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“Eles não ouvem ninguém, não reconhecem os erros”, diz Marta Suplicy sobre Dilma e outras lideranças petistas

17/11/2014 - Política

Após pedido de demissão, em entrevista a jornalista Dora Kramer, Marta revelou insatisfação com o PT e desejo de abandonar o partido.

A senadora e ex ministra da Cultura, Marta Suplicy, contou a jornalista Dora Kramer a verdadeira razão de ter antecipado sua demissão da Pasta. “A maneira estreita e autoritária como Dilma, Mercadante e Rui (Falcão) conduzem o governo e o PT. Eles não ouvem ninguém, não reconhecem os erros e levam o partido ao isolamento”, disse. Marta revelou a jornalista que seu pedido de demissão já estava preparado desde meados desse ano.
A senadora ainda não sabe qual será seu próximo passo, mas hoje analisa três possibilidades: disputar a legenda do PT com Fernando Haddad para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2016, sair do partido ou ficar no Senado aguardando a eleição para o governo do Estado em 2018. Sua saída do PT está condicionada, segundo ela, ao rumo que as coisas vão tomar daqui em diante. “É como eu disse na carta, se houver mudança, novos compromissos, recuperação de credibilidade, muito bem, mas se ficar tudo do mesmo jeito, não há outro caminho”, disse.
Marta-Suplicy-insatisfeita-PT

Questionada porque ficou tanto tempo no partido, a ex ministra justificou: “Porque sou uma militante que engoliu todos os sapo que me forçaram a engolir mesmo sendo passada para trás.” Ela se refere às ocasiões em que foi preterida como candidata do partido das eleições de 2006, 2012 e 2014, além do risco que correu na eleição do Senado quando o PT apoiou sorrateiramente o nome de Netinho de Paula, do PC do B.
Marta tem certeza que a avaliação dela encontra eco na base do PT. “A militância está vendo o desmando, o partido que era da inclusão interrompeu sua ligação com a classe média, com a juventude e, além disso, não entendeu que o povo brasileiro votou pela manutenção das conquistas sociais e também pela mudança na economia.”


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