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5 de dezembro de 2013

O cristão deve guardar o sábado (SHABAT)? Refutação sobre um artigo escrito por um rabino messiânico



O cristão deve guardar o sábado (SHABAT)? Refutação sobre um artigo escrito por um rabino messiânico

Nota Fabio Campos a respeito do artigo:

Esse texto “festa do Shabat” foi tirado de um site onde o autor é um rabino messiânico que por uma questão de ética não vou revelar o nome da instituição, e também do rabino. Tirei algumas partes do artigo que não era relevante para a refutação principal, a guarda do sábado.

Creio que todo cristão já se deparou com esse assunto, “se a guarda do sábado é ou não necessária aos cristãos”. Fica aí o desafio, pois em algum momento da sua caminhada você terá essa questão a ser respondida aos sábatistas.

É extenso, mas mais do que isso, é de grande importância a nós, para que nenhum tipo de julgo seja colocado aos que estão em Cristo Jesus, o Senhor. (1 Co. 7:23)

FESTA DO SHABAT (SÁBADO)
Afinal, o judeu tem razão quando observa o Sábado, o dia de descanso, como um dos Dez Mandamentos do Senhor entregues a Moises no Monte Sinai? Pode um cristão, debaixo da graça, não-judeu, guardar ou observar o Sábado? Se, sim, como guardar o shabat?

Como veremos a seguir, Jesus e seus apóstolos judeus, bem como a Igreja gentílica dos primeiros séculos guardavam o sábado conforme as Escrituras.

R: Os discípulos guardavam o sábado descrito na lei até a ascensão de Jesus, pois eram judeus. Após isso, os mesmos se dedicavam a oração, comunhão, e adoração a Deus no TEMPLO conforme está escrito: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” / “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus”. At. 2: 42 / 46-47 (ACF)

Mas, por que então os cristãos deixaram de obedecer a esse quarto mandamento?

R: O problema que temos com este tipo de interpretação é tentar usar a palavra “mandamento” como sinônimo único de decálogo. Porém, em que lugar a Bíblia faz tal ligação das palavras exclusivamente nesse significado? Se analisássemos todas as ocorrências de “mandamentos” na Bíblia, seriam sempre sinônimas de decálogo? Obviamente, não! Por exemplo, Jesus, ao referir-se aos “mandamentos”, inclui pelo menos, dois que não fazem parte dos dez mandamentos: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19.18) e “não defraudarás a ninguém” (Mc 10:19, veja também Lv 19.13), apontando para o fato de que “mandamentos”, para Jesus, não se restringia aos dez mandamentos, mas a TODAS as ordenanças que fossem dadas pelo Senhor Deus. Minha resposta à pergunta do texto, é mesma dada pelo apostolo Paulo aos Judeus convertido ao cristianismo em Roma: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a minha súplica a Deus por Israel é para sua salvação.Porque lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas não com entendimento.Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus.  Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê. Porque Moisés escreve que o homem que pratica a justiça que vem da lei viverá por ela”.
O que diz a Bíblia sobre este dia?
Primeiramente, o que quer dizer a palavra Sábado na língua hebraica? A palavra “Shabat significa, no hebraico, descansar, cessar. Como substantivo, quer dizer o dia da semana chamado Sábado, sendo o sétimo dia. É interessante observar outras palavras no hebraico que possuem a mesma raiz “sheb” ou “shab”, que no hebraico representa-se pelas letras “shin” e “bet. Assim, a palavra “sheva” significa o número sete; “Shibim”, setenta; “shebii”, “shevua” significa período de sete semanas ou Festa das sete semanas (Shavuot), ou também conhecida como a Festa de Pentecostes.
O número sete, na Bíblia, aponta para algo que é perfeito, eterno, pleno, completo, absoluto. Desta raiz advém, também, a palavra “shabá”, que significa jurar, conjurar. É interessante, ainda, notar que na língua hebraica, muitos antônimos são formados pelo mesmo radical. Em minha opinião, ha um propósito divino em chamar nossa atenção para o sentido oposto.
Assim, no hebraico, a palavra “shabar” significa comprar, adquirir, enquanto shabat significa descansar, parar, cessar algo que se estava fazendo; justamente o contrário de comprar, adquirir, trabalhar, verbos estes que denotam uma atividade dinâmica, e não de descanso, repouso.

R: Quando a Bíblia no NT declara a palavra “descanso”, está afirmando um tipo de descanso espiritual e não físico: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso (SHABAT) para asvossas almas (DESCANSO ESPIRITUAL)”. Mt: 11:28-29 (ARC). O escritor de Hebreus, no capitulo 4, afirma que o “descanso” é uma questão de fé (nós, porém, que cremos, entramos no descanso...” V-3). Deus, também, afirmou que os Hebreus desobedientes não entrariam num certo “descanso” proporcionado por Ele (Nm. 14:28-37; Sl 95.10,11), mas muitos desses rebeldes Israelitas continuaram a guardar o sábado, mesmo depois dessa promessa divina, demonstrando, assim tratar-se aqui de um outro tipo de“descanso”, superior áquele (V.8). O repouso que resta para o povo de Deus, de acordo com o texto, é orepouso celestial usufruído por aqueles que já estavam com o Senhor, como um dia também em Cristo participarão desse repouso os que, por fé, crerem no sacrifício substitutivo de Cristo por nós (V. 9-11). Portanto, o texto não fala do sábado como um dia a ser guardado, e sim da esperança, e vigilância dos que confiam em Cristo num repouso superior e espiritual.   

Ainda, estudando a palavra “Shabat” no hebraico, gostaríamos de considerar, pelo menos, treze boas razões pelas quais todos podem celebrar o Shabat segundo a própria Bíblia:

Em primeiro lugar, no Livro de Genesis, versículo 3 do capítulo 2, diz o próprio D´us:

“Abençoou D’us o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que criara e fizera...” Deste versículo, aprendemos que o shabat é um dia abençoado. Ou seja, abençoar na língua hebraica significa conceder autoridade e poder para que alguém seja bem sucedido e próspero, fecundo e fértil. Então, o shabat é um dia no qual recebemos esta bênção do próprio D’us;

R: “Diante de Deus, nossas melhores obras, são como trapos de imundícia (Is. 64.6). “Somos pais, mães, filhos maus (Mt. 7:9), e mesmo nessa condição, o Senhor pelo seu amor incondicional, nos abençoa. Ganhamos as bênçãos não por obras, mas pela graça (favor imerecido). Somente a Ele a glória!

Segundo, é um dia santificado, ou seja, separado dos demais dias. Isto é, ele não foi feito para ser igual à segunda, terça ou quarta-feira, etc.

R: Não existe diferenciação de dias para Deus. O que é medido são as intenções do coração: “Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus. Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si. Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” Rm. 14: 5-8 (NVI). Esse é um pensamento fraco e pobre sobre o que realmente é a santidade de Deus “Mas agora, conhecendo a Deus, ou melhor, sendo por ele conhecidos, como é que estão voltando àqueles mesmos princípios elementares,fracos e sem poder? Querem ser escravizados por eles outra vez? Vocês estão observando dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos!Temo que os meus esforços por vocês tenham sido inúteis” (Gl 4:9-11).

Terceiro, é também um dia de descanso. Sabemos, pelas Escrituras, que o homem é constituído de um espírito, alma e corpo. Após seis dias de trabalho, é lógico e claro que todos nós que trabalhamos estamos exaustos. Assim, D’us reservou um dia para este descanso pleno (qualidade de vida), no qual abstraimo-nos das atividades profissionais e nos concentramos na Palavra de D’us, que nos alimenta o Espírito.  Quanta ansiedade, estresse e cansaços poderiam ser evitados se tirássemos um dia de descanso na semana? Para esse descanso, D’us incluiu até os animais domésticos, a fim de se beneficiarem dessa bênção, que zelo!

R: Perfeita colocação, desde que o descanso não precise ser em um dia que se julgue mais “santo” dos demais.

Quarto, Yeshua, Jesus, é o Senhor do Shabat, diz o evangelista Mateus:
“... Porque o filho do Homem até do shabat é Senhor...” (Mt 12:8)
 No livro de Marcos, Yeshua diz: ...”O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado...” (Marcos 2:27-28). Só este motivo, Jesus, o Senhor do Shabat, já seria para nós um bom exemplo. Ou seja, seguimos Aquele que é dono e que também guardava o shabat em obediência ao seu Pai.

R: A expressão “por causa do homem” no texto citado (Mc. 2:27) não deve ser entendida como sinônimo de “todos os homens”, como os defensores da obrigatoriedade da guarda da sétimo dia pretendem fazer pensar. A mesma expressão aparece no mesmo evangelho de Marcos como sendo uma referência somente aos judeus no que diz respeito às suas tradições, sobrepujando as Escrituras Sagradas (Mc. 7:8-11). Ou seja, essa expressão, no mesmo contexto do Evangelho aonde foi escrita, significa o homem judeu, e não todos os povos da terra. Jesus não veio para mudar a lei, mas para cumpri-la. Se ele não guardasse o sábado no seu ministério terreno, como seriamos justificados diante do pai?  “porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte. Porque, aquilo que a Lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós Rm 8: 2-4 (NVI) .

Quinto, é um memorial da criação divina. Neste dia de shabat exercitamos a nossa fé, pois cremos que D’us nos criou para obedecer a seus mandamentos. Assim, o sábado, segundo as Escrituras, é um memorial de toda a obra que D’us fizera. Isto é muito e muito lógico. Assim, o sábado fala do passado, do presente, e fala também do futuro, como veremos a seguir. Ele fala da Redenção Universal que virá,  o  “Tikun Olam”, como diz a bíblia. D’us quer que entendamos este tempo Dele, pois o tempo é para nós. Ele não precisa de um tempo para a redenção de todas as coisas. Ele já determinou tudo e está no controle e soberania de todas as coisas.

Em Êxodo 16:26-30, vemos mais detalhes do que relatamos até aqui, quando D’us enviava uma porção dobrada do pão (maná) no sexto dia, para que o homem ficasse isento de recolher alimento no shabat e tivesse tempo de culto e adoração para Ele;

R: Argumento perfeito, porém para a antiga aliança. O verdadeiro maná não foi dado por Moises, e sim pelo pai. Jesus é o pão que desceu do céu, e quem nos deu o descanso (SHABAT) das obras. “Os nossos antepassados comeram o maná no deserto; como está escrito: ‘Ele lhes deu a comer pão dos céus.Declarou-lhes Jesus: “Digo-lhes a verdade: Não foi Moisés quem lhes deu pão do céu, mas é meu Pai quem lhes dá o verdadeiro pão do céu. “Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo”. / Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida”. Jo: 8: 31-33 / 35 (NVI)

Sexto, o shabat é o quarto mandamento (mitzvá) do decálogo dado por D’us. Mandamento é algo muito sério, pois a lei de D’us apresenta-se sob a forma de mandamentos (mitzvot), estatutos (huquim) e ordenanças (mishpatim). Mandamento é algo que vem de D´us para o homem, e este o obedecendo, o devolve a D´us.

Notemos que na língua hebraica há uma distinção bem diferenciada destas palavras e que elas não são meros sinônimos. Dessa forma, enquanto o dízimo ou as festas bíblicas ou as regras alimentares estão na classificação de estatutos; as leis indenizatórias e trabalhistas são exemplos de ordenanças ou preceitos. Já o shabat está no contexto de um mandamento. Sempre há uma conseqüência quando falhamos com os mandamentos de D’us. Basta pensar um pouco nas pesadas conseqüências de quem mata, furta, adultera, etc. Isto também acontece para os estatutos e ordenanças, pois geram conseqüências pelo descumprimento, porém, bem mais brandas. Ou seja, deixamos simplesmente de receber as bênçãos que D’us tem para todo aquele que obedece e cumpre a Palavra Dele;

R: O apostolo Paulo afirmou ser o sábado apenas uma sombra das coisas que viriam com Cristo, e que ninguém deveria ser julgado por sua guarda ou não (Cl 2.16-17; Rm 14:5). O mesmo apostolo afirmou que fazer diferença obrigatória entre dia e dia seria apegar-se a “rudimentos fracos e pobres que escravizariam” os crentes da região da Galácia (Gl 4. 9-11). O mesmo Jesus cumpriu a exigência do sábado, ou seja, aquele que dá descanso, não das atividades físicas, mas para as nossas almas (Mt: 11:28-30). O próprio Deus confirmou que a aliança dada anteriormente através de Moisés era transitória (Hb. 1. 6-9), e o escritor de Hebreus afirma que em Cristo estamos sob um novo pacto que substituiu o primeiro, onde a guarda obrigatória do sábado estava presente (Hb. 8:13). Evidentemente, existem mandamentos do decálogo aos quais nós devemos obedecer, mas não por fazerem parte do decálogo, e sim por serem ordenados no NT, na Nova aliança em Cristo: não adorar imagens de escultura (1 Jo. 5:21); honrar aos pais (Ef. 6.1); não adulterar (Hb. 13:4); não dizer falso testemunho (Cl 3.9), e etc. Somente nove dos dez mandamentos são repetidos em todo o NT, o qual não ordena a guarda do sábado em texto algum.
Jesus, ao dialogar com alguns líderes religiosos acerca de sua autoridade e missão num dia de sábado, afirmou que os sacerdotes no antigo sistema sacrificial levítico, apesar de cumprirem os preceitos sacrificais exigidos pela mosaica, violavam (“profanavam”- Gr. “Bebeloûsin”- Mt: 12:5) o descanso sabático, exigido pela mesma lei por causa dos sacrifícios realizados nesse dia. Se o sacrifício de animais no antigo sistema religioso judaico era colocado acima da guarda obrigatória do descanso sabático, é porque este possuía uma qualidade inferior em relação ao ato sacrificial de animais, que segundo a própria Bíblia, a partir do sacrifício de Cristo na cruz, tornou-se ineficaz (Hb. 9:11-16, 23-26). Se os sacrifícios realizados na antiga aliança inegavelmente possuíam um caráter cerimonial e transitório, como poderiam estar acima de um mandamento que fosse moral? Se o sábado tivesse um caráter moral, jamais poderia ser profanado em detrimento de um mandamento meramente cerimonial, pois um mandamento moral sempre é superior a um cerimonial.

Sétimo, o Shabat é o dia de a família estar reunida. Analisando o quarto mandamento, vemos: “... Lembra-te do dia do sábado para o santificar... Neste dia não fareis trabalho algum, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem teu animal, nem o estrangeiro..”.(Ex20:8-11). Estes versículos nos mostram que D’us quer toda a família reunida. Por isso, dizemos que o shabat também é o dia da família e daqueles que estão ao nosso redor. Com certeza, se toda família pudesse ter um dia reunião, comendo juntos à mesa, estaria muito melhor em termos de amor, bom relacionamento e união;

R: Concordo com a união da família, não apenas em um dia, mas na medida do possível, em maiores quantidades de dias. A família é o principal foco do Cristianismo, se não zelarmos por ela, somos piores que o descrente (1 Tm. 5:8).

Oitavo, sábado é um sinal de D’us para com a Casa de Israel. Observemos o que diz o versículo abaixo: “... Certamente guardareis os meus sábados; porquanto isto é um sinal entre Mim e vós pelas vossas gerações... Porque eu sou o Senhor que vos santifica...”( Ex 31:13). Vejam que tomar o shabat como um sinal só é válido para o povo judeu e não para o gentio crente. Mas, como o gentio crente em Cristo foi enxertado na “Oliveira” que é o Israel espiritual (judeus e gentios crentes em Jesus), este também tem o direito a esta bênção.

R: Esse direito foi obtido apenas por meio de Cristo, nele temos o SHABAT para nossas almas, e aguardamos a terra prometida, que Abraão tanto desejou sem saber muito bem o que era (Hb. 11: 8).Os santos do AT que morreram na fé, não receberam a promessa, o descanso de Deus na terra que Deus lhe falara, entraram nessa terra apenas na ressurreição de Cristo (Ef. 4:8-10). Ler (Hb. 11: 13-16). Teremos o descanso na morada celestial, a qual é eterna (Jo: 14: 2-3), e apenas os que estiverem fé no dono da mesma, entrarão nela (At. 4:12).

No decálogo, que foi dado também para toda humanidade, D’us emprega o verbo “Zachor”, que quer dizer“Lembrar-se”. Assim, podemos dizer que D’us quer a humanidade se lembrando do sábado, santificando-o e descansando nele. Mas, para o povo de Israel, além destes princípios, D’us quer que o sábado seja um SINAL do pacto eterno entre o povo hebreu e o próprio D’us. Lembremo-nos que, por Cristo, os gentios foram enxertados neste Pacto;

R: O pacto mosaico sabático não é eterno, e sim perpétuo, o qual há diferenças: a palavra “perpétua” (Hb.Ohlam) nem sempre se refere a algo interminável no contexto bíblico, mas a algo realizado por um longo período de tempo indefinido. Esta mesma palavra aparece em outro texto hebraico do At, fazendo referencia ao sacerdócio Levítico (Nm. 25:13), que, segundo a própria bíblia, foi anulado a partir do sacrifício  vicário de Cristo por nós (Hb. 7: 11-18). Além disso, o verso seguinte (Ex. 31:17) declara o sábado como um pacto entre Deus e Israel somente, Portanto, se houvesse obrigatoriedade em guardar este dia, somente aos judeus caberia esta obrigatoriedade.

Nono, o Shabat é um dia de festa e alegria. Isto mesmo, um dia de festa! Em Levítico 23:2-3, temos o shabat como uma festa semanal, porém, uma convocação solene. Portanto, é uma festa de alegria e, por isso, não se jejua no sábado (salvo exceções). Se tivermos um dia dedicado para adorar, louvar e estudar a santa Palavra do Senhor, não pode haver espaço para nenhuma tristeza. Claro que isto não invalida que D’us seja adorado em qualquer outro dia da semana, mas, no sábado, temos uma festa;

R: Correto, desde que os que consideram o sábado como sendo um dia especial para dedicação ao Senhornão julguem os que não fazem essa distinção (Rm 14: 5-6).

Décimo, Yeshua, como bom judeu, zeloso para com a lei, guardava o Shabat estudando as porções da Torá e os livros do Profeta (Parashá e Haftará).
Pela antiga tradição judaica, bem antes de Yeshua, os judeus, a cada sábado, reuniam-se nas sinagogas para estudar a Parashiot (as porções da Torá) e as Haftarot (os textos dos profetas);

R: Jesus era judeu e para que se cumprisse toda a justiça, era necessário a guarda do sábado por ele, mesmo sendo o todo-poderoso (Mt. 5:17), para que fossemos justificado perante Deus, independentemente de qualquer obra feita por nós (Rm 3:28).

Décimo - primeiro motivo pelo qual guardamos o shabat é que os apóstolos e discípulos de Yeshua, judeus e não judeus, guardavam e estudavam a Torá e a Haftará também, e isto durou até o século VI d.C., quando o Papa católico Gregório aboliu de vez o shabat, trocando-o pelo domingo (“Dominus Dei”), “dia do Senhor”. Vejamos como exemplo, só dois textos de Atos dos Apóstolos. Paulo, estando em Antioquia “... entrou numa sinagoga, no dia de sábado, sentaram-se. Depois de ler a Lei (Torá) e os Profetas (Haftarot), os chefes dasinagoga...” (At 13:14) “... quando foram saindo rogavam para que estas palavras fossem repetidas no sábado seguinte... No sábado seguinte reuniu-se quase toda a cidade... (At 13:42 e 44). Portanto, era costume da igreja primitiva guardar o sábado para estudar a Palavra de D’us, a Torá.
Vejamos agora outro texto de Atos, onde judeus e não judeus guardavam o shabat para estudar a palavra. Paulo estava em Corinto na Grécia “... ele discutia todos os sábados na sinagoga e persuadia a judeus egregos...”( Atos 18:4)
Aqui temos claramente judeus e gregos (gentios crentes) praticando a guarda do shabat;

R: É preciso entender que o apostolo Paulo foi criado em todas as observâncias da lei (At. 22:3). E o grande desejo do seu coração era ganhar os judeus para Jesus (Rm 9. 3-4; 1 Co 9: 20-23). E, com esse alvo, ganhar os judeus para Cristo, Paulo circuncidou Timóteo, que era judeu, pois sua mãe era judia (At. 16:3), diferente de Tito, que era grego e não se circuncidou (Gl 2:3). Assim, Paulo evitou causar um escândalo, uma vez que Timóteo estava socialmente comprometido a lei e Tito, não. Embora 1 coríntios 7:19 seja um texto que afirme que a circuncisão é sem valor para o cristão, Paulo, porém observou a festa de pentecostes (At. 20: 16), raspou a cabeça (At. 18:18) e fez ofertas da lei (At. 21: 20, 26). No entanto, afirmou que o sábado semanal foi abolido na cruz (Cl 2:16). Paulo, na verdade, entrava nas sinagogas ao sábado para pregar o evangelho aos judeus, porque era somente nesse dia que os encontravam reunidos, quando, então, podiam ouvir sua pregação.

Décimo - Segundo motivo para a guarda e observância do Shabat é, para mim, uns dos grandes motivos, pois obedecer a guarda do shabat é um ATO PROFÉTICO, ou seja, um ato de fé, uma alusão ao reino milenar, o reino onde Yeshua, juntamente com judeus e gentios salvos, estarão reinando com o Rei dos reis. A palavra “ato profético” em si significa fazer algo por fé, simbolizando ou gerando a existência de algo. Por exemplo, quando fazemos a ceia com pão e vinho, estamos, segundo o apostolo Paulo, dizendo que Yeshua morreu, ressuscitou e que Ele voltará. Ou seja, esta cerimônia é um bom exemplo do que é um ato de fé. Outro bom exemplo é a celebração das festas bíblicas, pois se extrairmos delas a fé, as mesmas não teriam sentido algum para nós e não passariam de um simples memorial. O Texto de Hebreus diz: “... Portanto, resta ainda um repouso shabático para o povo de D’us...” (Hb 4:9). O contexto fala do descanso, do reino de D’us chegado à terra por meio da segunda vinda do Messias Yeshua. O livro de Apocalipse (19:7 e 20:6) fala deste milênio e deste reino. O autor de Hebreus ainda nos exorta a nos esforçarmos para entrar neste descanso (shabat) do Senhor.

R: Os argumentos usados baseados nos textos citados estão totalmente fora do que realmente o texto quer dizer. Jesus nos deixou apenas dois sacramentos que são: a ceia e o batismo nas águas. Esses são os únicos rituais que contem algum elemento físico, passou disso, é misticismo supersticioso, cultura que está hoje dia fortemente inserida no judaísmo, por meio da cabala. A ceia não tem nada a ver com “ato profético”, mas serve para lembrarmo-nos do seu sacrifico, ressurreição, e a sua vinda, para entrarmos no descanso (SHABAT) eterno (Lc. 22:19). Quanto ao texto de Hebreus usado esse caso tratei no tópico antes do primeiro.

Se compararmos o shabat com a Lei do dízimo (um estatuto) veremos que o dízimo aparece em todo o Antigo Testamento, mas não está ordenado ou endossado no Novo Testamento como Lei, mas, simplesmente, como bênção para quem for fiel e obediente a este bom e eficaz estatuto. É um ato de amor. O dízimo é um estatuto judaico muito bem entendido pelos crentes em Jesus e tal entendimento é muito bom. Mas, se analisarmos bem o mandamento (Mitzvá) do shabat, veremos que o Shabat nos foi dado anteriormente à Lei, durante o período da Lei, após a Lei (Isaias 56 é um bom exemplo dos estrangeiros entre os judeus guardando o shabat e recebendo bênçãos) e, mais importante ainda, no Novo Testamento, onde há mais citações sobre o shabat do que o Antigo; o que nos prova a confirmação do propósito de D’us para que todos nós cresçamos em fé e em verdade, profetizando juntos “Os dias vindouros” (Acharit Haamim), quando todos os eleitos estarão na presença do Senhor.

R: Quando andamos pela NOVA ALIANÇA, tudo é feito apenas por fé. O dizimo é um principio bíblico a ser feito por fé. Vejamos: Abraão deu o dizimo a Melquisedeque, porem apens depois de quatrocentos anos, Moises instituiu o dizimo como lei. Sabemos que os dízimos eram entregues aos sacerdotes. Na lei mosaica os dízimos eram entregues aos descendentes de Arão. Jesus é o nosso sacerdote, não segundo a linhagem de Arão, mas de Melquisedeque, ou seja, Abraão deu o dizimo por fé, creu em Deus, e isso lhe foi “imputado como justiça”. Segue a mesma coisa quanto ao SHABATentramos no descanso pela fé, e não por obras na guarda de um dia. Não podemos diminuir o sacrifício do Senhor Jesus Cristo em nada. A Ele somente a glória!

Décimo - Terceiro motivo. Eu poderia dizer que pelo fato de Jesus ter ressuscitado no domingo, no primeiro dia da semana, não é argumento válido para anular mais de centenas de citações que a bíblia menciona sobre o shabat. Yeshua não poderia ressuscitar, como judeu, num dia sábado, de descanso absoluto para os judeus. Ninguém saía de suas casas. Assim, Yeshua foi obediente até nisso, quando ressurgiu no primeiro dia da semana. Seria muito estranho um filho tão obediente, com a mesma natureza divina, mudar um mandamento ou qualquer outro ordenado por Seu Pai. Não seria?

R: Essa afirmação não tem nenhum embasamento bíblico, notamos que passa apenas de conjectura. Mas mesmo assim vamos explanar o assunto abordado. Jesus disse que o único sinal que seria dado por Ele, a cerca da sua messianidade era o de Jonas. Assim como Jonas ficou no ventre de um grande peixe por três dias e três noites, assim se daria com Ele no seio da terra. O Senhor estava tratando da sua morte, e emnenhuma vez a Bíblia menciona que Jesus ressuscitou no domingo por causa do sábado.

Os que guardam o sábado terão um grande problema no dia do Senhor (Mt. 24:20), pelo fato de não poderem andar mais de 800 metros de distancia de suas residência, segundo a doutrina judaica.

Que cada um de nós crentes em Jesus, judeus ou não, possamos ter um entendimento mais pleno e completo do dia do Senhor, não com legalismos, proibições ou por tradições, mas por revelação. Quem não tem a revelação do shabat, não merece as bênçãos do shabat, dizem os sábios estudiosos da bíblia.

R: As bênçãos são graça de Deus. Isso inclui até mesmo a graça comum. Jesus falou a esse respeito quando disse que o sol nasce para justos e injustos. Tem muito incrédulo “abençoado” materialmente e de saúde, e que não passa por nem um tipo de dificuldade (Sl 73), porem existem justos em Cristo, que passam por privações. As bênçãos e riquezas estão em Cristo, e devemos nos atentar para sabermos qual é o seu real significado: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas asbênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu GRATUITAMENTE no Amado”. Ef. 1: 3-6 (NVI)

Que cada um possa receber com amor este ensinamento bíblico que foi tirado do nosso meio por decreto, mas que ele volte rápido, mas não por meio de outro decreto humano, mas sim, como revelação e amor do que ele representa: a história passada, presente e futura da redenção total do homem e a chegada do Messias e do Reino de D’us. É disso tudo que fala o Shabat.

R: Creio que por meio da revelação infalível, ou seja, a Bíblia, o assunto já foi discorrido com clareza nas contradições desse ensino, me refiro a guarda do sábado como obrigatoriedade para a igreja neo-testamentária, pois todos os escritos são inspirados pelo Espirito Santo para o ensino, para repressão, para correção e para instrução na justiça para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra (2 Tm. 3: 16-17).

O meu rabino diz que se alguém não tem as revelações do shabat, não merece as bênçãos do shabat. Isto é muito verdadeiro, pois a força do shabat está muito mais em entender as revelações do shabat, deixando-as florescer em seu coração, recebendo este dia como deileite do que o guardar de uma forma mecânica ou obrigatória.

R: Nós não descansamos em um dia, nós descansamos em uma pessoa, Jesus Cristo o nosso Deus. Quanta benção em Cristo. Por isso não podemos se atentar com o que é transitório, pois isso é passageiro. Devemos atentar-se com o que é eterno. Jesus é eterno, Ele é o nosso SHABAT. “Pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas”. “A Ele seja a glória para sempre”! Amém.

Fontes bibliográficas da pesquisa:

SÉRGIO, Paulo. Manual de repostas bíblicas: Kairos, 2º edição ampliada.
Bíblia Sagrada apologética de estudo ACF, ICP edição ampliada.
Biblia de estudo NVI, Ed. Vida
Traduções bíblicas usadas: Nova versão internacional; Almeida revista e corrigida; Almeida corrigida fiel.

Soli Deo Gloria!

Estudo apologético feito por Fabio Campos.

1 comentários:

Márcio Cruz disse...

GÊNESIS 2

2 Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera.

3 Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera.

Afinal, o Eterno TRABALHOU ou DESCANSOU no sétimo dia (shabat)?

Isso não é coisa de judeu. É de judiado mesmo que quer judiar dos outros!
ahusahuashashu

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