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30 de dezembro de 2014

O deputado gay que ama Che Guevara quer me ver preso!

O deputado gay que ama Che Guevara quer me ver preso!

Existem algumas certezas na vida. Uma delas é a seguinte: se o deputado Jean Wyllys, aquele grande pensador do BBB, faz algum elogio a você, é porque você fez alguma coisa errada. Esse é do tipo cujo ataque prova que você está no bom caminho. Por isso, só tenho a agradecer ao deputado por seu texto publicado em uma revista que pouca gente lê, mas que recebe belas verbas estatais.
Jean Wyllys destacou aquela minha passagem que fala sobre a inferioridade CULTURAL de pessoas sem educação, que não respeitam os demais, que pensam que shopping center é local para baile funk ou qualquer tipo de arruaça e baderna. Com sua inteligência ímpar, eis sua analogia: Como a classe média brasileira se comportaria se as elites dos EUA e Europa fechassem suas fronteiras aos seus “rolezinhos” nos shoppings de Miami, NY e Paris?
Não sei se o deputado sabe, mas não ocorrem “rolezinhos” no Aventura Mall ou no Bal Harbor. Pelo simples motivo que não seriam tolerados por lá. E isso, nem preciso dizer, não tem ligação alguma com classe social ou cor da pele, e sim com o direito que os demais clientes do shopping têm de passear, comprar ou ir ao cinema em paz, sem uma horda de gente pulando e cantando em volta.
Tampouco a fronteira é escancarada hoje. O deputado pode não ter conhecimento, mas é preciso solicitar um visto, passar por entrevista, e somente depois se está autorizado a entrar nos States. Cuba, que o deputado admira, não deixa ninguém do povo sair para dar “rolezinho” no Caribe ou em qualquer outro lugar. E o PT do Acre quer fechar a fronteira para impedir o “rolezinho” dos haitianos, negros e miseráveis.
Mas para Jean Wyllys nada disso importa. Usei a palavra inferioridade e, horror dos horrores!, reconheci que há alguns com mais educação e cultura do que outros, que respeitam os demais. Para o ex-BBB, isso é como defender o Apartheid, o nazismo (nacional-socialismo), o extermínio de bárbaros! Fique tranqüilo, Jean, não quero exterminá-lo. Mas permita-me usá-lo como símbolo da nossa decadência moral.
O que seria de Jean Wyllys sem o sensacionalismo barato de quinta categoria? O homem subiu na vida fazendo isso! Portanto, claro que tinha de citar a jornalista Eliane Brum. Poderia ter sido o Sakamoto também, que deve ter ficado com ciúmes. Diz ele: “Como diz a jornalista Eliane Brum, eles estão sendo criminalizados por ousarem cruzar as fronteiras físicas e simbólicas que os separam dos privilégios das elites e os distinguem destas”.
Mesmo? E eu poderia jurar que gente da periferia já freqüenta shopping center à vontade, na própria periferia (onde, aliás, começaram os tais “rolezinhos”) e nos centros urbanos. Até quando essa gentinha vai insistir na palhaçada de que o problema é a classe social, e não o comportamento grupal? Há local e local para as coisas.
Por exemplo: como liberal, estou pouco me lixando para o que o Jean Wyllys faz entre quatro paredes. Mas se ele resolver agir como alguns militantes do movimento gay, que acham que estão acima das leis e das normais civilizadas de conduta, e partir para o atentado ao pudor em plena praça pública, como instrumento de protesto, será por mim condenado e deveria ser pela polícia reprimido.
O artigo do socialista continua na toada do apelo emocional feito sob medida para idiotas úteis, e não vou me alongar. Vai que ele gosta! O fato é que um leitor seu veio afirmar que cometi crime de racismo (contra que raça?), e a acusação foi endossada pelo deputado: “o MP pode avaliar a questão caso haja denúncia pública. Eu considero de um racismo odioso!”
Gostaria de cobrar, então, do deputado Jean Wyllys essa resposta: racismo contra qual raça? Qual foi a raça que eu discriminei em meu texto? Só se há alguma raça para gente baderneira e sem educação que não conheço. Porque logo depois do trecho destacado pelo deputado, eu digo que isso não depende da cor ou da classe social, uma passagem que o seletivo deputado ignorou.
Por que perco tempo rebatendo a falta de caráter de figuras desse naipe? Simples: porque isso tem importante efeito pedagógico, para mostrar como nossa esquerda radical age, de forma pérfida, sensacionalista e abjeta. Esperar o que de um líder de movimento gay que se veste com boina no estilo Che Guevara para enaltecer seu herói, um porco assassino que perseguia gays e achava que eles deveriam ser “curados” com trabalho forçado?

Lula e movimentos sociais se unem para pressionar Dilma


Ex-presidente quer reaproximação com a esquerda 

para garantir que o PT fique no poder após 2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu assumir papel mais ativo na
 interlocução do PT com os movimentos sociais e promete ajudá-los a pressionar
 a presidente Dilma Rousseff para que atenda suas demandas.

Insatisfeito com o ministério formado pela sucessora para seu segundo mandato, 
Lula disse a aliados que, na sua avaliação, a mobilização social e a reaproximação
 com a esquerda são condições necessárias para que o partido continue no poder
 depois que Dilma encerrar seu mandato.

O ex-presidente, que governou o país de 2003 a 2010 e ajudou a eleger a petista
 com seu prestígio, pretende assim abrir caminho para se lançar novamente como
 candidato à Presidência em 2018.

Desde a reeleição de Dilma, em outubro, Lula intensificou seu contato com movimentos
 sociais  e reuniu-se com lideranças da juventude, sindicalistas e dirigentes do MST
 (Movimento  dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MTST (Movimento dos
 Trabalhadores Sem Teto). 

Aos sindicalistas, Lula afirmou que é preciso "sair do chão de fábrica" e participar de
 discussões sobre a reforma política, mudanças no sistema tributário e a regulação dos
 meios de comunicação.

Já para os trabalhadores sem terra, o ex-presidente fez um apelo para que as
 lideranças  "reclamem menos" do governo Dilma e criem uma agenda efetiva de reforma
 agrária e agricultura familiar.

No último sábado (20), em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, 
Lula participou da inauguração de um conjunto habitacional construído pelo MTST
 com apoio do programa federal Minha Casa Minha Vida.

Um dia depois, gravou um vídeo divulgado pelo Instituto Lula em que pede mais diálogo
 de Dilma, que não compareceu ao evento, com os movimentos sociais, para que
 "faça um governo exitoso".

Na terça-feira (23), em novo vídeo publicado em sua página no Facebook, Lula afirmou
 que é preciso "reorganizar a base de alianças com os setores mais à esquerda da
 sociedade" caso o PT queira 
"continuar governando o país" 
depois de 2018.

Segundo interlocutores do ex-presidente,
 esse tipo de cobrança será feita
 periodicamente  por Lula, que tem se
 queixado em conversas reservadas do
 estilo de Dilma, muito centralizador e
 pouco alinhado às bases do partido.

Contrariado com a escolha de Joaquim 
Levy para o Ministério da Fazenda, o PT
 esperava que Dilma compensasse o aceno feito ao mercado financeiro indicando que agora
 estaria aberta também a dialogar com os movimentos sociais na base  do partido.

Mas isso não aconteceu. Além de Levy, Dilma nomeou a senadora Kátia Abreu
 (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura e Armando Monteiro (PTB-PE) para o
 Ministério do Desenvolvimento, novamente contrariando os grupos da esquerda petista.

Equipe
Lula pretende criar na estrutura do PT um grupo informal, paralelo à executiva da sigla, 
que ajude a direção a levantar novas bandeiras e renovar o diálogo do partido com
 os movimentos sociais.

Estão cotados para participar da equipe o ex-ministro Luiz Dulci, diretor do Instituto
 Lula; Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para assuntos 
internacionais, que deve sair do governo agora; o deputado estadual Edinho Silva 
(SP), que foi tesoureiro da campanha de Dilma neste ano; e o senador
 Humberto Costa (PE).

O senador teria sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa entre 
os políticos envolvidos no esquema de corrupção descoberto na estatal, e Lula deve 
aguardar o desdobramento das investigações antes de incluir seu nome na equipe.

Folha de S. Paulo

Para a força sindical, corte de beneficios trabalhistas deixa milhares ao deus dará"



A força sindical que as regras  de concessão trabalhistas e prividenciarios, anunciada pelo governo Federal, nesta terça-feira (29) vão deixar milhares de brasileiros "ao deus dará". Por meio de nota a entidade destacou que o país vive a expectativa do aumento do desemprego, inflação e dos juros: O governo deveria ampliar o debate com o Congresso nacional no lugar de anunciar mudanças que vão prejudicar a população.

" Em vez de agir com rigor para acabar com a sfraudes e punir os responsáveis pelo desvios, o governo pratica a politica Robin Hood ao contrario: tira exclusivamente dos pobres e os pune na hora em que eles mais precisam dos beneficios. para onde irão R$ 18 Bilhões a serem economizados? Indaga a entidade no texto.

O comunicado critica ainda as centrais trabalhistas e previdenciarios - abono, seguro-desemprego, seguro-defeso, pensão por morte e auxilio-doença - foram anunciadas após encontro dos ministros da Previdencia, do trabalho , do Planejamento e do representante do Ministério da fazenda com reprsentantes de centrais sindicais.

Informação da folha politica



 Lembrei-me do que a Presidenta Dilma disse em seu discurso eleitoral , que não mexeria nos direitos trabalhistas nem que  a vaca tussa. Desculpem,mas ela tossiu. rss Vejam a baixo
:
 

29 de dezembro de 2014

O choro de Dilma.



Como se previa, o nome da presidente Dilma Rousseff apareceu finalmente num dos processos contra a Petrobras, o movido pela cidade de Providence, capital do estado americano de Rhode Island, que alega ter tido prejuízos na compra de ações da Petrobras devido ao esquema de corrupção na estatal brasileira.
Como uma das “pessoas de interesse da ação”, ela ainda não é ré no processo, mas poderá vir a ser se no decorrer das apurações ficar provado que ela sabia do que estava acontecendo na estatal quando assinou folhetos de propaganda para vender ações no mercado internacional, ou se tiver sido negligente.
Ela e mais algumas autoridades brasileiras e membros do Conselho de Administração da Petrobras que presidiu estão arrolados no processo, e mesmo que tenha imunidades que a impeçam de depor no processo, a presidente Dilma ficará no mínimo sujeita às pressões de escritórios de advocacia americanos em busca de um bom acordo.
É mais um percalço político para uma presidente que em vez de estar em lua de mel com seu eleitorado e os partidos que apoiaram sua reeleição, passa por maus momentos especialmente dentro de seu próprio partido, o PT. Já aparecem relatos de que a presidente Dilma estaria deprimida, e que teria até mesmo chorado recentemente, depressão atribuída por pessoas próximas às dificuldades por que vem passando na montagem de seu novo ministério. A presidente confessou depois que se sentia muito sozinha.
Diante da intenção de dar novos ares a um segundo mandato, fazendo um governo mais com a sua cara do que a de Lula ou do PT, a presidente teria sucumbido diante das pressões partidárias, e ela própria não estaria satisfeita com o resultado até aqui. Não combina com a imagem de Dilma esse choro quase-público, mas a humanizaria e daria pelo menos a sensação a nós outros que estamos de fora desse processo de montagem do novo governo a sensação de que a presidente pelo menos estaria tentando fazer algo de novo.A presidente confessou depois que se sentia muito sozinha.
Por que é estarrecedor ver-se o resultado final da parte já definida do ministério, fruto da mesma prática deletéria de escolher um partido para cada ministério, sem levar em conta a capacidade do escolhido ou sua especialização na área que comandará.
A situação é tão trágica que um partido como o PRB, da Igreja Universal, se sente em condições de ameaçar ir para a oposição caso o ministério dos Esportes não vá mesmo para o pastor George Hilton, um completo ignorante na área, tão ou mais que seu padrinho o pastor Marcelo Crivela, que confessou não saber nem mesmo reconhecer uma minhoca quando foi indicado para a pasta da Pesca.
O maior problema para Dilma parece ser mesmo o ex-presidente Lula, que não estaria nada satisfeito com a liberdade que ela ensaia na escolha do ministério, depois de ter conseguido convencê-la de que teria que colocar na Fazenda um economista ortodoxo e fiscalista para tentar se aproximar do mercado financeiro e dar segurança aos eventuais investidores.
A verdade é que Dilma jamais seria presidente da República se não tivesse passado na cabeça de Lula essa ideia magistral de lançar uma mulher, ainda por cima apresentá-la ao eleitorado como grande gestora. Os fatos o desmentiram, mas o imaginário popular ainda está dominado pela fantasia de que o PT é o partido que cuida melhor dos pobres e desemparados, o que bastou para uma vitória apertada.
Uma vitória eleitoral que trouxe uma derrota política para o PT, pois os fatos teimam em continuar desmentindo o que foi dito na campanha eleitoral, tendo como carro-chefe o escândalo da Petrobras que está destruindo a estatal por dentro sem que se tome uma providência para reverter o quadro.
Todos os aumentos de preços negados estão sendo anunciados dia após dia, e até mesmo a abertura de capital da Caixa Econômica já foi admitida pela presidente que acusava seus adversários de quererem acabar com os bancos públicos.
Para cúmulo de seus azares, a própria presidente Dilma dias atrás foi traída por um reflexo freudiano e anunciou que tomará “medidas drásticas” na economia, o mesmo que acusou seu adversário de tramar caso fosse eleito. A ponto de tê-lo inquirido no primeiro debate entre os dois: “Quais são as medidas impopulares que o senhor vai tomar se for eleito?”.
Só mesmo chorando.

http://oglobo.globo.com/blogs/blogdomerval/posts/2014/12/28/o-choro-de-dilma-557722.asp

Falta chegar o poderoso chefão da quadrilha, afirma Plácido Fernandes Vieira

Falta o poderoso chefão - PLÁCIDO FERNANDES VIEIRA


As confissões dos delatores - que, em tese, não podem mentir sob o risco de perder o benefício de redução da pena - indicam que o bilionário esquema de ladroagem montado na Petrobras estendeu os tentáculos a praticamente todas as grandes obras federais. O mais intrigante de tudo, até agora, é que, na organização criminosa, não havia chefe. Ou, pelo menos até agora, o dedo do poderoso chefão da quadrilha, que atuou durante os governos de Lula e Dilma, não apareceu na história.

Nas delações, réus contaram que parte do dinheiro roubado era rapartido entre PT, PP, PMDB e políticos aliados do governo. Seria por decisão espontânea que os integrantes do bando resolveram destinar parte da bufunfa aos partidos que dão sustentação ao Planalto? Não. Não foi apenas por generosidade. É inconcebível, inacreditável, que alguém surrupie bilhões de dólares de uma empresa, ainda mais com ações negociadas na bolsa de valores, como a Petrobras, sem que ninguém perceba.

Teriam os bandidos passado a perna assim tão facilmente na cúpula da estatal? São Tomé que sou, imagino que não: era preciso ser muito ingênuo para não perceber nada; ou, então, incompetente ao extremo; ou, por fim, cúmplice. Há indícios, colhidos nas confissões, mas nenhuma prova apresentada publicamente, de que o esquema tinha o aval de poderes acima da Petrobras. Na empresa, pessoas erradas em postos de comando institucionalizaram a roubalheira. Só pegava obra quem topasse entrar no clube da propina.

Agora, imagine que todo esse megaesquema veio abaixo praticamente por acaso. A Polícia Federal investigava lavagem de dinheiro. Um dos alvos era o doleiro Alberto Youssef e o então diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Ao prendê-los, percebeu que integravam organização muito maior. Como num dominó, uma a uma as peças da máfia que saqueava a Petrobras começaram a ruir. Falta chegar aos políticos. Inclusive, ao capo dei capi, artífice de maracutaias que vão além da estatal: agenda do doleiro apreendida na operação indica que o esquema abarca outras 747 obras de infraestrutura país afora. Em muitas delas, o TCU já havia apontado irregularidades.

Governo deixa de fazer pagamentos à Caixa e não tem previsão de quando voltará a pagar

Publicado por Folha Política - 32 minutos atrás


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Nenhum banco no Brasil cresceu tanto quanto a Caixa Econômica Federal nos últimos três anos. Impulsionada pelo Tesouro Nacional, a Caixa ampliou 150% os empréstimos, abriu mais de 1 000 agências e elevou o total de clientes 37%.
A pisada no acelerador garantiu ao governo resultados importantes na área social, como o financiamento de 2  milhões de moradias populares, e deu fôlego à expansão do consumo apoiada em crédito. E também foi positiva para a Caixa, que elevou seu lucro 48% desde 2011.
A sintonia entre o banco e o Tesouro durou até 2013, quando o descontrole nas contas públicas ficou evidente. Aí o governo passou a usar a Caixa de outra forma: como uma instituição que devesse gerar recursos para ajudar a tapar os buracos do orçamento - política que está desorganizando as finanças do banco e, segundo EXAME apurou, prejudicando empresas que têm contratos com a instituição.
Em outubro de 2013, o Tesouro começou a reter recursos que deveria repassar à Caixa - que vão desde as verbas usadas para subsidiar os financiamentos do programa Minha Casa Minha Vida, de moradias populares, até o dinheiro sacado por quem recebe os benefícios do Bolsa Família.
Um levantamento feito pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, a pedido de EXAME, mostra que, só no caso do Minha Casa Minha Vida, são 37,3 bilhões de reais acumulados a pagar. O governo reconhece que deve esse montante à Caixa, mas não dá previsão de quando fará o desembolso.
Além disso, o Tesouro reduz sua conta com o banco atribuindo uma parcela dos recursos à antecipação do pagamento de dividendos que a Caixa faria à União. Mas, apesar da justificativa, o fato é que a água chegou ao pescoço, e a Caixa está fazendo o que pode para conseguir o dinheiro prometido.
Segundo EXAME apurou, a Caixa recorreu à Câmara de Conciliação e Administração Federal da Advocacia-Geral da União (AGU) pedindo que quatro ministérios - Agricultura, Cidades, Desenvolvimento e Trabalho - liberem os recursos do Tesouro que estão retidos em suas contas e deveriam financiar os programas sociais operados pelo banco. São seis processos em tramitação.
Procurada, a AGU informou que "foram realizadas 15 reuniões de conciliação, e as matérias continuam em fase de instrução" - ou seja, o assunto continua sem conclusão. O Ministério das Cidades diz que "o fluxo dos pagamentos do Minha Casa Minha Vida está normal". A Caixa, o Tesouro e os demais ministérios não deram entrevista.
A falta de dinheiro fez com que a Caixa atrasasse os pagamentos às construtoras e incorporadoras responsáveis por obras do programa Minha Casa Minha Vida. De acordo com executivos de companhias ouvidos por EXAME, em 2013, os atrasos variaram de 15 a 30 dias.
Em março, os empresários resolveram fechar um acordo com o banco "institucionalizando" o atraso, para conseguir ter alguma previsão de fluxo de caixa: as construtoras pequenas e médias aceitaram receber 15 dias após o prazo; e as grandes, 21 dias depois. O acordo foi cumprido até novembro. No mês seguinte, já havia companhias há quase dois meses sem receber.
No início de dezembro, representantes do Sinduscon, que reúne mais de 1 000 construtoras paulistas, e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção reuniram-se com os ministros das Cidades, da Fazenda e do Desenvolvimento e também com Arno Augustin, secretário do Tesouro, para tentar resolver o impasse. "Foram conversas de cavalheiros que não deram em nada", diz um associado do Sinduscon. No dia 11 de dezembro, o Sinduscon comunicou publicamente que as empresas atrasariam o pagamento do 13o salário por falta de recursos.
Além da questão financeira, há uma questão legal. A Lei de Responsabilidade Fiscaldetermina que bancos públicos não podem financiar o governo - e, para especialistas como o economista Mansueto de Almeida, é o que o Tesouro está fazendo ao deixar de repassar recursos à Caixa.
EXAME apurou que, no fim de agosto, o Tribunal de Contas da União abriu um processo para investigar o caso. "Não é a primeira vez que o Tesouro faz isso. Mas, dessa vez, foi um exagero", diz Felipe Salto, economista da consultoria Tendências.
O efeito bicicleta
No auge da crise financeira de 2008, o governo usou os bancos públicos para compensar a retração das instituições privadas e manter linhas de financiamento abertas. Mas, mesmo depois que a situação voltou ao normal, a Caixa não saiu de cena. Nos últimos 12 meses, sua carteira de crédito cresceu 24%, o dobro da média do mercado.
No meio de 2014, o banco estava perto de atingir o limite mínimo de capital exigido pelo BC: para continuar emprestando, emitiu títulos da dívida e captou 500 milhões de dólares. Se a Caixa continuar aumentando seu volume de financiamentos em torno de 25% ao ano, esse dinheiro novo vai durar até o fim de 2015 - isso considerando que o Tesouro regularize os repasses.
Como o governo federal já declarou que não vai mais colocar dinheiro em bancos públicos até 2017, a Caixa terá três opções quando o dinheiro acabar: emitir mais títulos da dívida, reduzir o ritmo de empréstimos ou vender alguma empresa para se capitalizar.
No terceiro caso, a ideia seria seguir um modelo parecido com o do Banco do Brasil, que abriu o capital da seguradora BB Seguridade em 2013 - atualmente, a companhia vale quase tanto quanto o próprio Banco do Brasil em bolsa. No caso da Caixa, as negociações mais avançadas estão acontecendo na corretora de seguros PAR, que tem entre seus sócios a gestora de fundos de private equity GP.
Mas não existe uma previsão de quando - e se - a empresa será vendida. "O problema é que há executivos da Caixa que não querem vender para não perder poder, e isso atrasa a discussão", diz um conselheiro da Caixa. Também estão sendo feitos estudos para vender uma fatia do capital da companhia de cartões Elo e da gestora de fundos de investimento Caixa.
Enquanto não consegue vender algum negócio, o banco diminuiu - em relação a seus padrões, claro - o ritmo de empréstimos. A alta na concessão de crédito foi de 24% em 12 meses e, em 2013, a carteira havia crescido 41%.
O problema é que o efeito imediato dessa redução foi um aumento da inadimplência em relação ao total de financiamentos, já que não há mais tanto volume de dinheiro novo entrando capaz de reduzir a taxa de calotes - prática conhecida no mercado como "bicicleta".
O número de inadimplentes com a Caixa não é preocupante, mas poderá prejudicar os resultados no futuro. "Para fazer frente à inadimplência, o banco precisa de mais provisões e, assim, fica menos lucrativo", afirma Esin Celasun, diretora da agência de classificação de risco Fitch.
A maioria dos analistas acredita que a situação do banco ainda esteja longe de ser grave - e possa melhorar muito se o governo parar de atrapalhar. Ainda que a rentabilidade da Caixa tenha caído nos últimos anos, está hoje em 18%, um patamar equivalente ao do Bradesco.
A instituição gasta mais do que seus concorrentes, mas passou a cortar custos e a melhorar processos internos para se tornar mais eficiente. Se a lógica, daqui para a frente, for a de interromper a onda de crescimento a qualquer custo, a Caixa deverá conseguir melhorar seus resultados e parar de depender do Tesouro para fechar as contas. Como a fonte secou, é melhor fazer isso o mais rápido possível.

27 de dezembro de 2014

Dilma é citada em ação nos EUA contra Petrobrás

O escritório americano Labaton Sucharow, que representa Providence, capital do Estado de Rhode Island, em uma ação contra a Petrobrás e duas de suas subsidiárias, adotou uma estratégia jurídica agressiva: incluiu na ação a presidente Dilma Rousseff e outras 11 autoridades públicas e empresários na condição de "pessoas de interesse da ação".
Constam da lista o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o empresário Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, e o executivo Fábio Barbosa, presidente do Grupo Abril, todos ex-integrantes do conselho de administração da Petrobrás.
O processo nos EUA ajudou a derrubar em mais de 6% as ações da estatal ontem. Ele tem entre os réus a presidente da estatal Graça Foster e um ex-membro do conselho de administração, o empresário Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas.
O grupo de 12 pessoas está em outro situação: é citado por ter assinado prospectos que serviram de base para as emissões de títulos de dívida e ADS (American Depositary Share) que são discutidos no processo.
Os demais são: Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobrás; Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Miriam Belchior, ministra do Planejamento; Silas Rondeau e Márcio Zimmermann, ambos ex-ministros de Minas e Energia; Sérgio Quintella, ex-presidente do Tribunal de Contas da União; Marcos Antônio Menezes, do Instituto Brasileiro de Petróleo; e o general Francisco Roberto de Albuquerque. A reportagem tentou contato com todos os citados. Os que responderam até o fechamento da edição não quiseram comentar a ação.
Estratégia
Segundo advogados ouvidos pelo Estado no Brasil e no exterior, neste condição, os citados não são réus. "Mas, pela lei americana, dependendo do desenrolar da ação, do surgimento de novos fatos, das provas que forem anexados aos autos, o escritório pode pedir ao juiz que elas sejam chamadas a depor ou mesmo transformadas em réus", explicou o advogado americano James Munisteri, sócio especializado em litígios do escritório texano Gardere.
Segundo Munisteri, em litígios do gênero "pessoas de interesse da ação" podem virar réus se ficar provado duas circunstâncias: que elas sabiam que as declarações nos prospectos eram falsas ou se agiram com grave negligência, como assinar os papéis sem ler direito.
Na sua avaliação, incluir no processos autoridades tão importantes do Brasil pode ser uma "estratégia de pressão para forçar um acordo".
Em entrevista ao Estado, o sócio do Labaton Sucharow, Michael Stocker, responsável pelo caso, disse que "por enquanto" não há planos em transformar as "pessoas de interesse" citadas no processo em réus. Ele ainda afirmou que é "muito cedo, em nossa estratégia de litígio, dizer se essas pessoas serão chamadas a depor". Em um ponto ele disse ter certeza: os valores mínimos das multas a serem aplicadas no caso Petrobrás ficarão na casa de "centenas de milhões de dólares".
O valor arrecado pela Petrobrás com os certificados de dívida e as ADS que estão no processo passam de US$ 100 bilhões. Por isso, Munisteri acha que o processo pode colocar o caso entre o maiores já movidos nos EUA, gerando indenizações tão altas quanto as dos casos Enron e Worldcom

Alexa Salomão, Fernando Scheller

26 de dezembro de 2014

Movimentos de esquerda estimulam movimentos sociais pra enfrentar a "direita"





Cerca de 40 líderes de movimentos sociais, centrais sindicais e partidos como PT, PSOL, PC do B e PSTU começaram a articular a criação de uma frente nacional de esquerda e já preparam uma série de atos e manifestações para 2015. O objetivo dessa mobilização é o de se contrapor ao avanço de grupos conservadores e de direita não só nas ruas, mas no Congresso e no governo federal.
A primeira reunião do grupo ocorreu na semana passada, em um salão no Largo São Francisco, no centro de São Paulo. Participaram lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Via Campesina, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Consulta Popular, Intersindical e Conlutas, além de representantes dos quatro partidos e integrantes de pastorais sociais católicas.
A iniciativa partiu de Guilherme Boulos, do MTST, que no sábado havia feito elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração de um conjunto habitacional gerido pelo movimento, na Grande São Paulo. Dias depois, Lula, que é cotado para disputar o Palácio do Planalto em 2018, divulgou vídeo no qual diz que é preciso "reorganizar" a relação com os movimentos e partidos de esquerda se o PT quiser "continuar governando o Brasil". Boulos não quis comentar a criação da nova frente. "Isso ainda não foi publicizado", disse.
Participantes da reunião negam que a frente tenha caráter eleitoral. Segundo eles, a frente popular de esquerda (ainda sem nome definido) vai agir em duas linhas. A primeira é atuar como contraponto ao avanço da direita nas ruas e no Congresso. Após os protestos contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff, esses grupos também preparam maior articulação.
A segunda é buscar espaço dentro do governo Dilma para projetos que estejam em sintonia com a agenda da esquerda, como reforma agrária e regulação da mídia. "Vamos fazer a disputa dentro do governo", disse Raimundo Bonfim, da CMP. Os movimentos que participaram da reunião preparam um cronograma de manifestações que começa com atos pela convocação de uma constituinte exclusiva para a reforma política na posse de Dilma, no dia 1.º.
Em 1º de fevereiro, quando tem início a nova legislatura, um ato no Congresso vai pedir a cassação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro. "Em torno destas atividades deve se buscar uma unidade. O primeiro semestre deve ser de muita instabilidade política", disse o deputado Renato Simões (PT-SP). Segundo ele, outra missão da frente de esquerda será enfrentar na rua o "golpismo" representado, segundo ele, por grupos que pedem o impeachment de Dilma.
A previsão de instabilidade tem base nos desdobramentos da Operação Lava Jato. No ano que vem a Procuradoria-Geral da República deve se pronunciar sobre políticos citados no caso.
Segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que também participou da reunião, os grupos e partidos sem ligação com o governo vão cobrar apuração e punição dos desvios, mas sem estímulo à venda do patrimônio estatal. "Não vamos permitir que os escândalos sejam usados para privatizar a Petrobras."

The Noite (24/12/14) - Entrevista com Líderes Cristãos - Padre Antonio Maria, Padre Bazílio, e pastor Ed René Kivitz!




22 de dezembro de 2014

Polícia Federal descobre R$ 800 mil da JBS em contas de ‘fantasma’ de doleiro da Lava Jato - O ESTADO DE SÃO PAULO




REDAÇÃO- O ESTADO DE SÃO PAULO
22 Dezembro 2014 | 17:07

Valores foram repassados para Gilson Transporte ME, com capital social de R$ 20 mil; grupo que doou R$ 73 milhões para campanha de Dilma nega ilícitos

Ricardo Brandt, Valmar Hupssel Filho e Fausto Macedo
A Polícia Federal descobriu duas contas bancárias em nome de uma empresa fantasma ligada a um dos doleiros da Operação Lava Jato, Carlos Habib Chater, que receberam depósitos no valor global de R$ 800 mil da JBS, a Friboi, maior processadora de carne bovina do mundo.
As contas estão em nome de Gilson M. Ferreira Transporte ME, cujo “sócio” foi identificado como Gilson Mar Ferreira, estabelecido na periferia do município de São José dos Pinhais (PR), com capital social declarado de R$ 20 mil.
Agentes do Núcleo de Operações da PF foram ao endereço fiscal da empresa – Avenida Baptistin Pauletto, 126, bairro Miringuava –, mas “não lograram êxito em localizar qualquer empreendimento comercial na área”.
Relatório da PF, anexado aos autos sobre o doleiro Chater, destaca. “Cabe salientar que se trata de uma região bastante simples. A rua não tem sequer pavimentação. Em entrevistas dissimuladas com Valquíria, moradora do imóvel situado no nº 127, obteve-se a informação que GILSON MAR teria sido inquilino da casa dos fundos, contudo, já se mudou do local há mais de 05 (cinco) anos. Quanto à suposta empresa, a entrevistada desconhece sua existência e não soube dar quaisquer informações a respeito.”
Nas eleições de 2014, a JBS repassou R$ 352 milhões a candidatos a presidente, senadores e deputados. Desse montante, R$ 73 milhões foram destinados à campanha da petista Dilma Rousseff. A campanha do senador Aécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, recebeu doações de R$ 48 milhões da JBS.
Em nota divulgada nesta segunda feira, 22, a JBS rechaçou categoricamente que tenha alimentado o esquema Lava Jato. O grupo assegurou que os depósitos que somaram R$ 800 mil “são oriundos de um contrato de aquisição da unidade industrial em Ponta Porã (MS), um Centro de Distribuição em São José dos Pinhais (PR) e um outro Centro de Distribuição em Itajaí (SC)”.
Segundo a JBS, os vendedores foram Tiroleza Alimentos Ltda, Ademar Marquetti de Souza, Paulo Roberto Sanches Cervieri e Rodo GS Transportes e Logística Ltda.
A JBS esclareceu que “os pagamentos referentes à aquisição foram feitos nas contas bancárias indicadas pelos vendedores”.
O grupo informa que realizou os pagamentos “de acordo com o contrato assinado pelas partes, bem como em conformidade com a legislação vigente”. A JBS diz que mantém documentação que comprova que os pagamentos que realizou não fazem parte de nenhum esquema ilícito.
VEJA O RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL SOBRE A EMPRESA FANTASMA QUE RECEBEU R$ 800 MIL DA JBS



Em vídeo, Jair Bolsonaro desafia Jô Soares e o chama de "embusteiro"

  • No Facebook, 

Em vídeo publicado na tarde deste sábado (20), no Facebook, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) , 59 anos, desafiou Jô Soares e chamou o apresentador da Globo de "embusteiro" (a pessoa que faz uso de mentiras). Na publicação, Bolsonaro aparece ao lado de Renato Oliveira, o rapaz que foi repreendido por Jô, na última quarta-feira, depois de ter gritado palavras de apoio ao parlamentar.
"Eu conheci hoje o Renato Oliveira. Uma satisfação. Comentei que ele, ao meu entender, tem muito a dar para o Brasil. Agora, Jô Soares. Poxa, você como um elemento já vivido, de certa forma, já idoso, fez uma covardia com o garoto. Eu te desafio. Me convide para o teu programa. Você não é isento? Pode ter a certeza que não teremos baixaria, não. É para te dar a resposta que você merece. Você, na verdade, é um grande embusteiro. Você não tem culhão para me convidar", disparou Bolsonaro. No vídeo de 50 segundos, não é explicado onde e em quais circunstâncias ocorreu o encontro entre Oliveira e Bolsonaro. 


A polêmica envolvendo o trio aconteceu no "Programa do Jô", no início da madrugada da última quarta-feira. Jô Soares repreendeu um rapaz que estava no auditório e gritou palavras de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro. O parlamentar é acusado de ferir o decoro ao dizer que "não estupraria Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merece".
"Viva, Bolsonaro!", gritou o rapaz, logo depois do programa exibir um VT com palavras de Bolsonaro. "Quem foi que gritou esse absurdo? Maluf está na plateia? Quem que gritou? É só para eu saber", perguntou Jô, surpreso.
Após segundos de silêncio, o homem se "entregou" e justificou o seu apoio a Bolsonaro. "Eu entendi o que ele quis dizer. Ele foi autor de um Projeto de Lei para castração química de estrupador (sic).  Ele não quis fazer apologia. Eu acredito que deu no contexto da fala dele", justificou o rapaz. "Eu já ouvi muita bobagem na minha vida, mas essa supera a do Bolsonaro", rebateu Jô.

Após a resposta, o apresentador da Globo foi aplaudido pela plateia presente e pelas jornalistas que estavam ao seu lado.

Duas semanas atrás, Jô Soares já havia dividido opiniões em redes sociais ao criticar aqueles que defendem o impeachment de Dilma Rousseff e também os que torciam contra a revisão da meta fiscal do governo para 2014.


Uol Tv

Ex-gerente da Petrobras diz ter alertado pessoalmente a Graça Foster sobre corrupção

Venina Velosa da Fonseca concede primeira entrevista sobre as denúncias de corrupção que ela afirma ter feito à direção da empresa.

 O Fantástico mostra com exclusividade a entrevista com a principal personagem das novas denúncias de corrupção que envolvem a Petrobras.
A ex-gerente Venina Velosa da Fonseca diz que muitos funcionários da empresa têm conhecimento das irregularidades. E convocou todos eles a também denunciarem.
Venina confessa que tem medo mas que vai até o fim. E assegurou que a atual presidente da estatal, Graça Foster, foi informada das irregularidades não só por email, mas, também, pessoalmente.
A ex-gerente da Petrobras Venina Velosa, que vem fazendo inúmeras denúncias sobre irregularidades nos negócios da empresa, aceitou conversar com o Fantástico.
Venina Velosa, que vem fazendo inúmeras denúncias sobre irregularidades na empresa, aceitou conversar com o Fantástico.

Glória Maria - A senhora prestou depoimento ao Ministério Público, inclusive entregou inúmeros documentos que comprovariam irregularidades nos negócios da Petrobras. Desde quando começou a fazer as denúncias?

Venina Velosa - Desde a primeira vez que eu percebi que havia irregularidades na minha área. Isso aconteceu em 2008. Desde 2008 eu venho fazendo essas... Eu venho reportando esses problemas aos meus superiores, o que culminou agora eu realmente estar levando essa documentação toda ao Ministério Público.

Glória Maria - Que tipo de irregularidades a senhora constatou ou verificou nos contratos da Petrobras?
Venina Velosa - São vários tipos. Irregularidades de pagamento de serviços não prestados, de contratos que aparentemente estavam superfaturados. De negociações que eram feitas onde eram solicitadas comissões para aquelas pessoas que estavam negociando e uma série de problemas que feriam o código de ética e os procedimentos da empresa.

Glória Maria - A senhora informou a que funcionários, a que pessoas da Petrobras sobre essas irregularidades?
Venina Velosa - A todos os meus superiores. Informei ao gerente executivo, aos diretores e até a presidente da empresa.

Glória Maria - A senhora poderia dar nomes?
Venina Velosa – Com certeza. Num primeiro momento, em 2008, como gerente executiva, eu informei ao então diretor Paulo Roberto Costa. Informei a outros diretores, como a Graça Foster. E, em outro momento, como gerente geral, eu informei aos meus gerentes executivos, José Raimundo Brandão Pereira e o Abílio, que era meu atual gerente executivo. Informei ao diretor Cosenza. Tanto quanto diretor, como ele era meu par, como gerente executivo. Informei ao presidente Gabrielli. Informei a todas a pessoas que eu achava que podiam fazer alguma coisa para combater aquele processo que estava se instalando dentro da empresa.

A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, é funcionária de carreira da empresa, onde já trabalhou como diretora de gás e energia. Graça assumiu a presidência em fevereiro de 2012.

Ela substituiu Sérgio Gabrielli, que estava no cargo desde julho de 2005. No organograma de Petrobras também estava Paulo Roberto Costa, que chefiou a diretoria de abastecimento de 2004 a 2012. Ele assinou um acordo de delação premiada, para contar o que sabe em troca de uma possível redução da pena. Hoje, cumpre prisão domiciliar. A diretoria de abastecimento é atualmente comandada por José Carlos Cosenza. Nesse mesmo setor ainda trabalha o gerente executivo Abílio Paulo Pinheiro Ramos.

Já outro gerente executivo, José Raimundo Brandão Pereira, foi destituído em abril deste ano.

Glória Maria - A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, diz que que a senhora mandou e-mail, mas que ela não teria entendido o que era. A senhora fez denúncia através de e-mail ou esteve com ela pessoalmente?
Venina Velosa - Eu estive com a presidente pessoalmente quando ela era diretora da área de gás e energia. Naquele momento, nós discutimos o assunto. Foi passada documentação para ela sobre processo de denúncia na área de comunicação. Depois disso, a gente... Ela teve acesso a essas irregularidades nas reuniões da diretoria executiva.

Entre os documentos a que Venina se refere, ela mostrou ao Fantástico um e-mail que enviou a Graça Foster em outubro de 2011: “Eu gostaria de estar aí, conversando com você, olhando direto nos seus olhos para você sentir o que eu quero dizer, mesmo correndo o risco de chorar na sua frente. Vou escrever mesmo sabendo que existe a possibilidade de você ir na sala do diretor Paulo Roberto e de ele depois me questionar o que fui fazer na sua sala. Vou falar em nome da mulher que exige respeito, e que vai lutar até o fim, para que um dia suas filhas jamais digam: ela se cansou, ela desistiu no meio do caminho”.

No e-mail, Venina pergunta: você faria diferente? E segue:  hoje, eu posso dizer que estou praticamente sozinha na empresa.

Venina explica que escreveu para Paulo Roberto Costa porque estava se sentindo humilhada e assediada - e que reiterou que jamais o traiu e que tudo o que fez foi para atender as normas e o código de ética da Petrobras.

Venina também escreveu que, do imenso orgulho que tinha da empresa, passou a sentir vergonha. Disse que técnicos brigavam por novas formas de contratação, melhorias nos contratos e o que acontecia era o esquartejamento do projeto e licitações sem aparente eficiência.

Na mensagem, Venina ainda afirmou a Graça Foster: gostaria de te apresentar parte da documentação que tenho. Parte dela eu sei que você já conhece.

E terminou dizendo: gostaria de te ouvir antes de dar o próximo passo. Não quero te passar nada sem receber um sinal positivo da sua parte.

Glória Maria - O que é esquartejamento de projetos?
Venina Velosa - Você tem uma refinaria, são várias unidades que são construídas. Então você tem várias formas de você fazer a contratação. A depender da forma que você faz a contratação, você facilita ou dificulta a fiscalização. Em nenhum momento, se não houve a compreensão do que eu estava falando, fui chamada a dar esclarecimento a respeito do assunto. Então teve esse momento e teve agora, no fim da minha gestão em Cingapura, onde eu fiz um relatório de tudo que aconteceu na minha área de gestão. Os resultados positivos. Os resultados que poderiam ser melhores. 
Glória Maria - A Graça Foster diz que ela só recebeu este ano um relatório,  uma denúncia da senhora. É verdade?
Venina Velosa - Os e-mails que eu enviei para ela já foram publicados e a documentação adicional já foi entregue ao Ministério Público.

Glória Maria - Ela diz que não entendeu o que a senhora disse na época, o que a senhora acha disso?
Venina Velosa - O que eu posso falar é o seguinte: se falar que irregularidade na área de comunicação é problemas na licitação. Se isso não está suficientemente claro, eu, como gestora, posso falar o seguinte: eu buscaria uma explicação, principalmente por uma pessoa que eu tinha muito acesso. Nós sempre tivemos muito acesso. Eu conhecia a Graça na época que ela era gerente de tecnologia, na área de gás, e era gerente do setor na área de contratos. Éramos próximas. Então, ela teria toda liberdade de falar: Venina, o que está acontecendo.

Segundo uma reportagem publicada há nove dias pelo jornal Valor Econômico, em 2008, Venina descobriu que contratos para pequenos serviços chegaram a R$ 133 milhões entre janeiro e novembro daquele ano, ultrapassando, em muito, os R$ 39 milhões previstos.

Segundo o jornal, Venina procurou Paulo Roberto Costa e no encontro, segundo a gerente, o então diretor de abastecimento apontou o dedo para o retrato do presidente Lula e perguntou se ela queria derrubar todo mundo.

Venina encaminhou a denúncia ao então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli,  que instalou uma comissão para apurar o caso. O responsável pela investigação era Rosemberg Pinto, então assessor especial de Gabrielli e hoje deputado estadual na Bahia, pelo PT.

A comissão apurou que foram pagos R$ 58 milhões em contratos de comunicação para serviços não realizados.

E identificou notas fiscais com o mesmo número para diversos serviços, num total de R$ 44 milhões.

O diretor da área de comunicação, Geovanni de Moraes, chegou a ser demitido. Mas, segundo a reportagem, uma licença médica impediu que ele fosse desligado imediatamente. E Geovanni ficou mais quatro anos na empresa.

Glória Maria - A senhora relatou também um encontro com o atual delator de toda essa história de corrupção da Petrobras, Paulo Roberto, no qual a senhora apresentou várias denúncias de várias irregularidades e que ele teria tido a reação de dizer ‘você quer derrubar o governo’ e teria apontado para uma foto do presidente Lula. O que a senhora quis dizer com isso? O que aconteceu exatamente?
Venina Velosa - Esse evento aconteceu quando eu fui apresentar o problema que ocorreu na área de comunicação. Eu cheguei na sala dele e falei: olha, aqui tem só uma amostra do que está acontecendo na área. Eram vários contratos de pequenos serviços onde nós não tínhamos conhecimento do tipo de serviço, do que estava sendo prestado, mas mostrava esquartejamento do contrato. Aí, naquele momento, eu falei: eu nunca soube nada disso, estou sabendo disso agora e acho que é muito sério e temos que tomar atitude. Aí ele pediu que eu procurasse o gerente responsável e pedisse para que ele parasse. Aí eu falei: ele já fez, não tem como eu chegar agora e falar: vamos esquecer o que aconteceu e vamos trabalhar diferente daqui para frente. Existe um fato concreto que tinha que ser apurado e investigado. Aí, nesse momento, ele ficou muito irritado comigo. A gente estava sentado na mesa da sala dele, ele apontou para o retrato do presidente Lula, apontou para a direção da sala do Gabrielli e perguntou: você quer derrubar todo mundo? Aí eu fiquei assustada e disse: olha, eu tenho duas filhas, eu tenho que colocar a cabeça na cama e dormir. No outro dia, eu tenho que olhar nos olhos delas e não sentir vergonha.
Glória Maria - Eu pergunto, você quer derrubar todo mundo?
Venina Velosa - Não. O que eu quero é uma empresa limpa. O que eu quero é que os funcionários da Petrobras possam sentir orgulho de trabalhar nessa empresa. O que eu não quero é ouvir o que a gente ouve quando entra no táxi e fala assim: o senhor pode me deixar ali naquele prédio da Petrobras? Aí vem a brincadeira: você vai lá pegar seu trocado? Eu não quero isso. O corpo técnico não merece isso. Por isso é que eu estou aqui passando por todo esse desgaste, que não é pequeno, para a gente conseguir reerguer essa empresa novamente.

Glória Maria - Por que que a senhora pediu ajuda à atual presidente da Petrobras, Graça Foster, que, na época, era diretora de energia e gás, para redigir relatório sobre irregularidades observadas em negócios na Petrobras. A senhora disse na mensagem que a Graça Foster sabia do que a senhora estava falando porque pediu ajuda a ela e que era diretora de outra área.  Que irregularidade a senhora apontava?
Venina Velosa - Na verdade, o que aconteceu: durante esse processo todo da comunicação eu fui muito assediada, fui muito pressionada. O tempo todo tinham assistentes do presidente, assistentes dos diretores na minha sala falando: "tem muita gente envolvida, você não pode tratar essa questão dessa forma”. Então, quando a gente conduziu todo o processo de apuração, eu tinha que formatar, fazer um documento final para que ele fosse encaminhado às áreas que teriam que tomar as ações. Na verdade, o que estava ocorrendo era uma pressão grande para que isso não fosse feito. Aí, eu fui lá não para pedir para formatar. Foi para falar o seguinte: eu vou ter que fazer isso. Para quem que eu mando? Mando para auditoria? Copio o jurídico? Diretor? Na verdade, era para pedir conselho. O que eu fiz foi emitir documento para a diretoria, que é quem teria que tomar as ações, copiando o jurídico, porque o jurídico teria ações ali, e o diretor de abastecimento.

Glória Maria - A senhora diz que vem recebendo várias ameaças, inclusive com arma apontada para sua cabeça, que as suas filhas vêm sendo ameaçadas. O que está acontecendo?
Venina Velosa - Depois que eu apurei essa questão da área de comunicação, durante esse processo todo da área de comunicação, a gente recebeu várias ameaças por telefone. As minhas filhas deveriam ter 5 e 7 anos. Eram bem novas. Teve outros momentos mais difíceis. A opção que eles fizeram em 2009 foi realimente me mandar para o lugar mais longe possível, isso está entre aspas, onde eu tivesse o menor contato possível com a empresa. Aparentemente eu estaria ganhando um prêmio indo para Cingapura, mas o que aconteceu foi que realmente quando eu cheguei lá me foi dito que eu não poderia trabalhar, que eu não poderia ter contato com o negócio, era para eu procurar um curso. 

Gloria Maria - Existem ainda dentro da empresa pessoas envolvidas com o esquema de irregularidades?
Venina Velosa - Se você chamar irregularidade é amplo. Eu diria o seguinte: se eu tenho como processo subordinada a mim, como a gente conversou sobre bunker, você tem claramente desvios tem compra de combustível superfaturada, você tem discussão de prêmios envolvendo negociações e você não tem as medidas consideradas compatíveis com esse nível de atividade, talvez ... Alguma irregularidade esteja associada.
Gloria Maria - Existem documentos internos da Petrobras que mostrariam que a senhora teria assinado aditivos pra acelerar a inauguração da refinaria de Abreu e Lima. É verdade?
Venina Velosa - Nenhuma área de negócio, não só a minha, nenhum gerente executivo, não só eu, assinam contratos ou aditivos. Todos os esses contratos e aditivos,como eu já disse antes, são negociados e são assinados pela área de serviços.
A refinaria Abreu e Lima está sendo construída em Ipojuca, na região metropolitana do Recife, em Pernambuco. As instalações serão usadas, principalmente, para a produção de óleo diesel. Quando projeto foi lançado, em 2005, no governo Lula, o orçamento inicial era de menos de dois bilhões e meio de dólares. Mas o custo total da obra deu um salto enorme e, agora, deve passar dos 20 bilhões de dólares. Esse valor é quase seis vezes maior do que todo o dinheiro gasto com a construção dos 12 estádios da Copa do Mundo.
Glória Maria - Existe uma mensagem da senhora para o Paulo Roberto na qual a senhora faz agradecimento pelo crescimento na sua carreira e menciona que estava vivendo situações de conflito pela possibilidade de fazer coisas fora das normas da empresa e do código de ética e relata que, ao se deparar com essas situações, teve dialogo caloroso e tenso e foi chamada de covarde por querer pular fora do barco. Isso significa que em algum momento a senhora foi cúmplice? Ou trabalhou ou atuou junto com o Paulo Roberto?
Venina Velosa - Eu trabalhei junto com Paulo Roberto, isso eu não posso negar. Na diretoria de abastecimento, a partir de 2005. Eu diria que, de 2005 a final de 2006, foi um trabalho muito voltado para melhoria da gestão de abastecimento, que culminou no Prêmio Nacional de Responsabilidade. Foi pela primeira vez na história desse prêmio que foi dado para uma empresa, por um negócio com o porte tão grande. Eu trabalhei com Paulo Roberto, esse documento se refere à época desse problema da comunicação onde eu falei quando começamos a trabalhar, eu falo isso para todos os meus gerentes para todos que sou subordinada. Eu só trabalho mediante os procedimentos e código de ética da empresa. Não trabalho se tiver que contrariar isso, então, quando começou a acontecer, foi o caso do desvio da comunicação. E eu comecei a ser pressionada. Então o que eu quis dizer foi : você está me assediando, eu não vou fazer isso. E o desgaste foi muito grande e a história toda já foi contada, em momento nenhum eu cedi.

Gloria Maria - Quer dizer que a senhora nunca participou de nenhum esquema do Paulo Roberto?
Venina Velosa - Se eu tivesse participado de algum esquema, eu não estaria aqui hoje. Eu não teria feito a denúncia que eu fiz, não teria ido ao Ministério Público, entregue o meu computador com todos os documentos que eu tenho desde 2002. Eu não teria feito isso.

Glória Maria - Em nota, a Petrobras diz que afastou a senhora por atitudes fora da ética e fora das normas da empresa. A que a senhora atribui a isso?
Venina Velosa - Na verdade, as atitudes não foram fora da ética nem fora da norma, foram atitudes pouco corriqueiras para um empregado que quer ver as coisas sendo feitas da forma correta. Por um empregado que quer denunciar escrevendo. Eu escrevi, eu não entrei na sala e falei, eu registrei. Eu mostrei isso. Quando eles falam que eu estou fazendo uma coisa fora do código de ética, denunciar irregularidades é fora do código de ética?

Glória Maria - Você tem uma família. Ou tinha. Foi para Cingapura com filhos e marido? Depois disso tudo que aconteceu, como está a sua vida agora?
Venina Velosa - Eu tinha uma família, sim. Um apartamento, marido, duas filhas. A minha mãe, minha família. Simplesmente o que eles fizeram foi me afastar do meu país, das empresas que eu tanto gostava, dos meus colegas de trabalho. Eu fui para Cingapura, eu não vi minha mãe adoecendo. Minha mãe ficou cega, fez transplante de coração, eu não pude acompanhar minha mãe. Meu marido não pôde mais trabalhar, ele teve que retornar. Eu fui o tempo todo pressionada para fazer coisas que não eram dentro do código de ética da empresa. A única coisa que me sobrou foi meu nome. E quando eu vi que eles colocaram meu nome associado a coisas que eu não fazia, eu chamei minhas duas filhas e falei: ou eu reajo e tento fazer, limpar meu nome, ou vou deixar isso acontecer, a gente vai ter uma certa tranquilidade agora e o trator vai passar por cima depois. O que nós vamos fazer? Minhas filhas falaram: vamos reagir.

Glória Maria – Existe uma denúncia também na Petrobras de que a senhora teria beneficiado seu ex-marido com contrato, que a senhora teria feito contrato dentro da empresa pra ele. É verdade isso?
Venina Velosa - Na verdade, foram dois contratos: um em 2004 e outro 2006. Eu me casei em 2007. E a condição para gente assumir esse relacionamento é que o contrato de 2007 fosse descontinuado.E isso foi feito.
Gloria Maria - O contrato foi anterior ao casamento?
Venina Velosa - Foi anterior ao casamento. No momento que a gente assumiu a relação, a condição foi: vamos interromper esse contrato porque tem uma questão de ética dentro da Petrobras e minha que eu não posso aceitar. Isso foi feito com parecer jurídico. Agora, só quero deixar bem claro que essa empresa é muito competente, não fui só eu que fiz o contrato, a atual presidente quando trabalhava na TVG, em 2001 e 2002, também assinou contrato com ele. Depois, em 2008, também assinou contrato com a empresa para fazer integração dos modelos de gestao das termoelétricas. Ela fez isso com base nas características técnicas da empresa da mesma forma que eu fiz antes de me casar. E depois de casada, nós interrompemos o contrato.  

Glória Maria - Você vai até o fim? Você tem medo?
Venina Velosa - Eu vou até o fim, sim. Eu também tenho muito medo sim. Eu não posso falar que eu não tenho porque no momento que você denuncia, em vez de você ver respostas para denúncias, você vê simplesmente a empresa tentando o tempo todo falar o seguinte: você não é competente, você fez um monte de coisa errada. E o tempo todo as pessoas tendo que responder, mostrando documentos, que aquilo não é verdade. É uma máquina que passa por cima da gente. Ela está passando. Eu tenho medo? Eu tenho medo. Mas eu não vou parar, eu espero que os empregados da Petrobras. Porque eu tenho certeza que não fui só eu que presenciei, eu espero que os empregados da Petrobras criem coragem e comecem a reagir. Nós temos que fazer isso para poder realmente fazer a nossa empresa ser de volta o que era. A gente tem que ter orgulho, os brasileiros têm que sentir orgulho dessa empresa. Eu vou até o fim, estou convidando vocês para virem também.
A Petrobras voltou a declarar que tomou todas as providências para elucidar os fatos citados por Venina Velosa da Fonseca. Segundo a empresa, não procede a afirmação de que não houve apuração sobre as irregularidades apontadas por Venina porque todas foram encaminhadas às autoridades competentes.
A Petrobras também repetiu que, possivelmente, a funcionária trouxe a público as denúncias porque foi responsabilizada por uma comissão interna. A empresa reafirmou que Graça Foster e José Carlos Cosenza não sabiam de irregularidades e que a presidente da Petrobras só foi informada dessas irregularidades, por Venina da Fonsenca, no dia 20 do mês passado.
O ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, afirmou que nunca foi informado diretamente por Venina da Fonseca sobre a existência de corrupção na empresa. 
A defesa de Paulo Roberto Costa declarou que praticamente todos os aspectos investigados pelo Ministério Público Federal foram mencionados na delação premiada do ex-diretor e que não há como comentar incidentes específicos.
O ex-presidente Lula não quis se pronunciar. E os demais citados na reportagem não foram encontrados.
E em entrevista publicada neste domingo por jornais da América Latina, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não vive crise de corrupção.
A afirmação foi feita em resposta a perguntas sobre as denúncias de irregularidades na Petrobras. A presidente disse também que a indignação dela com as denúncias é igual a de todos os brasileiros e que os culpados devem ser punidos. Segundo a presidente, no Brasil não há intocáveis.
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