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12 de dezembro de 2014

Estaleiros do Rio Grande dará férias coletivas a 300 Trabalhadores e Sindicato dos Metalúrgicos estima que demissões possam chegar a 3 mil


Medida foi tomada após a conclusão e entrega do casco da P-66.

Sindicato dos Metalúrgicos estima que demissões possam chegar a 3 mil.

Do G1 RS
Casco da P-66 deixa o Polo Naval de Rio Grande (Foto: Mauricio Gasparetto/RBS TV)Casco da P-66 deixou o Polo Naval de Rio Grande
na segunda (Foto: Mauricio Gasparetto/RBS TV)
O maior estaleiro do Porto de Rio Grande, na Região Sul do Rio Grande do Sul, vai conceder férias coletivas a todos funcionários. Cerca de 300 trabalhadores foram demitidos nesta quinta-feira (11) depois da conclusão e entrega do casco da plataforma P-66. Esta será a primeira vez que a medida será tomada desde 2010, quando foi inaugurado.
A decisão faz parte do processo de reestruturação da Engevix, que administra o estaleiro e teve o nome citado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. De 22 de dezembro a 5 de janeiro, apenas atividades de manutenção serão realizadas. O Sindicato dos Metalúrgicos da região estima que as demissões possam atingir três mil trabalhadores.
No entanto, sete cascos ainda estão na lista de encomendas do estaleiro. O casco da P-67 ficará pronto em maio do ano que vem. Já o da P-68 deve ser feito na China para diminuir o atraso. Na segunda-feira (15), os trabalhadores tem uma reunião agendada com a presidente da Petrobras, Graça Foster.
O porto de Rio Grande é a sede da única fabrica do mundo que produz cascos de plataformas em série. A encomenda dos oito cascos recebeu o nome de replicantes, pois serão todos iguais. Atualmente, 12 mil metalúrgicos trabalham na construção. As oito estruturas estão avaliadas em US$ 3,46 bilhões, cerca de R$ 9 bilhões, e serão utilizadas na exploração de petróleo e gás na camada do pré-sal na Bacia de Santos.

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