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29 de setembro de 2013

Sem perspectiva com partido, Marina Silva deverá ganhar convite de Aécio




Faltam exatos sete dias para que
 o Brasil saiba  se o partido que
a ex-senadora Marina Silva
 pretende criar, o Rede
Sustentabilidade,sairá ou não do
papel. As perspectivas, no entanto,
não parecem nada positivas.
Segundo o vice-procurador-geral
eleitoral, Eugênio Aragão, ele não
 fará "nenhuma concessão" para que
 o partido seja criado fora dos parâmetros legais.
De acordo com  um parecer produzido por ele, Marina comprovou pouco mais de 100
 mil das 492 mil assinaturas exigidas.
Nos tribunais superiores, não há muita boa vontade para providenciar um "jeitinho".
 "Coloque o dedo na ferida: sem as assinaturas é uma esperança vã", disse o ministro
Marco Aurélio Mello. Marina apelou para artistas, como Marcos Palmeira e Adriana
Calcanhotto, que postaram vídeos no YouTube, mas a ministra Carmen Lúcia afirmou
que isso não mudará a posição do Tribunal Superior Eleitoral, presidido por ela.
Portanto, a tendência concreta é a de que Marina não consiga êxito na criação
da Rede – o que não terá sido por falta de tempo, nem de recursos,
uma vez que sua  candidatura é apoiada por bilionários, como Guilherme
 Leal, da Natura, e Neca Setúbal, do Itaú.
Nesse quadro, o que fazer então com seu patrimônio eleitoral, de 16% dos votos,
segundo o Ibope?
 Um partido nanico, o PEN, ofereceu a Marina uma proposta inusitada.
Trocaria seu nome  para "Rede", caso ela aceitasse disputar a presidência
 pelo partido. Ela ainda teria opções
como o PPS e o PV, mas sem o controle da máquina partidária.
Nesse cenário de indefinições e incertezas, Marina será tentada com uma nova oferta:
 a de ser vice do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os tucanos pretendem tratar
o não registro  do Rede como uma violência do PT contra Marina.
Em seguida, abrirão as portas do partido.
 Ontem, Aécio afirmou que o Brasil "merece ter uma alternativa como Marina".
 Neste sábado,  na coluna de Sônia Racy, no Estado de S. Paulo, o ex-presidente
 Fernando Henrique Cardoso diz que a ex-senador é uma "liderança moral" do País.
Depois de 5 de outubro, após a decisão provavelmente contrária do TSE à Rede,
o assédio
tucano a Marina será pesado. Com apoio de vários colunistas e grandes meios
 de comunicação.

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