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7 de junho de 2015

Evangélicos farão marcha contra homofobia na parada gay



Segundo os organizadores não é prciso estár no "armário" para pedir perdção pela forma como a igreja trata os homossexuais

Um grupo de pastores e fiéis evangélicos marcharão rumo à Parada Gay no domingo, 7. Na avenida Paulista, começam a missão: converter o máximo de almas possíveis. Almas homofóbicas, no caso. Para achá-los no dia, procure por pontos brancos no mar de glitter colorido e tutus de bailarina no evento LGBT. "A ideia é que todos vistam camisetas claras. É uma proposta de paz. Um anseio pela quebra desta corrente de ódio que se retroalimenta", diz José Barbosa Júnior, 44, teólogo da Igreja Batista e autoproclamado "pastor marginal".

A caravana, batizada "Jesus Cura a Homofobia" para se contrapor à "cura gay", lançou um chamado no Facebook -até a noite de sexta, 5, 420 pessoas aderiram a ela. Casado há dois anos com Ellen, Júnior afirma que não é preciso estar "no armário" para "pedir perdão pela forma como a igreja trata os homossexuais". "O cristianismo sempre tem que estar a favor daquele que é oprimido", diz.

Nos cartazes que empunharão domingo, os dizeres "Malafaia e Feliciano não nos representam". A pregação contra os direitos LGBT dos pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano propagam, para Júnior, é o teto de vidro de sua fé.

A reação religiosa ao comercial da Boticário não foi a primeira pedra que o estilhaçou, -mas foi decisiva, diz Danilo Fernandes, 48, dono do Genizah, um dos sites mais influentes entre os evangélicos. Ele critica o boicote à marca de cosméticos que divulgou uma campanha com casais do mesmo sexo se abraçando ao som de "Toda Forma de Amor", de Lulu Santos. O Genizah ilustras um  artigo sobre o tema ocm uma imagem de Jesus e Judas em seu cangote. A legenda: "Hmm, cheiroso".

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