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Aécio Neves participa de protesto contra o Governo em BH



O senador Aécio Neves (PSDB) provocou euforia ao participar da manifestação contra o

governo Dilma na manhã deste domingo (16), na praça da Liberdade, na região centro-sul

de Belo Horizonte. Ele chegou pela av. Brasil, deu uma volta em parte da praça e aproveitou

para dizer poucas palavras, afirmando que estava no ato "como cidadão e não como político".

— Nós vemos hoje um País cidadão, onde as pessoas têm o direito e até mesmo o dever de

participar da construção de seu próprio destino.

Logo em seguida, Aécio desceu do trio e andou entre os participantes do protesto.

Acompanhado dos deputados Marcos Pestana, Domingos Sávio e João Leite, ele

ressaltou que estava "muito feliz" em participar do ato e que acredita que "o Brasil vai

encontrar seu caminho".


— As pessoas despertaram e qualquer governante vai ter que conviver com este tipo

de cobrança. Pela força de sua gente, pelas manifestações que estão ocorrendo hoje,

a indignação do brasileiro é enorme, mas o Brasil é mais forte que tudo isso, nós vamos

superar esta dificuldade.

De acordo com informações da Polícia Militar, aproximadamente 4.000 pessoas se reúnem no local. A previsão dos organizadores é que até 40 mil participem do ato.

Confusão

Logo no início da concentração, fiscais da prefeitura tentaram apreender bandeiras

que estariam sendo comercializadas. No entanto, os manifestantes impediram que o

material fosse levado. O engenheiro civil Maurício Vidal alegou que os itens não

estavam sendo vendidos. No entanto, eles pediam uma contribuição aos interessados.

— Não há venda oficial. O que a gente pede é uma contribuição simbólica porque

esse material foi produzido com dinheiro particular. Não tem nenhum partido por

trás disso.

Em seguida, os funcionários da PBH entraram em confronto com dois vendedores

ambulantes. Vanderlei Rodrigues de Oliveira e o sobrinho dele, Fábio Henrique Lima,

alegaram ter sido agredidos pelos funcionários da prefeitura. Eles vendiam água e

cerveja de forma irregular no local.

— É porque eu estou trabalhando. Eu sei que é ilegal, mas eu sou metalúrgico e estou

desempregado e tenho uma família pra sustentar.

Oliveira disse ainda ter sido cercado por aproximadamente 30 fiscais e agredido com

um rádio comunicador. Ele ficou com um ferimento na cabeça. Já o sobrinho dele foi levado preso pela PM.

— Eu fui só separar a briga e fui preso. Minha prisão é completamente absurda.

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