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O Modo do Batismo - A doutrina reformada dos sacramentos parte IV



Ao falar do modo do batismo, não desejamos antagonizar ninguém ou promover  divisão  dentro  da  igreja  de  Cristo. É  nosso  profundo  desejo  ver  unidade  nessas  questões,  especialmente  com  aqueles  que  de  outra  forma concordam conosco.
Contudo,  frequentemente  ouvimos  que  não  há  base  bíblica  para aspergir  infantes  e  que  tal  prática  é  simplesmente  uma  influência  do Catolicismo  Romano. De  fato,  há  vários  livros  anti-Calvinistas  no mercado que  simplesmente  assumem que  se uma  igreja batiza  infantes,  ela deve  estar errada em outras questões também.
Até onde diz respeito o modo do batismo, não somente cremos que há uma base bíblica e sólida para a prática da aspersão, mas também que esse é o único modo  de  batismo  reconhecido  pela Escritura. Olhemos  para  a  questão mais detidamente.
Quanto  à  acusação  que  a  aspersão  é  simplesmente  uma  influência  do Romanismo,  apontaríamos  que  isso  não  é  argumento  de  forma  alguma.  Se tudo o que Roma ensina deve ser descartado no Protestantismo, até mesmo a doutrina da Trindade deve ser abandonada! Além do mais, a  liturgia Romana para o batismo das crianças diz em suas  instruções para as pessoas que estão realizando o batismo, “Ele imerge a criança ou derrama água sobre a sua cabeça”. Roma também pratica a imersão! Portanto, o assim chamado argumento sobre o Romanismo pode ser descartado.
Quanto ao fundamento bíblico para aspersão ou infusão.                                            
“Infusão (de infundir, que significa derramar) consiste no derramamento de um pouco de água sobre o recém-nascido”. (N. do T.), a evidência, parece-me, é inequívoca. Apontaremos os seguintes fatos: Todos os batismos cerimoniais do Antigo Testamento foram realizados por  aspersão ou  infusão. Que  esses  foram  batismos  reais  é  claro  a partir de Hebreus  9:10,  onde  a  palavra  grega  do NT  baptismos  é  usada, mas  traduzida nas versões ACF, ARA e ARC como“abluções” (veja também vv. 13, 19, 21).
O batismo  do Espírito  Santo,  simbolizado  pelo  batismo  com  água,  é sempre descrito na Escritura em termos de aspersão ou infusão (Is. 44:3; Ez. 36:25; Joel 2:28, 29; Ml. 3:10; Atos 2:17, 18; Atos 10:44, 45). Da mesma forma, a aplicação do sangue de Cristo em nós, simbolizada pela  água do batismo,  é  sempre descrita na Escritura  como  sendo  aspergida (Is. 52:15; Hb. 10:22; Hb. 12:24; 1Pe. 1:2). Os grandes batismos  tipológicos do Antigo Testamento, chamados de batismos  no  Novo  Testamento  (1Co.  10:2;  1Pe.  3:20,  21),  não  foram  por imersão.  De fato, os únicos  que  foram  imersos  nesses  batismos  tipológicos foram  Faraó  e  o  seu  exército,  e  o mundo  ímpio  dos  dias  de Noé.  Assim, também,  o  ímpio  será  imerso  no  lago  de  fogo.  A  imersão  é  uma  figura, cremos, de julgamento, e não de salvação.

Fonte: Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, p. 262-63. 

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