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22 de novembro de 2013

Médico cubano suspeito de erro em prescrição volta a atender na segunda-feira

Silvio Tito/Prefeitura Municipal de Feira de Santana

O cubano integrante do programa Mais Médicos que foi afastado após suspeita de ter receitado uma dose excessiva de remédio deve voltar na próxima segunda-feira (25) a trabalhar em uma unidade de saúde de Feira de Santana (a 109 km de Salvador).

Isoel Gomez Molina, que atuava havia duas semanas no bairro Viveiros, foi o primeiro profissional do programa federal a ser afastado. Ele deixou de atender depois de um vereador afirmar que uma mãe o procurou para dizer que o médico havia receitado 40 gotas de dipirona para o filho, quando o ideal seria dez --à Folha a mãe negou a acusação e relatou que Gomez havia explicado que eram somente dez gotas por vez.

A informação de que ele voltará ao trabalho é da Prefeitura de Feira de Santana. Antes de retomar o atendimento, o médico, que está afastado desde quarta-feira (20), deve se juntar neste fim de semana a outros profissionais estrangeiros que atuam na Bahia para mais um reforço no treinamento, principalmente na forma de prescrever medicamentos.

O cubano foi ouvido na tarde desta quinta-feira (22) na Secretaria da Saúde municipal por uma comissão com representantes da pasta, do Ministério da Saúde, da coordenação estadual e do próprio tutor de Gomez.


Grupo faz reunião com médico cubano (de amarelo) suspeito de erro em prescrição; profissional voltará a atender em posto.
Segundo nota da prefeitura, a comissão concluiu que não houve falha no procedimento adotado pelo médico afastado.

As 40 gotas indicadas, diz a nota, "não eram para ser ministradas em dose única, mas divididas em quatro vezes, a cada seis horas, como consta na receita" e que Gomez "explicou detalhadamente à mãe da criança que seriam dez gotas, apenas, por vez".

"O médico prescreveu a dose diária, como é comum onde trabalhou, e não fracionada, comum no Brasil", afirma ainda a nota.

Segundo a secretária da Saúde da cidade, Denise Lima Mascarenhas, pesaram para a decisão de aceitar Gomez novamente na unidade de saúde as declarações da mãe de que o médico explicara corretamente a dosagem da dipirona.

Ela disse ainda à reportagem que recebeu um abaixo-assinado com o apoio de cerca de 300 moradores do bairro Viveiros à volta de Gomez.

Folha de S.Paulo

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