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27 de maio de 2015

Interpretando o caderno de tese do PT






Rô Moreira
Eu quero democratizar as comunicações, ou melhor, controlá-las para não falarem mal de mim. Critico o grande capital, mas adoro uma riqueza só para a companheirada. Crio as frentes populares e digo que a sociedade está clamando por mudanças, mas não posso sair às ruas por tanta desconfiança de um povo que não viu as tais mudanças. Quando falo de democracia estou na verdade falando do controle de um poder que digo que emana do povo para o povo, mas na verdade sou eu quem dá as cartas. A reforma programada e executada com base na cartilha do foro de São Paulo é para criar a tal pátria grande com apoio da Unasul, mas sem dinheiro o comunismo se afunda, pois a ideologia sobrevive do capitalismo que tanto recrimina. A ideia de melhora do povo é para criar uma soberania como se ela não existisse, ainda por cima, incluir a América Latina nisso, e a classe média brasileira é importante para este feito, pois colaborará com mais impostos sem mesmo ser perguntada se quer participar disso. Achamos, mesmo que todos digam ao contrário, que setores da “direita” nisto, leia-se o PSDB, partido de esquerda assim como o PT, que suas importantes lideranças flertam abertamente com o discurso golpista. 

Acuso a direita de provocar a desigualdade, mas ela aumentou no meu governo assim como os lucros dos banqueiros, os juros em todas as esferas e o analfabetismo, mesmo com o lançamento do programa “Pátria Educadora”. E quando critico as restrições às liberdades, é porque eu só acredito naquelas que destroem a moral da sociedade. E tem mais, nos libertamos dos Estados Unidos, agora o nosso acordo comercial é com as economias Boliviana, Uruguaia, Venezuelana e Argentina, pois o nosso tratado é totalmente ideológico, nós não somos capitalistas. E a marolinha da crise mundial, tornou-se um tremendo maremoto depois de não mais existir, pois tenho que culpar alguém quando algo dá errado no nosso governo. Contudo, a reforma política que queremos não é a que está sendo debatida, a nossa é melhor para nós, até porque temos o exército do Stédille, é o MST em ação clandestina e misteriosamente protegido.

 Somos também um partido que busca proteger as minorias, o famoso “direito dos manos”, e para isso, temos que criminalizar os homens brancos héteros, religiosos e da classe média em favor dos menos favorecidos e dos movimentos sociais. Devemos também, escancarar as  fronteiras ja abertas em favor das nações amigas, pois juntos somos uma só pátria, pobre e grande pátria. Criticamos as privatizações tucanas, mas estamos fazendo um monte de concessões, criticamos as elites, mas moramos bem e andamos de carros importados, porém diminuímos as desigualdades com os programas Bolsa Família, Pronatec e o Fies. E quando falamos em vencer as dificuldades fiscais através da redução da taxa de juros, do imposto sobre as grandes fortunas, da revisão de subsídios e isenções, da progressividade no imposto de renda e das demais medidas tributárias que façam os ricos e corruptores deste país pagar a conta necessária para superar a crise e retomar o crescimento, mentimos, pois fizemos completamente diferente: tiramos direitos trabalhistas, aumentamos os juros, cancelamos as isenções, não fizemos a progressão do imposto de renda e os ricos continuam ainda mais ricos, além dos escândalos de corrupção estourando em todos os cantos do nosso governo. 

É rapaz, não somos de ferro, e por isso, mentimos na campanha eleitoral. Quanto à mobilização do povo no dia quinze de março do ano corrente, não foi descontentamento republicano e pacífico em legitima defesa do impeachment, mas foi um ato de mobilização da direita visando criminalizar o PT, você acredita nisto? Nós esquerdopatas assaltamos a Petrobrás e queremos destruir a direita brasileira, em outras palavras, destruir os militares, os religiosos, as famílias e a moralidade existente com base na bíblia. Nós petistas dizemos, assim: quando eu falo que quero mais democracia, reafirmo o meu desejo de uma Assembleia Constituinte para mudar tudo a nosso favor, assim agiremos com tolerância zero com os fascistas golpistas da direita, nisto visamos por em risco a liberdade de expressão, principalmente as dos militares. E por isso, simulamos também uma onda de violência policial contra os jovens negros como se fosse um aparthaid  simplesmente orquestrado pelos comandantes militares fascistas. Então, como posso dizer que sou democrata se sou vingativo com os da farda? É pessoal, como nunca antes na história desta nação, acho que vocês estão ferrados!


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