Com a saída do Deputado Wladimir Costa (SD-PA) do Conselho de Ética, por motivos de saúde, quem assume a vaga é o deputado Paulinho da Força (SD-SP), que deve analisar o processo da suposta quebra de decoro parlamentar de seu aliado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) .

A defesa de Cunha sustenta que o dinheiro presente nas contas da Suíça é procedente da venda de carne para países da África na década de 80. O deputado chegou a apresentar dois passaportes que mostram 37 carimbos de entrada no continente africano.

Sobre a questão recém-assumida, Paulinho da Força diz: “Cunha vai convencer o conselho de ética com as provas. Ele vai apresentar que era representante comercial para justificar que estava na África”. Um dos países com que Cunha fazia negócios, segundo a defesa, é a República Democrática do Congo (antigo Zaire), país que na época mencionada passava pela ditadura de um dos líderes mais corruptos do século XX, Joseph-Désiré Mobutu.

O deputado Paulinho da Força afirma ser estratégica a permanência de Eduardo Cunha na presidência da Câmara: “Nós achamos que ele é a única pessoa que pode iniciar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Minha estratégia é segurar Cunha para derrubar a Dilma”.

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