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30 de novembro de 2014

Quem não luta, não ganha: como funciona a "indústria de ocupações" do MST.


Na tarde do dia 29 de Julho, a vendedora Maria Lucia Gomes da Silva, 48 anos, era uma das poucas pessoas no terreno invadido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem -Teto (MTST) na Estrada do M'Boi Mirim, na perfiferia da Zona Sul de S. Paulo- o maior acampamento do grupo, montado numa área de 1 milhão de metros quadrados, batizado Nova palestina. Por sogfrer d ehipertensão, Maria Lúcia teve um mal-estar no último protesto do MST, dia 23 de Julho , após esperar sete horas até o fim da passeata que travou o trânsito da cidade para assinar a lista de presença. A persist~encia d eMaria Lúcia e dos outros 2500 sem-tetos que compareceram ao ato, tem um único motivo:acumular pontos na planilha dos líderes do MTST para furar a fila dos programas públicos de financiamento habitacional. "Sem muitos pontos, nós somos impedidos de fazer o cadastro.Quem não luta não ganha.Esse é o lema deles, explica Maria Lúcia. E com base nessa tabela d epontos que MTST determona quem será contemplado, por exemplo, pelo programa federal (Minha casa e minha vida) cujo cadadstro é controlado pela prefeitura de S. Paulo. Todos os dias tem que ter presença, mas ganha mais pontos quem participa de protestos. No começo eram 15.000 pessoas na ocupação, agora são 4.000. Não é todo mundo que aguneta essa rotina, afirma Francisco Silva, de 44 anos. A maioria dos que aderem ao MTST diz acreditar que somente com a indicação do grupo conseguirá o financiamento de uma casa - h´casos de sem-tetos que ja estavam cadastrados em programas habitacionais a anos, ma srecorreram ao grupopara agilizar o processo. E o pensamento infelizmente não esta aerrado. O Ministério Publico do Estado de S. Paulo acionou na justiça a Prefeitura paulistana por privilegiar o MTST. "Trata -se de privilegiar o abusrdo dos absurdos. Aceitar-se o descontrole em nome d epolitica rasa de privilégio a grupos em trocas de votos ao invès d erespeitar o direito de milhares" escreveu o promotor , Mauricio Ribeiro Lopes na ação civil pública apresentada a Vára da Fazenda Pública da capital. Um dos exemplos do favorecimento foi a liberação de um terreno invadido pelo grupo no campo Limpo, na Zona Sul, para o MTST por meio do Minha casa e Minha vida Entidades - nessa modalidasde do programa, o governo federal reapassa verbas para movimentos sociais destinadas a construção de moradias e são eles que indicam os beneficiários. Na memsa ação o promotor afirma que não existe "justiça social" em atos, ocupações e toda sorte de atividades que geram pontos ou créditos na visão do movimento. Na última quarta-feira ao encerrar uma passeata no centro, os lideres do MTST reuniram os participantes para entregar uma filipeta indicando o dia em que eles deveriam ir a prefeitura para se cadastrar em programas habitacionais.Quetsionada pelo Site de VEJA, a prefeitura admitiu que fez um acordo com os sem-tetos que stavam no acampamento batizado Portal do Povo, na Zona Sul, para cadastra-los no Minha casa e minha Vida, mas afirmou que a fila dos programas habitacionais é respeitada. "Em reunião com MTST, a secretaria municipal de habitação disponibilizou senhas aos integrantes do movimento para que eles se organizem em diferentes dias e horários para fazer o cadastro nos programas habitacionais. A Sehab busca cadastrar assentamentos que são considerados prioritários a a partir de determinação judicial. São casos de moradores que stão em áreas de risco ou apresentam alta vulnerabilidade social", disse em nota a Sehab. "Industria de ocupações" - o Ministério Público define como uma "indústria de ocupações urbanas" Quem adere ao movimento é identificado com um número, o memso pintado em sua barraca na data da invasão do terreno. Ao final de cada protesto ou assembléia, formam-se filas divididas conforme os blocos de cada área invadida para o registro de presença em cadernos. Quando o movimento não organiza assembelias nem atos, a lista é passada no final da tarde nos terrenos - nese horário as invasões costumam ficar cheias,e , ao cair da noite , esvaziam. As barracas feitas d emadeirite, lona e bambu, são montadas apenas para demarcar territórios e não para abrigar os sem-tetos, ja que a maioria paga aluguel ou mora em còmodos de familiares e conhecidos. O movimento proíbe os chamados "gatos" feitos em favelas para ter acesso a rede elétrica. O MSTS esta estruturado em uma hierarquia piramidal. Segundo a cartilha publicada no site do movimento, os coordenadores das ocupações são subordinados aos coordenadores regionais, que por sua vez respondem aos estaduais. No topo esta o coordenador nacional, Guilherme Boulos. O grupo também conta com um nucleo de comunicação, responsável pela confeclçao de bandeiras e camsetas e por elaborar os gritos de ordem. A invasão de imóveis privados é feita por meio de comboios que levam os sem-tetos recrutados em outros terrenos invadidos. Com Excessão da cúpula do MTST, os sem-tetos não são informados previamente do endereço e deem manter os celulares desligados. São convocados pelo menos, cem pessoas, incluindo idosos e crianças, para impedir uma ação de reintegração de posse imediata da Polícia Militar. Nos dias seguintes á invasão, militantes distribuem folhetos e carros de som circulam pela região convocando as pessoas a aderirem a invasão.



 MP investiga privilégio de Haddad a sem teto. O Ministerio publico de S, paulo isntaurou nesta sexta-feira um inquerito para investigar se aprefeitura esta burlando a fila da habitação ao prometer entregar 11.000 unidades habitacionais para ssociações ligadas ao movimento de Sem-tetos por meio de Minah casa e minha vida. Esta modalidade prvê o respasse d everbas para os movomentos constuirem moradias populares e os autoriza a indicarem os beneficiarios, desde que sejam respeitados algusn critérios prè-estabelecidos como o atendimento a familias com renda de 1600 reais.


Com informação: Folha Politica.

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