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29 de janeiro de 2015

Polícia de SP detecta furto de água em gráfica de líder da Igreja Mundial

Com a manobra, a água da rua ia diretamente para a caixa d'água do prédio e o hidrômetro da Sabesp não registrava o consumo. O desvio de água chegava a 400 mil litros por mês

O DIA
São Paulo - Em tempos de crise hídrica, a Polícia Civil detectou um esquema de furto de água na rede da Sabesp em uma gráfica no Brás, na Região Central de São Paulo, que pertence a Valdemiro Santiago, líder religioso da Igreja Mundial do Poder de Deus. De acordo com o site da Veja SP , a fraude foi descoberta pela companhia de água, que fez a denúncia às autoridades.
Na ocasião, foi preso em flagrante o administrador da empresa, Jorge Alves Lisboa, de 47 anos. Porém ele foi liberado após pagamento de fiança de R$ 7.880.

Técnicos da Sabesp escavam a calçada da gráfica
Foto:  Reprodução TV Globo

O sistema encontrado utilizava uma antiga tubulação que ligava a rede de água ao imóvel, e deveria estar fechada. A tubulação foi reaberta sem autorização. Com a manobra, a água da rua ia diretamente para a caixa d'água do prédio e o hidrômetro da Sabesp não registrava o consumo. O desvio de água chegava a 400 mil litros por mês.
Segundo a revista Veja, a gráfica gastava apenas a cota mínima para o fornecimento do serviço, que é de R$ 71,94. Pela estimativa da polícia, baseada em informações de funcionários da Sabesp, a conta da gráfica — com cerca de 100 funcionários e máquinas refrigeradas — deveria ser de R$ 3.400.
Com a presença dos policiais, técnicos da companhia de água escavaram a calçada e descobriram a ligação clandestina.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a fraude acontecia havia pelo menos seis meses, mas os agentes irão apurar informações de que o esquema funcionava há quatro anos.

Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus
Foto:  Reprodução Facebook

O administrador do local disse que desconhecida a fraude. Porém a polícia também irá investigar a responsabilidade de Valdemiro Santiago e da mulher dele, Francileia de Castro Gomes de Oliveira, sócia da gráfica.
A Veja de SP procurou os responsáveis pela gráfica para falar sobre o caso, mas eles não foram encontrados.

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