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29 de dezembro de 2015

Cuidado! Para coletivo feminista, tentar fazer sexo com sua esposa é estupro!

A página do Coletivo de Mulheres de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro lançou uma campanha com o intuito de conscientizar mulheres através de imagens sobre estupros cotidianos. Algumas imagens se justificam totalmente. Coisas como beijar à força, coagir ao sexo através de força e ameaça e consumar o ato sexual sem permissão (a própria definição de estupro) são denunciadas com toda razão pelo Coletivo.
Imagem apagada da página
Imagem apagada da página
No entanto, uma boa parte das imagens representa o cotidiano absurdo intelectual típico do feminismo brasileiro. A primeira imagem diz que “Qualquer forma de relação sexual não consentida de forma consciente […] é estupro!”. O que define um ato sexual consentido de forma “consciente”? Em uma imagem que foi apagada da página, estava dito: “Te enganar com falsas promessas para conseguir transar contigo? É estupro!”. Veja só, se a mulher não estiver planamente ciente do caráter e das intenções futuras do parceiro sexual, há aí um ato de estupro. Segundo o movimento, o sexo consentido, mas mal informado, é um estupro. Há aqui um movimento que tira a definição de estupro da esfera objetiva para uma esfera completamente subjetiva, que não pode ser averiguada de fato. Basta uma sensação difusa de dúvida das boas intenções do homem para que um estupro se caracterize, segundo o Coletivo.
Nestes termos, só o sexo que acontece dentro do casamento (ou fruto de um relacionamento afetivo de longa data) não seria estupro? Nem isso. Outra imagem diz: “Incitar o ato sexual […] sem a sua permissão? É estupro!”, e segue com: “Não importa se é […] ficante, namorado ou marido!”. Se você não sabe, vai abaixo uma definição da palavra “incitar”, seguida de alguns sinônimos:
In.ci.tar (do latim: incitāre). Fornecer incentivo a; estimular, impelir ou instigar; encorajar algum indivíduo a concretizar ou fazer alguma coisa.
Sinônimos: animar, avivar, encorajar, entusiasmar, espertar, estimular, excitar, incentivar.
Ou seja, se você, homem casado, tentar iniciar relações sexuais com sua esposa, tentar estimulá-la ao sexo, tentar instigá-la e incentivá-la para tal, você está sendo, veja bem, um estuprador. Chegar de mansinho com carícias na cama à noite, buscar seduzi-la de alguma forma, sem um consentimento prévio (como diabos se consente previamente a permissão para a tentativa de sedução?) te torna um estuprador! Isso mesmo, querido homem de família que casou virgem e nunca conheceu outra mulher além da sua, que nem é tão bom de cama assim e sempre age de forma tímida e mansa durante a relação. Você é um estuprador, porque em algum momento da vida você já deve ter tentado iniciar uma relação sexual sem sua esposa ter dito previamente que você poderia tentar seduzi-la naquele momento.
Outra imagem diz: “Obrigar você a fazer algo que você não queria só pra agradar? É estupro!”. Poderíamos questionar a força que “obrigar” teria nessa frase. Seria através de violência? Pelo todo da obra e pelos comentários na página, parece que esse “obrigar” abarca também métodos não violentos ou invasivos. Ou seja, insistir bastante por certa posição sexual ou certa forma específica de relação que a mulher não queira é um tipo de estupro. A frase dá a entender que também é estupro se você insiste para que sua parceira sexual faça isso ou aquilo que ela não gosta, mas prometendo fazer isso ou aquilo que você não gosta, mas ela gosta. Ou será que esse tipo de “barganha” sexual está permitida nas considerações feministas sobre estupro? É uma confusão.
Para o coletivo, o estupro se torna condicionado até ao tipo de argumento que se usa para conseguir o sexo. Outra imagem diz: “Usar argumentos que abaixem sua autoestima te tornando vulnerável para conseguir transar contigo? É estupro!”. Não que isso seja correto ou bonito, obviamente. Ninguém deveria usar esse tipo de artifício para conseguir uma parceira sexual, mas é estupro o sexo motivado por autoestima baixa, ainda que gerada por quem paquera a moça? Aqui, mais uma vez, o estupro deixa de ser definido de forma objetiva para adentrar numa esfera puramente subjetiva e impossível de ser aferida.
O problema é que se tudo é estupro, nada é estupro. Se todos somos estupradores, ser estuprador não significa mais nada. Vira uma inevitabilidade da natureza masculina. Assim, ao invés de dirimir o ato, há um incentivo às práticas sociais desagradáveis que tanto ofendem mulheres por aí, mas que de estupro não têm nada.

Yago Martins é casado com Isa Cavalcante, pastor na Igreja Batista Maanaim, professor e diretor da Academia de Formação em Missões Urbanas, coordenador do Núcleo de Estudos em Cosmovisão Cristã e bacharelando em Teologia. Autor de “Você não precisa de um chamado missionário“, publicado pela BTbooks.

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1 comentários:

Filho de Jacó disse...

O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido.
A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa.
Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa incontinência.
1 Coríntios 7:3-5

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