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10 de dezembro de 2014

Henrique Eduardo Alves e a derrota do PT


Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves
Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (Pedro França/Agência Senado/VEJA)
Um dos principais cotados para ganhar um ministério no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), desarticulou pessoalmente a manobra comandada por petistas para salvar André Vargas da cassação nesta quarta-feira. Enquanto o plenário convulsionava após o deputado José Mentor (PT-SP) ter encerrado a sessão antes de a matéria ser votada, Alves assumiu a tribuna e, a contragosto de Mentor e do vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez com que o processo voltasse à pauta colocando em votação um requerimento apresentado pela oposição. “Nós queremos respeitar sempre a soberania do plenário. Há um requerimento sobre a mesa que pede que esse seja o primeiro item da pauta e, de maneira democrática, respeitosa e sem o intuito de proteger nem ‘A’ nem ‘B’ vou colocá-lo em análise”, afirmou. O requerimento foi aprovado em votação simbólica. Ao longo da sessão, o peemedebista alertou diversas vezes para a falta de quórum. “Isso é responsabilidade clara do plenário”, disse. Para tristeza do PT, Vargas foi cassado por 359 votos. A aliados, Alves ainda não cansou de lembrar que o apoio do ex-presidente Lula aRobinson Farias (PSD) no segundo turno lhe custou um mandato de governador no Rio Grande do Norte. (Marcela Mattos, de Brasília)

Veja Abril

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