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29 de outubro de 2013

É proibido: A velha questão dos "usos e costumes" na Igreja..


Rô Moreira

Abordar esse tema é sempre complicado, não pela convicção que tenho acerca do assunto, mas pela forma como um assunto sério, por vezes, se torna motivo de chacota, brincadeiras e piadas.
Por isso decidi iniciar acerca desse tema com uma postagem emblemática. Exatamente de onde partiu os meus primeiros esclarecimentos acerca do assunto.
Há muitos anos recebi um exemplar do livro "É Proibido - O que a Bíblia permite e a igreja proíbe" do pastor Ricardo Gondim. Eu já não me apegava tanto à chamada "doutrina" dos usos e costumes. Jovem na igreja, cabeça pensante, questionava a forma como alguns assuntos eram levados tão a sério a ponto de gerar punição aos envolvidos. Conheço tantas histórias estúpidas que nem sei por onde começar. Vai desde um irmão, conhecido meu, excluído da igreja por que sua esposa, não crente, tinha uma TV e assistia a telenovelas. Nunca me esqueço de uma irmã idosa pedindo perdão na Santa Ceia por que assistiu ao funeral do Ayrton Senna pela TV. Jovens "de banco" por jogarem futebol, moças "de banco" por passarem base nas unhas ou aparar as pontas do cabelo. Estamos em 2013, era tecnológica, era da informação, esperava que estes assuntos fossem coisa do passado, mas não, ainda hoje perduram a "Teologia do Paletó e Gravata", a obrigação da saia entre outras coisas.
O chamado legalismo ainda é firme e resistente em algumas denominações, oprimem o povo, criam regras, regimentos internos esdrúxulos, situações constrangedoras às quais muitos membros ainda são submetidos.
Em tempos de clamor e urgência na salvação de almas, onde o inferno traga cada vez mais jovens, a igreja precisa rever seus preconceitos e fazer com que a Graça prevaleça.
  
Selecionei este trecho impressionante que abre o debate no livro "É Proibido - O que a Bíblia permite e a igreja proíbe" do pastor Ricardo Gondim.
  
Leia com atenção:  
Para Jeílson, pastor de uma igreja muito ativa e crescente, o dia começou como tantos outros. Ao acordar pela manhã, ajoelhou-se ao pé da cama e orou. Logo à mesa do café, começaram as muitas preocupações: notícias da congregação que rejeitava o novo obreiro; problemas com o pedreiro na construção do templo; finanças apertadas. No pequeno alpendre da casa pastoral, mais de uma dezena de irmãos já aguardava aconselhamento. As necessidades eram as mais diversas: ajuda para internar o filho doente; a nova convertida, proibida de participar dos cultos, queria saber como contornar a antipatia do marido; um ancião precisava resolver a situação da aposentadoria... Jeílson enfrentava com certa naturalidade aquele amontoado de dificuldades; seu dia-a-dia já era assim há anos. Ele só não se preparara para a notícia que receberia ainda naquelas primeiras horas do dia. "Miriam, sua filha mais velha", relatou-lhe sua esposa, "cortou o cabelo". Tudo, menos aquilo. Aturdido, sem acreditar no que lhe acontecera, Jeílson abandonou seus compromissos, deixou todos os irmãos esperando no alpendre e correu enfurecido pelo corredor até chegar ao quarto que ficava nos fundos da estreita casa pastoral. Miriam - constatou ele - aparara de fato as pontas do cabelo. Desde a infância de sua filha, Jeílson jamais permitira que uma tesoura tocasse nas mechas castanhas que agora, aos 18 anos de Miriam, já alcançavam a cintura. Totalmente descontrolado, Jeílson perguntou rispidamente, mas sem esperar resposta: "O que você quer comigo? Está querendo envergonhar-me, acabar com o meu ministério?". Movido por uma ira descomedida, desafivelou o cinto, dobrou em duas voltas e bateu em Miriam até que os vergões se desenhassem em suas costas e pernas. Envolvido pela mesma ira com que a surrava, desabafou: "Não vou tolerar uma desviada dentro da minha casa. Enquanto você morar aqui, não vou admitir que corte seu cabelo novamente, você está me ouvindo?". Ainda Ruborizado e com o coração acelerado, voltou ao alpendre para tratar dos seus assuntos ministeriais. Duas horas depois, recebeu a notícia mais devastadora de sua vida: Miriam havia derramado álcool sobre todo o corpo e ateado fogo. Jeílson correu mais uma vez, agora desesperado, e encontrou no mesmo quarto sua filha agonizando com quei4 maduras profundas. Naquele mesmo dia, à tarde, Miriam morreu no ambulatório de um hospital. Embora os nomes e alguns detalhes da história acima sejam fictícios, ela é verdadeira. Aconteceu em alguma cidade do Brasil. Pior, ela se repete, claro que sem os mesmos extremos, quase todos os dias em alguma família evangélica brasileira. Retrata exatamente a severidade com que algumas denominações brasileiras encaram o problema dos usos e costumes. Sei de muitas jovens que hoje vivem longe de suas igrejas e totalmente indiferentes à mensagem do evangelho porque sofreram exclusões e disciplinas públicas quando foram vistas usando calças compridas, um colar ou até mesmo brincos. Muitas vezes um jogo de futebol entre crianças ou soltar pipas ocasionam 45 minutos de repreensão do pastor. Em determinadas igrejas, raramente o sermão expõe a Bíblia, pois quase sempre começa com um versículo e acaba tratando do que pode e do que não pode. Alguns ficariam estarrecidos com o número de pessoas que sai pela porta dos fundos de suas igrejas, rejeitando e odiando o cristianismo, devido a esse rigor legalista sobre usos e costumes. Nossa igreja realiza, pelas ruas de São Paulo, um trabalho de assistência a mendigos, prostitutas e viciados. Chocam-nos encontrar inúmeros desviados que cresceram nas igrejas, mas, por não suportarem o fardo do legalismo, acabaram nas sarjetas das grandes cidades. Filhos e filhas de pastores estão entre alguns dos que perambulam pelas ruas do Brasil. Vítimas do legalismo religioso, cometem uma espécie de suicídio gradativo. Envolvidos em drogas, crime e prostituição, estão em pleno processo autodestrutivo. Esse jugo pesado, quando não aliena, gera também uma outra excrescência: a hipocrisia. Existem muitos que se acomodam ao sistema religioso e mostram-se coerentes com as exigências do pastor somente quando estão na igreja. Longe da fiscalização religiosa, porém, vivem noutra realidade. Esse largo contingente de evangélicos conseguiu desenvolver uma duplicidade comportamental. Na esfera privada agem e convivem com mais liberdade, brincam e riem, vestem-se de acordo com as últimas novidades da moda. Mas, quando vão à igreja, passam por uma metamorfose impressionante. Assumem um ar mais grave. Agem dentro do ambiente religioso de acordo com os códigos impostos pela liderança, mas com revolta. A cada palavra dita no púlpito, haverá sempre um árduo exercício de decodificação. Como defesa, desprezam os sermões legalistas que ouvem. O jugo apregoado não lhes diz respeito. Vivem uma espécie de hipocrisia involuntária, que os agride. Quase que invariavelmente a conversa durante qualquer refeição entre amigos pertencentes a essas igrejas gira ao redor de usos e costumes. As críticas ao sermão do pastor são sempre ácidas. O rigoroso discurso de alguns líderes hoje, mal sabem eles, faz parte do cardápio dos encontros entre os membros de suas igrejas. Esses líderes morreriam de vergonha se soubessem o que se comenta sobre eles, e em que situações eles são vistos nessas conversas: como ridículos. Ricardo Gondim.

Agora vejam o que eu encontrei para anexar a minha matéria
Eis as oito restrições comportamentais, de observância obrigatória para os membros de algumas  ADs porque a maioria estão mudando, mas ainda há este ranço que insistem em dizer que usos e costumes santifica alguém. Eis a íntegra da mesma:

E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separai-vos dos povos, para serdes meus 
(Lv 20.26). A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, reunida na cidade de Santo André, Estado de São Paulo, reafirma o seu ponto de vista no tocante aos sadios princípios estabelecidos como doutrinas na Palavra de Deus - a Bíblia Sagrada - e conservados como costumes desde o início desta obra no Brasil. Imbuída sempre dos mais altos propósitos, ela, a Convenção Geral, deliberou pela votação unânime dos delegados das igrejas da mesma fé e ordem em nosso país, que as mesmas igrejas se abstenham do seguinte:
1. Uso de cabelos crescidos, pelos membros do sexo masculino; 2. Uso de traje masculino, por parte dos membros ou congregados, do sexo feminino; 3. Uso de pinturas nos olhos, unhas e outros órgãos da face; 4. Corte de cabelos, por parte das irmãs (membros ou congregados); 5. Sobrancelhas alteradas; 6. Uso de mini-saias e outras roupas contrárias ao bom testemunho da vida cristã; 7. Uso de aparelho de televisão – convindo abster-se, tendo em vista a má qualidade da maioria dos seus programas; abstenção essa que justifica, inclusive, por conduzir a eventuais problemas de saúde; 8. Uso de bebidas alcoólicas.

Bom queridos, em qualquer tempo, lugar ou circunstância, devemos lembrar-nos que não se consegue fazer a obra do Senhor por força nem por meios violentos, ou por coação religiosa, resoluções ou imposições, mas a obra do Senhor se realiza pela intervenção criativa do próprio Deus, usando-nos livremente por intermédio de sua amorosa e gratuita Graça, por seu Espírito que em nós age poderosamente! Portanto, o que realmente tem valor para nós é ‘a fé que opera por amor’, por isso não nos justificamos pela Lei ou leis, para não sermos decaídos da graça e separados de Cristo (Gl 5.6).

3 comentários:

Rosemildo Sales Furtado Furtado disse...

Decisão dos SANTOS delegados das Assembleias de DEUS na Convenção. Só faltou triplicar o dízimo, e cobrar juros e correção monetária quando do seu recolhimento com atraso.


Abraços,

Furtado.

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Incrível!

Orienta-se a mulher não cortar o cabelo e as mantém de cabelos curtos, através do chamado "COQUE".

Santidade tem princípios lógicos e não provocados pela capacidade humana em deferir seus meios incomuns de santidade.

Sofri com a minha barba durante muitos anos.

Bigode pode. Barba não. Ilógico!

Cabelos cortados pela mulher não. Estilo COQUE pode. Ilógico!

As algazarras com as HERESIAS dos gideões de Camboriú pode. Incrível!

Necessário bom senso. Somente bom senso.

Antes mulheres serem chamadas de pastoras não podia. Agora pode! Incrível.

O púlpito era um local respeitado. Hoje, andam de um lado para o outro na maior confusão. Isto pode. Incrível!

Algumas igrejas não permitem que o adorador louve a Deus. Gritam mais que o cantor. Isto pode. incrível!

Informam que o Senhor Jesus Cristo virá em breve. Constroem templos maiores para milhares de pessoas. Isto pode. Incrível!

Informam que o Senhor Jesus virá em breve. Brigam por um cargo vitalíco e para os filhos vice-presidentes ou genros, defendem com garra este cargo também como vitalício. Isto pode. Incrível!

E por aí vai o uso e costumes. Isto pode.

O menor.

Jorge oliveira disse...


Olá Ro Parabens Pelo seu Blog,fala em nome da palavra de deus. isso é muito Bom, eu gostei

www.preventseniorsaudesaopaylo.com.br

Ass. Gilmar

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