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31 de maio de 2014

Vassouras ungidas, depois não querem que eu fale.




Olhem aí, vassouras ungidas. Não aguento mais tantos apetrechos, é Arca, vassoura,  lenço, sal, rosas, sabonetes, varinhas de churrascos, água do rio Tietê, Ops! do Jordão rsrss

Esses costumes e práticas são os mesmo usados pelas religiões e seitas pagãs...
velas atrás da porta, junto com copos de água, rosas vermelhas, brancas, colocadas dentro de casa banhos de descarrego vassouras ungidas atrás da porta.
Qual a diferença entre essas praticas e os rituais da umbanda,quibanda,e espiritismo e ocultismo? 

  A fé verdadeira, se firma e tem seu fundamento nas promessas de Jesus. E não em amuletos, e muletas espirituais. O grande problema, é que a grande maioria destas crendícies e supertições vai diretamente contra a Fé.
















Acho melhor cantar a musiquinha: rs Diga onde você vai, que eu vou varrendo, diga onde você vai ,que eu vou varrendo.
 Vou varrendo, vou varrendo, vou varrendo. rss


30 de maio de 2014

Surpresa, seu nome é Joaquim






"Ele chegou ao seu limite. Não aguentava mais. Cansaço físico e consciência do dever cumprido. Duro e triste o dia de hoje. Mas sinto-o aliviado pela decisão".

O desabafo é do chefe de gabinete da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), diplomata Sílvio Albuquerque Silva.

Em entrevista exclusiva à coluna Tempo Presente, ele se emocionou ao falar sobre o anúncio da aposentadoria apresentado, na quinta-feira, 29, pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa.


"Havia ameaças de morte, com telefonemas para o gabinete e a casa dele, com frases covardes como: 'Sua hora está chegando'", relatou o diplomata, na tentativa de explicar o inesperado gesto do presidente do Judiciário brasileiro.

Foi inesperado, sim. Sobretudo porque o ministro podia ficar mais 10 anos no STF, já que a aposentadoria compulsória se dá aos 70. Mas Barbosa é, digamos, um especialista em surpresas - às vezes por ele causadas de forma involuntária.

Assim foi quando, indicado pelo ex-presidente Lula, tornou-se o primeiro negro a chegar à mais alta corte da Justiça do país.

Surpreendeu também o país, desta vez voluntariamente, em pelo menos dois episódios distintos:

1 - Quando conduziu o processo do mensalão, na qualidade de relator, sem fazer nenhuma concessão aos amigos e/ou companheiros de Lula.

2 - Quando resistiu aos fáceis apelos populares e não se filiou a partido para se candidatar a presidente da república nas eleições deste ano.

Mais do que isso - e aqui não se entra no mérito de algumas discutíveis decisões -, Barbosa fez quase um milagre: com ele no STF, a maioria da população voltou (ou começou?) a acreditar que a Justiça vale para todos.
 


Fontehttp://atarde.uol.com.br/opiniao/noticias/surpresa-seu-nome-e-joaquim-1595482

29 de maio de 2014

Árbitros e jogadores foram contatados para manipularem jogos da Copa, diz Fifa

O chefe de segurança da Fifa, Ralf Mutschke, afirmou nesta quinta-feira que alguns árbitros e jogadores foram contatados por pessoas interessadas em manipular resultados de partidas da Copa do Mundo de 2014.
De acordo com Mutschke, as partidas passíveis de manipulação são aqueles com algo em jogo, como os duelos finais da fase de grupos.
"Não estamos esperando que as pessoas que manipulam viajem para o Brasil e batam na porta dos jogadores ou dos juízes, mas sabemos que alguns foram procurados", afirmou o executivo à BBC.
Mutschke, que foi policial e executivo da Interpol, afirmou que a Fifa acompanha de perto algumas seleções, mas disse que não poderia revelar quais são elas.
"Não posso falar quais são as seleções ou os grupos, mas posso dizer que a Inglaterra (grupo D, ao lado de Itália, Costa Rica e Uruguai) não está na chave de maiores riscos", declarou.
Na última terça-feira, a partida entre Nigéria - que estará na Copa do Mundo - e Escócia ficou sob suspeita por causa de uma possível manipulação de resultados. O jogo terminou 2 a 2.

ESPN Uol

7 diretrizes aprovadas pelo PT que vão deixar liberais de cabelo em pé


Pontos foram definidos no encontro nacional do partido, realizado no início do mês, e devem orientar campanha eleitoral deste ano e possível segundo governo Dilma



O Partido dos Trabalhadores aprovou, em seu encontro nacional, realizado nos dias 2 e 3 deste mês, um documento com diretrizes táticas que devem orientar a postura do partido nas próximas eleições e em um possível segundo governo da presidente Dilma Rousseff. O texto, com um forte tom de ruptura com a política de conciliação ideológica adotada desde que Lula subiu ao poder, traz algumas propostas que vão deixar liberais de carteirinha com os cabelos em pé.
O Administradores.com destacou alguns pontos do documento, que pode ser lido na íntegra no próprio site do PT. Veja abaixo os destaques:

Menos liberalismo econômico

De acordo com o documento, um dos objetivos do PT a partir de 2015 será fazer com que Dilma consiga fazer um segundo mandato superior ao primeiro. E o texto diz como: superando a “herança maldita cujas fontes são a ditadura militar, o desenvolvimentismo conservador e a devastação neoliberal.” E complementa: “Esta herança maldita se materializa, hoje, em três dimensões principais: o domínio imperial norte-americano; a ditadura do capital financeiro e monopolista sobre a economia; e a lógica do Estado mínimo.”

Maior aproximação com a esquerda latino-americana

A superação da tal “herança maldita” citada no documento é vista como “uma tarefa simultaneamente nacional e regional” e deve se dar com “o aprofundamento da soberania nacional, a aceleração e radicalização da integração latino-americana e caribenha, uma política externa que confronte os interesses dos Estados Unidos e seus aliados”. Hoje, quase todas as economias da América Latina são governadas por líderes que, no espectro político, se posicionam do centro para a esquerda.

Aprofundamento de políticas sociais

Se os atuais programa de bolsas do governo e outros mecanismos de assistência social já despertam a ira dos liberais, um possível segundo mandato liderado pelo PT deve gerar ainda mais críticas. O documento afirma que para dar continuidade aos objetivos do partido, será necessário, entre outras coisas, ampliar “as políticas públicas universalizantes do bem estar-social”.

Reaproximação com os movimentos sociais

Dilma deu menos atenção aos movimentos sociais do que Lula e uma das condições impostas para a unificação do PT em torno de sua reeleição foi justamente uma mudança nesse sentido. Uma reaproximação deve acontecer em um possível segundo mandato, segundo o documento aprovado no congresso do partido. “A continuidade – e, sobretudo, o avanço – do nosso projeto está vinculada à nossa capacidade de fortalecer um bloco de esquerda e progressista, amparado nos movimento sociais, na intelectualidade e em todos os setores comprometidos com o processo de transformações econômicas, políticas, sociais e culturais implementadas pelos governos Lula e Dilma”, diz o texto.

Maior influência dos sindicatos no governo

Os sindicatos e centrais devem ter maior influência nas decisões de um possível segundo governo Dilma. “O 14º Encontro Nacional do PT destaca a importância da candidatura Dilma acolher a ‘Pauta da classe trabalhadora’, apresentada pela CUT e as centrais sindicais”, diz o documento.

Constituinte exclusiva para a reforma política

Criticada pela oposição e por intelectuais liberais, a convocação de uma Constituinte Exclusiva por meio de consulta popular para fazer a reforma política, proposta por Dilma durante os protestos de 2013, deve ser levada a cabo a partir de 2015, como bandeira do PT e do próprio governo. “A proposta feita pela presidenta Dilma ao Congresso Nacional, de um plebiscito para convocar uma Constituinte Exclusiva pela Reforma Política, proposta encampada pelo PT, movimentos sociais, centrais sindicais, partidos políticos, organizações da sociedade, deve fazer parte destacada da ação eleitoral da militância e de nossas candidaturas. A luta pela reforma política deve estar no centro de nossa tática eleitoral e dos programas de governo nacional e estaduais”, diz o texto.

Implantar o socialismo

Nada aterroriza mais um liberal do que o governo do seu país se comprometer com a implantação do socialismo. Mas é esse compromisso que o PT espera de Dilma, segundo o documento. “Nosso grande objetivo é, através das vitórias que obtemos nos espaços institucionais, democratizar o Estado, inverter prioridades e estabelecer uma contra-hegemonia ao capitalismo, capaz de construir um projeto de socialismo radicalmente democrático para o Brasil”, diz o texto.

Fonte

28 de maio de 2014

Mulheres se incomodam com a propaganda do Bom Negócio.

 A propaganda do Bom negócio, que se popularizou com o jargão "sabe de nada inocente" incomodou as mulheres que não se cansam de reclamar de tudo.
O Conar recebeu varias ligações contra a propaganda, pois acharam ofensiva a frase que o compadi Washington diz.
O Conar aceitou a reclamação, pode isso?

No tempo dos milicos, eles eram acusados de paranóicos (e até eram ) com relação a achar tudo imoral, ilegal ou engordava. Mas vejam agora, o CONAR decidiu que a propaganda que mais pegou, é ofensiva as mulheres. Mas musicas que chamam as mulheres de cachorras, popozudas e outras palavras que fariam a Dercy Gonçalves corar de vergonha. PODE.

27 de maio de 2014

Luciana Gimenez passa mal, desmaia ao vivo e “SuperPop” sai do ar


Por FAMOSIDADES
SÃO PAULO - O “SuperPop” da última segunda-feira (26) tinha tudo para ser comum. Com o tema religião, a atração teve uma acalorada discussão entre os convidados e chamava atenção apenas por conta do assunto.
No entanto, Luciana Gimenez passou mal ao vivo e a atração saiu do ar antes do tempo.
Telespectadores ficaram sem saber o que acontecia. A pastora e ex-Ronaldinha, Vivi Brunieri, gritou por ajuda durante o programa e a imagem da apresentadora supostamente desmaiando foi exibida. A câmera rapidamente tirou a artista do quadro e os comerciais foram exibidos. Em seguida, o programa foi cortado.
Com a aparência abatida, Luciana se despediu dos fãs. “Quero agradecer a presença de todos vocês. Obrigada pela energia boa que vocês me passaram porque eu estava precisando”, disse.
Nas redes sociais, não demorou para que internautas comentassem o ocorrido. Diversas pessoas que estavam presentes no estúdio da RedeTV!, inclusive, relataram a cena e levantaram a hipótese de a apresentadora ter sido ‘vítima’ de influências negativas - tudo por conta do assunto que era tratado na ocasião do incidente.
“[…] Ela ficou se debatendo e falando com uma voz grave. Foi tenso. Vieram dois médicos em cima dela, mas não conseguiram resolver. Daí, o pastor que falou bastante veio, colocou a mão na cabeça dela e ela voltou. Mas ficou meio que babando”, relatou um internauta na página de Gimenez no Instagram.
Mas tudo parece não ter passado de um problema de saúde. Também pela internet, a personal stylist Ana Paula Lima, responsável pelo visual de Luciana Gimenez para o “SuperPop”, afirmou que uma queda de pressão foi a culpada pelo desmaio. “Ela já está bem”, garantiu.
Algumas horas após o ocorrido, a apresentadora se limitou a escrever “gripe brava” em sua página no Twitter, sem detalhar o que realmente a fez desmaiar no palco. Horas antes do desmaio, Luciana postou uma foto em que aparecia com uma máscara cirúrgica. Ela escreveu apenas 'gripe'.
Semana polêmica
Os últimos dias de Luciana Gimenez foram de muita polêmica. Tudo começou ao postar uma foto dentro de um helicóptero para comentar a greve dos rodoviários de São Paulo, na última semana.
Muitos internautas acusaram a apresentadora da Rede TV! de estar debochando de pessoas humildes que dependem do transporte público para se locomover.
Ao ver a proporção que a coisa tomou, Luciana usou seu Facebook para esclarecer que tudo não passou de um mal entendido. 'Acho que fui mal interpretada. Jamais tiraria sarro de algo tão sério', escreveu.
Luciana publicou uma foto fazendo careta com a seguinte legenda: “Vamos ter ônibus hoje?”.
Internautas não gostaram da brincadeira e atacaram a apresentadora. “Cuidado que helicóptero também cai”, comentou um seguidor.
Horas depois, a morena deletou o post de seu perfil no Instagram.




26 de maio de 2014

PR. SILAS MALAFAIA, MARCOS FELICIANO E OUTROS, DETONAM COM CQC AO VIVO. VEJAM!

CQC armaram pegadinhas pra cima da Marisa Lobo, Marcos Feliciano, Arolde de Oliveira e Silas Malafaia. Mas se deram mal


25 de maio de 2014

O Feminismo Cristão - Como Tudo Começou


Estudar a história do surgimento do movimento feminista é de grande ajuda para nós. Geralmente uma perspectiva global e ampla do assunto em pauta nos ajuda a entender melhor determinados aspectos do mesmo. No caso do movimento feminista, a sua história nos revelará que a ordenação de mulheres ao ministério, em alguns setores do movimento, é apenas um item de uma agenda muito mais ampla defendido por um setor bastante ativista do feminismo nas igrejas cristãs.


Origens do Movimento Feminista Fora da Igreja

Examinemos primeiramente o movimento feminista fora da igreja, focalizando suas principais protagonistas.

Século 18: A Vindicação dos Direitos da Mulher

A “Primeira Onda” do feminismo teve início na primeira metade dos anos de 1700 quando uma inglesa, Mary Wollstonecraft (foto), escreveu A Vindication of the Rights of Woman (A Vindicação dos Direitos da Mulher). Um ano depois desta publicação, Olimpe de Gouges publicou um panfleto em Paris intitulado Le Droits de La Femme (Os Direitos da Mulher) e uma americana, Judith Sargent Murray, publicou On the Equality of the Sexes (Sobre a Igualdade dos Sexos). Outras pensadoras feministas surgiram em pouco tempo tais como Frances Wright, Sarah Grimke, Sojourner Truth, Elizabeth Cady Stanton, Susan B. Anthony, Harriet Taylor e também John Stuart Mill. Seus pensamentos e obras foram defendidos com fervor e pouco a pouco foram deitando profunda influência na sociedade moderna contemporânea do mundo ocidental.

Século 19: A Declaração dos Sentimentos

Em 1848 cerca de 100 mulheres se reuniram em uma convenção em Seneca Falls, Nova York, para ratificar a Declaração dos Sentimentos escrita para defender os direitos naturais básicos da mulher. As autoras da Declaração dos Sentimentos reclamavam que as mulheres estavam impedidas de galgar posições na sociedade quanto a empregos melhores, além de não receber pagamento eqüitativo pelo trabalho que realizavam. Notaram que as mulheres estavam excluídas de profissões tais como teologia, medicina e advocacia e que todas as universidades estavam fechadas para elas. Denunciavam também um duplo padrão de moralidade que condenava as mulheres a penas públicas, enquanto excluía os homens dos mesmos castigos em relação a crimes de natureza sexual.

A Declaração dos Sentimentos foi um marco profundamente significativo no movimento feminista. Suas reivindicações eram, em sua grande maioria, justas e consistentes. Por isto, o movimento foi ganhando muitas e muitos adeptos, apesar, e por causa das grandes barreiras que foram impostas às mulheres que se expunham na defesa de suas idéias e ideais. As leis do divórcio foram liberalizadas e drásticas mudanças ocorreram com o status legal da mulher dentro do contexto do casamento. Por volta dos anos 30, como resultado de sua educação qualificada e profissional, as mulheres começaram a entrar no mercado de trabalho como força competitiva. Muitas das barreiras legais, políticas, econômicas e educacionais que restringiam a mulher foram removidas e esta começa a pisar o mundo do homem com paixão e zelo.

Século 20: Simone deBeauvoir e Betty Friedan

A primeira fase da construção do feminismo moderno começou com a obra da filósofa francesa Simone deBeauvoir (foto), Le Deuxième Sexe (O Segundo Sexo), em 1949. As mulheres, segundo deBeauvoir, foram definidas e diferenciadas tomando como referencial o homem e não com referência a elas mesmas. Ela acreditava que o sexo masculino compreendia a medida primeira pela qual o mundo inteiro era medido, incluindo as mulheres, sendo elas definidas e julgadas por este padrão. O mundo pertencia aos homens. As mulheres eram o “outro” não essencial. Simone deBeauvoir observa esta iniqüidade do status sexual em todas as áreas da sociedade incluindo a econômica, industrial, política, educacional e até mesmo em relação à linguagem. As mulheres foram forçadas pelos homens a se conformar e se moldar àquilo que os homens criaram para seu próprio benefício e prazer. Às mulheres de seus dias não foi permitido ou não foram encorajadas a fazer ou se tornar qualquer outra coisa além do que o feminino eterno ditava; elas foram cerceadas num papel de “Küche, Kirche, und Kinder” (cozinha, igreja e filhos, em alemão). De acordo com deBeauvoir a mulher estava destinada a existir somente para a conveniência e prazer dos homens.

No início dos anos 60 uma jornalista americana, Betty Friedan, transformou os conceitos filosóficos de Simone deBeauvoir em alguma coisa mais assimilável para a mulher moderna, ao publicar A Mística Feminina, um livro onde examinava o papel da mulher norte americana. De acordo com Friedan, as mulheres dos seus dias foram ensinadas a buscar satisfação apenas como esposas e mães. Ela afirmou que esta mística do ideal feminino tornou as mulheres infantis e frívolas, quase como crianças, levianas e femininas; passivas; garbosas no mundo da cama e da cozinha, do sexo, dos bebês e da casa. Assim como deBeauvoir, ela afirma que a única maneira para a mulher encontrar-se a si mesma e conhecer-se a si mesma como uma pessoa seria através da obra criativa executada por si mesma. Friedan batizou o dilema das mulheres de “um problema sem nome”. Friedan concordou com deBeauvoir que a libertação das mulheres haveria de requerer mudanças estruturais profundas na sociedade. Para isto, as mulheres precisariam ter controle de suas próprias vidas, definirem-se a si mesmas e ditar o seu próprio destino.

O Problema sem Nome: Patriarcado

No final dos anos 60 a autora feminista Kate Millett (foto) usou o termo “patriarcado” para descrever o “problema sem nome” que afligia as mulheres. O termo tem sua origem em duas palavras gregas: pater, significando “pai” e arche, significando “governo”. A palavra patriarcado era entendida como o “governo do pai”, e era usada para descrever o domínio social do macho e a inferioridade e a subserviência da fêmea. As feministas viram o patriarcado como a causa última do descontentamento das mulheres. A palavra patriarcado define o problema que deBeauvoir e Friedan não puderam nomear mas conseguiram identificar. De acordo com as feministas, o patriarcado foi o poder dos homens que oprimiu as mulheres e que era responsável pela infelicidade delas. As feministas concluíram que a destruição do patriarcado traria de volta a plenitude das mulheres. A libertação das mulheres do patriarcado haveria de permitir que elas se tornassem íntegras.

Surgimento do Movimento Feminista Dentro da Igreja


Podemos considerar o livro de Katherine Bliss, The Service and Status of Women in the Church (O Trabalho e o Status da Mulher na Igreja, 1952) como o marco inicial do moderno movimento feminista dentro da cristandade. O livro era baseado numa pesquisa sobre as atividades e ministérios nos quais as mulheres cristãs estavam comumente envolvidas. Bliss observou que, embora as mulheres estivessem extremamente envolvidas na vida da Igreja, a participação delas estava limitada a papéis auxiliares tais como Escola Dominical e Missões. As mulheres não participavam em lideranças tradicionalmente aceitas, tais como as atividades de ensino, pregação, administração e evangelismo, ainda que muitas delas pareciam estar preparadas e terem dons para este exercício. Bliss chamou a atenção da Igreja para a reavaliação dos papéis homem/mulher na Igreja, particularmente da ordenação de mulheres.

Ativistas Cristãos compram a Briga

A obra de Bliss serviu de munição para ativistas cristãos na luta pelos direitos civis e políticos em 1961. Eles, juntamente com as feministas na sociedade secular, começaram a vocalizar o seu descontentamento com o tratamento diferenciado que as mulheres recebiam por causa do seu sexo, inclusive dentro das igrejas cristãs. Neste mesmo ano, vários periódicos evangélicos publicaram artigos sobre a “síndrome das mulheres limitadas aos papéis da casa e esposa”, onde se argumentava que as mulheres estavam restritas a papéis inferiores na Igreja. Os homens podiam se tornar ministros ordenados, mas às mulheres se lhes impunham barreiras nas atividades ministeriais como ensino, aconselhamento e pastoreamento. As mulheres, afirmavam os ativistas, desejam participar da vida religiosa num nível mais significativo do que costura ou a direção de bazares ou arrumar a mesa da Santa Ceia ou serviços gerais tais como o levantamento de recursos para os necessitados, os quais freqüentemente são designados a elas. Tanto quanto com trabalho físico, elas desejam contribuir com idéias para a Igreja.

O Concílio Mundial de Igrejas

A atenção sobre os papéis do homem e da mulher dentro da Igreja se tornou mais intenso na medida em que o movimento secular das mulheres foi ganhando força. Ainda em 1961 o Concílio Mundial de Igrejas distribuiu um panfleto intitulado Quanto à Ordenação de Mulheres, chamando as igrejas afiliadas para um “re-exame de suas tradições e leis canônicas”. Várias denominações começaram a aceitar que o cristianismo havia incorporado em seus valores uma atitude patriarcal dominante da cultura de suas origens. Muitos católicos, metodistas, batistas, episcopais, presbiterianos, congregacionais e luteranos concordaram: a mulher na Igreja precisa libertação. Com esta conclusão em mente, de que a mulher precisava de libertação dentro da Igreja, estabeleceu-se um curso de ação que tinha como alvo abrir as avenidas para o ministério ordenado das mulheres tanto quanto para os homens.

Nos anos 60 as feministas cristãs se colocaram num curso paralelo àquele estabelecido pelas feministas na sociedade secular. Elas, junto com suas contra partes, buscaram anular a diferenciação de papéis de homem/mulher. O tema dominante foi a necessidade da mulher definir-se a si mesma. As feministas criam que às mulheres se deveria permitir fazer tudo o que o homem pode fazer, da mesma maneira e com o mesmo status reconhecido que é oferecido ao homem. Isto, segundo elas criam, constituía a verdadeira igualdade.

Os Primeiros Argumentos em Prol da Ordenação de Mulheres

As feministas cristãs buscaram a inclusão das mulheres na liderança da Igreja sem uma clara análise da estrutura e funcionamento da mesma segundo os padrões bíblicos. Meramente julgaram-na como sexista e começaram a incrementar o curso de ação em resposta a este julgamento. As feministas cristãs, de mãos dadas com suas contra partes seculares, começaram a demandar “direitos iguais”. Na reivindicação destes direitos, àquela altura do movimento feminista cristão, ainda partiam do pressuposto que a Bíblia era a Palavra de Deus. Vejamos seus argumentos.

Os Pais da Igreja Foram Influenciados pelo Patriarcado

Segundo as feministas cristãs, Clemente de Alexandria, Origines, Ambrósio, e Crisóstomo, Tomás de Aquino, Lutero, Tertuliano, Calvino e outros importantes teólogos e líderes da Igreja Cristã, influenciados pelo patriarcado, reafirmaram a inferioridade da mulher através da história da Igreja e, assim, proibiram a ordenação de mulheres e cometeram erros quanto aos papéis conjugais. As mulheres foram excluídas das posições de autoridade porque os pais da Igreja as viam, em sua própria natureza, como inferiores e menos capazes intelectualmente do que os homens.

A Bíblia ensina a Igualdade dos Sexos

Em segundo lugar, as feministas cristãs passaram a afirmar que a Bíblia dava suporte à plena igualdade das mulheres e que os homens haviam negligenciado estes conceitos bíblicos. As primeiras feministas cristãs afirmam que o registro da criação da mulher no Gênesis tem sido quase que universalmente interpretado de uma maneira equivocada para se ensinar que “Deus impôs a inferioridade e a sujeição” da mulher. Os teólogos (homens) foram acusados pelas primeiras feministas de ignorarem as passagens bíblicas que dão suporte à igualdade feminina, torcendo-as para o seu próprio interesse. A doutrina da liderança da Igreja que excluía as mulheres do ministério foi, portanto, apresentada como um subproduto de um estudo amputado das Escrituras.

Não há Diferença entre Homem e Mulher

A tese maior proposta pelas feministas cristãs no início dos anos 60 era idêntica às teses do feminismo secular: não há diferença entre homem e mulher. As feministas argumentaram que concernente às emoções, psique e intelecto, não há demonstração válida de diferenças entre mulheres e homens. Qualquer aparente diferença resulta única e exclusivamente de condicionamentos culturais e jamais de fatores biológicos. Portanto, tendo em vista a igualdade dos sexos, as feministas cristãs reclamam que a mulher deve ser posta em posições de plena liderança dentro de casa e na Igreja em igualdade com os homens.

O primeiro passo do movimento feminista dentro da Igreja foi a ordenação das mulheres para os ofícios eclesiásticos e este foi somente o primeiro passo. A ordenação das mulheres requer o desenvolvimento de uma nova teologia, de uma nova visão sobre Deus, sobre a Bíblia, o culto e o mundo. A teologia deve se redefinir, alinhando-se com o ponto de vista feminino. Foi o próximo passo dado.

Desenvolvimentos Posteriores da Teologia Feminista

Uma teologia inteiramente nova deveria ser buscada, portanto, baseada na experiência e na interpretação da mulher. Um novo desenvolvimento teológico era necessário para dar suporte à ordenação feminina. Esta nova teologia se moveu em várias direções. Veremos que ordenação feminina é apenas um item de uma agenda muito maior e mais radical.

Reinterpretação da Sexualidade Feminina

Rejeitando a definição de feminilidade e dos papéis femininos que lhes foram impostos pelos homens e pela mentalidade patriarcal dominante, uma parte significativa das ativistas radicais demandaram uma nova definição destes itens que partisse de outro referencial. A conclusão a que chegaram foi que a própria mulher é o melhor referencial para sua autodefinição. E na caminhada desta nova descoberta, ela deve se descobrir em relação com outras mulheres e não com o homem. É preciso registrar que não foram todas as feministas que concordaram com este novo passo.

Na década de 70, movimentos radicais em prol do lesbianismo passaram a identificar sua missão e propósito com o movimento feminista em geral. Foi aqui que o lesbianismo entrou no movimento feminista cristão mais radical como elemento chave na reinterpretação da mulher, sua feminilidade, espiritualidade e papéis. A maior contribuição para a entrada do lesbianismo no movimento feminista foi dada pela líder feminista Kate Millet, que publicamente admitiu ser lésbica, após escrever o livro Sexual Politics, best-seller publicado em 1970. O fato ganhou divulgação mundial mediante reportagem da revista Time naquele mesmo ano. Surgiram dentro das igrejas grupos de lésbicas “cristãs” pressionando para a ordenação de mulheres, de lésbicas, a celebração do casamento gay e aceitação de homossexuais e lésbicas ativos como membros comungantes.

Reinterpretação Feminista da Bíblia

A teologia feminista veio a ser profundamente afetada pela hermenêutica pós-moderna, a qual ensina que a escrita e a leitura de qualquer texto são irremediavelmente determinadas pelas perspectivas sociais e experiências de vida dos seus autores e leitores. A esta altura, já se havia abandonado o conceito da inspiração e infalibilidade da Bíblia.

Empregando-se este princípio na leitura da Bíblia, as feministas cristãs concluíram que a mesma é um livro machista e reflete o patriarcado dominante na cultura israelita e grega daquela época. A Bíblia é o livro de experiências religiosas das mulheres e dos homens, judeus e cristãos, mas seu texto foi formado pelos homens, adultos e instruídos. Poucos textos foram escritos por mulheres. Como resultado, os autores freqüentemente enfatizaram somente o papel dos homens. Eles contaram a história de todo o povo a partir de sua expectativa masculina. Desenvolveram a visão patriarcal da religião a ponto de transformar Deus — um puro espírito sem gênero — em um ser masculino! E que este Deus sempre escolheu homens como profetas, sacerdotes e reis porque os homens são melhores ou mais fortes moralmente do que as mulheres!

As feministas radicais propuseram, assim, uma reinterpretação radical da Bíblia partindo da ótica delas. Propuseram também que as mulheres aprendessem a examinar as leituras feitas na ótica patriarcal e a impugnar qualquer interpretação distorcida pelo machismo. De acordo com elas, a interpretação tradicional da Bíblia sempre foi masculina pois o masculino era tido como universal. Hoje, essa leitura ideológica incomodava muitas mulheres e homens nas igrejas.

Elas passaram ainda a defender a publicação de versões bíblicas onde o elemento masculino fosse tirado da linguagem. Estas versões, chamadas de “linguagem inclusiva” não deveriam mais se referir  a Deus como Pai e deveriam chamar Jesus de “a criança de Deus” em vez de Filho de Deus. Já existem dezenas de versões bíblicas assim no mercado mundial. Algumas feministas ainda mais radicais declararam que a Bíblia não é confiável e que as histórias das mulheres de hoje precisam ser adicionadas ao cânon da Bíblia.

Reinterpretação do Cristianismo

Como resultado desta nova leitura da Bíblia, orientada contra todo elemento masculino e contra o patriarcalismo, as feministas propuseram uma reforma radical no Cristianismo tradicional. A ordenação de mulheres é apenas um pequeno aspecto deste projeto. Na concepção delas, a verdadeira religião deve conter elementos que reflitam o poder e a cooperação das mulheres, cuja principal característica é gerar a vida. Assim, mui naturalmente, as feministas adotaram e “cristianizaram” os antigos cultos pagãos da fertilidade, que celebram os ciclos da natureza, as estações do ano, a fertilidade da terra, as colheitas e a geração da vida. Os cultos seguem temas litúrgicos relacionados com as estações do ano. Este novo Cristianismo feminino entende que a mulher é mais apta que o homem para estabelecer e conduzir a religião, pois enquanto o homem, guerreiro, mata e tira a vida, a mulher gera a vida. Aquela que conduz a vida dentro de si é mais adequada para definir a religião e conduzir seus cultos.

Reinterpretação de Deus

O passo mais ousado dado pelo movimento feminista cristão radical foi a "reinvenção de Deus". Mais de 800 feministas, gays e lésbicas do mundo inteiro reuniram-se nos Estados Unidos em 1998 num Congresso chamado Reimaginando Deus. Os participantes chegaram a conclusões tremendas: o verdadeiro deus de Israel era uma deusa chamada Sofia, que os autores masculinos transformaram no deus masculino Javé, homem de guerra. Jesus Cristo não era Deus, mas era a encarnação desta deusa Sofia, que é a personificação da sabedoria feminina. Esta deusa pode ser encontrada dentro de qualquer mulher e é identificada com o ego feminino (na foto, capa de livro publicado sobre o assunto). No Congresso celebraram uma “Ceia” onde o pão e o vinho foram substituídos por leite e mel, e conclamaram as igrejas tradicionais a pedir perdão por terem se referido a Deus sempre no masculino. Amaldiçoaram os que são contra o aborto e abençoaram os que defendem os gays e as lésbicas.

Conclusão

A leitura das origens e desenvolvimentos do movimento feminista, tanto o secular quanto o cristão, deixa claro que a ordenação de mulheres ao ministério é apenas um item da agenda muito mais ampla dos feministas radicais dentro da igreja cristã.

É claro que nem todos os que defendem a ordenação de mulheres concordam com tudo que se contém na agenda do movimento feminista cristão. É preciso deixar isto muito claro. Conheço pessoalmente diversos irmãos preciosos que são a favor da ordenação de mulheres ao pastorado mas que repudiam as demais teses do movimento feminista radical. O que estou descrevendo aqui principalmente é a postura dos radicais dentro do feminismo evangélico.

Entretanto, não se pode deixar de notar a semelhança notável entre muitos dos argumentos usados para defender a ordenação feminina e aqueles empregados na defesa do homossexualismo nas igrejas, das versões feministas da Bíblia e mesmo da reinvenção de Deus e do Cristianismo.

[Este artigo é reprodução da primeira parte de um Caderno sobre Ordenação Feminina que publiquei algum tempo atrás, que por sua vez utilizou a pesquisa histórica da tese de mestrado do Rev. Ludgero Morais sobre o tema.]

24 de maio de 2014

Pastor que revelou “não existe inferno” será tema de filme - Críticos preveem polêmica nas telas em 2015




Em um ano no qual filmes com temática cristã alcançaram os primeiros lugares da bilheteria, a notícia que “Come Sunday” [Próximo Domingo], que mostra a trajetória de um pastor não geraria suspeitas. O problema é que a produção, que deve estrear somente no final de 2015, não faz uma abordagem positiva da fé cristã.
Na verdade, conta a história verdadeira de Carlton Pearson, ex-pastor da igreja independente Higher Dimensions Evangelistic Center, que nos anos 1990 chegou a reunir mais de 6 mil pessoas a cada domingo em Tulsa, capital do Oklahoma.
Após uma “crise de fé”, no início dos anos 2000, onde questionou os motivos de tanto sofrimento no mundo, Pearson passou a anunciar que havia recebido a revelação de que “não existe inferno” e que Deus não condenaria nenhuma pessoa que não fosse cristã nascida de novo.
Durante alguns anos anunciou essa mensagem, formulando uma doutrina que foi chamada de “Evangelho da Inclusão”, que mais tarde ele esmiuçou no livro The Gospel of Inclusion: Reaching Beyond Religious Fundamentalism to the True Love of God.
Em pouco tempo, o pastor Pearson, que chegou a ser bispo da Higher Dimension, viu seu rebanho diminuir para menos de mil pessoas. Seu programa de TV foi cancelado e em 2004 ele acabou sendo publicamente classificado como “herege” pela Associação dos Pastores Pentecostais Negros dos EUA. Foi então que ele passou a perder a confiança de amigos e da própria família.
O bispo continuou defendendo sua revelação, tentando distanciá-la da doutrina teológica do universalismo, ensinada por outras igrejas.
Em 2008, a Higher Dimension acabou fechando. Os membros remanescentes passaram a fazer parte da Igreja Unitarista All Souls, de Tulsa. O bispo Pearson enveredou pela carreira política, sendo candidato a prefeito, mas sem sucesso.
Sua história foi tema de um filme feito para a TV americana em 2005. O diretor Jonathan Demme, mais conhecido por “O Silêncio dos Inocentes”, decidiu filmar a história mas teve dificuldades em convencer os estúdios.
Este mês, ele anunciou que retomou o projeto e já confirmou Jeffrey Wright no papel de Carlton Pearson, o conhecido ator Robert Redford, que está nos cinemas em “Capitão América 2: O Soldado Invernal”, o pastor Oral Roberts. Mentor e amigo próximo de Pearson, Roberts tentou fazer o ex-discípulo voltar atrás e foi um dos poucos que esteve ao lado do pastor quando ele passou a ser hostilizado por outros pastores.
A reação de vários analistas de cinema é que o filme será controverso, pois mostrará o questionamento de uma das doutrinas fundamentais do cristianismo desde sua fundação. Com informações Collider e Hollywood Reporter
Gospel Prime

Ronaldo critica atrasos na Copa: 'Me sinto envergonhado'

Ex-jogador reclama dos problemas enfrentados pelo Brasil nos preparativos para a competição, mas afirma que o Mundial não deve ser alvo de protestos

Ronaldo no anúncio das sedes da Copa das Confederações de 2012, no Museu do Futebol, em São Paulo
Ronaldo, membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa (Paulo Whitaker/Reuters)
"É uma pena. Eu me sinto envergonhado porque é o meu país, o país que eu amo. A gente não podia estar passando essa imagem", disse Ronaldo
Integrante do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Ronaldo disse estar envergonhado pelos atrasos e problemas enfrentados pelo Brasil às vésperas do início do Mundial. Em entrevista à agência Reuters na sexta-feira, o ex-jogador culpou os governantes pelos projetos que só ficaram no papel e defendeu que o torneio não é o "grande vilão" do país.

Ronaldo acredita que as críticas feitas pela Fifa ao Brasil pelo não cumprimento de prazos são justas, já que o país sabia desde 2007 das exigências da entidade. “De repente chega aqui é essa burocracia toda, uma confusão, um disse me disse, são os atrasos. É uma pena. Eu me sinto envergonhado porque é o meu país, o país que eu amo. A gente não podia estar passando essa imagem”, lamentou.

Apesar dos atrasos, Ronaldo confia que todos os estádios estarão prontos para a Copa. O ex-jogador, no entanto, criticou os governantes do país, que ele apontou como responsáveis pelos problemas enfrentados nos preparativos para o torneio. “A Copa do Mundo é uma ferramenta que trouxe uma série de investimentos para o nosso país. Poderia ter sido perfeito, se fizessem tudo o que prometeram, mas isso não tem a ver com Copa do Mundo, tem a ver com os governos que prometeram e não cumpriram.”

Protestos – Para Ronaldo, a realização do torneio no Brasil não deveria ser alvo de protestos. Desde junho do ano passado, manifestantes criticam os gastos do país com a organização do Mundial. A possibilidade de protestos violentos durante a Copa é uma das maiores preocupações da Fifa e do governo. “As pessoas olham o Mundial como o grande vilão do nosso país e não é. A gente não pode esquecer que o nosso Brasil não era essa maravilha toda antes da Copa do Mundo. Era igual ou pior”, afirmou Ronaldo.

A cadeia de erros do Brasil na Copa

Como poderia ter sido: A Fifa ficaria satisfeita com apenas oito estádios, o suficiente para o evento
O que o país fez: Para aumentar o número de cidades envolvidas – e atender aos pedidos do maior número possível de governadores e prefeitos –, ampliou o número para doze arenas
Qual foi a consequência: Além de encarecer todo o evento, criou dois problemas. Sem investidores privados para bancar estádios em capitais sem clubes de grande torcida, usou-se dinheiro público. Além disso, algumas das arenas poderão virar elefantes brancos depois do Mundial

Estádios privados

O Estádio Nacional de Brasília: o custo se aproxima dos 2 bilhões de reais em verba pública O ministro do Esporte do governo Lula prometia uma Copa totalmente privada, sem uso de dinheiro público nas arenas. Entre as doze sedes do Mundial, porém, só três (São Paulo, Curitiba e Porto Alegre) são empreendimentos particulares - e mesmo essas obras dependem de financiamento de bancos estatais e generosos incentivos públicos.

(Com Gazeta Press e Estadão Conteúdo)

Veja Abril

Igreja Hillsong toca “Gangnam Style” e músicas seculares durante cultos

A Igreja Hillsong há mais de 10 anos se tornou referencial na área de louvor e adoração em todo o mundo. Várias de suas canções foram gravadas, traduzidas e adaptadas em diversas línguas.
Logo, começou a multiplicar seu número de igrejas associadas à sede na Austrália. Mas a Hillsong de Londres tem usado música secular durante seus cultos que talvez não seja bem vista na maioria das igrejas.
Alguns meses atrás, o grupo de louvor incorporou em suas apresentações a contagiante dança Gangnam Style, maior hit da história da internet, com mais de um bilhão de visualizações no Youtube.
A coreografia da “Dança do Cavalinho” já ganhou diversas versões e continua popular nas pistas de dança. A coreografia pode não parecer que teria lugar em uma igreja, mas na Hillsong de Londres tem sido um momento curioso e “diferente”. Outras músicas de artistas como Lita Ford e Coldplay também foram executadas na igreja, com direito a coregrafias e shows de luzes e até fogos.
Claro que muitos não aprovam a opção, mas num país secularizado como a Inglaterra, onde igrejas fecham a todo momento, a opção tem chamado atenção inclusive da mídia secular.
Confira nos vídeos abaixo:

Coldplay:

Gangnam Style:
 
  

Gangnam Style

  Noticia Gosple Prime

23 de maio de 2014

Após ser hostilizada por deputado evangélico, Xuxa dispara: 'Nem Jesus agradou todo mundo'




Por FAMOSIDADES
SÃO PAULO - Nesta sexta-feira (23), Xuxa Meneghel respondeu ao deputado Pastor Eurico (PSB-PE), que a criticou durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, realizada na última quarta-feira (21).
'Gente, estava lendo o desabafo e a opinião de vocês sobre o acontecido no Congresso. Por favor, não culpem os evangélicos. Minha mãe é evangélica e me ensinou que nem Jesus Cristo agradou todo mundo, por que eu iria? Sei que minha mãe ficou muito triste com esse senhor. Mas ele já teve o seu momento de fama, não vamos dar mais força a ele. Mais uma vez obrigada pelas lindas palavras de carinho e respeito com meu trabalho, vou precisar de vocês, e muito, e sei que vou poder contar sempre. Vejo isso lendo cada palavra de amor de vocês por mim. Obrigada :)', escreveu a loira em seu Facebook.
A Rainha dos Baixinhos participou da sessão que tinha como objetivo discutir o projeto que proíbe pais e responsáveis legais por crianças e adolescentes de baterem nos menores, a chamada Lei da Palmada.
Xuxa acabou sendo hostilizada pelo deputado, que a acusou de agredir crianças por ter feito um filme pornô. 'A conhecida Rainha dos Baixinhos, em 1982, provocou a maior violência contra as crianças em um filme pornô', disparou o político.
A apresentadora, que apoiou o projeto, apenas riu da declaração e fez um sinal de coração com as mãos na direção de Eurico.

MSN

Marco Feliciano desmente vídeo polêmico que sobre suposto apoio à Dilma ...



Pelo que sei o video da Uol em que ele participa, não diz que ele apóia a Dilma. O video diz que ele tem duvidas se apoia ou não.


22 de maio de 2014

XUXA passa vergonha na CCJ do Congresso Nacional, que debate a Lei da Palmada


Em realação a Xuxa, e o pastor deputado no  link abaixo no vídeo, só faço uma pergunta, até porque não sou fã da Xuxa, nunca fui, e sei que ela errou no passado, mas a pergunta é: e se ela se arrependeu ? Ela tem lutado tanto contra este filme, e se ela se arrependeu e o povo de "Deus" fica trazendo o passado de alguém a tona! Me desculpem, mas quem fica buscando a lama do passado de alguém é um enviado de satanás. Que adiantou ele falar contra o passado da Xuxa e expô-la diante de todos, até porque, se ela se arrependeu ou se vitimizou eu não sei, só sei que ele pediu desculpas depois, e aí? Que adiantou? !

Deputado pastor, provocou um furdúncio ao lembrar na Comissão da lei da palmada, que Xuxa, presente na votação, fez um filme erótico com uma criança.Como resposta Xuxa fez um coraçãozinho pra ele. Em seguida o partido do pastor, PSB, o substituiu.
O Projeto de Lei acabou sendo aprovado após acordo com a Bancada Evangélica enfraquecida pelo ocorrido. Xuxa saiu chorando da Comissão e o deputado acabou se desculpando.
Na falta de sabedoria, era melhor ter ficado calado.


Vejam o vídeo abaixo!

21 de maio de 2014

Augustus Nicodemus Lopes entrevista Jonas Moreira Madureira e Filipe Costa Fontes, sobre "Teologia de Missão Integral"




Obs da Rô Moreira!

O problema não é a TMI, mas seus expoentes. A TMI esta sendo pensada justamente para ser a "versão protestante da ‘teologia’ da ‘libertação"’ católica, segundo as palavras de um dos expoentes do movimento, Ariovaldo Ramos, conhecido apologeta do socialismo, do MST e Lula, falam tanto contra a TP, eu tabém falo é claro, mas esquecem da Teologia da libertação que não passa de uma farsa teológica um embuste socialista, como o “social-panteísta” Leonardo Boff, Richard Shaull, René Padilla, o apóstata do Rubem Alves, Ariovaldo, e outros.

20 de maio de 2014

A máscara de Silas Malafaia



Rô Moreira 

Me enviaram este vídeo hoje a tarde no Facebook, e é incrível como este vídeo retrata com fidelidade tudo aquilo que eu já havia percebido.
O senhor Silas Malafaia sempre foi em direção ao que dá mais e, por isso, não há fidelidade aos valores cristãos em nada do que ele faz. Nas últimas eleições presidenciais ele se declarou contrário ao PT e juntou-se a Marina Silva  quando era do PV. Porém, da noite para o dia rumou em direção ao PSDB de Serra com alegação de que a deputada estava dissimulando no que se refere a possibilidade de um plebiscito em relação a questão do aborto. Mas quem estava dissimulando de fato era ele, que havia recebido um convite  do PSDB para apoiá-los.
Com a perda das eleições a direção do PSDB o culpou pela derrota no segundo turno, levando o deputado que intermediou a sua ida para lá e pedir mudança de partido. O tempo passou e como ele não tinha em quem se escorar para as eleições deste ano, buscou entrevistar Eduardo Campos num hotel na Barra da Tijuca e divulgou nas mídias sociais esta entrevista, dizendo que gostou do que ouviu. Mas como a vida pune, Eduardo Campos se uniu a Marina Silva acabando com todas as possibilidades de interferência deste aproveitador que fica oferecendo o povo de Deus a estes homens políticos,  influenciando os votos de (cabresto).

O mais interessante ainda foram as pressões de Eduardo Paes (Prefeito do Rio) que até nome no corredor BRT Presidente Juscelino Kubitschek deu o nome de (pastor José Santos) o sogro do Silas, e foi beneficiado.
Vejam aqui: Pastor José Santos terá nome em BRT no Rio de Janeiro   e do ex. governador Sergio Cabral para que o tal pastor apoie o candidato do PMDB de apelido no mínimo estranho "Pezão", mas o mesmo já havia fechado com Lindberg Farias do PT. Olha que sinuca de bico esse senhor se colocou, pois ele deve favores ao prefeito carioca e ao candidato petista. Sem saída ele teve uma brilhante ideia, saiu da TV, aproveitando o momento em que já que a Boacumba da Universal está comprando todos os horários disponíveis. Um álibi perfeito para quem não tem moral alguma com os futuros candidatos aos palácios estadual e federal, sendo assim, a fuga foi a melhor estratégia.


19 de maio de 2014

Feliciano- Apoio evangélico à Dilma em 2014 é incerto Entrevista a Folha da Uol...

Rô Moreira 

Marcos Feliciano ainda tem duvida se vai apoiar a Dilma ou não? Ahh tenha a paciência! O Brasil não vive de ter ou não o kit-gay. Essa pauta é importante, mas basta tirar o PT do poder que não haverá mais kit-gay, Kit-titica ou Kit-ranos
PTistas.Como se o kit gay fosse o mais importante para o pais, estou sem paciência com  aproveitadores de samba de uma nota só.


18 de maio de 2014

Pastor José Santos terá nome em BRT no Rio de Janeiro.

VI NO SITE OFICIAL DE IMPRENSA DO MATO GROSSO . O DIÁRIO OFICIAL DOS NOMES QUE FARÃO PARTE DAS ESTAÇÕES DA BRT NO RIO DE JANEIRO
Os nomes das estações da BRT que liga a Ilha a Barra da Tijuca
na altura da Penha, tem 2 estações,uma delas chama-se pastor José Santos.

Aí eu pergunto, que tipo de homenagem seria esta, em que Eduardo Paes tem prestados  a todos os nomes abaixo que compõe parte integrantes do corredor BRT Presidente Juscelino Kubitschek??  Lembrando que esse ano de eleição, vai ser dificil para o Rio, temos os candidatos: Garotinho, Crivella, Pezão, Cesar Maia. Paes apoia Lindberg. Quem ganhar estaremos no mesmo barco furado.


Fonte

17 de maio de 2014

Propaganda eleitoral na igreja é crime. Propaganda eleitoral na igreja é crime.


 A prática de transformar e usar a igreja para as eleições além de medíocre é criminosa.

Estamos bem próximos das eleições, e como você já deve saber, algumas igrejas evangélicas 
(e também católicas ou de outras vertentes) têm como costume ceder o púlpito para candidatos discursarem. Toda véspera de eleição é comum ver o altar se transformar em palanque e as portas dos templos se abrindo para toda classe de charlatanismo.
Acontece que esta prática, além de medíocre, também é criminosa. Segundo a Lei 9.504/97 e de acordo com o artigo 13 da resolução 22.718/2008, do Tribunal Superior Eleitoral, fica proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templo. A lei entende que os templos são espaços de acesso comum e não devem ser usados como palanques eleitorais.
Sendo assim, se você notar que estão usando sua igreja como curral eleitoral, DENUNCIE. Precisamos dar um basta nessa politicagem dentro dos templos. Igreja é lugar de louvar a Deus!
Distribuir santinhos, fazer o púlpito de palanque eleitoral e colocar cabresto no eleitor é uma atitude criminosa.
Para denunciar a politicagem na sua igreja, basta procurar a delegacia ou o cartório eleitoral.
Vamos acabar com essa palhaçada! 

Púlpito Cristão

Carlos Vereza se revolta com ameaça de morte de petista contra Joaquim Barbosa..



Carlos Vereza vem a publico e pergunta: Onde estão as manifestações de repúdio da sociedade brasileira pelas ofensas de racismo, ódio e incitação a violência feitas, por um militante da comissão de ética do PT, ao Presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro? Quando o jogador da seleção Daniel Alves foi vitima de racismo, houve uma grande indignação coletiva e solidariedade que viralizou na rede com a hastag somostodosmacacos. E porque não fizeram o mesmo em favor de uma autoridade que representa a justiça? Um Ministro? Onde está a OAB? Os Direitos Humanos? Onde estão os  negros?



16 de maio de 2014

MPF-RJ recorre da decisão que desconsidera cultos africanos como religião

O MPF-RJ (Ministério Público Federal no Rio de Janeiro) recorreu da decisão do juiz da 17ª Vara Federal do Rio, Eugênio Rosa de Araújo, que negou o pedido de retirada de vídeos com mensagens de intolerância contra religiões afro-brasileiras. O juiz alegou que tais crenças "não contêm os traços necessários de uma religião", que seriam um texto-base, como o Corão ou a Bíblia, estrutura hierárquica e um Deus a ser venerado.
Na decisão, Araújo coloca que "as manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões, muito menos os vídeos contidos no Google refletem um sistema de crença --são de mau gosto, mas são manifestações de livre expressão de opinião".
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Sincretismo: Culto a santos católicos e orixás se misturou no Brasil10 fotos

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Ogum e São Jorge - O guerreiro São Jorge foi identificado ao orixá da guerra. "Quando falamos em culto aos orixás há uma ideia de resistência, de não abandonar os cultos que foram trazidos da África. Quando é feita a catequização dos africanos, a similaridade de São Jorge guerreiro com Ogum fica clara", explica Sidney Ferrer, educador do Museu Afro Brasil Leia mais Ricardo Moraes/Reuters
No recurso, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jaime Mitropoulos, argumenta que os 15 vídeos em questão caracterizam crime de ódio, pois são baseados na "intolerância e na discriminação por motivos religiosos", ressaltando que a comunidade internacional "praticamente chegou ao consenso sobre a necessidade de coibir práticas desse tipo".
Ela cita a promulgação de documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (1966), a Declaração sobre a Raça e os Preconceitos Raciais (1978) e a Declaração sobre a eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação fundadas na religião ou nas convicções (1981).
A Ação Civil Pública foi proposta a partir de uma representação da Associação Nacional de Mídia Afro, que apontou vídeos divulgados no Youtube que trariam mensagens que "associam as referidas religiões à figura do diabo e a tudo de mal que a ele possa estar ligado, muito embora 'diabo' ou 'demônios' sequer façam parte do universo das religiões de matrizes africanas", diz o recurso de Mitropoulos.
No agravo de instrução, o procurador destaca também que o Ministério Público Federal expediu recomendação para que a Google Brasil retirasse os vídeos da internet. Mas, segundo ele, a empresa manteve os vídeos sob o argumento de que "tudo não passa de um fiel retrato da liberdade religiosa do povo brasileiro".
Para o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir), Ivanir dos Santos, o juiz Eugênio Rosa de Araújo não se posicionou na decisão com a neutralidade que requer o cargo. "Eu acho que o juiz não externou uma posição como juiz, ele externou uma posição como uma pessoa que tem uma religião, e o estranho é que ele é um funcionário de um Estado laico. Ele, na verdade, ofende a lei que ele tem que zelar, o próprio artigo da constituição que fala de discriminação de religião e preconceito".
Santos informa que o Ccir fará uma reunião na próxima semana sobre a questão para, se for o caso, denunciar o juiz ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Procurado pela Agência Brasil, o CNJ não comentou a decisão e disse que "é órgão administrativo do Judiciário e não tem interferência sobre questões judicializadas".

Uol Noticias

Respondendo ao Ariovaldo Ramos.

ariovaldo
RESPONDENDO AO ARIOVALDO RAMOS
Por Frank Brito
“Não farás injustiça no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem honrarás o poderoso; mas com justiça julgarás o teu próximo”. (Levítico 19.15)
Em julho de 2004 um grupo de brasileiros foi fazer uma visita ao falecido presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Dentre eles, estava o famoso pastor Ariovaldo Ramos. O propósito da viagem era entregar ao presidente Hugo Chávez um manifesto de apoio ao seu governo e a sua permanência no cargo. O pastor Ariovaldo Ramos justificou sua viagem da seguinte maneira“Onde tiver um cara andando nos caminhos de Jesus, mesmo que não confesse Jesus como eu confesso o que eu puder fazer para ajudá-lo, eu vou fazer”. A declaração do pastor Ariovaldo Ramos remete as palavras do Apóstolo João: “aquele que diz estar nele, também deve andar como Ele andou”. (I João 2.6) Segundo Ariovaldo Ramos, então, mesmo que o presidente Hugo Chávez não confessasse Jesus como ele confessa, ainda assim ele deveria ser reconhecido como alguém que andava nos caminhos de Jesus.
Em 2004 o pastor Ariovaldo Ramos explicou seu ponto de vista em uma entrevista ao site Teologia Brasileira. Partindo da premissa colocada por Ariovaldo Ramos de que o falecido presidente Hugo Chávez andava nos caminhos de Jesus Cristo, o entrevistador lhe perguntou:
“Como é que você encara, por exemplo, um cristão muito comprometido com a sua igreja na Venezuela, mas que seja frontalmente oposição ao Hugo Chávez? Outro exemplo, no Brasil: um cristão comprometido que é radicalmente contra o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) e vota em candidatos da elite com graves suspeitas de corrupção. Ou é contra as cotas para estudantes negros nas Universidades. Nessas questões pontuais, como é que você explica?”
O pastor Ariovaldo Ramos respondeu:
Acho que se explica justamente por esse evangelho que não considera o outro, um evangelho muito pessoal, muito particular, Deus e eu, eu e Deus, e o outro não é chamado. Isso em primeiro lugar. Em segundo lugar, é claro que o camarada tem direito de pensar diferente de mim, ele pode ser contra a reforma agrária, ser contra as cotas e isso é um direito dele. Agora, como cristão, até onde eu entendo o Cristianismo, essa pessoa vai ter dificuldades para se explicar. Eu não tiro dele o direito de pensar diferente, mas se nós nos sentarmos pra conversar de cristão pra cristão, considerando o que Jesus Cristo ensinou, viveu, fez, eu acho que ele vai ter dificuldade de se explicar. É muito difícil um cristão explicar porque que é contra redistribuição das terras quando Isaías 5.8 diz: “Ai dos que ajuntam casa sobre casa e terra sobre terra até serem os únicos moradores do lugar”.
Segundo o pastor Ariovaldo Ramos, se um homem é cristão e considera seriamente o que Jesus Cristo ensinou, viveu e fez, mas, ao mesmo tempo, se este homem se opõe ao modelo de governo do falecido presidente Hugo Chávez e à posições políticas específicas como a reforma agrária, cotas raciais e redistribuição de renda, tal pessoa é culpada de professar um “evangelho que não considera o outro” e, portanto, teria sérios problemas para se explicar. O pastor Ariovaldo Ramos reconhece que o Cristianismo tem implicações políticas, de forma que se alguém considera seriamente o que Jesus Cristo ensinou, viveu e fez, ele terá que defender modelos políticos específicos que refletem o que ele acredita ter sido ensinado por Jesus. O fato de Hugo Chaves ter defendido um modelo político assim é o que leva Ariovaldo Ramos a argumentar que Hugo Chávez andava nos caminhos de Jesus.
Qualquer um que já tenha lido os grandes profetas da Bíblia sabe da obrigação dada por Deus de socorrermos os desamparados e desfavorecidos e da ira sobre aqueles que oprimem os desamparados e desfavorecidos:
“A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor; e a minha ira se acenderá…” (Êxodo 22.22-24)
“Quando no meio de ti houver algum pobre, dentre teus irmãos, em qualquer das tuas cidades na terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a mão a teu irmão pobre; antes lhe abrirás a tua mão, e certamente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade”. (Deuteronômio 15.7-8)
“Até quando proferirão, e falarão coisas duras, e se gloriarão todos os que praticam a iniqüidade? Reduzem a pedaços o teu povo, ó SENHOR, e afligem a tua herança. Matam a viúva e o estrangeiro, e ao órfão tiram a vida. Contudo dizem: O SENHOR não o verá; nem para isso atenderá o Deus de Jacó. Atendei, ó brutais dentre o povo; e vós, loucos, quando sereis sábios?” (Salmo 94.4-8)
“Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que prescrevem opressão. Para desviarem os pobres do seu direito, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem os órfãos!” (Isaías 10.1-2)
“Assim falou o Senhor dos exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e compaixão cada um para com o seu irmão; e não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre; e nenhum de vós intente no seu coração o mal contra o seu irmão”. (Zacarias 7.9-10)
Foi esse tipo de preocupação que levou ao estabelecimento dos diáconos na Igreja:
“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano… Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio”. (Atos 6.1,3)
Como ensinou o Apóstolo Tiago:
“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. (Tiago 1.27)
O problema de Ariovaldo Ramos não é a consciência de que aqueles que são economicamente desamparados devem ser socorridos. O problema de Ariovaldo Ramos é presumir – sem qualquer razão ou justificativa bíblica ou racional – que o fato do cuidado dos desamparados ser uma ordem de Deus enfatizada por toda a Bíblia signifique que seja responsabilidade do governo civil fazer com que tal ordem deva ou que sequer possa ser cumprida. O simples fato de algo ser um mandamento de Deus não signifique que seja responsabilidade do governo civil garantir que a ordem seja cumprida.
As Escrituras ensinam que não devemos mentir. Isso não significa que seja responsabilidade do governo garantir que as pessoas não mintam. As Escrituras ensinam que devemos celebrar a Ceia do Senhor. Isso não significa que seja responsabilidade do governo civil garantir que as pessoas não faltem a Ceia do Senhor. As Escrituras dizem que devemos amar a Deus sobre todas as coisas. Isso não significa que seja responsabilidade do governo civil fazer com que as pessoas amem a Deus. A Bíblia diz que não devemos cobiçar os bens de nosso próximo. Isso não significa que é seja responsabilidade do governo civil garantir que as pessoas não cobicem. Certamente o pastor Ariovaldo Ramos conhece todos estes mandamentos da mesma forma que ele conhece o mandamento que ordena socorrer aqueles que são economicamente desamparados. Apesar disso, a existência do mandamento de celebrar a Ceia do Senhor não faz com que o pastor Ariovaldo Ramos defenda a responsabilidade do governo civil de garantir que as pessoas não faltem a Ceia do Senhor. É possível que o motivo pelo qual o pastor Ariovaldo Ramos não defenda a responsabilidade do governo civil de garantir que as pessoas não faltem a Ceia do Senhor é porque ele sabe que, apesar de Deus ordenar a celebração da Ceia do Senhor, ele não ordenou que o governo civil garantisse que as pessoas participem. Se alguém mostrasse ao pastor Ariovaldo Ramos que a celebração da Ceia do Senhor é uma ordem bíblica e com base nisso defendesse a responsabilidade do governo civil de forçar todo mundo a participar, certamente o pastor Ariovaldo Ramos argumentaria que o fato de algo ser ordem de Deus não signifique que seja responsabilidade do governo civil fazer com que a ordem seja cumprida. Mas quando o assunto é o mandamento de Deus de ter cuidado pelos desamparados, o pastor Ariovaldo Ramos faz de conta que existe a responsabilidade bíblica de que isso se cumpra por meio da imposição do governo civil, ainda que não exista qualquer ordem, mandamento ou evidência bíblica a respeito disso. Certamente, as Escrituras deixam claro que os desamparados devem ser alvo de cuidados. Mas a Bíblia não ordena que isso seja feito pelo governo civil, mas por uma decisão individual e pessoal livre. Há motivos muito importantes pra isso:
“Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes. Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns dentre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs”. (II Tessalonicenses 3.7-11)
Aqui Paulo faz menção de pessoas que eram financeiramente dependentes de outros. Elas dependiam de outras pra comer. Mas essa dependência só existia porque eles andavam “desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs”. (v.11) Eles eram financeiramente depende de outras por imoralidade. É sobre estes que Salomão falou:
“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos, e sê sábio; a qual, não tendo chefe, nem superintendente, nem governador, no verão faz a provisão do seu mantimento, e ajunta o seu alimento no tempo da ceifa. o preguiçoso, até quando ficarás deitado? quando te levantarás do teu sono? um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar as mãos em repouso; assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade como um homem armado”. (Provérbios 6.6-11)
Este era o caso de alguns membros da igreja dos Tessalonicenses. Paulo ensina que não havia qualquer responsabilidade de ninguém sustentá-los ou socorrê-los por parte de ninguém. A ordem de Paulo era que “não coma também”. Isto é, devem permanecer no estado de ruína financeira a ponto de passar fome sem que ninguém tenha a obrigação de sustentá-los. Isto é o mesmo que ele ensinou a Timóteo:
“Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas… Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em rogos e orações; Mas a que vive em deleites, vivendo está morta”. (I Timóteo 5.3,6)
“Honra” aqui se refere ao apoio financeiro. No contexto, Paulo está falando da ajuda financeira que viria do ministério de diaconia da Igreja (I Timóteo 5.9,16). A viúva não tem mais o marido pra sustentá-la financeiramente. Portanto, ela precisa ser sustentada por outras pessoas. Mas Paulo lista alguns critérios pra que as viúvas fossem aptas pra receber a ajuda financeira da Igreja. É a essência do que ele havia ensinado aos Tessalonicenses. O que Paulo ensina é que ser desamparado, pobre ou de qualquer outra forma necessitado não garante que o indivíduo deva ser alvo de ajuda social. O fato de alguém ser pobre ou desamparado não significa que ela tenha caráter ou um comportamento justo e correto, da mesma forma que ser rico não significa. O que Paulo ensina é que se o estado de pobreza e desamparo existe por causa do pecado pessoal e uma exista uma indisposição de se arrepender do estilo de vida pecaminoso, neste caso não há qualquer obrigação por parte de ninguém de socorrê-lo financeiramente. O que Paulo ensina é que a necessidade de santidade é mais importante do que o sucesso financeiro. Como escreveu Salomão: “Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o de caminhos perversos ainda que seja rico”. (Provérbios 28.6) É melhor ter um comportamento justo do que ser rico. Mas não ser rico não significa que tenha um comportamento justo.
Ele disse também:
“Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus… Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”. (I Timóteo 5.3,4-5)
O Apóstolo ensina que a responsabilidade de cuidar das viúvas é, antes de qualquer outro, responsabilidade de sua própria família. Outras pessoas, incluindo a Igreja, só têm a responsabilidade diante de Deus de fazer isso quando a família não faz: “Se alguma mulher crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a Igreja, para que esta possa socorrer as que são verdadeiramente viúvas”. (I Timóteo 5.16) A família não deve imputar sobre outras pessoas a responsabilidade que pertence a eles. Se a família não fizer por irresponsabilidade e negligência com os seus, comete um pecado terrível e Paulo declara que “é pior do que o infiel”. Caso houver irresponsabilidade e negligência por parte da família ou caso a família também esteja passando por tribulações financeiras, ai outras pessoas – especialmente o ministério a Igreja – deve tomar para si a responsabilidade de todo coração.
O que aprendemos então é que a necessidade de socorro e apoio aos desamparados se encontra dentro de uma hierarquia de responsabilidades. Em primeiro lugar, o que existe é a responsabilidade de cada indivíduo sustentar a si mesmo pelo seu próprio trabalho. Quando o indivíduo, por inúmeras circunstâncias possíveis, mas sem culpa e obstinação própria não é capaz de sustentar a si mesmo pelo seu próprio trabalho, existe a responsabilidade de sua própria família de socorrê-lo e honrá-lo. Somente quando há irresponsabilidade e negligência por parte da família ou caso a família também esteja passando por tribulações financeiras, é que a responsabilidade deve ser tomada por outras pessoas, especialmente a Igreja. E apesar de a Bíblia ensinar a necessidade de socorro e apoio aos desamparados como sendo uma obrigação de outros indivíduos, da família e da Igreja, ela nunca fala sobre tal responsabilidade do governo civil.
Pra entender isso melhor, precisamos entender qual é a natureza do governo civil. A natureza inerente do governo civil é a coação e a imposição de valores específicos. Quando alguém compra um bem ou contrata um serviço, ele normalmente tem a escolha livre entre a compra do bem ou não, entre a contratação do serviço ou não. Se alguém quer ter acesso à internet, por exemplo, ele deve contratar o serviço de um provedor de internet. Ele poderá escolher um entre vários provedores disponíveis ou no fim das contas ficar sem contratar provedor nenhum. O provedor de internet não tem a autoridade pra coagir qualquer pessoa a contratar seu serviço. Mas a partir do momento em que o serviço é contratado, existe a obrigação do cliente de pagar pelo serviço. O pagamento não é por coação ou imposição porque o cliente livremente decidiu contratar aquele serviço e com isso garantiu que pagaria pelo serviço prestado. Mas esse não é o caso do governo civil. O governo civil é um serviço prestado onde nós somos coagidos a aceitar o serviço. No caso do governo civil, não há a livre escolha entre aceitar ou não o serviço. Se alguém se recusa a obedecer às leis do governo brasileiro, por exemplo, há duas conseqüências principais:
- Confiscando seus bens e/ou dinheiro (multa)
- Privando-o do direito de ir e vir (penitenciária)
Se um provedor de internet enviasse homens para confiscar o computador, tomar dinheiro a força ou mantiver em cárcere privado aqueles que não querem aderir ao seu serviço, tal provedor será legitimamente culpado de roubo e sequestro. Se o provedor fizesse isso, o governo brasileiro enviaria outros homens (polícia) pra prender os participantes do roubo e do sequestro. O que precisamos entender é: Em determinadas circunstâncias, o governo civil tem o direito de fazer o que em outras circunstâncias seria classificado como sequestro, escravatura ou roubo. Em circunstâncias normais, se uma pessoa entra na casa de outra pessoa, amarra suas mãos e leva ela pra dentro de um quarto onde ela fica trancada, isso se chama sequestro. Mas dependendo da circunstância, do objetivo de quem faz e de quem faz isso não é sequestro, mas é prisão. Se quem faz é um provedor de internet com o objetivo de forçar as pessoas a aderir ao seu serviço, é sequestro. Se quem faz são representantes do governo (polícia) com o objetivo de punir por um crime cometido, é prisão e não sequestro.
Da mesma forma o ato de multar, em si mesmo, é o mesmo que o ato de roubar. Tanto no roubo quanto na multa o indivíduo é coagido por terceiros a entregar seu dinheiro contrário a sua vontade. Mas em determinadas circunstâncias, o governo civil tem o direito de fazer o que em outras circunstâncias seria classificado como sequestro, escravatura ou roubo. Não há roubo, mas é multa quando o dinheiro está sendo tomado pra punir por um crime cometido. Mas se for um cidadão comum com o objetivo de tomar posse do que não é dele, é roubo. Mas tanto na multa quanto no roubo, o indivíduo é coagido por terceiros a entregar seu dinheiro contrário a sua vontade. O que muda são as circunstâncias e o propósito.
A natureza inerente do governo civil é a coação e a imposição de valores específicos. Os valores que serão impostos a força são determinados pelas leis que o governo passa e pela punição contra a transgressão contra tais leis. Se um governo tem uma lei contra a violência sexual e pune os estupradores, ele está declarando o estupro é moralmente errado e que este é um valor que precisa ser imposto a força. Se um governo tem uma lei contra sequestro e pune os sequestradores, ele está defendendo um valor específico – o direito de ir e vir – e está coagindo, forçando e perseguindo todos a seguir este valor. Que está é a natureza inerente do governo civil é ensinado pelas Escrituras Sagradas:
“Os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal”. (Romanos 13.3-4)
“Sujeitai-vos a toda autoridade humana por amor do Senhor, quer ao rei, como soberano, quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem”. (I Pedro 2.13-14)
Segundo os Apóstolos Paulo e Pedro, o papel do governo civil é castigar os malfeitores. A “espada” é instrumento coação contra aqueles que se colocam de forma contrária ao bem e a favor do mal. Pedro chega a dar uma lista de coisas que poderiam ser corretamente punidas pelo governo civil: “Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios”. (I Pedro 4.15) O governo civil deve proteger, por meio da força, o direito a vida e a propriedade privada. Por isso deve castigar os homicidas e ladrões.
Então, em relação ao que foi dito até aqui, as principais questões que precisamos considerar são:
- Em quais circunstâncias tomar propriedade ou dinheiro a força não é roubo, mas está dentro dos direitos e obrigações daqueles que fazem? Em quais circunstâncias restringir o direito de ir e vir não é sequestro, mas está dentro dos direitos e obrigações daqueles que fazem?
- Quem é que possui o direito de aplicar tais sanções?
Em relação à segunda questão, a resposta em nosso caso é: o governo brasileiro. Em relação a primeira questão, a pergunta é respondida de diferentes maneiras por diferentes pessoas e governos. No caso do governo brasileiro, ele responde que ele tem o direito de tomar a força 41% do que de nosso dinheiro por meio de impostos e usá-lo pra coisas como:
- Patrocinar o turismo gay no Rio de Janeiro, apresentando a cidade como um paraíso sexual para os homossexuais.
- Estabelecer a si mesmo como o determinador da verdade em relação à educação infanto-juvenil por meio dos mandamentos do MEC.
- Dar o dinheiro a outras pessoas por meio de programas sociais e de redistribuição de renda e propriedade.
O terceiro ponto é aquilo que o pastor Ariovaldo Ramos parece reconhecer como sendo a essência do Evangelho. Para o pastor Ariovaldo Ramos, defender o direito do governo civil de tomar o dinheiro e a propriedade de determinadas pessoas pra dar pra outras pessoas – como é o caso do presidente – significa andar nos passos de Jesus, ainda que não se confesse Jesus Cristo como ele confessa. Seu argumento é lembrar que a Bíblia manda socorrer os pobres e desamparados. Mas a Bíblia não manda socorrer qualquer pobre. A Bíblia diz que ser desamparado, pobre ou de qualquer outra forma necessitado não garante que o indivíduo deva ser alvo de ajuda social. O que faltou ao pastor Ariovaldo Ramos, além de distinguir entre o tipo de pobre que a Bíblia manda ajudar, é explicar por qual motivo ele presume que este mandamento bíblico deve ser cumprido por meio da coação do governo civil. Se o pastor Ariovaldo Ramos acredita que todo mandamento bíblico precisa ser imposto por meio da coação do governo civil, então ele precisa explicar se ele acredita que os mandamentos bíblicos de amar a Deus sobre todas as coisas e de celebrar a Santa Ceia também devem ser cumpridos por meio da coação do governo civil. Caso o pastor Ariovaldo Ramos acredita que estes mandamentos bíblicos de fato existem, mas não devem ser impostos pelo governo civil, então ele precisa explicar porque ele arbitrariamente coloca a ajuda ao próximo imposto pelo governo civil como sendo o fato determinante pra alguém ser reconhecido como um seguidor de Jesus Cristo. Isso não pode ser demonstrado por Ariovaldo Ramos porque o que as Escrituras ensinam é exatamente o contrário:
“Não farás injustiça no juízo; não farás acepção da pessoa do pobre, nem honrarás o poderoso; mas com justiça julgarás o teu próximo”. (Levítico 19.15)
“Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda darás testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a justiça; nem mesmo ao pobre favorecerás na sua demanda”. (Êxodo 23.2-3)
Aqui Deus explicitamente ordena que a riqueza e a pobreza não sejam o fundamento de qualquer decisão em diante das autoridades civis, mas que os direitos de cada um existem de maneira independente da quantidade de dinheiro e bens que cada um possui. Ser rico ou ser pobre não é, em si mesmo, pecado diante de Deus. Portanto, ninguém pode ser punido ou louvado pelos magistrados civis, que são ministros de Deus, pela quantidade de dinheiro que tem ou deixar de ter. O pobre, portanto, não tem o direito de exigir diante dos magistrados maiores direitos com base em sua pobreza. Apesar de Ariovaldo Ramos acreditar que justiça consiste no governo civil favorecer os pobres pelo simples fato de serem pobres, Deus declara que isso é injustiça. A definição de justiça de Ariovaldo Ramos não vem das Escrituras Sagradas ou de Jesus Cristo, mas de Robbin Hood, Karl Marx e Hugo Chávez. Nas Escrituras, se alguém está em uma situação de ruína financeira, a saída dele não é convencer o governo civil a coagir e tomar o dinheiro de outros que não estejam em situação de ruína financeira. Nas Escrituras, se alguém está em uma situação de ruína financeira e desamparada, ele deve ser socorrido voluntariamente por aqueles que podem ajudá-lo. E ai daqueles que negligenciam esse dever. Sobre estes pairam a indignação de Deus:
“E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. (Tiago 2.15-17)
Mas além de negar a explícita exigência de Deus de não fazer da riqueza ou a pobreza como critério para ser favorecido pelas autoridades civis, Ariovaldo Ramos também acredita que o governo civil deve ser racista:
“É difícil entender um cristão que não queira a indenização aos que foram escravizados e que foram abandonados e marginalizados na História quando as Escrituras nos ensinam que devemos privilegiar os despossuídos, os que estavam nus, com fome, sede, os enfermos, os encarcerados, que devemos socorrer os aviltados, que devemos levantar os joelhos cansados, que devemos ser a voz dos oprimidos”.
É verdade que os cristãos devem buscar a indenização daqueles que foram injustamente escravizados e maltratados. O sequestro, o maltrato e o trabalho forçado certamente são crimes terríveis. Jesus Cristo ensinou que “digno é o trabalhador de seu salário”. (Lucas 10.7) O Apóstolo Tiago falou da ira e punição de Deus contra aqueles que não respeitam este princípio: “Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos”. (Tiago 5.4) Além disso, a Escritura estabelece que o rapto deve ser punido com pena de morte: “E quem raptar um homem, e o vender, ou for achado na sua mão, certamente será morto” (Êxodo 21:16). O problema é que o tráfico de escravos africanos não existe há bastante tempo no Brasil então não há ninguém vivo pra ser executado. Mas o pastor Ariovaldo Ramos acredita que descendentes de escravagistas do passado devem ser reconhecidos como culpados por atos que eles não cometeram pessoalmente. O pastor Ariovaldo Ramos acredita que cada branco que exista em nossos dias deve ser obrigado a pagar por crimes que ele nunca cometeu e que negros que nunca foram escravos devem ser indenizados por crimes que nunca sofreram. Se este fosse o caso, se os descendentes de escravagistas do passado devem ser reconhecidos como culpados por atos que eles não cometeram pessoalmente e com os quais não concordam, então o que devemos fazer é executá-los, pois essa é a exigência de Deus para quem é culpado de rapto. Se todos os brancos que agora existem são culpados dos mesmos crimes que os traficantes de escravos cometeram, então todos os brancos devem ser executados. Mas, diferente do que pensa o pastor Ariovaldo Ramos, as Escrituras ensinam que os filhos não podem ser reconhecidos como judicialmente culpados de atos que nunca cometeram:
“Sendo, pois o homem justo, e procedendo com retidão e justiça, não comendo sobre os montes, nem levantando os seus olhes para os ídolos da casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se chegando à mulher na sua separação; não oprimindo a ninguém, tornando, porém, ao devedor e seu penhor, e não roubando, repartindo e seu pão com o faminto, e cobrindo ao nu com vestido; não emprestando com usura, e não recebendo mais de que emprestou, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeira justiça entre homem e homem; andando nos meus estatutos, e guardando as minhas ordenanças, para proceder segundo a verdade; esse é justo, certamente viverá, diz o Senhor Deus, E se ele gerar um filho que se torne salteador, que derrame sangue, que faça a seu irmão qualquer dessas coisas; e que não cumpra com nenhum desses deveres, porém coma sobre os montes, e contamine a mulher de seu próximo, oprima ao pobre e necessitado, pratique roubos, não devolva o penhor, levante os seus olhos para os ídolos, cometa abominação, empreste com usura, e receba mais do que emprestou; porventura viverá ele? Não viverá! Todas estas abominações, ele as praticou; certamente morrerá; o seu sangue será sobre ele. Eis que também, se este por sua vez gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez, tema, e não cometa coisas semelhantes, não coma sobre os montes, nem levante os olhos para os ídolos da casa de Israel, e não contamine a mulher de seu próximo, nem oprima a ninguém, e não empreste sob penhores, nem roube, porém reparta o seu pão com o faminto, e cubra ao nu com vestido; que aparte da iniquidade a sua mão, que não receba usura nem mais do que emprestou, que observe as minhas ordenanças e ande nos meus estatutos;esse não morrerá por causa da iniquidade de seu pai; certamente viverá. Quanto ao seu pai, porque praticou extorsão, e roubou os bens do irmão, e fez o que não era bom no meio de seu povo, eis que ele morrerá na sua iniquidade”. (Ezequiel 18.5-18)
Aqui o profeta Ezequiel cita a Lei:
“Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada um morrerá pelo seu pecado”. (Dt 24:16)
Segundo o profeta Ezequiel (conforme estabelecido pela Lei de Deus), um homem não pode ser judicialmente culpado pelos crimes cometidos pelos seus antepassados, mas somente pelos crimes que ele próprio cometeu. Se um homem comete um crime, seus filhos não podem ser punidos pelos seus crimes. Segundo o profeta Ezequiel, ele não pode ser pessoalmente culpado pelos pecados de seu antepassado mesmo que o antepassado “oprima ao pobre e necessitado, pratique roubos, não devolva o penhor, levante os seus olhos para os ídolos, cometa abominação, empreste com usura, e receba mais do que emprestou”. Portanto, o pastor Ariovaldo Ramos não pode exigir que cada branco que exista em nossos dias seja obrigado a pagar por crimes que ele nunca cometeu e que negros que nunca foram escravos devem ser indenizados por crimes que nunca sofreram. Além disso, é falso testemunho dizer que todos os brancos do passado tiveram envolvimento com o rapto de negros da África e, portanto, é falso testemunho dizer que todos os brancos hoje são descendentes de escravagistas. Os africanos também se raptavam e escravizavam na África e, muitos deles eram responsáveis por vender negros aos brancos. Nem por isso temos o direito de culpar todo africano moderno pelos crimes de seus pais quando a maioria nem sequer defende esse tipo de coisa. Um princípio básico de justiça, segundo a Lei de Deus, é que para que alguém seja condenado é preciso que ele seja individualmente investigado e declarado como culpado por um tribunal legalmente constituído. Não há condenação arbitraria com base em raças, pois Deus não é racista.
O que o pastor Ariovaldo Ramos ajuda a fazer é perpetuar conceitos racistas e exigir que tal racismo seja imposto pelo governo civil. Assim como as Escrituras não autorizam que o governo civil favoreça alguém com base na riqueza ou na pobreza, assim também as Escrituras não autorizam que o governo civil favoreça alguns com base em diferenças étnico-raciais: “Haverá uma mesma lei para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós”. (Êxodo 12.49) “Uma mesma lei tereis, tanto para o estrangeiro como para o natural; pois eu sou o Senhor vosso Deus”. (Levítico 24.22) A Bíblia ensina que a lei deve ser a mesma pra todos, sem distinção com base na origem étnica e geográfica conforme o pastor Ariovaldo Ramos quer. A Bíblia não autoriza leis racistas, pois ela é anti-racista do princípio ao fim. Negros não devem ser mais favorecidos do que brancos e nem brancos devem ser mais favorecidos do que negros porque, segundo a determinação de Deus, a origem étnica ou região geográfica na qual o indivíduo nasceu não determina que ele tenha mais direitos do que pessoas que não nasceram na mesma região geográfica ou que não tenham os mesmos ancestrais.
As Escrituras não ensinam que andar nos passos de Jesus Cristo seja defender o direito do governo civil de tomar o dinheiro e a propriedade de determinadas pessoas pra dar pra outras pessoas e culpar brancos por escravos que nunca tiveram e indenizar negros que nunca foram escravos. As Escrituras ensinam que seguir passos de Jesus Cristo significa depositar a fé nele (I João 2.23) e guardar os mandamentos de Deus (I João 2.3,4). Caso o pastor Ariovaldo Ramos queira defender a obrigação diante de Deus do governo civil, é com as Escrituras que ele terá que defender. Se Ariovaldo Ramos quer proclamar a justiça de Deus para o governo civil entre as nações ele deve proclamar as Escrituras:
“Ouvi a palavra do SENHOR, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à Lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra… E te restituirei os teus juízes, como foram dantes; e os teus conselheiros, como antigamente; e então te chamarão cidade de justiça, cidade fiel”. (Isa 1.10,26)

“Eis aqui o meu Servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça as nações… Não faltará, nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua Lei”. (Isaías 42.1-4)
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