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Serial killer da baixada matava mulheres por prazer e por encomenda; "eu gostava, era tipo um vício"


O serial killer da Baixada Fluminense, Sailson José das Graças, foi preso na quarta-feira (10) em flagrante após a morte de uma mulher em Nova Iguaçu. Em depoimento à polícia, o suspeito disse que matava mulheres por prazer, mas também matava por encomenda. Ele afirmou que gostava de matar e que estudava as vítimas antes de cometer os crimes.
— Vinha um desejo mais forte... Eu gostava. Tipo um vício. Gostava quando gritava, debatia, me arranhava.
Sailson confessou a morte de pelo menos 38 mulheres, mas estaria envolvido na morte de ao menos três homens e uma criança. De acordo com o delegado Pedro Medina, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), o serial killer teria preferências por mulheres brancas e evitava magras e negras, já que lembravam as mulheres de sua família. O suspeito ainda teria dito que gostava de matar mulheres asfixiadas para vê-las morrendo de olho aberto. Quando o assassinato era encomendado, Sailson utilizava facas para matar.
Medina afirmou que a polícia conseguiu identificar três vítimas do serial killer que estão relacionadas com inquéritos abertos na DHBF. O titular afirmou que vai buscar inquéritos em outras unidades da região para identificar outras vítimas de Sailson.
Junto com Sailson, outras duas pessoas foram presas acusadas de matar Fátima Miranda, em Nova Iguaçu, um dia antes. Cleusa Balbina e José Messias foram levados com Sailson para a especializada onde prestaram depoimentos com informações contraditórias. Segundo a polícia, Sailson disse que a morte de Fátima teria sido encomendada por Cleusa após uma briga. Os três suspeitos moravam juntos.
Sem arrependimentos
Segundo o delegado Pedro Medina, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), durante o depoimento, Sailson José detalhou a morte de uma criança. O suspeito disse que a morte dela não estava planejada, mas como a criança começou a gritar enquanto a mãe era assassinada, ele resolveu matá-la também.
— Ele sempre busca se furtar da responsabilidade do crime, e isso também era uma forma de obter prazer. Tanto que ele se vangloria e disse: “Eu tento sempre cometer o crime perfeito”.
O delegado Luís Otávio, também da DHBF, falou sobre o depoimento de Sailson e destacou a frieza do suspeito.
— Ele contou tudo para a gente de uma forma tranquila, não demonstrou remorso. O que mais chamou atenção foi a frieza do autor.
Assista ao depoimento:

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