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Em entrevista a jornal americano, Dilma diz sofrer preconceito sexual


Presidente respondeu ao fato de ser tida como uma chefe muito controladora

A presidente Dilma Rousseff deu uma entrevista para o jornal americano The Washington Post que foi publicada nesta quinta-feira (25). Na reportagem, a presidente afirma que existe “um pouco de preconceito sexual” em relação a ela e em como é descrita quando o assunto é sua forma de governar.
— Você tem que viver com as críticas e com o preconceito.
Dilma respondeu ao fato de ser tida como uma chefe muito controladora e questionou a afirmação.
— Alguma vez você já ouviu alguém dizer que um presidente do sexo masculino coloca o dedo em tudo?
A presidente disse que acredita “que há um pouco de preconceito sexual” em relação ao seu governo.

Em tom de ironia, Dilma afirma que ela é descrita como uma mulher “dura e forte” e que “coloca o nariz em tudo” e que dizem que ela está cercada de “homens fofos”.
Dilma disse esperar que a economia brasileira reaja em 2016 e, "nos anos seguintes, nós vamos começar a crescer na chamada 'taxa normal de crescimento'. O mundo não vai mais crescer a taxas em que crescia. O FMI [Fundo Monetário Internacional] diz que o mundo não vai crescer mais que 3,5% — e esse patamar ainda não está garantido".
A presidente disse ainda que deixa como principal legado a "redução expressiva da desigualdade, que ainda pode diminuir ainda mais".
— Eu espero que no fim do meu mandato, eu ainda construa as condições para transformar isso em ganhos permanentes. Nós conseguimos colocar 50 milhões de pessoas na classe média e nosso principal objetivo é transformar o Brasil em um país de classe média.

R7

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