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Vice-chanceler de Israel diz que não enviará outro embaixador ao Brasil


A vice e-ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, pediu neste domingo que o Brasil aceite a nomeação do ex-dirigente colono Dani Dayan como embaixador no país porque o governo israelense não tem intenção de enviar outro diplomata a Brasília.



"Nunca houve na história de Israel uma situação na qual um embaixador não foi aceito por suas posturas ideológicas", disse a vice-ministra em entrevista à emissora "Canal 10" na qual falou sobre uma possível "crise diplomática" entre os dois países.

"Se não o aceitam, criará uma crise e melhor não chegarmos até isso", afirmou Hotovely, pedindo ao governo da presidente Dilma Rousseff que aceite a indicação do embaixador israelense.

Dayan, de 60 anos e ex-presidente do Conselho da Judéia e Samaria, nomes bíblicos pelos quais são conhecidos em Israel o território ocupado da Cisjordânia, é uma das 14 nomeações políticas do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, no Ministério de Relações Exteriores país.

O governo de Israel confirmou a designação de Dayan em setembro, mas, desde então, o Brasil não respondeu sobre a nomeação. Em mensagens privadas, o governo federal esclareceu que prefere um embaixador que não represente a colonização judaica da Palestina.

"Eles não podem vetar Dayan só pelo fato de ser um colono", acrescentou Hotovely, que atribuiu o atraso "à crise política e à paralisação diplomática atualmente vividas pelo Brasil".

A vice-ministra se mostrou profundamente consternada pela possibilidade de um veto de caráter "ideológico" e afirmou que, se o nome não for aceito, deixará a embaixada sob o comando do número 2 da diplomacia do país no Brasil. O ex-embaixador de Israel em Brasília, Raed Mansour, retornou a Israel na semana passada.

A chefe interina da diplomacia israelense - o cargo é exercido pelo próprio primeiro-ministro - revelou que teve hoje uma reunião com Netanyahu e com funcionários do alto escalão do ministério para estudar a situação e avaliar os próximos passos do país.

Segundo a vice-ministra, Israel administrou o problema até agora de "forma discreta", mas passará a adotar "ferramentas alternativas públicas", entre a imprensa.

"Todo Estado soberano tem o direito de designar o embaixador que quiser se é uma pessoa respeitável. Dani Dayan obteve o apoio de todo a classe política israelense", lembrou a Hotovely ao mencionar o respaldo dado pela oposição ao nome do diplomata quando surgiram as primeiras críticas no Brasil.

"Dayan é um embaixador legítimo", reiterou a vice-ministra ao minimizar a importância da postura do Brasil sobre a colonização judaica no território palestino por considerá-la, no caso específico, como irrelevante.

Hoje, em mensagem publicada no Twitter, Dayan fez um resumo de seu ano e ironizou. "Chegou o momento de começar a fazer o balanço de 2015. Tive conquistas importantes. Em janeiro, consegui não ser eleito deputado. Em dezembro, consegui não ser (por enquanto) embaixador".

Consultado hoje pela Agência Efe, Dayan se recusou a fazer comentários sobre a nomeação. No sábado, porém, disse em uma série de entrevistas à imprensa local que era preciso "ter atuado antes".

"Não se trata de eu ser embaixador no Brasil ou não. De alguma maneira, eu luto para que 700 mil israelenses que vivem em Judéia, Samaria e Jerusalém Oriental possam representar o país", disse.

Em outra entrevista, afirmou que as divergências não são um assunto entre os dois países, mas um exemplo clássico das atuações do movimento BDS (Boicote-Desenvolvimento-Sanções) contra Israel em defesa da Palestina.

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