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20 de setembro de 2013

Imortalidade do homem, dom de Deus.

Rô Moreira
O homem não é imortal por origem e natureza. A sua imortalidade procedeu do
Criador, imortal em si mesmo. A vida foi insuflada no homem por seu artífice celeste e,
consequentemente, passou a ser “alma vivente”, diferenciado dos irracionais, cujas
vidas resultaram de ordenações imperativas do Criador. O corpo humano é uma obra de
arte do divino construtor; e o seu espírito lhe foi outorgado como dádiva pelo Pai
dadivoso. O homem, portanto, pertence a Deus, que o fez e sobre ele assumiu
paternidade. Aos réprobos, em decorrência da queda, deserdou; aos eleitos, apesar dela,
preservou-os. O espírito, no momento da morte, retorna a Deus; o corpo também um dia
retornará, reunindo-se ao seu espírito, no juízo final. O homem todo, unidade
psicossomática, destina-se à eternidade, porque se originou do beneplácito do Eterno.
Deus, por intermédio do homem, introduziu no mundo material a espiritualidade.
O transcendente não físico uniu-se ao imanente biológico e biofísico na pessoa de Adão,
fazendo convergir nele os dois universos: o espiritual e o material.
(parte do comentário -meu- do Cap IV da confissão de fé de Westeminster)

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