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30 de novembro de 2013

Os pastores de ovelhas e os lideres dominadores de ovelhas


 Rô Moreira


Vivemos dias sombrios no que concerne a muitos que se chamam de líderes cristãos. Temos contemplado todos os dias templos cristãos sendo abertos não por direção divina, mas por mero orgulho e ganância dos homens. Meu intuito aqui não é falar sobre a abertura desenfreada de templos e ministérios cristãos, mas alertar a cristandade a respeito de seus líderes, trazendo o verdadeiro conhecimento por meio das Sagradas Escrituras do comportamento de um verdadeiro líder cristão em contraposição dos falsos líderes que tomam por título o nome de pastores com um único intuito: dominar completamente a vida daqueles que estão sob seus cuidados espirituais.
Existe um grande abismo entre muitos que lideram igrejas para com o paradigma de Cristo e dos apóstolos. Pastores que se acham no direito de conduzir a vida das pessoas a seu bel prazer. Homens cheios de carisma e boa oratória que nos seus devaneios se utilizam da Palavra de Deus para justificar suas estrapolações. Os mesmos amam a bajulação de seus membros, amam ser adorados e reverenciados por suas ovelhas. Acham-se no direito de gritar com as pessoas. Fato é que muitos que são membros de Igrejas se olvidaram que existe apenas um que é digno de louvor, adoração e veneração, a saber, Deus. Elas põem uma autoridade demasiada sob a vida de seus líderes, como se eles fossem literalmente vigários (substitutos) de Cristo na terra. Os falsos líderes corrompem a verdadeira pregação do evangelho se adequando ao que o povo quer e não a vontade divina. Os mesmos mentem, são falsos com as pessoas, só pensam neles mesmos, impõem suas vontades não levando em consideração a opinião dos outros e muito menos a apreciação divina retratada na Bíblia.
O mundo está repleto de pastores que dominam suas ovelhas emocional, financeiro e psicologicamente, e quase sempre estas atitudes trazem consequências catastróficas. Tais pastores ao invés de ensinarem a Bíblia e sua visão que está centrada em Jesus Cristo impõem sobre seus liderados a sua própria visão pessoal de mundo. Suas visões na grande maioria das vezes são seguidas cegamente pelos membros de suas igrejas, afinal de contas é o “pastor” que detém os oráculos divinos, portanto acham eles que não podemos questionar suas decisões. Tudo isto se deve a uma má interpretação do versículo bíblico que nos diz para honrarmos nossos pastores, mas está longe de cogitação ter que aceitar tudo o que o líder faz ou fala, pois a Palavra de Deus que se encontra na Bíblia Sagrada deve ser nosso único manual de regra de fé e prática.
O apóstolo Pedro em sua primeira epístola nos diz: “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (1 Pedro 5.1-4). O apóstolo Pedro nos concede diretrizes importantíssimas que devem conduzir os líderes cristãos no seu tratar com o rebanho de Deus: 1) ter cuidado dele não por força, mas voluntariamente (não devemos ser pastores por obrigação ou necessidade de dinheiro e reconhecimento, mas devemos ser pastores por vocação), 2) não ser ganancioso, 3) não dominar a igreja (os pastores não são os donos da igreja, são apenas servos a serviço de seu verdadeiro dono, a saber, Jesus Cristo) e 4) ser servo tanto de Deus quanto dos homens.
O verdadeiro líder cristão é aquele que serve a Cristo e não a ele mesmo. Ele é humilde e solicito. Ele toma por paradigma a seu Mestre e procura colocar em prática os ensinamentos de Cristo, pois assim diz as Escrituras: “... Aqueles que me servem não são assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” (Lc 22.26 – Ênfase do autor). Nesta Perícope os discípulos arrazoavam qual deles deveria ser o maior ou o mais importante no Reino de Deus, é aí que Jesus quebra com os paradigmas do mundo que jazem no status e jactância dos homens mostrando através de suas palavras que para ser o maior no Reino de Deus deveríamos ser os menores no mesmo, já que Jesus sendo Deus não veio ao mundo para ser servido, mas para servir.

Tomando como paradigma a Jesus, notamos que o verdadeiro líder cristão não tem como metas pessoais ser reconhecido por seu trabalho aos olhos dos homens, não almeja por riquezas e muito menos por status social, ademais não se coloca acima das ovelhas do Senhor como se fosse superior ou mais importante do que elas. Percebemos que o verdadeiro líder é um individuo temente a Deus e que procura acima de tudo colocar em prática o altruísmo sendo o seu desejo não ser servido pelas ovelhas, mas o de servi-las.
O verdadeiro pastor não é aquele que vive expulsando as ovelhas do aprisco quando as mesmas não concordam com sua visão de mundo ou com suas colocações, mas é aquele que deixa noventa e nove ovelhas no aprisco para buscar aquela que fugiu. O verdadeiro líder é aquele que direciona através de palavras que edificam e não aquele que impõe sua vontade. O líder autêntico constituído por Deus é aquele que não se faz o cerne da Igreja, mas que delega funções entre suas ovelhas confiando nas mesmas, pois Cristo é o verdadeiro e único Cabeça da Igreja.

Que possamos saber distinguir aqueles que procuram glória para Deus e o fazem Seu guia daqueles que procuram glória para si mesma. Todos somos ovelhas de Cristo, mas não nos esqueçamos de que existem os verdadeiros e falsos líderes cristãos. Não se deixe engodar por belos discursos e pela falsa espiritualidade, firmem-se nas Sagradas Escrituras, pois apenas ela pode nos direcionar. O verdadeiro líder preocupa-se com suas ovelhas, as ama, as admoesta e procura acima de tudo ensinar-lhes o que Cristo os ensinou. Honrem seus pastores, mas não se olvidem que honrar não significa segui-los cegamente.

29 de novembro de 2013

AUGUSTUS NICODEMUS - NATAL

PT rejeita aproximação de Silas Malafaia ao partido

Presidente do partido no Rio de Janeiro não quer imagem de Malafaia colada ao PT e chama a tentativa de aproximação entre o pastor e o partido de ‘teologia da prosperidade’
Lindberg Farias (PT)  foi buscar oração a culto na ADVEC e já visitou dezenas de outras igrejas
O novo presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá, mal foi eleito para comandar a legenda no estado e já mostrou que não está nada, nada satisfeito com a aproximação que o senador Lindbergh Farias (PT) vem fazendo ao pastor Silas Malafaia.
Quaquá disse, em entrevista à Veja OnLine, que o pastor Silas Malafaia “não pode ser o símbolo do diálogo do PT com os evangélicos”.
Lindberg Farias (PT) foi recentemente em culto na ADVEC e já visitou dezenas de outras igrejas
Pegou mal no PT a foto do Lindbergh com o (pastor Silas) Malafaia. Não há problema em ter apoio dele, isso não se nega. Mas não era preciso uma foto dos dois juntos. É a “teologia da prosperidade”, não podemos ter nele [Silas Malafaia] o símbolo de nossa aproximação com os evangélicos“, disse Washington Quaquá.
De olho no eleitor evangélico, mas desdenhando o apoio de Silas Malafaia, o petista disse que deputada federal Benedita da Silva tem ótima interlocução com o segmento evangélico e vai passar a marcar encontros do senador Lindbergh com pastores para selar a aproximação.
COMENTÁRIO:
O novo presidente do PT está sendo coerente com suas convicções políticas.
Todos sabemos, e o PT também sabe, que a ideologia defendida pelo  partido colide frontalmente com os princípios defendidos pelos cristãos: aborto, ‘casamento’ gay, PLC 122, kit gay para crianças, adoção de crianças por ‘casais’ gays, plantio de maconha  etc.

O pastor Malafaia tem usado seus meios midiáticos para denunciar algumas dessas artimanhas, e é bastante INCOERENTE que agora ele queira apoiar justamente um candidato ligado, direta e indiretamente, a essas ideologias. Para tanto já liberou um de seus mais próximos auxiliares para percorrer as igrejas com o senador petista.
Lindberg Farias e o PLC 122 (Lei da ‘homofobia)
Senador Lindbergh Farias (PT) busca apoio evangélico para sua candidatura ao governo do RJ em 2014
Senador Lindbergh Farias (PT) busca apoio evangélico para sua candidatura ao governo do RJ em 2014
Em dezembro de 2010 o PLC 122 (que visa amordaçar a sociedade e impedi-la de emitir qualquer opinião que desagrade os gays) foi arquivado. Quando todos pensavam que tinha sido sepultado  e o assunto não seria mais objeto de preocupação, eis que a senadora Marta Suplicy (PT/SP) começou a recolher assinaturas no Senador Federal para desarquivar o tão temido PLC 122. Vinte e nove senadores assinaram o pedido de desarquivamento, dentre eles o  senador Lindberg Farias (PT/SP). O documento está neste link. A assinatura de Lindbergh Farias é a número 7.
Lindbergh Farias  e o aborto
Quando era deputado federal,  o comunista Lindberg Farias  votou contra a Proposta de Emenda Constitucional 25/95 de autoria do deputado católico Severino Cavalcante (PE) que tinha por objetivo proibir o aborto em qualquer situação, como também evitar a apresentação de Projeto de Lei para legalizar o aborto no Brasil.

A EXCLUSÃO DOS NÃO-ELEITOS


Não era, então, um amor geral e indiscriminado do qual todos os homens eram igualmente os objetos, mas um peculiar, misterioso, e infinito amor por Seus eleitos, que fez Deus enviar Seu Filho ao mundo para sofrer e morrer. Toda teoria que negar esta grande e preciosa verdade, e que explicar este amor como benevolência meramente indiscriminada ou filantrópica, a qual teve todos os homens por seus objetos,
muitos dos quais são permitidos perecer, deve ser anti-Escriturística. Cristo não morreu para uma multidão desordenada, mar por Seu povo, Sua noiva, Sua Igreja. Um fazendeiro estima seu campo. Mas ninguém supõe que ele se importa igualmente por cada planta que cresce ali, pelas "ervas daninhas" assim como pelo "trigo". O campo de Deus é o mundo, Mateus 13:38, e Ele o ama com um olho exclusivo para sua "boa semente", as crianças do reino, e não as crianças do maligno. Não é todo da humanidade que é igualmente amado de Deus e confusamente redimido por Cristo. Deus não é necessariamente comunicador de Sua bondade, como o sol de sua luz, ou a árvore de sua sombra refrescante, que não escolhe seus objetos, mas serve a todos indiferentemente sem variação ou distinção. Isto seria fazer Deus de não mais entendimento do que o sol, que brilha não onde lhe agrada, mas onde deve. Ele é uma pessoa compreensiva, e tem um direito soberano de escolher Seus próprios objetos. Em Gênesis lemos que Deus "colocou inimizade" entre a semente da mulher e a semente da serpente. Agora quem foram significados por semente da mulher e semente da serpente ? No primeiro pensamento, podemos supor que a semente da mulher significa a raça humana inteira descendente de Eva. Mas em Gálatas 3:16 Paulo usa este termo "semente", e o aplica a Cristo como um indivíduo. "Não diz: E às sementes, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua semente, que é Cristo." Em uma investigação mais avançada, nós encontraremos também que a semente da serpente não significa descendentes literais do Diabo, mas aqueles membros não-eleitos da raça humana, que participam de sua natureza pecaminosa. Jesus disse de Seus inimigos: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai" (João 8:44).Paulo denunciou Elimas, o encantador, como um filho do Diabo e um inimigo de toda justiça. Judas é até chamado de um diabo (João 6:70). Então, a semente da mulher e a semente da serpente são cada uma parte da raça humana. Em outras partes das Escrituras, encontramos que Cristo e Seu povo são "um", que Ele habita neles e é unido com eles assim como a videira e os ramos são unidos. E desde que no extremo princípio Deus "colocou inimizade" entre estes dois grupos, é claro que Ele nunca amou todos igualmente, nem intentou redimir a todos igualmente. A redenção universal e a sentença de Deus na serpente não podem nunca andar juntas. Há também um paralelo para ser observado entre o sumo sacerdote do antigo Israel e Cristo que é o nosso sumo sacerdote; porque o primeiro, como sabemos, era um tipo do último. No grande dia da expiação, o sumo sacerdote oferecia sacrifícios pelos pecados das doze tribos de Israel. Ele intercedia por eles e por eles somente. Semelhantemente, Cristo não orou pelo mundo, mas pelo Seu povo. A intercessão do sumo sacerdote assegurava para os Israelitas bênçãos das quais todos outros povos estavam excluídos; e a intercessão de Cristo, que também é limitada porém de uma ordem muito maior, certamente será eficaz em elevado sentido, porque Ele, o Pai sempre ouve. Além do mais, não é necessário que a misericórdia de Deus se estenda a todos os homens sem exceção para que possa ser chamada verdadeiramente e propriamente infinita; porque todos os homens tomados juntos não constituíram uma multidão estritamente e propriamente infinita. A Escritura claramente nos ensina que o Diabo e os anjos caídos foram deixados fora de Seus benevolentes propósitos. Mas Sua misericórdia é infinita nisso: ela resgata a grande multidão de Seus eleitos do indescritível e eterno pecado e miséria para a indescritível e eterna bem-aventurança. Enquanto os Arminianos sustentam que Cristo morreu igualmente por todos os homens e que Ele obteve suficiente graça para capacitar todos os homens a arrepender-se, crer, e perseverar, se eles conseguem somente cooperar com ela, eles também sustentam que aqueles que recusam a cooperar, deverão prestar contas e através de toda eternidade serem castigados mais severamente do que se Cristo nunca tivesse morrido por eles de nenhuma maneira. Nós vemos que até aqui, na história da raça humana, a larga proporção da população adulta tem falhado em cooperar e tem dessa forma sido permitido trazer para si mesmogrande miséria do que se Cristo nunca tivesse vindo. Certamente, uma visão que permite a obra da redenção de Deus ser lançada em semelhante falência, e que projeta tão pequena glória na expiação de Cristo, não pode ser verdadeira. Vastamente, mais do amor e misericórdia de Deus pelo Seu povo é visto nas doutrinas Calvinistas da eleição incondicional e expiação limitada do que é vista na doutrina Arminiana da eleição condicional e expiação ilimitada.

Loraine Boettner

Criança Morre e JESUS Ressuscita (Pr.Isaias do Complexo do Alemão). Diante de tantos milagres pré fabricados hoje em dia, dá pra acreditar?




28 de novembro de 2013

Perrella, Perrellinha, Aécio e meia tonelada de pó - E agora pessoal, vamos de Marina ?


Qual é a chance de serem verdadeiras as alegações de Perrella e Perrellinha sobre o o piloto – funcionário deles – ter voado com o avião da família sem autorização ?
Qual é a chance da “carga” encontrada na aeronave – meia tonelada de pó – estar no local sem o conhecimento dos patrões do piloto ?
Qual é a chande do piloto estar mentindo ao dizer que recebeu autorização dos Perrellas para voar ?
Qual é a chance da “amizade” entre os Perrelas e Aécio Neves ser apenas política e por amor ao Cruzeiro ?
Qual é a chance do fato da imprensa mineira estar pegando leve no assunto (do avião) ter relação com o “boato” de que o amigo dos Perrellas, Aécio Neves, tem a fama de controlá-la na base da intimidação ?
Qual é a chance do Brasil virar pó nas mãos dessa gente ?

Paulinho (Jornalismo com Credibilidade)

27 de novembro de 2013

Igreja Bola de Neve tenta impedir lançamento de livro: será a tal perseguição religiosa profetizada nas Escrituras?



De Vera Siqueira

Está vendo a imagem? É a capa do livro do A grande onda vai te pegar: mídia, mercado e espetáculo da fé na Bola de Neve Church, do autor Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho, publicado pela Fonte Editorial. O lançamento foi no dia 30 de outubro, e hoje, quando tentei comprar o livro pelo site da editora, que estranho! Não havia nenhuma citação sobre o mesmo.

Na verdade é estranho para quem não conhece os fatos. A verdade é que a igreja do Apóstolo (?) Rina resolveu entrar na justiça contra o lançamento e publicação da obra.

Antes de mais nada, precisamos fazer algumas definições.

Primeiro, a obra citada não traz a simples opinião do autor. É um trabalho acadêmico. É baseada na dissertação do autor para a obtenção do mestrado em história pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Para quem não sabe (espero que o apóstolo [?] Rina e seus advogados saibam!), um trabalho acadêmico é construído através da opinião de vários autores. Qualquer citação que se faça tem que partir de uma fonte. Tudo o que se diz nesse tipo de trabalho tem que ter uma referência, não pode ser simples invenção do autor. Há toda uma metodologia científica a ser adotada. O autor do trabalho precisa contar com um professor-orientador, e no final ainda se tem que passar pela avaliação de uma banca de professores. Ou seja, a obra de Eduardo Meinberg não é simplesmente um livrinho de historinhas gospel, mas é um trabalho acadêmico, um livro que poderá servir de base de pesquisas para outras futuras obras sobre o assunto, que poderão, a seu tempo, trazer novas luzes para o fenômeno do neopentecostalismo no Brasil.



Estrutura de um trabalho acadêmico. Quem já fez (o apóstolo [?] Rina e seus advogados acho que já fizeram!) sabe o “trabalho” em pesquisas que dá!

Sendo um trabalho científico, uma obra acadêmica, um estudo, por que a Igreja Bola de Neve tentaria impedir que tal material chegue ao público? Qual o medo que uma obra, pautada em observações e estudos de outros autores pode trazer à denominação?

Segundo, quem é Eduardo Meinberg, o autor da perseguida obra A grande onda vai te pegar? É um espertinho que quer ganhar dinheiro investindo em livrinhos de leitura fácil gospel? As informações abaixo foram retiradas do seu Currículo Lattes (algo que o apóstolo [?] Rina e seus advogados conhecem, tenho certeza, é claro!!!):

“Doutorando em História Social pela USP, mestre em História pela UDESC (2010), especialista em Marketing e Comunicação Social pela Fundação Cásper Líbero (2002), bacharel e licenciado em História pela USP (1999). Membro da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR) e do GT História das Religiões e Religiosidades da Associação Nacional de História (GTHRR/ANPUH). Integrante da comissão editorial dos periódicos: a) Revista Brasileira de História das Religiões, do GTHHR/ANPUH (ISSN 1983-2850), b) PLURA – Revista de Estudos de Religião da ABHR (ISSN 2179-0019), c) Angelus Novus – Revista dos alunos de pós-graduação em História da USP (ISSN 2179-5487) e d) História Agora – Revista de História do Tempo Presente (ISSN 1982-209X). Pesquisador do NEHO – Núcleo de Estudos em História Oral da USP, do GREPO – GP Gênero, Religião e Política da PUC/SP e do GEPP – GE Protestantismo e Pentecostalismo da PUC/SP. Tenho experiência na área de História Contemporânea, pesquisando temas relacionados a religião e religiosidades: marketing, espetáculo e ciberespaço / canção gospel / intolerância / transgeneridade, transexualidade, travestilidade / igrejas inclusivas LGBT / ateísmo e descrença / profissionais do sexo / heavy metal. No mestrado pesquisei sobre marketing, espetáculo e ciberespaço na Bola de Neve Church. No doutorado pesquiso bricolagens e trânsitos religiosos de pessoas que se definem em trânsitos de gênero. Contato: edumeinberg@gmail.com
(Texto informado pelo autor)”

Essa é só uma breve apresentação do autor da obra que, não se sabe porquê, está sendo impedida de ser vendida pela Igreja Bola de Neve. Eduardo Meinberg tem dezenas de trabalhos publicados, que podem ser acessados em seu Currículo Lattes. Se fôssemos também colocar o currículo do orientador, do pessoal da banca avaliadora, o próprio histórico da Fonte Editorial (conhecida pela publicações de obras acadêmicas cristãs), aí ninguém mais iria ler esse artigo.

Um autor com esse currículo mancharia sua reputação e história com um livrinho de contos gospel que buscasse apenas denegrir ou prejudicar quem quer que fosse, sem nenhum embasamento?



Liberdade de expressão boa é aquela que só serve para defender a gente. Se for contra a gente não vale!!!

Terceiro, a tal da “liberdade de expressão”. É muito bonito ouvir essa expressão nas Marchas para Jesus, quando os líderes gospel e os políticos em cima do palco principal a bradam e fazem a plateia repetir, em referência à liberdade que querem para denunciar o homossexualismo. Porém, a tal “liberdade de expressão” só vale quando é favorável ao líder gospel. Esse negócio de “liberdade de expressão” para homossexuais, críticos e autores de livros acadêmicos tem que ser reprimida a qualquer custo.

Ora, o que um livro acadêmico pode trazer de tão ruim para a Igreja Bola de Neve e seu apóstolo (?) Rina, para que tenham que acionar seus advogados contra a publicação? Será que têm algo a esconder?

No dia 30 de outubro passado “quase que não foi” o lançamento do livro A grande onda vai te pegar. É que no local surgiram dois rapazes de porte bastante avantajado, seguidos de advogados, que queriam impedir o lançamento. Dias antes tinham aberto um “agravo de instrumento”, que foi INDEFERIDO pelo juiz responsável. O “agravo de instrumento” está disponível aqui. Mas, mesmo com a presença intimidante dos enviados da Bola de Neve, o lançamento ocorreu.

Uma ovelhinha cristã disse que o apóstolo (???? – ops, travou a tecla) Rina quer entrar com uma ação civil contra o autor, Eduardo Meinberg. E que está tendo culto na tal igreja com “orações fortes”, determinando a queda do “inimigo” e a vitória judicial.

Ah, mas sinceramente não acredito que eles estejam fazendo isso!!! Não acredito mesmo!!!! Eu que sou menos inteligente jamais daria um tiro no pé desses!!!

E você, o que acha?

Enfim, não temos o livro (ainda!) mas tem a tese de mestrado que deu origem ao livro, que podemos apreciar até que o livro resolva aparecer nas livrarias do país. Assim que aparecer, recomendo a compra e a leitura, pois é um assunto muito pertinente nesses dias em que vemos muitas das profecias bíblicas se cumprindo.

“Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” – 2 Coríntios 12:10

“Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.” – 2 Coríntios 4:9

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.” -; Mateus 5:10



Quando as Escrituras se cumprirem, até no Brasil teremos perseguições aos cristãos. Será que, sutilmente, já não estamos começando a viver isso?

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;
Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.
Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.
Mas todas estas coisas são o princípio de dores.
Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vosão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.
Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarào.
E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.
Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.
E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda;
Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes;
E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa;
E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes.
Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado;
Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.
E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.
Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito;
Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” – Mateus 24:4-24

Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!
Rebanho Marginal

Pastor da Igreja Universal tocando tambor e os demônios se manifestam ..é uma gritaria de dar inveja aos fãs do justin Bibier

O Sincretismo religioso tomou conta da Igreja Universal. Além do sal, das velas, dos descarregos, da sessaõ da meia noite e da mesa branca do desmanche. Agora os pastores aderiram o tambor usado em terreiros para invocar os demônios. Vejam o video abaixo e me digam se isso é, ou não é uma macumba evangelica??


26 de novembro de 2013

Dirceu foi contratado em hotel de Brasília por R$ 20 mil mensais



O ex-ministro José Dirceu, preso devido à condenação no processo do mensalão, foi contratado pelo hotel Saint Peter, em Brasília, como gerente administrativo, por um salário de R$ 20 mil mensais. A carteira de trabalho dele foi assinada no último dia 22.
Dirceu cumpre pena de 7 anos e 11 meses por corrupção ativa no regime semiaberto, o que lhe dá direito a sair durante o dia para trabalhar. A defesa dele entrou, então, com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele possa trabalhar durante o dia. O pedido também foi encaminhado à VEP (Vara de Execuções Penais). Segundo a assessoria de imprensa do Supremo, quem irá decidir será o juiz da VEP.

Carteira de trabalho
Ex-ministro foi contratado por hotel em Brasília

Os documentos de contratação de Dirceu constam do pedido entregue ao STF, disponível no andamento eletrônico do processo.
No pedido, a defesa ressalta que Dirceu "preenche todos os requisitos necessários para que lhe seja deferida a possibilidade trabalho externo. Além de estar cumprindo pena em regime no qual se admite tal medida, o requerente possui toda sua documentação pessoal em ordem", além de possuir "proposta concreta de trabalho", exigência legal para que seja concedido o benefício do trabalho externo. Diz que, inclusive, "já elaborou e assinou o competente contrato de trabalho e carimbou carteira de trabalho do requerente".
O pedido feito ao tribunal destaca que consta do contrato de trabalho que o hotel está ciente quanto às restrições de horário de Dirceu, uma vez que precisará passar as noites na cadeia. Segundo o contrato, o horário de trabalho dele será das 8h às 17h, com almoço de uma hora, das 12h às 13h. Na ficha de solicitação de emprego, Dirceu diz que está se candidatando à vaga por "necessidade e por apreciar hotelaria e área administrativa". 
Preso em 15 de novembro junto com outros réus do processo, Dirceu candidatou-se à gerência do hotel brasiliense três dias depois, em 18 de novembro.
O estabelecimento fica na quadra 2 do Setor Hoteleiro Sul de Brasília, próximo à área central da capital, como a Esplanada dos Ministérios. O hotel diz em seu site que é "o maior da área central de Brasília", com 427 apartamentos, incluindo 16 quartos adaptados para portadores de necessidades especiais. A diária para um quarto "executivo single" sai por R$ 440. Também há salas de conferência e espaços para eventos.
Dirceu também foi condenado a dois anos e 11 meses de prisão pelo crime de formação de quadrilha, mas, como teve quatro votos favoráveis em sua condenação, será julgado novamente pelo STF no ano que vem. No julgamento, o STF considerou que Dirceu era o chefe da quadrilha do mensalão.

26.nov.2013 - Fachada do Hotel Saint Peter, que fica no setor hoteleiro sul, em Brasília, onde o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento com o mensalão, foi contratado como gerente administrativo, por um salário de R$ 20 mil. A carteira de trabalho dele foi assinada no último dia 22. Dirceu cumpre pena de 7 anos e 11 meses por corrupção ativa no regime semiaberto, o que lhe dá direito a sair durante o dia para trabalhar. A defesa dele entrou, então, com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que ele possa trabalhar durante o dia Pedro Ladeira/Folhapress




25 de novembro de 2013

Genoíno e a Medalha do Pacificador: vai cassar ou não, General Enzo?




General Albuquerque condecora José Genoíno com a Medalha do Pacificador 
(Imagem: reprodução do blog do Lício Maciel)
Não tem mais desculpa. 
O mensaleiro José Genoíno, agraciado com a Medalha do Pacificador em 2003 pelo General Albuquerque, então Comandante do Exército e atual membro do Conselho de Administração da Petrobrás, teve sua condenação pelo STF transitada em julgado e está recolhido à prisão.
Decreto 4.207, de 23 de abril de 2002, que regula as condições para concessão da medalha, estabelece o seguinte em seu Capítulo IV:
CAPÍTULO IV

DA CASSAÇÃO
Art. 10. Perderá o direito ao uso da Medalha do Pacificador e será excluído da relação de agraciados:
...
II - o condecorado nacional ou estrangeiro que:
a) tenha sido condenado pela justiça do Brasil, em qualquer foro, por sentença transitada em julgado, por crime contra a integridade e a soberania nacionais ou atentado contra o erário, as instituições e a sociedade brasileira;
...
Parágrafo único. A cassação será feita ex officio, em ato do Comandante do Exército.
 Então, General Enzo, cassa ou não cassa?
Repassando...
Este esclarecimento talvez não fosse necessário, uma vez que o Decreto 4207/2002fala em condenação pela justiça brasileira emqualquer foro, mas vamos lá:

- Genoíno foi condenado pelo STF a seis anos e 11 meses por dois crimes: formação de quadrilha e corrupção ativa.


- À condenação dois anos e três meses por formação de quadrilha ainda cabe recurso, face aos embargos infringentes.


- Já a pena por corrupção ativa, de quatro anos e oito meses, não é passível de recurso e transitou em julgado.

Portanto, as condições para a cassação da medalha estão plenamente configuradas
.
QUEM VIVER...VERÁ...

---------- Mensagem encaminhada ----------
Data: 25 de novembro de 2013 18:35
Assunto: FW: REPASSO: Genoíno e a Medalha do Pacificador: vai cassar ou não, General Enzo?
Para: 

24 de novembro de 2013

Sexo antes do casamento pode? Caio Fábio diz que sim!


Caio Fábio divulgou mais um vídeo insano, para não dizer polêmico, a ponto de até alguns dos seus seguidores estranharem suas declarações a respeito do sexo antes do casamento. No vídeo, o psicanalista clínico e escritor, que se intitula pregador do Evangelho da Graça de Jesus, defere uma declaração antibíblica, frouxa, liberal, ao se omitir perante a prática da relação sexual antes do matrimônio e nas entrelinhas deixar claro que para ele não há problema algum.

Assista ao vídeo abaixo:




Nunca escondi que acompanhava o Caio Fábio, até escrevi sobre a possibilidade de conviver com algumas de suas percepções de mundo. Francis Shaeffer sugere em sua obra “A igreja e o mundo que a observa” que oremos pelo clã dos teólogos liberais e que saibamos conviver com eles em amor, porém sem abrir mão da Verdade e do discurso que desmascara mentira. Contudo, de uns dias para cá o tal “Caião” anda melando tudo e eu não quero me sujar, nem por osmose!

Sua Teologia humanista e liberal é destrutiva, deixa tudo solto, a gosto do freguês – nada mais parece ser pecado, tudo é relativo!

O blogueiro Rodrigo Ribeiro revoltado com a visão do Caio registrou: “Eis o ministério deste lobo: deixar pecadores tranquilos em seus pecados. Um dia dará contas a Deus!”

Em seu Blog o Pastor Renato Vargens elencou 4 razões pelas quais o Cáio Fábio está, e muito, equivocado e citou algumas observações do Rev. Augustus Nicodemus sobre o mesmo tema. Veja:

Na opinião de Caio desde que não haja defraudação na relação, não há problema de que os amantes se envolvam sexualmente.

Caio também disse que ele, à luz do evangelho, não pode se contrapor àqueles que agem desta forma, mesmo porque, não dá pra se convencionar o que seja casamento.

Pois bem, diante do exposto gostaria de enumerar 04 motivos porque considero que o ensino de Caio Fábio esteja equivocado:

  1- Em 1 Corintios 7:8,9, Paulo orienta a igreja dizendo que é melhor com que o solteiro se case do que viver abrasado.

  2- A Bíblia não permite relações sexuais fora do matrimônio (1 Coríntios 6.18-7.2) e condena imoralidade como um pecado que afronta a santidade do Senhor.

  3- Deus instituiu o casamento para a nossa felicidade, plenitude e segurança, e que este deve ser honrado por todos. Na Bíblia existem inúmeros versículos que declaram o sexo antes do casamento como sendo um pecado (Atos 15:20, 1 Coríntios 5:1; 6:13, 18; 10:8, 2 Coríntios 12:21, Gálatas 5:19, Efésios 5:3; Colossenses 3:5, 1 Tessalonicenses 4:3; Judas 7).

  4- As Escrituras ensinam que o sexo entre o marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova (Hebreus 13:4). O texto bíblico ensina que o leito conjugal, deve ser conservado puro e sem mácula e que o Senhor julgará os imorais e os adúlteros.”

Quanto a relativização do casamento comum aos dias de hoje reproduzo parte de um artigo publicado pelo meu amigo Augustus Nicodemus que fez alguns comentários extremamente interessantes sobre o casamento os quais concordo plenamente e compartilho abaixo:

  1) Relações sexuais diante de Deus não é bem o conceito de casamento que encontramos na Bíblia. O quadro que temos é muito mais complexo. Envolve responsabilidade pública e legal, pois tinha a ver com a herança e a proteção da esposa e os direitos dos filhos. Quando não há um compromisso oficial, mas apenas um viver juntos, como se pode falar em adultério, divórcio, herança de filhos, propriedade de terras, sustento para a desamparada, etc.?

  2) Israel era uma teocracia, isto é, Estado e Igreja estavam juntos. As festas de casamento representavam a legalização “civil” da união. Hoje, nas modernas democracias, o estado é laico, e não se precisa da cerimônia religiosa, e sim a legalização pelo poder público. Igreja não casa, pastor não casa, padre não casa. Quem casa é o juiz, representando o Estado. A Igreja faz um culto e invoca a bênção de Deus sobre o casal. No chamado “casamento religioso com efeito civil,” o pastor está agindo como se fosse o juiz, tudo acertado antes no cartório, e ratificado depois, senão perde a validade.

  3) O “casamento” de Adão e Eva não pode ser tomado como padrão para a humanidade. Eles nem tinha umbigo! Não havia ainda estado, igreja, sociedade, pessoas. O que aprendemos com o episódio é que a vontade de Deus que a humanidade se organize em famílias, compostas de um homem e de uma mulher, e que vivam unidos para sempre, criem seus filhos e dominem a terra. A legalização e a oficialização disto é uma decorrência natural e lógica quando o pecado entrou no mundo e apareceram outras mulheres e outros homens, a luta pelas terras e propriedades, o egoísmo do homem que desampara a mulher depois de abusar dela, e assim por diante. Por este motivo encontramos leis sobre divórcio, leis sobre herança de filhos, leis sobre os filhos de uma mulher que não é a esposa legítima, etc. etc.

  4) É evidente que as festas de casamento, com véu e grinalda, etc. são coisas absolutamente culturais e que mudam de acordo com os tempos e épocas. O que vale é que aquele momento em que os dois, diante do representante do governo (pode ser o pastor fazendo o casamento com efeito civil), prometem fidelidade, suporte, apoio e amor mútuos até que a morte os separe e assinam o contrato, que haverá de garantir os direitos deles e dos filhos, para o bem da sociedade e da família. Era isto, guardadas as devidas proporções, que acontecia nos tempos bíblicos em Israel, com os patriarcas fazendo as vezes, e depois os sacerdotes, juízes, anciãos, etc.

  5) União civil não é casamento, mas um mecanismo para garantir os direitos dos que vivem juntos a um tempo, como se casados fossem.

Concluo essa breve reflexão lembrando de Paulo que ao escrever a Timóteo disse:
“… Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento…” (1Tim 4.1-3).

Que Deus nos livre deste relativismo que tanto mal tem feito a igreja brasileira.

Pense nisso!

Renato Vargens

Definindo Igreja e Desigrejado


Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes


Quando eu uso o termo “desigrejado,” estou me referindo àquela pessoa que se professa crente em Jesus Cristo mas que não tem qualquer relacionamento sério com uma comunidade cristã que contenha o mínimo necessário para ser considerada uma igreja.

E quando eu uso o termo “igreja,” como acabei de fazer no parágrafo anterior, não estou me referindo ao templo ou construção que leva este nome. Não uso a palavra “igreja” aqui no mesmo sentido de “templo” no Antigo Testamento, que se referia à construção feita por Salomão. Quando eu digo “igreja” me refiro a um ajuntamento de cristãos que se reúnem regularmente para comunhão e outras atividades que definem aquilo que o Novo Testamento chama de “igreja”.

Portanto, quando eu digo “desigrejado,” não estou me referindo necessária e exclusivamente a uma pessoa que parou de ir a um templo evangélico aos domingos, mas a uma pessoa que parou de congregar-se com outros cristãos, quer seja em templos evangélicos, nas casas, ou em qualquer outro lugar, para fazer aquilo que é próprio de uma igreja conforme o Novo Testamento nos ensina.

“Igreja”, conforme o Novo Testamento nos ensina, é uma comunhão de pessoas que professam a mesma fé em Jesus Cristo. Estes irmãos se reúnem e desenvolvem atividades que identificam o grupo (grande ou pequeno, em casas ou templos, com denominação ou sem denominação) como uma expressão visível da Igreja de Cristo, o seu corpo, a sua noiva, Igreja esta invisível, una e universal.

Estas atividades que caracterizam uma "igreja" local são: estudo da Palavra de Deus, realização do batismo e da Ceia e o exercício da disciplina espiritual entre si. Além destas atividades, uma “igreja” – não no sentido de templo, prédio, construção ou denominação – tem líderes espirituais que a governam, e que são escolhidos de entre os irmãos. Consideremos o embasamento bíblico em seguida.

1) Quando não havia ainda nem templos e nem denominações Jesus instituiu a sua igreja sobre a declaração de Pedro, que ele era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.15-19). Todavia, fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha, Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem participarmos de um grupo, comunidade, comunhão, denominacional ou não, onde somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados na verdade apostólica registrada nas Escrituras, e onde os que se desviam desta verdade são rejeitados.

2) Também muito antes de aparecerem as denominações e os templos cristãos, Jesus estabeleceu o que chamamos de disciplina bíblica, quando ensinou aos seus discípulos de que maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20). Após repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido, deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Um bom exemplo disto é a exclusão do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5).

3) Jesus também determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico, que já começava a ser cometido à forma escrita. Eles estabeleceram líderes espirituais sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg 5.14).

4) Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). E tudo isto poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de aparecer a igreja institucionalizada e as denominações.

5) Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16). Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34).

Para mim, a Igreja de Cristo é muito maior que uma denominação – inclusive a minha. As igrejas denominacionais instituídas e organizadas não são a única expressão válida da Igreja de Cristo. Onde houver um grupo de cristãos que fazem estas coisas prescritas por Jesus e pelos apóstolos (itens 1 a 5 acima), ali está a igreja, ainda que imperfeita.

“Desigrejado,” para mim, é quem diz ser cristão não quer participar de nenhuma destas opções, não quer ser ensinado, corrigido e nem servir e abençoar os demais. Resta a questão se um “desigrejado,” assim definido, pode, de fato, se considerar um cristão verdadeiro. Calo-me aqui.
Teologia e Apologetica

23 de novembro de 2013

O que é Heresia?



Rô Moreira

Heresia deriva da palavra grega háiresis e significa: "escolha", "seleção", "preferência". Daí surgiu a palavra seita, por efeito de semântica.
Do ponto de vista cristão, heresia é o ato de um indivíduo ou de um grupo afastar-se do ensino da Palavra de Deus e adotar e divulgar suas próprias idéias, ou as idéias de outrem, em matéria de religião. Em resumo, é o abandono da verdade.
O termo háiresis aparece no original em Atos 5.17; 15.5; 24.5; 26.5; 28.22. Por sua vez, "heresia" aparece em Atos 24.11; 1 Coríntios 11.9; Gálatas 5.20 e 2 Pedro 2.1.
O estudo da heresiologia é importante, sobretudo pelo fato de os ensinos heréticos e o surgimento das seitas falsas serem parte da escatologia, isto é, um dos sinais dos tempos sobre os quais falaram Jesus e seus apóstolos.
O apóstolo Paulo, por exemplo, nos dois primeiros versículos do capítulo quatro da sua primeira epístola a Timóteo, escreve:
"Mas o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que têm cauterizada a própria consciência".
O apóstolo Pedro escreve também:
"Assim como no meio do povo surgiram falsos profetas, as¬sim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras, até ao ponto de negarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme" (2 Pe 2.1-3).
Uma seita é identificada, em geral, por aquilo que ela prega a respeito dos seguintes assuntos:
 A Bíblia Sagrada
 A Pessoa de Deus
 A queda do homem e o pecado
 A Pessoa e a obra de Cristo
 A salvação
 O porvir
Se o que uma seita ensina sobre estes assuntos não se coaduna com as Escrituras, podemos estar certos de que estamos diante duma seita herética.
Entre as muitas razões para o surgimento de seitas falsas no mundo, hoje, destacam-se as seguintes:
 A ação diabólica no mundo (2 Co 4.4).
 A ação diabólica contra a Igreja (Mt 13.25).
 A ação diabólica contra a Palavra de Deus (Mt 13.19).
 O descuido da Igreja em pregar o Evangelho completo (Mt 13.25).
 A falsa hermenêutica (2 Pe 3.16).
 A falta de conhecimento da verdade bíblica (1 Tm 2.4).
 A falta de maturidade espiritual (Ef 4.14).
Esperamos, pois, que esta leitura possa de alguma forma ajudar àqueles que estão à procura da verdade libertadora, Jesus Cristo (Jo 8.38).

Genoíno, o herói de barro - Depoimento do Cel Res que Capturou "geraldo"

"Genoino, aquele rapaz foi esquartejado!": Genoino, um brasileiro assassino na Guerrilha do Araguaia


Discurso* do Coronel Lício Augusto Maciel na Câmara dos Deputados, em sessão
solene em homenagem aos combatentes mortos no Araguaia, realizada no dia

26 Jun 2005.

"Genoíno, olhe no meu olho, você está me vendo.
Eu prendi você na mata e não toquei num fio de cabelo seu.
Não lhe demos uma facãozada, não lhe demos uma bolacha -
coisa de que me arrependo hoje."


Discurso* do Coronel Lício Augusto Maciel na Câmara dos Deputados, em sessão solene em homenagem aos combatentes mortos no Araguaia, realizada no dia 26 Jun 2005.


"Genoíno, olhe no meu olho, você está me vendo. Eu prendi você na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não lhe demos uma facãozada, não lhe demos uma bolacha - coisa de que me arrependo hoje."


Como participante dos acontecimentos que passo a relatar, fiz apenas um resumo dos itens mais perguntados, porque a dissertação será por rememoração dos fatos. Para isso, tiro os óculos, a fim de que aqueles que vou citar me olhem bem no fundo dos olhos e tenham suficiente coragem de afirmar que tudo o que foi dito aqui é a pura verdade - se bem que não há necessidade, porque eles mesmos já confirmaram em outras ocasiões.

O primeiro item selecionado se refere à razão da minha escolha para a missão de descobrir o local da guerrilha, que hoje se diz Guerrilha do Araguaia.

Em 1969, após a morte do terrorista Marighella em São Paulo, em seus documentos foram encontradas várias citações sobre o local da "grande área", uma possível grande área de treinamento de guerrilha.

Eu estava chegando a Brasília em 1968, já pela segunda vez. No meu passado, em 1954, fiz o curso de pára-quedista e, em seguida, o curso de Forças Especiais da Divisão de Pára-Quedistas, especializando-me na modalidade Guerra na Selva. Posteriormente, ao curso de Operações Especiais (hoje Forças Especiais) foram incorporadas outras especialidades e, mais tarde, criado o Centro de Instrução de Guerra na Selva, CIGS, no coração da Amazônia.

Detentor do curso de Forças Especiais e considerado, à época, elemento com credenciais para desenvolver operações de selva, percorri muitas vezes a rodovia Belém-Brasília, estrada pioneira (de barro). Eu e minha equipe, de 3 ou 4 homens, chegamos à conclusão, pelos indícios obtidos, de que a "grande área" estava na região do "Bico do Papagaio", entre Xambioá, Marabá, Tocantinópolis e Porto Franco.

Não obstante, o fato mais importante que nos permitiu chegar a essa conclusão foi a prisão, em Fortaleza, do terrorista Pedro Albuquerque. Pedro Albuquerque foi preso quando tentava tirar documentos em Fortaleza. Recolhido ao xadrez, tentou suicídio, cortando os pulsos. A sentinela, ao passar, viu, deu o alarme e ele foi levado para um hospital da guarnição.

O documento resultante das declarações de Pedro Albuquerque foi enviado diretamente de Fortaleza para Brasília e chegou às mãos do General Bandeira, que imediatamente mandou buscar o preso. Enquanto eu preparava a equipe, o preso chegou e partimos, junto com Pedro, para o ponto de referência indicado por Pedro: Xambioá.

Chegamos ao Rio Araguaia, pegamos uma canoa grande, com motor de popa e fomos até ao local de Pará da Lama: era uma picada ao longo da floresta, na direção do Xingu. Andamos o dia inteiro. Chegamos ao anoitecer na casa do último morador, com o Pedro levado por nós. Não estava algemado, amarrado ou coisa assim. Ele foi acompanhando nossa equipe, livre. Há várias testemunhas desse episódio aqui presentes.

Chegamos à casa de Antônio Pereira, pernoitamos sob telheiros e, no dia seguinte, às 4 horas, prosseguimos em direção ao local indicado pelo Pedro Albuquerque. Ao chegarmos lá, avistamos três homens, ou melhor, três pessoas, pois uma era mulher, descansando para almoço, presumo. Aproximamo-nos do local para conversar com eles, para saber o que estavam fazendo ali. Eram três e, no nosso grupo, havia seis, o que levou-os a fugir.

Fiquei abismado com o estoque de comida e de material cirúrgico encontrado no local, onde havia até uma oficina de rádio, 60 mochilas de lona, costuradas (no local) em máquina industrial. Jogamos muita coisa no meio de um açude, tocamos fogo no resto e voltamos sem fazer prisioneiro.

Poderíamos ter atirado naqueles elementos. Estávamos a 80 metros: um tiro de fuzil os atingiria facilmente, pois estavam sentados. Mas nosso objetivo não era matar, não era trucidar. Nosso objetivo era confirmar o que eles estavam fazendo lá, pois, de acordo com Pedro Albuquerque, eram guerrilheiros. Estavam exatamente na área indicada por Pedro Albuquerque que, aliás, viu toda a operação.

Destruímos todos os seus aparelhos e um grande volume de frutas - melancia, jerimum etc. Ficamos impressionados com a quantidade de comida que havia lá, inclusive sacas de arroz; havia até, como já disse, uma oficina de rádio, com equipamentos sofisticados. Embora uma oficina rústica, mas que funcionava, assim como o gerador, lá atrás.

O Pedro Albuquerque retornou com dois dos nossos, sendo recolhido ao xadrez de Xambioá, e continuamos nossa missão.

Como os três elementos fugitivos certamente avisaram para o resto do grupo do Destacamento C, mais ao sul, em frente a São Geraldo do Araguaia, que estávamos indo para lá, ao chegarmos os vimos fugindo com muita carga - até violão levavam. Estavam se retirando da área do Destacamento C, do Antônio da Dina e do Pedro Albuquerque.

É bom lembrar que Pedro Albuquerque nos levara ao Destacamento C, ao qual pertencera e de onde fugira porque os bandidos exigiram que fizesse um aborto em sua mulher, que estava grávida. Mas o casal não se conformou com a ordem, principalmente porque outra guerrilheira grávida tinha sido mandada para São Paulo, para ter o filho nas "mordomias" daquela cidade. Coincidentemente, ela era casada com o filho do chefe militar da guerrilha, Maurício Grabois.

Passamos a perseguir esse grupo e continuamos avançando. Embora chovesse bastante, estávamos nos aproximando. Eles resolveram soltar a carga que estavam levando e o guia, morador da área, disse-me: "Agora, nós não vamos pegar eles porque estão fugindo pra gameleira".

Demos uma meia parada e passamos a destruir o equipamento abandonado por eles. Foi então que pressentimos a vinda de alguém pela trilha. Nós estávamos no meio da mata e esse elemento vinha pela trilha. Agachamo-nos e observamos um elemento forte, com chapéu de couro, mochila nas costas e facão na cintura. Então, quando chegou bem próximo, dei a ordem: "Prendam esse cara!"

Não sei, não posso me lembrar, se foi o Cid ou se foi o Cabo Marra que pegou o Genoíno, pois esse elemento, que dizia chamar-se Geraldo, posteriormente foi identificado como Genoíno - que naturalmente está me olhando agora. E eu tiro os óculos justamente para ele me reconhecer, porque da minha cara ninguém esquece, principalmente com aquela cara que eu estava na mata, depois de vários dias passando fome e sede, sujo, cheio de barba... Mas é a mesma cara... É o mesmo olhar de quando o encarei e disse: "Seu mentiroso! Confesse! Você não tem mais alternativa".

Por que eu descobri que o Genoíno era guerrilheiro ?

Ele se dizia Geraldo e se dizia morador da área (claro, elemento na área, suspeito, eu mandei deter). Mesmo algemado e com tudo nas costas, uma mochila pesada e grande, ele fugiu. O Cabo Marra deu três tiros de advertência, e ele parou. Mas não parou por causa da advertência, parou porque se emaranhou no cipoal e o pessoal conseguiu pegá-lo.

Eu perguntei: "Por que você está fugindo? Nós apenas estamos querendo conversar com você. Para você não fugir, vamos ter de algemá-lo".
"Eu sou morador" - disse ele.

Deixei o pessoal especializado em inquirição conversar com o Genoíno - até então Geraldo. O Cid conversou bastante tempo com o Genoíno e, afinal, veio a mim e disse: "Comandante, não tem nada, não".

"Está bem" - respondi. Como eu já estava há muito tempo no mato e já tinha decidido levar esse Geraldo para Xambioá, peguei a mochila dele.

Quero também ressaltar que havia um elemento na minha equipe - já falecido - especialista em falar com o pessoal da área; um elemento excepcionalmente bondoso, ao qual presto minhas homenagens. O João Pedro, apelidado por nós de Jota Peter, ou Javali Solitário - onde estiver estará me escutando. João Pedro era quem falava com o matuto, com o pessoal da área. Eu, na minha linguagem urbana, não era entendido nem entendia o que eles falavam. Pois bem, o Javali veio a mim e disse: "Ele não tem nada. É morador da área".

Como homem de selva que era, peguei a mochila do Geraldo e comecei a abri-la. Tirei pulôver, rede e um bocado de "bagulho" da mochila do Geraldo, até encontrar um tubo de remédio no fundo da mochila. Ao pegar aquele tubo e olhar para o Genoíno, vi que ele estava lívido, pálido. Lembro-me que ainda lhe disse: "Companheiro, fique tranqüilo porque nós não vamos fazer nada com você; você é morador da área". E abri o tubo...

Lá encontrei material típico de sobrevivência - linha de pesca fina, anzóis. Como eu havia feito um curso e só sabia teoricamente sobre o assunto, interessei-me por aquele exemplo prático, em um local de difícil acesso na selva amazônica. À medida que eu ia puxando aquelas linhas, o Genoíno - aliás, o Geraldo - ia ficando mais desesperado. E quando eu esvaziei o tubo, olhei para ele... estava branco como cera.
Quando eu olhei para ele [Genoíno]e disse: "Você não tem mais alternativa

porque aqui está a mensagem", ele disse: "Eu falo".
Foi quando, lá no fundo do tubo, vi um papel pautado, dessas cadernetas em que todo dono de bodega na área anotava as suas vendas. Cortei uma talisca do meu lado, puxei o papel e lá estava a mensagem do Comandante do Grupamento B, da Gameleira, o Osvaldão, para o Comandante do Grupamento C, Antônio da Dina. Estava lá a mensagem que o Genoíno transportava para o Antônio da Dina. Era uma mensagem tão curta que ele, como bom escoteiro que era, poderia ter decorado, pois até hoje, mais de 30 anos passados, eu me lembro do que ela dizia. Era uma dúzia de palavras em linguajar militar, de próprio punho do Osvaldão, o Comandante do Grupamento B da Gameleira, o grupamento mais perigoso da guerrilha, como constatamos no desenrolar das lutas.

Aliás, esse foi o grupo que matou o primeiro militar na área. Antes de qualquer pessoa morrer, o grupo do Osvaldão matou o Cabo Rosa, Odílio Cruz Rosa. Depois do Cabo Rosa eles mataram mais 2 sargentos e fizeram muito mal aos militares, que nada sabiam até então. Só quem sabia era o pessoal de informações.

Bem, prosseguindo. O Genoino foi mandado para Xambioá. A essa altura ele deixou de ser suspeito e disse tudo sobre a área. Quando eu olhei para ele e disse: "Você não tem mais alternativa porque aqui está a mensagem", ele disse: "Eu falo".
Genoíno, olhe no meu olho, você está me vendo. Eu prendi você na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não lhe demos uma facãozada, não lhe demos uma bolacha - coisa de que me arrependo hoje.

Um elemento da minha equipe, fumador inveterado, abriu um pacote de cigarros, aproveitou aquele papel branco do verso, pegou um toco de lápis, não sei de onde, e o João Pedro começou a anotar o que o Genoino falava. Fui até um córrego próximo beber um pouco d'água. Voltei e o papel estava cheio, com toda a composição da Guerrilha - nomes, locais, Grupamento C, ao sul; Grupamento B, da Gameleira, perto de Santa Isabel; e Grupamento A, perto de Marabá. Eram esse os 3 grupos efetivos, em que se presumiam 30 homens por grupamento, além de um comitê militar, comandado por Maurício Grabois.
"Genoino, aquele rapaz foi esquartejado!"
Peguei aquele papel e ainda comentei com ele: "Pô, meu amigo, tu és um cara importante desse negócio aí, hein?" E mandei o Genoíno para Xambioá, onde foi recolhido ao xadrez e, posteriormente, enviado a Brasília. Três ou quatro dias depois, não me lembro, veio a confirmação da identificação: o guerrilheiro Geraldo era o José Genoino Neto.

Triste notícia veio depois. O grupo do Genoíno prendeu um filho do Antônio Pereira, aquele senhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a quilômetros de São Geraldo. O filho dele era um garoto de 17 anos, que eu não queria levar como guia, porque ao olhar para ele me lembrei do meu filho, que tinha a mesma idade. Eu dissera ao João: "Não quero levar o seu filho". Eu sabia das implicações, ou já desconfiava. Mas o pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, das 5h até o meio-dia, quando encontramos os três nos aguardando para almoçar. Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoíno pegaram o rapaz e o esquartejaram.

Genoino, aquele rapaz foi esquartejado!

Toda a Xambioá sabe disso, todos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antônio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir pelo menos uma desculpa por terem esquartejado o rapaz! Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antônio Pereira; cortaram a segunda orelha; o rapaz urrava de dor; a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos e, no final, deram a facada que matou João Pereira. Pois bem, eles fizeram isso apenas porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas. Para servir de exemplo aos outros moradores, de forma que não tivessem contato com o pessoal do Exército, das Forças Armadas.

Foi o crime mais hediondo de que já soube. Nem na Guerra da Coréia ou na do Vietnã fizeram isso. Algo parecido só encontrei quando trucidaram o Tenente PM Alberto Mendes Júnior. Esse Tenente PM se oferecera voluntariamente para substituir dois subordinados que estavam ferido, capturados pela guerrilha do Lamarca. Lamarca pegou o rapaz, castrou-o, obrigou-o a engolir os órgãos genitais e trucidou-o.

Pois o crime contra o João Pereira foi muito mais grave, muito mais horrendo. E eles sabem disso. Peçam desculpas ao Antônio Pereira, se ele estiver vivo! Tenham a coragem de reconhecer, pois toda a Xambioá sabe disso!

Genoíno preso e identificado... mas a Guerrilha prossegue. Depois de matar o João Pereira, mataram o Cabo Odílio Cruz Rosa; depois do Rosa, eles mataram dois sargentos; depois dos dois sargentos, eles atiraram no Tenente Álvaro, que pode contar a história, como estou contando aqui.

Na minha versão, o Álvaro deu voz de prisão ao bandido e eles atiraram. Outro, que estava atrás, atirou nas costas do Álvaro. Depois desse ferido, houve vários outros feridos, até que, finalmente, eu fui ferido e tive que sair da área.

Porém, antes, as tropas do Exército saíram da área, ao constatar que aquele era um movimento de monta, mais planejado - planejado em Cuba.

Sabemos como funciona a mente de um comunista. Um comunista tranqüilo, sem arma na mão,,, tudo bem. Aquilo é o que ele pensa e a nossa democracia permite isso. Mas aquele que pega em arma, tem de ser eliminado. Um homem que entra numa mata para combater em nome de um regime de Fidel Castro, esse cara tem que ser morto!

Foi então realizada a Operação Sucuri, que fez um levantamento completo de informações: do que se tratava, qual o valor do inimigo, onde ele estava, enfim, todos os itens necessários para que fosse elaborada uma ordem de operações para o combate à Guerrilha. Isso durou 5 ou 6 meses e já existe literatura ´publicada muito boa a respeito.

Elementos militares descaracterizados, à paisana, foram postos dentro da mata, desarmados, com identidade falsa, infiltrados na área dos bandidos. Qualquer um de nós, em sã consciência, reconhece que esses homens da Operação Sucuri foram uns heróis. Naquela época, se me tirassem as armas e me botassem na mata... não sei não... No ímpeto da juventude, talvez eu fosse, como eles foram. Eram capitães, tenentes e sargentos.

Terminada a Operação Sucuri, já sabíamos do que se tratava, confirmadas todas ou quase todas as informações que o Genoíno tinha dado. Três grupos, comando militar e a chefia em São Paulo, sob o comando de João Amazonas - que fugiu da área ao primeiro tiro. Grande valentia! Herói... João Amazonas ?! João Amazonas, repito, fugiu da área ao primeiro tiro, junto com Elza Monnerat. Deixou lá garotos, estudantes e os fanáticos comunistas, tipo Maurício Grabois, que influenciou seu filho, André Grabois, o personagem central do evento que vou relatar agora.

O comandante do Comitê militar da guerrilha era o André Grabois. A esposa dele, a Criméia, que talvez esteja me olhando, disse que o pegamos numa emboscada, mas não houve emboscada!

Como o Exército saíra da área para fazer operação de informações, a Operação Sucuri, eles cantaram vitória prematuramente: "Seu Exército é de fritar bolinho".

Muito bem... fritamos bolinho !

Eu já estava de volta à área e recebi a seguinte ordem: "Vá à região de São Domingos a pé, porque de viatura não se chega lá. Eles destruíram uma ponte na Transamazônica." Peguei a minha equipe e fui para São Domingos. Atravessei o rio. A ponte, de madeira, estava destruída, mas atravessei a vau. Cheguei a São Domingos e encontrei o posto da PM incendiado. Ao alvorecer daquele dia - se não me engano, 10 de outubro de 1973, eles destruíram e incendiaram o posto. Deixaram todos os militares nus, inclusive o Tenente PM comandante do destacamento; pegaram todo o armamento, toda a munição e todo o fardamento. Entraram na mata e deixaram um recado: "Não ousem nos seguir, porque o pau vai quebrar".

Infelizmente, Criméia, seu marido morreu por isso: pude ver as suas pegadas bem nítidas, pois eles estavam carregados com cunhetes de munição, fuzis da PM, revólveres, e foi fácil seguir o grupo.

No terceiro dia, para resumir, houve o encontro. Eles estavam tão certos de que o Exército não iria lá que estavam caçando porcos. Às 6 da manhã, eu escutei o primeiro tiro e o grito dos porcos. Às 15 horas houve o combate. Vejam bem o espaço de tempo: de 6 da manhã às 15 horas. Eu estava a menos de 10 metros do primeiro homem, que era o comandante do grupo, André Grabois, filho de Maurício Grabois. Ele estava sentado, com um gorro da PM na cabeça, que tomara do Tenente, e uma arma na mão. Olhei para os meus companheiros, que vinham rastejando, e perguntei: "Será que vamos encontrar um bando de PMs aí ?"

Olhei... eles entraram em posição... e eu me levantei. Quase encostei o cano da minha arma em André Grabois: "Solte a arma !". Ele deu aquele pulo e a arma já estava na minha direção. Não deu outra: os meus companheiros, que chegavam, acertariam o André, caso eu tivesse errado, o que era muito difícil, pois estava a um metro e meio, dois metros dele.

Foi destruído o Comando militar da Guerrilha. Todos eram formados na China, em Pequim, em Cuba. Não me lembro do nome de todos, mas citarei alguns: André Grabois; o pai, Maurício Grabois, que mandou o filho fazer curso em Cuba; o Calatroni; o Nunes. O João Araguaia se entrincheirou atrás de um tronco de árvore e não se mexeu; depois do tiroteio, saiu correndo, sem arma. Ninguém atirou no João Araguaia porque ele estava sem arma. O Nunes estava gravemente ferido, mal falava e, quando o fazia, o sangue corria pela boca, mas ele conseguiu dizer da importância do grupo e citou os nomes - não sei se nome ou codinome - de todos eles: o Zequinha, ele disse, esse é o André Grabois. Estava morto.

Esse foi o primeiro combate significativo contra os guerrilheiros, onde foram desmoralizados. Eles diziam para os soldados não entrarem na mata porque os oficiais não entravam. Ora, o próprio acampamento dos militares ficava no meio da selva...

Em seguida, ocorreu o incidente do dia 23 de outubro, 10 dias depois. Continuando na perseguição ao bando, encontramos pegadas de um grupo numeroso. Aquele grupo, do Zé Carlos, era do Grupamento A. Quando encontramos umas trilhas, depois, soubemos que era do Grupamento B, do Osvaldão. Eu já estava a menos de 100 metros do grupo quando percebi o guia voltando para a retaguarda. O guia era um morador da área, que não tinha nada com a guerra; estava lá apenas auxiliando o Exército a pegar os "paulistas", que era como chamavam os guerrilheiros.

Quando o guia começou a retrair, achei que a coisa estava feia, mas continuei. Nisso, um dos guerrilheiros retorna, volta inesperadamente, e dá de cara comigo. Eu agachado e ele olhando para mim. Foi quando dei a ordem de prisão: "Mãos na cabeça !".

Ele levantou uma mão e foi quando vi que era uma mulher. Ela levantou uma mão fazendo sinal de... para eu ficar olhando para a mão enquanto ela desamarrava o coldre. Dei 3 vezes a ordem de prisão, mas ela não obedeceu. Quando eu vi que ela estava abrindo o coldre gritei "Não faça isso !". Mas ela sacou a arma e vi que não tinha jeito: atirei. Acertei a perna dela, que caiu, caiu feio. Aliás, ela não caiu, desmoronou; deu um salto, como se tivesse recebido uma patada de elefante. Ela caiu uns 3 metros adiante, tal o impacto.

Eu corri, ela não estava mais com a arma, estava nos estertores da dor, chorando e gritando. Eu disse: "Fica calma que vamos te salvar". Procurei a arma... a selva muito cheia de folhas... não achei a arma. Meu erro: não deixei um sentinela com ela. Éramos poucos, eles eram vinte, eu precisava de gente.

Continuamos a perseguição ao grupo, e eles atravessaram o córrego. Resolvi voltar, já estava escurecendo. Quando me agachei ela atirou-me, à queima roupa. O tiro pegou na mão e acertou na face, atravessando o véu palatino e se encaixando atrás da coluna; e eu caí. Outro tiro que ela deu acertou o braço do Capitão Curió, subcomandante da equipe. O restante da minha equipe revidou, claro, encerrando a carreira de bandido da Sônia, nome da guerrilheira.

Fui carregado em uma rede e transportado na mata. Altas horas da noite, os soldados que estavam me carregando passaram os seus fuzis para um outro, do lado deles. E o que ia levando 2 fuzis, um fuzil batendo no outro, fazia muito barulho na mata, o que se propagava a longa distância. Os terroristas haviam armado uma emboscada que teria sido o fim para nós. Mas aquele companheiro, com o qual eu brigava tanto, pedindo que deixasse de fumar, nos salvou. Ele, que assumira o comando da equipe, mandou parar, para dar uma pitada. Isso, a uns 50 metros da emboscada. Paramos e ficou aquele silêncio. Eu fui estendido no chão, dentro da rede, sangrando muito, quase desacordado. Os terroristas, então, achando que havíamos pressentido a emboscada, fugiram - aqueles valentes guerrilheiros ! Claro que eles teriam matado todos nós, não tenham dúvida. Nós estávamos completamente sem atenção, pois a minha equipe estava levando o seu comandante, quase morto, para o primeiro local onde o socorro poderia alcançar.

Na localidade de São José, pediram uma ambulância para levar um ferido. De São José, a ambulância me levou para Bacaba, de lá para Marabá e de Marabá para Belém, onde passei uns dias para me restabelecer e ter condições de viajar. Depois fui levado para Brasília onde fui operado. A operação se revestia de cuidados especiais, sob o risco de ficar paraplégico para o resto de minha vida. Graças a Deus, as sequelas foram muito menores e hoje eu estou falando aos senhores aqui, com muita honra.

Encerrando, digo que é muito difícil falar em conclusões de uma luta de 4 anos. Citarei apenas 2 dos itens que alinhavei para as conclusões. Permitam-me que os leia e que recoloque os óculos para isso.

Primeira conclusão: tenho imenso orgulho de haver participado dessa luta, por ter agido positivamente para evitar que os guerrilheiros do PCdoB implantassem no País um regime comunista igual ao de Cuba, com paredão e tudo - a propósito, esse risco não acabou, alerto.

Segunda conclusão: além de prestar homenagem às bravas esposas dos militares, tanto daquela época quanto da atual, estendo aos membros da minha valorosa equipe a honra de que estou sendo alvo presentemente.







Fonte: montedo

Fonte Blog do Gari
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