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8 de dezembro de 2014

Unasul cria unidade de cooperação eleitoral e Escola Sul-Americana de Defesa

"Foi uma reunião, fundamentalmente, para definir o plano de ação daqui para frente", disse Dilma em entrevista após a Reunião de Cúpula. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
“Foi uma reunião, fundamentalmente, para definir o plano de ação daqui para frente”, disse Dilma em entrevista após a Reunião de Cúpula. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Em conversa com jornalistas após a Reunião de Cúpula da Unasul, a presidenta Dilma elencou as principais propostas em estudo e a aprovação de duas delas: a criação de uma unidade técnica de coordenação eleitoral e a criação da Escola Sul-Americana de Defesa.
A unidade técnica de coordenação eleitoral concentraria as atividades de observação de processos eleitorais na América do Sul. O objetivo é criar uma profissionalização das missões da Unasul, estabelecendo um padrão de observação. A Escola Sul-Americana de Defesa se trata de um centro articulado de altos estudos para formação de civis e militares, com cursos compartilhados e troca de experiências de defesa.
De acordo com a presidenta, na Cúpula foi definido o plano de ação da Unasul daqui para frente. Dilma falou também sobre a expectativa gerada com a nova sede e a atuação do novo secretário-geral, Enesto Samper.



“Eu gostaria de registrar que com o secretário-geral, com essa nova sede, haja, a partir de agora, uma sistemática atuação da Unasul. O ex-presidente Ernesto Samper, ex-presidente da Colômbia, qualifica a Unasul para uma ação muito mais vigorosa. E ele fez uma proposta, apresentada para os chanceleres, mas ainda não aprovada por nós, por uma agenda de vários pontos”, relatou a presidenta.
Dilma listou então os principais projetos que comporão uma agenda de avaliação pelos 12 países da Unasul: a definição de sete projetos multinacionais de infraestrutura; a instauração de um banco de preços de medicamentos, viabilizando a melhor compra possível pelos países do bloco; a criação de um fundo para bolsas de estudo entre os países do bloco, tendo a ciência e tecnologia como questão fundamental; o estabelecimento de cooperação na gestão de riscos de desastres naturais, a exemplo do Cemaden no Brasil; e discussão sobre a possibilidade de abertura do espaço aéreo dentro da Unasul.
Durante seu discurso na Cúpula, mais cedo, Dilma assegurou apoio às propostas de Ernesto Samper, quando defendeu o fortalecimento do protagonismo do continente no cenário internacional a partir da valorização da agenda intrarregional e pela intensificação dos processos de integração.

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