22:1; 2 Sm 12:1-6).

2. MARIA MADALENA ERA UMA PROSTITUTA – Verdade?? Onde encontramos tal informação na Bíblia? Em nenhum lugar! Sobre Maria Madalena pouco se fala na Bíblia; diz-se apenas que ela fazia parte das mulheres que seguiam Jesus (Lc 8:1-3), e sobre sua vida só se afirma que Jesus tinha-lhe expulsado sete demônios (Mc 16:9; Lc 8:2), e nada mais. Sobre outros detalhes de sua vida, nada se fala, e tudo o mais que se diz sobre ela é pura especulação extra-bíblica! Uma explicação para o que se afirma sobre sua condição de prostituta é que a confundem erradamente com a mulher adúltera mencionada no capítulo 8 do Evangelho de João, e outros a confundem ainda com a mulher samaritana (Jo 4), mas as três são pessoas completamente diferentes.

3. NA PRESENÇA DO SENHOR, ATÉ A TRISTEZA SALTA DE ALEGRIA! – Esta frase tem se espalhado feito fogo em rastilho de pólvora no meio da Igreja. Ela é repetida em mensagens, e diversos hinos são compostos com esta expressão, que se encontra no livro de Jó: “No seu pescoço pousa a força; perante ele, até a tristeza salta de prazer” (Jó 41:22 ARC – grifo meu). Entretanto, sobre este texto e sua correlação a esta “mentira sincera” há duas considerações a se fazer:

Primeiro, o texto não se refere a Deus, e sim ao LEVIATÃ (Jó 41:1), que pode ser o crocodilo ou algum outro animal existente na época de Jó, quem sabe um remanescente dos dinossauros. Trata-se, portanto, de uma “verdade” baseada nos tão comuns versículos isolados que a Igreja toma e divulga fora de seu contexto. Basta, porém, uma lida sincera no capítulo todo para se ver que a tristeza salta de alegria (ou de prazer) na presença do Leviatã, e não na presença de Deus.

Segundo, o texto em si é obscuro e não pôde ser interpretado de forma clara para que o usemos desta forma. Observe suas traduções nas versões da Bíblia em língua portuguesa mais comuns em nossos dias:

No seu pescoço pousa a força; perante ele, até a tristeza salta de prazer” (ARC)
No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero” (ARA) 
A sua força está no pescoço, e a cara dele mete medo em todo mundo” (NTLH)
Tanta força reside em seu pescoço que o terror vai adiante dele” (NVI)
Em seu pescoço reside a força, diante dele salta o espanto” (Bíblia Católica)
No seu pescoço reside a força, e diante dele anda saltando o terror (AC Revisada)

Observem as diferenças encontradas de tradução para tradução... Como é possível tomar um versículo de tradução incerta e criarmos a partir dele uma “verdade absoluta” para a Igreja? Esta “mentira sincera” nada mais é que uma frase de efeito, um chavão neopentecostal ufano criado a partir de um texto fora de seu contexto!

4. A BÍBLIA MENCIONA A EXPRESSÃO “NÃO TEMAS” 365 VEZES ― UMA PARA CADA DIA DO ANO! – Esta é mais uma “verdade” que você já deve ter ouvido infinitas vezes, na igreja, em mensagens, conversas... Será mesmo?? Esta “verdade” até foi citada em uma cena do filme DESAFIANDO GIGANTES... Apesar de ser um belo filme, ele também difunde esta inverdade. Qualquer pessoa que tenha em seu computador uma bíblia eletrônica e fizer uma simples pesquisa verá que esta expressão não se repete no texto sagrado nem mesmo 100 vezes! Veja o resultado em uma pesquisa feita no software “Mundo Bíblico”, instalado em meu computador, que tem por base a versão ARC...


Faça você mesmo a sua pesquisa em sua Bíblia Eletrônica (sua versão pode ser diferente da que eu usei), e tire suas conclusões! A pergunta fica no ar: a que, ou a quem interessa passar adiante esta “desinformação”, senão para “levantar o moral” das ovelhas, em mais um chavão gospel de autoajuda? Parece-nos muito mais uma versão gospel para a frase de Dorival Caymmi, que afirmou em uma de suas músicas que a Bahia tem 365 igrejas... Só a título de informação inútil: tem muito mais! O Estado da Bahia tem mais de 400 municípios, e se considerarmos apenas UMA igreja por município... 

Todas estas “mentiras sinceras” mencionadas ― e as dezenas de outras mais, que não citamos para não tornarmos este artigo gigantesco! ― são facilmente disseminadas no meio de uma igreja formada por pessoas crédulas e ingênuas, desprovidas do senso de crítica construtiva, despreparadas para suportar ventos de doutrina, que ouvem tudo o que lhe dizem, aceitam e absorvem imediatamente, sem qualquer resistência.

Vivemos tempos difíceis na Igreja dos nossos dias. Nela, os neófitos têm oportunidade de pregar aquilo que não entendem, nunca foram corretamente instruídos na Palavra e na doutrina e nunca se interessaram em aprender, pois se gloriam da própria ignorância. Nela, encontramos um povo que é estrategicamente ensinado por seus líderes a não questionar nada do que eles lhes ensinam, e sim abraçar a informação como se fora a mais sublime das verdades, sem se dar ao trabalho de pesquisar, perscrutar, inquirir, muitas vezes até duvidar e confrontar com o que realmente está escrito na Palavra de Deus ― afinal, os ungidos não podem ser questionados... O que se pode esperar de uma Igreja nestas condições, senão mentiras sendo ensinadas no lugar da verdade?

Meu apelo é que mudemos esta realidade. Esta mudança está em nossas mãos! A igreja do Senhor Jesus não tem compromisso com a disseminação da mentira, pois ela “...é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3:15). João apóstolo, afirma que “nenhuma mentira vem da verdade” (1 Jo 2:21). Precisamos, sim, disseminar a prática bereiana de ver nas Escrituras (ou em outras fontes, no caso de informações extrabíblicas) se as informações correspondem realmente aos fatos, para não sermos flagrados disseminando mentiras em meio à Igreja de Deus.

Antes de pregarmos qualquer coisa, ensinarmos qualquer doutrina ou divulgarmos qualquer informação é importante verificar as fontes com critério e cuidado! Não sejamos como os interlocutores de um diálogo que presenciei há alguns dias, que citei em postagem anterior... Ambos conversavam sobre clássica, e um deles, aparentando maior erudição e com ares de intelectualidade, disse que Mozart e Beethoven chegaram a compor juntos, e que inclusive a ideia de Beethoven compor a sua quinta sinfonia (aquela famosa, do TCHAN TCHAN TCHAN TCHAN!!) foi dada por Mozart. Ri discretamente, pois sabia com absolta certeza que os dois grandes compositores não tinham sido contemporâneos... Admirou-me, porém, a pose de intelectual e o timbre de voz dos eruditos usado pelo “sincero mentiroso”... Creio que até hoje ele acredita piamente na própria mentira! 

Diálogos como este que presenciei são muito comuns em nosso meio. Entre nós, crentes, existem eruditos em grego bíblico que não sabem nem o alfabeto completo desta língua! O mesmo se aplica à língua hebraica! Há inúmeros teólogos em nosso meio que nem sequer leram um único livro de Teologia Sistemática! Temos hermeneutas e exegetas entre nós que nem mesmo sabem o significado destas palavras! Mas remando contra suas próprias  ignorâncias, querem ensinar aquilo que não sabem em suas mensagens e discipulados, com ares de eruditos... Muita calma nesta hora!! Antes de divulgar “mentiras sinceras”, confira as informações! Nesta hora, o ensino de Jesus sobre mentiras e mentirosos deve ser considerado: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai: ele ... não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (Jo 8:44).

Chega de mentiras sinceras! E viva a Verdade do Evangelho genuíno!

Não mintais uns aos outros...” (Cl 3:9)

26 de janeiro de 2012

Ecumenismo - A Babel das religiões





Por Rô Moreira

Estamos vivendo dias dificeis da igreja na terra, tempo de apostasia, tempo de perseguição, tempo de traição . Jesus disse: será que ao voltar, acharei ainda fé na terra?
Igreja do Senhor, atenção!!! Acordas tu que dormes... Até o nascedouro da IURD o foco princípal da pregação era o "arrependimento e a salvação", mas, ele mudou, passando a ser o homem o centro de tudo. Hoje a salvação é momentânea, tipo organizações tabajaras "venha para minha igreja e os seus problemas acabarão". Agora as coisas estão piorando, a rede globo entrou na parada e recrutou homens e mulheres "pseudos adoradores e pastores" para ajudá-los a destruir aquilo que é mais precioso para Deus: a sua igreja.
Tenho visto como o povo de Deus tem se deixado levar por esse engodo, de que uma porta se abriu para pregar o evangelho, como se precisássemos da Globo para pregar o evangelho. Dizem que a Globo é uma porta aberta por Deus, uma grande balela. A ganância de pessoas já famosas em nosso meio, que enriqueceram com o dinheiro do povo de Deus, tem levado muitos desavisados a colaborarem com o ecumenismo propostos pela Rede Globo e a ONU, em detrimento da integral adoração a Deus. Muitos estão cegos por aí, só conseguem enxergar os pomposos lucros que alcançarão com a venda dos seus produtos (livros e cds/dvds), esquecendo que estão indo a passos largos para o abismo e levando um número incontável de almas "os incaltos" com eles, pois Deus não divide a sua Glória.
Percebe-se facilmente que só o povo de Deus é que abre mão de suas convicções nesta proposta, os outros continuam na mesmice, como este apresentador que usou de sua nacionalidade e mentiras em relação a religão que ele e sua família professam. Todo final de ano o casal faz um programa na Bahia exaltando os orixas do camdoblé, só os desapercebidos para não vê tal engano, além de todos saberem que essa rede é espírita. Que associação tem a luz com as trevas?
É bem clara a proposta dos ecumênicos, eles querem destriuir a fé cristã, e com a ajuda de lideranças bem consideradas em nosso meio. Uma pena que o foco foi mudado, muitos preferem defender os erros dos seus ídolos em detrimento ao sacrifíco de Jesus Cristo na Cruz do Calvário. Reforçam o coro dos ateus, e de pessoas de outros seguimentos, chamando os que defendem a verdade das escrituras, de religiosos fundamentalistas, esquecendo que no final de sua história será somente ele o Pai Celestial, lá, não haverá Rede Globo, não háverá ONU, não haverá cantores e pastores corrompidos, não haverá nada, só haverá você e o Pai, não se esqueça disso!

25 de janeiro de 2012

Batismo com fogo, exegese errada.

Por Rô
Mat 3:

10. E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.

11. E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alpacas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.

12. Em sua mão tem a pá que limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.

Muito se fala nas igrejas em “Batismo com Fogo”, chamando-o de ré-té-té.

No texto acima, João Batista está falando com os Fariseus.

O Batismo com fogo como uma benção para o crente é produto de uma má exegese.

Note que o fogo, em inúmeras passagens, aparece na Bíblia como símbolo do juízo de Deus . Além disso, o contexto imediato de tal batismo deixa claro que o fogo é para a palha, ou seja - ímpios e não para os servos de Deus, estes serão batizados no Espírito Santo.

O batismo com fogo é o batismo em que serão batizados os falsos profetas(arvores que não dão frutos) que não se arrependerem de seus abomináveis presságios.

Em todo o contexto, o fogo é utilizado metaforicamente como o juízo e, este fogo, nunca se apagará. O fogo não é usado como algo sobrenatural de bênçãos aos cristãos!
Tal batismo com fogo é melhor traduzido por "condenação eterna", à qual só Jesus pode deliberar (Lc 12:5).
um "parêntese"...
O Novo Nascimento é o Espírito Santo o responsável, ou é o fogo?
Jesus Cristo foi gerado pelo Espírito ou pelo fogo?
Sendo Cristo as primícias (segundo Adão - Espiritual), ressuscitado também Pelo Mesmo Espírito, como o batismo (representação do morrer e ressuscitar) é pelo fogo?
O fogo no texto é condenação
Jesus= Arrependimento= Espírito Santo= Trigo= no celeiro
Raça de víboras (não arrependimento)= Fogo = Palha= Fogo inextinguível
Não adianta correr para outros textos e tirá-los de seu contexto. Só quem pode dizer o que significa o fogo no texto é o próprio Mateus. A resposta está na própria perícope posta no início deste post.


É só tirar os óculos da tradição e deixar o autor do texto falar".

Irmãos, isto não invalida em nada as experiências que temos na conversão com o Espírito Santo. Só não podemos chamá-las de uma coisa que não são, simplesmente porque nos ensinaram errado.

Por exemplo: Ao dizer que o meu coração está queimando por missões, não estou dizendo que fui batizada com fogo. Ao dizer que falei em uma língua inexistente, não quer dizer que fui batizada com fogo.

Só estou propondo que chamemos pelo nome certo. Nada de Batismo com Fogo, pois no texto . Eu não estou invalidando a sua e nem as minhas experiências com Espírito Santo. Fogo é juízo. Batismo com fogo?? Tô fora. Paz.

O Papa é Pop - Cristo é Underground

Acho relevante antes do texto em si, uma compreensão do termo underground. 

Underground significa subterrâneo, em português, e é usado para chamar uma cultura que foge dos padrões normais e conhecidos pela sociedade. Underground é um ambiente com uma cultura diferente, que não segue modismos e geralmente não está na mídia. 

Existe também a cultura ou movimento underground, que é formada por um grupo de pessoas que não está preocupada em seguir padrões comerciais, e pode ser chamada também de cena underground. A Cultura Underground está relacionada a música, artes plásticas, literatura e toda forma de expressão através das artes, principalmente pela cultura urbana contemporânea. Um indivíduo que deixa o movimento fala-se que "deixou o undergrond" ou "saiu do underground", e isso ocorre quando eles se tornaram populares e conhecidos pelo público, então não fazem mais parte dessa cultura. 

Vamos ao texto. 

“Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.
E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. Dizendo ele estas coisas, muitos creram nele”. João 8:28-30 

Jesus estava na missão. Após mais um dia de caminhada e pregações, um grupo de judeus crê em suas palavras. Uma dialética tinha sido instaurada e os judeus tinham se convencido. Jesus deveria estar satisfeito, afinal, esse é o objetivo de um pregador, que seus ouvintes acreditem em suas palavras. 

A missão do dia estava cumprida. Se fosse em nossos dias, chamaríamos os convencidos à frente, induziríamos a repetir uma oração publica confessando Jesus como Senhor e arrependendo-se de seus pecados. Pronto! Iriamos para casa com nossa consciência e vaidade satisfeitas. Para muito de nós o trabalho estaria concluído. Nada mais precisaria ser dito. Daríamos a benção apostólica e encheríamos nossa boca para dizer que “N” pessoas foram salvas com nosso trabalho. 

Analisando o modo como Jesus compartilhava a verdade, penso que nosso trabalho evangelístico pós-moderno está muito distante do evangelismo praticado pelo próprio Cristo. 

Jesus poderia ter parado por ali, já tinha aumentado o rebanho. Mas supreendentemente ele continua a falar para aqueles que creram nele. Ele vai para o nível 2 do seu discurso e o clima fica tenso. 

Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. João 8:31-32

Minha mente literária gosta de pensar que nesse momento, Pedro, o mais ousado dos apóstolos, deve ter cochichado com João: “Ih! Vai dar merda!”.

Jesus deixa claro que não bastava fazer uma oração confessando-o como Senhor ou cantar músicas exaltando o seu nome, era preciso ir além. Os judeus na época de Jesus já carregavam uma enorme tradição e se consideravam um povo superior ao outros, não se sujeitando a ninguém. Aí Jesus chega e diz que ele só serão verdadeiramente livres após conhecerem a verdade. 

Que conversa é essa? Nunca fomos escravos de ninguém! Replicaram os judeus. Vs. 33. 

Jesus poderia recuar como faz os seus pseudos representantes nos programas de televisão quando são contra argumentados com outras verdades. Ele poderia abrir mão da sua verdade absoluta em nome do ecumenismo ou relativismo, como faz os artistas gospels da grande mídia. Ele poderia simplesmente evitar o conflito, afinal, aquelas pessoas já tinham acreditado nele. O importante não é aumentar o rebanho? Para Jesus isso não bastava, na verdade, isso não era importante. Esse frenesi por quantidade é uma influência direta do sistema capitalista em nosso meio. Mas isso é outra conversa... 

Jesus estava preocupado com o interior das pessoas. Ele queria faze-las enxergar os seus pecados e a partir daí começar um processo de redenção como estava acontecendo aos poucos com os doze que o assessoravam. Havia chegado o momento de espremer a ferida, expelir o pus, desconstruir castelos da religiosidade e tradição, dos achismos, da soberba judaica, da hipocrisia farisaica. 

Os judeus se consideravam os santarrões da terra. Jesus, porém, lhes diz: “Vocês são escravos do pecado”! Vs. 34 

Eles se vangloriavam de ser filhos de Abraão, assim como muitos incrédulos que convivemos hoje em dia afirmam que também são filhos de Deus. Jesus para esses afirmou: “Vocês são filhos do diabo!” Vs.44. (Nessa hora Pedro deve ter falado novamente: “Agora vai dar muita merda mesmo”!). 

Vai vendo a diferença do discurso do nosso Mestre para o discurso dos “cristãos” midiáticos. 

E aqui ele diz algo de suprema importância para nosso tempo apostata. 

“Mas porque eu digo a verdade não me credes [...]. Se vos digo a verdade por que não me credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus”. (Meus irmãos calvinistas adoram essa parte do texto) 

Jesus traz à tona aquelas falsas conversões. Aquelas decisões baseadas em emoções. 

Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: “Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio”? Jesus respondeu: “Eu não tenho demônio, antes honro a meu Pai, e vós me desonrais.
Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue”. João 8:48-50 

Ué?! O grupo não tinha crido? Porque voltaram a chamar Jesus de endomoniado? Jesus tem que se justificar e voltar a afirmar que era de Deus! O conflito estava instaurado, o Mestre abre mão dos elogios, dos tapinhas nas costas e de novos convites para pregar na sinagoga. 

Viu apologeta? Antes de você, Jesus também recebeu o título de encapetado por pregar o evangelho genuinamente e refutar as heresias. Renove suas forças e continue seu trabalho! Deixa os cabritos berrarem! 

Por fim, os que haviam se “convertido” pegam pedras para apedreja-lo. Contudo, o Mestre dá um “ninja gaiden” e despista seus candidatos a algozes. 

Nosso mestre deixou o exemplo. Ele nunca fez questão de ser pop. O papa é pop, o gospel é pop, Diante do Trono é pop, Pregador Luo virou pop. E o pop não poupa ninguém, já diria o poeta. Arrasta milhares com suas sedutoras propostas de glória e fama.

Nosso General é Underground! Nosso General nunca usou o pretexto de alcançar almas para buscar glória e fama, antes esvaziou a si mesmo. Seu discurso sempre foi under, sempre foi na contra mão da maioria. Ele não ficou com cara de paisagem diante a dureza de coração do povo, não envergou seu discurso mediante a uma situação de iminente perigo e que, se ele quisesse, poderia transformar em uma situação de consagração junto aos judeus. Perceba que caso Jesus abrisse mão do complemento do seu discurso, tudo terminaria em paz. Como termina em paz as apresentações na TV desses que negociam a verdade. No final ele sairia aplaudido e elogiado. Mas ele precisava dar o exemplo, afinal, foi ele mesmo que disse que bem aventurados seriamos quando pelo nome dele fossemos perseguidos. 

Igreja! Pare com essa bobagem de querer montar um ministério megalomaníaco para ganhar o Brasil, a China, a Nova Zelândia ou o raio que o parta para Cristo! Não se venda sob o pretexto de ganhar multidões. Pare de usar Salmos 2.8 para legitimar suas aberrações evangelísticas. Muitos homens ambiciosos alegam que estão em busca de conquistar as nações, as multidões para o Reino, por isso precisam construir impérios. Usam descaradamente e fora de contexto o verso: “Pede-me, e te darei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade”. Pastores e cantores incitam pessoas a repetirem essa oração como se fosse um mantra levando-as ao erro para influencia-las a colaborarem com seus projetos gananciosos travestidos de "busca pelas nações". Isso não é uma oração para os homens, esse verso trata-se de um sublime e magnifico diálogo entre o Filho e o Pai. Esse Salmo é altamente poético, profético e escatológico. 

Deus entregará as nações a Cristo para julgá-las, esse é o teor da conversa. Nada tem haver com evangelismo. Veja o quê diz o verso seguinte: “Tu as quebrarás com vara de ferro e as despedaçarás como a um vaso de barro". Salmos 2:9 

Isso faz algum sentido? Evangelizar nações para julga-las e destruí-las? Claro que não! Deus entregará as nações e os confins da terra para Cristo, não para você!

Enfim, equívocos interpretativos a parte. 

Não adianta! O Evangelho genuíno nunca será pop. O Evangelho é underground, corre na contra mão, é marginal, é anti-mainstream. Se você anda pregando o evangelho e os não cristãos andam te aplaudindo demasiadamente, aconselho-te a rever o conteúdo que andas pregando. 

Abraços fraternos desse humilde servo que anda vigilante para manter-se undergroud.

Leia me também no meu blog. http://verboprimitivo.blogspot.com/

21 de janeiro de 2012

OFERTAS E SEMENTES


Embora os dízimos e as ofertas existam biblicamente desde o surgir da humanidade (Gn 4:3-4), só começaram a ser regulamentados na aliança mosaica, quando passaram a ter como principal objetivo o sustento dos levitas e sacerdotes, que desempenhavam papel fundamental no culto a Deus e não tinham sustento nem herança em meio aos seus irmãos. Seriam, por assim dizer, os obreiros de tempo integral dos dias de hoje. Com o advento da Nova Aliança em Cristo Jesus e o surgimento da Igreja, embora os dízimos não tenham ensino claro no Novo Testamento, as ofertas não deixaram de fazer parte da prática da Igreja no sentido de sustento dos irmãos mais pobres. Desde os tempos dos apóstolos, os crentes mais abastados vendiam suas posses e depositavam o dinheiro aos pés dos Doze, que administravam o montante entre a comunidade, de conformidade com a necessidade de cada um, de sorte que não havia necessitados entre eles (At 4:32-37).

Com a oficialização do Cristianismo, os templos foram erguidos e surgiu a necessidade de sua manutenção. Assim, começamos a história da desvirtualização dos dízimos e ofertas dentro da Igreja, que perduram até hoje. Vemos muita gente em nossos dias pedindo ofertas em nome de ministérios, muitas vezes com pedidos esdrúxulos... Impérios são construídos, sonhos de megalomania são implementados com o dinheiro das ofertas do povo de Deus...

Não queremos aqui discorrer sobre a legalidade bíblica para o dízimo na Nova Aliança, nem do uso das ofertas nas manutenções de templos. Isto é assunto para outras postagens, quem sabe... Nosso objetivo, portanto, é entender o que são as ofertas, como devem ser pedidas, quais os limites para tais pedidos e coisas assim.

O problema das ofertas não está na “modernização”, como muitos pensam. Muitos reclamam que nos dias atuais a coisa vem se modernizando a ponto de algumas igrejas e ministérios já optarem por boletos bancários, débitos automáticos, uso de maquinetas etc. Esta evolução, porém, é plausível e justificável, faz parte da evolução do sistema financeiro. Na antiguidade, dízimos e ofertas eram dados em produtos (cereais, gado etc); com a criação da moeda,  passaram a ser dados neste novo formato. Alguns preferem o cheque bancário. Há pouco tempo, católicos e evangélicos aderiram aos boletos. Hoje, com a moeda eletrônica, débito bancário, cartão de crédito, transferência bancária e débito programado, aderir à modernidade evita inclusive perdas e roubos, sem desvirtuar o sentido da oferta.

Concordamos que o tema não é tratado com clareza no Novo Testamento (o que dá certa liberdade ao homem), mas entendemos também que aquilo que as Escrituras nos dão margem de liberdade para agirmos de acordo com nossa consciência, o bom senso deve ser observado, e sempre de forma criteriosa. Portanto, não é porque a Bíblia não tem uma regra estabelecida acerca das ofertas para o Novo Testamento que vamos fazer aquilo que queremos e pensamos, sem nos basearmos na prática do AT e sem usarmos o bom senso.

O problema é COMO se pede, QUANTO se pede e PARA QUE se pede, e quando se pede FORA DOS PARÂMETROS BÍBLICOS. Neste último aspecto, há "igrejas evangélicas" pedindo trízimos (10% para o Pai, 10% para o Filho e 10% para o Espírito Santo), cobrando juros dos dízimos "atrasados", estipulando valores irreais para a realidade da maioria do povo (p. ex, "Bíblia” de R$ 1000 ou o apelo para que se dê o dinheiro do aluguel...), realizando campanhas esdrúxulas e estipulando valores, geralmente elevados, para se participar das mesmas... A maioria destes expedientes NÃO É bíblica, e não tem apoio nem mesmo nos mais primordiais padrões de bom senso!

Ainda existe outro aspecto: as PROMESSAS. Quando se pede ofertas ou estipulam-se campanhas, geralmente faz-se isso com a promessa de que Deus vai abençoar, vai devolver sete vezes mais, vai abençoar de forma diferenciada aqueles que doam, e mais ainda aos que doarem os maiores valores... Isto é antibíblico, pois Deus em lugar nenhum das Escrituras se compromete com isto. Além disso, cria duas (ou mais) categorias de crentes, onde os mais honrados e privilegiados, os que serão mais abençoados, são exatamente aqueles que dão mais! Isto constrange e envergonha os pobres, que dão pouco ou não dão nada.

Agora, surge a mais recente novidade: nossas ofertas mudaram de nome, ou pelo menos são tratadas como algo que vai e volta em maior quantidade. São as SEMENTES... Estas sementes, tão proclamadas pelos televangelistas dos dias atuais, é fruto da interpretação equivocada de um texto bíblico ― mais um usado fora de seu contexto. Tal eixegese (quando não procuramos entender o que está no texto, mas inserir no texto o que pensamos) está fazendo com que os primeiros e maiores motivos que levam o crente a ofertar, o amor e o desprendimento, sejam substituídos pela barganha. As pessoas já entregam suas ofertas PENSANDO NO RETORNO, como o glutão que almoça pensando no jantar! E um pastor de renome internacional ainda afirma: “quem dá dízimo e oferta sem pensar no retorno é otário”.

Para que compreendamos o papel das ofertas na Igreja, é importante observarmos os textos que as mencionam no Novo Testamento. Vejamos:

Quanto à coleta que se faz EM FAVOR DOS SANTOS, não necessito escrever-vos... Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa bênção, já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção, E NÃO COMO AVAREZA. E digo isto: que, o que semeia pouco, pouco, também, ceifará, e, o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua, SEGUNDO PROPÔS NO SEU CORAÇÃO; não com tristeza, ou por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; Conforme está escrito: Espalhou, DEU AOS POBRES; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais, para toda a beneficência, a qual faz que, por nós, se dêem graças a Deus. Porque a administração deste serviço não só SUPRE AS NECESSIDADES DOS SANTOS, mas, também, abunda em muitas graças, que se dão a Deus; Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão que confessais, quanto ao evangelho de Cristo; e pela liberalidade dos vossos dons para com eles, e para com todos” (2 Co 9:1-13 – grifos meus)

Ora, quanto à coleta que se faz PARA OS SANTOS, fazei vós, também, o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte O QUE PUDER AJUNTAR, CONFORME A SUA PROSPERIDADE, para que se não façam as coletas quando eu chegar. E, quando tiver chegado, mandarei os que por cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém. E, se valer a pena que eu também vá, irão comigo” (1 Co 16:1-4 – grifos meus)

E, levantando-se um [profeta] deles, por nome Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo [...] E os discípulos determinaram mandar, cada um CONFORME O QUE PUDESSE, socorro aos irmãos [que passariam esta fome] que habitavam na Judeia. O que eles, com efeito, fizeram, enviando-o aos anciãos, por mão de Barnabé e de Saulo.” (At 11:28-30 – grifos e colchetes meus)

Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta PARA OS POBRES de entre os santos que estão em Jerusalém” (Rm 15:25 – grifos meus)

“...vos fazemos conhecer a graça de Deus, dada às igrejas da Macedônia; como em muita prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, SEGUNDO O SEU PODER (o que eu mesmo testifico), E AINDA ACIMA DO SEU PODER, DERAM VOLUNTARIAMENTE, Pedindo-nos, com muitos rogos, a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. [...] NÃO DIGO ISTO COMO QUEM MANDA, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade do vosso amor. Porque já sabeis a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza enriquecêsseis. [...] Porque, se há prontidão de vontade, será aceita SEGUNDO O QUE QUALQUER TEM, E NÃO SEGUNDO O QUE NÃO TEM. Mas, não digo isto PARA QUE OS OUTROS TENHAM ALÍVIO, E VÓS OPRESSÃO. MAS PARA IGUALDADE: que, neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que, também, a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade; Como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e, o que pouco, não teve de menos [...] Portanto, mostrai para com eles, perante a face das igrejas, A PROVA DO VOSSO AMOR e da nossa glória acerca de vós. (2 Co 8 - grifos meus)

O que primeiramente se pode ver no texto em questão e nos seus correlatos, é que as coletas não eram feitas em favor da Igreja, dos apóstolos, de ministérios específicos ou de qualquer outra pessoa, e sim dos IRMÃOS POBRES. Neste aspecto, e somente neste aspecto deve ser compreendida, assim como o seu contexto. O versículo 12 deixa mais uma vez claro que o objetivo do recolhimento desta oferta é para suprir as necessidades dos santos (irmãos) mais pobres  Precisamos entender que as coletas eram feitas sempre EM FAVOR DOS CRENTES POBRES, e nunca para a Igreja em si ou para outros fins. Se hoje se faz coletas para outros motivos e finalidades, por mais justas que sejam as razões, não é a razão que movia a Igreja Primitiva a recolhê-las! Portanto, é mister usar de muito bom senso ao fazê-lo!

Em segundo lugar, a Bíblia não dá margem para valores mínimos ou máximos, antes cada qual verificava suas posses e ofertava de acordo com sua possibilidade e generosidade. O valor da oferta sempre ficava a critério do ofertante. Assim, não havia ESTIPULAÇÃO DE VALOR, e sim o ensino de que dessem sem avareza, cada um analisando as suas próprias posses. Sempre de conformidade com o que cada um propunha em seu coração, e não de acordo com valores estipulados.

Também pode ser observado que jamais os ofertantes eram CONSTRANGIDOS por qualquer expediente a dar qualquer valor pré-estipulado. É o PRINCÍPIO DA ESPONTANEIDADE. Nem nos tempos iniciais da Igreja, quando os mais ricos vendiam suas propriedades e depositavam os valores aos pés dos Apóstolos, ninguém era coagido, constrangido ou obrigado a fazer tal coisa (At 5:3-4). Havia o ensino apostólico de que as ofertas deveriam ser dadas SEM AVAREZA, deixando claro ao crente que Deus abençoa na proporção da generosidade. Por mais que se alegue que nos dias atuais ninguém é obrigado a doar, doa quem quer (o que é verdade), não podemos esquecer o fator psicológico do CONSTRANGIMENTO. Algumas pessoas são constrangidas com a insistência e a argumentação, e ainda se sentem diminuídas por verem alguém doando muito e eles doando pouco. Outros querem ser abençoados de qualquer maneira, e se constrangem ao ver outros “sendo abençoados”, participando da “campanha”. É uma espécie de “complexo de Caim”, que se irritou ao ver a oferta de seu irmão ser aceita e a sua não (Gn 4:3-5). Há outros casos em que igrejas criam até lugar de honra para quem doou ou participou de certas campanhas. Isto não só é acepção de pessoas como um tipo de constrangimento àquele que não pode doar, ou doou pouco.

Havia ainda o PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE. Assim, se um rico desse uma oferta de mil, poderia estar dando menos que um pobre que deu uma oferta de cem. Aqui se aplica perfeitamente o caso da oferta da viúva pobre, que proporcionalmente deu mais do que todos os ricos que depositavam suas ofertas no gazofilácio do Templo (Lc 21:1-4). Aliás, este texto da viúva NÃO ESTÁ prescrevendo que devemos dar tudo, e sim dando-nos ensino claro a respeito da proporcionalidade de cada oferta, conforme as posses de cada ofertante.

A novidade de se tratar ofertas como SEMENTES, esperando colher de volta o que se semeou, não tem respaldo na Bíblia, sendo apenas citado em UM ÚNICO TEXTO, como alegoria. O bom senso hermenêutico nos ensina duas coisas: [1] as alegorias não podem ser base única de doutrina, e [2] que não se pode criar doutrina ou norma baseados em um único texto. É o caso do texto único que trata sobre o batismo dos mortos (1 Co 15:29), que algumas seitas tomaram, isoladamente, e fazem batismos por mortos. Logo, esta ênfase em “sementes” é muito mais uma forma de atrair ofertas com a promessa de retorno divino do que interesse em ensinar seriamente o rebanho. Só mais uma falácia dos “profetas da prosperidade”! Sobre estas “sementes” especificamente, falarei noutra postagem, pois tem MUITA coisa a ser dita!

O único texto bíblico que aponta para uma oferta especial coletada em favor do apóstolo Paulo e de seu ministério está em Filipenses 4:10-19, o que vemos em seguir:

Ora muito me regozijei no Senhor por, finalmente, reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas, naquele que me fortalece. Todavia, fizestes bem em tomar parte na minha aflição. E bem sabeis, também, vós, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo, com respeito a dar e a receber, senão vós, somente; Porque, também, uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica; Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que abunde para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus. O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus”.

O que entendemos à leitura deste texto?

1.     A coleta em favor de Paulo foi uma iniciativa voluntária dos crentes de Filipos, e não um pedido de Paulo; assim, ela não justifica que televangelistas façam apelos fervorosos por ofertas especiais, principalmente as de valor pré-estipulado elevado, exceto nos casos em que o apelo é feito à generosidade e liberalidade de cada um;

2.     Todavia, fizestes bem em tomar parte na minha aflição”. Ninguém peca em ofertar para determinado ministério, e faz até bem quando o faz, desde que seja de forma voluntária, como fizeram os filipenses!

3.     A recompensa vem de Deus, em glória, e não em retorno financeiro! Mesmo que Ele nos dê retorno financeiro, não há base para ofertarmos com este tipo de barganha em mente. Ou ofertamos por amor, gratidão e generosidade ou nos fazemos iguais aos fariseus, que oravam, jejuavam e dizimavam com intuito de serem vistos pelos homens e justificarem-se a si mesmos!

Compreendemos, pois, que as ofertas devem ser dadas de acordo com a liberalidade do cristão. As mesmas podem ser pedidas, mas jamais estipulados seus valores, mormente os elevados. Entendemos os valores que alguns ministérios estipulam, valores módicos como o equivalente a um real por dia, como lícitos, pois estão dentro da realidade de nossos irmãos e dentro de um padrão de bom senso aceitável. Entretanto, o pedido de ofertas altas não tem respaldo na Bíblia, mesmo quando o ofertante é rico e pode, sem esforço, doar o valor pedido. Mais justo é deixar o ofertante livre, apelando para uma análise pessoal de sua condição financeira e para a sua generosidade, sem “forçação de barra”.

Finalizo chamando a atenção de todos para um texto do Velho Testamento aonde Moisés convoca o povo a dar ofertas voluntárias para a edificação do Tabernáculo. Nele, de acordo com nossa visão, estão dispostos alguns pilares para a coleta de ofertas no meio do povo de Deus, no tocante à administração dos custos da Igreja ― contextualizando: aluguel, impostos, custos com água e energia elétrica etc. Não vou comentá-los, mas apenas frisá-los, de forma que ficarão claros e patentes para quem ler. Quem sabe um dia eu escreva sobre ele...

Falou mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o Senhor ordenou, dizendo: Tomai, DO QUE VÓS TENDES, uma oferta para o Senhor; cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao Senhor; ouro, e prata, e cobre [...] Então, toda a congregação dos filhos de Israel saiu de diante de Moisés, E veio todo o homem, A QUEM O SEU CORAÇÃO MOVEU, e todo aquele CUJO ESPÍRITO VOLUNTARIAMENTE O EXCITOU, e trouxeram a oferta alçada ao Senhor, para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para os vestidos santos [...] Todo o homem e mulher, CUJO CORAÇÃO VOLUNTARIAMENTE SE MOVEU A TRAZER ALGUMA COISA, para toda a obra que o Senhor ordenara se fizesse pela mão de Moisés, aquilo trouxeram os filhos de Israel, por OFERTA VOLUNTÁRIA AO SENHOR. Assim trabalharam Bezaleel e Aoliabe, e todo o homem sábio de coração, a quem o Senhor dera sabedoria e inteligência, para saber como haviam de fazer toda a obra para o serviço do santuário, conforme a tudo o que o Senhor tinha ordenado. [...] Tomaram, pois, de diante de Moisés, toda a oferta alçada, que trouxeram os filhos de Israel para a obra do serviço do santuário, para fazê-la, e ainda eles lhe traziam cada manhã OFERTA VOLUNTÁRIA. [...] E falaram a Moisés, dizendo: O povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse. Então mandou Moisés que fizessem passar uma voz pelo arraial, dizendo: Nenhum homem nem mulher faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim O POVO FOI PROIBIDO DE TRAZER MAIS, porque tinham matéria bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava” (Ex 35:4 – 36:7 – grifos meus). Apenas um pequeno comentário acerca do texto sublinhado: Alguém já viu isto na igreja atual??

Que Deus te abençoe, e te leve a ofertar cada vez mais a Ele e à Sua obra com generosidade, alegria, fé, liberalidade, proporcionalidade e voluntariedade! E sem esperar nada em troca, mas lançando-se nos Seus braços infalíveis de misericórdia, graça e provisão!

O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro” (At 8:20)


Zilton Alencar (45) mora em João Pessoa – PB. Casado com Chirley Alencar, é músico, programador, webdesign e servo de Deus. É também colunista deste blog aos sábados, e esporadicamente em seu blog pessoal, o BLOG DO ESQUIZILTON,

19 de janeiro de 2012

Evangelho: O dedo na Goela.



"Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: "Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel".
Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo".
Apocalipse 10:9-10

A palavra entra suave e depois arrebenta com o EU corrompido dentro de nós. Depois vem a transformação de caráter expelindo o mal através do vômito. É como se o evangelho (ou Cristo) pusesse o dedo em nossa goela e nos fizesse vomitar nossa podridão.

"Vômito é a expulsão violenta do conteúdo gástrico pela boca, acompanhada em geral de contração violenta na musculatura abdominal".¹

É violento, é incomodo e é amargo. Mas a sensação pós vômito é de intenso alívio. 

É esse rebuliço que o evangelho genuíno provoca no nosso ser. Mexe com o profundo da alma, invade as câmaras da nossa consciência pecaminosa e impulsiona tudo para fora.

Mas como algo pode ser doce em nossos lábios e amargo em nosso estômago? Penso que não poderia haver descrição melhor para o efeito que o evangelho provoca no homem. No meu último texto; Evangelho - A grande Lupa, abordei esse efeito provocado pela "verdade que liberta". Inicialmente o Evangelho consola os sofredores (doçura), posteriormente os leva para o CTI para tratamentos intensivos (amargura).

Essa verdade liberta nosso interior dos lodos pecaminosos agarrados em nossos corações. É como se toda vez que o radar das Escrituras detectam algo podre em nosso estômago (coração - mente), Jesus viesse e nos induzisse a vomitar.

Nós somos convidados a ter uma vida de vômitos. Devemos vomitar nossa inveja, avareza, egoísmo, hipocrisia, promiscuidade e tantas outras mazelas que nos pesam o estômago, a alma, o espírito. Ou será que não foi isso que o salmista queira dizer quando orou assim: "Sonda meu coração Senhor e vê se há nele algum mau caminho" Salmo 139.23

Deus abençoe.

17 de janeiro de 2012

Designer responsável pela arte do CD Aliança rebate críticas do pastor Ciro Zibordi

Designer responsável pela arte do CD Aliança rebate críticas do pastor Ciro Zibordi
O cantor André Valadão e o designer Marcus Castro, responsável pela criação do projeto gráfico do CD Aliança, afirmaram que estavam preparados para polêmicas, porém não imaginavam que após os vídeos explicativos sobre o conceito do projeto, essas críticas partissem de parte do público evangélico, como por exemplo, a crítica tecida pelo pastor e blogueiro Ciro Sanches Zibordi.
No artigo “Aliança ‘Glospel’ está cada vez mais colorida”, Zibordi critica a escolha da arte para capa do CD e questiona se o cantor não sabia que aquelas cores juntas representavam a bandeira do movimento homossexual. No vídeo que lançou durante a fase de divulgação do álbum, que alcançou disco de ouro em apenas dois dias, Valadão afirma que o arco-íris é o símbolo da aliança de Deus para com o homem, segundo relatos em Gênesis.
O designer Marcus Castro afirmou que a crítica foi leviana por falta de conhecimento, e que isso não deveria acontecer com bons cristãos, conhecedores das escrituras: “O arco íris é símbolo da ligação de Deus com o homem e isso está em Gênesis. Ninguém pode dizer que as tais cores ou até mesmo o arco-íris seja criação do homem ou de determinado grupo aqui na terra. Daqui a pouco vão querer separar quais cores são dos evangélicos e as que são dos não evangélicos” rebateu Castro, segundo informações do Creio. Essa menção à referência bíblica está no encarte do CD e deixa clara a motivação das cores no projeto.
Fonte: Gospel+

Obs da Rô:
Apoiando sempre o Ciro. Concordo com ele em tudo que ele postou, e assino todas as suas folhas.

Pastor Silas Malafaia afirma que pastores que não pregam a Teologia da Prosperidade são idiotas e que deveriam perder a credencial


Revista Igreja: O senhor está sendo duramente criticado pelo setor mais conservador da igreja por causa da teologia da prosperidade pregada por alguns convidados de seu programa, como Morris Cerrullo e Mike Murdock. Como o senhor responde a estas criticas de que a teologia da prosperidade não tem base bíblica e é uma heresia?
Silas Malafaia: Primeiro quem fala isto é um idiota! Desculpe a expressão, mas comigo não tem colher de chá! Por que quando é membro eu quebro um galho, mas pastor não: é um idiota. Deveria até mesmo entregar a credencial e voltar a ser membro e aprender. Para começar não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta.
Em seguida o pastor da Igreja Vitória em Cristo defendeu a Teologia da Prosperidade e a si mesmo: “Finanças é um dos maiores assuntos da Bíblia. Quando chega nesta parte, muitos pastores, as vezes porque eles mesmos não dão dízimo e nem oferta e, portanto não tem autoridade para falar do assunto, querem bater em quem fala”.
O comentário gerou uma intensa polêmica na internet. O Pastor Sênior da Igreja Bíblica Cristã de São Gonçalo – RJ, Alan Capriles, citou a tradução da Bíblia na linguagem de hoje, onde relata que Jesus disse “E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno”, Mateus 5:22.
O curitibano Clauber Ramos falou sobre a nova polêmica: “Uma coisa engraçada dessa gente da prosperidade é que nenhum deles nos pedem para semear nosso dinheiro em obras de caridade, em ajudar meus vizinhos necessitados, em ajudar ONGs que fazem um bom trabalho comunitário, etc. A “benção” só é válida se eu semear no campo deles, coisa estranha isso” e completou: “Deus não olha minha oferta (seja em dinheiro ou não), Ele olha o meu coração, isto é muito claro na Bíblia. Ele vai olhar a minha generosidade, o meu amor pelo próximo, o quanto eu me compadeço com o sofrimento do outro… Ai sim creio que Deus tenha prazer em retribuir, mesmo que eu não mereça esta retribuição”.
O blogueiro e pastor Danilo Fernandes publicou em seu blog sua opinião sobre a afirmação de Silas Malafaia: “Eu só tenho uma pergunta a fazer a este deus da prosperidade: O que Malafaia, Cerrullo e Murdock têm que Jeremias, Jonas e João Batista não tinham para, em sendo igualmente profetas, tendo dado tudo de si, terem vivido em indesejável pobreza e grande perseguição, enquanto os novos profetas, fazendo tão menos, vivem como nababos? Foi falta de fé dos profetas antigos ou eles não pagavam o dizimo?” e alfineta: “Mas Malafaia é sincero quando chama seus críticos de idiotas. Pela sua justificativa que coloca os contrários à sua tese da vida cristã financeira na vala do pobrismo, ele há de achar que fala com idiotas!”. Danilo ainda conclui: “Não há nada contra ter dinheiro. Trabalhar e prosperar. Contudo, dizer que está evangelizando enquanto se leva a proposta deste cassino celestial onde se aposta 10 para receber 100 é um disparate. Ordenaram-nos levar a boa nova da salvação, batizar, fazer discípulos e enviar”.
Não é a primeira vez que o Pastor Silas Malafaia usa palavras desse tipo para rebater quem o critica, o mesmo já chamou internautas de “safados, bandidos, negos enrolados, invejosos” e outros adjetivos.
Fonte: Gospel+

Obs:  Rô Moreira.

Para mim, Silas já perdeu sua credencial a muito tempo. Paz!
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