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13 de outubro de 2013

O enigma de Rebeca



Niccolò Bambini

Para aqueles que desejam defender o livre-arbítrio proponho este enigma. Se você souber responder o enigma sem comprometer a “indefensável” existência do livre-arbítrio, darei o braço a torcer.

O “enigma de Receba” tem como base o texto de Gênesis 24:1-27 e extraí do texto apenas o necessário para apresentar o problema.


Apresentando o contexto – A missão impossível
Abraão já estava bem velho, e o SENHOR Deus o havia abençoado em tudo. Um dia ele chamou o seu empregado mais antigo, que tomava conta de tudo o que ele tinha, e disse: — Ponha a mão por baixo da minha coxa e faça um juramento. Jure pelo SENHOR, o Deus do céu e da terra, que você não deixará que o meu filho Isaque case com nenhuma mulher deste país de Canaã, onde estou morando. Vá até a minha terra e escolha no meio dos meus parentes uma esposa para Isaque.

O empregado perguntou: — E o que é que eu faço se a moça não quiser vir comigo? Devo levar o seu filho de volta para a terra de onde o senhor veio?

Abraão respondeu: — Não! Não faça o meu filho voltar para lá, de jeito nenhum! O SENHOR, o Deus do céu, me tirou da casa do meu pai e da terra dos meus parentes e jurou que daria esta terra aos meus descendentes. Ele vai enviar o seu Anjo para guiá-lo, e assim você conseguirá arranjar uma mulher para o meu filho. Se a moça não quiser vir, você ficará livre deste juramento. Porém não leve o meu filho de volta para lá, de jeito nenhum.

Então o empregado pôs a mão por baixo da coxa de Abraão e jurou que faria o que ele havia ordenado.

O início da jornada – Uma oração de livre-arbítrio?
Em seguida o empregado pegou dez camelos de Abraão e uma porção de presentes e foi até a cidade onde Naor havia morado, na Mesopotâmia. Quando o empregado chegou, fez os camelos se ajoelharem perto do poço, fora da cidade. Era de tardinha, a hora em que as mulheres vinham buscar água.

Aí ele orou assim: — Ó SENHOR, Deus do meu patrão Abraão, faze com que tudo dê certo e sê bondoso para o meu patrão. Eu estou aqui perto do poço aonde as moças da cidade vêm para tirar água. Vou dizer a uma delas: “Por favor, abaixe o seu pote para que eu beba um pouco de água.” Se ela disser assim: “Beba, e eu vou dar água também para os seus camelos”, que seja essa a moça que escolheste para o teu servo Isaque. Se isso acontecer, ficarei sabendo que foste bondoso para o meu patrão.

Ele nem havia acabado a oração, quando Rebeca veio, carregando o seu pote no ombro.

A jovem Rebeca – Uma atitude de livre-arbítrio?
Rebeca era uma linda moça, ainda virgem; nenhum homem havia tocado nela. Ela desceu até o poço, encheu o seu pote e subiu. Então o empregado de Abraão foi correndo se encontrar com ela e disse: — Por favor, deixe que eu beba um pouco da água do seu pote.

— O senhor pode beber — respondeu ela. E rapidamente abaixou o pote e o segurou enquanto ele bebia. Depois de lhe dar de beber, a moça disse: — Vou tirar água também para os seus camelos e lhes darei de beber o quanto quiserem. Rapidamente ela despejou a água no bebedouro e correu várias vezes ao poço a fim de tirar água para todos os camelos.

Enquanto isso o homem, sem dizer nada, ficou observando a moça para saber se o SENHOR Deus havia ou não abençoado a sua viagem.

Rebeca é parente de Abraão – Incrível coincidência?
Em seguida perguntou: — Por favor, diga quem é o seu pai. Será que na casa dele há lugar para os meus homens e eu passarmos a noite?

Ela respondeu: — Eu sou filha de Betuel, filho de Milca e de Naor (irmão de Abraão).

A oração do servo – Agradecendo o quê?
Então o homem se ajoelhou e adorou a Deus, o SENHOR. Ele disse: — Bendito seja o SENHOR, o Deus de Abraão, o meu patrão! Pois foi fiel e bondoso com ele, guiando-me diretamente até a casa dos seus parentes.

Este é o enigma
Se Deus ouviu a oração do servo de Abraão, Ele precisou conduzir a atitude de Rebeca para se comportar como o servo havia pedido. Se ela por livre-arbítrio se comportasse de maneira diferente da oração, o servo não entenderia que ela era a jovem escolhida por Deus para Isaque.
Se Deus previu a atitude livre de Rebeca, então precisaríamos admitir que Deus conduziu a oração do servo para estar em conformidade com a atitude de livre-arbítrio de Rebeca.
Se Deus não conduziu a oração do servo e nem a atitude de Rebeca, tudo não passou de coincidência e Deus nada tem que ver com a escolha de Rebeca. Admitir isso é dizer que o relato bíblico é mentiroso.

Se não admitimos que a soberania de Deus pode anular o “livre-arbítrio” do homem, corremos o risco de invalidar a narrativa bíblica. Encontro indicações claras da soberania divina, mas nenhuma evidência no relato bíblico de que exista tal “livre-arbítrio” do homem diante da força soberana do Deus Altíssimo.

O que acha? Deseja arriscar uma resposta para as 3 perguntas do “enigma de Rebeca”?

Autor: André R. Fonseca
www.andreRfonseca.com
Twitter: @andreRfonseca

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