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1 de outubro de 2013

Os fundamentos de nossa fé, explanados em 1Corintios 3:12-15

  •   Rô Moreira 
    Alguns edificam sobre esse fundamento com ouro, prata, pedras preciosas (v. 12), a saber, aqueles que recebem e propagam as puras verdades do evangelho, que não sustentam nada a não ser a verdade como está em Jesus, e não pregam nada além. Este está edificando bem, sobre um bom fundamento, fazendo tudo peça por peça, quando os ministros não somente dependem de Cristo como o grande profeta da igreja, e o tomam por seu guia e professor infalível, mas recebem e espalham a doutrina que Ele ensinou, em sua pureza, sem quaisquer misturas corruptas, em acrescentar ou diminuir.
    Outros edificam com madeira, feno e palha sobre esse fundamento, isto é, embora eles aderissem ao fundamento, eles se afastam da mente de Cristo em muitos pormenores, colocam as suas próprias fantasia e invenções no lugar da doutrina e das instituições cristãs, e constroem sobre o bom fundamento um edifício que não suportará o teste quando o dia do julgamento chegar, e o fogo deve torná-lo manifesto como madeira feno e palha, não suportará o julgamento pelo fogo, mas deve ser consumido nele. Está chegando um tempo quando a descoberta será feita do que os homens construíram sobre este fundamento: a obra de cada um se manifestará, será exposta à vista, à vista de si mesmo e dos outros. Em sua simplicidade de coração, alguns podem edificar com madeira e palha sobre o bom funda- mento, e não saber, enquanto isso, o que eles têm feito; porém, no dia do Senhor, sua própria conduta lhes aparecera à sua própria luz. A obra de todo homem se tornará manifesta a ele mesmo, e aos outros, tanto àqueles nada que têm sido iludidos por ele quanto àqueles que escaparam de seus erros. Agora, podemos enganar a nós e ao outros; mas um dia está chegando que vai curar todos os nossos enganos, e vai revelar-nos a nós mesmos, e revelar-nos nossas ações à luz da verdade, sem cobrir ou disfarçar: "o Dia a declarará (isto é, a obra de todo homem se tornara manifesta a ele mesmo, e aos outros, tanto àqueles que têm sido iludidos por ele quanto àqueles que escaparam de seus erros. Agora, podemos enganar a nós e aos outros; mas um dia está chegando que vai curar/sanar/mostrar todos os nossos enganos, e vai revelar-nos a nós mesmos, e revelar-nos nossas ações à luz da verdade, sem cobrir ou disfarçar: "o Dia a declarará (isto é, a obra de todo homem), porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um" (v. 13) O dia o demonstrará e o manifestará, o último dia, o grande dia do julgamento (ver ap.4.5). Embora alguns o compreendam como referência ao tempo quando a nação judaica foi destruída, e sua estrutura, consequentemente abolida, quando a superestrutura que os mestres judaizantes levantariam sobre o fundamento cristão não se mostrasse melhor que madeira e palha, aquilo não suportaria o julgamento. A expressão leva em si uma clara alusão à arte de depurar, na qual o fogo separa e distingue a escória do ouro e da prata; como também separará a prata, o ouro e as pedra preciosas, que sobreviverão ao fogo, da madeira, do feno e da palha, que serão consumidos por ele. Note que está chegando um dia que distinguirá tão escrupulosamente um homem do outro, e a obra de um homem da de outro, quanto o fogo separa o ouro da escória, ou o metal que suportará o fogo de outros materiais que serão consumidos por ele. Naquele dia: 1. Algumas obras dos homens subsistirão ao julgamento - serão encontradas exemplares. Não somente aparecerá que eles aderiram ao fundamento, mas que edificaram regularmente e bem sobre ele - que eles o fizeram com material adequado, de forma conveniente e em ordem. O fundamento e a superestrutura formavam todos uma só parte. As verdades do fundamento e aquelas que tinham uma conexão manifesta com elas eram ensinadas simultaneamente. Pode não ser tão fácil discernir esta conexão agora, nem saber que obras então irão subsistir ao julgamento, mas aquele dia irá descobri-lo plenamente. E tal construtor não deverá, não poderá ficar sem um galardão. Naquele dia, ele terá louvor e honra, e, depois, uma eterna recompensa. Note que a fidelidade nos ministros de Cristo encontrará um galardão amplo e pleno na vida futura. Aqueles que espalham a religião pura e verdadeira em todas as suas áreas, e cuja obra subsistirá no grande dia, receberão um galardão. E, Senhor, quão grandes são os seus desertos! Há outros cuja obra se queimara (v. 15), cujas opiniões e doutrinas corruptas, ou vãs invenções e usos na adoração a Deus, serão descobertos, e repudiados e rejeitados, naquele dia - serão manifestados como corruptos e estarão desaprovados por Deus e rejeitados. Note que o grande dia irá tirar todos os disfarces, e fará aparecerem as coisas como elas são: se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento. Se ele edificou com madeira, feno e palha sobre o fundamento certo, ele sofrerá dano. Sua fraqueza e corrupção diminuirão a sua glória, embora ele possa em geral ter sido um cristão correto e honesto. Esta parte de seu trabalho será perdida, de forma alguma trazendo proveito, embora ele mesmo possa ser salvo. Observe que aqueles que mantêm o fundamento do cristianismo, embora construam sobre ele com feno, madeira e palha, podem ser salvos. Isto pode ajudar a ampliar nossa caridade. Não devemos reprovar os homens por sua fraqueza; pois nada condenará os homens a não ser a perversidade. Ele será salvo, todavia como pelo fogo, salvo do fogo. Ele mesmo será arrebatado às chamas que consumirão sua obra. Isto sugere que será difícil que aqueles que corrompem e depravam o cristianismo sejam salvos, Deus não terá misericórdia de suas obras, embora Ele possa arrancá-los do fogo como tições. Nessa passagem da Escritura, os papistas baseiam sua doutrina do purgatório, o qual é certamente feno e palha: uma doutrina jamais tirada ou mostrada na Escritura, mas inventada no tempo dos bárbaros, para alimentar a avareza e a ambição do clero, à custa dos que prefeririam abrir mão do seu dinheiro a abrir mão da sua luxúria e ganância para a salvação de suas almas.Não pode haver base nesse texto para isso: (1) Porque esse fogo tem claramente um sentido figurativo, não de um fogo real, pois que fogo real pode consumir ritos e doutrinas? - (2) Porque esse fogo é para pôr à prova as obras dos homens, sejam de que tipo for, mas o fogo do purgatório não é para testar, não é para pôr à prova as ações dos homens, mas para puni-los. Supõem-se, pecados veniais, não penitenciados nesta vida, cuja penitência deve ser feita pelo sofrimento no fogo do purgatório. - (3) Porque esse fogo é para pôr à prova as obras de todos os homens, tanto as de Paulo e de Apolo, quanto às dos outros. No entanto, nenhum papista terá a ousadia de dizer que os apóstolos devem passar pelo fogo do purgatório.





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