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Cunha diz que vai recusar pedidos de impeachment de Dilma

O Congresso já recebeu 23 pedidos de impeachment. Nenhum deles teve tramitação autorizada por Cunha



O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) diz não ver fundamento jurídico para o impeachment da presidente Dilma Roussef. Cunha deu a declaração na manhã desta terça-feira (14), quando chegava à Câmara. Na ocasião, ele foi questionado por jornalistas em relação às intenções dos líderes dos protestos de rua, que prometeram levar a Brasília um pedido de impeachment da presidente para ser protocolado no Congresso. Cunha disse que, se esse pedido for feito, ele irá rejeitá-lo.

"Impeachment não é processo político.
Impeachment é o impedimento do presidente da República previsto na Constituição. É um processo que tem que ter sua razão jurídica para isso. Não é simplesmente porque uma pesquisa diz que a maioria da população quer que efetivamente você vai ter o impeachment", disse o presidente da Câmara,de acordo com o G1 .

De acordo com a Folha de S. Paulo, a Câmara já recebeu 23 pedidos de impeachment contra a presidente. 14 feitos durante o primeiro mandato e 9 no segundo. Nenhum, por ora, partiu de organizações representativas ou de partidos. Nenhum teve tramitação autorizada por Cunha.
Uma recente pesquisa feita pelo Instituto Datafolha mostrou que a maior parte dos brasileiros (63%) deseja o impeachment da presidente. Essa vontade política, de que Cunha fala, não basta para a abertura do processo: é preciso que existam também provas de que Dilma cometeu algum crime comum ou de responsabilidade. Isso não existe.

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