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31 de dezembro de 2012

Eu não sei porque você esta aplaudindo, eu estou falando de Você!




Meu coração não se perturba com relação a sua autoestima; meu coração não se perturba se você se sente ou não bem como eu; meu coração não se perturba se sua vida está andando conforme seus planos; meu coração não se perturba se sua conta bancária está indo bem. Só há uma coisa que me deu uma noite de insônia, só há uma coisa que me perturba por toda a manhã e esta é que: Dentro de cem a grande maioria das pessoas dentro deste prédio possivelmente estará no inferno e muitos que até mesmo professam Jesus Cristo como Senhor vão passar uma eternidade no inferno. Muitas das coisas que você ama fazer Deus odeia, você sabia disso? Você ora por avivamento, você vai a uma reunião de jovens e você quer que Deus mova, mas antes de ir você assisti programas na TV que Deus absolutamente abomina e você ainda se pergunta por que o Espírito Santo não se move, e porque você tem que criar falso fogo, falsa empolgação, pois Deus não está lá! Deus é um Deus santo e a única forma que você e eu podemos ser reconciliados com um santo Deus é através da morte do Filho unigênito de Deus, quando Ele foi pendurado naquele madeiro. Por que você precisa entender que a Bíblia diz que todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus e você não tem idéia do que isso significa, que nós fomos concebidos radicalmente depravados e inimigos de Deus, e que nós nunca buscaríamos a Deus nem nos achegaríamos a Ele. Nós nos rebelamos contra Deus, quebramos todas as leis, não é só o problema de você ter pecado uma vez, o problema é que você nunca fez nada além de pecar. Eu não estou tentando ser duro apenas para ser duro você tem idéia de quanto amor é necessário para estar diante de 5.000 pessoas e dizer que seu cristianismo está quase totalmente errado? A Bíblia diz nos profetas que até as nossas melhores obras são como trapos sujos diante de Deus e por causa disso você sabe o que nós merecemos? A Ira de Deus! Por que eu sou um cristão? Por que houve um momento em minha vida que eu orei e pedi para Jesus entrar em meu coração eu quero que você saiba que a maior heresia na igreja evangélica e protestante, é que se você orar e convidar Jesus para entrar em seu coração Ele com certeza irá entrar. Você não irá achar isso em nenhum lugar das Escrituras; o que você precisa saber é que q salvação é pela fé e somente pela fé em Jesus Cristo. A fé em Jesus Cristo é precedida e acompanhada por arrependimento. Abandonar seus pecados, odiar as coisas que Deus odeia e amar as coisas que Deus ama. Crescer em santidade e um desejo de não ser igual à Britney Spears, e um desejo de não ser igual ao mundo, e um desejo de não ser igual a maioria dos que se dizem cristãos, mas de ser como Jesus Cristo!... (ouvintes aplaudem)... Eu não sei por que você está aplaudindo eu estou falando de você.

- Paul Washer —

Feliz Ano Novo a todos - Que venha 2013

Por Rô Moreira

Como é bom e suave que os irmãos vivam em união.
 Salmo 133. 1
Nada melhor que a união de todos. União na família, união na igreja, união na nação e também na Blogosfera. É que "A união faz a força" e unidos estaremos mais aptos para vencer.


Um ano termina e já nasce um novo, e há grandes desafios para cada um de nós. Então tiremos o medo do novo, o medo do que vem pela frente, e encaremos ele com coragem sempre crendo que Deus é conosco.
Deuteronômio 31:8
O Senhor Deus irá na sua frente; ele mesmo estará com você e não o deixara, não o abandonará não se assuste nem tenha medo.
Neste versículo Deus nos dá todas as chances para vencer todos os desafios. Ele diz que irá na nossa frente, estará conosco não nos deixara e muito menos nos abandonará , portanto mesmo que os desafios sejam grandes não precisamos ficar assustado e nem ter medo porque Deus irá nos ajudar a vencer todos. Talvez você necessite tomar alguma decisão, então dobre seus joelhos e ore a Deus expressando suas necessidades e creia de todo o coração que esta palavra vai se cumprir em sua vida e que teremos um ano de bênçãos.
Quero aproveitar para agradecer também, a todos da Blogosfera Cristã, principalmente aos meus seguidores, que fazem o meu blog ser o que é, e dizer que este ano foi muito bom estar com todos, debatendo, aprendendo, evangelizando, rindo, torcendo... 
Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, ou sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas as aparências, aos que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. 
Com tudo isso, só tenho a agradecer a todos  os meus amigos e irmãos, que estiveram juntos comigo fazendo esta interação, esta rede de amigos e seguidores. Saibam, que esta interação, é que fazem os blogs funcionarem, que em 2013 possamos estar cada vez mais unidos em defesa da fé cristã. Saibam, que um cordão de três dobras é mais difícil de se quebrar. 


Então, que venha 2013..Feliz Ano Novo a todos. Paz!

Deixo este vídeo que faz parte da graça comum que eu tanto gosto da letra,
espero que gostem.

30 de dezembro de 2012

IUR anuncia “Banho do Abre Caminhos” especial de ano novo, com "água vinda do rio Jordão"





A Igreja Universal anunciou que na próxima terça feira, 01 de janeiro, fará um trabalho em todos os cenáculos do Brasil oferecendo o “banho do abre caminhos”, distribuindo água que seria do rio Jordão a fim de abençoar o ano novo dos fiéis.
Durante o programa “Duelo dos Deuses”, o bispo Guaracy Santos, que se apresenta como especialista em paranormalidade, falou sobre rituais de ano novo feitos em cachoeiras e praias, afirmando que esse tipo de ritual faz com que a pessoa busque trevas, quando acha que está buscando luz.
Guaracy afirmou ainda que o banho que será distribuído nos templos da Universal é o mesmo que abriu os caminhos de Jesus para o seu ministério, preparando-o para fazer “um estrago no reino das trevas”. Afirmando que as águas do Jordão foram divisoras de histórias em vários momentos da Bíblia, o bispo diz que foi pessoalmente ao rio para trazer a água que será entregue na igreja.
Ele afirma ainda que esse banho vai lavar toda a nação brasileira da imundície espiritual.
A campanha da igreja foi questionada pelo blog Genizah, que citou o fato de que “o verdadeiro rio Jordão em Israel tem mais coliformes fecais do que uma fossa. Está super poluído em quase todo os seus trechos”, afirmando que não é possível que água utilizada pela Universal seja realmente do Jordão.
Assista na íntegra ao programa “Duelo dos Deuses” que fala do suposto banho:
Assista o trecho específico onde Guaracy fala do banho:
Por Dan Martins, para o Gospel+

ALELUIA, IRMÃOS!!! Carlinhos Cachoeira agora é nosso irmão; se converteu!! Ô GRÓRIAS!!!


Bicheiro se converteu após ser preso, em fevereiro, acusado de comandar esquema de jogos ilegais e de corrupção; condenado pela Justiça, ele não pode sair de Goiânia Futura Press O bicheiro Carlinhos Cachoeira se casou com Andressa Mendonça na casa dele, em Goiânia O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , 49, se casou nesta sexta-feira à noite, pouco depois das 20 horas, com Andressa Alves Mendonça, 30. A cerimônia foi realizada na residência do casal, na rua Lúpus, Condomínio Alphaville Residencial Cruzeiro do Sul, em Goiânia. O evento foi preparado para receber cerca de 50 convidados, e foi fechado aos jornalistas. Os noivos não viajarão em lua de mel, pois Cachoeira tem que pedir autorização da Justiça para sair de Goiânia. Leia mais: 'Estou aliviado', diz Cachoeira ao deixar a prisão em Goiás Especial: Confira a cobertura completa do iG sobre a CPI do Cachoeira A parte religiosa ficou a cargo de um pastor da Igreja evangélica Videira. Cachoeira se converteu ao neopentecostalismo depois de ter sido preso, em 29 de fevereiro, sob acusação de comandar esquema de jogos ilegais e corrupção de agentes públicos. Ele foi condenado em primeira instância a 39 anos de prisão pelos crimes e recorre em liberdade. Congresso: Sob protestos, CPI do Cachoeira termina em 'pizza' Justiça: Cachoeira é condenado a cinco anos em regime semiaberto A festa para os convidados acontece no mesmo local da cerimônia religiosa. Sobrinho de Cachoeira, o vereador de Anápolis Fernando Cunha Neto (PSDB) é um dos convidados: "Hoje é aniversário da minha filha. Mas vou tentar ir para lá mais tarde." O evento tinha sido marcado para o dia 22 no clube social do condomínio de luxo, mas foi adiado. Cachoeira e Andressa se conheceram em 2009, durante um jantar na casa dela e do então marido, o hoje senador Wilder Morais (DEM-GO). Áudios da Operação Monte Carlo revelam que o relacionamento começou enquanto ela ainda era casada. Em agosto, o bicheiro aproveitou a audiência na Justiça Federal em Goiás para dizer a Andressa que se casaria um dia depois de ser solto. Cachoeira deixou a prisão nos primeiros minutos em 21 de novembro e voltou a ser preso em 7 de dezembro. Deixou a cadeia quatro dias depois e marcou a data do casamento. O casal não poderá cumprir a tradição de passar a lua de mel em viagem. A condenação imposta pela Justiça inclui retenção de passaporte e determinação para permanecer em Goiânia. Qualquer viagem deve ser autorizada pelo Poder Judiciário.

Ulttimo segundo

Paul Washer fala aos blogueiros Jovens metidos a teólogos.

Veja abaixo uma excelente mensagem de Paul Washer. Nesse vídeo o pastor americano traz conselhos preciosos aos jovens Blogueiros.

O vídeo foi traduzido pelo IPRÓDIGO.

29 de dezembro de 2012

Nivea Soares - Marque sua geração com a presença de Deus (Mensagem)

Ao meu ver, neste vídeo Nívea acaba atacando sua própria comunidade de fé (Batista da Lagoinha).Que diz servir a Jesus, mas faz negociata com o pecado (Globo). Tenham todos um bom final de semana.Paz!

Reflexões sobre o Cristianismo Puro e Simples, de C. S. Lewis



O cristianismo está ao alcance de todos, mas nós vivemos numa cultura que não apenas não é cristã, como investe pesado na construção de barreiras para nos impedir de compreender a fé cristã pelo que ela realmente é: um caminho verdadeiro para a vida. Todos nós temos uma vida espiritual, uma vida que não é meramente biológica. Esta cultura nos faz pensar que para ser a favor de uma devemos ser contra a outra. Nenhum sistema de crenças é tão rejeitado pelo mundo moderno quanto o cristianismo puro e simples, e uma das melhores formas de rejeitar a fé é associá-la com o que há de pior no homem.


Antes de tudo, devemos entender duas coisas sobre C. S. Lewis e seu objetivo com esse livro: 1. Lewis não está pregando para atrair membros para sua igreja, ele está falando de como é a vida sob a perspectiva da fé cristã, em contraste com a vida fora da fé cristã. 2. O sentido do termo “cristão” deve ser descritivo e não um simples elogio. No sentido profundo, não podemos julgar quem é realmente cristão e quem não é. Você pode ser um não-cristão cheio de qualidades, ou um cristão com poucas qualidades. O que importa é estar disposto a compreender o sentido da fé cristã para sua vida e a viver de modo consistente com suas crenças.

Livro I: O Certo e o Errado como chaves da compreensão do mundo.


Todos nós separamos o certo do errado. Alguém que diz que não existe certo e errado não consegue viver de acordo com isso. Sem certo e errado, nada do que fazemos tem qualquer sentido. A natureza humana é regida por leis naturais específicas do homem, que são chamadas de leis morais. A diferença entre as leis morais e as outras leis naturais é que elas só podem ser obedecidas voluntariamente. Uma pedra não tem escolha quando a soltamos no ar. Mas uma pessoa tem escolha entre fazer ou não fazer aquilo que a sua própria moralidade recomenda. Por isso o homem é capaz de experimentar a dúvida moral.
No livro Abolição do homem, Lewis debate sobres os valores tradicionais, universais e objetivos, que ele chama de Tao. Ele deixa claro que a religião judaico-cristã foi apenas uma das culturas que defendeu o Tao, dando sua própria interpretação para ele. As diferenças culturais, quando se trata das leis naturais, são superficiais. Em todas as culturas a moralidade humana parece ser regida por algumas leis comuns. Imagine como seria uma cultura que não se aproximasse nem um pouco do Tao. Provavelmente ela seria inviável. Se não existisse lei natural para limitar o comportamento humano, não poderíamos diferenciar o que é justo do que é injusto. Mesmo quando eu rejeito uma lei, eu a rejeito em vista de outra lei. Nunca consigo rejeitar tudo que faz parte do sistema moral.
Ninguém segue a lei natural à risca. Os erros fazem parte do aprendizado, mas só podem ser compreendidos enquanto erros quando há uma noção do que não é um erro. Eliminar a noção de erro seria querer eliminar o sentido da ação humana. Mas o sentido da ação não é definido por uma lista de coisas permitidas e uma lista de coisas proibidas. Todas as ações são geradas por impulsos, e não há impulsos humanos que são bons por si sós ou maus por si sós. A lei natural indica quando seguir um impulso e quando não segui-lo. Se a lei natural não levasse em conta o contexto, não exigiria ponderação. Da mesma forma, na música não existem notas que são em si mesmas boas ou más, mas sim notas que formam uma melodia e notas que são dissonantes em relação a essa mesma melodia.
A lei natural não é instintiva nem é equivalente ao instinto. Os instintos são cegos, competem entre si e precisam de uma força ordenadora. Ao mesmo tempo em que o instinto de preservação da espécie nos diz para salvar a vida de alguém, o instinto de auto-preservação nos diz para deixar outra pessoa fazer isso. Não escolhemos com base no instinto mais forte, ou não estaríamos realmente escolhendo. Sem a capacidade de seguir ou não seguir os preceitos morais, nós perderíamos nossa liberdade. Se fôssemos meramente seres movidos por impulsos ou pulsões nossa vida perderia o sentido: seria caminhar num espaço infinitamente vazio.
Os instintos podem ser despertados ou adormecidos, atiçados ou amortecidos. Se isso é verdade, então aquilo que dá vazão ou repreende um instinto não pode ser o próprio instinto, mas uma qualidade moral. O impulso não determina necessariamente o nosso comportamento, mas nós criamos dispositivos para facilitar ou dificultar a manifestação dos impulsos. Ser equilibrado é ter o poder de dizer não a um impulso forte, e sim a um impulso fraco. Por isso o senso moral não é a repressão dos impulsos malignos, mas a liberdade de escolher sem se sujeitar aos impulsos.
“A coisa mais perigosa que podemos fazer é tomar um impulso de nossa natureza como critério a ser seguido custe o que custar”, diz Lewis. E muitos vilões de histórias em quadrinhos são exatamente aqueles que querem fazer o “bem” a qualquer custo.
Será que nós tivemos algum avanço moral desde o tempo em que queimávamos bruxas na fogueira? Nós só deixamos de fazer isso porque não era mais conveniente. Nós não deixamos de queimar bruxas por um avanço moral ou maior respeito à vida humana, mas porque não acreditamos mais em bruxas. Não deixamos de escravizar porque passamos a respeitar os seres humanos, mas porque outros modos de exploração são mais efetivos.
Ser maligno é diferente de ser inconveniente, assim como ser bom é diferente de ser conveniente. Certo e errado transcendem os fatos, se trata de algo que ocorre no coração.
Hoje em dia as pessoas acreditam num deus domesticado, que não nos ensina como viver e não interfere com nossa vida. É o equivalente ao acaso ou à totalidade das forças. Essa crença o liberou do fardo de viver para além do presente. Mas viver pelo presente acelerou o processo de degradação. Quando se avança sem saber para onde se está indo, não adianta acelerar para tentar chegar mais rápido.
Deus é a pessoa que mais tememos encontrar, porque é o único que nos conhece totalmente. É muito difícil admitir que nós estamos atolados na maldade e não sabemos o que fazer para mudar isso. É preciso buscar a verdade, e não o consolo. Se a doença é curada, acaba a dor, mas acabar com a dor não cura necessariamente a doença. Nós reclamamos de Deus quando ele não acaba com a dor, mas não queremos que Ele cure as doenças que nos causam prazer.

Livro II: No que acreditam os cristãos

Pessoas dentro e fora do cristianismo têm dificuldade de distinguir entre o que é preciso e o que não é preciso para ser cristão. Desde seu princípio, o cristianismo pregou a metanóia, a mudança das disposições mentais. A ênfase de Cristo foi restaurar crenças vitais sobre o sentido da vida.
Se analisarmos uma crença comum hoje em dia, que aceita Deus como uma força que anima o universo, porém não interfere no curso da história (e até Richard Dawkins diz ser simpático a essa noção), e pensarmos como chegamos a acreditar nisso, podemos chegar a uma filosofia influente, que defende a ideia de que “Deus é Natureza”.
Se levarmos o panteísmo a sério, significa que o mundo é Deus, e se acreditarmos nisso, devemos concluir que nada no mundo pode estar no lugar errado, e nada pode ser corrigido. Quando nos perguntamos o que fez o mundo dar errado, de onde tiramos a ideia de “errado”? Só pode haver algo errado se houver algo certo. Se nós despedirmos os conceitos de certo e errado, então como discernir entre “como as coisas são” e “como as coisas não são”? Se nós podemos estar iludidos sobre algo, então tem que haver algo que não é ilusão. Como poderíamos reconhecer a falta de sentido sem reconhecer o que é ter sentido? Se a vida não tivesse um sentido intrínseco, de onde surgiria o sentido de ter que dar um sentido à vida?
A mensagem da fé cristã é simples, mas não simplista. O mundo é complexo, e a fé se aplica a toda a sua complexidade. As pessoas costumam a pedir que a fé seja apresentada de um modo simples para então rejeitá-la por ser um modo simplista de olhar para um mundo complexo. Mas se apresentamos a profundidade da fé, elas rejeitam por não ser simples o suficiente para a capacidade mental da maioria das pessoas. Essas exigências servem para desqualificar qualquer sistema de crenças.
Caminhar na fé cristã não é uma coisa fácil. A fé nunca foi atraente nem agradável, ela é surpreendente e sempre exige esforço compreensivo, não importa qual seja seu nível de conhecimento. Se “ser bom” significasse apenas fazer algo que a sociedade considera bom, então não precisaríamos do Bem, poderíamos concordar com o panteísmo de Spinoza.
Muita gente pensa que o bem e o mal são apenas dois lados da mesma moeda. Mas enquanto o bem tem valor em si mesmo, ninguém ama o mal pelo mal. Nós sempre fazemos o mal com vista a um objetivo, e não pelo simples e puro ato de ser mau. Imagine a coisa mais maligna que você poderia fazer. Por mais maligno que seja seu plano, se vier alguém e mudar seu plano, você talvez diga: “Não estrague meu plano perfeito!”. O mal é apenas um modo incorreto de procurar pelo bem.
No cristianismo não há dualismo entre Bem e Mal, porque o modo de existência do Bem é diferente do modo de existência do Mal, de forma que não são dois lados da mesma coisa. Não há dualismo entre Céu e Terra, nem entre Matéria e Espírito. Essas coisas são diferentes, mas não formam dualidades, como pregava o Maniqueísmo e o Gnosticismo.
O cristianismo vê o mundo como um território ocupado pelo inimigo. Citando Lewis, “O cristianismo é a história de como o rei por direito desembarcou disfarçado em sua terra e nos chama para tomar parte numa grande campanha de sabotagem”. A igreja é um lugar para onde vamos para ouvir quais são os planos do rei para retomar o que está nas mãos do inimigo.
O atual estado de coisas está de acordo com a vontade de Deus? Se você disser que sim, então que Deus seria esse? Se você disser que não, então como pode ser que exista algo que contrarie a vontade de um ser absoluto? Este é o problema do mal, já conhecido pelos gregos 300 anos antes de Cristo. O cristianismo não se esquiva dessa pergunta. Deus nos deu liberdade para pudéssemos ter responsabilidade. Se nós não tivéssemos a possibilidade de fazer uso da liberdade para efetivar o mal, não seríamos livres. E se pudéssemos fazer o mal, mas Deus nos poupasse de todas as consequências de nossos atos, então não aprenderíamos a ser responsáveis.
Não podemos temer a palavra “autoridade”. A maior parte das coisas que acreditamos, acreditamos em função da autoridade de alguém. Não reconhecer qual é a autoridade que você está seguindo não é o mesmo que não seguir nenhuma autoridade.
Não precisamos ter medo do erro. O cristianismo não exige que sejamos impecáveis, mas pecadores capazes de nos arrepender sinceramente e mudar, fortalecendo a fé. Todo ser vivo é capaz de se ferir, mas também de se regenerar. A culpa impede que a fé se regenere depois da batalha.
Deus não ama nossa bondade, é por meio Dele que somos bons.
Não podemos dizer que Jesus foi apenas um grande mestre da moral. O que ele disse é algo completamente absurdo se saísse da boca de um simples humano. Ele disse que nos perdoa por nossos pecados. Como alguém pode nos perdoar por nossos pecados, como se fosse ele o único ofendido? Jesus não nos deixa escolha: ou ele era um lunático, ou era muito mais que um grande mestre da moral.

Livro III: Conduta Cristã

A moral é um modo se conduzir, ou seja, um modo de caminhar numa jornada para que seja possível chegar até seu destino. Existem três exigências da moral: 1. Que os indivíduos não entrem em colisão entre si, mas consigam conviver em paz. 2. Que o indivíduo esteja bem consigo mesmo, não entre em conflito consigo mesmo. 3. Que nós saibamos para onde estamos caminhando. Podemos fazer analogia com uma banda: 1. É preciso que você não atrapalhe os outros membros a tocar. 2. É preciso que você saiba tocar seu próprio instrumento. 3. Vocês precisam saber que música vocês estão tocando.
Uma coisa pode ser moralmente errada mesmo que não faça mal a ninguém, porque não basta seguir apenas uma ou duas regras. Ou as três são seguidas, ou não chegaremos a lugar algum.
Uma pessoa não se torna boa pela imposição. Se o indivíduo não tem o desejo de fazer o bem, suas boas ações de pouco valerão.
A perspectiva do cristianismo deveria mudar muito a forma como nos relacionamos e valorizamos as pessoas. Pois se realmente acreditamos que o ser humano possui uma alma eterna, significa que ele durará muito mais do que todas as coisas transitórias que construímos nesse mundo.
Existem quatro virtudes cardeais: 1. A prudência, que é pensar no que você faz. 2. Temperança, que é saber quando parar. 3. Justiça: que é não desprezar a verdade. 4. Fortaleza, que é coragem de enfrentar o mal e suportar a dor da boa escolha.
A virtude não se resume a uma lista de ações virtuosas, mas está dentro da pessoa que usa esses critérios para guiar sua ação.
É verdade que Jesus não foi o primeiro a falar dessas virtudes. Mas aparentemente ninguém quer o projeto de Deus por inteiro. Nós selecionamos as partes que queremos, e descartamos a outras. Queremos as coisas mais fáceis de fazer, mas não as coisas mais difíceis. Queremos concordar com o amor ao próximo, mas ao mesmo tempo é muito difícil colocar isso em prática.
O maior obstáculo à caridade é a insegurança quanto ao futuro. Não adianta o quanto Jesus diga que não devemos ficar ansiosos quanto ao que comeremos amanhã, parece que essa ansiedade está cada vez mais presente. A caridade cristã é diferente do projeto social voltado somente às “necessidades básicas”. Não é um projeto político de esquerda nem de direita. A moralidade social do cristianismo é atender às verdadeiras necessidades das pessoas. A paz de Cristo é bem diferente da “eudemonia” grega.
fé cristã não é um tipo de psicanálise. A psicanálise pode ajudar um homem que tem medo de sair na rua, mas não o orienta para saber o que fazer quando ele sair na rua.
Deus julga por escolhas morais. Se você ainda reconhece que faz o mal, não é tão mau quanto aquele que não reconhece a diferença entre bem e mal. Só reconhecemos o quanto nós somos maus quando resistimos ao mal. Um homem que se entrega com muita facilidade ao mal não sabe qual é o seu nível de maldade. Quando resistimos ao mal é que ele se mostra com seu verdadeiro poder. Só descobrimos o grau da nossa dependência quando tentamos abandonar um vício.
A moral sexual existe em todas as culturas. A lei cristã é uma lei de amor, ela não contraria a natureza do amor. Quando nos apaixonamos por alguém, o que sentimos é real. Sentimos um desejo natural por declarar e ouvir uma declaração de fidelidade. A fé cristã exige que os amantes levem a sério aquilo que sua paixão os impele a fazer, e assumam um compromisso.
Sobre o perdão, se eu odeio meu pecado por amor a mim mesmo, então devo fazer o mesmo com os outros: odiar o pecado deles pelo mal que este pecado causa a eles mesmos.
Existem três virtudes teológicas: A humildade, a fé e a esperança.
O orgulho, que é falta de humildade, é o pior pecado, porque é competitivo por si mesmo. Quando desprezamos os outros por completo, estamos inundados de orgulho. Sempre que somos regidos pelo orgulho, criamos um deus imaginário, que é uma projeção de nós mesmos.
A caridade se fortalece agindo como Jesus agiu. Você só pode se importar com alguém se experimentar viver assim.
A esperança é indispensável para agir. Não podemos mudar nada no mundo se nossa esperança está na riqueza. Se nosso objetivo é obter prosperidade material, perdemos tanto este mundo quanto o Reino de Deus, porque isso significa desconfiança de que nada nos faltará se colocarmos o Reino de Deus em primeiro lugar.
Existem três vias para se lidar com a insatisfação quanto ao estado de coisas no mundo: 1. Culpar as coisas do mundo e buscar outras coisas do mundo. 2. Desistir de tudo e dizer que tudo é insuficiente, que nada neste mundo irá mudar. 3. Não se acomodar com este mundo, mas transformar a si mesmo pela renovação da mente, a fim de experimentar qual é a boa vontade de Deus.
 é manter-se firme naquilo que a razão já aceitou como necessidade, mas as contingências querem negar. Variações de humor e situações delicadas nos fazem duvidar de algo que tínhamos certeza, mas nos arrependemos dessa dúvida quando voltamos à razão. Por isso nos envergonhamos, pedimos perdão, e tentamos nos reconciliar com pessoas que possamos ter acusado injustamente de traição. Fé é manter-se firme numa decisão que pode parecer muito duvidosa em certos momentos, mas tem base na razão. A fé não exclui a presença da dúvida nem do questionamento acerca da verdade das afirmações e da realidade das coisas. Exemplo: Podemos ter certeza de que não há nada perigoso no escuro, e mesmo assim ter medo do escuro.
Não conhecemos a força do mal que há em nós até decidirmos enfrentá-lo. Quem enfrenta o mal faz com que ele adote estratégias mais agressivas. Ter fé é permanecer na decisão pelo bem por mais que o mal se apresente sob formas inesperadas.
Não há nada que você possa dar a Deus que ele não tenha te dado antes. Deus oferece tudo em troca de nada, e por isso não faz sentido barganhar com Deus. Ele não está exigindo que você O ame. Ele é O Caminho, A Verdade e A Vida, e amar a Deus é uma necessidade para nós, não para Ele. Deus se apresentou para ser amado para o nosso próprio bem.

Livro IV – Além da personalidade

O que o cristianismo tem a dizer sobre a personalidade? A teologia nos diz que nós somos filhos de Deus, mas que Jesus é o único Filho de Deus. Como pode? Ele é o Filho gerado, sempre existente. Jesus é ao mesmo tempo plenamente Deus e plenamente Homem. No Filho, não só a Divindade como a Humanidade é revelada à humanidade.
Existem dois conceitos de vida: bios e zoe, a vida natural e a vida espiritual. O cristianismo obtém conhecimento experimental sobre a zoe por meio da comunidade.
Para Deus todo tempo é agora, e Ele nunca esteve calado. Sua Palavra está ativa é por meio dela que Ele cria o mundo.
Deus é amor, mas o amor não é Deus. Todo amor emana de Deus, mas Deus não pode ser reduzido ao conjunto das emanações do amor.
A bios quer reinar sobre nós, ela quer prioridade e exclusividade. Por isso o mundo vende o pecado dando duas ou mais opções: “Você quer comprar a vista ou a prazo?”. Ficamos discutindo qual opção é melhor e esquecemos da terceira opção: não comprar.
Quando somos pegos desprevenidos é que revelamos quem realmente nós somos.
Ser moral é diferente de estar em Cristo. Você pode seguir toda a lei, e ainda assim Jesus exige algo que você não esperava ter que cumprir. Somos quase sempre impulsionados pelo medo. Mas a covardia é mais perigosa que a coragem, porque ela gera um ciclo vicioso. Escolher seguir Jesus é a decisão mais difícil que existe. Deus cura a doença por completo, e isso quer dizer que Ele nos cura tanto do que nos incomoda quanto do que nos agrada. Por isso é comum que alguém só venha procurar cura quando não há mais como viver com a doença. Mas na maioria dos casos não é assim, e o mundo moderno nos deu uma boa quantidade de doenças agradáveis, que nos matam aos poucos, sem que a gente perceba.
Quem não quer ser curado de tudo não quer seguir Jesus, porque santidade é diferente de bondade. Se você quer apenas aprender como ser uma pessoa melhor, não precisa de Jesus. Se aceita Jesus, significa que vai ter que aceitar que Ele tome conta da sua vida a transforme completamente, e cure aquelas doenças que você não sabia que tinha, e algumas que você até mesmo gostava de ter e chamava de bênção.
Tudo que provém de Deus se descaracteriza ao se afastar de Deus. Se tudo que nos faz ser quem somos provém de Deus, a única forma sermos autênticos é nos entregarmos totalmente para Deus. Se nós quisermos ser nós mesmos distantes Dele, não seremos mais nós mesmos. Ao nos entregarmos, Deus nos acolhe por completo, como fomos feitos para ser.
Cada aspecto que faz de você o que você realmente é foi criado por Deus. Todo aspecto inautêntico foi resultado de um afastamento em relação a Deus. Se nós ignoramos qual o sentido de nossa existência, não sabemos como viver, assim como não saberíamos o que fazer com um artefato alienígena que não se parece com nada do que conhecemos. Acabamos brincando com a vida, achando que a vida é o que que que façamos dela. Fazendo o que não deveria ser feito e agindo sem compreender o objetivo da ação. A pergunta que Deus responde é a seguinte: “Senhor, o Senhor me fez assim, me deu tudo que eu tenho, mas eu não sei o que fazer com isso. Tudo que eu tento fazer parece acabar dando errado. O que o Senhor quer que eu faça com isso, com essa vida? Eu não consegui nem sequer compreender qual a minha função. Para que eu sirvo?”.
Os pecadores procuravam Jesus porque os sãos não precisam de médico. Então não faz sentido dizer que você não pode ser cristão porque tem esse ou aquele defeito. A questão é o que você ama mais, seu pecado ou sua vida. Uma nova criatura não é exatamente uma pessoa boa, mas é uma pessoa nova, que não é mais determinada pelos fatores que condenavam a pessoa velha. Deus não quer que você seja apenas melhor, mas sim uma nova pessoa, capaz de tomar as decisões que não conseguia antes.
Não podemos privilegiar nosso próprio conceito de bom. O plano de Deus pode ser bem diferente. A transformação proposta por Deus não é exatamente uma evolução. Ela é voluntária e vem de fora da natureza.
Os cristãos serão todos iguais por serem todos imitadores de Jesus? Não. O fato de que a mesma luz incide sobre todos não faz todos serem iguais. A luz realça as diferenças, como o sal realça o sabor. Jesus pergunta: o que poderia fazer o sal voltar a ser salgado? O que poderia fazer a luz voltar a iluminar? O que poderia fazer o humano voltar a ser humano? O que pode fazer você voltar a ser você?
Querer ser você mesmo independente da fonte primária é querer se conformar com o resultado de incontáveis variáveis, hereditárias ou adquiridas, que não estão sob seu controle. Isso é o que realmente significa ser do mundo: estar alienado daquilo que te faz a pessoa que você é.
por Janos Biro
Fonte: https://sites.google.com/site/janosbirozero/Antizero/mini-blog/reflexoessobreocristianismopuroesimplesdecslewis

28 de dezembro de 2012

Combatendo a hipocrisia humanitária na Igreja.






Rô Moreira

Atualmente estamos evidenciando um termo muito comum e complexo no meio cristão, chamado de (hipocrisia humanitária), que trás em seu bojo, boas obras, amor, zelo pelos necessitados, onde se abraçam todos, amam a todos de qualquer maneira, onde se fala de paz, amor e bondade, mas acolhem pecados esquecendo das verdades Bíblicas. Onde os seus objetivos é trazer o maior número de pessoas e mostrar que seus ministérios são abençoados, pois quantidade hoje é sinônimo de estar dando certo e que Deus se faz presente.

Mas isso não é novidade alguma, vem de longas datas. O apóstolo Paulo sentiu na pele quando precisou combater os falsos profetas, e disse: “E com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples” (Rm 16:18). Como podemos ver, é muito difícil combater os falsos profetas. Combater quem oferece um amor sem justiça, usando de palavras que agrada a todos, como é difícil combater os que se mostram simpático o tempo todo para conquistar a grande massa, mesmo que para isso tenha que distorcer a verdade, dando legalidade ao pecado, enganando assim os simples e os incautos. Isso tem invadido todas as esferas das igrejas, daí, presenciamos seminários cheios de pastores liberais lecionando, igreja de todos os tipos e gostos, antigos ícones da pregação evangélica invadindo a internet com heresias, mas quando deparam com o contraditório e suas argumentações bem fundamentadas, desqualificam a Bíblia, dizendo que ela só contém, mas não é a palavra de Deus. Como é difícil para os que amam a verdade, combater toda essa “falsa piedade” travestida de evangelho. Os que amam a sã doutrina não fazem o politicamente correto, os que amam a verdade (Biblia) são tidos como fundamentalistas, bibliólatras que amam mais o papel do que o ser humano. Como isso tem cansado os soldados de Cristo.
Lutero contou, que certa vez estava muito deprimido e sob enorme peso de todas as pressões sofridas por causa da Reforma e das perseguições, que sempre colocavam a sua vida sob constantes riscos. A preocupação com a sua família e com a igreja eram evidentes, a ponto de que todos os argumentos de Katharina, sua esposa, não estavam surtindo nenhum efeito sobre ele naquele estado. Ao perceber a grave situação de momento, Kate, se vestiu completamente de preto e Lutero ao vê-la vestida assim, perguntou: “Você vai a algum funeral?”; “Não”, respondeu Katharina, e continuou: “mas uma vez que você resolveu agir como se Deus estivesse morto, eu queria acompanhá-lo no seu luto”. Lutero disse que ao receber o impacto dessas sábias palavras e atitude de Kate, compreendeu a mensagem. Afirmou com bastante propriedade, acrescentando ser inclusive para sua grande vergonha, levantando-se em seguida e completamente recuperado!

Hoje muitos tem se sentido assim e buscam lutar em defesa da fé cristã, mas veem abafadas as suas vozes. Estão desprotegidos, não podem confiar nos grandes pastores conferencistas que só pensam em arrecadar com suas pregações cheias de sofisma e mentiras escandalosas para enganar os simples, enquanto pastores sérios veem os seus ministérios prejudicados pela desconfiança do povo, que um dia foi iludido por um desses lobos. Os auxiliares desses homens são chamados de pastores e são repreendidos a todo o momento na TV, desqualificando uma função tão nobre e respeitada em outros tempos. O cansaço de Lutero se justifica, o bom combate de Paulo também. A pressão vem de todos os lados, seja de fora ou de dentro.

Assim como Lutero, quantos de nós não estamos cansados de defender a sã doutrina? Quantos de nós não estamos cansados de ver pessoas cegas defendendo seus gurus cheios de métodos feitos por eles mesmos, em depreciação da palavra de Deus? Ovelhas fãs, cheias de razões defendendo seus ídolos e seus deuses permitindo que falem mal da palavra de Deus, que falem mal de Jesus, desde que não toque em suas vacas sagradas. Quantos de nós nos sentimos sozinhos em meio a tantas heresias, a tanta adoração ao homem? Tenho certeza que muitos já pensaram em desistir, de ir de encontro à multidão, mas não se esqueçam de que foi a multidão quem crucificou Jesus. Hoje eu fico estarrecida em saber que já existem crentes não praticantes, coisas que em outras épocas era exclusividade dos católicos. Mas aí, me lembro do que Paulo já nos advertia quando disse: “Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2ª Tm 4:3-4).

Portanto não nos cansemos de combater esse politicamente correto, esse "eu"vangelho que agradam a todos, menos a Deus.

 Sigamos salgando!



27 de dezembro de 2012

A beleza da Expiação Limitada ou Rob Bell está certo?




Josemar Bessa


"A Expiação foi limitada?" grita alguém. "Como você se atreve limitar a expiação?!" A pessoa pode gritar o quanto quiser sobre a grandiosidade da expiação ( que é totalmente impressionante de fato ), mas todos a limitam em algum grau, exceto os universalistas, o que os leva a clara heresia.


A verdade trazida de volta da escuridão através da Reforma, mostra simplesmente os limites tencionados pela expiação bíblica. Ou seja, 100% daqueles para quem ela foi destinada, para quem o sangue de Cristo foi derramado, de fato os seus pecados são expiados, ela (a Expiação) é completamente eficaz.


O Semi-pelagiano limita o poder da expiação. Ou seja, diz que ela foi feita para todos os seres humanos os que estarão no céu e ou que estão e estarão no inferno - ou seja, o pecado de todos foi pago, mas muitos terão que pagar de novo – afetando completamente a justiça de Deus por cobrar e punir o mesmo pecado duas vezes, em Cristo na cruz, e no pecador perdido no inferno. É por isso que a posição universalista, apesar de biblicamente ser clara heresia, pelo menos obedece a lógica – se o pecado de todos foi efetivamente castigado em Cristo, logo todos estão salvos. Isto é lógico (se o pecado de todos tivessem sido expiados na cruz), não faz Deus injusto... mas claramente não é o que o Bíblia ensina – Mas não há lógica em dizer que o pecado de todos foi expiado, e que apesar disso o homem terá que pagar por esse pecado de novo, fazendo Deus injusto de forma mais básica que se possa imaginar.

Por isso, John Owen, um dos grande puritanos e um dos maiores teólogos da história da igreja, resume as coisas dessa forma:

“O Pai impôs Sua ira devido a, e o Filho suportou o castigo por, um dos três:



1. Todos os pecados de todos os homens.


2. Todos os pecados de alguns homens, ou


3. Alguns dos pecados de todos os homens.

No qual caso pode ser dito:
a. Que se a última opção for a verdadeira, todos os homens têm alguns pecados pelos quais responder, e assim, ninguém será salvo.


b. Que se a segunda opção for a verdadeira, então Cristo, no lugar deles sofreu por todos os pecados de todos os eleitos no mundo inteiro, e esta é a verdade.


c. Mas se a primeira opção for o caso, porque nem todos os homens são livres do castigo devido para os seus pecados?



Você responde: Por causa da incredulidade. Eu pergunto: Esta incredulidade é um pecado, ou não é? Se for, então Cristo sofreu o castigo devido por ela, ou não. Se Ele sofreu, por que este pecado deve impedi-los mais do que os seus outros pecados pelos quais Ele morreu? Se Ele não sofreu por tal pecado, Ele não morreu por todos os seus pecados!” 



Nada pode ser mais claro – Se a Expiação pagou ( expiou – pagou uma dívida)... então a pergunta é “para quem?”


Se a Expiação expiou todos os pecados de todos os homens, então todos estão salvos  e Rob Bell estaria certo... e é exatamente nisso que ele se apega. Mas...


Considerando que Jesus ensinou claramente que o inferno é

1) Uma realidade e

2) Não está vazio;


Muitas pessoas, claramente, não tiveram seus pecados expiados e por essa razão, eles serão punidos por seus pecados no inferno, porque ninguém foi punido em seu lugar. Se a Expiação expiou todos os pecados de alguns homens:

“Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado.” - Efésios 1:4-6 – A salvação destes é certa e a expiação é 100% eficaz em suas vidas.


Agora, se a Expiação expiou somente alguns pecados de todos os homens, então estamos todos certamente condenados, porque ninguém é totalmente salvo.

A beleza maravilhosa da Expiação Limitada está em sua reivindicação plena de ser completamente vitoriosa e mostrar a perfeita Justiça de Deus e o valor perfeito do sangue e sofrimento de Cristo.


O sangue de Cristo salva absolutamente todos para quem se destina. O Sinergista, o Semi-Pelagiano, tem que admitir a verdade de que a Expiação não conseguiu salvar a grande maioria de quem ele se destinou ( fraturando toda a verdade sobre a Justiça de Deus, por exemplo ) – transformando Jesus não em um Salvador, mas num pseudo-salvador.

Dada a lógica inquestionável ( e claramente fundamentada nas Escrituras ) O Sinergista fica sem escolha a não ser admitir que o sangue de Cristo de fato não salva, apenas torna o homem salvável. Ou seja, não há poder no sangue de Cristo, mas apenas potencial. O sangue de Cristo então, só é eficaz se for combinado com algo do homem, sua ação, sua atitude, parceria (sinergia)... a fim de proporcionar salvação. O sangue de Cristo se torna (ao abandonarmos o ensino bíblico) então só uma parte da equação que salva o homem.


Se o sangue de Cristo foi derramado por todos os homens (esquecendo  o problema insolúvel dos que já morreram perdidos) – salvos e perdidos – então temos uma pergunta que permanece sem resposta: por que o sangue de Jesus salva uma pessoa e não salva outra? O Sinergista terá que alegar que é a fé que nos salva, salvação que foi POSSIBILITADA pelo sangue de Cristo.Ou seja, tem que ser admitido que não é o sangue que salva.




Mas o testemunho claro das Escrituras é que é o sangue derramado pelos pecados que salva:

“Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados.” - Mateus 26:28 – “Assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade, para santificar o povo por meio do seu próprio sangue.” -Hebreus 13:12 – “Portanto, irmãos, temos plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus” - Hebreus 10:19 – “Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo.” - Efésios 2:13


Olhemos para Apocalipse 5.9: “"Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação.”  - Com teu sangue COMPRASTE...!!


Todos foram resgatados e comprados para Deus? É óbvio que não, a não ser que você creia na heresia do Universalismo. Obviamente que nem todos são resgatados, nem todos tiveram seus débitos pagos. Ainda assim, é o sangue de Jesus que nos resgatou. Ele não resgata a todos. Devemos perguntar então: “É porque a Expiação não era poderosa o suficiente para resgatar todos, ou não se destina a resgatar a todos?”


Sim, nós somos justificados pela fé (Romanos 5:1). Há um ajuste de contas ( um termo de contabilidade ) com Deus – sendo nós sendo feitos justos  diante dele pela fé (que ele nos dá de acordo com Efésios 1:9-12 – “...E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo... Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória.” )

Ou seja, a imputação da justiça de Cristo a nós é pela fé, mas a imputação de nossos pecados a Cristo não foi no momento (no tempo) em que Deus gerou a fé em nós - ( pois devemos lembrar que ela é um dom de Deus – no homem natural não habita bem algum e nada do que o homem natural faz pode agradar a Deus – “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós.”  - Romanos 8:7-9 – Só o que o que é fruto da habitação do Espírito – começando na Regeneração – pode agradar a Deus ) – mas lá na cruz.


A imputação do nosso pecado a Cristo ocorreu muito antes da imputação da justiça a nós ( na nossa justificação ) no tempo – ela ocorreu na cruz. O Semi-Pelagianismo é obrigado a afirmar uma posição insustentável de que a fé sinergista “dá ao sangue de Cristo o poder de salvar” – Mesmo a nossa fé, que é uma benção espiritual... nos é dada em Cristo pela cruz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” - Efésios 1:3 – Nossa fé não supre poder para salvar ao sangue de Cristo, ela é uma dádiva conquistada na cruz e dada a nós por graça.


Mas o argumento necessário do Sinergista, tem de ser de que a nossa fé ( nascida em nossa própria natureza caída, natureza essa que não pode produzir nada que agrade a Deus ) dá ao sangue de Jesus o seu poder e capacidade para salvar.


Isso coloca a sinergia, a fé sinergista ( que significa “parceria” – ação conjunta - Sinergia é quando dois objetos, ou até mesmo duas pessoas, agem da mesma forma para atingir um determinado objetivo. Sinergia significa cooperação, e é um termo de origem grega. Sinergia é um trabalho ou esforço conjunto  para realizar uma determinada tarefa muito complexa, e poder atingir seu êxito no final.) em posição de heresia, pois é a afirmação de fato, de que damos ao sangue de Cristo o seu poder.

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