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1 de outubro de 2015

CGADB quer mudar processo de eleição

Enquanto o povo quer acabar com o voto por urnas eletrônicas, a igreja vai na contramão adotando  este equipamento pra lá  de vulnerável em suas eleições. Já esta mais do que provado que as urnas eletrônicas é mais fácil de ser fraudadas. Só o Brasil e Venezuela que usam as urnas eletrônicas. E agora a CGADB quer usar também. Rô Moreira



Um amigo de São Paulo, com acesso à liderança da CGADB, fez contato comigo segunda-feira à noite para adiantar que a Mesa Diretora, em reunião a ser realizada nos dias 29 e 30 de setembro, portanto ontem e anteontem, discutiria e aprovaria algumas propostas de repercussão no âmbito administrativo-eleitoral para vigir nos próximos anos. Não chegou a ser novidade a informação, porque desde 1977, quando fui ordenado a pastor e tornei-me filiado a ela, sob o número 3866, o que mais assisti em suas AGOs foram discussões e mais discussões sempre sob essa ótica. O único "hiato" para um projeto de grande porte em benefício da igreja foi quando se aprovou o projeto da Década da Colheita.

Segundo a informação, seria marcada uma AGE - Assembleia Geral Extraordinária, com realização prevista para 25 a 27 de janeiro do próximo ano, nas instalações do novo templo da AD do Belenzinho, em São Paulo, onde, entre outros pontos, estaria em discussão uma nova reforma do Estatuto da CGADB, propondo mudanças radicais no processo de eleição da nova Mesa Diretora. Convém lembrar antes que não faz mais do que três anos da realização de uma AGE em Maceió, AL, com mudanças no Estatuto, cujos efeitos, até onde sei, continuam sub-júdice. Se aprovadas as mudanças estatutárias, as eleições passariam a ser realizadas nas sedes das respectivas convenções estaduais pelo sistema eletrônico e o voto de cada eleitor seria em chapa completa ao invés de candidaturas individuais. Até lá todos os filiados teriam de se submeter ao registro biométrico, que seria o meio não só de identificar o eleitor na hora do voto, mas também de acesso aos plenários convencionais.

Caso se confirme a proposta, há pontos positivos e negativos a serem considerados. Comecemos pelos positivos, que podem ser resumidos da seguinte forma: 1) a ampliação da base de eleitores, pois a imensa maioria dos filiados não tem como se deslocar para as AGOs quadrienais, quando as eleições se realizam, em virtude do elevado custo de translado; 2) milhares de pastores que nunca votaram teriam, agora, a oportunidade de exercer o seu legítimo direito ao voto na própria sede de sua convenção estadual, e 3) sendo por chapa, o peso da campanha se reduziria ao cabeça - o candidato a presidente - que teria de percorrer o Brasil para levar a sua mensagem e a de seus companheiros.

Os pontos negativos, a meu ver, seriam: 1) o elevado custo para se montar uma estrutura eleitoral desse porte em todo o país, com a contratação do sistema através de empresa privada, já que o TSE não mais se dispõe a fornecer as urnas eletrônicas; 2) a garantia de lisura, com urnas particulares, haja vista o que ocorreu na AGO do Anhembi, em São Paulo; 3) o modo como será feita a totalização nacional dos votos, se através da internet ou de outro sistema, já que é notório e sabido que há suspeitas sobre o envio eletrônico dos votos - basta pesquisar no Google; 4) a impossibilidade de candidaturas avulsas, retirando a possibilidade de lançamento de candidatos alternativos, e 5) o elevado custo para os concorrentes, que terão de percorrer todo o Brasil em campanha, além de ter de montar equipes em cada convenção para o acompanhamento do processo eleitoral.

Outro ponto interessante a ser observado é como votarão aqueles ministros filiados a convenções que não estão baseadas em seu estado de residência. Não é novidade para ninguém que várias delas têm coordenadorias em todos os estados do Brasil. Teriam de viajar até a base de sua convenção? Votariam em urnas separadas nas convenções de seu Estado? E nos casos de estados em que há mais de uma convenção? Elas se uniriam para que a eleição fosse em apenas um só lugar ou cada uma teria estrutura própria de votação para os seus filiados? Ou seja, a decisão é mais complexa do que se imagina e tem uma só finalidade: eleição. Esta simples palavra diz tudo.

A se confirmar o que me foi informado, sugiro aos pastores que façam as suas economias para participar da AGE em São Paulo e darem a sua contribuição a mais essa reforma estatutária. As minhas já estão nesta postagem, pois certamente não participarei de mais este ato.

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