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25 de setembro de 2014

Sem citá-lo, Marina critica Lula e o associa à 'visão atrasada' da política

  • Leo Correa/AP
    Marina Silva joga basquete durante campanha no Rio de Janeiro
    Marina Silva joga basquete durante campanha no Rio de Janeiro
Em discurso a dezenas de lideranças comunitárias do Rio de Janeiro, a candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem evitara se dirigir até agora. A ex-senadora ainda associou Lula ao que considera uma "visão atrasada" da política.

As declarações foram dadas durante visita à sede da ONG Cufa (Central Única de Favelas), em Madureira, no subúrbio carioca. Marina respondeu à declaração de Lula, dada semanas atrás, de que ela devia tudo o que tem ao PT.

"Tenho  56 anos, fui professora, senadora, vereadora, deputada, ministra, já fui até candidata a presidente, e dia desses ouvi uma pessoa dizer que tudo que eu sou eu devo ao partido, como se nada do meu esforço tivesse nenhum significado, inclusive o esforço de ajudar a criar esse partido. Eu digo: 'meu Deus, essa é a visão mais atrasada e velha da política'. Não se faz as coisas para as pessoas, se faz com as pessoas", disse Marina. 

A exemplo de Campos, Marina sempre evitou criticar Lula, centrando os ataques à Dilma Rousseff. Em entrevista à Folha de S.Paulo, a ex-ministra chorou ao lembrar as críticas feitas pelo ex-presidente.

No discurso, dirigido a uma parcela da sociedade que se beneficiou das políticas sociais ampliadas por Lula, Marina fez elogios à superação individual. Embora tenha elogiado políticas sociais do governo, criticou o que chamou de visão de "casa grande e da senzala" na qual se credita ao governo todas as conquistas populares.

"Não é correto o governo, qualquer governo, o meu --se Deus o povo brasileiro quiserem e eu for eleita--, o PSDB, o PT, quem quer que seja, se apropriar do esforço das pessoas e tantar passara a ideia de que tudo que você conquistou foi o governo que te deu, isso não educa nem ao governo, nem à sociedade. É a visão patrimonialista, da casa grande e da senzala.'

A ex-senadora lembrou os tempos de infância, em que vivia na pobreza no Acre, e relatou as dificuldades que teve de superar para se alfabetizar. Marina também fez elogios ao "empreendendorsmo social".

"Empreendendorismo social é para constranger o governo. Se eu for para o Palácio do Planalto, eu vou constrangida eticamente. Um constrangimento ético bom. Se com tão pouco vocês fizeram tanto, porque que com tanto, o governo faz o que é necessário?", disse.

Marina deixou a sede da Cufa sem dar entrevistas à imprensa, ao contrário do que estava previsto. É a segunda agenda seguida da candidta que ela evita os jornalistas. Ontem, em evento com lideranças sindicais em São Paulo, a ex-senadora também cancelou a entrevista coletiva que estava marcada.

Uol eleições.

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