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28 de outubro de 2014

Na TV, Dilma diz querer diálogo com Aécio e Marina

Presidente afirmou nesta terça-feira que pretende conversar com candidatos derrotados à Presidência; em entrevistas, ela também falou em regulação econômica dos meios de comunicação

Gabriel Castro, de Brasília
Dilma Rousseff durante entrevista concedida ao Jornal da Band, nesta terça-feira (28)
Dilma Rousseff durante entrevista concedida ao Jornal da Band, nesta terça-feira (28) (Band/Reprodução)
A presidente reeleita Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que pretende chamar Aécio Neves e Marina Silva para dialogar sobre os rumos do país. Depois de falar ao vivo ao Jornal da Record e ao Jornal Nacional na segunda-feira, Dilma concedeu entrevistas ao Jornal da Band e ao Jornal do SBT e demonstrou, nas duas ocasiões, sua intenção de conversar com os candidatos derrotados à Presidência.

Na Band, a petista afirmou que pretende fazer um diálogo amplo. "Isso também inclui, obviamente, aqueles que foram meus adversários no processo eleitoral. Isso é o que é bonito na democracia.", Para o SBT, ao ser perguntada a respeito, foi menos precisa: "Posso chamá-los, sim".

Dilma descartou propor a regulação dos meios de comunicação, como pede o PT -— pelo menos não se isso afetar o conteúdo do que é veiculado. "Como qualquer setor econômico, a mídia tem de ter regulações econômicas. Vamos discutir bastante antes de fazê-lo", disse. "Sei o valor da liberdade de imprensa".

A presidente mencionou ainda a crise hídrica no Estado de São Paulo: nas duas entrevistas, disse que ofereceu toda a ajuda necessária ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas que a iniciativa de pedir apoio precisa partir dele: "Nós podemos agir com o governo do Estado se ele tiver iniciativa. Eu tenho abertura absoluta".

Dilma também afirmou não ver problema na criação de uma nova CPI da Petrobras: "Eu vejo com tranquilidade quantas CPIs quiserem instaurar. Agora, eu vou acompanhar atentamente a investigação", disse ela. A presidente repetiu o seu mais novo bordão: o de que quer uma investigação completa, 'doa a quem doer', para 'não deixar pedra sobre pedra'.

A respeito de seu projeto de reforma política por consulta popular, que enfrenta resistência no Congresso, Dilma afirmou que aceitaria tanto um plebiscito quanto um referendo, embora considere inadmissível uma deliberação exclusiva dos parlamentares: "Não é possível supor que a sociedade e população vão ficar alheias a esse processo".

A presidente foi evasiva ao falar das mudanças na sua política econômica: não mencionou quais medidas vai tomar e nem deu qualquer pista sobre o novo ministro da Fazenda. Repetiu apenas que vai tomar as decisões antes do fim do ano. 

Veja abril

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