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30 de setembro de 2015

Professora de Direito da USP explica como Dilma cometeu crime ao proteger e acobertar corruptos

Rô Moreira. 30/09/2015
Em participação no Programa Roda Viva, juntamente com Hélio Bicudo, a Professora Janaina Conceição Paschoal da faculdade de direito do Largo de São Francisco - USP, explicou como a presidente Dilma Rousseff cometeu crimes e se tornou cúmplice ao proteger corruptor e acobertar roubos que estariam ocorrendo na Petrobras.



Hélio Bicudo disse: "que não vê o supremo como uma corte imparcial, disse ele que o PT contaminou o Judiciario e o MP e essa contaminação se torna evidente pela quais as decisões são tomadas".






A professora disse: que existe muitos documentos que servem de base para denúncia, e um deles é o chamado Petrolão, pois a presidente não pune os subordinados mas defende.
A presidenta mentiu quando disse que não havia nada de errado, e protege, ministros, diretores pessoas muito próximas,e que a lava jato vem a tona, de que há pagamentos de propinas.




Assista o video.

Jornalista tenta encurralar doutora da USP que encabeça pedido de impeachment e recebe resposta...

Assista o video abaixo.

Datena faz desabafo ao vivo e denuncia que PT está pressionando dono da Band para demiti-lo..





Um vídeo que circula na Web expõe o apresentador Datena, do Brasil Urgente fazendo um desabafo ao vivo e denunciando que o PT esta pressionando os proprietários da emissora em que trabalha para que ele seja demitido.

"Eu não tenho medo de perder emprego, tenho medo é de perder a vergonha na cara como vocês", disse ele. Assista ao Video.




29 de setembro de 2015

Deputados do PMDB querem censurar a internet e ler suas mensagensProjetos 'Big Brother' tramitam na velocidade da luz na Câmara de Eduardo Cunha

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O relato abaixo vai lhe parecer coisa de ficção.  Mas não é.
A Câmara dos Deputados está tentando aprovar projetos de lei que vão intimidar eleitores que criticam os políticos na internet (quem nunca?), violando liberdades individuais, garantias constitucionais e o bom senso.
É uma inversão de valores que sabota a própria ideia de democracia, reforça a tentativa do Estado de dominar a sociedade, e cria um ‘Big Brother’ a serviço dos políticos e contra os cidadãos.
Cinco projetos de lei — tramitando na Câmara na velocidade da luz — aumentarão penas e, em alguns casos, podem transformar em crime hediondo ‘ofensas’ contra políticos na internet. A votação de um deles, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), será amanhã.
A autora do principal deles, o projeto de lei 1.589, de 2015, é a deputada Soraya Alencar dos Santos, do PMDB do Rio de Janeiro (um selo de qualidade, para quem conhece a política do Estado).
O projeto de Soraya reforma o Marco Civil da Internet para permitir que qualquer ‘autoridade competente’ — qualquer órgão público — possa requerer acesso aos dados de qualquer internauta, sem a necessidade de uma ordem judicial, como ocorre hoje.
Como se isto já não fosse arbitrariedade suficiente, o projeto prevê que a ‘autoridade’ poderá ter acesso também a todas as comunicações do usuário de internet, como as mensagens diretas trocadas no Facebook, Twitter e Whatsapp.
Eleita por Macaé, cidade petroleira do litoral do Rio de Janeiro, a deputada Soraya é desconhecida do Brasil, mas neste dia estava psicografando grandes nomes da História, como Josef Stálin, aquele grande democrata soviético, e J. Edgar Hoover, o poderoso chefe do FBI que invadia a intimidade de seus adversários.
Mas a deputada Soraya quer mais. Ela dobra a meta. Pela lei atual, ‘ofensas’ contra políticos — frequentemente verdades ditas sobre eles — só são investigadas e vão parar na Justiça se o ofendido for à delegacia prestar queixa. O projeto de Soraya acaba com esse incômodo — afinal, políticos como ela são pessoas ocupadas, que não podem perder tempo indo à delegacia.
Pelo projeto de lei, tanto a polícia quanto o Ministério Público poderão investigar qualquer ofensa na internet sem a necessidade de queixa prévia — ou seja, ficarão a serviço dos políticos, que assim poderão intimidar seus criticos na rede.
Para Ronaldo Lemos, professor de direito com doutorado pela USP e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, “trata-se da maior ameaça à liberdade de expressão que o País já sofreu em muitas décadas.”
O Marco Civil da Internet é uma legislação avançada, que protege a liberdade de expressão dos usuários da rede, e está em linha com as melhores leis sobre o assunto em vigor no mundo. Em matéria de internet, é ele que faz o Brasil ser diferente da Rússia, Turquia e Arábia Saudita, países onde o Poder Executivo tem — por lei — o direito de intervir em conteúdos na internet. No Brasil, o Marco Civil estabeleceu que apenas o Poder Judiciário pode autorizar alguém a tocar em conteúdos na internet – exatamente o que os projetos querem mudar.
Com qualquer busca no Google, você descobrirá que o maior opositor do Marco Civil ao longo de sua tramitação foi o deputado Eduardo Cunha, que chegou à presidência da Câmara em grande parte graças à sua ascendência sobre o PMDB fluminense. Os projetos atuais, que deformam o Marco Civil, parecem um acerto de contas.
Dos cinco projetos de lei em tramitação que tratam da proteção da honra dos políticos, quatro são do PMDB. Três destes projetos aumentam penas para as ‘ofensas’ na internet, e dois tratam do chamado ‘direito ao esquecimento.’  Esta é outra inovação interessante, que atende bem aos políticos, e presta um desserviço à democracia. Se o ‘direito ao esquecimento’ for aprovado, permitirá ao político incomodado com análises criticas sobre sua ética ou performance exigir que estes comentários sejam retirados do ar.  Simples assim.  (É uma versão contemporânea do que os soviéticos faziam, removendo das fotos os membros do regime que caíam em desgraça.)
Ainda que muitos desses projetos sejam o produto de deputados inexpressivos e de mentalidade provinciana — se não de má fé — e ainda que muitos possam ser enterrados pelo Senado (onde repousa a reserva de sanidade da classe política), eles revelam uma agenda oculta de setores específicos que tentam subordinar o cidadão a seus interesses mais particulares. O que estes políticos têm a esconder? Por que temem tanto a voz dos eleitores nos sites e nas redes sociais?
Nos últimos anos, o brasileiro perdeu a estabilidade econômica e precisou ter estômago forte para digerir as revelações da Lava Jato.
Mas o brasileiro não precisa perder mais essa.
Os eleitores do Rio de Janeiro podem ligar para a deputada Soraya — telefone do gabinete: (61) 3215-5352 — pedindo que ela explique para quem trabalha: para os eleitores ou para seus colegas de Câmara.
Talvez assim dê para garantir que, apesar de estarmos ‘quebrados’ e desiludidos, possamos (pelo menos) continuar reclamando de tudo isto que está aí.
***
Abaixo, os links para os projetos de lei em questão:

28 de setembro de 2015

Joice Hasselmann aponta ‘pacto da morte’ de Lula e Dilma e denuncia plano de Lula para voltar como salvador da pátria.





General publica vídeo incisivo contra o PT e se torna viral no Facebook





Um video em que o General de Brigada Paulo Chagas, integrante da reserva, aborda o momento político brasileiro atual e ataca, de maneira inicisiva, o PT - e os simpatizantes do Bolivarianismo tornou-se viral nas redes sociais. assista:

EM NY, PAPA FRANCISCO AFIRMA QUE JESUS “FRACASSOU” NA CRUZ





CORRECTION US Pope Francis

Mais uma loucura herética deste falso profeta socialista…

“E (a besta) abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.” Apocalipse 13:6

Após se referir ao muçulmanos como “irmãos” (que adoram o mesmo Deus), Bergoglio compara as falhas humanas ao realizar esse trabalho com a Cruz de Cristo, que muitas vezes parece não dar fruto, mas que somos seguidores de Jesus Cristo, e que a vida de Jesus – humanamente falando – terminou em fracasso, o “Fracasso da Cruz”. (confira aqui na Homilia no próprio site Católico ou clique para download: NOVA IORQUE – Papa e o Fracasso da Cruz)

OOOPS…Foi isso mesmo que o Papa falou? Busquei na Internet a transcrição do seu sermão e confirmei que era isso mesmo que ele havia dito.
Fiquei pensando: “Eu não compreendo como um homem que se diz conhecedor das Escrituras possa dizer tal coisa”.

A morte de Jesus – mesmo humanamente falando – não foi um fracasso. É como se Ele tivesse tentado fazer algo e não conseguiu e acabou morrendo na cruz. A cruz era o objetivo final, Ele veio para isso. Sendo Deus encarnado, Ele pagou pelos nossos pecados nos reconciliando com o Pai, fazendo exatamente aquilo que Ele veio fazer, ou seja, morrer na cruz para se cumprir tudo o que estava escrito na Lei de Moises e dos Profetas. (Mateus 24:44)
Nenhum apóstolo, chamou a cruz de fracasso. Jesus sofreu a vergonha da cruz, (Hebreus 12:2) a maldição da cruz, (Gal 3:13) mas não o fracasso da cruz por que eles sabiam que a cruz não tinha sido um fracasso.
Não houve tempo suficiente para alguém achar que a cruz era um fracasso pois logo após a sua morte, estando Jesus ainda na cruz, o centurião e os homens que estavam ali reconheceram que Jesus era o Filho de Deus após o terremoto e tudo o que havia acontecido. (Mateus 27:54). Os discípulos estavam com medo, mas sabiam que Jesus seria morto e ressuscitaria, pois Ele mesmo os havia dito. (Marcos 10: 33)

A ideia de a cruz ser um fracasso é inexistente na história, tanto que três mil pessoas se converteram na primeira pregação de Pedro pois era sabido por todos que Jesus tinha feito milagres (Atos 2:22) e certamente as centenas de testemunhas oculares da sua ressureição eram provas suficientes para crerem Nele.
Citar a morte de Jesus na cruz como um fracasso do Jesus humano é uma heresia que menospreza seu sacrifício expiatório, não tem base Bíblica, Teológica nem Histórica e foge de todo o ponto central do evangelho. Jesus em nenhum momento na sua vida humana fracassou, sua vida foi perfeita, o plano de Deus foi perfeito.
Se Jesus não tivesse morrido na cruz, ele teria humanamente fracassado. Mas é exatamente por que Ele morreu na Cruz, que sua vida – humana – e morte não foi o “Fracasso da Cruz”, e sim, a “Vitória da Cruz”.

Texto: Joel M Stevao

Pastor, Teólogo, Apologista



Via: http://apologian.blogspot.com.br/ e http://www.acidigital.com/noticias/texto-homilia-do-papa-francisco-nas-vesperas-com-sacerdotes-e-religiosas-em-nova-iorque-15174/





26 de setembro de 2015

Ex-deputado revela que o petrolão nasceu com aval de Lula e foi mantido por Dilma

Pedro Corrêa, ex-presidente do PP, negocia há dois meses com o Ministério Público seu acordo de delação premiada. Se a colaboração for efetivada, ela pode mostrar que o maior esquema de corrupção da história nasceu mesmo no Planalto

O ex-deputado Pedro Corrêa na CPI da Petrobras
Parcerias - O ex-deputado Pedro Corrêa pode ser o primeiro político envolvido na Lava-Jato a fechar um acordo de delação premiada com a Justiça(Vagner Rosario/VEJA)
Expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, o médico Pedro Corrêa se destacou, durante quase quatro décadas, como um dos parlamentares mais influentes em negociações de bastidores. Como presidente do PP, garantiu a adesão do partido ao governo Lula e - como reza a cartilha do fisiologismo - recebeu em troca o direito de nomear apadrinhados para cargos estratégicos da máquina pública. Essa relação de cumplicidade entre o ex-deputado e o ex-presidente é notória. Ela rendeu a Corrêa uma condenação à prisão no processo do mensalão, o primeiro esquema de compra de apoio parlamentar engendrado pela gestão petista. Mesmo após a temporada na cadeia, Corrêa se manteve firme no propósito de não revelar o que viu e ouviu quando tinha acesso privilegiado ao gabinete mais poderoso do Palácio do Planalto. Discreto, ele fez questão de ser leal a quem lhe garantiu acesso a toda sorte de benesse. Havia um acordo tácito entre o ex-deputado e o ex-presidente. Um acordo que está prestes a ruir, graças à descoberta do petrolão e ao avanço das investigações sobre o maior esquema de corrupção da história do Brasil.
Como outros mensaleiros, Corrêa foi preso pela Operação Lava-Jato. Encarcerado desde abril, ele negocia há dois meses com o Ministério Público um acordo de colaboração que, se confirmado, fará dele o primeiro político a aderir à delação premiada. Com a autoridade de quem presidiu um dos maiores partidos da base governista, Corrêa já disse aos procuradores da Lava-Jato que Lula e a presidente Dilma Rousseff não apenas sabiam da existência do petrolão como agiram pessoalmente para mantê-lo em funcionamento. O topo da cadeia de comando, portanto, estaria um degrau acima da Casa Civil, considerada até agora, nas declarações dos procuradores, o cume da organização criminosa. Nas conversas preliminares, Corrêa contou, por exemplo, que o petrolão nasceu numa reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra - que à época eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. Em pauta, a nomeação de um certo Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras.
Pedro Corrêa, José Janene e o deputado Pedro Henry, então líder do PP, defendiam a nomeação. Dutra, pressionado pelo PT, que também queria o cargo, resistia, sob a alegação de que não era tradição na Petrobras substituir um diretor com tão pouco tempo de casa. Lula, segundo Corrêa, interveio em nome do indicado, mais tarde tratado pelo petista como o amigo "Paulinho". "Dutra, tradição por tradição, nem você poderia ser presidente da Petrobras, nem eu deveria ser presidente da República. É para nomear o Paulo Roberto. Tá decidido", disse o presidente, de acordo com o relato do ex-deputado. Em seguida, Lula ameaçou demitir toda a diretoria da Petrobras, Dutra inclusive, caso a ordem não fosse cumprida. Ao narrar esse episódio, Corrêa ressaltou que o ex-presidente tinha plena consciência de que o objetivo dos aliados era instalar operadores na estatal para arrecadar dinheiro e fazer caixa de campanha. Ou seja: peça-chave nessa engrenagem, Paulinho não era uma invenção da cúpula do PP, mas uma criação coletiva tirada do papel graças ao empenho do presidente da República. A criação coletiva, que desfalcou pelo menos 19 bilhões de reais dos cofres da Petrobras, continuou a brilhar no mandato de Dilma Rousseff - e com a anuência dela, de acordo com o ex-presidente do PP.
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25 de setembro de 2015

PSC comemora aprovação do Estatuto da Família

Foto: Gilmar Félix

Foto: Gilmar Félix
A comissão que discute o Estatuto da Família aprovou nesta quinta-feira (24) o texto principal do Estatuto da Família, projeto que define família como união entre homem e mulher. A presença da bancada evangélica em peso garantiu a aprovação do relatório por 17 votos favoráveis e apenas 5 contrários.

Em vídeo publicado no Facebook, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) conversou com os deputados responsáveis pela aprovação do projeto e comemorou.“É uma vitória do Brasil, uma vitória da família”. O parlamentar do PSC ainda criticou o fato do Supremo Tribunal Federal em 2011 ter permitido a união estável entre casais homossexuais. “O STF pode muito mas não pode tudo! Quem tem o direito de votar em nome do povo são os deputados eleitos pelo voto popular”, ressaltou.
Em trâmite normal, o projeto do Estatuto da Família seguiria direto para o Senado. Porém, deputados contrários à proposta já disseram que vão entrar com recurso para pedir que o texto seja votado pelo plenário da Câmara antes de ir para o Senado.
O parecer do relator do projeto de lei que cria o Estatuto da Família, deputado federal Diego Garcia (PHS-PR), define a família como a união entre homem e mulher por meio de casamento ou união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos.
O texto dispõe sobre os direitos da família e as diretrizes das políticas públicas voltadas para atender a entidade familiar em áreas como saúde, segurança e educação. A proposta tramita na casa desde 2013.
ASCOM PSC Naciona





Andressa Urach é chamada de “sem vergonha” por apresentador e chora ao vivo

andressaurach
Andressa Urach passou por uma situação no mínimo constrangedora ao participar do programa Jornal do Meio-Dia, exibido pela TV Record de Florianópolis. Ao discutir ao vivo com o apresentador Hélio Costa, ela acabou chorando.

A vice Miss Bumbum falava sobre os momentos da vida em que teve que se prostituir e usava como justificativa para opção a falta de dinheiro para cuidar de sua família. “Minha mãe teve seis filhos e foi trabalhar. Não caiu na sem-vergonhice igual a ti”, disse o apresentador.
Em seguida, Andressa não conseguiu se conter e chorou. Disse que estava ali para contar que havia mudado de vida. A ideia era lançar o livro Morri para Viver, em que ela relembra a própria trajetória, sem deixar de fora detalhes controversos. Costa afirmou que ainda não havia lido o livro. Assista:
O que você achou da discussão? Andressa tem razão? Deixe seu comentário e aproveite para curtir nossa fanpage no Facebook.

Em meio à crise, prefeitura do Cabo de Santo Agostinho contrata show gospel por R$ 200 mil, o valor que será pago ao cantor André Valadão


TV Clube
Publicação: 24/09/2015 12:47 Atualização: 24/09/2015 12:57
O Ministério Público de Pernambuco está investigando a contratação do cantor gospel André Valadão por R$ 200 mil para fazer um show no município do Cabo de Santo Agostinho, pago pela Prefeitura. O MPPE já recomendou a suspensão do pagamento. O prefeito da cidade, José Ivaldo Gomes, alega que o show está dentro da legalidade e que foi acertado há seis meses. O show deve acontecer neste sábado. Confira a polêmica na reportagem da TV Clube.



Com informações do Diário de Pernanabuco

Em meio à crise, prefeitura do Cabo de Santo Agostinho contrata show gospel por R$ 200 mil, o valor que será pago ao cantor André Valadão





TV Clube
Publicação: 24/09/2015 12:47 Atualização: 24/09/2015 12:57
O Ministério Público de Pernambuco está investigando a contratação do cantor gospel André Valadão por R$ 200 mil para fazer um show no município do Cabo de Santo Agostinho, pago pela Prefeitura. O MPPE já recomendou a suspensão do pagamento. O prefeito da cidade, José Ivaldo Gomes, alega que o show está dentro da legalidade e que foi acertado há seis meses. O show deve acontecer neste sábado. Confira a polêmica na reportagem da TV Clube.

24 de setembro de 2015

Lava Jato: crônica de um fatiamento anunciado. Ou: Eu bem que avisei! Ou: Obsessões e erros da força-tarefa começam a cobrar seu preço. E pode até ser a impunidade!

24/09/2015
 às 3:49
Este é um dos textos mais importantes publicados neste blog desde que começou a Lava Jato. Há evidências que, a despeito de toda a gritaria e das injúrias e difamações, precisam aguardar o concurso do tempo. Não gosto, como brasileiro, do que vou escrever. Mas não escondo que se trata de uma vitória intelectual contra os espadachins da reputação alheia. De resto, demonstro o que escrevo.
*
Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello bem que tentaram resistir, mas perderam: por 8 votos a 2 — Luiz Fux estava ausente —, o Supremo Tribunal federal decidiu “fatiar”, como se está dizendo, um dos desdobramentos da Operação Lava Jato. O caso da senadora petista Gleisi Hoffmann (PT-PR) sai das mãos de Teori Zavascki, relator do petrolão, e vai para as de Dias Toffoli. O tribunal  decidiu também que a parte da investigação que diz respeito a Alexandre Romano, ex-vereador do PT, migra de Sergio Moro para a Justiça Federal de São Paulo.
O caso em si não teria grande importância se não se estivesse enxergando aí um precedente. A acusação contra Gleisi e Romano, que estariam envolvidos num caso de corrupção no Ministério do Planejamento que só veio à luz por causa das delações premiadas do Lava-Jato, não tem conexão direta com os desvios da Petrobras, embora haja operadores comuns.
Abre-se a partir de agora, é claro!, a possibilidade de que casos conexos ao petrolão — como o eletrolão, por exemplo — saiam das mãos de Zavascki, indo para as de outros ministros do Supremo se o político tiver foro especial, e saiam das mãos de Sergio Moro para outros juízes federais se o investigado não o tiver.
Mendes foi duro. E alertou:
“Essa é uma questão de grande relevo, se não, não haveria disputa no âmbito desta corte. No fundo, o que se espera é que processos saiam de Curitiba e não tenham a devida sequência em outros lugares. É bom que se diga em português claro”.
Não estou surpreso com a decisão e duvido que Mendes esteja. E vou dizer por quê. Essa operação já nasceu fatiada e de um modo um tanto heterodoxo. Mais de uma vez, vimos o juiz Sergio Moro parar um depoimento para que a pessoa ouvida não citasse um político com mandato, o que o obrigaria a mandar o caso para o STF. Para manter a investigação sob sua jurisdição, orientava o depoente a não citar nomes de políticos. Apontei aqui a heterodoxia e afirmei que acabaria dando problema um dia.
Estudo para escrever as coisas. Não vou tirando tudo da cachola ou do fígado. No dia 4 de fevereiro — há sete meses —, escrevi um dos posts a respeito. Nele se lia:
“Todas as ações penais que correm na 13ª Vara Federal de Curitiba estão atreladas a uma tese: as empreiteiras formaram um cartel para corromper ‘agentes públicos’ na Petrobras. Os nomes dos políticos com mandato eventualmente envolvidos nas falcatruas são enviados ao Supremo Tribunal Federal pelo Ministério Público.
(…)
“Resta evidente, a esta altura, que, no meio da sem-vergonhice, houve de tudo: caixa dois de campanha, roubalheira pura e simples, ladrão roubando ladrão… Sabem como é… Ocorre que o que se dava na Petrobras era uma das pontas de um projeto de poder. E, tudo o mais constante, as coisas caminham para uma outra conclusão: um grupo de empreiteiros gananciosos resolveu usar a estatal para maximizar lucros, corrompendo agentes públicos. Com todo respeito, é história da carochinha.”
Fatiamento um 1
fatiamento 3
Nesse mesmo texto de 4 de fevereiro, escrevi:
Qual é o outro problema dessa leitura? Ignora-se a natureza do jogo. Já chamei aqui a atenção para este risco e o faço de novo: está começando a se perder de vista a evidência de que havia — ou há — uma inteligência política no gigantesco esquema de fraude que operava na Petrobras e, infiro a exemplo de qualquer pessoa razoável, em outras áreas também.
Dada a forma como as coisas caminham até aqui, quem ainda acaba livrando a cara no fim da história é o PT. Insisto: é pura fantasia — se não for condução da investigação — a suposição de que se pode separar a ação das empreiteiras do esquema político ao qual elas serviam — e, sim, do qual se serviam.
Se os delatores e testemunhas estivessem dando nome e sobrenome de políticos, é possível que tudo tivesse de ser enviado ao Supremo, mas a narrativa seria mais compatível com a realidade.
fatiamento final
 
RetomoSempre tive claro que se tratava de uma organização criminosa a serviço de um projeto de poder. Está lá. Faz tempo. Uns tontos chegaram a inferir que eu estava tentando proteger empreiteiros. É… Vai ver eles pagam as minhas contas, né? Tenham paciência! Ao tentar evitar o fatiamento, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, escreve agora: “Não estamos investigando empresas nem delações, mas uma enorme organização criminosa que se espraiou para braços do setor público”.
É mesmo? A avaliação chega um pouco tarde. Até porque o procurador-geral escolheu um procedimento — decorrente de uma leitura torta do petrolão — que foi apontado com precisão cirúrgica por Zavascki:
“A Procuradoria, por opção estratégica ou processual que lhe era permitida fazer, fez essas solicitações de fatiamento, de abertura de inquéritos diferentes aqui e no primeiro grau [instância inferior]. Quando se pede fatiamento, se entende ausência de conexão. E relativamente ao delito maior de investigação sobre o dito esquema de distribuição de benesses em troca de apoio político, o Ministério Público pediu que fosse aberto inquérito especial. Se for falar em continência ou conexão de fatos que pediu competência isolada, não devia estar em primeiro grau, mas aqui”.
Pronto! Matou a pau! Gilmar Mendes e Celso de Mello, em seus respectivos votos, alertam, sim, para o risco de fragmentação da investigação, de sorte que vários juízos acabarão dando sentenças distintas em razão, muitas vezes, dos mesmos crimes. Mas como é que se fabricou esse resultado?
A imprensa, na sua maioria rendida ao Ministério Público e convertida em porta-voz da força-tarefa, não vai apontar o erro crasso cometido. E não é o do Supremo. Mas ele existiu e agora cobra o seu preço. EU CHAMEI ATENÇÃO PARA ISSO EM FEVEREIRO.
Se a tese era a de que houve um cartel de malvados que deveria ser investigado em Curitiba e de que políticos com mandato deveriam ser enviados a Brasília — ignorando, então, que o que se tinha era uma máquina organizada para assaltar o poder público em nome de um projeto de poder —, estão reclamando de quê?
Não gosto do resultado, não! Nos meus estreitos limites, de simples analista, chamei atenção para o risco. Mas sabem como é… Tornou-se proibido apontar erro do MP ou do juiz Sergio Moro. Sempre resta a suspeita de que você está a serviço da impunidade. Ainda agora, com a provável exceção deste blog, o STF está sendo acusado de estar acabando com a operação, como já acusou um procurador.
Não está acabando, é claro! Mas esse resultado foi causado pelas teses triunfantes em Curitiba.
Os resultados começam a aparecer.
Texto publicado originalmente às 21h12 desta quarta
Por Reinaldo Azevedo

22 de setembro de 2015

Judeus afirmam que lua de sangue trará mudança na história de Israel Ortodoxos veem fenômeno como sinal inequívoco


Judeus afirmam que lua de sangue trará mudança na história de Israel"Lua de sangue trará mudança na história de Israel"
Depois de vários líderes evangélicosjudeus messiânicos e os crentes que estudam as raízes hebraicas de sua fé destacarem a importância das luas de sangue, agora são os judeus ortodoxos.
A última das quatro luas que formam a tétrade de 2014-2015 aparecerá no céu de Israel dentro de 7 dias. Em 27 de setembro teremos uma “superlua de sangue”. O fenômeno em que a Lua atinge seu ponto máximo de aproximação da Terra. Por isso, a Lua parecerá estar maior, sendo neste dia o único eclipse do ano visível no mundo todo, inclusive no Brasil.
Cada vez mais, líderes e eruditos judeus ortodoxos estão dizendo que ela marcará um evento significativo para o futuro de Israel e do seu povo. Bob O’Dell e Gidon Ariel, fundadores da Root Source, programa educacional em que ortodoxos ensinam cristãos sobre o Antigo Testamento, dizem que o fato dessa lua de sangue ser no primeiro dia de Sukkot, ou a Festa dos Tabernáculos, não deve ser ignorado.
Pela quarta vez em dois anos, uma lua de sangue irá ocorrer em dias santos judaicos. As tétrades só ocorreram 9 vezes nos últimos dois mil anos. Todas as vezes que isso aconteceu no passado, ocorreram mudanças históricas significativas para o povo judeu: 1428-1429, 1493-1494, 1949-1950 e 1967-1968.
Os eruditos também destacam que a última lua de sangue ocorre no final de um ciclo Shemitá – período de sete anos que cumpre o mandamento de Deus para o descanso da terra e o perdão de dívidas em Israel. Se isso não bastasse, também marcam o início de um ano de Jubileu, período especial para os judeus que ocorre a cada 50 anos.
“Não estamos prevendo o fim do mundo nem a chegada do Messias em setembro”, disse O’Dell. “Mas se você olhar para todas as luas de sangue que ocorreram na história, ver que todas as vezes marcaram ‘pontos de virada’ na história do povo judeu.”
A tétrade em 1428-1429 marcou uma onda de conversões forçadas de judeus na Europa. A de 1493-1494 sinalizou o fim da Inquisição, que culminou na expulsão dos judeus da Espanha. A partir dali eles se espalharam pelo mundo de uma maneira até então inédita.
“Podemos olhar para trás e ver que a Espanha estava no auge do poder, enquanto Deus estava preparando um novo lar para os judeus na América através do descobrimento de Cristóvão Colombo”, disse O’Dell. “As luas de sangue que ocorrem nesses dias de festas judaicas são um testemunho de que Deus não esqueceu Sua promessa de trazer os judeus de volta à sua pátria.
Além disso, as luas de sangue também marcaram o renascimento de Israel como nação (1948), após muitos séculos de domínio muçulmano. As de 1967 ocorreram quase ao mesmo tempo que a Guerra dos Seis Dias, que resultou na conquista de Jerusalém.  Alguns estudiosos acreditam que para 2015, a lua poderá marcar uma nova guerra, resultado da divisão do país imposta pela ONU.
Gidon Ariel explica que existem organizações dedicadas a acompanhar os movimentos lunares, base do calendário bíblico. Isso seria uma preparação para adequar o retorno dos cultos no [Terceiro] Templo”.
Lembra ainda que “sinais celestiais são mencionados em passagens sobre o final dos tempos bíblicos e a lua sempre tem destaque.” Para ele, o grande diferencial desta última lua é o fato de ser vista também no Hemisfério Sul, enquanto as outras só eram vistas no Hemisfério Norte. 

21 de setembro de 2015

Pode ser o fim da Lava Jato, diz procurador sobre decisão do STF

Nos bastidores, alguns investigadores temem que a decisão do STF tenha tido influência política, com o objetivo de refrear a operação.

Integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima manifestou preocupação de que a recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o caso ameace o futuro da investigação. “Pode significar o fim da Lava Jato tal qual conhecemos”, disse Lima. Na semana passada, o ministro Teori Zavascki dividiu parte da investigação no STF.
Responsável pelos inquéritos do caso no tribunal, Zavascki entendeu que os fatos da última etapa da Lava Jato, que envolvem suspeitas contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) por desvios no Ministério do Planejamento não têm conexão com o resto da operação, que trata de corrupção na Petrobras. Por isso, podem ser julgados por outro ministro -o caso foi redistribuído para Dias Toffoli.
O temor de Lima é que, a partir daí, a investigação sobre essa etapa (e inclusive outras, que não tratem da Petrobras) seja remetida para outra vara federal, até mesmo fora do Paraná, e deixe de ser conduzida pela força-tarefa e pelos policiais federais da operação.
Para o procurador, o momento é um “turning point” (ponto de virada), e vai definir o escopo da investigação: se ela tratará apenas da corrupção na Petrobras, como entendeu Teori, ou se vai abranger desvios em qualquer estatal. “O que queremos mostrar é que não estamos investigando a Petrobras. Nós nem começamos a investigação por ela”, afirma Lima. “Estamos desvelando a compra de apoio político-partidário pelo governo federal, por meio de propina institucionalizada nos órgãos públicos. Se não reconhecerem isso, vai ser um problema.”
O assunto virou a primeira divergência entre o ministro do STF e a Procuradoria Geral da República.

PRESSÃO

Nos bastidores, alguns investigadores temem que a decisão do STF tenha tido influência política, com o objetivo de refrear a operação.
Lima afirma que a força-tarefa está em compasso de espera desde então. Fazia mais de um mês que os policiais da Lava Jato não saíam em nova operação. Nesta segunda-feira (21), foi deflagrada nova fase, mas num “rescaldo” de etapas anteriores.
Além de retardar novas etapas, os integrantes da Lava Jato receiam que a medida do STF levante questionamentos sobre a competência da força-tarefa e do juiz federal Sergio Moro, em relação aos desvios que não tenham ocorrido na Petrobras.
As suspeitas contra o ex-deputado André Vargas, por exemplo, envolvem contratos do Ministério da Saúde e da CEF (Caixa Econômica Federal). Também há inquéritos sobre propinas da Eletronuclear e da BR Distribuidora. “Eu não vejo por que restringir. A conexão é probatória e evolui conforme as provas são apresentadas. Se um operador atuou na Petrobras e em outra estatal, não tem por que eu não investigar”, diz Lima.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) recorreu da decisão, mas ainda não conseguiu revertê-la. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, negou um primeiro recurso, na semana passada.
A intenção da Procuradoria é que o caso permaneça sob os cuidados do ministro Teori, como parte integrante da Lava Jato.

Nome da nova fase da lava jato significa "ninguém pode dormir"




Ai, ai… Seus tataranetos ouvirão falar da tricentésima quinquagésima sétima fase da Operação Lava-Jato! Isso ainda vai acabar gerando uma espécie de fastio. Mas falo disso daqui a pouco.
A dita 19a fase da operação mira a diretoria Internacional da Petrobras, que foi ocupada, na fase da lambança, por Nestor Cerveró e Jorge Zelada. A área era considerada um feudo do PMDB — e, por isso, a coisa pode ter alguma importância. É sabido que existe uma pressão imensa nos bastidores para que a força- tarefa quebre as pernas do PMDB, de sorte que o partido não seja visto pela sociedade como alternativa segura ao governo Dilma.
Se a legenda for pega por coisas irregulares que fez, que arque com as consequências. Eu me nego a ser aquele que pensa com a corda no pescoço. Se ficar evidenciado que o PMDB, a exemplo do PT, também não pode assegurar a governabilidade e vai se afundar junto com o partido que era cabeça de chapa, que se façam eleições, ora! Até agora, não há evidência de que o escândalo toque em Michel Temer, vice-presidente da República, apesar da gritaria de bastidores para que o lama lhe manche o paletó.
Cuidados
Acho, sim, que a força-tarefa precisa tomar certos cuidados. Há o risco, em breve, do desinteresse. Que se investigue tudo. Só não sei por que tantas fases de uma só operação, sempre com nomes que pretendem ter um apelo simbólico. Acho essa marquetagem desnecessária e, se querem saber, incompatível com a seriedade e a gravidade das coisas.
O que está em curso é muito triste. “Nessun dorma”, em italiano, quer dizer “Ninguém durma”, e, obviamente, todo mundo entendeu o recado que a Polícia Federal está a passar. As duas palavras aludem, já informou a imprensa, a uma área da ópera “Turandot”, de Puccini. Fosse para entrar no mérito, a apropriação é, intelectualmente falando, imprópria, como era, aliás, a “erga omnes”, que, em direito, tinha sentido diverso do pretendido por quem batizou uma das fases da Lava-Jato.
O que estou dizendo é que se pode e se deve investigar todo mundo que tem de ser investigado sem precisar anunciar que a “lei é para todos” — é claro que é — ou que ninguém deve dormir; nesse caso, suponho, é porque a Polícia pode bater à porta.
Se a Operação Lava-jato se dispensar desses apelos, pode até ganhar em seriedade. E também acho que pode se dispensar de anunciar uma ária nova a cada três ou quatro semanas. Sem prejuízo, insisto, de cumprir a sua missão e de levar a sua ópera até o fim.
Por Reinaldo Azevedo

Procurador do TCU explica que Fraudes de Dilma para vencer eleição gerararam a crise


A frente das investigações sobre as supostas irregulariddaes nas contas do governo Dilma Rousseff de 2014, o procurador do Ministério Público Júlio Maacelo de Oliveira , que atua no Tribunal de contas da União (TCU), acredita que a "profunda crise econômica" que o país atravessa é consequência da  "farra fiscal"

A expectativa é que o TCU decidirá em breve, no início de outubro, se recomenda que o Congresso Nacional rejeite ou aprove as contas do governo do ano passado. Se o tribunal considerar que houve irregularidades na gestão fiscal e decidir recomendar sua rejeição – e o Congresso concordar com essa avaliação –, Oliveira acredita que isso poderia ser um argumento jurídico para fundamentar o pedido de abertura do impeachment da presidente.

No entanto, ele ressalta, que está é uma decisão "com forte carga política". "Sem dúvida que a má gestão das contas públicas, a ponto de serem rejeitadas, seria um fundamento jurídico. Mas a conveniência política é uma questão privativa do Congresso", afirmou.

"Minha expectativa é que os ministros percebam a gravidade das infrações, das irregularidades cometidas, e opinem pela rejeição das contas. A gente está em uma crise econômica profunda que é em grande parte fruto daqueles erros de gestão", argumentou.

Foi Oliveira que solicitou a abertura de uma inspeção no ano passado para investigar se o Tesouro Nacional estava atrasando os repasses de recursos para bancos públicos, com objetivo de melhorar artificialmente as contas públicas, o que ficou conhecido como "pedalada fiscal".

A investigação resultou em um parecer do ministro José Múcio, que foi aprovado por unanimidade no tribunal em abril, considerando que essas manobras feriram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Segundo reportagem do jornal publicada na semana passada, a tendência é que, novamente por unanimidade, os nove ministros decidam recomendar a rejeição das contas do ano passado.

Para Oliveira, o governo usou as "pedaladas" e outras "fraudes" para elevar os gastos de 2014, com objetivo de vencer a eleição. Confira abaixo os principais trechos da entrevista:


BBC Brasil - Qual sua expectativa com relação ao julgamento?

Júlio Marcelo de Oliveira - Minha expectativa é que os ministros percebam a gravidade das infrações, das irregularidades cometidas, e opinem pela rejeição das contas. Isso é o que eu espero.

Quanto mais o tempo passa e o Brasil se aprofunda nessa atual crise econômica, mais a sociedade e os próprios ministros percebem o quanto esse momento de desajuste fiscal brasileiro é consequência da farra fiscal que aconteceu em 2014. A gente está em uma crise econômica profunda que é em grande parte fruto daqueles erros de gestão.


Rejeição de contas pode ser usada para justificar processo de impeachment da presidente Dilma RousseffFoto: PR

BBC Brasil - Por que o senhor acha que a crise atual está ligada a questão fiscal?

Oliveira - Porque esse é o centro da nossa crise. Nós gastamos mais do que arrecadamos. O governo fez dívida com os bancos federais que agora tem que pagar. A arrecadação está em queda, como já estava em 2014, e o governo quer manter o mesmo nível de gastos que existia antes. Isso é impossível. Então, você tem um orçamento enviado ao Congresso com meta de déficit porque o governo não percebeu ainda que o único caminho para resgatar a credibilidade da economia brasileira é o corte de despesas, o equilíbrio entre receita e despesa.

E antes de convocar a sociedade para o pagamento de novos impostos é preciso que haja uma racionalização de gastos. Os cortes anunciados são muito tímidos. Há milhares de cargos comissionados, por exemplo, e o governo indica que só vai cortar marginalmente. Você não vê o governo sendo austero.

BBC Brasil - Caso o TCU recomende a rejeição das contas e o Congresso decida nesse sentido, poderia ser um argumento jurídico para a abertura de um processo de impeachment?

Oliveira - Poderia ser um argumento jurídico, mas aí é uma decisão com uma forte carga política. Sem dúvida que a má gestão das contas públicas, a ponto de serem rejeitadas, seria um fundamento jurídico. Mas a conveniência política é uma questão privativa do Congresso mesmo.

BBC Brasil - Alguns juristas que questionam o impeachment dizem que ele só pode ser aplicado no caso de crimes cometidos durante o mandato.

Oliveira - Eu não vou poder entrar nessa questão porque é um debate que vai ocorrer lá no Congresso. Há os que defendem que o fato de um mandato ser a sequência do outro, e que o fato dessas irregularidades de 2014 terem sido cometidas para obter o mandato seguinte, faria uma conexão entre os fatos e o atual mandato.

Outros defendem o que você disse, que não há conexão, que só aquilo que foi feito a partir de 2015 (pode justificar um processo de impeachment). É um debate que vai acontecer lá no Congresso e eventualmente no Supremo Tribunal Federal (caso haja recurso contra uma eventual decisão). Eu não tenho como emitir uma opinião técnica sobre isso.

BBC Brasil - Voltando ao julgamento do TCU, o governo argumenta que as práticas que estão sendo questionadas agora já foram aplicadas em outros anos, sem ter levado à reprovação de contas. Na visão do governo, uma mudança de avaliação significaria um julgamento político. Como o senhor vê essa crítica?

Oliveira - Esse argumento é absolutamente improcedente. O que aconteceu a partir do fim de 2013, e que marcou todo exercício de 2014, é algo totalmente inédito. Os gráficos do comportamento do pagamento de benefícios – de abono salarial, seguro-desemprego, Bolsa Família – demonstram isso. E todos os gráficos que mostram o relacionamento do governo com a Caixa Econômica têm um comportamento normal, desde 2002 até o meio de 2013. A partir do segundo semestre de 2013, o governo simplesmente para de mandar dinheiro para a Caixa e começa a usar a Caixa como cheque especial.

BBC Brasil - O que é inédito é o volume, certo?

Oliveira - O volume, o uso e a intenção clara de se financiar, de usar a Caixa como meio de financiar outras políticas do governo.

BBC Brasil - Mas as pedaladas já tinham sido usadas antes em volumes menores, esporadicamente, não?

Oliveira - Não, não mesmo. Você tem uma carga de suprimentos (dinheiro) para pagar benefícios, recursos que o Tesouro Nacional manda para a Caixa. Por exemplo, esse mês vamos pagar R$ 500 milhões de seguro-desemprego, que é uma estimativa (de quanto será necessário) segundo a série histórica (de pagamentos desse benefício). Chega o dia de pagar os benefícios. Se naquele dia aparecerem pessoas para sacar R$ 505 milhões, a Caixa não vai fechar o guichê às 15h40 e dizer que não tem dinheiro. Ela paga, no dia seguinte ela comunica ao Tesouro, o Tesouro repõe o valor. É uma coisa imediata. Não é uma coisa que o governo possa ficar usando como empréstimo.

O que aconteceu, a partir de meados de 2013 e ainda em 2014 inteiro, é que o governo não mandava os R$ 500 milhões. A Caixa pagava tudo e o governo ficava estão usando os R$ 500 milhões que tinha que mandar pra lá em outros programas que ele queria turbinar, sem ter dinheiro para isso, sem ter arrecadação suficiente.

BBC Brasil - No caso das pedaladas, por exemplo, o governo argumenta que TCU nunca fez qualquer ressalva. Não seria mais correto primeiro fazer uma ressalva, permitir que o governo se adeque e, no caso de uma continuidade da prática, rejeitar as próximas contas?

Oliveira - A lei (de Responsabilidade Fiscal) já existe desde 2000. O que foi feito desrespeita o centro da lei. Ela abomina que um banco possa financiar seu agente controlador. Então, descumpriu a lei, tem que ter a sanção. Se uma pessoa cometeu homicídio, nós vamos então recomendar que não faça novos homicídios porque da próxima vez aí sim vai ser punido?

Não foi uma coisa superficial, irrelevante, que possa ser chamado de ressalva. Uma ressalva é feita no caso de um decreto ser desrespeitado. Por exemplo, o decreto determina que o prazo para pagar era de 20 dias e você pagou em 25 dias. Mas pagou, não aumentou a dívida pública, não teve impacto significativo.

Isso é (motivo para) uma ressalva, não você deixar R$ 40 bilhões pendurados nos bancos públicos e nem contabilizar isso no Banco Central como dívida pública. Ainda teve isso, todo um concerto de órgãos para fazer algo absolutamente ilegal.

BBC Brasil - O ministro Gilmar Mendes disse recentemente que a análise das contas eleitorais pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) era um faz de contas. Isso também poderia se aplicar ao TCU, no sentido de que o tribunal sempre vinha aprovando as contas? Isso estaria mudando agora?

Oliveira - Não, aquilo que foi identificado (como problema nas contas públicas) nos anos anteriores não teve a gravidade do que foi identificado em 2014. Então, nos anos anteriores, o tribunal fez ressalvas porque eram (motivos para) ressalvas. O que aconteceu em 2014 não aconteceu antes, merece uma solução diferente.


Cortes anunciados pelo governo são "muito tímidos", segundo Júlio Marcelo de OliveiraFoto: Agência Senado

BBC Brasil - E quando o senhor se refere aos problemas nas contas de 2014, o ponto central são as pedaladas, ou também outras irregularidades?

Oliveira - Não, tem as pedaladas e tem a fraude nos decretos de programação financeira e contingenciamento (decretos bimestrais que revisam as projeções de receita e despesa para o ano). Desde o começo de 2014, esses decretos foram fraudados, porque consideraram dados irreais. Esses decretos, por lei, têm que observar os dados oficiais coletados pelo governo.

E tem também um conjunto de decretos de abertura de créditos orçamentários adicionais feitos no fim do ano que só poderiam ser feitas por lei e foram feitos por decreto. Então, precisaria da aprovação do Congresso Nacional, e a presidente ignorou esse comando constitucional. Esse conjunto de irregularidades e de outras menores compõe o cenário de pouco apreço pelo respeito às normas da gestão fiscal.

BBC Brasil - Quando o senhor fala que eram irreais quer dizer que o governo não considerou que o fluxo de receitas estava vindo abaixo do esperado inicialmente?

Oliveira - Sim. Aquele decreto é feito a partir de uma coleta de informações junto às fontes de arrecadação (Receita Federal, principalmente) e junto aos ministérios que estão executando as despesas.

Por exemplo, o que ficou provado por nós no processo é que o Ministério do Trabalho avisou oficialmente ao Ministério da Fazenda que haveria uma frustração de receita de R$ 5 bilhões no FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que é um dinheiro usado para custear o seguro-desemprego. E avisou também que, além disso, as projeções de pagamento dos benefícios indicavam a necessidade de suplementação da dotação (aumento da previsão inicial do Orçamento) em R$ 9 bilhões. Nove mais cinco dá 14. O governo não pode ignorar esse dado. Ele teria que ter contingenciado de alguma despesa não obrigatória esses R$ 14 bilhões para poder assegurar o pagamento do seguro-desemprego, que é uma despesa obrigatória e, portanto, não pode ser contingenciada.

O governo tinha os dados, mas ignorou. Fez um decreto de programação financeira como se a receita estivesse subindo e como se não fosse ter aumento da despesa de seguro-desemprego. Depois, pagou o benefício com dinheiro da Caixa e usou o recurso do seguro-desemprego para pagar a despesa não obrigatória que ele não quis contingenciar. Isso é uma fraude à Lei Orçamentária e à Lei de Responsabilidade Fiscal.

BBC Brasil - Nesse caso, então, o senhor acredita que o governo misturou os dois problemas, o do decreto e das pedaladas?

Oliveira - É, o decreto é a parte orçamentária, você prepara a pedalada. A pedalada financeira, que foi feita no banco, é a concretização, a segunda etapa.

BBC Brasil - E quanto ao decreto de abertura de créditos adicionais, o senhor poderia explicar melhor qual seria o problema?

Oliveira - Chega no fim do ano, algumas despesas do orçamento extrapolam aquilo que está previsto na Lei Orçamentária, como no caso do seguro-desemprego.

Então, hipoteticamente: chegou no fim do ano, eu ia gastar R$ 30 bilhões, mas vou ter que gastar R$ 35 bilhões. Eu tenho, então, que criar um crédito adicional no orçamento de R$ 5 bilhões para aquela despesa. Só que como eu não estou tendo sobra de arrecadação, vou ter que contrair dívida pública. Nesse caso, eu tenho que mandar um projeto de lei para o Congresso, que vai decidir se quer ou não quer fazer aquela despesa. O que o governo fez? Ele baixou um decreto abrindo mais R$ 5 bilhões.

Uma das funções centrais do Congresso é discutir Orçamento e aprovar a despesa pública. Se você fizer isso por decreto, é como se nós estivéssemos numa monarquia, que o imperador decide como vai fazer, do jeito que quiser.

BBC Brasil - O governo diz que não percebeu a crise antes, mas o senhor tem dito que vê uma motivação eleitoral no déficit do ano passado.

Oliveira - Sem dúvida. Tanto que a partir da eleição, no decreto (de programação financeira e contingenciamento) de final de outubro, o governo mudou completamente o discurso em relação ao que ele vinha sustentando até o decreto de agosto.

No decreto de agosto, ele dizia que iria cumprir um superávit de R$ 80 bilhões, no decreto de outubro ele já reconhece que vai haver um déficit de R$ 20 bilhões (as contas do governo – resultado que reúne as contas do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central – acabaram fechando o ano de 2014 com um déficit primário de R$ 17,2 bilhões).



Então, uma piora de R$ 100 bilhões em dois meses, o que mostra que até agosto ele estava ignorando a realidade. Ele vivia na fantasia, passou a eleição, caiu na realidade. Quer dizer, em parte, porque até agora não caiu totalmente na realidade, não.
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