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5 de novembro de 2013

O homem coopera com Deus na obra de salvação do pecador? Sim ou não?



Rô Moreira

No sentido real e profundo, o ser humano ficou impossibilitado de realizar o bem aceitável a Deus. Citando o Salmo 14, o apóstolo Paulo afirma: “Não há justo, nenhum sequer” (Rm  3.10).  Mesmo as nossas melhores virtudes estão maculadas pelo pecado.  O profeta Isaías descreve as nossas boas ações, a nossa retidão, as nossas justiças com a fortíssima expressão: trapos imundos.
O Novo Testamento não deixa por menos.  Além da  declaração  do apóstolo Paulo acima citada, basta acrescentar estas fortes palavras do Senhor Jesus Cristo: “Sem mim nada podeis fazer”(Jo 15.5).
Um aspecto prático e importante da  insistência da Bíblia em afirmar a incapacidade moral e espiritual do ser humano é a necessidade de reduzir a pó a  arrogância  humana,  a  autoconfiança,  a  auto-suficiência,  o  orgulho  do homem.  “Eu” fiz isso.  “Meu braço” conseguiu aquilo.  “Vejam  que  cidade maravilhosa  é  esta  Babilônia  que  ‘eu’  construí”,  disse  noutras  palavras Nabucodonosor- e Deus o submeteu a uma terrível e prolongada humilhação.
Ainda bem que ele aprendeu a lição (Dn 4).
Jesus Cristo nos  diz  que,  depois  de  havermos  feito  um  trabalho completo, devemos declarar “somos servos inúteis”, porque não fizemos mais que  a  nossa  obrigação. Depois de afirmar clara e explicitamente  que  somos salvos pela graça  (pelo  favor  imerecido de Deus) em Efésios 2.8, o apóstolo Paulo  faz  três afirmações que  reforçam aquela declaração:  (1) “Isto não vem de vós”. A salvação não vem de vós; a graça da salvação não vem de vós; o motivo pelo qual vos é dada a graça da salvação não vem de vós; (2) “É dom de Deus”. É  presente  de Deus;  (3)  “Não  de  obras”  -  por  quê?  - “para que ninguém se glorie”.
Mas nada do que foi dito destrói esta outra verdade: Deus exige o nosso
serviço e valoriza os nossos esforços, como valorizou os de Josué, quando lhe disse: “Sê  forte e corajoso, porque  tu  farás este povo herdar a  terra que,  sob juramento, prometi dar a  seus pais”  (Js 1.6). Lembremo-nos, porém, de que estas palavras foram ditas no contexto do governo soberano de Deus e de Sua aliança com Seu povo (Js 1.1-9).
Voltando a Efésios 2, vemos, no contexto da salvação pela graça e não pela obras, a clara indicação de que as obras fazem parte da vida do salvo, não como meio de salvação, mas como fruto e evidência da salvação; (“perseverança dos salvos”).
Para este assunto há um fecho de ouro em Filipenses 2.12,13, onde o apóstolo diz: “desenvolvei [não “realizai”] a  vossa  salvação  com temor  e tremor”e, sem titubear, acrescenta: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”. . Paz!

1 comentários:

Decorettudo disse...

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