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1 de julho de 2014

A Guerra Pela Verdade- John MacArthur


 
A Guerra Pela Verdade, escrito pelo pastor americano John MacArthur. O texto é bastante pertinente ao assunto referido aos que se dizem ser do Evangelho, mas se desviou da fé verdadeira  e presta um desserviço a fé cristã.

“Apostasia é o termo técnico que descreve a heresia grave e destruidora de almas, que surge dentro da igreja. Ela provém da palavra grega apostasia, que ocorre em 2 Tessalonicenses 2.3, que, em português, apresenta sua forma homônima “apostasia”. Essa palavra está estreitamente relacionada com a palavra grega que significa “divórcio”. Fala de abandono, de uma separação, de uma deserção – da abdicação total da verdade.

O cristão genuíno pode desviar-se da fé e tornar-se um apostata? Não. As escrituras deixam isso bem claro. Aqueles que realmente se afastam da fé, assim como Judas Iscariotes, simplesmente demonstram que nunca tiveram fé verdadeira. “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1 Jo 2.19, ênfase acrescentada). “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar” (Jo 10. 28-29).

No entanto, existem muitos apóstatas. Desde os tempos de Judas Iscariotes, tem havido pessoas que professam a fé em Cristo e se identificam como discípulos, mas nunca abraçaram a verdade de modo genuíno. Talvez compreendam a verdade. Talvez até pareça que a seguem, com entusiasmo, durante algum tempo. Podem identificar-se com uma igreja e, portanto, tornarem-se parte ativa e integral da comunidade cristã nesse mundo. Às vezes, eles se tornam líderes numa igreja. Mas nunca creem realmente na verdade com um coração íntegro. Assim como o joio entre o trigo, eles têm uma aparência de autenticidade durante algum tempo, mas são incapazes de produzir qualquer fruto útil (Mt 13.24-30).

O apóstata é, portanto, um desertor da verdade – alguém que conheceu a verdade, demonstrou concordar com ela e, talvez a tenha proclamando durante algum tempo – mas, por fim, rejeitou-a. O apóstata típico pode continuar fingindo que crê na verdade e que a proclama; mas, na realidade, ele se opõe à verdade e a subverte. Ele é um traidor da fé e, secretamente, um inimigo na guerra pela verdade. Contudo, ele quer que todos pensem o contrário. A maioria dos apóstatas procura permanecer a igreja e, de modo ativo, busca aceitação entre o povo de Deus. Visto que tudo quanto eles fazem subverte a fé e corrompe a verdade, eles são um grave perigo para a saúde do rebanho – embora usualmente façam tudo que é possível a fim de parecerem amáveis, agradáveis e piedosos. Por isso Jesus os comparou com lobos roubadores, disfarçados de ovelhas (Mt 7.15).

Alguns apóstatas são ousados e agressivos, e sem rodeios em sua oposição à verdade; porém, a maioria deles é mais sutil. Independentemente de quão amáveis, benignos ou modestos eles pareçam ser, esses lobos disfarçados em ovelhas são invariavelmente impulsionados por motivos malignos e de engrandecimentos pessoal – tais como a soberba, a rebeldia, a cobiça, a concupiscência, etc (2 Pe 2.10-19). Isso não é uma sugestão de que eles saibam muito bem que são apóstatas. Muitos deles ficam tão obcecados por desejos malignos, que realmente imaginam que estão servindo a Cristo, quando na realidade, estão se opondo a Ele (Jo 16.2).

Outros talvez comecem com intenções realmente boas, mas nunca passam da duplicidade. São como sementes que brotam em solo raso ou repleto de ervas daninhas. Frequentemente, revelam sinais prodigiosos da vida durante algum tempo. Mas, no fim, a sua própria superficialidade ou mundanismo torna impossível que a Palavra de Deus crie raízes neles (Mt 13.20-22). A despeito de qualquer aparência temporária de vida espiritual que possam evidenciar, são incapazes de produzir frutos verdadeiros e acabam apostatando. Não deixe que a aparência temporária de saúde e vigor espirituais, mostrada no início, o engane. Quando essa pessoa abandona a fé, comprova que nunca foi regenerada e crente – continua morta em delitos e pecados.

A apostasia pode ter efeitos desastrosos e abrangentes na saúde espiritual de toda uma igreja. Quando as falsas doutrinas não são combatidas, geram mais confusão e atraem mais pessoas superficiais e insinceras dentro do aprisco. Se a apostasia não for resistida com vigor, ela se propagará como fermento por meio dos seminários, das denominações, das agências missionárias e de outras instituições cristãs. A falsa doutrina ataca a igreja como um parasita, afetando nosso testemunho coletivo, imunizando as pessoas contra a verdade genuína do evangelho, fazendo proliferar “discípulos” falsos e insinceros; enchendo a igreja com pessoas que, na realidade, são incrédulas. Servindo-se desses meios, a apostasia tem conquistado igrejas e denominações.

De fato, isso já aconteceu, inúmeras vezes, em toda a história da igreja. Tem acontecido especialmente, em grande escala, nestes últimos 150 anos, onde quer que se propaguem o modernismo, o liberalismo teológico, a neo-ortodoxia, a “teologia de processo” e uma hoste de ideias semelhantes. Denominações inteiras (incluindo muitas daquelas que, no passado, proclamavam com clareza o evangelho) foram deixadas em falência espiritual porque a heresia e a incredulidade foram toleradas, ao invés de combatidas.

Obviamente, a causa da verdade é lesada quando isso acontece. As pessoas que abraçam a apostasia são destruídas por ela. As igrejas murcham e morrem por causa da apostasia. Considere o fato de que, já no final do primeiro século, quando o apóstolo João escreveu Apocalipse 2 -3, cinco das sete igrejas da Ásia Menor estavam começando a se desviar da fé ou já eram apóstatas (Sardes já era apóstata, e Laodicéia estava cambaleando no precipício da rejeição final). A mensagem central de Cristo a todas aquelas igrejas, exceto duas, incluía a ordem para lidar com os apóstatas que estavam em seu meio. A batalha pela verdade na igreja sempre foi um conflito muito, muito difícil, mas necessário.¹”

É meus irmãos, a igreja de Cristo deve estar sempre preparada para batalhar contra esses falsos mestres, os quais via de regra, tentam impor suas próprias doutrinas egocêntricas, mentirosas e pecaminosas em detrimento do Precioso Evangelho da Graça de Deus. Todavia, a arma mais letal contra os pregadores de Satanás é o exame diligente das Escrituras!

 Acerca dos dissimulados apóstatas que tentam assolar a igreja de Cristo:

“O falso ensino ministrado por terroristas espirituais enganadores, que se infiltram na igreja, sempre a empestou. Quer os falsos mestres tenham consciência disto, quer não, eles são missionários satânicos enviado para produzir mais apóstatas. O desígnio de Satanás é conduzir as pessoas que já tiveram contato com o evangelho as heresias de perdição. Sempre tem havido, na igreja e ao seu redor, pessoas que ouviram a verdade e a entenderam, mas que ainda não a acolheram, nem se renderam a ela de modo salvífico. Essas pessoas podem ser levadas a rejeitar a verdade; é exatamente isso que o Maligno espera realizar.²”

Pr. John MacArthur

1 comentários:

Pb Fernando disse...

Indiscutivelmente o grande mal que assola a igreja de nossos dias, são os lobos que estão entre nós disfarçados de ovelhas disseminando suas heresias e dessa forma causando um mal sem precedentes a igreja de Cristo. Diante desse quadro terrível pelo qual passa a igreja Cristã, o que mais precisamos são de homens altamente capacitados quanto as doutrinas bíblicas para afugentar esses hereges.

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