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25 de setembro de 2013

O Sinal do Pacto de obras

A  
 Rô Moreira

Ár  A arvore da Ciência do Bem e do Mal, não continha malignidade alguma, pois tudo que Deus fizera era essencialmente bom. O pecado ou a sedução não estavam impregnados nela. O Criador colocou-a como desafio à fidelidade do casal primevo, como sinal concreto de uma lei proibitiva: algo no qual o homem estava “impedido”, sob pena de morte, de tocar. Era um teste de obediência, de submissão, de acatamento e de respeito a que Deus submetera a sua Imago Dei. A árvore – símbolo - era o sinal da “autoridade divina”, estabelecendo o “direito e o senhorio do Criador” sobre a sua criatura. O homem, ouvindo proposta contrária, livremente optou pela “desobediência”, pelo “rompimento” da aliança com Deus. Esse acordo pactual e legal tem sido designado de “Pacto de Obras”, pois dependia exclusivamente do homem, de sua fidelidade, para ser cumprido e mantido. Adão sem pecado, mas sujeito a pecar A experiência do Éden indica-nos que Deus não concebe nem concede liberdade ou livre arbítrio sem responsabilidade pessoal e sem limites. Os opostos “correto e incorreto” estavam presentes, embora simbolicamente, no ambiente natural do homem, figurados na “Árvore da Ciência do Bem e do Mal”.
  

O bem dominava completamente a vida e a mente do homem, mas a tendência ao mal se despontou, aguçando a curiosidade de experimentação do oponente. O livre arbítrio permitiu a prática do mal, o direito de oposição a Deus, a prerrogativa de opção por propostas discordantes. No uso de sua vontade não contrariada e não obstaculada por Deus, o homem desobedeceu, rompeu seus laços relacionais com o Pai celeste, tornou-se insubmisso, pecou, e tendo pecado, a sua morte espiritual foi imediata, tanto quanto a expulsão do Édem, e a partir de então o seu estado de total inabilidade para se reconciliar de forma autônoma com Deus, e por si mesmo voltar a ter comunhão com o Criador, tornou-se nula e moralmente impossível; A natureza moral do homem foi corrompida pela sua escolha, e jamais por esta mesma livre escolha ele poderá se voltar espiritualmente a Deus, a não ser que por Ele (Deus) seja desperto e chamado à vida (da morte para a vida); portanto o homem não tem livre arbítrio para deixar de pecar e se voltar voluntariamente à Deus. Tal é a incapacidade do Homem que ele não tem poder, nem direto nem indireto, de cumprir a lei moral ou aceitar a Cristo ou de mudar sua natureza de modo a aumentar seu “poder”; e assim não pode cumprir seu dever sem a graça, nem preparar-se, por iniciativa própria, para a graça da salvação; a sua (do homem) incapacidade tem por única base o estado moral insatisfatório dessas faculdades. Ela é a má disposição moral da alma, que sempre o leva a pecar.



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