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30 de janeiro de 2014

Evangélicos queimam livros considerados heréticos como forma de protesto - Protesto virtual revive antiga prática



Queimar livros considerados heréticos ou perigosos é uma prática antiga. O Novo Testamento narra em Atos 19 que na cidade de Éfeso “muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos”.

Durante a Idade Média a prática da queima pública voltou a ser popular. Durante a Inquisição era um espetáculo popular concorrido. No período da Reforma em vários países a Igreja Católica queimou até Bíblias. Outros regimes totalitários aderiram a prática ao longo da História. É um símbolo forte de “limpeza”.

Agora, a ideia está sendo revivida nas redes sociais, que não deixam de ser uma espécie de praça pública virtual. Há evangélicos que veem nisso uma forma de protesto. A página do Facebook “Reforma que Passa”, incentivou seus seguidores a queimar livros e divulgar as imagens.

Surgiram fotos de livros de autores nacionais e estrangeiros pegando fogo, geralmente acompanhado de algum comentário. Alguns preferem acrescentar hashtags como #FogoPuroNasHeresias, #QueimaJeová ou #CanseiDeSerHerege.





Livros de Silas Malafaia e Edir Macedo.


O Gospel Prime ouviu o responsável da página, que prefere não se identificar. Ele é membro de uma igreja protestante histórica e defende que é tudo uma “uma sátira, uma forma de protesto”.
Questionado sobre a motivação, explica: “alguns tens nos acusado de prática medievais… mas longe disso, o ato é voluntário. Apenas para chocar as pessoas que creem que esses livros são bíblicos, longe disso, em uma similaridade com Atos 19”.

Para ele, o material que está sendo queimado, embora seja rotulado como evangélico, não representa “o verdadeiro cristianismo”. “Repudiamos esses livros, que podem sim ser comparados com “artes mágicas”, enfatiza.
Ao ser indagado se essa imagem do fogo não poderia ser mal interpretada, o Reforma que Passa é categórico “não estamos incentivando as pessoas a queimar os livros propriamente, mas sim deixar de ler tais práticas e voltar para o verdadeiro evangelho, é algo simbólico”.

Gospel Prime

3 comentários:

Geremias Vale disse...

Caríssima Rô!
lendo esta notícia duas coisas me ocorreram, a primeira é o senso de repulsa ao que é considerado errado a ponto de queimar um livro, a semelhança com a idade média é apenas aparente, pois nos regimes totalitários e na inquisição católica.. As autoridades buscavam os livros e muitas vezes prendiam os donos, o que é diferente no atual movimento, que mais se assemelha ao caso de Atos do Apóstolos, onde, voluntariamente as pessoas queimavam aquele tipo de literatura que era prejudicial a alma, que hoje, são os livros dos feiticeiros da gospelandia! eu apoio queimar estes livros, e a camada de Ozônio não vai reclamar!

Elton Sipião o Anjo das Letras disse...

Quando o cristianismo e o monoteísmo em geral vão se cansar de tais práticas?Queimar livros é sim uma prática não só medieval como também nazista,afinal não só religiões cristãs adotaram tais práticas como também regimes totalitários como o nazismo alemão em seu tempo. Se não gostas de um livro não o leia, mas o doe a uma biblioteca pública ou o venda a uma banca de jornal cujo dono gosta de comprar livros usados. Esse tipo de protesto é ridículo no minimo e eu como escritor o repudio totalmente. Queimar livros em um país deficiente em números de leitores é um crime. Precisamos de gente que incentive a leitura de livros e não de idiotas que encorajem a queima deles. Quem queima livros é porque não consegue ser censor de si próprio.Se não gostas de um livro não deveria tê-lo em tua estante, concorda?E outra, os cristãos de Atos dos Apóstolos também estavam errados, para mim são tão ignorantes como os desse movimento citado no artigo publicado acima. Espontaneamente queimaram seus livros na época?Duvido muito, com certeza foram influenciados pelos seus lideres, afinal o povo cristão ontem,hoje e amanhã sempre será massa de manobra de seus gurus espirituais.Vejo que a inquisição cristã não morreu, ela apenas usa hoje um novo uniforme.

Geremias Vale disse...

Um livro exerce influencia sobre as mentes e como tal, o dono tem o direito de fazer o que quiser dele, ler, doar, vender, emprestar e queimar se for o caso. é direito do Dono, não é imposto por ninguém, por isso é um erro associar isso a coisas do passado, acho inclusive que é desconhecimento do momento em que se vive por desconhecer a história que se fez... existe uma diferença gritante entre; eu queimar um livro que considero um lixo, ou pernicioso, do que alguém me dizer que vai queimar o meu livro por que o acha um lixo e pernicioso, Sou Nazista por queimar o que comprei e me pertence? acaso não tenho direito de fazer o que quero com o que é meu? ademais! como um livro tem influencia benéfica ou maléfica, é comparado também a um remédio ou um veneno, então se eu acho que o veneno não serve pra mim eu dou a outro, ou outros, para que se envenenem melhor do que eu, já que para mim não serve?
Ademais, a Inquisição foi um movimento histórico que não se repete hoje no Brasil, dizer o contrario seria novamente, desconhecer o momento em que se vive!
gracias

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