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28 de junho de 2012

Pastores comentam sobre o consumo de bebidas alcoólicas por cristãos.



 
Pastores comentam sobre o consumo de bebidas alcoólicas por cristãos



O consumo de bebidas alcoólicas por cristãos é um assunto que divide opiniões. Enquanto algumas igrejas permitem o consumo moderado, outras condenam completamente. Mas afinal, a Bíblia proíbe ou não o consumo de bebidas alcoólicas?
Há quem defenda que na Bíblia há apenas a condenação para a embriaguês, como diz o bispo Josep Rossello Ferrer, moderador da Igreja Anglicana Reformada no Brasil. “Não se pode afirmar que a Bíblia condena a bebida. Encontramos nas Escrituras avisos claros contra o estado de embriaguez, que leva à perda do controle dos sentidos, mas não vemos nenhuma restrição ao consumo moderado”.
Ferrer é espanhol e conhece o hábito dos europeus de beberem vinho e cerveja, até mesmo os cristãos protestantes consomem essas bebidas e por isso ele acredita que o costume está ligado à cultura, cultura esta que foi trazida ao Brasil por diferentes missionários.
O pastor Hernandes Dias Lopes também falou sobre o tema em reportagem exclusiva da revista Cristianismo Hoje dizendo que o assunto é delicado, mas que os líderes devem tratá-lo biblicamente, sem se basearem na questão do “pode ou não pode”.
“Este é um caminho que pode construir uma ética farisaica e uma espiritualidade rasa”, disse Lopes que também mostra preocupação diante da violência gerada por pessoas alcoolizadas e pelo crescente consumo entre os jovens.
“Dessa maneira, não se pode fechar os olhos para a realidade de tantas tragédias pessoais decorrentes da bebida e das perspectivas da juventude brasileira, que está sendo consumida pelo álcool”. A dica do pastor presbiteriano é simples: se beber pouco é motivo de escândalo, então se abstenha de beber.
Já para o pastor episcopal Carlos Moreira dizer que o álcool é ruim é “atribuir mal a Deus, que o fez”. Por ser Deus o criador de todas as coisas, Moreira não concorda com a proibição do consumo. “Deus é santo, e em Salmos 104.15 aprendemos que ele fez o vinho, que alegra o coração do homem, assim como o azeite que faz reluzir o seu rosto e o pão, que lhe fortalece”.
Moreira mora em Recife e conta que uma vez foi visto por um membro de sua igreja bebendo cerveja em um restaurante. “Com tom condenatório, aquela pessoa perguntou-me como eu podia estar bebendo”. A resposta, simples e até bem humorada – ‘Minha irmã, não quero e nem posso ser melhor do que Jesus’”.
Contudo ele é a favor da moderação e reconhece que o alcoolismo é um problema grave, afirmando que nenhum cristão deve oferecer motivo de tropeço a um irmão sob o jugo desta doença. Mas o pastor Carlos Moreira também não concorda em ter que eliminar uma coisa só porque há quem abuse da liberdade em usá-la.
“Ora, os homens são levados ao erro por conta de mulheres e bebidas. Deveríamos nós abolir as mulheres?”, diz ele.
Web Evangelista.

O cheiro de Deus





O cheiro de Deus 

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em quea gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda.Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe como tem a alma perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.

O Bosque de Berkana

25 de junho de 2012

Projeto anti-palmada será votado em 26 de junho


Apresse-se: a votação será terça-feira

Julio Severo


O PL 7672/2010 , projeto que confisca dos pais o direito de disciplinar os filhos, já está com redação final e será votado em 26 de junho na Comissão de Constituição e Justiça.
O projeto, do Poder Executivo (MSC 409/2010), está sob a relatoria do Dep. Alessandro Molon e visa transformar legalmente castigos físicos aplicados pelos pais em “agressão” e “violência”. Esse projeto, também chamado de “Lei da Palmada”, foi rejeitado por mais de 80% da população conforme pesquisas de opinião pública.
Em 30 de maio, houve tentativa de votação, mas a pressão da população fez com que governo e aliados adiassem tudo. E agora, em 26 de junho, esperam pegar a população desprevenida. É só dessa forma que conseguem “democraticamente” aprovar seus projetos, que alegam que são para o bem do povo.
Na última votação, em dezembro de 2011, a bancada evangélica fez um acordo vergonhoso com o governo, que quer a todo o custo transformar em crime o direito dos pais de disciplinar fisicamente os filhos. O projeto, que tem o apoio de Maria do Rosário e de Xuxa, iguala castigo físico dado por pais à violência e agressão que crianças sofrem nas mãos de criminosos.
Maria do Rosário
Contudo, que moral tem Maria do Rosário de remover dos pais seu direito de disciplinar seus filhos? Rosário favorece o aborto legal, que é a pior violência contra uma criança. Qualquer criatura que ocupe cargo de ministro e defenda o genocídio de crianças merece o mais elevado castigo penal. Como no Brasil não dispomos desse castigo, eu pediria ajuda aos leitores do meu blog para comprar para Rosário uma passagem só de ida para a Arábia Saudita.
Rosário também defende a doutrinação homossexual das crianças em escolas, tornando-as reféns de aulas onde o homossexualismo é apresentado, ensinado e louvado como a conduta mais maravilhosa do universo.
Rosário vê como heróis os terroristas comunistas que queriam tomar o governo do Brasil e transformá-lo numa ditadura sanguinária no modelo da União Soviética. Os militares brasileiros, os verdadeiros heróis que conseguiram deter os verdadeiros criminosos, são tratados por Rosário como criminosos.
E agora ela quer aplicar sua ideologia terrorista e homossexualista contra os direitos dos pais? Alguém poderia por favor entrar em contato com Rosário para oferecer um passagem só de ida de modo que ela vá defender na Arábia Saudita as mesmas perversões que ela defende no Brasil?
Xuxa
Que moral tem Xuxa de apoiar a mutilação dos direitos dos pais na área da disciplina? Moral ela não tem, mas imoralidade ela tem de sobra. O currículo de Xuxa faz inveja a qualquer gigolô. A coelhinha dos baixinhos não só viveu a pornografia em pessoa, mas induziu uma geração inteira nesse rumo. Agora, além de seu sucesso pornô, exige o sucesso de mutiladora e destruidora dos direitos dos pais.
Vá catar coquinho na Arábia Saudita, Xuxa!
Magno Malta e ex-presidente da FPE contra a Lei da Palmada
Até mesmo evangélicos aliados do governo de Dilma Rousseff não apoiam a Lei da Palmada. O senador Magno Malta disse: “A Lei da Palmada é uma agressão à família… Sempre provei para população, que família estruturada reflete uma sociedade também estruturada. Filhos tem que ser educados pelos pais. Não podemos interferir na educação e nos bons costumes familiares. É lógico, que sou contra qualquer tipo de violência, mas Deus permitiu as mães corrigirem os filhos com palmadas. Este tipo de correção é também uma forma de amor. É melhor fazer uma criança chorar, do que ter que chorar no futuro”.
Em 2006, o Dep. Adelor Vieira, presidente na época da bancada evangélica, disse sobre o projeto de Maria do Rosário que criminaliza pais disciplinadores: “se aprovada a referida Lei, o pai ou a mãe que se baseiam em princípios bíblicos para educar seus filhos terão seus valores e métodos de educação invalidados e passarão até a responder por crimes. Corrigir o filho com punição física branda é algo recomendado pela própria Bíblia Sagrada. O livro de Provérbios afirma que o pai que verdadeiramente ama seu filho não deixa de puni-lo com uma varinha”.
Bíblia é contra a Lei da Palmada
É perda de tempo citar a Bíblia para o governo de Dilma Rousseff. Mas precisamos lembrar à bancada evangélica e católica que milhões de brasileiros têm a Bíblia como referência. Sobre pais e filhos, a Bíblia ensina:
“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)
“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)
“Não evite disciplinar a criança; se você bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)
Para um estudo maior da Bíblia sobre o uso da vara da disciplina, clique aqui .
Com as palmadas agora sob ameaça de proibição legal , o que será de quem atende à orientação bíblica de corrigir com a vara?
Como bem disse o Pe. Lodi , não dá para acreditar que “o governo esteja preocupado com a dor das crianças. Se assim fosse, ele não estaria — como está — tão interessado em promover o aborto por todos os meios”.
Envie seu protesto ao Congresso Nacional
O projeto de criminalização dos pais que disciplinam os filhos está programado para ser votado na quarta-feira, 26 de junho, às 14h30min na Comissão de Constituição e Justiça.
Por isso, faça pressão sobre os deputados.
Todo cidadão pode protestar contra essa investida do totalitarismo estatal telefonando gratuitamente para o Disque Câmara (0800 619 619) e dizendo: “Quero enviar uma mensagem a todos os membros da CCJ”.
Interrogado sobre o conteúdo da mensagem, pode-se dizer: “Solicito a Vossa Excelência que respeite o sagrado direito de os pais disciplinarem seus filhos, votando contra o PL 7672/2010”.
Além de gratuito, o Disque Câmara é mais eficiente que as mensagens enviadas por correio eletrônico. Rapidamente se percebe a repercussão da manifestação popular.
Sejamos rápidos. O projeto está para ser votado.
Telefone ou escreva agora mesmo ao deputado federal do seu estado. Consulte este link para ter o email e telefone dos membros da Comissão de Constituição e Justiça:http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ccjc/membros
Telefone imediatamente para a Frente Parlamentar Evangélica: (61) 3215-5315
Faça contato com todos os membros da Comissão de Constituição e Justiça que quer aprovar o projeto do governo clicando aqui .
Fonte: www.juliosevero.com

É impossível ser noiva de Cristo tendo um caso com o diabo ou com o mundo.



Por Rô Moreira 


Estamos vivenciando um deprimente momento de apostasia, onde alguns líderes usam de estratégia para o crescimento de suas igrejas com falácias de prosperidade mediante o ofertório nas polpudas contas bancárias de suas igrejas e associações. Criticam veementemente a condição da religião a ser seguida, falando que não as prega, mas não esquecem de dizer que só na igreja deles Deus cura, liberta e prospera.

 Essa gente só pensa em dinheiro, pede ofertas de todas as formas possíveis e de maneira bem astuta. Não estão nem aí, para o título que carregam, alguns inclusive tentam mostrar ao povo que são mais importantes do que os outros e usam de codinomes similares ao nome pastor. Eles fingem seguir o Deus eterno, mas buscam as coisas imediatas deste mundo e não permite qualquer idéia de futuro, pois se não for agora não serve, tem que ter o valor imediato.
O que mais me chama atenção é que a Igreja Católica por muitos anos recebeu por parte dos evangélicos o título de prostituta, em referencia a passagem citada no livro do Apocalipse. Mas na atualidade percebemos que a pratica da prostituição que mais tem entristecido o povo de Deus, levando inclusive muitas pessoas a se afastarem das igrejas, está ocorrendo no próprio seio evangélico por questão de ganância.

Uma pena a grande massa não saber o verdadeiro significado da palavra igreja nos sentidos universal e instucional. Quando citada no sentido universal, a palavra igreja fala do povo que pertence a Cristo, uma sociedade capacitada pelo Espírito Santo e unida pela fé, que suportam os fardos uns dos outros, vivendo de forma disciplinada e com um relacionamento pessoal e responsável com Cristo.

Disse Jesus: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Quanto à palavra igreja na definição de institucional ou assembléia de santos, percebe-se ser uma organização independente do povo que a compõe. Este não é o conceito bíblico de igreja. Jesus não morreu para estabelecer uma instituição, mas para salvar o povo do pecado e o seu Espírito habita num povo redimido.

A noiva de Jesus vive num paradoxo entre o estar no mundo e o não fazer parte dele. A grande maioria não sabe que a sua natureza é santa, viva, poderosa, separada, sem ruga e sem mácula, sem mistura, zelosa e de boas obras, purificada pelo fogo do Espírito Santo. A péssima compreensão está em não saber o sentindo real de ser igreja e seus valores. Sendo assim acabam vivendo sem nenhum referencial de Deus, perdendo o centro, a base de sustentação de sua vida, vendo a sua originalidade sucumbir pelo mundanismo e falsas promessas, se prostituindo com o inimigo se tornando vazia sem nada acima, nem embaixo, nem dentro e nem fora dela.

Os nascidos de Cristo devem acordar deste sono indolente no qual a maioria se encontra e voltar o primeiro amor, ao início de tudo. A igreja é a noiva do Cordeiro e deve ser amada e cuidada e não ser usada de forma contrária aos princípios da bíblia. Não devemos nos aquietar em vê a noiva entregue totalmente a desonra, devemos sim, nos levantar em oração, para que Deus possa intervir em favor daqueles que  zelam por ela.  Ela é o luzeiro do mundo.

É necessário um despertamento da noiva, não há mais tempo, não se pode mais esperar. A pergunta que faço hoje a todos:

Temos nós clamado pela igreja com perseverança? Temos colocado a noiva do Cordeiro a cada dia no altar? 


Pense nisso!

O que fazer em momentos de crise | Rev. Hernades Dias Lopes

22 de junho de 2012

Fundamentalista é Isso?




Postado por Augustus Nicodemus Lopes

"Agnósticos Fundamentalistas:
Dá para ter até mesmo estes?"
O termo "fundamentalista" está entre os rótulos mais mal compreendidos e mal empregados nos meios evangélicos. É o rótulo preferido por alguns para se referir, sempre com viés pejorativo, a quem adere com firmeza a determinadas doutrinas que são consideradas como antigas e ultrapassadas.

Nada mais natural do que procurar esclarecer o significado do termo. Acho que a primeira coisa a ser feita é lembrar que o termo "fundamentalista" tem sido usado para diferentes grupos através da história e no presente.

1) O fundamentalista cristão histórico não existe mais. Ele existiu no início do século XX, durante o conflito contra o liberalismo teológico que invadiu e tomou várias denominações e seminários nos Estados Unidos. J. G. Machen, John Murray, B. B. Warfield, R. A. Torrey, Campbell Morgan, e mais tarde Cornelius Van Til e Francis Schaeffer, são exemplos de fundamentalistas históricos.

2) O fundamentalista cristão americano ainda existe, mas perdeu muito de sua força. Embora tenha surgido ao mesmo tempo em que o fundamentalismo cristão histórico, separou-se dele quando adotou uma escatologia dispensacionalista, aliou-se à agenda republicana dos Estados Unidos, exerceu uma militância belicosa contra tudo que considerasse inimigo da fé cristã. Defendia e praticava o separatismo institucional de tudo e todos que estivessem ligados direta ou indiretamente a esses inimigos. Pouco tempo atrás faleceu o que pode ter sido o último grande representante desse gênero de fundamentalista, o famigerado Carl McIntire. Alguns consideram que Pat Robertson é seu sucessor, embora haja muitas diferenças entre eles.

3) O fundamentalista denominacional é aquele membro de denominações cristãs que se consideram oficialmente fundamentalistas e que até trazem o rótulo na designação oficial. Após um período de grande florescimento no Brasil, especialmente no Nordeste e em São Paulo, as igrejas fundamentalistas, presbiteriana e batista, sofreram uma grande diminuição em suas fileiras. Grande parte das igrejas fundamentalistas presbiterianas regressou à Igreja Presbiteriana do Brasil, de onde estas igrejas saíram na década de 50. Em alguns casos, o fundamentalismo denominacional do Brasil foi marcado por laços financeiros e ideológicos com McIntire. Hoje, até onde eu sei, não há mais esse laço. No Brasil, o fundamentalismo denominacional que sobrou desenvolveu em alguns de seus grupos (mas não em todos) uma síndrome de conspiração mundial para o surgimento do Reino do Anticristo através do ocultismo, da tecnologia, da mídia, dos eventos mundiais, das superpotências. Acrescente-se ainda o desenvolvimento de uma mentalidade de censura e apego a itens periféricos como se fossem o cerne do evangelho e critério de ortodoxia (por exemplo, só é bíblico e conservador quem usa versões da Bíblia baseadas no Texto Majoritário, quem não assiste desenhos da Disney e não assiste “Harry Potter”).

4) O fundamentalista cristão xiita é sinônimo de intransigência, inflexibilidade, ser-dono-da-verdade e patrulhamento teológico. Essa conotação do termo ganhou popularidade após o avanço e crescimento do fundamentalismo islâmico. Esse tipo tem mais a ver com atitude do que com teologia. Nesse caso, é melhor inverter a ordem e chamá-lo de xiita fundamentalista. Na verdade, xiitas podem ser encontrados em qualquer dos campos protestantes. A propalada tolerância dos liberais e neo-ortodoxos é mito. Há xiitas liberais, neo-ortodoxos, e obviamente, xiitas fundamentalistas. Teoricamente, alguém poderia ser um fundamentalista e ainda não ser um xiita.

5) Por fim, o fundamentalista cristão teológico, outro sentido em que o termo é muito usado e que significa simplesmente ortodoxo ou conservador em sua doutrina. O fundamentalista teológico se considera seguidor teológico dos fundamentalistas históricos e simpatiza com a luta deles. Sem pretender ser exaustivo, acredito que podem ser considerados fundamentalistas teológicos atualmente os que aderem aos seguintes conceitos ou a parte deles:

* a inerrância da Bíblia
* a divindade de Cristo
* o seu nascimento virginal
* a realidade e historicidade dos milagres narrados na Bíblia
* a morte de Cristo como propiciatória, isto é, por nossos pecados
* sua ressurreição física de entre os mortos
* seu retorno público e visível a este mundo e a ressurreição dos mortos

Outros pontos associados com o fundamentalismo histórico são o conceito de verdades teológicas absolutas, o conceito de que Deus se revelou de forma proposicional e a aceitação dos credos e confissões da Igreja Cristã.

Numa esfera mais periférica se poderia mencionar que a maioria dos fundamentalistas históricos prefere o método gramático-histórico de interpretação bíblica e tem uma posição conservadora em assuntos como aborto, eutanásia e ordenação feminina. Muitos ainda preferem a pregação expositiva. 
E todos rejeitam o liberalismo teológico.

Em linhas gerais, o fundamentalista teológico acredita que a verdade revelada por Deus na Bíblia não evolui, não cresce e nem muda. Permanece a mesma através do tempo. A nossa compreensão dessa verdade pode mudar com o tempo; contudo, essa evolução nunca chega ao ponto radical em que verdades antigas sejam totalmente descartadas e substituídas por novas verdades que inclusive contradigam as primeiras. O fundamentalista teológico reconhece que erros, exageros e absurdos tendem a ser incorporados através dos séculos na teologia cristã e que o alvo da Igreja é sempre reformar-se à luz dos fundamentos da fé cristã bíblica, expurgando esses erros e assimilando o que for bom. Admite também que existe uma continuidade teológica válida entre o sistema doutrinário exposto na Bíblia e a fé que abraça hoje.

Acho que é aqui que está a grande diferença entre o fundamentalista teológico e o liberal. Esse último acredita na evolução da verdade a ponto de sentir-se comissionado a reinventar a Igreja e o próprio Cristianismo.

Muitos me chamam de fundamentalista. Bom, não posso ser fundamentalista histórico, pois nasci muito depois da luta de Machen. Contudo, sou fã dele, que era um perito em Novo Testamento. Não sou um fundamentalista americano, pois sou brasileiro da Paraíba, nunca recebi um tostão de McIntire e sou amilenista. Aliás, nem conheci McIntire pessoalmente. Fui fundamentalista presbiteriano denominacional por decisão dos meus pais quando eu tinha doze anos. Saí da denominação fundamentalista após conversão e entrada no ministério pastoral. Também não me acho xiita. Há controvérsia sobre isso, eu sei.

Na categoria de fundamentalistas teológicos encontramos presbiterianos, batistas, congregacionais, pentecostais, episcopais, e provavelmente muitos outros. É claro que nem todos subscrevem todos os pontos acima e ainda outros gostariam de qualificar melhor sua subscrição. Contudo, no geral, acho que posso dizer que os fundamentalistas teológicos não fariam feio numa pesquisa de opinião sobre o que crêem os evangélicos brasileiros. Por esse motivo, e por achar que o assim chamado fundamentalismo teológico é simplesmente outro nome para a fé cristã histórica, não fico envergonhado quando me rotulam dessa forma, embora prefira o termo calvinista ou reformado.

O Acre e a ditadura da Novilíngua (Blog O Seringueiro)


O Politicamente Correto é um câncer de origem revolucionária esquerdista, que tenta impôr por força de lei a mudança cultural sobre um povo – é a agenda gramsciniana. Faz parte da mentalidade revolucionária decidir o certo e o errado e nos obrigar a todos a seguir conforme eles ensinam em suas cartilhas embebidas de hipocrisia histórica e totalitarismo. Enfim, o Politicamente Correto é a imposição por parte de um grupo de sábios sobre o que eles projetaram que nos seja o melhor, o que é o certo para o bem comum.

Esta sandice teve sua origem nos Estados Unidos e logo foi exportado para diversos países do mundo. Aqui chegando, em terra brasilis, rapidamente encontrou adeptos que se empenharam em defendê-lo. Entre os casos mais notáveis, encontra-se o ícone da decadência ideológica Aldo Rebello (do PC do B, claro!), que resolveu, num surto de delírio revolucionário, proibir o povo de usar palavras estrangeiras! Isso mesmo! O Politicamente Correto é a invasão do público no privado ou, usando uma expressão mais ao meu gosto (e deliciosamente incorretíssima): o Politicamente Correto é o estupro do Coletivo no Privado!

Mas não foi apenas o nobilíssimo Deputado Aldo que nos presenteou com suas quimeras, pois até mesmo já se havia confeccionado uma cartilha de palavras proibidas (Index Verborum Prohibitorum!), que, segundo ensinam os sábios de plantão, são palavras que ofendem, diminuem, humilham determinadas minorias: é o bullying linguístico! Entretanto, essa cartilha também foi engavetada e você sabe por quê? Pelo simples fato de que o então Presidente Lula da Silva falava também muitas dessas palavras em seus próprios discursos. Que constrangimento!

Mas como se anuncia no título deste post, a sanha do Politicamente Correto atingiu as terras distantes do Oeste Brasileiro: incomodaram o Acre com mais essa gama de conversa mole sobre palavras proibidas ou a re-escrita de antigas para se adaptarem aos novos tempos. Tudo se deu por causa da suposta - suposta, porque ainda é deveras controversa – origem do nome “Acre”. Veja abaixo um resumo da questão.

O nome, que passou do rio ao território, em 1904, e ao estado, em 1962, origina-se, talvez, do tupi a'kir ü "rio verde" ou da forma a'kir, de ker, "dormir, sossegar", mas é quase certo que seja uma deformação de Aquiri, modo pelo qual os exploradores da região grafaram Umákürü, Uakiry, vocábulo do dialeto Ipurinã. Há também a hipótese de Aquiri derivar de Yasi'ri, Ysi'ri, "água corrente, veloz".[23]
Na viagem que fez ao rio Purus, em 1878, o colonizador João Gabriel de Carvalho Melo escreveu de lá ao comerciante paraense visconde de Santo Elias, pedindo-lhe mercadorias destinadas à "boca do rio Aquiri". Como em Belém, o dono e os empregados do estabelecimento comercial não conseguissem entender a letra de João Gabriel ou porque este, apressadamente, tivesse grafado Acri ou Aqri, em vez de Aquiri, as mercadorias e faturas chegaram ao colonizador como destinadas ao rio Acre.[23]

O fato é que no Acordo Ortográfico de 2009 quiseram mudar a grafia de “Acreanos” para “Acrianos”! E novamente a mentalidade revolucionária se revela por impôr sobre os indivíduos uma decisão de sábios por força de lei! A crença que a mudança de grafia ou a proibição de palavras irá alterar o curso da História ou, num passe de mágica, irá fazer do cidadão comum um ser mais consciente, mais digno e repleto de direitos da cidadania só pode se operar na cabeça de alguns sábios de plantão mesmo, pessoas sempre atentas em interferir na vida privada de cada um de nós. É a crença de que, se reformarmos a linguagem, estaremos reformando a mente das pessoas também! Mude-se uma letra e todo o mundo descobrirá a verdade sobre os acrIanos e sua história, seu povo, lutas e anseios – evidentemente, essa tese é, no mínimo, ridícula! É a ditadura da novilíngua tão bem retratada na obra 1984 de Orson Wells. 

Enquanto o Estado não promove uma economia leve que gere empregos e oportunidades e que também possibilite a independência dos cidadãos de suas bolsas-esmola (este cabresto moderno), segue gastando fartamente verba pública desvendando mitos linguísticos que não resolvem os problemas nem dos acreanos e nem dos acrianos!

Prof. Wanderley Dantas 
Blog O Seringueiro

20 de junho de 2012

Caio Fabio afirma que a Bíblia não é inerrante



"A fé cambaleará se a autoridade das Escrituras vacilar"
Agostinho de Hipona.


Vi  alguns blogueiros admirados com o que Caio Fabio falou sobre a Bíblia dizendo que ela não é a palavra de Deus, negando sua inerrância.
A muito tempo que sei que para ele e seus caminhantes, a Biblia  contém a palvra de Deus. Isso não é nehuma novidade para mim, é só analisarem a doutrian do Caminho da Graça e  todos verão que ele prega heresia travestida de Evangelho.

 Em um debate acirrado no blog de um caminhante sobre seu seguimento, foi  postado a doutrina do caminho da graça, diante deste fato houve tanta confusão, que o caminhante apagou o artigo  mas um pastor amigo meu copiou rapidamente antes que fosse apagado e postou em seu blog. E eu copiei também na época. Portanto  leiam:

O que é o caminho da Graça?

Jesus disse em João 14.26 que nos enviaria o Consolador e que esse sim nos faria compreender todas as coisas. “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” Já no blog “andando na graça”, postado em 19/11/2009, Caio Fábio disse: Meu exercício mental tem sido [entre tantos outros que faço...] o de ler as Escrituras apenas a partir de Jesus; deixando de fora todas as pré-compreensões estabelecidas pela Religião Cristã; especialmente no que tange às suas Institutas ou Dogmas; quase todos nascidos da e na Igreja de Constantino; não do e no Evangelho..” “Meu exercício mental...” ou seja, Jesus, a Bíblia, a salvação, o céu, o inferno e tudo mais, segundo a mente dele! Seria essa a doutrina dessa, que poderíamos chamar de seita?
Parte do conjunto de crenças (ou descrenças) das pessoas do movimento “caminho da graça”, a Bíblia e Deus segundo Caio Fabio:
“Não cremos em clero;
Não cremos que os homossexuais irão para o inferno.
Não cremos que os pecados sexuais são mais graves ou piores que qualquer outro pecado.
Não cremos que fora da igreja não há salvação;
Não cremos que aqueles que não receberam a informação histórica sobre o Evangelho morrerão sem salvação;
Não cremos que só os crentes são filhos de Deus;
Não cremos que Deus criou o universo e depois que algo deu errado Ele enviou Seu Filho para dar um jeito nas coisas;
Não cremos que depois da morte a pessoa não possa ser salva;
Não cremos no cristianismo. Nem no judaísmo. Nem no islamismo ou qualquer outro ismo, mas só no Evangelho de Jesus Cristo e existe Evangelho de Gênesis a Apocalipse.
Não cremos que escândalo seja algo relacionado com andar com gays, prostitutas, bandidos ou beber ou fumar ou a forma de nos vestirmos.”

É ou não é outro evangelho?

17 de junho de 2012

Um Asno aceitou o desafio do Pastor Silas Malafaia .rss


Sabe que eu até gosto de algumas coisas que ele diz... Se bem que combinam mais com um ativista político do que com um representante de Deus! O homem tem muitos fãs e corro o risco de ser escrachado sem direito a fiança, mas não custa recorrer ao bom senso. Dias depois de ter transmitido em seu programa a segunda parte da mensagem que desafiaria seus críticos, o pastor Silas Malafaia escreveu um artigo no site Verdade Gospel dizendo que ninguém conseguiu provar que ele está errado ao pregar sobre prosperidade financeira. Primeiro vamos a algumas peças que vagam nos blogs evangélicos, do próprio Malafaia e do site Aspecto Gospel:
"Sobre os blogueiros que aceitaram o desafio ele diz que são invejosos que usam a internet para caluniar e difamar aqueles que conquistam espaços e ainda os classificou de 'ilustres desconhecidos'. 'São pessoas frustradas, recalcadas, invejosas, onde o sucesso dos outros incomoda muito mais do que seu fracasso ou mediocridade', completa o pastor. Para ele o interesse de quem tentou mostrar que suas pregações são incoerentes são pessoas sem 'nenhuma notabilidade' que tem como objetivo 'crescer a custa da história dos outros'.
Malafaia ainda usa o espaço para reafirmar o desafio. 'Continuo desafiando quem vai me contraditar na palavra de Deus! Se você não acredita em prosperidade é problema seu. Em síntese, prosperidade é obedecer as leis de Deus'.
Muitos escritores cristãos usam a internet para pregar contra pastores, que assim como Malafaia, falam de bênçãos materiais em suas pregações e estimulam a doação de ofertas para alcançá-las. Para tentar provar para essas pessoas que ele não está errado, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo desafiou os blogueiros a provarem que há incoerência bíblica em suas pregações".
“Os desafiei a contraditar na Bíblia, e até agora não apareceu um, a não ser bravatas, calúnias, argumentações filosóficas, e pasmem: montagem de vídeos com minhas falas, se utilizando de parte de mensagem, igualzinho aos ímpios inescrupulosos fazem quando querem difamar alguém”, disse.
"Quem critica não faz nada. Você conhece alguma coisa que algum crítico construiu? Crítico é um recalcado que tem sucesso da obra alheia”, finalizou.
“Filho, instrumento de satanás para perturbar a fé e a igreja. Te cuida malandro. Te cuida meu chapa, porque Deus é juiz”.
Primeiro vamos aquela passagem em 1 Pedro 3.15: "Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”, que os próprios pastores o lembraram e a que Malafaia responde - Primeiro quem fala isto é um idiota! Desculpe a expressão, mas comigo não tem colher de chá! Por que quando é membro eu quebro um galho, mas pastor não: é um idiota. Deveria até mesmo entregar a credencial e voltar a ser membro e aprender. Para começar não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta”.
Novamente os pastores o recordam quanto ao que vem em 2 Timóteo 2.24,25 onde está escrito: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem”.

"O próprio Silas Malafaia, durante muitos anos, foi um ferrenho oponente da teologia da prosperidade. Há, inclusive, vídeos no YouTube que apresentam sua verberação contra essa heresia. Mas ele não entregou a sua credencial de pastor nem voltou a ser membro para aprender. Pelo que tudo indica, a sua mudança de crítico da aludida heresia para propagador dela ocorreu por influência do telemilionário Murdock e outros.

O reverendo Caio Fábio concedeu uma entrevista ao blogueiro Danilo Fernandes, do blog Genizah Virtual e falou sobre temas que envolvem o presente e o passado da igreja evangélica brasileira.
Falando sobre Silas Malafaia, o reverendo Caio Fábio afirma que o pastor líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo é um “menino” e conta que viu o surgimento e crescimento dele, e também acusa o pastor de ter recebido dinheiro de Edir Macedo durante um tempo:
“Silas é ‘H’, é garganta. Bota o Silas sentado aqui comigo e vê como ele não vira um garotinho bonitinho, legalzinho, quietinho, educadinho, todo fofinho. Ele tira essa onda toda lá, aqui comigo, é outra história. O Silas sabe que não aguenta uma olhada dentro dos meus olhos. E tem mais: me respeita mais do que se sonha que ele me respeita. Ele sabe que aqui não tem brincadeira de Deus, e ele sabe de uma outra coisa também: tudo que eu digo a respeito dele tem a ver com a traição que ele faz ao evangelho, com a venalidade que ele praticou a vida inteira, vendendo a alma em qualquer direção, e vinha me pedir perdão, como no tempo que o Macedo pagou a ele durante anos US$ 40 mil por mês. Ele sabe, o Jabes Alencar sabe, o Macedo sabe, todo mundo sabia”.
Caio Fábio afirma ainda que hoje não se faz 10% do trabalho social que era feito antes do surgimento da Teologia da Prosperidade: “Quem é que vai fazer obra social quando o negócio da Teologia da Prosperidade é que cresçam os miseráveis? Porque a Teologia da Prosperidade vive do paradoxo de que quanto mais miseráveis, ignorantes, deseducados, analfabetos, carentes, existam no país, melhor para o negócio dela, porque ela vende magia, feitiço”.
Caio discorre sobre o surgimento da vertente ligada à Teologia da Prosperidade e remete ao bispo Robert Mcallister, que organizou cruzadas por todo o Brasil, adaptando a mensagem de prosperidade, pregada nos Estados Unidos, à cena social e cultural brasileira. E afirma que Edir Macedo resolveu fundar a Igreja Universal depois de aprender comMcallister a estratégia de reunir todas as vertentes do movimento evangélico pentecostal.
(...)

Minha Vez...
Obviamente não sou evangélico e deveria passar longe desse tipo de discussão, mas, com minha imparcialidade sobre o tema, posso, a luz da palavra que Malafaia cita, contraditá-lo e ir além: desafio-o a orientar seus seguidores a permanecerem por um ano inteiro reservando os valores que seriam remetidos a igreja em uma poupança própria mantendo a mesma convicção da prosperidade para aferir, ao final do período, como prosperaram realmente.

Malafaia, que disse aos seus seguidores que pagou uma bagatela por seu jatinho de 12 milhões de dólares, se apega a um trecho onde Paulo (Saulo de Tarso) prega o princípio da generosidade em 2 Cor 9.1-15. O PastorAbner Ferreira nos esclarece algumas coisas nos remetendo ao contexto da época:

"No governo do imperador romano Cláudio, houve um período de grande fome, o que motivou Paulo a recolher uma “oferta especial” aos cristãos necessitados da Judéia. Nesse tempo, os judeus que moravam em Roma foram expulsos (At 18.2), e uma pobreza assoladora atingiu os cristãos daquela região. Além da assistência material aos pobres, Paulo tinha outra bênção em mente. Desejava que essa oferta fortalecesse a unidade da Igreja pela partilha de recursos dos gentios com as congregações de judeus do outro lado do mar. Para o apóstolo, os gentios eram “devedores” dos judeus (Rm 15.25-28). O apóstolo Paulo, ao ser enviado aos gentios, assumiu o compromisso de não se esquecer dos pobres, o que efetivamente esforçou-se por cumprir (Gl 2.9,10). Durante suas viagens missionárias nas províncias da Macedônia, Acaia e Ásia Menor, Paulo esforçou-se para levantar uma oferta especial destinada aos pobres da Judéia (I Co 16.1-4; II Co 8.1-24; II Co 9.1-15). Paulo não só levantou esta oferta entre as igrejas gentílicas, mas a entregou com fidelidade (At 24.16-18).
(...)
O apóstolo ensinou à igreja que contribuir é um ato de graça. Ele usou nove palavras diferentes para referir-se a oferta, mas a que emprega com mais freqüência é graça. (...)

A alma generosa engordará (Pv 11.25). A graça nos evangelhos jamais era mencionada como um favor monetário oferecido por Deus em troca da sua generosidade. Paulo, sabiamente, recorreu ao antigo testamento para reavivar nos cristãos a sabedoria por traz da gratidão. Em instante algum as ofertas serviram a igreja, e sim, para os que estavam em miséria profunda! E mais... para Paulo, era justo que os que tinham pouco (mas eram gentios) dessem até o que lhes era escasso para os cristãos da Judéia.


“Pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos”. Paulo usa, nesse versículo três palavras magníficas: charis(graça), koinonia (participarem) e diakonia (assistência). A contribuição financeira passou a ser entendida como um ministério cristão. Digno de nota, é que os macedônios não contribuíram em resposta aos apelos humanos, mas como resultado da graça de Deus concedida a eles. Não foi iniciativa de Paulo pedir dinheiro aos macedônios para os pobres da Judéia, foi iniciativa dos macedônios oferecerem dinheiro a Paulo para assistir os santos da Judéia. Os cristãos macedônios seguiam as palavras de Jesus: “Mais bem aventurado é dar que receber” (At 20.35).


Infelizmente, por desprezarem o contexto, muitas igrejas têm se transformado num mercado, o púlpito num balcão, o evangelho num produto e os crentes em consumidores. Já há quem diga: “pequenas igrejas, grandes negócios”. Muitas igrejas evangelizam para ganhar dinheiro, em vez de usarem o dinheiro para evangelizar.


Se fossem os preceitos difundidos por Jesus, em primeiro lugar, a contribuição deveria ser motivada pelo amor ao próximo. Foi por isso que Paulo disse que poderíamos dar todos os nossos bens aos pobres, mas se isso não fosse feito [motivado] pelo amor, não teria nenhum valor (I Co 13.1) (vejam que o próprio Paulo restringe a oferta ao amor, jamais como moeda de troca por bênçãos). A graça prometida por Paulo estava mais para a satisfação espiritual (mais próximo do nosso entendimento) do que um retorno de realizações como erroneamente se crê nos dias atuais.


Além do mais, prosperitas (prosperitate), é um termo latino (romano). o judeu queria se referir a algo mais sutil do que a abundância material. Referia-se, naquele contexto, a um estado virtuoso, ditoso, feliz (mas de graça espiritual, não financeiro). As escrituras sempre celebravam algo mais sublime do que o mundano.


Jatos de milhões, carros importados, mansões faustuosas, fazendas, entre outras posses dos modernos sacerdotes poderiam, há muito, saciar a fome de milhões, abrigar milhares de famílias e vestir muitos desamparados. Já tratei neste blog sobre a questão do dízimo e das ofertas com linhas amparadas pelas próprias escrituras e que contradizem as atitudes de pastores como Malafaia, ValdemiroMacedo e tantos outros que abusam da preguiça humana que nos impede de simplesmente consultar suas fragmentadas afirmações em nome de Jesus, o Cristo.


Não faltam testemunhos de pessoas, bem intencionadas, que foram "abençoadas" por que tiveram a atitude de doar às igrejas, o que falta (e nunca é mostrado) são as numerosas fileiras de pessoas que acabaram em desgraça por essa atitude. É fato comprovado que a convicção por uma realização (ainda que sem uma barganha) é tão possível quanto a permutada nos púlpitos com doações, ofertas, propósitos, etc.


Malafaia tem um discurso ímpar e debocha da inteligência de seus seguidores quando afirma que sua fortuna advém da venda de seus muitos livros, CDs e DVDs. Bom... ele teria de ser mais lido do que a autora deHarry Potter, mais ouvido do que Michael Jackson e mais assistido do queTwo and a half men.


Haverá um dia, e isso não é profecia, em que as palavras serão plenamente compreendidas e esses homens conhecerão as entranhas de sua própria teologia. Todos construímos nossa própria Torre de Babel.


Um Asno que só lê e analisa

16 de junho de 2012

Deus Salve as crianças - A volta do Kit gay. Eles não desistem.



Por Rô Moreira

O PT representado pelo LGBT

Quem tanto reclamou da falta da liberdade de expressão imposta pela ditadura militar hoje busca calar a população brasileira com suas bandeiras nas mais diversas áreas, tentando assim destruir os princípios mais elementares de organização da sociedade no que tange a sua moral, atingindo em cheio a família e a religião de toda uma nação, esquecendo que embora mesmo sendo um estado laico o Brasil é constituído por um povo cristão.

Quando uma autoridade utiliza recursos públicos para levantar qualquer tipo de bandeira sem que a mesma seja de interesse da grande maioria, dando assim uma banana para os cidadãos de sua nação, está pessoa constituída deveria rever os seus conceitos e as motivações que o levaram até a sua posição. Pois o respeito é uma via de duas mãos e não se pode querer colocar goela abaixo do povo a sua vontade sem o menor respeito pelo cidadão que o elegeu.

Assim tem agido o PT através do grupo LGBT, eles são agressivos quando tentam impor as suas vontades e não respeitam quem não concorda com os seus argumentos. Chamam as pessoas religiosas de fundamentalistas, mas desrespeitam os símbolos cristãos. A todo o momento se colocam como se estivessem acima dos demais cidadãos desta nação, acima do bem e do mal.

Essa classe pensa que movimenta a economia do Brasil e esquece que eles são apenas cerca de 60 mil casais diante de 37 milhões de casais heteros. Acham que somente eles são intelectuais e os outros lhe devem benevolência contrariando seus próprios princípios. Acham que devem influenciar as futuras gerações, trabalhando no inconsciente infantil através desse famigerado kit gay por imposição, sem que os seus responsáveis possam impedi-los.

Esse argumento exaustivo e sem precedente de que os profissionais de educação são homofóbico já deu o que falar, não faz sentido algum, são argumentos que visa intimidar esses profissionais para assim conseguirem impor suas vontades. Quando ofendem psicólogos de charlatães, pastores de curandeiros e padres de pedófilos, visa também intimidar essas classes para atingir os seus cruéis objetivos de calar essas oposições que são as mais atuantes. Ao afirmar que a prática de brincadeiras infantis de cunho homossexual fazem das crianças seres mais inteligente nos futuro é um dos maiores absurdo que já ouvi.

A ditadura gay entende que devem calar seus opositores através de uma lei que os colocam acima dos demais cidadãos. Querem prender qualquer pessoa que não compartilhe ou aprove os seus ideais com argumentos inverídicos que se trata de uma pessoa homofóbica. Ofendem sem o menor pudor líderes religiosos com seus símbolos e autoridades que não corroboram ou até reprovam a forma como querem se impor diante de uma sociedade constituída. A ditadura gay tem comportamento comunista e se sente protegida por líderes comunistas, mas aos poucos a população vai se conscientizando do mal que estas pessoas estão tentando causar às famílias brasileiras, mas acredito que um a um com o tempo vai perder espaço político e votos como ocorreu com a deputada Iara Bernardi,  que lançou o projeto de lei PLC 122 e perdeu terreno, não sendo reeleita.

15 de junho de 2012

Homem é condenado a mais de dois anos de prisão por dizer que Deus não existe Mensagem publicada no Facebook custou a liberdade de ateu na Indonésia.




Está vendo o rapaz atrás das grades na imagem acima? Ele se chama Alexander Aan e foi condenado a dois anos e meio de prisão após a Justiça indonésia considerá-lo culpado por “espalhar o ódio religioso e a animosidade”. Como ele fez isso? Publicando uma mensagem no Facebook dizendo que Deus não existe.
No início do ano, Aan criou um grupo para discutir o ateísmo e publicou várias mensagens negando a religião, além de imagens satíricas que mostravam Maomé em cenas de sexo. Como qualquer tipo de representação do profeta é considerada uma ofensa às tradições islâmicas, o extremismo das opiniões do rapaz lhe custaram a liberdade — e mais US$ 10 mil, cerca de R$ 20 mil na cotação atual.
Como era de se esperar, a decisão da Justiça da Indonésia dividiu opiniões no país de maioria mulçumana. Muita gente considerou a pena justa, já que Aan ofendeu milhões de fiéis em todo o mundo ao propagar mensagens e imagens que iam contra a crença alheia. Por outro lado, há também quem se solidarize com a situação a ponto de iniciar manifestações no Facebook e petições para que a sentença seja anulada.
Fonte: Bol Notícias


 
Fonte: Bol Notícias

Redenção - o filme! Missões com uma metralhadora nas mãos!

 Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.
Lc 17:10

Assisti recentemente ao filme "Redenção" (O Pastor Metralhadora - título original traduzido do inglês). Já aviso logo que o filme tem cenas impróprias, então assista se quiser. Mas o filme é baseado na autobiografia de Sam Childers e não há como passar pelo filme desapercebidamente. A história é inacreditável e o personagem é um ser humano de carne e osso, um pecador com todas as letras e máculas que se é possível. Contudo, uma lição pessoal que tirei da vida de Sam Childers é que apesar do que somos, apesar de nossas contradições, misérias e compreensão acerca da própria pessoa de Deus, se Ele tem uma obra planejada, Ele vai realizá-la. Em outras palavras, apesar da nossa feiura, Deus será sempre maravilhoso!

Um filme polêmico, um pastor polêmico, mas milhares de vidas estão sendo salvas e protegidas por esse ministério que, ouso dizer, é maravilhoso. No mais, na situação em que Sam Childers trabalha, por que não evangelizar tendo numa das mãos uma bíblia e na outra uma metralhadora? Achei a ótima entrevista abaixo para sua apreciação. Boa leitura e bom filme (se quiser)! Casal 20.

PS - Ah! E a minha oração é que muitas dessas igrejas e muitos desses de nós possamos corar de vergonha diante do exemplo do que o nosso Deus é capaz de fazer através de pessoas tão inúteis como Sam Childers!
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“Pastor Metralhadora”: em entrevista, Sam Childers conta detalhes de sua conversão e do filme que retrata seu trabalho missionário
O pastor e missionário Sam Childers, conhecido como “pastor metralhadora” por seu trabalho em zonas de guerra em países da África, concedeu uma entrevista à emissora norte-americana CSTV falando sobre sua história de vida e conversão.

Na entrevista, Sam Childers fala sobre seu envolvimento com as drogas na adolescência, sobre sua relação com seus pais e esposa e sua conversão.
-Alguns missionários que quiseram me desacreditar começaram a espalhar por toda a região que eu não era um pregador, que eu não era missionário. Eu pregava o evangelho na área mais perigosa da guerra onde nenhum missionário tinha coragem de ir. Quando eu li o que escreveram sobre mim nos jornais, as criticas ao meu trabalho, dizendo que eu não era pregador mas o ‘pastor metralhadora’ eu sentei e chorei. Naquele momento Deus me disse “Levanta e reivindique esse nome, pois eu te honrarei através dele” – testemunhou o pastor.

O filme sobre o trabalho de Sam Childers chama-se “Machine Gun Preacher” (Pastor Metralhadora) e foi dirigido por Marc Foster e estrelado pelo renomado ator Gerard Butler. Childers se mostrou orgulhoso do filme, que foi baseado num livro que ele escreveu: “Deus me deu esse filme. Deus nos deu um dos 10 melhores roteiristas de Hollywood, Jason Keller. Depois Deus nos deu um dos 10 melhores diretores de Hollywood, Marc Forster e ainda Deus nos deu um dos 10 melhores atores da atualidade, Gerard Butler. Quando Deus quer fazer algo por você Ele fará grande. O fime já foi indicado para vários prêmios.

Eu estou dizendo isso para lhe mostrar o quão grande Deus é”.
Confira abaixo a íntegra da entrevista de Sam Childers, com tradução de Wesley Moreira para o Púlpito Cristão:
Jim Cantelon  - Sam, você nasceu e foi criado em um lar cristão, mas as coisas se tornaram muito ruins para você muito cedo em sua vida. Fale-nos um pouco de sua vida.
Sam Childers– Bem, fui eu quem fiz as escolhas na minha vida. Muitas vezes quando fazemos uma bagunça de nossa vida, em algum ponto, tentamos culpar nossos familiares. Eu não posso culpar minha familia pelos minhas escolhas. Eu comecei a fazer escolhas bem jovem, aos 11 anos de idade. Alguns pessoas podem pensar, coisas ruins só acontecem com um menino de 11 onze anos se os pais não estiverem presentes. Não é verdade, meus pais eram presentes, eram nascidos de novo, eram cristãos cheios do Espírito Santo. Eu era de uma familia de classe média, não havia nada de errado com minha familia. Eu tomei decisões ruins quando tinha 11 anos de idade. Comecei fumando maconha, depois usando drogas pesadas ao 13 anos. Com 15 anos de idade eu apliquei uma seringa no meu braço. Então comecei a vender drogas e dali me tornei um ‘braço armado’ para traficantes…
“Braço armado” quer dizer…
Eu era um pistoleiro para transações entre carteis de drogas, minha presença garantia que o negócio ocorreria com tranquilidade.
Você era como um “enforcer”.
Ah… algums pessoas chamariam assim mas nos éramos chamados se houvesse algum problema. Quando algum traficante tentava roubar outro, estariamos ali.
Durante esse tempo em sua adolescência, quando você fazia essas coisas, você respondeu à lei ou sempre escapou da policia?
Eu tive muitos problemas com a lei.
Você já esteve na prisão?
Eu estive na cadeia algumas vezes.
E o seus pais, enquanto isso acontecia, o que eles faziam?
Minha mãe teve uma filha antes de mim mas que veio a morrer. Quando isso aconteceu minha mãe passou por um ataque nervoso. Minha mãe então estava na igreja uma noite e foi profetizado sobre ela que o próximo filho que ela teria seria um pregador. Minha mãe então venceu suas dores e um tempo depois ficou grávida de mim. Outro dia minha mãe estava num congresso e outro pastor profetizou sobre ela que o filho que ela estava esperando seria um pregador. Quando eu completei 5 anos de idade, outro pastor profetizou sobre ela e eu que eu seria um pregador. Mas quando eu cheguei nos meus 15 e 17 anos ela poderia pensar que todos aqueles pastores eram mentirosos. Mas saiba uma coisa sobre minha mãe, ela nunca parou de orar. Ela nunca desistiu do que Deus disse. Ele continuou orando e orando até quando nos meus 30 anos eu parei de fugir de Deus e me voltei para Ele.
Quando aqueles coisas aconteciam com você, na sua adoslescência, você ainda morava com seus pais?
Não, eu sai de casa quando completei 15 anos de idade.
Você tinha contato com seus pais durante aquele periodo?
Minha mãe me escrevia muitas cartas, na verdade eu ainda tenho todas elas, uma pilha de cartas.
Então sua familia nunca lhe desertou?
Não, eles nunca pararam de orar. Meu pai era um homem duro. Meu pai me disse “você é bem-vindo nessa casa em qualquer tempo, mas você não pode trazer as drogas para dentro dessa casa” Por isso eu sai de casa aos 15 anos de idade. Meu pai me disse “Você tem que escolher filho”. Alguns pais cristãos e não-cristãos pensam que isso foi errado. Entendam, existe algo que se chama ‘amor-firme’ e também há algo chamado ‘consequência do pecado’. Mesmo sendo pais, se permitimos que nossos filhos vivam em pecado dentro do lar, haverá consequências para aquele pecado, que eles terão que responder. E meu pai disse “Eu te amo, esse é seu lar” – disse com lágrimas pelo rosto – “Se você for ficar aqui, eu não aceito drogas. Se você for continuar usando drogas, terá que ir embora”. Eu respondi a ele: Adeus! Então eu deixei minha casa com 15 anos de idade.
Onde você foi morar?
Eu sempre fui trabalhador. Meu pai sempre criou seus filhos para trabalhar. Nos sempre tivemos emprego. Eu aluguei um apartamento, que eu transfomei num clube de festa, mas eu trabalhava.
Quando você mudou de vida, lendo seu material, eu não vida nada dramático acontecendo. Foi apenas uma decisão sua?
Sim.
Como se você dissesse “Eu não viverei assim mais”.
Correto.
Sei que você pertencia também a uma gangue de motoqueiros. Sua vida era muito dura e tumultuda. Diga nos o que aconteceu nesse periodo de tempo na sua virada de rumo, quando você mudou de vida.
Eu estava num bar numa noite. Um tiroteio começou e eu quase fui morto. Eu voltei para casa naquele noite e disse para minha esposa – “Vamos mudar daqui” – Ela exclamou “o que?” – eu repeti “estamos de mudança” – Ela perguntou “Mas, porquê?” – Eu contei a ela “Eu quase morri essa noite, eu não tenho problema em morrer, mas eu tenho problema em morrer por nada. E eu quase morri por nenhum propósito.
Então nos mudamos de Orlando para minha cidade natal, na Pennsylvania. Quando chegamos ali minha esposa começou a ir para a igreja. E por 2 anos eu tratei minha esposa muito mal. Eu sentia que havia perdido ela para Deus.
Minha esposa é uma das mais cristãs mais fieis que eu conheço. Quando ele se deu para Deus, não havia mais volta. Ela sempre foi forte em sua fé.
Um dia minha esposa me chamou para ir a igreja com ela. Naquela noite o Espirito Santo moveu-se em mim e eu dei minha vida a Cristo e aquele fogo nunca deixou minha vida. No fundo eu sabia que seria um pregador desde os meus 7 anos eu entendia isso. Desde aquele dia eu gasto a minha vida para levar o evangelho em lugares que ninguém mais quer ir pregar.
Verdade. Você é também capelão várias gangues de motoqueiros. Isso é algo único. Como você prega o evangelho para esse grupos?
Meu apelido por muitos anos era ‘Selvagem’ e agora meu apelido é ‘Pastor Metralhadora’. Você não sabe a quantidade de pessoas que vêem minhas tatuagens e vem pergutam “Você é realmente um pregador?” e ali mesmo eu tenho a ‘deixa’ para evangelizar. Ao tentar pregar o evangelho de Jesus Cristo algumas vezes queremos ‘alimentar a força’. Você não pode forçar um bebê a comer. Damos aos bebês somente um pouquinho, depois aguardamos que o bebê incline a cabeça para frente e abra a boca. Nosso ministério (EUA) trabalha com mais de 2.000 ensinando o Reino, nunca pela força, mas pouco a pouco, pois cada uma dessas pessoas está buscando alguma coisa diferente. Quando forçamos não estamos dando a eles o que eles estão buscando.
É evidente que esses pessoas querem você por perto. Eles querem ouvir de você. Então o problema não é a mensagem que você prega, mas sua maneira de levar a mensagem.
Você não tem ideia do avivamento que está acontecendo no meio dessas gangues de motoqueiros.
Você escreveu um livro de título ‘ Another man’s war ‘ (Guerra de Outro Homem). Esse livro conta sobre o seu trabalho no Sudão.
No Sudão e também sobre o nosso trabalho aqui nos EUA. Eu tenho servido como missionario no Sudão e Uganda por 15 anos. Mas agora nosso ministerio está tambem trabalhando na Somalia, Etiópia e em várias partes do mundo. Combatemos o tráfico sexual aqui nos EUA. O livro conta um pouco de cada coisa que fazemos mas tem o foco no que acontece no Sudão.
O filme produzido por Hollywood é baseado no seu livro?
Tudo é baseado no livro, é um filme maravilhoso. Eu sempre digo às pessoas que quando Cristo começa a se mover em nossas vidas ele faz coisas. Nunca limite o que Deus pode fazer em sua vida. Por muitas vezes pessoas me perguntam ‘Porque tão grandes coisas estão acontecendo na sua vida?” Eles perguntam isso porque mesmo como cristãos eles limitam Deus. Colocam Deus dentro de uma caixa. Quando você coloca Deus dentro de uma caixa dando limites a Ele, você também está limitando Suas bênçãos. Mas quando você abre os seus braços e diz “Deus eu estou aqui para tudo que o Senhor tiver para mim” estando disposto a sacrificar, disposto a atravessar um vale estando disposto a continuar mesmo quando tudo estiver dando errado, Deus lhe fará sair por cima.
Deus me deu esse filme. Deus nos deu um dos 10 melhores roteiristas de Hollywood, Jason Keller. Depois Deus nos deu um dos 10 melhores diretores de Hollywood, Marc Forster e ainda Deus nos deu um dos 10 melhores atores da atualidade, Gerard Butler. Quando Deus quer fazer algo por você Ele fará grande. O fime já foi indicado para vários prêmios. Eu estou dizendo isso para lhe mostrar o quão grande Deus é.
Qual o nome do filme?
Pastor Metralhadora (Machine Gun Preacher). Esse foi o apelido que ganhei muitos anos atrás pelos nativos do Sudão, na zona da guerra, que ao passar pelo galpão que eu estava construindo viram que eu carregava a Bíblia de um lado e uma metralhadora do outro. Então alguns missonários que quiseram me desacreditar começaram a espalhar por toda a região que eu não era um pregador, que eu não era missionário. Eu pregava o evangelho na área mais perigosa da guerra onde nenhum missionário tinha coragem de ir. Quando eu li o que escreveram sobre mim nos jornais, as criticas ao meu trabalho, dizendo que eu não era pregador mas o ‘pastor metralhadora’ eu sentei e chorei. Naquele momento Deus me disse “Levanta e reivindique esse nome, pois eu te honrarei através dele”. Eu tomei posse daquele apelido à 13 anos atrás.
Quando eu fui fazer uma cobertura jornalistica no Líbano me deram uma arma. É muito comum que jornalistas carreguem armas em zonas de combate.
Resgatamos e cuidamos de milhares de crianças orfãs no Sudão e Uganda.
E elas não estão nem ai se você usa ou não uma metralhadora (risos) e não te criticam por que você tem tatuagens ou possui uma motorcicleta.
*** Fonte da entrevista: www.ctstv.com. Tradução Wesley Moreira. Divulgação: Púlpito Cristão.
Fonte: Gospel+

14 de junho de 2012

Pastores questionam silêncio de Silas Malafaia sobre a TV Globo e a questão da Teologia da Prosperidade




O pastor Márcio de Souza, afirma que Malafaia não fala contra a Rede Globo porque "mexe no bolso e ele recua" . Já o pastor Paulo Siqueira afirma que Silas Malafaia é “um exemplo a não ser seguido”



O pastor Márcio de Souza, colunista do Gospel+, publicou artigo questionando os motivos de o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, não ter se posicionado a respeito do capítulo da novela Avenida Brasil em que a personagem evangélica, interpretada pela atriz Paula Burlamarqui, aparece seminua dizendo “tá amarrado”.



Souza afirma que “o cara [pastor Silas Malafaia] se mete em tudo, causa gay, movimentação dos blogueiros, vende bíblia a 900 paus, recolhe oferta da casa própria, lei geral da copa, mas levantar a sua ‘voz profética’ contra a Globo que é bom nada”.



Classificando a falta de manifestação de Silas Malafaia sobre o assunto como “covardia”, Souza afirma que o pastor “fala contra quem sabe que não tem força para reverberar contra ele, mas contra a rede globo que paga a ele pra ele entregar a gente e nosso modo de viver pra comercializar isso, aí mexe no bolso e ele recua”.



O colunista afirma ainda que “a covardia e o conluio dos pastores evangélicos com as instituições poderosas sinceramente me enoja”, e classifica a postura de diversos líderes evangélicos como “a corrupção dos princípios bíblicos”.



Márcio de Souza pontua que o silêncio de Silas Malafaia é “medo de perder o confortável papel dele de aparecer no comercial do ‘Promessas’ fazendo seu jabá. Convicções vendidas. E quem vende convicções, se for preciso vende até os amigos. Esse é o perfil da maioria que anda por aí”.



Leia a íntegra do artigo “Fala agora Malafaia, Fala” de Márcio de Souza, abaixo:



O leitor Edson comentou esses dias sobre a questão da ausência de manifestação do Malafaia com relação a postura da globo de escarnecer da mulher crente com aquela personagem bizarra da Burlamaqui.

Pois é minha gente, o cara se mete em tudo, causa gay, movimentação dos blogueiros, vende bíblia a 900 paus, recolhe oferta da casa própria, lei geral da copa, mas levantar a sua “voz profética” contra a Globo que é bom nada né? Não por cuspir no prato em que come, porque ele já fez isso várias vezes, mas por covardia mesmo. Ele fala contra quem sabe que não tem força para reverberar contra ele, mas contra a rede globo que paga a ele pra ele entregar a gente e nosso modo de viver pra comercializar isso, aí mexe no bolso e ele recua.

A covardia e o conluio dos pastores evangélicos com as instituições poderosas sinceramente me enoja. É a corrupção dos princípios bíblicos como denúncia junto com o medo de perder o confortável papel dele de aparecer no comercial do promessas fazendo seu jabá. Convicções vendidas. E quem vende convicções, se for preciso vende até os amigos. Esse é o perfil da maioria que anda por aí. Se esse é o preço da exposição midiática, prefiro ficar no anonimato.

E no mais, tudo na mais santa paz!

Pastor Márcio de Souza




Já o pastor Paulo Siqueira, líder do movimento “Evangelho Puro e Simples”, afirma que o pastor Silas Malafaia é “um exemplo a não ser seguido”, por causa de suas pregações alinhadas com a teologia da prosperidade.



Siqueira afirma lamentar as “mudanças” que viu no discurso de Silas Malafaia ao longo do tempo, e que o pastor se tornou um plano de marketing: “Tive a oportunidade de ouvir, ao vivo, o sr. Silas pregando nos últimos vinte anos, e infelizmente esse cidadão passou por grandes transformações. Sua mudança ocorre de forma cronológica, pensada e articulada por seus assessores. Do bigode ao implante de topete, muito dinheiro e muito empreendedorismo de marketing foram necessários”.



Comentando a mensagem gravada e veiculada no programa Vitória em Cristo, em que o pastor Silas Malafaia desafiou críticos a apontarem erros teológicos em sua ministração pró-teologia da prosperidade, Paulo Siqueira afirma que “tudo foi milimetricamente calculado por seus assessores” e que a reunião de membros da ADVEC no Arena HSBC é “a imagem perfeita para Silas demonstrar seu poder diante de partidos políticos e seus candidatos, dizendo a todos eles: ‘estão vendo? Eu tenho moeda de troca para barganhar com vocês’”.



Confira abaixo a íntegra do artigo “Silas Malafaia: um exemplo a não ser seguido”, de Paulo Siqueira:



No último sábado, tivemos mais um capítulo da série “Silas Malafaia em busca do poder terreno”, uma série já dura há bastante tempo. Tive a oportunidade de ouvir, ao vivo, o sr. Silas pregando nos últimos vinte anos, e infelizmente esse cidadão passou por grandes transformações.

Sua mudança ocorre de forma cronológica, pensada e articulada por seus assessores. Do bigode ao implante de topete, muito dinheiro e muito empreendedorismo de marketing foram necessários.

No último sábado, sinceramente eu tinha uma esperança, pois o desafio de Malafaia era na Bíblia. Sendo assim, eu imaginava que ele, em temor a Deus e Sua Palavra, apresentasse algo verdadeiro.

Porém, estou decepcionado, pois nada novo foi apresentado.

O pior: tudo foi milimetricamente calculado por seus assessores. Seguindo sua própria orientação, vou desenvolver o texto segundo os temas propostos por ele: duvidar, criticar e determinar.

a) Duvidar

O ambiente do culto foi previamente calculado. Silas reúne em um espaço bastante conceituado no mundo dos espetáculos, pois ficaria mais fácil a exposição midiática. Cada imagem, cada foco descreve isso. O povo não percebeu, mas todos estavam ali fazendo parte de um espetáculo com objetivos já calculados.

A multidão, o local são a imagem perfeita para Silas demonstrar seu poder diante de partidos políticos e seus candidatos, dizendo a todos eles: estão vendo? Eu tenho moeda de troca para barganhar com vocês.

Dos milhares que ali estavam, cada um representa votos a serem explorados.

Nisso, o sr. Malafaia se tornou um exímio profissional, pois sua carreira pastoral não seria a mesma sem seus vínculos políticos. Ele sabe as consequências e os lucros de um apadrinhamento político. Isso é facilmente percebível ao vermos que o antigo pastor bigodudo, que dirigia uma velha perua kombi no início do seu ministério, hoje desfila pelas avenidas do Rio com sua Mercedez blindada, doada por um parceiro.

A prova disso é que nessa última semana foi divulgado nos meios de comunicação uma proposta do Governo Dilma que visa proibir o aluguel de horários na TV aberta, e os primeiros a se manifestarem contra essa medida foram os líderes evangélicos, por se sentirem prejudicados. O interessante dessa notícia é que parece óbvio que líderes evangélicos realmente vêm se utilizando dos espaços de mídia para auto-promoção e para a barganha do povo, por votos, diante de partidos e políticos. Isso é notório pelo número de políticos, futuros candidatos e interessados ou representantes dos meios políticos nos púlpitos dos principais cultos e eventos promovidos por ministérios evangélicos. Ou seja: o meio evangélico já provou que pode agrupar multidões e esse é um terreno fértil para o assédio político. Talvez seja esse o verdadeiro meio que muitos líderes evangélicos descobriram para justificar a sua “prosperidade” ou seu “meio de fé”.

Para líderes como Silas e outros mais, “Deus” e “Jesus” são meros produtos a serem negociados dentro do seu enorme panteão de mercadorias, que estão disponíveis para todo aquele que esteja pronto a pagar. Há uma perda considerável da definição do que é Sagrado e Profano.

“Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles”. Ezequiel 22:26

Segundo ponto a analisar: que o sr. Malafaia não abandona a sua postura de arrogância, prepotência, soberba narcisista. Fica evidente, pelo desdém e pela ironia ao citar aqueles que o criticam, o uso de termos como trouxas, idiotas, babacas, panacas, manés, bandidos, e outros mais que só os bastidores podem revelar. Segundo pessoas que o acompanham nisso, dizem ser comum palavras de baixo calão na boca desse homem.

Esse desrespeito o deixa cego, pois hoje no Brasil calcula-se que o número de blogs pode ultrapassar os cem mil, e muitos dos que têm blogs também têm uma formação. São teólogos, filósofos, sociólogos, antropólogos, e seus blogs são uma forma de estender a todos suas fontes de conhecimento. Muitos blogs nascem no período da graduação ou pós-graduação, ou até no mestrado ou doutorado. É preciso saber que as extravagâncias e o modo de ser nada peculiar do sr. Silas é objeto de pesquisas em muitas universidades, em cursos de mestrado e doutorado, pois sua forma espetaculosa de culto já há muito tempo é percebida nos meios acadêmicos.

Então, chamar blogueiros na TV de idiotas, analfabetos e demais adjetivos pejorativos não responde com a verdade. Essa é a forma que o sr. Silas se utiliza para se corresponder com aquilo que ele acha que é inferior e desprezível ao seu modo de ser.

Ainda há a ira com que Malafaia fala dessas pessoas. Tanto sua postura como seu linguajar estão totalmente contrários ao modo de ser de um verdadeiro homem de Deus, pois a Bíblia nos revela que seremos conhecidos pelos frutos, e frutos do Espírito Santo, e ainda destaca esses frutos:

Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. – Gálatas 5.22

Com certeza, quem já teve a oportunidade de assistir aos programas do Silas Malafaia, percebe que ele se esqueceu desse versículo.

Agora, o ponto central no desafio é a pregação. Silas, de forma que eu também acredito pensada e articulada, apresenta suas idéias em versículos fracionados, ou versículos isolados. Isso é típico de quem tem a arte de manipular através das palavras. O sr. Silas descreve, através de suas pregações, que com certeza não tem conhecimento bíblico necessário para expor, através de uma pregação ou um sermão, as bases do discurso fundamentadas em técnicas básicas da exegese e da hermenêutica, palavras essas que já até ouvi ele citar, porém quem ouve sua pregação vê que é impossível acreditar que ele saiba praticar uma boa exegese e uma boa hermenêutica.

Eu perguntaria: o sr. Silas apresentaria suas idéias, suas bases sobre a Teologia da Prosperidade diante de uma banca acadêmica, formada por biblistas renomados, já que defende suas idéias com tamanho afã? Acredito que não.

Silas descreve, através de sua pregação, que nivela seus ouvintes por baixo, com chavões místicos, muita oratória baseada em histórias pessoais e, quando apresenta alguma coisa diferente, demonstra estar plagiando algum texto ou sermão que nunca fornece a referência. Isso é facilmente percebível, pois falta em seus sermões referenciais teológicos, históricos, antropológicos, filosóficos. Ou seja, é difícil classificar o sr. Silas como teólogo, ou perceber que suas idéias partem de uma teologia sistemática, aprofundada pelo pensamento e pelo mergulho num mundo de idéias.

Com certeza, sua justificativa é a de muitos pregadores do meio pentecostal e neopentecostal: eu prego pelo Espírito. Porém, o mesmo apóstolo que ele usou no sábado para apoiar suas idéias, nos diz:

“Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.’ – 1 Coríntios 14:15

Sabemos que todo ser humano tem seu conhecimento. Paulo Freire destaca em sua obra a sabedoria popular como um dos grandes referenciais para o crescimento dos seres humanos. O que acontece é que o contexto pentecostal é direcionado com projetos onde suas lideranças vivem num mundo cercado por uma forte concorrência pessoal e ministerial. Exemplo disso: é só acompanhar nos sábados pelo manhã aos embates que ocorrem por uma mesmo denominação, em um mesmo período de horário.

Fico a pensar: o que um leigo pensa depois de ficar um sábado, das 8 às 12 horas, vendo a programação da Rede TV? Será que ela seria capaz de definir o que a Assembléia de Deus e quem são os seus líderes?

Isso só é possível depois de meses ou anos mergulhado nessas igrejas, que devido à ganância de seus líderes, se perdem diante daquilo que eles pregam e diante de toda a sua história. Muitos desses líderes provaram dos prazeres do mundo, e se perderam em suas essências, não sabendo mais o caminho de volta, ou muitos não querem voltar ao velho discurso de abençoar pobres e viúvas.

A teologia da prosperidade dá frutos “muito melhores”, pois na medida em que o povo é abençoado, seus líderes também são.

Silas e muitos outros líderes, sem perceber, têm saído de uma teologia sistemática consistente e fundamentada para criar, cada um, as suas teodisséias. Ou seja, eles partem do princípio bíblico, porém vão aos poucos manipulando esses princípios, até que o povo não se aperceba que estão praticando e servindo a conceitos adulterados. Por isso, Silas se utiliza, em suas pregações, da palavra “verdade”. No decorrer do seu ministério, destacou-se por sempre buscar a verdade. Porém, quando é interpelado por suas próprias palavras, ele revela sua ira.

É preciso saber que a igreja brasileira tem mudado. Hoje temos acesso a novas literaturas, melhor formação, e a internet possibilita contato com o mundo todo de forma rápida e segura. Hoje já temos aulas dos grandes centros de pesquisa traduzidas para o português e disponíveis para todos os que desejam o conhecimento. Temos, hoje, editoras traduzindo os livros e autores históricos do cristianismo. É preciso urgentemente que o sr. Silas fundamente a sua teologia, que descubra através de estudos sérios que a filosofia não é um besteirol, mas sim uma ciência que muito pode apoiar o teólogo, pois querer ser um deus numa terra de cegos é algo que será bastante trabalhoso, pois os blogueiros estão atentos.

b) Criticar

Bem, aqui exerço o que é peculiar na minha formação, pois sou teólogo formado em uma instituição teológica conceituada e reconhecida. Possuo pós-graduações e sou um assíduo participante de congressos e seminários, sem contar que sou um leitor apaixonado pelo conhecimento.

Tudo isso para dizer que os termos pejorativos podem até se encaixar a mim, mas me esforço para ser um teólogo que caminha nos passos da vida, pois um teólogo que não se empenha na arte da crítica não entendeu os porquês da sua formação.

O texto apresentado pelo sr. Silas se fundamenta em 2 Co 9. Ele apresenta o texto totalmente fracionado, ou seja, não faz uma exegese do texto. É preciso dizer que citar um texto do Apóstolo Paulo e não fundamentá-lo com a vida do apóstolo é algo terrível para todo biblista. É preciso dizer que o Apóstolo Paulo reflete para nós os passos a ser percorridos de homem pecador a homem transformado e nascido de novo pela ação do poder de Deus.

Então, usar textos referidos ao Apóstolo Paulo sem falar de seu caráter é uma perda de tempo. Paulo é exemplo a ser seguido por teólogos, missionários, pastores, enfim, por homens e mulheres que desejam “VIVER” de forma plena o ministério de Cristo, pois sua mensagem se relaciona com sua vida, pois nele estava o Espírito de liberdade e a teologia da cruz.

A carta aos Coríntios tem sido usada por muitas igrejas para criar teologias não existentes, como por exemplo as doutrinas de usos e costumes, que durante décadas subjugaram as mulheres no seio da igreja. De repente, do nada essas doutrinas desaparecem, e muitos são os pregadores e líderes que até hoje não explicaram ao povo anos e anos de uma doutrina não pertencente à teologia de Paulo.

O sr. Silas apresenta um texto sem antes buscar definições e pressupostos. Isso só seria possível se ele fosse um exímio conhecedor dos textos originais. Ou seja, conhecedor do grego e do hebraico, e das demais línguas antigas. Fazer exegese é um trabalho fascinante, pois é uma forma de interpretar a Bíblia. O grande problema é que muitos pastores de formação pentecostal não se aplicam ao estudo real da Palavra de Deus.

Hoje é possível ter um ”diploma” ou “certificado” teológico de forma tão superficial, que você se matricula, recebe as lições e o diploma, tudo na mesma hora. E muitos são aqueles que acreditam que isso é estudar teologia.

Os efeitos colaterais desses cursos, seminários, institutos e demais formas de dizer que se estuda a Bíblia são as heresias que se multiplicam dia após dia.

O sr. Silas tenta de alguma forma se apresentar como conhecedor da Bíblia, porém ele se aplica dentro do seu contexto, e sabe para quem está falando. Divide o sermão com o intuito de aplicar técnicas de oratória, vindas do seu curso de Psicologia. Ou seja, utiliza-se de pontos de pressão, com informação, palavras responsivas, fazendo com que o público viaje dentro do texto, tendo a impressão de que está totalmente aprofundado no mesmo. Porém, os pontos são batidos à exaustão, e muitos, sem saber, estão dentro de uma teodisséia muito bem pensada.

Ele destaca, em seu texto, palavras como oferta, bênção, glória de Deus, Graça de Deus. Tudo isso como pressupostos para um ato de fé. Em momento algum, ele sai do capítulo referido, pois se partisse para outro capítulo, com certeza seria quebrado o “encantamento” a ser aplicado ao público que o ouvia, pois as cartas aos coríntios não têm como centro a oferta, e não somente a prosperidade. Para Paulo, a mensagem de Cristo é para os que sofrem, para os que buscam um sentido na vida.

Para falar sobre as ofertas, era preciso também dizer do contexto cultural e social da vida em Corinto. Aí, com certeza, entenderia-se o porquê da perícope do capítulo 9 de 2 Coríntios.

Esse é o grande mal de muitos pregadores: utilizar-se do texto bíblico sem conhecer o texto de forma aprofundada. Eu não acredito que o Espírito Santo tenha a capacidade de revelar a um pregador um texto de forma errônea, ou ensinar um texto de forma errada, sabendo que Ele mesmo capacitou a outros para saber aquele texto de forma mais aprofundada.

Temos hoje, no Brasil, teólogos, biblistas que não precisam se utilizar de “americanos” para trazer ensino e conhecimento de qualidade para o seio da igreja brasileira. É preciso dizer que na América há muitas teologias boas. Não sei o porquê o seio pentecostal parece trazer sempre conceitos duvidosos e pouco proveitosos.

Criticar esse texto do sr. Silas fica até fácil, pois o texto apresentado é sua base para justificar sua teologia da prosperidade. Ainda bem que ele mesmo diz, em sua pregação: “eu não sei tudo da Bíblia”. Teologia da prosperidade não se encaixa com nossa realidade cultural e social.

Isso revela o porquê de tantos anos necessários para justificar essa teologia. Somos um continente onde predomina a exploração dos mais fracos. Onde analfabetismo, fome, sede, doenças, falta de saneamento básico, falta de moradia, violência são utilizados como forma de sustento político-social. Onde até mesmo as soluções para todos esses problemas têm o mesmo intuito. Então uma teologia para essa realidade tem que nascer nesse meio, ou seja, tem que ser o reflexo da realidade e da cultura desse povo.

Não adianta ir aos EUA e se deslumbrar com os grandes templos, com a prosperidade de muitas denominações, e colocar tudo isso na mala, e desembarcar no Brasil se sentindo o “inventor da roda”. Essa teologia pode até funcionar nos grandes centros urbanos, porém no interior e nos Estados longínquos, isso não fará efeito algum.

A prova disso é que a fome, a miséria e a morte ainda fazem parte de muitos lugares no Brasil. Teologia da prosperidade precisa ser revista, precisa ser aprimorada por pessoas responsáveis, que tratem a Palavra de Deus com seu verdadeiro sentido. Não basta jogar ao vento, imaginando que ela trará o seu resultado.

c) Determinar

Sei que, se o sr. Silas ou algum dos seus auxiliares, chegou até aqui nesse artigo, com certeza já levei vários nomes pejorativos, que fazem parte do vocabulário dessa gente. Porém, quero aqui fazer lembrança de que muito do que o sr. Silas sonha e almeja ministerialmente, já foi alcançado por um pastor americano da sua própria denominação. Um homem que conseguiu aos sábados pela manhã unificar os quatro continentes em torno do seu programa televisivo. Algo incrível, em se tratando de quase três décadas atrás.

Isso nos faz pensar no que será possível hoje, com todos os avanços tecnológicos disponíveis. Então, o caminho almejado pelo sr. Malafaia já tem um referencial, e eu acredito que, se utilizando dos conchavos políticos, da sua teodisséia, ele irá alcançar e até ultrapassar muitos pastores pelo mundo. Porém, é preciso lembrar também que este pastor americano referido caiu, da mesma forma que subiu, em um escândalo mundial.

Acredito que o sr. Silas terá um programa de auditório na TV, terá um programa interligado mundialmente, porém é preciso lembrar que a soberba, a vaidade, a ganância precedem a queda. O sr. deveria estudar a biografia de grandes líderes mundiais, e com certeza verá uma relação entre todos: não subestime nem despreze as pessoas.

Talvez o sr. esteja me chamando de “profetinha de meia-tigela”, ou outros nomes. Porém, quero deixar aqui, para terminar, um versículo do Apóstolo Paulo, que você não referiu na sua pregação, mas que pode ser lido ao todo:

“Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus”. 1 Coríntios 1:26-29

Certa vez ouvi um provérbio que mudou minha vida, e gostaria de terminar esse artigo com esse provérbio:

“É muito fácil perceber quando alguém fala movido pelo Espírito Santo de Deus: pois com poucas palavras nos toca o coração”.

Precisamos de homens e mulheres capacitados de poucas palavras e que de forma pura e simples nos toque o coração, ao ponto de transformar nosso modo de ser.

Que Deus abençoe a todos.

Paulo Siqueira



Fonte: Gospel+
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