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A igreja de Jesus Cristo, desde a sua origem, tem passado por terríveis perseguições.



Texto apologético publicado no boletim da IEC Vale da Bênção de Limoeiro, na ocasião das festividades alusivas ao santo católico nesta cidade)
A igreja de Jesus Cristo, desde a sua origem, tem passado por terríveis perseguições. Essa realidade já havia sido anunciada pelo próprio Jesus quando afirmou aos seus discípulos: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (Jo.15.18,19). Jesus não deixou uma religião para que viesse a se transformar num grande império, pelo contrário, foram cerca de cento e vinte pessoas, incluindo os apóstolos, que foram pregando o Evangelho de Cristo Jesus, partindo de Jerusalém, a todo o mundo conhecido da época. O que caracterizava a igreja nascente não eram as tradições humanas, mas como está registrado em “Atos dos Apóstolos” era a fidelidade a Palavra de Deus anunciada pela boca dos apóstolos e a vida em comunidade: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (At.2.42).
As primeiras perseguições contra os cristãos partiram dos líderes religiosos de Israel, as Escrituras registram, por exemplo, a morte de Estevão por apedrejamento (At.7.54-60), sendo este o primeiro mártir de muitos outros que se seguiriam. Mas as perseguições mais abrangentes e terríveis que acometeram os cristãos foram aquelas promovidas pelo Império Romano. A primeira delas se deu na ocasião de um incêndio que aconteceu na cidade de Roma (64d.C.). Os cristãos, acusados de terem provocado este incêndio, foram duramente perseguidos pelo Imperador Nero. Entre as medidas impiedosas tomadas pelo sádico Imperador Nero estava a de queimar cristãos vivos para iluminar os seus jardins. Essa perseguição foi a primeira onda de perseguição de um total de dez que perpassa os três primeiros séculos da era cristã (64 311d.C.).
Muitos cristãos desse período, que procuravam vivenciar a Palavra de Deus sem ceder às pressões de um mundo perverso, foram arrolados entre os mártires da fé cristã. Entre estes estava um soldado romano chamado Sebastião.
Nascido segundo alguns em Milão, cidade de sua mãe, e segundo outros em Narbona, terra natal de seu pai, passou a maior parte de sua vida em Roma, ao tempo do imperador Diocleciano (250-303d.C.). Chegou a alcançar o comando de uma coorte de pretorianos. Por ser cristão e divulgar sua fé em Jesus Cristo como único meio de salvação, foi denunciado e preso.
O Imperador Diocleciano tentou em vão dissuadi-lo a se curvar a imagem de escultura dos ídolos da época, condenando-o à morte, sentença que os arqueiros se encarregaram de cumprir. Crivado de flechas, Sebastião foi encontrado por Irene, uma cristã, que, ao retirá-lo da árvore onde seus algozes o haviam amarrado, verificou que o corpo do mártir ainda estava com vida. Conduzido à casa de Irene, Sebastião se restabeleceu em poucos dias. Destemidamente Sebastião, apresentou-se novamente ao imperador, que, desta vez, ordenou que fosse açoitado até morrer, o que aconteceu em meados de 255d.C.
Depois da terrível perseguição comandada pelo Imperador Diocleciano. No ano 313, Constantino e Licínio, concorrentes ao trono imperial, se encontraram e assinaram o Edito de Milão, concedendo plena liberdade ao cristianismo. Em 323 Constantino finalmente derrotou Licínio, tornando-se o único governante do mundo romano. Com seu tino político sentiu a necessidade de unificar o Império. E o cristianismo passou a ter proteção do Império Romano. Essa proteção fez cessar as perseguições, mas ao mesmo tempo trouxe uma série de prejuízos, logo, a palavra dos apóstolos foi sendo substituída pelas tradições de líderes que estavam sujeitos a autoridade do Imperador. Muitas pessoas, sem a verdadeira conversão, entraram para a Igreja. As atuações de tais pessoas e as influências do mundo pagão levaram a igreja a adotar doutrinas e práticas que se chocam brutalmente com os ensinos bíblicos. E assim o catolicismo romano vai tomando forma através dos séculos, acumulando tradições que cada vez mais se distancia do Evangelho pregado pelos apóstolos e registrado nas páginas das Escrituras Sagradas.
Entre as tradições humanas adotadas, em 789d.C. foi instituída a veneração de imagens e relíquias. Muitos cristãos do passado passaram a ser venerados como mediadores entre os homens e Deus, o que contraria frontalmente o ensinamento bíblico que afirma que entre Deus e os homens só a um mediador, Cristo Jesus (1Tm.2.5). Entre estes está o soldado romano Sebastião, que passa a ser chamado doravante de São Sebastião. E assim, aquele que morreu por não se curvar as imagens dos ídolos pagãos, ele mesmo foi transformado, pelo catolicismo, num ídolo a quem muitos se encurvam com petições.
Não apenas o catolicismo, mas a umbanda se utiliza da figura do “São Sebastião”. No umbandismo a Linha de Oxossi e chefiada por “São Sebastião”, que entre as suas atividades está a da cura, que inclusive é também a atividade principal no meio católico romano.
Diante disto, chegamos à conclusão que o dito “São Sebastião” venerado pelo catolicismo e pelo umbandismo, não pode ser o mesmo que morreu por causa da sua fé por algumas razões:
Em primeiro lugar, o soldado Sebastião foi morto por não se prostrar diante de uma imagem de escultura. Logo é uma contradição histórica transforma-lo numa imagem de escultura a fim de ser reverenciado por pessoas que desconhece a Palavra de Deus quando afirma: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra;” (Dt.5.8).
Em segundo lugar, o soldado Sebastião era distinto dos pagãos da sua época e, portanto, sendo um cristão não participava das orgias praticadas pelos romanos, entre elas a embriaguez, prostituição, promiscuidade, culto ao corpo entre outras. Coisas essas que estão presente nas festividades alusivas ao dito “São Sebastião”.
Em terceiro lugar, o soldado Sebastião confessava o Senhorio de Cristo, assim sendo, reconhecia que Jesus é o único que pode nos conduzir a Deus. Logo, torna-lo num mediador como o faz o catolicismo e o umbandismo é um sacrilégio.
A nota conclusiva a respeito do soldado Sebastião é a da coragem para dizer a verdade. Apesar de respeitarmos as religiões citadas, aprendemos com o soldado Sebastião que como cristãos, não podemos nos calar diante do erro. Entendendo que se formos perseguidos por dizermos a verdade, nós estaremos apenas nos assemelhando ao nosso próprio Senhor que disse: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim” (Jo.15.18).
Em Cristo,
Pr. Claudionor Bezerra

Comentários

Pb Fernando disse…
Excelente mensagem Rô. Que cada um de nós sigamos o exemplo desse valoroso Cristão minha amiga.

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