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9 de dezembro de 2014

Cresce o uso de crianças e adolescentes em conflitos armados na América do Sul.






O uso de crianças e adolescentes em conflitos armados, drama conhecido nas guerrilhas do Oriente Médio e àfrica, é crescente também na América do Sul.
Nos ultimos meses, governos de vizinhos Brasileiros como Colômbia, Peru e Paraguai registram casos de sequestros e resgate de crianças de adolescentes em fuga do recrutamento forçado para guerrilha e paramilitares e até de menores infiltrados por forças ARMADAS REGULARES. Arrancados de sus famílias, os meninos soldados sul-americanos são submetidos a treinamento militares com armas pesadas e a doutrinamento ideológico por radicais á esquerda e á direita.
Quando conseguem escapar, são obrigados a viver escondidos por programas de inserção social ou em abrigos de fundações internacionais que oferecem ajuda em zonas de conflito.

Além de serem encontradas nas fileiras das Fracs, a prática de envolver "niños, niñas y adolescentes" - como são identificados crianças e jovens em documentos e relatórios oficiais sobre os conflitos armados da América hispânica- é relatada também em outros grupos em guerra. Na Colômbia, há relatos de casos no ELN
(Exército de libertação Nacional) e  milícias contra-revolucionárias, os temidos esquadrões paramilitares, como as Bacrim ( Bandas Criminales).

No Peru, a Guerra política e ideológica, a favor e contra, abastece as redes sociais da internet com vídeos de meninos e meninas com idades em torno de 10 anos gritando palavras de ordem contra o "imperialismo" e defendendo a "revolução comunista", o projeto de conquista do poder do Sendero Luminoso, braço radical do Partido Comunista Peruano (PCP-SL) de orientação maoísta, o Sendero voltou recentemente a dominar amplas zonas do vale do Vraem, no estado de Ayacucho, nos Andes, depois de ter sido quase extinto nos anos 90 e 2000. À época, ofensivas das Forças Armadas prenderam o o principal líder sedenrista, Abimel Gusman, condenado à prisão perpétua na cadeia Callao vizinha da capital Lima, e reduziu as atividades guerrilheiras no país. Mas a partir de 2008, o exército reativou suas bases de combates na região senderista.
Na mesma balada vai o Paraguai. Basta acompanhar o cotidiano da Força Tarefa Conjuta (FTC), agrupamento especial do Exército e Polícia Nacional, como fez o Estadão em setembro, quando esteve na zona de conflito, em Concepción, a 150 quilômetros da fronteira com Brasil, para ver os sofrimento das familias de adolescentes de 15, 16 e 17 anos presos ou abatidos nos tiroteios com o Exército do povo Paraguaio (EPP) Organização que se auto denomina revolucinária marxista.

Em todos sos países o discurso das esquerdas radicais para sustentar as ações de guerrilhas e a busca por menores de idade é o mesmo. Para eles quem escraviza e maltrata meninos, meninas e adolescentes e  a população em geral na América latina, são os governos "capitalistas" da Região, que impõem", segundo eles, a pobreza e a falta de acesso a serviços públicos de qualidade, impedindo as famílias de terem oportunidade de vida melhor. Tudo perpetuado, costumam repetir, "pelas elites e pelos Estados Unidos".

Direito das crianças. "Os grupos armados necessitam sempre recrutar crianças e adolescentes para assegurar a continuidade de suas ações subversivas. São os "meninos-soldados", reumiu Mariella Villasante Cervello, antropóloga, pesquisadora associada do Instituto de democracia e Direitos Humanos da Pontífica Universidade Católica do Peru, em entrevista ao Estado por e-mail. "os menoins são preparados para serem futuros combatentes, enquanto que as meninas são usadas como ojetos sexuais", afirmou a pesquisadora.

Pela coonvenção sobre o Direito da Criança, reconhecida pela ONU, o uso de menores em conflito armado é crime de lesa-humanidade. Diante dessa regra, a sorganizações guerrilheiras ou paramilitares - e também os exércitos nacionais- costumam negar o uso de crianças nas guerras. Mas o recrutamento partir de 15 anos é admitidos por eles, como se nessa idade os emninos ja estivessem prontos para combater. Aos que não querem ir para as frentes d eluta, resta a fuga.

No ultimo mês de Maio um comunicado do Bloco Ocidental Comandante Alfonso Cano, das Farcs - grupo que nos ultimos dois anos faz parte da mesa de negociações de paz com o Governo Colombiano em Havana, avisou que entregará a cruz vermelha três menores de 15 e 16 anos. A "devolução" foi duvulgada como uma "bondade". os garotos teriam "enganado" os guerrilheiros ingressando nas fileiras da guerrilha "ocultando a verdadeira idade". As Farcs afirmam ainda que a organização considera o recrutamento de menores de 15 anos "violação das normas de recrutamento de menores de 15 anos" em concordância com o estabelicido no artigo 38 da Convenção sobre os Direitos da Criança".

Como as farcs também os paramilitares não reconheciam, e ainda resistem em revelar- a presença de mennos em suas ações de combate aos movimentos esquerdistas. É o caso da Autodefesa Unida da Colômbia, AUC, milícia que foi esmoralizada no processo de paz dos anos 2005 a 2007, quando diversos comandantes paramilitares foram condenados a 8 anos de cadeia. Inicialmente, negavam. Mas durante os processos judiciais, que foram acompanhados de perto por representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), tiveram de admitir a existência de menores em suas tropas.

Enquanto no Brasil, crianças do MST já são doutrinadas as práticas de guerrilhas. Vejam abaixo o video.

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