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30 de novembro de 2015

Cunha fala em ‘armação’ e associa anotações de propina a anúncio sobre impeachment. Esperada para esta segunda-feira, decisão sobre abertura de processo para interromper ou não o mandato de Dilma Rousseff deve ser adiada



O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), no plenário da Câmara, em Brasília, nesta quinta-feira (19). Cunha determinou que todas as comissões que estivessem funcionando naquele momento fossem suspensas
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ)(Antonio Cruz/Agência Brasil)
Depois de ser ligado a um suposto pagamento de propina do banco de investimentos BTG Pactual, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que "provavelmente" deve adiar o anúncio sobre a abertura ou não de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Na semana passada, ele estipulou esta segunda-feira como prazo para se manifestar sobre os sete pedidos de afastamento da petista ainda pendentes. Cunha relacionou o surgimento de uma anotação que indica pagamento de 45 milhões de reais em propina a ele e a peemedebistas aos processos contra Dilma.
"Esse assunto tem de ficar muito claro para não confundir a minha decisão com ele. Eu acho até que o fato de ter anunciado que eu ia decidir hoje pode ter motivado isso aqui. É importante a gente aguardar. Então, provavelmente, eu não decidirei hoje em função disso", afirmou o presidente da Câmara. Ele ponderou, no entanto, que a "intenção é decidir". Pessoas próximas a Cunha falam que o episódio causou irritação no parlamentar e pode refletir em sua decisão sobre os processos.

O documento com anotações de propina foi encontrado por agentes da Polícia Federal na casa do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira. As anotações indicam que o BTG Pactual teria pago 45 milhões de reais a Cunha e a outros parlamentares do PMDB em troca de emenda a uma medida provisória, para permitir o uso de créditos fiscais da massa falida do banco Bamerindus, de propriedade do BTG.
Nesta segunda-feira, o presidente da Câmara convocou uma coletiva de imprensa para "reagir com bastante indignação" à documentação encontrada. Cunha não escondeu a irritação com o episódio, classificado por ele como uma "armação" e uma "armadilha", e disse que não conhece o assessor Diogo Ferreira. Ele, no entanto, admitiu conhecer André Esteves, mas ponderou ter se reunido com diversos outros presidentes de bancos, entre eles Roberto Setúbal, do Itaú, e Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.
O peemedebista apresentou uma série de documentos para tentar sustentar a tese de que a sua emenda não beneficiaria o banco de André Esteves, preso na semana passada, na 21ª fase da Operação Lava Jato. Segundo ele, a emenda apresentada à medida provisória 608, de 2013, prejudicaria os interesses do banco BTG Pactual, que havia adquirido a massa falida do Banco Bamerindus, e foi rejeitada pela comissão. Alteração de conteúdo semelhante, no entanto, foi incorporada à MP pelo relator à época, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
"Não tenho a menor dúvida de que ocorreu uma armação. O fato é absolutamente inexistente. A emenda que eu fiz prejudicou esse interesse que estão falando. Não havia o que comemorar se o que foi aprovado é contrário aos interesses dos bancos em liquidação", afirmou Eduardo Cunha.

Veja Abril

Corte de verba ameaça uso de urnas eletrônicas nas eleições de 2016

Portaria do Judiciário afirma que falta de dinheiro compromete licitações em andamento. Sem equipamento, eleitores poderão ter de voltar a usar cédulas de papel


Urna eletrônica
Urna eletrônica(Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr/VEJA)
Nas eleições em que o uso da urna eletrônica completaria vinte anos no Brasil, a falta de dinheiro pode fazer o país retroceder à votação por cédulas de papel. Uma portaria conjunta do Poder Judiciário, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, afirma que "o contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico".
O corte de gastos na Justiça Eleitoral previsto para o ano que vem é de 428.739.416 reais, o segundo maior, atrás apenas do corte de 555.064.139 de reais na Justiça Federal. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o corte compromete a aquisição e manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo ano.
"Esse bloqueio no orçamento afeta severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O impacto maior reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em 200.000.000,00 reais", diz nota do tribunal. "A demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. As urnas que estão sendo licitadas têm prazo certo e improrrogável para que estejam em produção nos cartórios eleitorais."
Desde 1996, a Justiça Eleitoral usa majoritariamente urnas eletrônicas no Brasil - elas são substituídas por urnas manuais apenas em caso de pane. Os pleitos municipais, como os do ano que vem, movimentam mais candidatos a prefeituras e câmaras municipais do que as eleições gerais.
Na semana passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, já havia procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para expor a preocupação diante da medida do Executivo.
A medida também atingiu outras cortes cujo financiamento é diretamente vinculado ao caixa da União: a Justiça do Trabalho perde 423.393.109 de reais; o Supremo fica impedido de usar 53.220.494 de reais; o STJ, 73.286.271 de reais; a Justiça Militar da União, 14.873.546 de reais; a Justiça do Distrito Federal e Territórios fica sem 63.020.117 de reais; e o Conselho Nacional de Justiça teve congelados 131.165.703 de reais.
O contingenciamento já entrou em vigor, conforme a norma assinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, pela vice-presidente do Tribunal Superior de Justiça, ministra Laurita Vaz, pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Antonio José de Barros Levenhagen, pelo presidente do Superior Tribunal Militar, ministro William de Oliveira Barros, e pelo presidente do Tribunal de Justiça do DFT, desembargador Getúlio de Moraes Oliveira.

Veja Abril.

Minha Casa Minha Vida é alvo de mais de 300 inquéritos Em ao menos 3 estados, já foi descoberto esquema de cartel igual ao da Lava-Jato

SÃO PAULO e NOVO HAMBURGO (RS) — Nos moldes de esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato, o maior programa de habitação popular do país, o Minha Casa Minha Vida, tem sofrido com organizações criminosas de empreiteiras de médio porte que se associam em cartéis para burlar concorrências, superfaturar obras, repassar propinas a agentes públicos e irrigar campanhas políticas com desvio de verba pública. A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União já descobriram quatro casos como esse em três estados. As fraudes ao programa, cujo orçamento já atingiu R$ 278 bilhões, são tantas que provocaram a abertura de mais de 300 ações, de acordo com um levantamento feito pelo grupo de trabalho do MPF dedicado ao tema. As denúncias envolvem ainda irregularidades na escolha de beneficiários, custo excessivo, baixa qualidade de casas, repasses de dinheiro público sem o cumprimento dos serviços ou mesmo sem garantia. — Vemos que o programa abriu portas para a corrupção e o gasto desenfreado de dinheiro público — afirma Edilson Vitorelli, procurador-chefe do grupo de trabalho sobre o Minha Casa. O GLOBO identificou o enredo no Rio Grande do Sul, no Acre e em Minas Gerais, estados onde projetos investigados somam mais de 4 mil unidades. Quando os envelopes de uma licitação para construção de 336 casas na cidade gaúcha de Novo Hamburgo foram abertos, em agosto de 2012, os promotores do Ministério Público já sabiam quem ganharia. Nos meses que antecederam a licitação, acompanharam a negociação por escuta telefônica de seis empreiteiros que formavam cartel e organizavam a fraude da concorrência pública. Um deles afirmava estar disposto a “comprar a noiva” — o que, segundo os investigadores, significava pagar entre R$ 60 mil e R$ 80 mil para outras empresas desistirem do negócio de R$ 18 milhões. Outros comemoravam o fato de o preço por metro quadrado estar acima da média, e acertavam que o valor ofertado seria apenas cerca de R$ 1 mil abaixo do teto estabelecido. Naquele momento, o então prefeito era candidato à reeleição. O empresário “vencedor” da concorrência entregou R$ 300 mil à então diretora de Licitações da prefeitura, que garantiria as condições favoráveis do contrato em troca do repasse para a campanha municipal. A investigação virou processo, ainda sem julgamento. — É exatamente a história da Lava-Jato, só que em menor escala. São empresas de poderio econômico relevante que disputam contratos públicos em negociações com políticos locais. Mas o modus operandi é o mesmo de empresas multinacionais em contratos bilionários com a União — afirma o promotor Ricardo Herbstrith, responsável pela investigação em Novo Hamburgo. PUBLICIDADE As reclamações mais triviais entre os beneficiários do programa conduziram os investigadores do MPF, da PF e da CGU a um esquema milionário de desvio de dinheiro público envolvendo cartel de empresários e vereadores no leste de Minas. CABOS ELEITORAIS BENEFICIADOS Os moradores das 400 casas nos municípios mineiros de Durandé e Martins Soares relatavam que o material de suas residências era péssimo. O fato chamou a atenção dos procuradores, que acabaram descobrindo que a entidade responsável pelas moradias operava em conluio com um cartel de empresas da construção civil, que forneciam os piores produtos a um custo pelo menos 10% maior do que os vistos no mercado. Os beneficiários eram escolhidos entre eleitores e cabos eleitorais de dois vereadores, que ignoravam os critérios de vulnerabilidade social estabelecidos pelo Ministério das Cidades, que gerencia o programa. A quadrilha ainda cobrava uma taxa ilegal de dois salários mínimos como se fossem custos do financiamento. — Verificamos que o programa foi usado com finalidade política e para enriquecimento ilícito. Não provamos que os funcionários da Caixa tiveram conduta dolosa, mas houve negligência na fiscalização de quem recebia as casas, do serviço feito. A Caixa não exigiu nem nota fiscal — afirmou o procurador Lucas Gualtieri, um dos responsáveis pela Operação Tyrannos, que prendeu, na semana passada, os dois vereadores e mais 11 pessoas envolvidas no esquema; no total, o grupo obteve R$ 56 milhões em contratos em 25 municípios, agora sob investigação. Ainda em Minas, outra investigação revelou o cartel de três empreiteiras que atuava em obras do programa em Lavras. A quadrilha era formada por empresários da construção civil e servidores públicos municipais, além de funcionários da Caixa. As investigações, que transcorrem em segredo de Justiça, já indicaram que os suspeitos direcionavam licitações e superfaturaram as obras. No Acre, há alguns dias, a Justiça Federal aceitou a denúncia contra 16 empreiteiros e três funcionários públicos — entre eles o então secretário estadual de Habitação — por fraude e cartel na construção de três mil casas em bairro de Rio Branco batizado de Cidade do Povo. — A investigação mostra que os servidores chamaram as empresas que preferiam e repartiram a obra. Diziam que era importante para a eleição (do governador Tião Viana) — afirma o procurador Marino Lucianelli Neto, do Acre, que ainda investiga se houve repasses de propina a políticos ou campanhas eleitorais; o governo do Acre não respondeu ao GLOBO. Em nota, o Ministério das Cidades afirmou desconhecer o teor das denúncias e disse que “a habilitação dos candidatos é feita pela Caixa através do Sitah (Sistema de Tratamento de Dados Habitacionais), confrontando os dados com os registros no CadÚnico, FGTS, Rais”, entre outros e sem interferência humana na confrontação desses sistemas”. Quanto à má qualidade dos imóveis, o ministério afirma que devem ser acionados os “contratantes — instituições financeiras oficiais —, a quem caberá adotar providências de reparação”. Já a Caixa informou que não cabe ao banco, mas, sim, ao “responsável técnico da entidade acompanhar e atestar a utilização dos materiais conforme projeto, memorial descritivo e demais peças de engenharia apresentadas.” Afirmou também que segue o estabelecido pelo ministério na escolha de beneficiários e que colabora com a PF e o MPF nas investigações. CORTE DE VERBA ATRASA PROGRAMA Se o Bolsa Família foi o símbolo do governo Lula, a presidente Dilma Rousseff tentou fazer do Minha Casa Minha Vida a vitrine de sua gestão. Em seis anos de programa, o governo entregou 2,8 milhões de casas, a um custo de mais de R$ 270 bilhões, segundo o Ministério das Cidades. O programa, no entanto, é muito mais caro do que a redistribuição de renda feita pelo antecessor da presidente, e sofre com cortes diante da recessão econômica. PUBLICIDADE O ritmo das obras tem caído. Embora ainda falte entregar mais de 1 milhão de casas para que a fase dois do programa seja cumprida, Dilma já lançou a fase três. Isso mostra que, mesmo sofrendo com cortes, o programa é uma aposta para melhorar a popularidade de Dilma. De acordo com a agenda oficial, em 2015 Dilma fez 18 viagens — quase metade de seus eventos externos — para participar de inaugurações de unidades habitacionais. Em uma delas, em outubro, ela tentou minimizar os cortes: — Estamos passando por um período de dificuldades que faz com que tenhamos de fazer esforços, de apertar um pouco o cinto, mas garanto: não vamos deixar de garantir o Minha Casa Minha Vida.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/minha-casa-minha-vida-alvo-de-mais-de-300-inqueritos-18172897#ixzz3szOMQjgV
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Justiça da Suíça multa Cunha por criar obstáculos na investigação sobre contas

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi obrigado a pagar R$ 22,3 mil à Justiça suíça por tentar impedir que os extratos de suas contas fossem enviados ao Brasil. Documentos obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo" confirmam que o Tribunal Penal Federal da Suíça constatou que o parlamentar, sua mulher, Cláudia Cordeiro Cruz, e integrantes do seu truste (conta de "confiança", gerida por terceiros com autorização do deputado) usaram o mesmo advogado e os mesmos argumentos no esforço de impedir que seus dados bancários fossem enviados ao Brasil e que o caso fosse julgado no País. Os três recursos foram rejeitados e Cunha foi obrigado a arcar com todos os gastos do processo, inclusive as horas de trabalho dos juízes e da administração pública na Suíça. "O montante do pagamento é calculado em função de dimensão e dificuldade da causa, a forma das partes de proceder, sua situação financeiras e as taxas de administração", indicou uma decisão do tribunal. Segundo os juízes, as pessoas que apresentaram recursos terão de arcar com os custos do processo, fixados em 6 mil francos suíços (R$ 22,3 mil). O Ministério Público da Suíça já havia indicado a existência de US$ 2,4 milhões em contas secretas no banco Julius Baer, controladas pelo deputado e sua mulher. Os suíços, porém, optaram por transferir o processo ao Brasil. A defesa do deputado apresentou um primeiro recurso, que foi negado ainda em início de outubro. Sem sucesso, seus advogados na Suíça recorreram ainda ao Tribunal Penal, pedindo a anulação da transferência da competência do caso ao Brasil. Se tal medida fosse entendida, nenhum dos documentos enviados teria a autorização de ser usado como provas em um processo no País contra Cunha. Mas o recurso sequer foi tratado em sua substância, sob a alegação de que tal apelação apenas poderia ser considerada se a parte envolvida no processo fosse residente na Suíça. "Apenas pessoas processadas que tenham suas residências atuais na Suíça tem a legitimidade de recorrer", indicou a decisão do tribunal. "Entre os três que recorrem, apenas Cunha é visado por um processo penal, cuja delegação às autoridades brasileira foi realizada", diz a decisão. "Entretanto, nenhuma das duas pessoas físicas que recorrem têm sua residência atual na Suíça. Quanto à sociedade, apesar da conta sob litígio que ela é titular na Suíça, ela não tem relações com esse país", constataram os juízes suíços Stephan Blatter, Giorgio Bomio e Nathalie Franciolli. "De forma definitiva, nenhum dos recorrentes pode pretender dispor do direito ao recurso." Idênticos O que chama a atenção dos juízes é que os recursos, os advogados e argumentos usados por Cunha foram "idênticos" ao que a empresa de truste que detém suas contas utilizou. "Eles são representados pelo mesmo advogado e que evocam em todos os pontos os mesmos argumentos", indicaram. Para tentar se defender das acusações, Cunha insiste que é "apenas o beneficiário em vida" das contas na Suíça e que, de fato, os valores estão em nome de trustes. Esse será o seu principal argumento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Cunha ainda apontou que "abriu mão de ser o dono do dinheiro no momento que eu contratei o truste". Mas a apresentação de um recurso idêntico entre o truste, a mulher de Cunha e o parlamentar revela, segundo os juízes suíços, uma estratégia comum para tratar do caso. "Os três recursos foram gerados a partir do mesmo conselho jurídico e são rigorosamente idênticos", indicou a decisão do Tribunal. "Os recorrentes concluem na anulação da decisão de delegação e pedem um efeito suspensivo", explicaram os juízes. "Eles pedem, entre outros, que o Departamento de Justiça interpele as autoridades brasileiras para que as proibissem de utilizar os documentos e informações obtidas na delegação (do processo), apontou a decisão. Um desses trustes, o Orion SP, é suspeito de ter sido abastecido pelo lobista João Henriques. Em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato, Henriques indicou que o dinheiro enviado ao deputado estava relacionado com um contrato da Petrobras na África. "Foram 5 transferências realizadas entre 30 de maio de 2011 e 23 de junho de 2011, sendo 4 no valor de 250.000,00 francos suíços e 1 no valor de 311.700,00 francos suíços. Todas essas transferências foram confirmadas tanto no extrato da conta de origem dos recursos (conta Ancona International LTD, de João Henriques), como no extrato da conta destinatária dos recursos (conta Orion SP, de Eduardo Cunha)", informa o processo contra Cunha no Ministério Público Federal. Na decisão do Tribunal na Suíça, o documento ainda confirma que o MP em Berna "abriu um processo penal" contra Cunha, "suspeito de ser culpado por lavagem de dinheiro". O caso, segundo a decisão, está relacionado "ao escândalo político-econômico sobre os supostos atos de corrupção em grande escala cometidos no Brasil". Nesse contexto, houve o sequestro de documentos bancários.

Uol Notícias

29 de novembro de 2015

Que país é esse?

Revista IstoÉ, publica editorial devastador contra o PT. Estão esculhambando nosso país.

"Houve um momento em que a maioria de nós acreditou que a esperança tinha vencido o medo. Depois descobrimos que o cinismo tinha vencido a esperança. Agora o escárnio venceu o cinismo. Mas o crime não vencerá a Justiça." Cármen Lúcia, ministra do Supremo

Sérgio Pardellas e Marcelo Rocha

Assim como a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, o político abolicionista Joaquim Nabuco se notabilizou por ser uma figura pública à frente de seu tempo. Personificou a vanguarda, quando muitos ainda insistiam no atraso. Separados por mais de um século, eles se entrelaçaram na última semana pelos seus ideais. Como agora, no Império o Senado também se constituía numa Casa revisora cujas decisões e propósitos já eram alvo de sérios questionamentos. Dizia Nabuco: “Para o Senado, a política é uma distração. A função é outra. Os lutadores desinteressados que ele contém influem tanto no jogo da instituição como a bandeira de um navio nos movimentos da máquina”. Na manhã de quarta-feira 25, Carmen, numa de suas mais brilhantes intervenções na corte, encarnou Nabuco ao puxar o primeiro voto, na sequência do relatório do colega Teori Zavascki, pela manutenção na cadeia do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Num recado direto aos senadores, em especial parlamentares que se escoram no foro privilegiado para perpetrar crimes de toda a sorte, disparou: “Um aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade e impunidade e corrupção. Em nenhuma passagem, a Constituição Federal permite a impunidade de quem quer que seja. O crime não vencerá a Justiça”. A ministra foi além: “Houve um momento em que a maioria de nós brasileiros acreditou que a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a ação penal 470 (do mensalão) e descobrimos que o cinismo venceu a esperança. E agora o escárnio venceu o cinismo”.

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Na semana passada, a política brasileira produziu tal desfaçatez. Num País em que sempre achamos que já vimos de tudo ainda é possível se deparar com situações das mais implausíveis graças à ousadia ilimitada dos nossos políticos. Como poderíamos imaginar que um senador da República, líder do governo, em pleno exercício do mandado, iria tramar a fuga pelo ar ou pelo mar de um criminoso confesso preso na Lava Jato? E que um banqueiro seria acusado de financiar a operação? E que, na mesma semana, um pecuarista – amigo e dono de acesso livre a um ex-presidente da República – seria preso sob a suspeita de ser o laranja deste mesmo ex-presidente? E, para completar, o presidente da Câmara faria articulações em plena luz do dia para escolher como, quando e quem deveria conduzir uma investigação contra ele próprio? Realmente, e é triste constatar, vivemos em meio à esculhambação geral.
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O senador e líder do governo Delcídio do Amaral foi preso na quarta-feira 25 depois de flagrado em tratativas para tirar do País Nestor Cerveró, que firmou na semana passada um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Há suspeitas de que Delcídio seja destinatário de repasses ilegais. Seria ao menos US$ 1,5 milhão, segundo o ex-diretor da Pertrobras adiantou aos procuradores da República. Isso explicaria a articulação para tentar barrar a delação. A estratégia discutida por Delcídio envolvia pressionar o Supremo a libertar Cerveró da prisão. O senador teria procurado vários ministros. Disse a interlocutores que recorreria até ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), autoridade com trânsito no tribunal. Nas horas seguintes, foram empreendidos movimentos para tornar a situação ainda mais inacreditável. O Senado teria de analisar em até 24 horas a decisão do Supremo. As provas, naquele momento, já se mostravam definitivas. Cabais. Mesmo assim, o Senado se comportou como uma autêntica casa de tolerância. Também envolvido na Lava Jato, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) articulou para que a votação em plenário fosse secreta, o que aumentaria em muito as chances de Delcídio ser libertado no mesmo dia.
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Durante a sessão, foi desfiado um rosário de impropérios. Em sua catilinária, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), político outrora afastado da Presidência da Casa por corrupção na Sudam e que aparece citado no áudio em que Delcídio articula a fuga de Cerveró, entabulou a defesa pelo voto fechado. No plenário do Senado, disse que “nenhum senador precisa ser fiscalizado pela opinião pública”. Outros o acompanharam. Mas, sob forte pressão da população, em sessão transmitida ao vivo pela TV Senado para todo o País, Renan foi derrotado duas vezes: na maneira como seriam proferidos os votos e no mérito da questão. Ao fim, numa votação aberta, os senadores evitaram o suicídio institucional. Mais uma vez de olho nos próprios umbigos, afinal estamos às vésperas de mais um ano eleitoral, eles mantiveram a prisão de Delcídio por 59 votos favoráveis, 13 contra e uma abstenção. Claro que não poderia faltar outra situação indigna do Parlamento. Apesar de o PT ter abandonado Delcídio à própria sorte em nota e da existência de provas irrefutáveis contra ele, o líder do partido no Senado, Humberto Costa (PE), orientou a bancada a votar pela soltura do senador petista. A orientação, embora na contramão dos interesses da sociedade, é mais coerente do que a nota emitida pela cúpula do PT. O partido faz de tudo para tentar se desvincular de Delcídio. Nos próximos dias, a Executiva Nacional da sigla pretende se reunir para deliberar sobre o caso. A tendência é a de que a expulsão do senador seja discutida. A tentativa de dissociá-lo do PT constitui-se, mais uma vez, de puro jogo de cena político. O senador, indiscutivelmente, era um dos principais quadros do PT. Não por acaso, era líder do governo no Senado e um dos parlamentares mais próximos da presidente Dilma Rousseff e de Lula. Às vésperas de sua prisão, Delcídio se reunia semanalmente com o ex-presidente e teria agendado um encontro com ele no dia seguinte à detencão. Por isso, sua prisão representa mais uma mácula, entre tantas outras acumuladas até aqui, na legenda da estrela rubra.
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Quando o Senado discutia se endossava ou não a decisão do STF, o País ainda repercutia a 21ª fase da Lava-Jato, que, na véspera, levara para a cadeia o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula. Assim como Marcos Valério no Mensalão, Bumlai é apontado pelos procuradores da República como um operador do PT no Petrolão. Há indícios de que o pecuarista possa ter se tornado um laranja do próprio Lula. A questão é ainda mais grave. A cada operação da PF, os procuradores reforçam a constatação de que o ex-presidente petista possa ter sido o elo entre todos os escândalos. Por exemplo, Delcídio foi quem, ao lado do ex-governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, apresentou o ex-presidente a Bumlai.
De acordo com as investigações da Lava Jato, Bumlai teria articulado em 2004 um empréstimo, no valor de R$ 12 milhões, junto ao Banco Schahin para ajudar o PT financeiramente, então com dívidas de campanha. O empréstimo foi citado na delação premiada de Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras. Em contrapartida, o grupo Schahin teria sido compensado com um contrato com a Petrobras, no valor de US$ 1,6 bilhão, para operar o navio sonda Vitoria 10000. Musa disse ter ouvido essa versão do próprio Cerveró. A defesa do empresário alega que o emprestimo junto ao Schahin foi contraído para ser usado em negócios pecuários. Não é o que entendem as autoridades brasileiras. Em fevereiro deste ano, ISTOÉ teve acesso com exclusividade a relatório do Banco Central demonstrando que a versão de Bumlai não pára em pé. O documento afirma que o pecuarista foi beneficiado com uma operação liberada de forma irregular “sem a utilização de critérios consistentes e verificáveis”. Para liberar a bolada, o Schahin burlou normas e incorreu em seis tipos de infrações diferentes. O documento está anexado ao inquérito da Operação Passe Livre e reforça denúncia do empresário Marcos Valério, o operador do mensalão, feita em 2012 ao MPF. Valério afirmou que o pecuarista intermediou operação para comprar o silêncio do empresário de transportes Ronan Maria Pinto. O empresário estaria ameaçando envolver o ex-presidente Lula, e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do então prefeito de Santo André Celso Daniel.
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Na ocasião, Valério tentava um acordo de delação premiada. Não obteve. Porém, nos últimos dias, a Receita Federal colheu indícios de que parte dos valores do empréstimo do Schahin a Bumlai pode mesmo ter sido direcionada a Ronan. Ele teria adquirido, em 2004, 60% das ações do Diário do Grande ABC S/A no valor de R$ 6,9 milhões. Para isso, recorreu a empréstimos e assumiu dívidas de terceiros junto às empresas das quais era sócio, a Rotedali Serviços e Limpeza Urbana Ltda. e a Expresso Nova Santo André. Tais dívidas ficaram sem quitação durante nove anos, conforme revelaram suas declarações. “No contexto, a suspeita levantada pela Receita é a de que esses empréstimos não teriam sido reais, mas apenas “teriam servido, em tese, para dissimular a real origem de recursos utilizados na aquisição das ações”, descreveu o juiz Sérgio Moro no decreto de prisão de Bumlai. Ao discorrer sobre esta nova fase da Lava Jato, o procurador Carlos Fernando Lima, da Lava Jato, afirmou que há indícios de que o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares atuaram para ajudar na liberação do empréstimo do Schahin a Bumlai. Em comum, entre estes três personagens, há o fato de todos terem sido ou serem de alguma forma muito próximos ao ex-presidente Lula.
Na quinta-feira 26, o petista, cujos amigos tombaram um a um (leia quadro na pág. 42), foi instado, durante o almoço na sede da CUT, em São Paulo, a comentar a prisão de Delcídio. Ao que ele respondeu: “Foi uma grande burrada. Uma coisa de imbecil”. O ex-presidente disse ainda ter ficado surpreso quando soube dos detalhes da gravação que levou o senador à cadeia. Para Lula, o senador é um político experiente, sofisticado, e não poderia ter se deixado gravar por um smartphone de forma simples, como feito por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras. Na avaliação do ex-presidente, no momento em que o governo parecia ter ganhado um bom fôlego, o episódio faz com que a base aliada a Dilma no Congresso volte a ficar combalida. Ao tomar conhecimento das críticas de Lula, enquanto prestava depoimento à PF, Delcídio ficou descontrolado a ponto de interromper a oitiva. Em seguida, passou a negociar uma delação com a Polícia Federal.
Foi nesse clima surreal que a construtora Andrade Gutierrez resolveu na quinta-feira 26 também assinar um acordo. Após aceitar pagar a maior multa da Lava Jato, cerca de R$ 1 bilhão, admitiu o repasse de propinas em obras da Copa do Mundo, da Petrobras, da usina de Angra 3, Belo Monte e da Ferrovia Norte-Sul.
O temor do Planalto, agora, é o retorno à baila da agenda do impeachment. Se aqui estivesse, Joaquim Nabuco certamente repetiria suas palavras proferidas há pouco mais de um século, em meio às discussões sobre a abolição da escravatura e o fim da monarquia. Num ambiente de total esculhambação, “necessitamos de uma reforma de nós mesmos, do nosso caráter, do nosso patriotismo e do sentimento de responsabilidade cívica”.
Fotos: Paulo Lisboa/Folhapress; Alan Marques/Folhapress; Luis Macedo/Câmara dos Deputados

IstoÉ

28 de novembro de 2015

Delcídio foi gravado mais de uma vez

POLÍTICA

Delcídio foi gravado mais de uma vez


Ricardo Noblat
Antes de ser preso, Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, estava grampeado com autorização da Justiça.
A Polícia Federal tem outras conversas dele gravadas - inclusive com um ministro do Supremo Tribunal Federal.
O grampo começou a ser legalmente aplicado depois que Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras preso pela Lava-Jato, entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) a gravação do seu encontro com Delcídio em um hotel de Brasília.
Não foi de Bernardo a iniciativa de bater às portas da PGR. Foi a Polícia Federal que o procurou a respeito. Quando o fez, Bernardo já havia recebido a primeira das 48 parcelas de R$ 50 mil que Delcídio lhe prometera em troca do silêncio do seu pai.
Estrelas da República sabiam que Delcídio fôra incubido de tentar evitar que Cerveró firmasse acordo de delação premiada.
Delcídio não agiu unicamente em defesa de sua reputação, e da reputação do banqueiro André Esteves, seu parceiro na tarefa.
Havia mais gente interessada em calar Cerveró.
Foi por isso que hoje, ao depor na Polícia Federal, Delcídio se descontrolou quando lhe contaram que Lula o chamara de "burro" e o acusara de cometer "uma idiotice".
Como Lula, logo ele que já se meteu em tantras trapalhadas, disse uma coisaa dessas de Delcídio?
O senador preferiu suspender seu depoimento à polícia. Deverá retomá-lo na próxima segunda-feira. Ou ainda neste fim de semana.
Delcídio Amaral durante sessão do Congresso (Foto: Andre Coelho / Agência O Globo)Delcídio Amaral durante sessão do Congresso (Foto: Andre Coelho / Agência O Globo)

27 de novembro de 2015

Semana turbulenta para o PT e o Planalto, faz a República tremer! E ameaça a jovem democracia.




Rô Moreira

Após as gravações reveladoras feitas pelo filho de Nestor Cerveró virem a público  a república tremeu, ela foi abalada como nunca antes na história deste país, e o pior de tudo é que ela revelou o que todos já sabiam, mas não tinham provas. Bastar ver os personagens que foram colocados em cena deste sórdido projeto de poder bolivariano. Percebeu-se que a mentira é prática comum entre eles, que o Estado com seus poderes . Pasmém! Os ministros (Teori Zavascki, Gilmar mendes, Dias Toffoli e Edson Fachinin,) do Supremo Tribunal Federal. De que seriam interlecutores para um possível habeas corpus de libertação de Nestor Cerveró, ex-dirigente da Petrobras, preso por corrupção,  está aparelhado, a imprensa calada e o povo acuado, sem saber para onde correr em busca de ajuda.






Receita  Federal diz que empréstimo de Bumlai pode ter pago chantagista de Lula;
Lula diz que atuação de Delcído contra a lava Jato foi "coisa de imbecil";
PF indicia 19 por venda de MPs e abre inquérito separado para filho de Lula e Gilberto Carvalho;
Joise Hasselman cobra postura de Dilma por assassinato político na Venezuela.

Após prisões de amigos, Lula sempre tenta se desvencilhar com alegações de que nunca foram amigos de verdade ou próximos a ele. Foi assim no mensalão por ocasião de uma entrevista a imprensa portuguesa, dizia que os presos Genoino, José Dirceu e Delúbio Soares não se tratavam de pessoas próximas a ele, e que o mensalão nunca existiu.

Agora Bumlai, aquele que deu seis milhões de reais como forma de empréstimo nunca pago (prática comum entre eles) para que um determinado cidadão deixasse de ameaçar o então Presidente da República e seus companheiros (José Dirceu e Gilberto Carvalho) pela morte do prefeito de Santo André (Celso Daniel) também não é tão próximo assim.


As investigações do Carf deixou sequelas na família de Lula, será que o filho também não é tão filho? Será que as MPs foram assinadas pelo Gilberto Carvalho e não por ele? Será que o companheiro Maduro continua democrata depois do assassinato político ocorrido na Venezuela, onde a Joice cobra uma posição do Governo Brasileiro?


E o Delcídio Amaral? Apenas um imbecil, que fala demais e que deixou o STF sem alternativa, a não ser a de prendê-lo. E segundo informações  a Mulher de Delcídio pressiona por delação do marido. Delcídio Amaral está sendo pressionado pela família para entregar o que sabe e salvar a própria pele. A pressão vem da mãe, da mulher e das filhas. Maika, sua esposa, já mandou avisar que não admite passar o Natal com o marido enjaulado. Ela também ficou enfurecida depois que senadores ignoraram seu apelo para livrar Delcídio da cadeia.

É risível as tentativas desse ex. que nunca sai de cena por conta de tantos crimes praticados por pessoas próximas a ele, com a intenção clara de favorecê-lo e de favorecer o seu partido. O único que ainda é amigo dele é o Vacari, porque roubou só para o partido, este está perdoado por Lula e pelo PT.

Apesar de não ter estudado quase nada na vida, na universidade do mundo esse personagem se pós-graduou nas espertizes do fundo de botequim, onde os metidos a espertos sempre se dão mal, achando que passando o outro para trás não serão descobertos, mas pelo andar da carruagem a Lava Jato chegará no chefe da quadrilha, aquele que sempre usa um bucha para fazer o jogo sujo para ele.


Joice Hasselmann cobra postura de Dilma por assassinato político cometido na Venezuela.

26 de novembro de 2015

Proposta do MEC que altera o ensino de história, causa reações.


Se a base nacional curricular do Ministério da educação , passasse a valer hoje,todas as escolas do país teriam que fazer uma mudança no ensino de história, principalmente no ensino médio.

Não sei, mas posso deduzir que a intenção do Mec nada mais é do que implantar uma ideia bolivariana e doutrinar as próximas gerações mudando o conteúdo de história, principalmente no Ensino Médio.
 As escolas seguem uma visão Européia e cronológica da história medieval, antiga, moderna e contemporânea, além da história do Brasil e da América. A nova proposta elaborada por especialista convidados pelo MEC vai no sentido oposto. Dá ênfase a história da Africa, das Américas, histórias indígenas, nos dois primeiros anos do ensino médio. E as histórias antigas como Européia, Grécia e Roma ficariam para trás, na verdade nem sequer aparecem na proposta curricular do MEC. Esta proposta segue em discussão pelo MEC , pelo menos até o final do primeiro semestre de 2016.


Com informações da Folha de S. Paulo

25 de novembro de 2015

Em anotações, Cerveró diz que Dilma 'sabia de tudo' sobre PasadenaMinuta do documento era lida enquanto Delcídio do Amaral tentava negociar com o filho de Cerveró um acordo para poupá-lo


Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, durante audiência no Congresso Nacional
Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, durante audiência no Congresso Nacional(Rodolfo Buhrer/Reuters)
Na conversa gravada pelo filho do ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, entre ele, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o advogado Edson Ribeiro, o trio discute a minuta da delação premiada de Cerveró, obtida pelo banqueiro André Esteves. A certa alta da reunião, Delcídio chama a atenção para uma anotação em especial, feita à mão por Cerveró: a presidente Dilma Rousseff "sabia sobre todos os movimentos" que envolviam a compra da refinaria de Pasadena, no Texas.
Durante o diálogo, Delcídio cita três vezes as menções de Cerveró a Dilma. As pausas na conversa dão a entender que os três estão lendo o documento. "Aí, por exemplo, no tópico da Dilma, ele [Cerveró] complementa... ele coloca que a Dilma sabia sobre todos os movimentos de Pasadena", diz o senador. "No caso da Dilma, [ele disse:] a Dilma sabia de tudo de Pasadena. 'Ela me cobrava diretamente, diz, várias reuniões'", prossegue. "Aí ele fala da Dilma, que a Dilma acompanhou tudo de perto".
Em sua edição desta semana, VEJA revelou que, ao negociar seu acordo de delação, Cerveró apresentou detalhes de transações em que houve "prejuízo intencional" - uma vez que o verdadeiro propósito era obter dinheiro para a campanha política do PT. E afirmou à força-tarefa que Dilma "o incentivou a acelerar as tratativas de Pasadena". A presidente presidia o Conselho de Administração da Petrobras na época e votou favoravelmente ao negócio. Ela justificou a decisão, dizendo que foi tomada com base em um parecer tecnicamente e juridicamente falho - apresentado justamente por Cerveró.
Preso desde janeiro sob a acusação de embolsar dinheiro sujo do petrolão, Cerveró já foi sentenciado duas vezes pelo juiz Sergio Moro. Numa delas, a cinco anos de reclusão, por comprar um apartamento com recursos desviados da estatal. Na outra, a doze anos e três meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Veja Abril

PF prende Senador do PT Delcídio Amaral e banqueiro André Esteves, do BTG Pactual



A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (25) o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado. Segundo investigadores, o senador foi preso por estar atrapalhando apurações da Operação Lava Jato.

Também foram presos pela PF nesta manhã o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual e o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira.

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem informou que o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, havia sido preso. Segundo informações da Polícia Federal, há um mandado de prisão expedido que não foi cumprido porque ele está nos Estados Unidos. Como não pode ser preso lá, a PF pediu a inclusão do nome do advogado no chamado "alerta vermelho" da Interpol. A inclusão depende de autorização do STF. A informação foi corrigida às 10h09)



A prisão de Esteves está ligada a inquéritos no âmbito da Lava Jato que tramitam no STF. Em nota, o BTG Pactual informou que "está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações.”

As prisões foram um pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As prisões de Delcídio e de Ribeiro são preventivas, que é quando não há data determinada para terminar. As demais são temporárias, com data de término.

Delcídio foi preso por tentar dificultar a delação premiada de Cerveró sobre uma suposta participação do senador em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo investigadores, Delcídio chegou até a oferecer fuga a Cerveró, para que o ex-diretor não fizesse a delação premiada, o que reforçou para as autoridades a tentativa do petista de obstruir a Justiça.

A prova da tentativa de obstrução é uma gravação feita pelo filho de Cerveró que mostra a tentativa do senador de atrapalhar as investigações e de oferecer fuga para o ex-diretor não fazer a delação.

A assessoria do senador informou que o advogado dele, Maurício Leite, recebeu uma ligação do Delcídio e embarcou de São Paulo para Brasília para acompanhar o caso.

O senador foi preso no hotel onde mora em Brasília, o mesmo em que estava hospedado o pecuarista e empesário José Carlos Bumlai quando foi preso nesta terça-feira (24). Depois ele foi levado para a superintendência da PF em Brasília. Ele começou a prestar depoimento logo depois de chegar ao local. Segundo a PF, Delcidio vai ficar numa cela de 20 m², com banheiro, a mesma em que ficou o ex-governador do DF José Roberto Arruda quando foi preso, em 2010.

Também foram realizadas buscas e apreensões no gabiente de Delcídio, no Congresso, e na casa dele, em Campo Grande (MS).

A Constituição diz que membros do Congresso não poderão ser presos, "salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão".



Ainda na manhã desta quarta, uma sessão extraordinária na Segunda Turma do STF deverá analisar os mandados de prisão, informou o ministro Gilmar ao chegar ao tribunal.

Histórico
O líder do governo foi citado na Lava Jato na delação do lobista conhecido como Fernando Baiano. No depoimento, Baiano disse que Delcídio recebeu US$ 1,5 milhão de dólares de propina pela compra da refinaria.

Em outubro, Delcídio havia negado o teor da denúncia de Baiano e disse que a citação a seu nome era "lamentável".

Delcídio também foi citado em outro contrato da Petrobras, que trata do aluguel de navios-sonda para a estatal. Segundo Baiano, houve um acordo entre Delcídio, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ex-ministro Silas Rondeau, também filiado ao PMDB, para dividir entre si suborno de US$ 6 milhões.

O líder do governo havia classificado a denúncia de uma "coisa curiosa" que não tem lógica.


G1

24 de novembro de 2015

Comercial com “Pai Nosso” é proibido e chamado de “ofensivo”

Rede de cinemas da Inglaterra considerou material "sensível"
por Jarbas Aragão

Comercial com “Pai Nosso” é proibido e chamado de “ofensivo”Comercial com oração é proibido por ser "ofensivo"
A Igreja da Inglaterra tem experimentado um constante declínio em assistência nas últimas décadas. Religião oficial do Reino Unido, também chamada de episcopal anglicana, a Igreja possui uma orientação liberal e deve fechar nos próximos meses cerca de dois mil templos.
Decidida a se tornar mais “atraente” para os jovens, está lançando uma campanha que tem como tema “Just Pray” [Simplesmente ore], com uma linguagem mais moderna, colocou um site no ar para estimular pessoas a compartilharem seus pedidos de oração e oraram uns pelos outros.
Um vídeo de menos de um minuto foi criado para divulgar a ideia. Segundo o jornal Independent, além da internet, o material seria divulgado em salas de cinema do Reino Unido. Contudo, o material foi considerado ‘potencialmente ofensivo’. O vídeo mostra apenas pessoas fazendo a oração do “Pai Nosso”, são homens, mulheres e crianças, de diferentes idades, dizendo as frases da conhecida oração ensinada por Jesus.
A direção da Igreja afirmou ter ficado “desnorteada” com a decisão das redes de cinema controladas pela empresa Digital Cinema Media. O comercial da Igreja da Inglaterra seria exibido antes do filme Star Wars: o Despertar da Força, que estreia perto do Natal.
Em nota, a empresa, uma das maiores do Reino Unido em sua área, afirmou que aceita divulgar material de conotação política ou religiosa em seus cinemas. O motivo seria não ferir as crenças individuais de seus telespectadores.
O Arcebispo Justin Welby, principal líder da denominação, disse ter ficado decepcionado por não poderem estimular as pessoas a oraram mais “na semana antes do Natal, quando celebramos o nascimento de Jesus Cristo”. O pastor Arun Arora, diretor de comunicações da Igreja da Inglaterra, foi mais contundente classificando a decisão da rede de cinema de “simplesmente idiota”, os acusando de “limitar a liberdad


Gospel prime

Governo paga diária a Stédile, o chefe do MST



O governo federal repassou sem qualquer processo licitatório, milhares de reais ao lider do Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. A Grana tem sido depositada ao longo dos governos petistas, ao menos 24 vezes. A maioria dos pagamentos (18) foi justificada como "Diárias a colaboradores eventuais para bancar viagens de Stédile para locais como Brasília, São Paulo e Florianópolis.

Em 2015, a presidência agou diária dos cofres públicos para Stédile a uma entrevista no programa "Espaço Publico" da EBC, a TV do Lula.

Stédile não dispensa nem as merrecas saídas dos cofres públicos. Em 2004, embolsou R$ 120 para ir a evento de "qualificação social"

O líder do MST abusou das "diárias", com o dinheiro público, em 2013, pagas pela presidência da República, ora pelo Ministério da Educação
Em 2005, o tribunal de contas da união chegou a investigar a farra de Stédile. Teve trecho que recebeu e não viajou. mas acabou em Pizza. Veja também.




23 de novembro de 2015

Cessacionismo - "Provando que dons carismáticos cessaram"





Neste breve, porém esclarecedor artigo o Dr. Peter Masters (que é o sucessor atual de C. H. Spurgeon no pastorado do Tabernáculo Metropolitano de Londres), de forma bíblica e precisa mostra o caráter anti-Bíblico dos movimentos carismáticos ou pentecostais. Eis um esboço deste artigo:

1. Nenhum Dom Carismático Ocorreu Depois da Era dos Apóstolos

2. O Propósito Temporário das Línguas

3. As Línguas Eram Idiomas Reais

4. Sem Instruções Para Nomear Profetas

5. A Revelação Já Está Concluída

6. As Escrituras Testemunham o Fim dos Dons de Sinais e Revelações

O Dano do Ensino Pentecostal [Conclusão]

•••

Provavelmente no cenário atual brasileiro o pentecostalismo seja o pior inimigo da Reforma, e de uma volta radical aos padrões bíblicos para uma verdadeira adoração a Deus. Assim, está é a hora de todos aqueles que lutam por uma Reforma Bíblica nas Igrejas do Brasil levantem a sua voz e clamem contra os abusos, absurdos e heresias que acontecem no meio Pentecostal.

Deus nos ajude. Amém!


Cessacionismo
- "Provando que dons carismáticos cessaram"


FAÇA download do livro no LINK
abaixo


http://oestandartedecristo.com/site/wp-content/uploads/2014/08/Cessacionismo-Provando-Que-Dons-Carismáticos-Cessaram-por-Peter-Masters.pdf

"Os Apóstolos e os Dons"



O século vinte tem testemunhado o crescimento daquilo que muitos defendem ser os dons milagrosos do Espírito Santo. Depois de aproximadamente 1800 anos de silêncio, no meio do cristianismo bíblico, os dons apostólicos "supostamente" retornaram. Este fenômeno tem influenciado tanto a corrente de pensamento religiosa de nossos dias, que alguns ficam surpresos ao serem confrontados por alguém que ouse questionar a validade ou autenticidade desta afirmação. Nós desafiamos qualquer cristão sério a olhar para esta doutrina á luz das Escrituras e a perguntar honestamente: "Os dons milagrosos dos apóstolos retornaram?" Para respondermos a esta pergunta, nós devemos olhar para as Sagradas Escrituras, que é a nossa autoridade final.
Estas três listas de dons são encontradas no Novo Testamento





Ao examinarmos esta lista, encontraremos alguns dons que são miraculosos ou extraordinários (com asterisco) e outros não são milagrosos ou ordinários (sem asterisco). O nosso propósito é tratar dos milagrosos ou extraordinários. Assim, dividiremos estes em quatro partes.


I. Apóstolos
1- Quem eram eles? O termo "apóstolo" literalmente significa mensageiro, alguém enviado ou delegado. Ninguém podia ser um apóstolo pela própria vontade ou desejo, eles deveriam ser pessoalmente chamados pelo Senhor Jesus Cristo para este ofício. "E, quando já era dia, chamou os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos" (Lucas 6:13). Todos eram homens, não havia nenhuma mulher chamada para ser "apóstolo".

De acordo com o Livro de Atos 1:21-22, para que alguém se tornasse um apóstolo, era necessário ter sido testemunha ocular durante todo o ministério público de Cristo incluindo depois da Sua ressurreição.

Foi permitido a igreja primitiva nomear diáconos (Atos 6:5) e anciãos (Atos 14:23), mas eles não podiam nomear apóstolos. Tal prerrogativa veio diretamente e tão somente de Cristo. Mesmo em Atos 1, a decisão final daquele que ocuparia o lugar de Judas, foi deixada nas mãos do Senhor. "E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido" (Atos 1:24).

No Novo Testamento, nós também encontramos a mesma palavra Grega para "apóstolo" sendo usada para designar homens cujas igrejas escolheram para transmitir informações ou ajuda duma igreja para outra (II Coríntios 8:23; Filipenses 2:25; Atos 14:14; Apocalipse 2:2) Estes, portanto, não devem ser confundidos com os doze escolhidos pessoalmente por Cristo como Seus apóstolos.

O apóstolo Paulo desfrutou de um chamado único ou exclusivo. Embora ele não tivesse acompanhado Cristo durante Seu ministério público, ele viu Cristo ressuscitado e foi especialmente designado por Ele, como vemos em Gálatas 1:1, "Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos)" Novamente Paulo explica; "e por derradeiro me apareceu também a mim, como a um abortivo" (I Coríntios 15:8.) Cristo chamou a Paulo mesmo depois da época da chamada dos apóstolos ter passado. Observe que Paulo foi o último de todos os apóstolos na terra a ver o Senhor Jesus de maneira visível, como uma testemunha de Sua ressurreição. Ninguém tem visto Cristo desta maneira desde então. Por isso, Pedro podia presumir que nenhum de seus leitores tinha visto o Senhor: "Ao qual, não o havendo visto amais, no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso" (I Pedro 1:8)

Ninguém, hoje em dia, que se advoga ser um apóstolo, preenche estas qualificações bíblicas. Da mesma forma, não temos nenhum dos apóstolos presentes para poder confirmar este chamado, como podemos ver quando Paulo foi recebido e reconhecido pelos mesmos (Gálatas 2:9). Vemos na igreja de Corinto, que um irmão com o dom de profecia, não falava e não era aceito sem que outros com o mesmo dom julgassem se o que foi dito vinha realmente da parte de Deus, sendo assim, como podem então estes que hoje dizem ser apóstolos serem julgados, sendo que não há mais apóstolos em nosso meio (I Coríntios 14:29.).

2- A Função deles. De acordo com Efésios 2:20, os apóstolos tiveram papel importante no desenvolvimento da Igreja Neo-Testamentária, que foi edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina." O papel deles incluiu pelo menos três funções. Primeira: A de serem testemunhas contundentes da ressurreição de Cristo, pois todos puderam vê-lo em Seu corpo ressuscitado. Segunda: A de receberem a revelação do mistério da Nova aliança, ou época da igreja, que seria composta tanto de judeus como de gentios (Efésios 3:1-10.). Os apóstolos foram os primeiros a entenderem esta verdade e a ensinaram para outros. Terceira: Eles foram inspirados a escrever a infalível Palavra de Deus ou Santas Escrituras, que as gerações posteriores poderiam ler. Todo o Novo Testamento foi escrito por um apóstolo ou por alguém diretamente ligado a um deles. Pouco antes de sua morte, o ultimo dos apóstolos que ainda sobrevivia, nos relata que este aspecto do trabalho deles foi completado de uma vez por todas (Apocalipse 22:18-19). Desde então, não temos mais nenhuma revelação que seja inspirada e genuína.

3- Sua Duração. O ofício de apóstolo foi temporário, pois seu trabalho estava limitado ao período de estruturação da igreja. O fundamento se faz necessário somente uma vez, e dali em diante, nós construímos sobre ele, pois não colocamos repetida e interminavelmente um fundamento. Não há lugar para apóstolos em nossos dias, pois o fundamento já foi há muito tempo completado. O cristianismo bíblico tem sido edificado sobre este fundamento por mais de 2000 anos. É uma coisa totalmente vergonhosa e arrogante, alguém ousar se colocar a si mesmo em pé de igualdade com Pedro ou Paulo e assumir o título de apóstolo hoje.

II. Profetas

1- Quem eram eles? O Novo Testamento não fala das qualificações deste ofício, mas os profetas são várias vezes mencionados em conexão com os apóstolos. "Profetas e apóstolos lhes mandarei" (Lucas 11:49); "edificados sobre o fundamento de apóstolos e profetas" (Efésios 2:20); "como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas" (Efésios 3:5.)

2- A Função deles. Os textos acima mostram que aqueles profetas compartilharam da estruturação da igreja junto com os apóstolos. Eles ensinaram as verdades divinamente reveladas, mas não foram instrumentos usados para escrever as Escrituras.
3- Sua Duração. Este dom estava relacionado ao fundamento ou estruturação da igreja, portanto, ele cessou juntamente com o dom de apóstolo, uma vez que este trabalho de estruturação foi completado e bem sucedido.

Na prática, hoje em dia, cada seita moderna tem o seu início por alguém que se auto-nomeou profeta ou apóstolo. Se acreditarmos na continuidade deste dom, nós não teremos um método seguro pelo qual poderemos refutar suas grosseiras heresias. Afinal de contas, quem vai discutir com um profeta!

III. O Dom de Línguas e de Interpretação

1- O que era ou em que consistia este dom. O verdadeiro dom de línguas consistia em falar uma língua ou dialeto o qual era anteriormente completamente desconhecido para aquele que falava, mas conhecido por algum grupo étnico daquela época. Havia conteúdo e um significado real nas palavras proferidas, e não mera balbuciação ou palavras e frases sem nexo. No dia de Pentecostes, "cada um os ouvia falar na sua própria língua." [literalmente !dialeto?] (Atos 2:6.) Além disto, enquanto Pedro explicava este milagre para a multidão, ele iguala o dom de línguas ao dom de profecias ao citar a profecia de Joel: "E também do meu espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão" (v.18). Novamente, I Coríntios 14:5 iguala o dom de profecia ao de línguas se houver intérprete, pois "o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação."

I Coríntios 12:30 refuta a idéia popular de que todo convertido falava em línguas. Mesmo em Corinto, Paulo pergunta; "falam todos diversas línguas? Interpretam todos?"
A idéia moderna de que há outro tipo de dom de línguas, ou a língua dos anjos, é simplesmente estranha as Escrituras e deve ser rejeitada. O dom que alguns dizem possuir, que não passa de balbuciação, não é o verdadeiro dom de línguas.

2- Seu Propósito. Um dos propósitos deste dom era mostrar ao Judeu que Deus estava julgando a sua nação. "De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis" (I Coríntios 14:22). Desde o tempo de Abraão, Deus tem falado para eles em Hebraico; mas agora, após a vinda de Cristo, Deus estava falando com eles em outras línguas, ou seja, as línguas dos gentios, para mostrar ao Judeu que o privilégio que eles tinham como nação chegara ao fim, pois os gentios também seriam participantes da aliança da graça. O fim da nação judaica ocorreu no ano 70 D.C, quando Jerusalém foi destruída. A partir daí, o sinal do julgamento, a saber, o dom de línguas, não era mais relevante nem necessário.

Um outro propósito para o dom de línguas, quando acompanhado do dom de interpretação, era o de edificar os convertidos no ajuntamento local. A interpretação de línguas, assim como o dom de profecia, serviram de forma direta para que a igreja recebesse "parcelas" da verdade. "Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos" (I Coríntios 13:9). Deus concedeu estes dons temporários enquanto a igreja estava no estágio de menino, e precisava se alimentar com alimento adequado, mas este foi substituído por uma perfeita e completa revelação, quando o Novo Testamento se completou. "Mas, quando vier o que é perfeito [Literalmente, maduro, adulto, completo] então o que é em parte será aniquilado" (v.10). A Palavra de Deus escrita, é um alimento e uma dieta perfeitamente balanceada para os Cristãos de hoje. O falar em línguas hoje, iria nos confinar a um estado de perpétua infância.

3- Sua Duração. Desde que a função do dom de línguas, quando interpretada, era o mesmo que o de profecia, e que este cessou juntamente com o de apóstolos, o dom de línguas terminou da mesma maneira ou época. Isto foi exatamente o que Paulo falou para a igreja de Corinto que aconteceria; "o amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá" (I Coríntios 13:8). As línguas foram um bloco utilizado no fundamento da igreja, o qual foi completamente concluído nos tempos apostólicos. Ou, usando a analogia de Paulo, estes dons milagrosos pertenceram à época de infância da igreja, mas Deus nunca teve a intenção de que ela permanecesse para sempre neste estágio! "Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, quando cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino" (v. 11).

O fato de encontrarmos em I Coríntios 14, um guia para o uso dos dons na igreja, não significa que eles permaneceriam para sempre. Além disso, essa orientação nem mesmo é seguida por aqueles que dizem possuir este dom hoje. Somente aos homens era permitido usar estes dons (v. 34), e se houvesse interprete, e não mais que três em cada culto, e também não deveriam fazê-lo de forma simultânea, mas um após o outro.

IV. Milagres e Curas

1- Quem tinha estes dons. Uma leitura cuidadosa do Novo Testamento revela que os apóstolos é quem geralmente exerciam estes dons. Por exemplo: "e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos" (Atos 2:43). "E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos" (Atos 5:12). Paulo podia dizer aos Coríntios; "os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas" (II Coríntios 12:12).

2- Seu Propósito. O propósito primário destes milagres era validar ou autenticar a autoridade dos apóstolos como mensageiros verdadeiramente enviados por Deus. Em Hebreus 2:3-4 lemos que a verdade da salvação ensinada por Cristo, "foi-nos confirmada pelos que a ouviram; testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade" Como foi nos dias de Moisés, assim também foi nos dias de Cristo e dos apóstolos, ou seja, os Judeus exigiam um sinal (I Coríntios 1:22) como prova de autenticidade, e Deus assim cuidou para que eles recebessem este sinal como prova.

3- Sua duração. Atos 8 nos indica que somente os apóstolos tinham o poder de transferir um dom miraculoso para outra pessoa, e esta pessoa não poderia transferi-lo a outrem. Filipe, o evangelista, pôde fazer milagres em Samaria (v. 6-7), mas os dons somente foram compartilhados com os novos convertidos depois que dois dos apóstolos vieram de Jerusalém (v. 14-19).

O dom de milagres cessou com a geração que veio depois da morte dos apóstolos.

Informações adicionais
A suposta capacidade de operar ou fazer milagres, não é uma garantia de que alguém está agindo pela verdade ou possua realmente vida espiritual. Os mágicos de Faraó copiaram os milagres feitos por Moisés. O homem do pecado em II Tessalonicenses 2:9-10 é descrito como aquele "cuja vinda é segundo a eficácia de satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem." Nosso Senhor ensinou que muitos no dia do julgamento irão reivindicar serem profetas e exorcistas de Cristo, mas que lhes será negada a entrada nos céus, pois eles na verdade são aqueles que "praticam a iniqüidade" (Mateus 7:22-23).

É realmente curioso que aqueles que professam possuir os dons apostólicos, raramente falam a respeito de certos dons arriscados, como o pegar em serpentes e tomar veneno (Marcos 16:18). O silêncio deles neste assunto é ensurdecedor.

Você poderia perguntar; Mas os dons não deveriam estar em operação em nossos dias, pois Jesus é sempre o mesmo? A resposta é que o Seu caráter essencial não muda, mas isto não significa que Ele faça exatamente as mesmas coisas aqui na terra em cada geração. Por exemplo: Nós não oferecemos animais em sacrifício como no Velho Testamento.

* * * * *
"Para aqueles que poderiam argumentar, "Eu tenho minha própria experiência e não me importo com que a Bíblia ou alguém venha me dizer" Nós responderemos com as palavras de Isaías 8:20; "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles." As Escrituras estão acima de nossas experiências e sentimentos e o padrão para julgar as experiências e não o contrário.

Os dons apostólicos verdadeiramente voltaram? Não. Não há apóstolos nem dons apostólicos hoje. O fundamento da igreja já foi colocado, o Novo Testamento está completo e a nação judaica está espalhada, a necessidade deste ofício ou dos dons já passou. É certo que Deus pode fazer milagres, mas o dom de operar milagres não é dado hoje a ninguém.

Positivamente, as Escrituras têm algo para os salvos de hoje que é mais excelente do que os dons extraordinários que cessaram, e que a graça comum como a fé, a esperança e o amor é o que permanecem agora (I Coríntios 12:31; 13:8,13). Apesar de dizermos graça "comum", ela é na verdade sobrenatural, e Deus ainda premia os que a praticam. "Sem a santificação, ninguém verá ao Senhor" (Heb. 12:14). É hoje o nosso dever desejar e cultivar esta graça."

Autor: Pastor Daniel A. Chamberlin Covenant Baptist Church 500 W. College P.O. Box 741 Broken Arrow, OK 74013 (918) 251-5525 Tradução: Pastor Eduardo Cadete, Março 2004 Edição: Pastor Calvin Gardner, Abril 2004 Correção gramatical: Albano Dalla Pria 5/04Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

Cessacionismo em foco
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