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7 de agosto de 2015

Obras do novo templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de R$ 300 mi começam este ano


O projeto prevê a construção de cinco pavimentos numa área edificada de 12,5 mil metros quadrados, um edifício-garagem de 17 andares, com 12 pavimentos destinados a estacionamento

O novo templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, previsto para ser o maior de Pernambuco e um dos maiores do Brasil, tem obras previstas para começar entre outubro e novembro deste ano. A maquete do empreendimento foi apresentada em um evento na última segunda-feira (3) e estará em exposição a partir do próximo domingo (9) no templo central da Assembleia de Deus, no bairro de Santo Amaro.
O projeto prevê a construção de cinco pavimentos numa área edificada de 12,5 mil metros quadrados numa área total de 32,3 mil metros quadrados. A entrada será na Rua da Fundição, com a saída na Rua São Geraldo, mas o terreno também fica entre a Rua Rocha Pitta e a Avenida Jornalista Mário Melo, no bairro de Santo Amaro. A obra ainda contempla um edifício-garagem de 17 andares, com 12 pavimentos destinados a estacionamento, com capacidade para 396 veículos, fora outras 186 vagas no estacionamento do templo. 
A igreja tem o investimento estimado em R$ 300 milhões, com capacidade prevista de 24 a 27 mil pessoas. O empreendimento é considerado de grande impacto, quando pode causar alteração e/ou impacto no ambiente natural ou construído, ou que pode sobrecarregar a capacidade de atendimento e infraestrutura básica.
O novo templo recebeu voto favorável da Secretaria de Controle e Desenvolvimento Urbano e Obras da Prefeitura do Recife ainda em 2012. O documento foi assinado pelo técnico Antônio Valdo de Alencar, que representava a Secretaria de Serviços Públicos. No próprio texto, o técnico afirma que o empreendimento foi aprovado pela Diretoria de Controle Urbano (Dircon), Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) e Gerência Operacional de Projetos Viários (GOPV).
A construção foi aprovada pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano da Cidade do Recife (CDU) em fevereiro de 2013 mas sem o parecer favorável do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE).
À época, o Crea-PE apontou seis razões para a recusa do projeto:
- Aparente incompatibilidade entre a taxa de crescimento anual do tráfego considerada no estudo de impacto fornecido pelo empreendedor comparando-se com os dados oficiais fornecidos pelo Detran-PE de crescimento de frota na cidade do Recife
- Estudo de impacto de tráfego falho: O apresentado pela igreja não se observou considerações sobre a implantação do Corredor Norte-Sul e estações de passageiros
- Pesquisas de fluxo direcional de tráfego irreais: Foram realizadas no Estudo de Impacto no Tráfego apresentado pelo empreendedor foram realizadas no mês de julho de 2012, ou seja, período de férias
- Constituição de uma nova centralidade religiosa impactando de forma conjunta e não isolada o tráfego da área
- Conforme conceito de nível de serviço apresentado pelo estudo, havia em alguns sentidos e horários de pico um nível “E” (engarrafamentos), para o cruzamento da Avenida Mário Melo com a Avenida Cruz Cabugá, significando um grau de saturação superior a 100%
- Ausência de estudos específicos de circulação de pedestres na região.

De acordo com o conselho, durante a reunião do CDU, o posicionamento contrário à execução da obra foi apoiado por entidades como o Instituto de Arquitetos do Brasil em Pernambuco (IAB-PE), a Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE), o Conselho Regional de Economia (Corecon-PE), O Mestrado de Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (MDU-UFPE) e o Fórum do Plano de Regularização das Zonas Especiais de Interesses Sociais (Prezeis). Apesar disso, o Crea-PE coloca que a preocupação da sociedade civil e comunidade técnica não foi levada em consideração. 


Fonte


1 comentários:

Antonio Costa disse...

O templo central da AD de Recife já é muito bom, comporta umas seis mil pessoas, mas atualmente as igrejas estão nessa competição maluca, quem tem o maior templo, o mais luxuoso, e para isso sugam o dinheiro de congregações pobres, com seus templos humildes obrigando elas a manterem construções faraônicas, verdadeiros ídolos de adoração e peregrinação iguais aos santuários católicos que nós criticamos.

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