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5 de novembro de 2015

Juiz titular retoma posto da juíza que encurralou filho de Lula. Voltou por “motivos particulares” ou ParTiculares?

Queremos "padrão Moro" de qualidade
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Vallisney de Souza Oliveira, juiz titular da 10ª Vara da Justiça Federal que arquivou o caso Erenice Guerra em 2012, retomou o cargo da juíza substituta Célia Regina Ody Bernardes, que há menos de duas semanas ordenou busca e apreensão na sede de empresas de Luís Cláudio, filho de Lula que prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira.
Desde o ano passado, Vallisney atuava como auxiliar convocado no gabinete do ministro do STJ Napoleão Nunes Filho e a permanência na função, que acabou nesta quarta-feira, poderia ser renovada por mais dois semestres consecutivos, mas alguma coisa fez Vallisney voltar correndo para o seu lugar.
Em nota ao Estadão, o STJ justificou que o “juiz pediu para sair, por motivos particulares” e não continuou porque “fez outra escolha”.
Será que os motivos foram mesmo “particulares” ou teriam sido ParTiculares? A imprensa vai perguntar a Vallisney – e investigar – quantos petistas o procuraram? Vamos acreditar na resposta?
Juíza
Célia Regina (foto) fez um trabalho “padrão Moro” ao mostrar que ninguém está acima das leis e, exatamente por isso, foi atacada pelo PT, ainda que o rótulo de conservadora não cole ao seu perfil.
Ela é ligada à associação Juízes para a Democracia, movimento mais afinado com ideias de esquerda, e ainda desenvolveu sua tese de mestrado em Filosofia no livro “Racismo de Estado: uma reflexão a partir da crítica da razão governamental de Michel Foucault”, pensador queridinho dos esquerdistas.
Espero que as leis, para Vallisney, que é professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília – UnB e mantém umsite onde publica até poesias, também estejam acima de afinidades políticas.
Ainda é tempo de se redimir do arquivamento do caso Erenice, braço-direito de Dilma Rousseff.
Estamos de olho, senhor juiz.
Um de seus poemas fala “da esperança / de um dia prender / o sonho à felicidade / de um velho lar / de infinita saudade”. A nossa esperança é que um dia o senhor mande prender os chefes.

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